Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Thursday, October 6, 2011

O Despertar do Guerreiro Sagrado XII

Dentro da ampola humana trava-se o encontro decisivo do drama universal. Dentro do ser humano acontece o forjar de um dos elos essenciais da cadeia cósmica, um elo que não existe e que compete ao homem gerar. Esta afirmação tem pelo menos 6 mil anos.

Foi ligado o circuito de fogo entre os seres humanos. Está inaugurada para a humanidade inteira, a possibilidade da troca do fogo entre seres humanos, um tipo de ignição, de acção pura, que não depende especialmente dos nossos estados de espírito, por estranho que isso nos pareça.

A capacidade e a possibilidade de tu seres activado como um centro emissor do poder que liberta, não depende apenas das pequenas alterações do quotidiano, mas tem a ver com uma grande onda que abrange dezenas de encarnações. Esta encarnação é uma encarnação de síntese, ela não está a acontecer para que cada um de nós tome decisões entre luminosodade e obscuridade, nós já não estamos nesse patamar. Nós estamos sendo chamados a escolher entre o bom e o óptimo, entre o óptimo e o excelente, entre o excelente e o sublime, daí a subtileza das provas. Já ninguém neste final de milénio está sendo preparado para escolher entre o bom e o mau, essa escola terminou há várias encarnações, para todos nós. O nosso problema é que temos perante nós o óptimo e o sublime. Nós estamos sendo chamados para desenvolver uma velocidade de escape planetária em relação à Terra e conquistar a consciência orbital estável.

Os nossos veículos estão sendo preparados, secretamente, para permitirem o encarne da parte de nós que é nascida no céu. Existe um núcleo, uma realidade em ti que é nascida fora do espaço, fora do tempo, acima do carma, acima do darma, acima do serviço. Existe um núcleo em ti, um facto oculto inamovível, que é nascido no céu. A origem dele é o próprio Cristo, é uma parte que está aqui para realizar o elo dourado, para contribuir para a forja do elo de ouro que deverá ligar de uma forma terna, doce, sensível, poética, está aqui para gerar esse elo com a base da criação, com os graus da substância. A "tua terra natal" não tem nada a ver com a ternura de infância, isso é um grau microscópico de uma experiência de sensibilidade, quando comparada com a verdadeira saudade da origem.

Nascido no céu. Tu és uma emanação, momentânea da super consciência cósmica e esta origem tornou-se activa, ela passou do estado de semi ocultação, até ao momento em que a alma começa a desenvolver a qualidade da invocação contínua.

Quando se diz que as nossas almas passaram do 4º para o 5º plano, significa que nós temos estes pássaros de luz dentro de nós, que se cansaram de brincar com jogos humanos (tu podes não estar cansado, mas a tua alma já está), é por isso que se pode dizer com segurança, que a prova e o trabalho desta encarnação não é uma prova entre o bem e o mal, porque a nossa alma não está mais disponível para continuar a brincar com experiências humanas. A qualidade da invocação que a nossa alma está a desenvolver hoje, a precisão, a luminosidade, o calibre da meditação que a nossa alma já está a desenvolver, retirou-a pura e simplesmente do 4º plano e fez com que ela entrasse naquilo a que podemos chamar meditação e invocação contínuas.

Antes, nós rezávamos o Pai Nosso quando nos lembrávamos disso, quando alguém nos lembrava disso, ou quando de repente nos caía um piano em cima da cabeça e era necessário rezar um Pai Nosso. Actualmente, não é preciso mais esse processo em níveis reais, porque a nossa alma no 5º plano, ela é uma oração perene. Mais do que nunca, o trabalho de oração é um trabalho, agora, de actualização, nada mais, porque o nosso ser interno a nível da alma, entrou em oração contínua. Qualquer oração é uma repetição de um facto que já existe em nós, isto significa, que estamos sendo convidados a passar do estágio das orações intermitentes, das referências, do ter que me alinhar com o meu ser interno, para o estágio de ficar alinhado o tempo todo, porque se me mantenho alinhado com a minha realidade central, tu libertas de ti a energia da oração como um perfume.

Dentro de nós aconteceu a fundação daquilo a que se chama o 5º nível. Houve uma mudança de oitavas, houve um deslocamento inter níveis. Como a hierarquia da Terra passou toda ela a prova que tinha a passar neste século, ela subiu um nível, as almas passaram do 4º para o 5º nível e o teu eu consciente está sendo chamado a entrar no quarto nível, por isso é que se fala em seres de 4ª dimensão.

O que é que significa ser consciente na 4ª dimensão? Significa estabilidade na luz, não se trata de objecto referencial da luz, o símbolo, o livro sagrado, o Buda, o incenso, o mestre, tudo isso passou, a porta está aberta para que estes eus conscientes devam tornar-se estáveis na luz sem nenhuma espécie de muleta - nós podemos usar esta expressão (muleta) agora, há 20 anos atrás não podíamos, porque o Buda, o livro, o amigo espiritual avançado, tudo isso era legítimo, agora, a partir do momento em que se deu a transição oculta, os nossos eus conscientes precisam ir para o ponto que lhes corresponde, e isto liberta a nossa alma para ocupar o seu verdadeiro lugar e iniciar o processo oculto ligado à construção do corpo de luz.

Nascido no Céu. Esse ser em ti que nasceu no céu, está começando a sentir a mónada, está a começar a sentir uma libertação em relação às camadas compressivas que mantinham a personalidade no mesmo binário há séculos. Quase tudo o que tu fizeste até hoje foi feito pelos teus avós e pelos teus pais, não tem nada de novo, praticamente toda a nossa experiência a nível da personalidade é uma reorganização dos mesmos elementos que foram vividos pelas gerações anteriores, qual é o interesse disto? Tem uma grande vantagem, tu não morres de fome. É necessário que este ser consciente contacte o tédio imenso que está acumulado no seu semi consciente, com o facto de ele perceber de que toda a luta horizontal, toda a experiência de enganar o próximo, é um remanejamento de forças, é como se não houvesse nenhuma diferença entre estares a viver no século XX, ou no séc. XVIII ou no Séc. X, não existe libertação, actualização, a personalidade humana comum vive com camadas de hábitos, recapitula etapas que a espécie já viveu.

Claro, tu não morres à fome, se tu repetires os actos da espécie, a espécie alimenta-te. Isto é uma coisa dos anos 60, isto os hipies tentaram deixar claro, depois eles próprios afundaram-se nas suas próprias contradições, são energias dos anos 60, não é para repetir o que as gerações anteriores fizeram, gerações estas subjugadas pelo consciente esquerdo do cérebro. O consciente esquerdo, é uma capacidade cerebral que nós temos, de gastar em armamento por minuto, mais do que num ano se gasta na saúde mundial. Bastava um neurónio ou dois do consciente direito começar a berrar para dentro do consciente esquerdo, para este começar a pôr em questão as coisas.

Se eu ainda não contactei uma insatisfação incompleta com o jogo de forças mundial, então eu estou fazendo um trabalho de repetição de coroa da espécie, isto não é espiritual, isto é uma coisa da mente cristalizada, adormecida, obscurecida.

Com os discípulos mundiais, com estes seres à escala planetária que são agentes secretos da luz cósmica na Terra, dá-se o fenómeno oposto, tu estás sendo preparado para te transformares numa realidade estacionária de luz orbital - o ser a que se resolveu chamar discípulo mundial, isto é, um ser que está a começar a tornar-se consciente de que ele é um de cinco biliões de avos da humanidade e de que ele é uma consciência orbital em processo de encarnação progressiva.

Esta é a prussessão do ciclo psicológico: primeiro eu vejo-me a mim próprio como um coitado que sofre, um ser que vem do passado, nascido na Terra e que vai tentar chegar ao céu. A inversão de polaridade planetária e a nova energia que está a descer, reformula completamente a forma como nós nos deveremos relacionar com o facto oculto dentro de nós, tu és um nascido no céu com dificuldades de aterragem. É outro campo vibratório. Isto significa que a identidade que antes estava retida na parte social e cultural, escapa-se, fica uns tempos sem saber o que fazer, que é o que vai acontecer com todos nós durante algum tempo, já nos devemos estar a sentir pós culturais, pós sociais, pós económicos e depois de tu te sentires pós tudo, ficas no vazio até que começas a perceber que o teu eu estava lá em cima à espera, e que aquilo a que tu chamavas eu, era um reflexo e a partir daí, começas a funcionar como um nascido no céu tentando entrar dentro dum computador biológico, dentro de uma natureza humana.

Tu és um anjo físico, será que nós conseguimos começar a funcionar com este novo paradigma? Eu sou um anjo físico.

O que é que significa para mim, nascido no céu? O que é que significa para mim a minha origem ser supra planetária? Para que é que serve esta consciência ? Em que é que isto não se vai transformar numa forma de alienação? Em primeiro lugar, é que de facto tu és nascido no céu e a verdade nunca é alienante, e em segundo lugar, à medida que funcionas como um anjo encarnado, isto é, como uma mónada exprimindo-se através de uma consciência monádica, tu transmites para fora um hálito luminoso que os outros seres humanos vão beber como se fosse água no centro do deserto, tu sabes que é real porque tu começas a matar a sede aos outros seres, simplesmente! Quer eu queira quer não.

Nós tínhamos amigos para conversar, para ir ao cinema, para uma série de trânsitos horizontais, o que Eles estão tentando produzir em nós é a capacidade de libertar e receber fogo espiritual, puro, entre seres humanos, trata-se de estar frente ao teu amigo, como se estivesses frente ao teu Mestre interno, este trabalho é muito simples e muito exigente, porque eu preciso de começar a fundar nas minhas relações, aquilo que foi fundado na minha alma no 5º plano, senão dá-se um descompasso. E agora vem o alibi das forças involutivas. "áh, mas eu vou passar a ficar sozinho, ninguém me vai entender!" O encontro que está a acontecer aqui, está a contecer igual em 20, 50 pontos do planeta, portanto, não há mais sozinho, o que há é uma requalificação das relações humanas, é tirá-las de um nível e colocá-las noutro nível.

Os seres que estão sendo colocados à nossa frente, estão ali para dar e receber fogo espiritual, isto é, a capacidade que dois seres humanos têm de se libertarem mutuamente. O que Eles estão tentando inaugurar em nós, é a capacidade de dois seres humanos trocarem energia espiritual pura, do 5º nível para o 5º nível, com as personalidades concordando ou não com isso. Este trabalho consiste em conseguir transmitir fogo, um agente libertador puro para dentro do outro ser e receberes o mesmo sinal vindo do outro. Isto vai-nos colocar acima das árvores, podem vir dilúvios, pode haver banca rota mundial, pode haver fragmentação da falha de Santo André, não tem mais a ver contigo, se tu és um processador do fogo, tu estás na nova Terra vibratoriamente.

O Despertar do Guerreiro Sagrado XI

A energia está procurando dissolver os momentos especiais - isto é algo que vai profundamente contra a nossa compreensão de ritualizar pontualmente a nossa relação com o Divino. A energia está a começar a dissolver a divisão entre o momento em que nós estamos conscientes da presença e o momento em que estamos amnésicos da presença.

Nós estamos assistindo gradualmente a uma queima da eficácia dos rituais artificiais dentro dos quais os momentos para meditação existiam e a um pedido sub liminar da Hierarquia de que instale uma nova normalidade.

O caracter excepcional dos indivíduos que se mantêm conectados com campos de voltagem e forças de tracção monádica, este tipo de ser digno de atenção, este carácter excepcional também terminou. A nova normalidade é composta por indivíduos que trazem no seu eu consciente e adaptaram a sua consciência cerebral à consciência de que eles são seres cuja origem está numa dimensão acima e cuja origem é mais activa do que a causa, cuja raiz se tornou mais activa do que o próprio fogo. Então, nós temos um impulso global que actua por detrás da nossa consciência e que está fazendo subir a média da frequência em que cada um de nós se encontra estável, isto significa que cada vez mais Eles estão procurando criar em nós uma estabilidade cármica.

Antigamente o ritmo humano em relação à energia descendente era composto por uma normalidade cinzenta, um misto de dor e de picos de consciência e esses picos de consciência eram fortes o suficiente para manter um indivíduo num nível alto de consciência horas ou dias. Nós tínhamos um ritmo descontínuo, umas vezes forte, outras fraco, outras vezes ficava muito tempo parado, outras descompassado e de repente a pessoa recebia um solene puxão na sua consciência interna, ele era empurrado para cima, nós tínhamos um processo arrítmo com momentos magníficos, e o enquadramento do magnífico era dado justamente pelo seu oposto, pela experiência cinzenta do quotidiano, ou pela experiência não conseguida do processo individual.

Neste momento, quando se fala da entrada no seio da Humanidade, de um tipo de fogo que introduz o pulsar do Universo dentro da evolução da Humanidade - de um ritmo certo da nossa resposta ao impulso -, os Irmãos não nos estão pedindo para irmos às quatro da manhã para a colina jurar fidelidade a Eles, que eventualmente pode acontecer, mas não é esse o pedido. Assim como Eles estão-nos pedindo que o indivíduo depois desse juramento não caia no seu oposto. Sempre que um indivíduo contacta uma energia demasiado alta para ele, isso pode conduzir a uma autêntica batalha dentro dos seus corpos, se essa energia não vem de um processo rítmico integral.

A operação de criação de um novo Homem implica uma extrema atenção aos detalhes, é ao nível do minuto que o novo Homem está a ser construído - eu não faço a mínima ideia do que vou dizer daqui a dois minutos, mas neste minuto estou procurando não sair da frequência que produz o acontecimento e nós estamos sendo treinados, não para perder a capacidade de antevisão nem de planeamento, mas de responder de forma macro e microscopicamente ígnea ao poder criador do minuto. Um minuto é tão sagrado quanto uma mudança de milénio, depende da consciência em que o indivíduo estiver.

Estes dínamos na evolução da Humanidade, estão-se preparando para fazer mudar a placa da normalidade de uma oitava, para uma nova oitava, de forma que o ponto estável seja cada vez mais o coração e cada vez menos o plexo solar.

O homem comum parte do plexo solar para baixo ou para cima e este ser que está em formação, ele vai partir do coração para baixo ou para cima, o ponto de estabilidade é o coração. Isto parece implicar que, quando eu estou a vibrar abaixo do coração, eu estou num estado sub normal em relação ao varrimento que a energia cósmica está a fazer sobre todo o planeta. Este varrimento serve essencialmente para duas coisas: para separar as águas e para actualizar aqueles que podem ser actualizados. A Humanidade é apenas um dos órgãos da engenharia deste planeta e nós temos vindo a trabalhar esta consciência que nós somos um cinco biliões de avos do Logos Planetário.

Quando se fala de varrimento, fala-se de novas energias que antes eram mantidas dentro de redutos específicos onde era possível fazer um trabalho de laboratório, um trabalho pioneiro. Estas energias estão cá desde o princípio, só que elas estão guardadas no cume e no coração das montanhas, na profundidade dos oceanos onde o homem não pode chegar. Com a mudança da vibração do planeta, com o facto de a Terra estar sendo admitida a um novo campo de estabilidade cósmica, aquilo que estava escondido ou guardado para alguns que conseguiam suportar essa vibração, passou a estar disponível para toda a humanidade. Toda a humanidade, hoje, está sendo visitada por energias que antes eram ancoradas apenas em monastérios, em mosteiros, em templos, em normas semi secretas ou totalmente herméticas. Então, o totalmente hermético está a entrar num nível co--frequência, isto é desconcertante, porque enquanto o varrimento acontece, aqueles seres que não estão focalizados no nível do coração, vão sentir uma descarga, uma incapacidade de manter o equilíbrio, isto traz-nos de novo à formação do novo homem.

Este ser que está em formação, mantém, de uma forma tranquila, natural, uma vibração que antes era considerada excepcional. Nós estamos sendo elevados a ser admitidos a esses postos de serviço de forma contínua e não mais de forma intermitente. O estímulo é para que o indivíduo se torne o portador do segredo, um retransmissor do fogo.

Numa primeira fase nós olhamos para nós próprios como velas apagadas, ou acesas às vezes, ou em intermitência, e estamos sendo testados ao nível da fidelidade (fidelidade a coisa nenhuma excepto a capacidade de um indivíduo se manter em eixo com o centro da sua consciência), à medida que as águas vão sendo separadas, tu ficas hiper lúcido, estável, entre dois símbolos, entre dois estímulos, ficas sensível, magnetizado, governado pela chama central do nosso ser e, simultaneamente, eu passo por um processo de hipnose acelerado pelas forças centrífugas daquilo que não é central.

Os Irmãos não nos pedem para tomar nenhuma decisão. A decisão de um indivíduo lúcido, hoje, já foi tomada, nenhum de nós tem nenhuma decisão a nível do bem e do mal para fazer, todos os seres que são capazes de manter uma vibração condigna como médium - cada um sabe qual é a sua integridade - tu és aquilo a que se chama um homem de boa vontade. A tua boa vontade no sentido esotérico do termo foi testada à milénios.

Este sonar que está operando contacto a toda a humanidade, que vem de agências dentro do próprio planeta, está actuando de uma forma um tanto ou quanto potente em todos os indivíduos porque ele precisa de queimar o que não é real em nós, já não ao nível da consciência, mas ao nível dos nossos veículos, e é aqui que o novo homem precisa de se actualizar.

O trabalho para que eu possa ficar perante o tipo de raio descendente sobre o planeta, neste momento, implica que eu me desapaixone de mim próprio, que aprenda a olhar para mim de uma forma cada vez mais lúcida. Enquanto eu não conquisto este olhar impessoal em relação a mim mesmo, eu não posso manter a estabilidade do campo que estes seres estão preparando para a nova humanidade.

O homem contemporâneo está constantemente a comentar o paraíso que tem à frente dos olhos dele, completamente submetido à força do mental. O novo ser está perante a paisagem e não lhe ocorre absolutamente nada para dizer, porque ele e a paisagem são um só ser. Enquanto eu estou apaixonado por mim, estou apaixonado pela experiência que eu estou a ter e isso produz na minha natureza emocional uma reacção. Este novo ser aprendeu a mumificar o seu corpo emocional a sua vida mental com a álgebra do auge, com os sentimentos do Pai. Trata-se de uma rotação de 180º. Nós temos um plano de horóscopo parado e a estrela a girar em Touro e o que isso produz é uma mente parada observando a criação e constantemente criando pensamento em torno disso e o que Eles estão fazendo é uma revolução, e os seres estão sendo "rasgados" pela Presença.

Nós estamos a falar da "virulência" da descida do Cristo sobre toda a humanidade e o que Eles precisam é que eu aprenda a ficar quieto enquanto o meu ser interno faz o trabalho, que eu aprenda a encontrar a postura, o ângulo, a qualidade do olhar interior que realmente dignifica a descida da força, que ao fechar os olhos, olhe para dentro de mim e veja a obra e seja capaz perante essa obra, encontrar o meu ângulo, o meu ponto, o meu local dentro do qual a invocação é contínua e estável. Este olhar interno é o portador da auto reverência.

À medida que este tipo de estabilização acontece em nós, dá-se um impacto sobre o exterior e surge a pergunta cada vez mais frequente: "E agora o que é que eu faço?" Eu estou sendo convidado a compreender que o que está sendo operado dentro de mim não é para mim, é justamente para aqueles seres que aparentemente reagem ao novo estado que se está a instalar em mim. Os chacras são estações de rádio e eles processam programas de rádio, o que acontece quando se dá o despertar monádico dentro de ti, isto é, quando a chama divina deixa de ser um símbolo e passa a ser um facto, os teus chacras deixam de ser captadores e transmissores de rádio e passam a ser essencialmente transmissores. O teu aparelho tornou-se um agente de impressão do mundo, e é por isso que, quanto mais nós aprofundamos uma verdadeira consciência oculta, menos nos preocupamos com o que está a acontecer.

A partir do momento que se dá o despertar para uma dimensão mais alta, toda a realidade sobe ao nível de um livro sagrado, antes, a ampola de vibração dentro da qual nós existíamos, era permeável às forças do colectivo. Então, se era um símbolo, era um símbolo do estabelecido e enquanto eu vivia fora da consciência do meu ser interno, a ampola de probabilidades fundia-se com a ampola de probabilidades geral e tudo podia acontecer. A partir do momento em que tu estás em despertar sincronizado com outros tantos no planeta, a tua ampola fecha-se dentro do código da tua mónada. Essa ampola quântica ao fechar-se fica codificada dentro das linhas de tracção do teu destino, automaticamente toda a realidade à tua volta transforma-se num símbolo. O que está a acontecer é uma transmissão de força cujos primeiros a quererem receber, são aqueles seres que estão ao teu lado a fazer que não com a cabeça.

O Despertar do Guerreiro Sagrado X

Uma falange composta por milhares de seres foi admitida ao seio de um dos anéis concêntricos de força, vontade, poder, luz, radiação, que existem em torno da presença ao qual se convencionou chamar "o Cristo". Isto significa que o grau do amor sabedoria que está destinado a ser comum no planeta Terra, foi depositado no teu corpo causal.

Todos estes seres já passaram pelo baptismo de fogo, ele é um selo que uma vez impresso na frequência causal, nunca mais será removido e pela sua natureza ígnea, fica um tipo de diagrama de fogo que ele exerce sobre os elementos fora de nós, ele garante a filiação hierárquica. Trata-se de uma pré vibração do baptismo de fogo.

Esta presença que foi instalada neste núcleo de servidores da nova Terra, está presente em nós, porque essa presença contém a incandescência exacta para fazer de ti um quebra gelos, um pioneiro dentro dum mar de som. Tu és um instrumento de precisão de uma frente de amor e luz.

Esta presença nos níveis mais altos do nosso ser tem características acústicas, térmicas, nós enquanto guerreiros, ou sacerdotes, ou curadores em formação, precisamos, numa primeira fase, garantir o contacto com esta frequência que nos torna muito mais humanos do que éramos antes, finalmente, de uma forma completa.

O guerreiro é o portador do vaso do coração, ele aprende a trazer para o mundo o único facto que o mundo não quer enfrentar, que é o de todos nós sermos atravessados pelo mesmo fio de vida e eixos do mesmo ser, e à vibração da concentricidade do ser e da impossibilidade após o nascimento desta consciência na humanidade inteira com a possibilidade da dor e da violência, esta afirmação é o trabalho silencioso do guerreiro. Tu és um símbolo de unificação.

O verdadeiro trabalho é o oposto de pegar num megafone e ir ler o evangelho para o Rossio. O verdadeiro trabalho é eu consciencializar-me que a nível interno tu libertas um perfume que vem de uma flor hierárquica plantada nos níveis superiores da tua consciência, por aquilo a que a história convencionou chamar "o Cristo", esse factor precisa de ser trazido para a consciência, e eu preciso de funcionar em função do perfume interior.

A partir de um certo grau do binómio dor-alegria, tu adquires sensibilidade espiritual porque é o único polo que anula este binómio, e que coloca o pêndulo do corpo emocional de novo no seu ponto de máxima limpidez, esta energia está no 5º nível do nosso ser. A partir do momento em que eu adquiro sensibilidade espiritual, os Irmãos podem começar a trabalhar comigo e a primeira fase é de purificação, de expulsão, de remoção de agregados e material espúrio que não tem nada a ver com a essência dum ser e que é material que, enquanto estiver ali, não permite a descida da minha verdadeira identidade. Sem um processo de axialização da nossa natureza, todo o trabalho vai ficar no nível teórico.

Todo o trabalho teórico ficou nos anos 70, até aí era possível eu estar a fazer aprofundamento mental e continuar a comportar-me da mesma forma, como se a espiritualidade fosse idêntica a uma teoria de conhecimento qualquer.

Na fase em que se convencionou chamar purificação, o meu ser interno irá fazer descer sobre a minha consciência, o ângulo de luz necessária para eu perceber o viveiro de forças involutivas que é a minha personalidade, a minha natureza.

Se eu não consigo ver claramente o que não é divino em mim, eu não vou conseguir ver nunca o que é divino, e a primeira fase implica uma relativamente dolorosa experiência de dissociação, tu vês que o teu ser interno não pretende que continue presente em ti, tu vês, porque a consciência cristal causal, está a aumentar de brilho.

Na verdade, numa primeira fase, a lente que relaciona a luz dentro de nós com a sombra, é limpa e ordenada até ficar a 90 graus. A 90 graus, a luz que desce sobre ti é uma luz hierárquica, ortodoxa, exacta, que liga o espírito à consciência. É uma experiência muito forte que consagra o centro de consciência, então, tudo o mais, quando o processo de purificação começa, não é sagrado excepto um ponto, a partir desse ponto a óptica interior, a capacidade de reflexão psíquica, é obrigada a passar por aí e ao passar por aí, tudo vê com uma clareza muito alta. E é por isso que se diz que estes seres encarnados estão em auto formação, eles são mestres e discípulos deles mesmos.

A purificação, eu necessito de adquirir uma qualidade praticamente esquecida que é a qualidade da obediência ao meu ser interno.

Nas etapas anteriores, nós tínhamos mil desculpas para não ser obedientes, porque o clero, coitado, dizia aquelas asneiras todas, depois os gurus, afinal, eram corruptos e nós colocávamos os defeitos naquelas agências que se colocavam entre nós e a nossa verdade interior, agora é o ser interno directo que vem fazer instrução Esta condição de um ser ter uma voz activa dentro dele é a condição do discípulo contemporâneo.

Existem seres que estão tendo formação a nível de guerreiro, como curadores, como contemplativos, como sacerdotes, como líderes ou governantes, como captadores de energia e reflectores do cosmos entre planos, como instrutores. As nossas mónadas estão sendo aspergidas com uma nova força que actua por ondulação de sonoridade e potência, que não é comparável com nenhuma técnica espiritual conhecida até hoje. Trata-se de um fenómeno idêntico onde antes tínhamos o escalar de altas montanhas e a descida aos vales profundos, actualmente o tipo de pressão que o nosso ser interno está a exercer sobre o topo da nossa consciência e sobre a última membrana do nosso coração, essa pressão é elíptica e tem uma ondulação que é um misto de suavidade e força, é uma descida maciça, rítmica e ondulatória extremamente exacta, terna e matemática.

Nós estamos tendo uma experiência de fusão entre ternura e matemática, entre poesia e precisão, entre frio e quente. Esta ondulação é como uma mãe, ela conhece-nos perfeitamente, sabe muito bem quem tu és, antes que tu fosses, ela existia e quando nós não formos mais, enquanto entidades individualizadas, ela continua a ser. Este tipo de potência representa a nova frequência de ascenção planetária.

No passado, no ciclo regido por Shambala, a força era ígnea, activa, concentrada e era absolutamente viril, era uma espiritualidade ligada a processos de rompimento, era uma espiritualidade bastante guerreira. A nova frequência feminina é ondulatória e ela vai preenchendo as zonas do teu ser onde já é possível ela habitar, ela por si mesma é não selectiva. A energia cósmica descendente em nós não selecciona nada nem ninguém.

Tu vais deixando que um hábito, que um apego se dissolvam e a energia ocupa aquele espaço, instala-se ali.

O corpo astral é um instrumento de apropriação, Eles estão tentando fazer com que o corpo astral passe por uma inversão magnética na qual, do prazer de possuir, passe ao prazer de ser possuído, nesse sentido, a energia que o preenche virá de dentro, como o Senhor que vem de dentro e não mais das dez mil coisas do caleidoscópio dos desequilíbrios e dos exageros, das fixações e das obsessões da vida externa.

Esta etapa de purificação é extremamente necessária, uma energia mais alta não pode conviver com uma força mais baixa, a mistura de forças superiores e forças inferiores já foi na Grécia, na Babilónia, no Império Romano, nas dinastias chinesas, na nova Terra não tem mistura.

Eles estão preparando um planeta jardim, um planeta cuja beleza, potência e luz expansiva que irá regular este sistema solar é tão alta, que tecnicamente precisou do tipo de acção que vocês vêem à superfície dos acontecimentos, hoje.

Gradualmente, nós estamos entrando em contacto com o nosso corpo emocional de uma forma cada vez mais consciente, há umas gerações atrás o contacto com o corpo emocional era intermitente, limitado, auto fraudulento, as pessoas não tinham contacto com a sua natureza de sentimentos, nem com os seus desejos, as pessoas simplesmente se apercebiam que de vez em quando eram violentamente puxadas para baixo. O que se passa agora é que, com a dissipação gradual das membranas que separam as dimensões do ser, começa-se a dar um trânsito e uma permanência de tudo o que está abaixo da consciência, é como se uma ópera macabra tivesse sido admitida no S. Luís. Onde antes só tinhas coisas fantásticas, agora começam a surgir todos os monstrinhos, toda essa dança começa a vir ao de cima e nós estamos fazendo contacto com esse material que é nosso num grau, não é nosso noutro grau.

É muito importante que à medida que a purificação acontece, eu tenha consciência que a dança de factores contrários no palco da minha consciência, faz parte do processo de purificação, e estes discípulos estão sendo treinados para desenvolver a impassibilidade, a equidistância, para se sentarem no centro da plateia e ficarem frente ao palco da sua vida emocional e tanto faz se entra o arcanjo Gabriel pela direita a espalhar pétalas de rosa, ou um demoniozinho pela esquerda, ou uma memória de infância, tu tomas consciência da reacção que todas estas coisas provocam, não hostilizas, ficas completamente quieto e tranquilo seja o que for que surja, porque tu estás em purificação e a purificação é o equivalente ao espremer a embalagem do dentífrico até à última gota, para depois Eles poderem voltar a insuflar um novo fogo, uma nova vida no corpo emocional.

A transmutação é uma operação que acontece quando, com a minha consciência, eu consigo dissolver uma formação dentro de mim nas suas partes constituintes. O cristal da consciência, essa coisa de 5º raio que nós temos em nós, que não sente repugnância por nada, quando algo vem ao de cima, não sou eu que tenho que recuar perante o potencial negativo que está vindo ao de cima, é esse potencial que tem que ter muito cuidado, porque eu estou a olhar para ele. É o oposto.

Tu és um ser consciente e como tal, em graus distintos, és capaz de transmutar tudo. Esse é o poder da consciência quando ela está ligada ao coração.

Este trabalho que estamos sendo convidados a fazer, é o de permitir que o material venha ao de cima, ele vai-se acumulando e tu olhas para ele com toda a clareza, não reages e é aqui que surge a segunda etapa da purificação, que é a vida de oração e a conecção com o ser interno.

Na proporção em que eu desenvolvo uma vida de oração, a minha consciência transforma-se num instrumento de visão. Qualquer formação que surja (nas antigas ritologias estas formações eram sempre compostas por sombras de animais diferentes, definindo com isso que eram formações feitas de várias tendências diferentes) se eu olhar com essa consciência lúcida, aquilo é obrigado a revelar-me porque é que está assim, porque é que tem aquela forma, porque é que se comporta daquela natureza dentro de mim, e se tu mantiveres a lucidez e não fores atraído nem para a zona confortável da rejeição, nem para a zona da dança, (de ires dançar com uma força involutiva) se simplesmente olhares para ela com toda a clareza, tu vês claramente do que é feito o teu mal estar e quanto mais tu percebes do que aquilo é feito, mais o que o mantinha agregado se dissolve porque a luz está a entrar e estás a dizer: "isto é água, isto é terra, isto é fogo, isto é ar", a formação não resiste à luz que vem do centro da consciência.

Nós precisamos de entregar ao nosso ser interno qualquer coisa que surja. Eu preciso desenvolver uma certeza de que ele está lá em cima operando, é um apoio, quer eu tenha ou não consciência disso. O nosso músculo cardíaco contrai-se e expande-se milhões de vezes por dia, porque há uma "agência" que está ligada a ele, porque senão a própria natureza muscular em si não admitiria, pela tensão eléctrica suficiente para ter esse tipo de espasmo, é a presença do espírito que faz com que o coração bata, assim como o nosso calor físico é só uma das mínimas reflexões no plano físico, do verdadeiro calor interior.

O Despertar do Guerreiro Sagrado IX


O despertar da Humanidade de um planeta que está à beira de um salto entre dimensões, é apenas uma das operações de que toda a engenharia sideral precisa de levar a cabo, para que o planeta passe de um estado tridimensional para um estado quatridimensional. Isto significa que o órgão do planeta que representa o "Eu Consciente" desse planeta, terá o seu espectro alargado.


Um planeta de 4ª dimensão não significa que as montanhas vão ficar transparentes, ou os cisnes azuis, ou as plantas emanem som, isso é um planeta de 6ª dimensão. Um planeta de 4ª dimensão significa que a dimensão em que a divindade oculta se exprime para as trevas, para a energia, para as formações exteriores, já abarca a 4ª dimensão.

As operações que estão em curso têm 3 níveis: Primeiro, o corpo astral e o corpo mental estão a passar por uma fusão. Estão a ser preparados dentro de nós uniões entre certos níveis do sentimento. A antiga mente e o espectro conhecido de sentimentos e de emoções passa para o nível de manutenção de equilíbrio psicológico e têm muito pouco para nos dar como estímulo evolutivo actual.

A nível abaixo da consciência, a mente e o veículo emocional estão a começar um processo de integração de síntese. Nós vamos ter novos sentimentos, vamos ter uma maior presença do fogo do magnetismo transcendente, do magnetismo aglutinador, onde antes tínhamos energia de discriminação e de pureza mental, assim como vamos ter conhecimento directo a partir do coração.

Quando a antiga mente e o antigo centro de resposta senciente que é o coração são desactivados, uma síntese maior oculta pode vir ao de cima. Nós vamos começar a amar com o centro cerebral e vamos começar a compreender com o coração. Nós somos seres mentalmente em mutação. A nossa mente está sendo transformada e está-se a dar a activação em toda a Humanidade que poder responder a esse estímulo, de funções até agora desconhecidas no hemisfério cerebral direito. É aqui o laboratório da nova mente.

A nova mente não é composta nem pelo hemisfério cerebral esquerdo nem pelo direito, ela é composta por núcleo que está agora a ganhar potência e que integra as duas coisas, isto é, eu toco violino e faço contas de matemática simultaneamente, como se fosse a mesma coisa. Antigamente ou tocava violino ou fazia contas de matemática, porque são funções que se distribuem simetricamente na topografia do cérebro. E o que os Irmãos maiores estão a preparar, é uma união dessas faculdades nas quais o ser humano comum irá ser iniciado, absorvido, irá ter a sua mente absorvida por uma mente que pré existe à divisão entre emoção e amor. E no estado de amor pré existe a divisão entre emoção e amor. Esta fusão altera completamente toda a nossa noção de iniciações, de e toda a nossa resposta preceptiva à realidade que nos impõem.

Amar e compreender nunca estiveram tão próximos. Compreender e amar nunca estiveram tão unidos. Agora, eles vão passar a ser uma mesma expressão.

O primeiro nível do que está a acontecer com cada um de nós, essa união entre dois veículos, duas naturezas que muitas vezes se distanciavam e é por isso que cada um de nós, não querendo usar o intelecto antigo, e tem a impressão que está a utilizar um veículo do princípio do século, assim como quando se envolve em químicas emocionais também percebe que está a fazer uma viagem ao museu da vida emocional da humanidade dentro dele.

Então, nós estamos sendo convidados a olhar para a nossa vida interior e começar a distinguir as peças de museu e criar uma distanciação inteligente - no Oriente chama-se a isto desapego - em relação a essas peças de museu dentro de nós de forma a que a energia cósmica possa começar a remover, transformar, a dissolver ou a transmutar esses habitantes interiores. Este é o primeiro nível.

O segundo nível, é que o nosso eu superior que até esta fase tinha estado estabilizado acima da mente, permitindo-se centrar em cada pausa entre os pensamentos, permitindo-se visitar-nos em cada momento em que nós permitimos o mínimo de quietude mental, o eu superior está a transladar-se rapidamente do quarto plano para o quinto plano. As nossas almas estão a começar a estabilizar-se no quinto nível. Elas estão subindo de nível. Este núcleo dentro de nós está-se transladando para um novo patamar de vibração que não é mais o nível intuitivo. Isto significa que o nível intuitivo passa a ser uma actividade normal a partir desta fase de desenvolvimento da Humanidade.

Agora nós olhamos para a nossa existência e mais uma vez constatamos que estamos abaixo do normal, mas isso é um problema de cada um de nós. O que os Irmãos neste momento consideram normal é que em cada 20 decisões nossas, 18 ou 17 sejam guiadas pela intuição e a intuição nasce com o poder do amor.

A intuição é tu teres um livro aberto frente a qualquer situação. Como o livro é sagrado e o seu conteúdo é secreto, só através da porta do amor os Irmãos podem abrir o livro, antes disso eles estariam expondo à voracidade da mente aquilo que deve permanecer sagrado. A boa notícia é que todos estes seres têm um manancial de sabedoria imenso à sua disposição.

O sábio do alto da montanha mudou-se para dentro de ti e pelo poder do amor, de um cuidado e de um compromisso inteligente de me identificar com a dor do mundo (que é uma das experiências menos agradáveis do amor), pela minha capacidade de me unir àquilo que sofre neste planeta e não permitir uma distanciação (excepto a distanciação mínima para eu estar abstracto em relação a essa dor, senão não faço nada), eu tenho um compromisso total com o problema do Homem.

O equipamento que está sendo ligado, a leitura, os momentos de silêncio, as sincronias misteriosas, as convergências, o amigo espiritual, a frase certa, o objecto certo, o dia certo, tudo isto é demasiado precioso para ficar conveccionado no nosso problema apenas, então, existe esta turbina que nos está convidando a enriquecer a mesa de trabalho com a dor do mundo.

As nossas almas ocupam o nível actualmente que era ocupado por aquilo que a tradição ocidental chamava o “anjo da guarda”. Não todos os seres humanos indistintamente, mas a porta está claramente aberta - as almas lidam com energia de luz, elas são entidades térmicas, onde elas sentem que o fogo, o calor da realidade profunda existe, elas deslizam suavemente na direcção desse calor, elas são entidades térmicas esotericamente falando. Quando as almas se transladam para esse 5º plano, todo o teu interior entra num efeito de panela de pressão composto por aquilo que antigamente se chamava o "chamamento", todo o nosso interior se torna acolhimento e isto porque a alma que estava antes ocupando o papel de Krishna, aquele que guia a carruagem dos três cavalos - físico, emocional e mental - a alma largou os cavalos, e está-se transladando para o plano espiritual, que é o plano onde é possível ela ser completamente dominada, absorvida, possuída pela energia da mónada, pela energia átmica. Isto é o segundo nível do que está a acontecer connosco. Por um lado, os níveis mais altos do plano emocional, do plano dos sentimentos, portanto, aquilo que corresponde aos sentimentos superiores, está-se integrando a mente profunda, e a mente profunda já não funciona mais fora dos sentimentos superiores, aliás, a mente profunda é uma consequência da coexistência de sentimentos superiores.

A energia que é preciso gastar para ficar à superfície da existência é cada vez maior. O cansaço não tem a ver com não ter encontrado o caminho, o cansaço nesta etapa tem a ver com ter encontrado o caminho. É uma coisa muito diferente.

A energia que eu tenho que gastar para estar fora do caminho é cada vez mais alta, assim como a energia centrífuga que os vestígios desta civilização mantêm activos, é cada vez maior, o poder da manipulação visual, sonora e da informação é cada vez maior. Isto é percebido quando tu chegas a casa e não tens absolutamente nada para fazer, e há um chamamento interior para ficares numa quietude dinâmica e tu consegues encontrar alguma coisa para fazer, há sempre mais uma coisa para fazer quando o espírito chama. Muitas pessoas chegam a casa, a casa está completamente arrumada, existe apenas o pó do dia anterior e elas vão limpar a casa, isto significa incapacidade de penetrar no templo interior.

O décimo telefonema, pela décima vez, ao décimo amigo, é incapacidade de penetrar no templo interno, estas coisas têm que ter nomes cada vez mais claros. O contínuo remanejamento de objectos, a contínua preocupação do ritual exterior, nesta fase dos acontecimentos, é uma incapacidade de estar frente ao templo e frente à chama.

A terceira operação é a construção do corpo de luz, é a construção em nós de uma sub entidade viva que corresponde, numa simbologia da crisálida e da borboleta, exactamente à borboleta. Enquanto a mónada está no quarto plano ela é uma crisálida sob o ponto de vista esotérico, ela está em sarcófago, aprendendo a transmitir, sob a forma de dor, impulsos para que a personalidade perceba qual é a vibração.

A quarta operação oculta em nós, que é o despertar do campo monádico na Humanidade inteira, a alma é admitida a esse 5º nível, ela pode voar acima do controle constante sobre a personalidade. Ela começa a tornar-se activa no nível onde antes era passiva, ela recebia intuição do núcleo de fogo e passava para o consciente de cada ser. Ela deixou de ser passiva no nível onde recebia a intuição, subiu, e aí tornou-se ainda mais activa sobre a nossa intuição, ela está a começar a preparar aquilo a que se chamou "as núpcias". O corpo de luz é a veste na qual a alma pode tronar-se presente a esse património interior, é a veste através da qual a alma pode fazer fusão com a energia cósmica que vem da mónada.

Toda a auto consciência do sistema solar é uma doação, uma tocha de Sírius e a alma apaga a energia que vai desde a primeira palpitação da consciência, até à sublime. Se a energia que activa a auto consciência vem da estrela Sírius, a anergia que activa a vontade e poder monádico, e portanto, a vida, vem de uma outra estrela que não está na Via Láctia, está noutra dimensão. Então estas estrelas agitam-se um pouco e toda a Humanidade é iniciada.

O que é que nós temos à nossa frente? Quatro operações: a fusão do emocional no mental; a síntese do emocional e do mental; um terceiro tipo de percepção ao qual nós podemos chamar senciência (uma consciência sensível e uma sensibilidade inteligente), este tipo de progressão, esta capacidade do acto humano seguir este rasto, que é um novo rasto. Nós antes seguíamos outros rastos, outros labirintos, outros processos, íamos pela esquerda ou pela direita, éramos seres emocionais ou fazíamos contas de matemática, fazíamos as duas coisas ao mesmo tempo, a energia segue o pensamento e o pensamento ou estava dividido ou estava unido por carência. Há um fundo que não está preenchido e muitos pseudo sentimentos emanam desse fundo. Esses rastos são os dois rastos conhecidos e há todo um grande processo de cura da Humanidade que se está desenvolvendo - há uma quantidade enorme de curadores que está disponível cada vez mais. Mas o que nós estamos aqui a tratar é de outro rasto, que é quando tu sabes qual é a direcção, o teu coração está completamente activo e se te pedirem para escreveres um tratado, tu escreves um tratado com o coração. É uma inteligência articulada, límpida, cristalina, mas que vem impregnada da força de coesão magnética cósmica.

Esta fusão entre os corpos emocional e mental está em curso, o translado da alma do 4º para esse nível mais alto está a acontecer neste momento, a formação do corpo de luz está também a acontecer e está-se a dar ao mesmo tempo o despertar do campo das mónadas, é muita transformação, é uma arquitectura nova dentro de nós.

O que é que significa para nós o despertar do campo monádico? Nada. Para o eu consciente esta expressão não tem utilidade nenhuma. O despertar do campo monádico é útil para a vida da alma, ela passa a estar guiada por um fogo activo e não apenas por um fogo latente.

O homem de há cem anos atrás era portador de um fogo latente, de uma capacidade de se auto dirigir para a luz latente e essa capacidade foi activada, as mónadas passaram de uma estado de brasas ocultas para chamas activas. O percentual de energia destinada a operações de direcção, decisão, reunião do disperso e de síntese é muito alta.

Esta chama tendo despertado colectivamente de uma forma central, permite a irmandade entre os seres humanos.

Até à data nós tínhamos a chamada "Fraternidade", que é o que acontece com as almas no plano intuitivo, no momento em que se dá a activação do campo da mónada, acontece a "Irmandade", as almas sobem de nível e a relação entre almas - nós podemos perguntar: "mas qual é a diferença, é quase a mesma coisa, fraternidade, irmandade". Só que aparentemente, fraternidade tem a ver mais com as almas sendo filtradas pela personalidade e ajudando-se mutuamente no processo de evolução, enquanto que irmandade tem a ver com as almas conscientes que estão ligadas ao Uno. É outra energia.

Estas quatro operações visam criar seres humanos capazes de impressionar o meio ambiente. Elas passam a ser detentoras das chaves que transformam a circulação de energia no planeta inteiro. A parte da humanidade que precisa assumir este sector da vida está a nascer. A humanidade vampira continua, mas a humanidade co-criadora já está a nascer.

Ao mesmo tempo que diariamente nos são apresentadas tarefas e solicitações e que sem pensarmos, permitimos que a energia da nossa alma se distribua por todas essas tarefas, sem supervisionar demasiado o que está a acontecer, é necessário perceber o que a nossa alma está a fazer no meio ambiente, sem focalizar demasiado o assunto, porque tu nunca sabes o que é que realmente estás a fazer. Esta actividade consciente de eu achar que estou a irradiar energia para determinada pessoa, é uma actividade do eu consciente, eu preciso de me libertar de todas as convecções que eu imagino.

Uma das convecções mais interessantes é a que fala do 5º Império, é a manifestação da energia de que Portugal vai ser o grande guia da Humanidade. isto pode funcionar desta forma, todos os discípulos válidos começam a conveccionar-se nesta forma-pensamento e o consciente fica retido na ideia de Portugal emanando energia, quando o que é possível fazer já, é a consciência global revertendo sobre si própria a uma velocidade infinita. Nós precisamos focalizar Planeta e não País.

Isto significa que diariamente estão a acontecer em torno de ti micro e macro operações de uma beleza extrema. Se os Irmãos te permitissem ver o que tu fazes invisivelmente, quando estás bem ou mal, independentemente disso, sentias-te literalmente apaixonado por ti próprio. Basta sabermos que à medida que eu vou dedicando a minha energia, a minha ternura, à medida que eu vou aprendendo a reenviar a força de vida para dentro e para cima - e este é exactamente o que está por trás do mistério da geração do corpo de luz, é, quanto mais eu reenvio para dentro e para cima, mais ele está disponível para fora e para baixo, só que a minha consciência mudou.

O Despertar do Guerreiro Sagrado VIII

Directa ou indirectamente, nós temos que tomar consciência de que existe um tipo de poder em nós que está tão longe da consciência tridimensional quanto a vida de extraterrestres está da consciência da humanidade.

No combate externo, o guerreiro domina a sua arma, no combate interno, o guerreiro é dominado. Ele é uma esfera hermética que não tem porta. Como é que se tem acesso ao centro, ou à zona mais interna da nossa própria estrutura? Como fazer contacto com a nossa realidade interna uma vez que não é um tipo de porta que possa ser forçada?

Quando nós estamos perante um reino para o qual não há entrada, o processo de entrar é: ou estás fora ou estás dentro. Existe um alinhamento vibratório entre a consciência que bate à porta que não existe, e a realidade oculta no interior da esfera.

Nós estamo-nos tratando aqui uns aos outros como esferas portadoras de um fogo precioso. É um trabalho que se afasta das disciplinas psicológicas, das disciplinas de auto cura e parece ser um trabalho que não visa o auto conhecimento, excepto que, na proporção em que eu aprendo a impregnar em mim a frequência código de informação que emana do centro da esfera, eu estou a conhecer-me a mim mesmo a níveis muito altos de consciência.

A fundação da paz, está directamente ligada à activação de graus até agora secretos da actividade do coração. O tipo de actividade cardíaca a que os seres humanos estão sujeitos, implica quase sempre uma troca, ou, pior, uma exigência, é a sombra do amor cósmico na vida emocional, na vida psíquica.

O problema da formação do guerreiro é, obviamente, o problema da paz eterna. Então, o nosso trabalho começa na descoberta desses níveis ígneos cada vez mais incandescentes que nos habitam num processo de fidelidade ao tipo de energia que desce. Aquilo que se chama classicamente um aspirante, é um ser que se relaciona com o meio e está a aprender a se deixar impressionar pelo seu próprio centro de consciência.

Uma pegada na água dura muito pouco tempo, uma pegada no ar nenhum, mas uma pegada na terra já fica, e se a correcta mistura entre água e terra estiver presente, então fica um desenho durante bastante tempo. O trabalho de um discípulo, já não dum aspirante, mas dum discípulo, é permitir registar durante o máximo de tempo possível, o máximo de precisão possível, o máximo de profundidade possível esse selo, esse cunho, essa insígnia que é impressa pela nossa mónada na nossa alma e que produz uma onda de magnetismo sobre a nossa consciência e sobre a nossa mente. O trabalho de um discípulo é manter-se sob essa impressão. Em muitos aspectos é semelhante a tentar gravar um pássaro, com um equipamento de som, no aeroporto. A nossa condição interna, psicológica, geralmente emite uma quantidade enorme de ruído, o corpo emocional produz um tipo de ruído, a mente indisciplinada produz outro tipo de ruído, o meio ambiente produz outro tipo de ruído, e contudo, por detrás dos aviões, do rugido das máquinas, o pássaro está lá. E nós precisamos de desenvolver uma humildade acústica interior, ouvir, e não deixar nunca de ouvir, a pequena voz do coração. Isto é o significado do termo evangélico "Crianças".

Criança, do ponto de vista iniciático, é um ser que nunca, em nenhum momento, se permite a surdez, porque o pássaro está lá e o trabalho consiste em desenvolvermos uma capacidade de nos ouvirmos a nós mesmos, idêntica a um microfone de longo alcance que é um microfone que no meio do ruído, se tu o apontares para aquele ponto, grava apenas o que está a acontecer ali.

Necessito de desenvolver esta disciplina dentro de mim, para isso necessito de aprender a amar. Amar o milagre da visitação, de sermos visitados pelas nossas dimensões superiores, tornarmo-nos crianças perante este facto interior. Compreendermos que o ensinamento da vida, o facto de em circunstância alguma a vida desistir de nós e simultaneamente, nós nos apercebermos e aprendermos a confiar no acto que está por detrás da nossa criação. Nós precisamos de começar a trazer todas estas verdades abstractas superiores, aéreas, todos estes planadores cósmicos, toda esta informação e esta carga para dentro do coração.

E tu sabes que estás a começar a amar o teu ser interno, porque o tipo de sorriso que se implanta em ti e a vibração que se espalha na tua aura, não é imitável através de nenhuma brincadeira psicológica conhecida.

Quando tu és visitado por uma energia, que não é sintetizável por nenhuma equação psicológica conhecida, além da gratidão que é literalmente a condição do mendigo a quem se dá uma côdea de pão, e essa é a nossa condição no momento em que a energia interna vem até nós, é necessário amar a visitação, a ancoragem, a justa posição dos circuitos, é necessário amar o contacto interno, como se ama uma criança, porque a voltagem, a gradação entre a nossa consciência externa e essa transpiração interior, o grau de contacto entre essa presença dentro de nós é a resposta que nós damos, exactamente como uma criança, expande e contrai e aborta e nasce.

Nós temos um problema de manutenção da vida crescendo dentro de nós, temos um problema de alimentação, nutrição, assistência.

É uma planta que está destinada a transformar-se na mais potente árvore no centro da floresta da nossa consciência, até que essa planta possa ganhar força, ela está sujeita a todo o tipo de invasão e como a árvore que está a nascer dentro do guerreiro por esta semente, é a semente da paz, ela vai ter inúmeros inimigos.

Estes seres deveriam começar a ritualizar a relação consigo mesmos e reaprenderem a tratarem-se a si próprios, pôrem um pouco de parte o velho ser que conhecem e que é a soma de todos os hábitos que têm acerca de si mesmos, pôrem um pouco de parte o à vontade que têm consigo mesmos (este à vontade psicanalítico freudiano que as pessoas desenvolveram) e começar a revirginisar a relação connosco próprios até descobrirmos que nós não sabemos absolutamente nada de quem somos.

Nós sabemos que temos um nome, uma cultura e uma língua, quase tudo o que nós sabemos acerca de nós é um jogo de espelhos, e as pessoas transportam energia psicológica de uns para os outros numa rede semi diabólica na qual nós nos imobilizamos, e o trabalho, quando vem uma energia do tipo Saint Germain, esta energia, vem não para nós criarmos um ritual, um sétimo raio localizado lá em casa, naquela cadeira às cinco e meia da tarde. E a energia cósmica do ritual que é o Universo - é tão ritual que o meu corpo não se dispersa em milhões de partículas porque há uma energia de ritual que a mantém coesa. A velocidade com que os electrões giram em torno do núcleo, e que permite um tipo de molécula e não outro, é um ritual subatómico. Se os electrões começassem a andar mais depressa ou se deixassem de se comportar como estava previsto, nós dissolvíamos imediatamente. Eis a potência do ritual cósmico, é tão forte que está à nossa frente e não damos por ele, e se vem uma energia do tipo Saint Germain, começa a aproximar-se de um âmbito de um ambiente, não é porque as pessoas criem um reduto e um ritual com princípio, meio e fim, que é todo o consenso do que é que deve ser a nova era, que é baseado na ideia de um ritual. Toda a nova era vive neste ambiente de velas e incenso e vive no ritual dos seres irem para a serra dar as mãos e chamar o deva do passarinho, e chamar o arcanjo Gabriel, felizmente ele não aparece, senão, toda a gente ficava estorricada.

Esta ideia de ritual é completamente arcaica, é completamente superada e alimenta a separação em nós. Agora, a separação está em nós e é quase um acto metódico reconhecer que existem rituais em nós que nos organizam perante a realidade cósmica e que nos permitem, perante o imenso anti ritual que é a vida da civilização na superfície da Terra, que é a cultura vigente, então as pessoas criam ampôlas de ordem espiritual no tempo e no espaço. Quando Deus não está presente, é necessário um intermediário.

O ponto é que neste momento, Deus vai-se tornando cada vez mais presente na medida da nossa capacidade de sermos plásticos mentalmente, emocionalmente, fisicamente, comportamentalmente. Eu necessito de perceber que, o que a geração anterior fez da existência neste planeta, não tem de ser repetido. Eu não honro a minha geração, a geração dos meus antepassados, repetindo o que eles fizeram. O Universo reproduz-se sob a forma humana para ir além, a vida não tem a mínima necessidade de repetir experiências. A vida em nós tem uma capacidade de aprendizagem, de assimilação e de auto superação ígnea.

Todas as nossas doenças dizem respeito a descompaços entre a vida em nós e a forma como nós a tentamos exprimir. O que actualmente está no ar é o alargamento, a expansão da cintura do ritual até que eu perca os contornos, até que eu não consiga mais perceber o que é ritual e o que é vida comum. Esta é a energia que transforma a existência. Tudo é ritual.

Enquanto um aspirante é um ser que está aprendendo a fixar uma impressão que vem dos mundos internos, um discípulo já vive constantemente dentro dessa impressão. Um iniciado parece ser um ser que impressiona o meio ambiente. No início tu és impressionado pelo meio ambiente, no fim tu impressionas o meio ambiente. Tu recrias a realidade.

Todas as circunstâncias em torno de nós são uma rede causal composta por organizações de força. A partir do momento em que a Humanidade cria uma potente forma de pensamento - cinco biliões de estações de rádio a emitir a mesma nota - estão a criar um acto mágico poderoso que mantém o planeta espartilhado dentro dos limites daquilo que se determina ser a opinião pública - a opinião pública é uma espécie de anel "não passa" que, no grau em que ela for sendo permeada pela luz, permite a aterragem de novas energias e de novas realidades. Isto é, a Humanidade obseciona-se a si mesma, ela cria o seu próprio alcatrão que a impede de ver alto. E o guerreiro é o ser que está sendo formado para dissolver a forma-pensamento mundial. O guerreiro está sendo formado para ancorar em si uma estação de rádio que possa emitir com uma potência, uma qualidade e uma realidade maior. Nós somos estações de emissão. Até à data, fomos estações de recepção e vivemos um contínuo acto mágico sermos impressionados por uma forma-pensamento que é alimentada por cinco biliões de funcionários. Portanto, a noção de liberdade e de libertação, é directamente proporcional à capacidade de, numa primeira etapa, pôr em causa essa forma-pensamento, essa máscara acerca do que o planeta é, do que a cultura é e de para onde tudo isto vai. Primeiro, conseguir criar um grau de observação disso e em segundo lugar, de passar de assimilador de uma estação de recepção a uma estação emissora em que tu te tornas um co-criador com uma forma-pensamento que a Hierarquia humana, composta por Mestres ascensos, a Hierarquia angélica, a Hierarquia dévica e Hierarquias paralelas que não pertencem à evolução terrestre, estão criando uma nova forma-pensamento composta por núcleos de síntese e desses núcleos de síntese, cones de energia ascendente e na superfície dos cones a declaração de liberdade do homem e a declaração de que ele contém em si o germe da perfeição.

As pessoas vão estar a ouvir cada vez mais as frases: "Tu também? Mas eu também" e a pessoa diz: "eu tive ontem um sonho com um fato com triângulos azuis" e o outro teve o mesmo sonho, porque a plataforma ao descer está a fazer um rastreamento, tentando detectar quais são as zonas em nós que já são impressionáveis pela força, pela potência hierárquica e nós estamos em plena rotação, em plena translacção psicológica, passando da condição de receptores para a condição de co-emissores com a Hierarquia. Pequenas estações de rádio local.

E quando a Hierarquia diz: "Liberta-te do passado e assume o próximo passo", Ela imediatamente está a dizer que Ela assume o teu carma. O carma é uma lei material enquanto não entram leis ligadas ao sagrado e uma delas é o que resulta da devoção ao centro do nosso ser. Agora, quando é que eu me vou tornar devoto ao centro do meu ser, se eu tenho a minha imagem egóica a tapar o caminho? Como é que eu vou penetrar até ficar frente à esfera que não tem porta, se a minha imagem egóica está lá tentando dizer: "Não, tu és isto"? O ponto aqui, é que trata-se de estabelecer um princípio entre duas formas de pensamento que tendem a enfrentar-se. Uma diz: "Eu sou a minha realidade exterior" e a outra diz: "Tu és uma encarnação de energia divina, uma lobulização, uma gradação da mónada exprimindo-se através de um ser humano". E estas duas formas-pensamento enfrentam-se dentro de nós. Uma tenta barrar a passagem à outra e é por isso que a Hierarquia nos chama para desenvolver uma relação connosco próprios completamente desconhecida.

Se este guerreiro azul é um ser que se centrou na paz interior e vive ligado nessa paz interior, o guerreiro violeta iniciou a auto reverência, iniciou o cuidado extremo para consigo mesmo, ele procura trazer a vibração dos seus corpos até ao centro do seu ser. Isto faz-se, entre outras coisas, através da auto reverência, isto é, eu preciso de afastar todas as ideias erradas que eu tenho acerca de mim próprio, de eliminá-las e insistir em mantê-las fora, até que aquele que olha para mim dentro de mim, seja o Divino. Isto é básico para que eu passe a ser um emissor e não continue a ser um receptor, porque todas as forças elementais que pertencem à forma-pensamento só podem entrar através do nosso ego. E este acto de vudu planetário em que a humanidade existe, termina quando eu em mim próprio elimino a impressão que vem de fora.

Nesta transição tu passas de aspirante a discípulo. Aspirante é um ser que vê que está a ser impressionado por um grande acto colectivo, define o que é a realidade. O discípulo é um ser que aprende a criar o seu acto individual e depois a correlacionar-se com outros criadores de um acto individual de alta qualidade. Isto parece ser uma operação de engenharia muito alta para a opinião que nós temos acerca de nós próprios, e essa opinião não corrobora esta capacidade e é essa opinião que nós temos de nós próprios, que tem de desaparecer. No momento em que nós nos libertamos dessa imagem limitadora de nós mesmos, começamos a ficar frente à paz.

A paz do guerreiro azul, a paz do guerreiro branco e a paz do guerreiro dourado

Vamos tentar descobrir o que são estes três níveis.

O Despertar do Guerreiro Sagrado VII

Os seres humanos foram criados para uma ordem de intensidade, para um grau de paixão que não compete à vida externa e às forças que a compõem, satisfazer. Eles estão sendo preparados para uma ordem e para um tipo de paixão que é exponencialmente mais alto que as experiências de intensidade disponíveis.

As experiências de amor, de conjugalidade, de troca, de fraternidade, de todos os tipos de fogo e intensidade, de toda a gradação, cumpriu, em níveis profundos da consciência da humanidade, a sua função.

Pelo simples facto de termos nascido neste espaço/tempo, nós não fomos só admitidos ao planeta Terra, nós fomos admitidos ao século XX do planeta Terra. O nosso ser total, optou por projectar um elementozinho dele, até este computador biológico que é o código genético do nosso corpo físico e para estar encarnado no século XX e simultaneamente lúcido, eu trago em mim a síntese de toda a história, de toda a experiência do mundo, pode não parecer, porque a vida de um indivíduo pode ter sido uma constante colectânea, mas o que está disponível não é o que temos estado a viver.

O que aqui está sendo distinguido é a diferença entre o que nós temos vivido e o que está disponível - há uma enorme diferença - nós temos vivido segundo um modelo, que em alguns indivíduos, é um tipo de normalização e em outros, é um horror à normalização, mas em ambos são sempre modelos psicológicos, são consensos de realidade, como uma língua, que é um consenso semântico, é uma forma pela qual todos nós nos entendemos. Com a definição do que é a existência, passa-se exactamente o mesmo - é uma linguagem. E os comportamentos são linguagens e o que está disponível, está para além de todas as linguagens testadas pelo homem até hoje. Uma das coisas que está disponível, é o casamento.

A partir do momento em que a Hierarquia da Terra foi nivelada em um patamar de vibração - começou nos anos 50 e foi-se deslocando até finais dos anos 80 - a Hierarquia deu um passo, esta pirâmide de consciências em qualidade cada vez mais alta, foi admitida a uma outra câmara de vibração. No momento em que os nossos Guias dão um passo, eles deixam um lugar livre, o lugar que eles ocupavam passa a ser o teu novo lugar.

A diferença está em que agora nós estamos formando em nós próprios, não mais uma ovelha, mas um pastor, e isto faz-se também e muito essencialmente, através do casamento.

Existem algumas novas leis que estão pedindo para entrar no comportamento da humanidade, e novas leis que podem apagar registos muito intensos e muito profundos que nós trazemos das nossas encarnações.

A passagem da porta das antigas leis para as novas leis planetárias faz-se através da maturidade. É natural que um indivíduo de quinze anos tenha dificuldade em passar a porta, não porque dentro dele não tenha o potencial, mas porque aos quinze anos não é previsto que a maturidade esteja presente. O que significa a humanidade possível ser admitida ao patamar vibratório que antes era ocupado pela Hierarquia, implica uma revisão da relação entre a estrutura psicológica humana e o factor tempo, isto é, hoje, a maturidade é o índice de informação e a qualidade do comportamento em relação a essa informação - isso pode-se encontrar num indivíduo com 20 ou 50 anos de idade - todos os factores que nós temos, de uma maneira geral, relacionados com o tempo, deverão ser revistos e se eu me disponho a passar a porta que conduz às novas leis planetárias, tudo o que eu vivi até então, pode ser apagado com a velocidade que era impossível nos anos 30 ou 40.

Quando a Hierarquia diz: "Assume o teu presente no nível mais alto de consciência que te for possível", isto implica que Ela assume o presente. Então, no momento em que eu me coloco frente a um portal de transformação integral, já não apenas da minha consciência, mas da minha natureza humana, o meu carma passou a ser essencialmente um problema da Hierarquia. Assim que eu me distancio desse portal, o meu carma volta a ser um problema meu. E aqui existe um excesso gradativo, e cada ser vai encontrar o seu ritmo dentro desta aproximação.

Estes seres que conseguem conceber uma nova Terra, uma política de consciência espiritual revestindo a Terra inteira, que concebem que está a ser processado uma iniciação na Humanidade, independentemente da crónica negra que vem dos mass média, estes seres que têm mais potência dentro deles do que a impressão cientificamente estudada que é produzida pelos mass média, de negar essa potência, ou seja, o poder da crónica negra já não é suficiente para desconectá-los da auto regulação que eles estão a viver dentro deles. Estes seres, estão a ser preparados para ancorar essencialmente dois tipos de voltagem - uma voltagem de amor, que é construtiva e uma voltagem de vontade, que é destrutiva. Então, nós estamos sendo preparados para funcionar-mos como dínamos de destruição e de construção.

Quantas vezes nós construímos antes de destruir, e tudo o que nós fizemos, foi construir sobre uma coisa que não tinha sido suficientemente aceitável e na menor oportunidade ela voltou ao de cima com mais força ainda?

Os seres humanos de hoje não têm nada a ver com os de há 50 anos atrás e nós precisamos de tomar toda a teoria acerca do que é o homem e o comportamento, e acerca do que é possível ou impossível tu fazeres - este sistema tem que se tornar fluído, líquido, volátil, sensível, plástico.

O espírito, por definição, é aquilo que está para além do tempo e que desconecta a relação normal das etapas na nossa vida, sem produzir uma alteração com isso, ele tem mais força que as consequências óbvias.

A alma tem limites, o espírito não tem limites, o corpo de luz tem limites, a vontade humana tem limites, tudo tem limites, o espírito, por definição, não tem limites. Tem o limite que a minha estrutura, enquanto um ser criado pelo próprio espírito, impõe ao espírito.

O casamento acontece no momento em que a alma passa a estar tão polarizada nos planos da personalidade, quanto nos planos da mónada, e isso é feito no nível acima da alma, que é aquilo a que se chama justamente, o nível espiritual do ser.

Entre a alma e a mónada (que é uma estrela de fulgurância divina dentro de ti), há um iato que ocupa todo um plano de consciência do qual nós não conseguimos sair conscientes, que é o quinto plano ou o plano espiritual. E esse iato deve ser preenchido com uma tecitura de luz, e a verdadeira tarefa da nossa alma, a partir do momento em que iniciação planetária foi decretada, não é mais estar a acompanhar a nossa vida tridimensional e estar a viver e sofrer connosco, e a alegrar-se connosco, e a encaixar-se nas normas em que o ser humano aceitou viver.

A partir do momento em que o sector da humanidade está disponível para responder à voz das estrelas, a desígnios que estão por detrás da fundação da Terra e dos vários mistérios que compõem a própria humanidade - os 5 dedos da mão, a separação dos sexos, a língua, a fala, tudo isto são manifestações externas de mistérios internos - e há um sector da humanidade que está a ser chamado para ocupar toda uma faixa de vibração que a Hierarquia deixou vaga, isto implica que eu necessito passar de uma lógica de auto avaliação contínua e perceber que no momento em que Eles dizem: "avança para o futuro do Homem", Eles estão dizendo automaticamente: "o teu passado, o teu carma, é connosco".

No momento em que esta porta se abre para a Humanidade inteira - e 70%, 90% da Humanidade inteira vai-se logo embora - que é um tipo de porta que é necessário realmente estar aberta, então ficam aqueles 10%, que é o sector da humanidade que pode assumir aquela faixa que a Hierarquia deixou vaga.

Este manancial humano, está a ser preparado para aprender a ficar completamente quieto. Vida humana é actividade, intensidade, constante alimentação de vórtices, e quando Eles dizem que nós precisamos de aprender a ficar completamente quietos, Eles não estão a dizer que nos vamos transformar numa espécie de cenoura, plantada quieta no mesmo sítio o resto da vida, mas sim, que ao mesmo tempo que a vida humana ocorre, há uma quietude supra psicológica que está a começar a aterrar nos níveis altos da nossa consciência - na parte da frente do lado de cima - e ao mesmo tempo que trabalhamos ao nível de intensidade, estamos na mais profunda quietude.

A nossa alma, que bem ou mal alimentou com a sua energia todos os nossos processos erráticos e não erráticos, ela, que não está identificada com nada disto, está num nível de maior luz, foi dando energia para que esta parte humana fosse experimentando as intensidades até ela estar pronta para o casamento.

Nós temos um nível que está virado para fora e está constantemente em acção, e temos um nível que está virado para dentro, e que contempla a alma, sempre. Este nível pode ser estimulado em função da vibração das pessoas que entram em contacto connosco. As personalidades são cheias de defeitos, e nós criámos um consenso de que temos imensos defeitos, e vamos trabalhá-los o melhor possível, e as disciplinas para trabalhar os defeitos são conhecidas há milénios e trabalhar defeitos não é o ponto da iniciação do novo homem, agora, ignorar defeitos também não é o ponto.

Se nós temos o consenso de nos reunirmos na torre do radar e se nos reunirmos mais vezes e mais tempo na torre, o percentual de energia que vem dos níveis que criaram o Universo, que criaram os nossos corpos, e que portanto criaram a possibilidade de eles terem qualidades e defeitos, o percentual de energia chave, é muito maior. E o nosso trabalho não é andar a tentar com o chaveiro da psicologia comum resolver os nossos problemas, o nosso trabalho é abrirmo-nos para as chaves cósmicas que fazem o triunfo do processo humano.

Existe uma plataforma em que nós nos podemos estimular uns aos outros no nível não contaminado de consciência, porque neste momento, nesta civilização - o centro desta civilização é composto por dois grandes seres: Platão e Jesus (é a tradição helénica e a judaico-cristã) o trabalho a sério é quando eu estou perante ti, sabendo que temos imensos defeitos, mas estou polarizado na tua vida interior e tu na minha e isto é o que nós procuramos estimular uns nos outros.

A nossa alma que tem estado durante milénios essencialmente virada para uma personalidade que em qualquer momento pode escapar para a esquerda ou para a direita, e a alma está constantemente exercendo um poder magnético que chega sempre até nós com uma emanação superior não determinada, incógnita.

A nossa alma tem estado durante milénios, educando estes três "cavalos" que são os corpos físico, emocional e mental, neste momento, do ponto de vista cósmico, é dado como adquirido que eles deveriam estar domesticados o suficiente, para permitir que a nossa alma faça uma rotação de 180 graus e começar um processo de construção de uma ponte entre ela e a mónada.

Para que a alma possa construir aquilo a que se chama corpo de luz, ela necessita de um manancial de energia.

O Planeta está a ser chamado para se transformar num super planeta, num planeta sagrado, em que a unidade é consciente do espírito uno do Universo inteiro.

Como o impacto dessa revelação vai abalar com as estruturas todas da civilização, nós vamos ver tudo o que é forma na civilização desaparecer, e eu continuo a fazer filatelia .... E o que eu preciso de saber é se é importante do ponto de vista cósmico a minha colecção de selos, eu devo saber se é importante ou não eu trocar o meu vestido amarelo, nós pensamos que estas coisas não têm importância nenhuma, mas são técnicas extremamente subtis de drenar a energia que deveria estar sendo retrogectada para a minha alma, e depois, o meu eu superior na quarta dimensão, pega nessa energia e começa a tecitura luminosa com ela. Tudo o que tu fizeres que é necessário fazer, significa energia para a alma construir a sua nave; tudo o que tu fizeres a mais significa um escoamento, uma perca de energia, uma desvitalização daquilo que a nossa alma já está a construir nos planos etéricos.

O casamento dá-se no momento em que a alma sobe do quarto nível, onde ela tem estado há milénios, para o quinto nível, e se um indivíduo está a viver um processo particularmente intenso, é um perigo, porque a alma pode não parar no quinto nível e pode entrar em combustão para o sexto nível, isto é, aquilo que para nós é uma presença doce e carinhosa da nossa alma, transformar-se na paixão total, porque o ser humano foi desenhado para uma paixão violenta, não pode viver sem intensidade. O trabalho consiste em encontrar o novo tipo de intensidade e produzir uma transparência inteligente das antigas intensidades, dos antigos tipos de matrimónio para o novo matrimónio e para a nova paixão.

O Despertar do Guerreiro Sagrado VI


O nosso principal problema enquanto guerreiros em formação, consiste aparentemente, em gerar um núcleo de sinceridade central absoluta.

O estado de um guerreiro carmim implica o trabalho de trazer para o centro os elementais que compõem os nossos corpos, toda a força centrífuga da nossa personalidade. Quando um ser se aproxima da formação do guerreiro sagrado, ele passa de centrífuga a centrípeta pela força da tracção do sinceridade do ser. Daí que a primeira condição deste tipo de ser, é a sinceridade maciça, à qual a consciência do Ocidente gosta de chamar o Cristo em nós. O primeiro contacto com o Cristo em nós é uma sinceridade que não admite contaminação, as periferias do teu ser não vão perceber nada do que está a acontecer, mas eu sei que no centro está a ser fermentada a luz dessa sinceridade central absoluta.

Estás completamente livre de estabelecer protocolos artificiais com os outros e com o mundo, se assumiste que este é o primeiro problema, é com isto que tu precisas de te enfrentar. Se eu estou trabalhando este estado, se estou exigindo de mim próprio esta sinceridade no centro, eu estou a fazer o trabalho do mundo, estou a fazer o trabalho da civilização, eu estou desperto na Terra.

Este estado zômbio desta figura contemporânea que nós vemos nas ruas de um lado para o outro, é porque ele é muito sincero para com os seus próprios desejos, para com as suas próprias circunvalações mentais. Esta força, esta esfera psíquica de desejo que envolve os seres humanos e os liga compulsivamente ao exterior, na condição guerreira ela é invertida, é transformada no desejo puro do ser. E quando o desejo é transformado nesta aspiração, não existe uma transmutação gradual do desejo ao centro do ser em aspiração, é-te pedido para manter a aspiração no mais alto de ti que for humanamente possível.

Neste momento, o desejo foi aumentado na humanidade até ao ponto em que ele se torna psicologicamente desagregador. Isto é uma benção que os Mestres nos fizeram, eles aumentaram o desejo, a energia investida em cada minuto decuplicou nos últimos dez anos, donde que, o desejo está incurralado entre um querer que não tem limites e a sua reversão, a sua transformação em aspiração. Sem o desejo não há aspiração, a aspiração é a transformação do desejo em querer ir além do que nós somos.

Tudo o que nós desejámos desde o início era uma escola que nos ensinava que nós não somos completos e que a nossa incomplitude tem uma resposta. Quando nós não estamos preparados para receber a resposta, nós íamos funcionando por níveis: físicos, emocionais, mentais, e agora chegou ao limite para que os seres humanos tenham estrutura no seu carma, na sua vida, para transformar o desejo em aspiração, e a aspiração é a flor da sinceridade.

Tu entras no conduto que conduz à formação dos guerreiros, quando a sinceridade no centro da consciência se transformou numa esfera hermética incorruptível. Nós estamos aqui a lidar com o problema dos Mestres que consiste em transformar a humanidade inteira numa entidade responsável e livre de todo o obscurantismo da história, livre de todo o passado. Se um indivíduo não é sincero, ele não pode ser tornado livre porque ele não ía utilizar o poder que desce para os seus próprios fins.

Na insinceridade para com o nosso ser interno (nós não estamos num ponto em que possamos falar de ignorância, nós não somos seres ignorantes o suficiente para dispensarmos a iniciação e a sinceridade), a etapa confortável da ignorância, terminou. Se eu fizer um esforço eu posso indutar a minha consciência até ficar quase ignorante outra vez, mas o germe do Mestre que já foi plantado em mim, não vou poder eliminá-lo. Esse germe, esse grão dourado no centro da consciência, exige uma postura.

Esta atitude de a consciência exterior aceitar que entrou num processo de sacralização, de sintonia axial com as lentes de aumento da energia cósmica com as quais a Terra está ligada, (Andes peruanos, Himalaias, Sol, Sírios, Centro da Galáxia, nós temos uma série de lentes que canalizam a energia nova para a Terra) estão a fazer descer sobre este planeta frequências e realidades que não confirmam em nada o passado, que não auxiliam o passado a sobreviver, que exterminam as forças que se mantêm escondidas.

A sinceridade é a condição básica do guerreiro. A sinceridade de ti para contigo mesmo na câmara oculta da tua consciência. Existe um núcleo no centro da nossa consciência tridimensional, de vigília, na parte do nosso ser cósmico que conseguiu atravessar o limite cerebral, e instalar-se na superfície da função neurológica. Essa parte vive o que lhe apetece até que o ser, no centro, além de tudo, diz: “Muito bem, agora o ciclo das experiências terminou, tu precisas de controlar o centro”.

Estar centrado, significa estar equidistante até mesmo dos nossos próprios desejos, significa olhar para a nossa natureza, como se olhasse-mos para a natureza de qualquer outro ser, significa desapaixonarmo-nos de nós mesmos para começarmos a amar-nos.

A História está a entrar em colapso, os processos dialécticos têm muito pouco para dar ainda ao Mundo. Se é o capital ou se é o estado centralizado ou se é uma economia de mercado livre ou uma economia planeada que vão dar de comer a um indivíduo que está a morrer de fome, esta questão dialéctica terminou, o que há é grandes quantidades de bens materiais acima do Equador e grandes quantidades de carências abaixo do Equador. Então, vem a lei e diz: “Tens dois cobertores, dás um cobertor ao teu irmão e ficas com um cobertor”. Ponto final. É aqui o fulcro da consciência que a transformação precisa de acontecer. Isto é o próximo paradigma económico. A próxima economia chama-se, amar insondavelmente.

O próximo paradigma económico acontece, quando cada vez mais seres humanos se sentirem completamente miseráveis com a sua acumulação de bens materiais, enquanto o planeta tem setenta por cento da população em pobreza profunda.

O coração vai-se transformar numa equação económica. Diariamente o nosso ser interno põe-nos situações muito específicas à frente para testar o grau de conexão que nós temos com ele.

Quando se diz que a história vai entrar em colapso, é porque o método que a história utiliza que é de choques entre opostos já produziu os seus frutos. Choques entre oposto foi uma coisa fantástica para o século onze, no final do século vinte, há um terceiro vértice que está a chegar para harmonizar os opostos, esse vértice no homem exprime-se através do coração. Tem a ver com a inauguração no centro do nosso ser de uma luz. No momento em que a sinceridade central emerge de um Cristo que dá o primeiro toque da sua presença dentro de ti, tu és um ser com a primeira iniciação. A primeira iniciação acontece, quando a consciência central é admitida no seio da sinceridade. O Cristo vai chegar através de cinco biliões de raios solares que vão encarnar em cada ser humano - Esta é a segunda vinda do Cristo.

Era possível que ele descesse num corpo físico no Canadá ou em África, o perigo, é que ele ia convexionar num ponto aquilo que é a tarefa da Humanidade, de criar um amplexo de consciência aquariana, e, assim, ficava a Humanidade à volta de um ponto.

A técnica que está a ser usada pela Hierarquia, é uma aproximação da chama crística, em graus, ao centro do nosso ser. O processo é lento para que a consciência tenha tempo de se ir adaptando, de ir percebendo o que lhe está a acontecer. Tu está a ser transformado num Cristo, isto significa que os nossos corpos vão ter as suas energias substituídas.

O que é que é um corpo astral? Onde o antigo fogo da humanidade, que é regido pelo aspecto fricção, acção, movimento, desejo, foi sendo drenado gradualmente, para fora, e os Irmãos fizeram entrar no teu corpo astral energia vinda da estrela mais próxima do planeta, não calor, esperemos, mas, uma frequência de gnose que uma estrela representa. Isto chama-se - segunda iniciação.

O nosso trabalho, hoje, é estar simultaneamente consciente da Terra e de que nós somos um ser celeste, aqui. A consciência é um campo que se desenvolve a partir de um centro para a periferia e vai assimilando em graus cada vez mais profundos, a realidade em torno dela. Então, o que é que está no centro da tua cons ciência? Se nós pusermos lá um eu, estamos a fazer existencialismo, agora, se nós pusermos um Eu, já fica mais interessante. Isto é terceira iniciação.

Na primeira iniciação o ser trabalha a sua sinceridade, a sua dedicação, a sua consciência de sacralização, a sua conexão axial, até que essa sinceridade irrompa em luz e nesse momento o Cristo, a consciência cósmica central, nasce em ti e tu não consegues apagá-lo mais em nenhum momento da tua existência - guerreiro carmim.

Nós temos aspiração pelo Mestre, não apego. Se nós temos apego por coisas, como é que o Mestre espiritual vai destruir a imagem tosca e de 6º Raio velho que tu tens dentro de ti acerca dele?

Portugal está a passar por um Boom exotérico, o que vai acontecer é que as pessoas vão tirar a Santa Maria para pôr o Mestre Morya e a relação é a mesma, e nós temos que criar uma rampa de descolagem da nossa consciência, e o resgate é na zona límpida, contemporânea, avançada, elíptica. É outra energia!

As pessoas pedem coisas aos mestres, isto é tudo para ser queimado, isto é exactamente a casa onde o Senhor não pode descer. O nosso problema é muito subtil, porque nós já não somos ignorantes, nós queremos informação e visitas interiores, e estas visitas, a doçura, a ternura, a força, a amplitude, a coragem, a nobreza deste ser que chega dentro de nós e diz: “por favor, eu quero fundir-me em ti”.

Se calhar astrologicamente ele só se vai fundir quando tiveres quarenta ou cinquenta anos, mas o ponto é que eu preciso de trabalhar a casa, de me ver livre de tudo o que não corresponde a essa chegada. Este é um ver livre que corresponde à conquista do Sol sobre a Lua.

Tu sabes que aconteceu a primeira iniciação porque um dia tu levantas-te da cama, abres os olhos e dizes: "Não sou o mesmo!" e ao mesmo tempo todos aqueles assunto que podiam enganchar-te por baixo, não engancham.

Na primeira iniciação, os seres humanos são levados frente a mananciais de fogo estelar que estão residentes na Terra, (pequeninas porções de Sol foram trazidas para a Terra e escondidas no interior de montanhas em templos secretos) esses fogos estão lá e se a tua hipófise ou o correspondente no corpo astral e no cérebro de luz, for tocado com um percentual de luz desse fogo, acontece a primeira iniciação, no sentido em que há uma relação entre as glândulas que produzem uma nova vibração ao nível da caixa craniana e a partir desse momento, o Cristo pode descer um grau, ancorar, e não se vai mais embora. Acabou o homem comum.

Na segunda iniciação, eles tiram toda a matéria do corpo astral em graus - a vibração do corpo astral muda completamente - de repente, a paz instala-se totalmente naquele ser - guerreiro azul.

Na terceira iniciação, toda a consciência é impregnada com aquilo que estava no ser.

Nos três casos são colocados três níveis de sinceridade diferentes. Em todos os casos, sinceridade é vitória.

Consciencializar, significa, antes de fazer qualquer movimento interno de entrega, eu ter uma clareza mental muito alta àcerca do núcleo ao qual eu me vou entregar. Eu preciso de sentir esse núcleo.

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