Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Uma chave preciosa


Muitos já passaram pela experiência de chegar a lugares em que a natureza exprime grande harmonia e perceberem-se convidados ao silêncio. A natureza é espontaneamente silenciosa: as plantas crescem em silêncio, o Sol brilha em silêncio, o dia e a noite se sucedem em silêncio. E mesmo quando os seres e os elementos da natureza emitem sons, conseguem fazê-lo sem romper essa condição.

Nos momentos de reencontro com o silêncio temos lampejos da nossa integração na Totalidade. São momentos valiosos, mesmo quando logo depois os condicionamentos e hábitos afirmam o contrário.

A estrutura da civilização moderna afastou-nos do silêncio e, assim, continuamente perdemos a oportunidade de penetrar a via de união com o que há de mais verdadeiro em nosso interior. A agitação e o bulício cotidiano das aglomerações nas cidades enfatizam os aspectos superficiais da existência, postergam o mergulho nas profundezas de uma vida mais ampla. Somos com insistência chamados a colocar a atenção em superficialidades, a valorizar em excesso as aparências; desse modo, pouco a pouco nos deixamos envolver por elas e nos distanciamos de uma percepção mais profunda da vida.

O silêncio é básico para o equilíbrio integral do ser e para a sua evolução. Num sentido bem amplo, seu cultivo não implica necessariamente privação do uso da palavra, embora essa prática possa estar incluída de forma moderada. A esse propósito, um filósofo disse que a abstenção de palavras é como a casca de um fruto; a casca não é o fruto, mas o protege enquanto ele cresce. Assim, para chegarmos ao silêncio são requeridas ocasiões de recolhimento, de aquietação dos sentidos, de ausência de envolvimentos externos — ocasiões de união com o mundo interior, com a essência de tudo e de todos.

O silêncio vai agindo dentro de nós com sua energia poderosa e pacificadora. Vai retirando véus, vai revelando-nos o modo de não ficarmos a mercê das influências externas, de reconhecermos a unidade da vida. Aproxima-nos da nossa real expressão e nos leva a permitir a de nossos semelhantes.

Para qualquer pessoa o silêncio é transformador; mas para os buscadores do Espírito ele é a própria luz do caminho.

Extraído do boletim Sinais de Figueira, de Trigueirinho

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