Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Friday, April 27, 2012

Perguntas: Alma e Personalidade. Dons da Alma. Tensão Ardente.Novo Impulso Espiritual. Purificação. Chacras.Telepatia

O impulso de informação, em termos contemporâneos, entrou no ocidente através de algumas frestas meticulosamente estudadas, há cem anos. Desde 1888, quando foi publicada a "Doutrina Secreta" por Blavatski em Londres, que o impulso começou, e do ponto de vista profundo, a etapa de transmissão de informação terminou. A nossa capacidade e necessidade de continuar a receber informação permanece. O novo impulso implica preparar vasos humanos de alta energia. Estamos entrando na necessidade urgente de cada ser humano, independentemente do grau de informação que ele tem, ser portador da energia, da força de vida que contem os anti corpos, as anti toxinas, os anti virus do processo de desagregação, de rompimento do tecido psíquico da humanidade. Existem circunstâncias, ambientes, agências que se estão especializando em emanar uma vibração que dissolve, desintegra ou involuciona o tecido psíquico humano, o processo é científico, é exacto, é estrategicamente elaborado, e tem uma certa qualidade como se pode ver pela crónica quotidiana. O tipo de vibração que mantém as células humanas ligadas entre si, a consciência de que participamos no mesmo mistério existencial, donde deriva uma reverência infinita só pelo facto de pertencermos ao mesmo código genético, quanto mais pelo facto de termos metas semelhantes, isto está tudo em risco. 

O tipo de injecção que está a ser produzida no tecido colectivo da humanidade é cientificamente desintegrador e o próximo grande impulso em termos hierárquicos, implica a capacidade de, que por cada linha que eu leio, por cada disciplina mental que exerço sobre mim próprio, por cada conceptualização esotérica que eu faço, que eu comece a trabalhar com luz, que eu comece a operar consciente, que tudo liberta e recebe energia e que o tráfego entre seres humanos é neste momento intensíssimo. 

O próximo ser humano útil, é um indivíduo ponte na vertical. Nos anos 70 um ser humano útil era um indivíduo ponte na horizontal, foi quando a palavra “interdisciplinaridade” começou a entrar nos circuitos universitários. Estes seres ponte na horizontal ligam bioquímica a poesia, estética a motores de aviões, engenharia naval a compaixão, faziam portanto ponte na horizontal e com isso, estavam a enriquecer as áreas de conhecimento do homem e demonstrando que as divisões entre as casas universitárias faziam parte do método de conhecimento da altura. Estes indivíduos continuam a ser muito importantes, assim como do ponto de vista cultural os indivíduos filtro, mas em termos do próximo problema planetário, o novo indivíduo útil, é o ser, ponte, é o ser que cada vez mais se concentra em factos ocultos, factos energéticos. 

O próximo ser útil compreende o que acontece pela ondulação vibratória e que se submete a uma disciplina extremamente delicada, porque é uma disciplina na qual a moralidade, a ética e as regras psicológicas ficam para trás. Ele precisa de transcrever em termos energéticos tudo o que acontece. 

O nosso problema consiste em passar do estágio de desbloquear e activar chacras bloqueados, limpar memórias dos chacras para acender os chacras. Passar a trocar energias na horizontal e passar a receber, em oitavas distintas, a vibração do corpo de luz na 5ª dimensão ou da mónada. 

É completamente diferente entre chacra funcionando correctamente ou chacra aceso. Acender o chacra implica um quotidiano, um ritmo existencial e um tipo de vida, no qual cada uma destas centrais de processamento de energia misceniza uma vibração que vem de fora, com uma que vem de dentro, de cima em nós e a expressão que está por detrás disto é purificação profunda. 

Para que eu possa entrar num regime em que os chacras estão iluminados, eu necessito de remover todos os hábitos antigos e especialmente, todas as zonas que são o meu nível confortável de existência. A condição dos chacras acesos implica uma condição ardente do ser. 

O bom, o normal, o desejável e o interessante, são as áreas onde nos sentimos seguros, estáveis, e que são a nossa prática do quotidiano, começam a funcionar como plataforma contra o qual fazemos pressão para subir, isto produz a transmutação do bem no sublime. 

A partir do momento em que um ser humano entra naquilo a que Morya chamava tensão ardente, o que significa uma insatisfação cuidadosa para todos os pontos alcançados e uma necessidade de se colocar frente ao desconhecido, estes seres em processo de purificação precisam criar dentro deles aspiração pelo não mapeado, no sentido em que, projectar a consciência para além da história, e da circunscrição cultural é essencial, é a grande meditação neste momento. 

Os sete chacras recebem energia do meio ambiente, transmutam o que é possível, emanam energias que têm muito a ver com as nossas necessidades e com a nossa personalidade, e os chacras frontal e da coroa simplesmente não funcionam enquanto o indivíduo está emanando aquilo que lhe é próprio, aquilo que ele adquiriu por processos exteriores. O nível de mais alta vibração que um ser pode emitir enquanto está identificado com a sua própria formação, é o chacra da laringe, aqui nós somos convidados a ir na direcção da síntese ígnea, na direcção do desconhecido, este é o chacra dos visionários. 

Existem ideias guardadas na parte da mente divina que focaliza este planeta, que podem purificar sectores inteiros do comportamento humano, mas para que essas ideias cheguem até nós, eu preciso de fazer um furo artesiano para cima até ao ponto onde elas estão acumuladas, senão elas ficam no reino das super ideias, no nível dos arquétipos da mente do Divino e nós ficamos cá em baixo continuando a funcionar com o velho. Há todo um trabalho de penetração no desconhecido, de invocação do novo, do que não está mapeado, que precisa de descer e complementar toda a nossa experiência. 

A passagem do nível meramente luminoso de um chacra para o nível ígneo, acontece através da tensão ardente, a capacidade que um ser tem de continuamente, manter uma tensão de vontade fogo para com a sua meta cósmica, isto não significa que os aspectos imediatos do quotidiano desapareçam de um dia para o outro, significa que a tua estrutura interna passa de uma pirâmide truncada a uma pirâmide com ponta. Só a tensão ardente permite a recepção da mais alta energia que um ser humano pode receber. Existem outros graus que fazem com que eu possa receber secundariamente uma parte da energia - por processos mais suaves - mas a mais alta energia que te está destinada, desce pela tensão ígnea, e portanto, por um gradual acender-se dos chacras. Isto é feito no momento em que a mente está sempre dentro da consciência de que ela é um prolongamento de uma entidade cósmica. 

Isto até agora era considerado uma tarefa impossível, a sacralização da mente, da vontade, dos observadores mais altos no nosso ser e portanto de uma constante busca do mais além. 

Trata-se de falar de consagração, purificação e perenidade, enquanto nós conseguimos funcionar em termos de intermitência, nos intervalos desta intermitência, a força dissociativa planetária penetra. Então, tu fazes um trabalho inteligente 4ª feira das 5 às 6h, mas das 6 às 6,15h tu baixaste a vibração e entraram todas as outras "festividades" que fizeram a dissolução desse trabalho inteligente. À medida que o milénio termina, a ideia de intermitência desaparece da cabeça dos discípulos. À medida que a verdadeira situação planetária vem ao de cima, estes seres precisam de funcionar como contrafortes, como arquitectura luminosa de uma catedral invisível que tem que começar a ganhar consistência. 

O processo de contemporização com o que não é luz, terminou. A luz está num processo de se revelar a si própria segundo as suas próprias leis, ela passou do nível de sedução para o de exigência. 

Antes, eu podia ter um pé numa canoa e um pé noutra que eu conseguia mantê-las unidas, porque ninguém tinha decretado lá em cima que era para haver uma separação, agora, não há aqui nenhum manicaísmo porque ninguém está a definir o que é que é luz e o que é que é sombra, tu vais ter que descobrir no teu quotidiano. A partir do momento em que a luz pura precisa começar a anunciar-se a certos indivíduos, a colagem das canoas termina e elas começam a afastar-se e tu ficas com um pé numa canoa e outro na outra e esta é a crise de 4º Raio no qual se encontra a humanidade. 

A partir do momento que esta catedral luminosa se ilumine, é necessário que as pessoas passem de uma espiritualidade tímida para uma verdadeira assunção do que elas são nos planos ocultos, que comecem a tornar-se não buscadores de luz mas transmissores de luz. 

Thursday, December 22, 2011

Uma Visão Espiritual da Água

Há poucos dias, uma amostra do poder e força da água nos foi mostrada exaustivamente em vídeo e áudio sobre a tragédia do terremoto seguido de tsunami no Japão.

Até agora só tivemos provas dessa força e poder de destruição à distância. E se isso saísse da tela, se deixasse de estar do outro lado do oceano e testemunhássemos a subida das águas?

De nada servirá não querer que isso aconteça ou ignorar esta possibilidade por não compreender que é a natureza quem manda. Quando chegar a hora dessa força se aproximar, de nada servirá não aceitarmos ou temermos. A saída, então, é nos prepararmos. E o primeiro passo neste sentido, é procurarmos entender o que a água representa, além de higienizar e matar nossa sede. O segundo passo é buscarmos uma aproximação com o reino mineral.

Já paramos para pensar por que há mais massa líquida do que terra no planeta? Não seria para proporcionar reequilíbrio, transmutação e purificação à rede magnética da Terra?

Esta enorme quantidade de água é o que proporciona que a rede magnética do planeta se reorganize. A água, representada pelos oceanos, é uma grande base de transmutação a qual proporciona habitat às baleias, cujo tamanho e força têm função que corresponde à grandeza do oceano.

Quando matamos as baleias, estamos desorganizando o equilíbrio magnético do planeta. São estes seres enormes que colaboram com os oceanos para manter o equilíbrio organizado. Elas absorvem e transmutam, transitando em um magnetismo mais baixo para transmutar lentamente.

Ao matá-las, cometemos um crime contra estas majestosas representantes do Reino animal, contra a rede magnética planetária e contra o planeta em si. Essa rede magnética absorve principalmente os resíduos da tendência animal da humanidade. O elemento água é, na verdade, como símbolo de tudo que isso representa aqui esta ordem magnética.

Com toda matança das baleias perpetrada no Japão, e hoje vendo que as águas liberaram grande quantidade de almas, não seria isso um aviso, um sinal que reino mineral quer emitir ao reino humano?

Não será uma forma velada do reino animal pedir ajuda?

É urgente que despertemos para as necessidades de todos os reinos irmãos, como o vegetal, o animal e o mineral.

A terra tremeu ali muitas vezes, como se estivesse alertando: parem com isso! Será que é preciso que muita gente morra para ouvirmos o que os oceanos têm a nos dizer?

Como desenvolver uma inteligência emocional

A água sempre nos tocou por dentro e por fora, nos higienizando e matando nossa sede. E essa nossa postura de somente usufruir nos coíbe de perceber que ela é e faz mais que isso. E, também, que podemos fazer mais, como buscar uma compreensão do que ela é.

Inicialmente, no contato diário com ela, seja ao bebermos água, no banho, ou na simples lavagem de roupa e de pratos, podemos buscar uma união com sua essência. Podemos procurar nos coligar com o que rege aquilo que vemos escorrer pelas torneiras, refletindo como somos parecidos: viemos do céu, evaporamos e voltamos para o céu. Depois voltamos como pequenas gotas. Esse exercício, aos poucos, vai nos unir a ela, ensinando-nos a amá-la.

Num aprofundamento da reflexão, sabemos que, sem água, o abastecimento de energia elétrica não existe. E para nós, sem água, é o fim da vida. É a energia se retirando, parando de mover nossos corpos.

Essencial à vida, à saúde, à economia, na indústria e na agricultura, a água presta este serviço, mas é preciso que seja compreendida como algo muito maior do que isso. Aqui, trata-se de trocar o verbo usufruir pelo compartilhar com gratidão. É preciso evocar em nós a necessidade de não desperdiçar, seja uma gota ou milhares de litros. Que não seja apenas tratada como bem econômico. E que passemos a tomá-la por instrutora, aprendendo a ter flexibilidade e adaptabilidade.

Se for muito difícil perceber o que ela tem a nos ensinar e a praticar o uso respeitoso e coerente, vejamos sobre os cinco princípios da água descrito por um monge no livro “Mensagem da Água e do Universo, de Masaru Emoto. São eles:

- aquele que influi faz os outros agirem, eis a água;

- aquele que sempre busca seu próprio caminho e nunca descansa, eis a água;

- aquele que encontra obstáculos e multiplica seu poder, eis a água;

- aquele que é puro e purifica os contaminados, eis a água;

- aquele que preenche o oceano, se transforma em nuvem, dispersa a neblina e congela como espelho; mas mantém sua qualidade essencial em qualquer forma.

Assim, devemos tê-la como instrutora e devolver-lhe gratidão, pois ela sente e reage ao nosso sentimento.

Como importante condutora ao plano emocional, plano que delimita com o físico, podemos receber o que há como futuros padrões, pois este plano filtra o que ainda está no futuro.

Se, ao contrário de poluir a água, de nossa parte houver cuidado e preocupação em purificá-la, além de uma forma respeitosa de lidar com ela, estaremos diretamente cuidando de nosso corpo emocional.

Com um cuidado extra, se abrirmos a torneira para liberar somente a quantia necessária, isto irá se refletir na saúde do nosso corpo astral. Se persistirmos no ato de deixar escoar além do necessário, estamos também deixando escoar a energia que o corpo astral precisa para conter os impulsos inferiores do corpo mental que são emitidos pela nossa mente.

A água está diretamente ligada com o plano astral terrestre, plano emocional. Uma pessoa desequilibrada emocionalmente, provavelmente é uma pessoa que desperdiça. Ou seja, quem não sabe lidar com a água, não saberá lidar com as emoções.


A água e o medo da morte


É grande o relato de pessoas que sonham com tsunamis

Sonhar que estamos nos afogando pode indicar que estamos afogando no mar de emoções. Tal medo pode ser diluído se passarmos a respeitar, amar e valorizar esse sagrado líquido. Daí a necessidade de sermos instruídos sobre a grandeza da água e que passemos a empregar pequenos gestos que economize esse precioso líquido.

Para poder entrar em sintonia com mundos mais adiantados, a Terra está se ajustando e deverá entrar em harmonia consciente com planetas e com leis superiores. Para isto, o mundo está se desvinculando das forças negativas. O desencarne coletivo está diretamente ligado à purificação planetária, já em andamento.


Por que será que as coisas se decompõem, apodrecem?


Nossos corpos envelhecem, morrem, deterioram porque existem forças involutivas mescladas com outros elementos. Na área do planeta onde a limpeza precisa ser mais violenta são colocadas mais pessoas, com maior grau de impureza.

Uma coisa é certa: quando as águas começarem a subir, passando a nos atingir também, será preciso não entrarmos em desespero. O ponto de equilíbrio será não acharmos que estamos diante de uma tragédia e que somos vítimas. Será necessário que uma inteligência emocional esteja implantada em nós, quando saberemos tratar-se de uma necessidade planetária, onde tudo e todos precisam de purificação.

Por estar relacionada com a purificação, mesmo diante de um quadro como o de sair do mar e lavar cidades, matando animas e pessoas, será preciso que enxerguemos a água como uma ferramenta para a necessária purificação.

E se o medo de morrer nos paralisar, saibamos que estamos nas áreas geográficas que nos correspondem. O Cosmos é amoroso e sabe onde purificar, quem purificar e como fazê-lo.

Texto preparado por: Nice Ribeiro a partir de palestras de Trigueirinho sobre o tema.

Thursday, December 15, 2011

Iniciações e sua Preparação


Hoje, o homem é preparado nos níveis internos para a Iniciação. Sendo assim, não há regras a serem seguidas no plano físico, como antigamente. Todavia, isso não significa que o candidato possa descuidar-se daquilo que ele gera no mundo material, pois a essência do mecanismo iniciático permanece, e a conduta do postulante precisa pautar-se pelas leis evolutivas que já pôde aprender. A lei da purificação, a do serviço e a do silêncio, por exemplo, são básicas. As condições para a Iniciação são simples e, para melhor colaborar, o eu consciente é levado a conhecê-las. Comportamentos como o de comer carne, fumar ingerir bebida alcoólica e drogar-se são obstáculos. No nível concreto, é necessário depurar a vida orgânica, conforme as leis físicas que regem a vida das células. Isso emerge à medida que o indivíduo como um todo se vai purificando. No nível mental-emocional é indicado não alimentar conflitos e manter o pensamento positivo, tendo presente a meta interior. Por meio das Iniciações, o ser humano pode relacionar-se com novas leis, ou com aspectos superiores daquelas sob as quais já se encontra. O fato de tornar-se um iniciado não é apenas um conseguimento individual, da sua mônada e da sua alma, mas é principalmente fruto do desenvolvimento do Logos planetário ao qual sua evolução está coligada. O ser humano é uma partícula do corpo logóico que se ilumina quando a consciência do Logos se expande. De maneira análoga, as células e os átomos que constituem os corpos do homem são-se iluminando no decorrer de seus passos no caminho iniciático. Um dos propósitos desse caminho é a consciência adquirir controle sobre as forças do universo em que vive e não apenas interagir com as que o compõem, mas também introduzir nele impulsos evolutivos capazes de penetrar sua substância matriz. A cada Iniciação, a consciência do homem e a essência de um dos níveis desse universo relacionam-se de tal modo que as leis, energias e forças desse nível são incorporadas, como conhecimento adquirido, no núcleo do seu ser. O ser humano poderá, então, servir de instrumento para a realização do propósito criador nesse nível, pois o terá transcendido. Entre uma Iniciação e outra dá-se o amadurecimento do que foi conseguido, bem como a preparação para a fase seguinte.

Nesta época de transição, as três primeiras Iniciações fundamentam-se na permeação dos corpos materiais do iniciando pela energia da alma; proporcionam à alma condições de expressar-se livremente nos níveis concretos e de os redimir. O controle do corpo físico-etérico, do astral e do mental, o alinhamento entre eles e deles com a alma, exige dedicação e perseverança. As atitudes externas e internas do indivíduo vão entrando em consonância com padrões evolutivos; numa primeira fase, ele consegue sustar seus atos desarmoniosos, mas ainda não é capaz de fazer o mesmo com suas emanações astrais e menos com as mentais, como por exemplo sentimentos e pensamentos de ira ou de revolta, que têm efeitos destrutivos mesmo sem se exteriorizarem-se. Numa fase seguinte, já consegue dominar suas emoções e, em outra, também os pensamentos. As três primeiras Iniciações podem ser sinteticamente definidas como etapas em que esse controle da ação, do sentimento e do pensamento é conferido ao indivíduo; a partir delas não é mais o ego que dirige suas forças humanas, mas a alma. Mesmo assim reações e resistências permanecem, embora cada vez mais reduzidas, até que atinja a Quinta Iniciação.

Extraído do Glossário Esotérico de Trigueirinho

p. 211-212

Wednesday, December 7, 2011

A Cura pelo Fogo Interno: As Mãos, O Olhar e A Voz I


          A consciência da relação entre a pureza, a transparência e o nível divino do ser.

1.

A transmissão da potência divina através do éter implica pureza. A consciência da pureza acontece através de um contato cada vez mais permanente e consistente com o nível Divino do nosso próprio ser.

A medida que o tempo passa e a estrutura psíquica de uma pessoa amadurece, pela simples força dos acontecimentos, dos episódios biográficos, das experiências de vida, o ser percebe que não se trata tanto de ter momentos especiais, momentos de união esporádicos com o nível divino do seu ser, mas que é a capacidade de manter contacto ao longo do tempo, a capacidade de permanecer conectado, que se transforma num desafio para um novo patamar ao qual sente necessidade de chegar. Realiza um contacto elétrico, metaconceptual, energético, vivo, ou seja, um contacto real com o nível superior do nosso ser,é uma porta que actualmente está francamente aberta. Assim, o desafio não é apenas realizar o contacto, mas permanecer nele sem ser gravitado excessivamente para fora.

E é aqui que a palavra pureza surge. A idéia de pureza relaciona-se exclusivamente com a transparência dos elementos que captamos no nosso interior e a transparência dos elementos que transmitimos. A pureza está directamente relacionada com a transparência.

Quando falamos de elementos estamos a falar da Terra, do ar, da água e do fogo. O trabalho da pureza e transparência dos elementos nos nossos corpos é importante porque Portugal tem estado sob a influência astrológica de Câncer e Peixes. No entanto, para que Portugal possa irradiar uma energia de Peixes real, iniciática, para que possa transmitir a energia de Peixes de uma forma transformadora e libertadora, de uma forma superior e precisa, terá que desenvolver nos próximos tempos a energia oposta e complementar que é a energia de Virgem.

E Portugal, como um país que também se identifica com a energia de Câncer terá de desenvolver a energia oposta, a energia de Capricórnio. Estamos a falar de um país que tem uma forte responsabilidade à escala planetária, em termos internos, porque contém os anti-corpos para o problema da actual civilização, em parceria com outras nações de natureza sacerdotal. E, porque também tem uma vocação profundamente Aquariana, Portugal terá de desenvolver a energia de Leão.

Ora, estas radiações só se tornam espirituais quando contêm o seu oposto, pois antes de conterem o seu oposto são apenas vibrações psicológicas: só quando a energia de Peixes contém Virgem é que se atinge o nível espiritual de Peixes; só quando a energia de Câncer contém Capricórnio é que atinge o nível espiritual de Câncer; só quando a energia Aquariana contiver a energia de Leão é que se atinge a vibração espiritual de Aquário – a energia que se torna uma radiação espiritual é a energia que nasce da síntese dos opostos.

Portugal desenvolverá, no sentido interno, a energia de Virgem, o que nos ajuda a compreender a presença da Virgem Maria em Portugal, sem porém esgotar o assunto.

Está a acontecer uma actuação deste poderoso catalizador da consciência superior; esta entidade mediadora exerce especificamente um trabalho de pureza, purificação e transparência sobre o problema da osmose, da fusão e da empatia que vibra ao nível dos sentimentos e das emoções em Portugal. Estas vibrações que actuam sobre milhares de pessoas simultaneamente através do denominador comum da mente e das emoções, são subliminares ao comportamento dos povos.

Uma das técnicas de adormecimento colectivo da nossa humanidade tem sido a mistura de vibrações, a deslocação de vibrações, a combinação caótica de vibrações. No interior deste fenômeno de distorção acontecem meias verdades, quase verdades ou verdades a 95%. Tudo isto são formas de atenuar, adormecer e aniquilar a consciência colectiva, formas fundamentalmente baseadas no ruído que turva a vibração cristalina. Esse ruído pode ser de natureza mental, emocional, visual, física, intelectual, comportamental, econômico, sanitário, etc. E é aqui que a palavra pureza nos interessa.

O elemento fogo, que é o elemento propulsor da vida, o elemento entusiasmante, criativo, vivificador e anti-depressivo, coloca-nos mais próximos da nossa realidade, da nossa verdadeira identidade. O fogo é o elemento dinâmico que penetra todas as coisas – é omnipenetrante – no entanto, o fogo tem dificuldade em penetrar numa atmosfera vibracional excessivamente misturada. A atmosfera física que respiramos na cidade é a tradução química da nossa própria atmosfera mental: respiramos fisicamente a nossa mentalidade, tal como mergulhamos fisicamente no caos das nossas próprias emoções.

Existem 3 instrumentos fundamentais de cura que correspondem à revelação da cura cósmica no ser humano. Estes 3 instrumentos de cura só o são na medida em que a pureza, a transparência, a vibração cristalina está presente nos nossos corpos, ao ponto do fogo omnipenetrante, o elemento ardente do universo, nos puder atravessar.

Esses instrumentos são: o olhar, a voz e as mãos, complementados por um quarto unificador: o coração, irradiados através da aura estabilizada em compaixão.

A medida que um ser faz a peregrinação possível na direcção de um mestre, observamos cada vez menos acessórios, cada vez menos suportes para a revelação do fogo, cada vez menos cristalizações do fogo, cada vez menos símbolos do fogo. O símbolo, sendo esta entidade magnífica que é, está presente nas nossas vidas na exacta medida em que ainda estamos distantes do contacto com o fogo vivo do espírito. Quanto mais longe do espírito mais símbolos existem na vida de um ser.

O símbolo funciona como uma espécie de baliza para a pessoa não se alienar da consciência de que é também espírito, de que tem em si um nível criatura e um nível criador, de que trás em si o piloto do Paraíso, o fogo inesgotável do nível espiritual do Ser. Esse piloto do Paraíso tem a capacidade de extrair o fogo vivo das altas esferas do universo, as correntes de sustentação sistêmica. Existe um horizonte terrestre que nós conhecemos bem e existe um horizonte em cima, a que os Anciões dos Dias e os AMUNA chamam de correntes de sustentação do sistema.

Estas correntes estão relacionadas com os Raios superiores da criação, com as super cordas que sustentam a criação e funcionam com um elemento Terra invertido. As correntes supremas que sustentam o nosso sistema evolutivo podem ser compreendidas como Terra, mas uma Terra invertida – enquanto que a Terra de baixo é estática porque é inerte, a Terra de cima é estática porque contêm em si um dinamismo alucinante. É uma Terra que vem depois do fogo – é perene, imóvel e inalterável como um diamante. Esta realidade não é consistente com a idéia de correntes, porque estas implicam dinamismo, mas é consistente com a idéia de sustentação, no fundo trata-se de uma imobilidade dinâmica.

Este nosso mundo, a Terra e por extensão o nosso próprio corpo é sustentado por uma outra Terra, a Terra Última, que é a inalterância da intenção divina aplicada ao todo planetário, e que se manifesta através de um fenômeno absolutamente sólido.

Entre estas duas Terras, as correntes vão-se transformando em fogo, depois ar, a seguir em água, depois Terra, depois fogo, ou seja, existe uma verdade não relativa: as correntes que sustentam o sistema e que nutrem os átomos e as células. Destas correntes de vida do sistema fazem parte o prana, os fotões, o calor, as proteínas, os afectos, a ternura, a intimidade, correntes de vibração pura, do qual tudo isso aqui em baixo é uma sombra. No entanto, são as mesmas correntes cósmicas que fizeram uma longa viagem ate serem transformadas em “clorofila”.

Estas correntes estáticas, de tão supremamente dinâmicas, são puras – esta é a real natureza da pureza. Puras porque nunca se misturaram de uma forma oposta ou distorcida em relação a intenção do Criador. Elas combinam-se sempre através de uma incrível elegância estrutural e cada coisa que vem a ser, é-o por uma mistura precisa e exacta destas correntes com o fogo, o ar, a água e a Terra.

O que vem turvas estas correntes de vibração cristalina é o ruído. Existe um plano científico e sistemático de injectar um som, um ruído na mente colectiva e na psique de forma a estimular as mentes, as emoções, de forma a estimular ao máximo as partes do ser que não são criadoras mas criatura. Este plano passa por estimular ao máximo o “ruído” no físico, no emocional e no mental – seja através de alimentos, de imagens ou sons – de forma a que as pessoas não se reconheçam mais a si próprias, não ouçam mais sua própria voz.

Esta constatação psicológica e sociológica revela-nos que toda a gente sabe muitas histórias mas já ninguém se lembra da sua própria história, como se as histórias dos outros servissem para se alienarem da busca da coerência e significado na sua própria história. Esta fixação na história dos outros torna-se uma fuga de si e uma desculpa para não se estar sozinho; isto porque não se é capaz de ter uma disciplina energética para cultivar o retiro, o silêncio e o alinhamento com os núcleos sagrados do nosso ser sem o qual a interação com os outros é uma forma de alienação.

O que acontece é que o universo acaba por trazer a sombra disto que é o isolamento não desejado e não construtivo. Esta amalgama de muitas historias o que faz é tornar opaco o cristalino, turvar a lente através da qual poderíamos ver com clareza a nossa própria história, compreender o seu ímpeto, o seu propósito, a sua função heróica e compreender também a indizível beleza que existe no coração – a isto podemos chamar “eugamia”, o casamento consigo próprio.

Estes ruídos constantes – psíquicos, emocionais, mentais e físicos – impedem que o cérebro (que é o nosso receptor do piloto do Paraíso) estabilize as radiações dos núcleos sagrados do nosso ser, pois está em constante agitação e assim, em vez de assimilarmos criativamente o mundo é o mundo que nos assimila a nós. Este ruído vibracional interessa a muitas forças porque turva a consciência, impede que as pessoas se sincronizem vibratoriamente.

Todo este ruído vibracional de que temos estado a falar faz parte daquilo a que podemos chamar uma batalha mantrica.

A tarefa de Gabriel tem sido pouco aprofundada, conhecemos melhor a energia do Arcanjo Mikael que está ligada a verticalidade e à estabilidade que religa o Céu e a Terra.

Purificação do Ser Humano


Processo pelo qual os corpos do ser humano – o físico-etérico, o emocional (ou astral) e o mental – se liberam dos elementos espúrios que lhes foram agregados no decorrer das encarnações e transcendem as leis regentes da vida material. No princípio, a purificação é lenta e conta com pouca participação consciente do indivíduo, porém, quanto mais ele avança na ascese, mais colabora e mais rapidamente ela se dá. Essa colaboração inclui a busca de alinhamento e sintonia com leis superiores da existência. No transcurso da purificação, ele deixa de agir em proveito próprio para servir o mundo. Ao devotar-se à Lei Suprema, é dado ao indivíduo conhecer a real necessidade dos demais. Quedas fazem parte da purificação, têm raízes em aspectos humanos ainda não superados. Não temer erros e reconhecê-los com serenidade permite-lhe utilizá-los como lições. Cujo aprendizado facilita a penetração da energia divina na personalidade. Dos planos internos do ser flui a energia que é o verdadeiro agente purificador, leva-o a provas nas quais os obstáculos ao seu desenvolvimento são transformados ou eliminados. As forças involutivas estão impregnadas na substância do planeta, e portanto presentes na esfera consciente e subconsciente do ser humano. Convém não lutar diretamente com elas, pois a obscuridade é dissipada pelo descenso da luz interior. Para servir ao Plano Evolutivo o indivíduo estabiliza a vibração dos seus corpos no nível mais alto possível. Do modo desapegado, cuida da pureza do corpo físico, da elevação dos sentimentos e da superação dos desejos, bem como a canalização da vontade e dos pensamentos para a meta superior da existência. Nesta época, com a influência do Sétimo Raio em âmbito planetário, a organização rítmica da vida cotidiana constitui elemento para a purificação dos corpos. Também o constitui a higiene, que abrange a abstenção de carnes de toda espécie, fumo e álcool. Os cuidados com a purificação, apesar de preparatórios para o caminho ascensional, vão se sutilizando à medida que nele se avança; por isso, vigilância é sempre requerida.

Para propiciar a purificação intelectual, o indivíduo dispõe-se a obter ensinamentos em seu próprio interior. O que lhe chega externamente, seja um conselho ou um livro, é visto como meio para a intuição emergir. O relacionamento que ele assim estabelece com o eu profundo é imprescindível para a evolução e para os contatos com o mundo espiritual fluírem sem dificuldades. A purificação intelectual muito se intensifica a partir dessa opção pelo conhecimento direto. A análise, a pesquisa, as deduções e o raciocínio vão-se tornando instrumentos – e não senhores; deixam de prevalecer sobre o silêncio interior. O indivíduo escuta o eu profundo, que para alcançá-lo pode até falar por intermédio de outrem. A princípio, o aperfeiçoamento da autopurificação é o trabalho mais imediato, e indicações de como conduzi-lo são transmitidas ao eu consciente em geral por vias intuitivas ou por situações vivenciais compulsórias.

Transcorrida a purificação em nível humano através de diversas vidas, ela se torna mais abrangente. Ao mudar o próprio estado mental, o homem supera o envolvimento com forças da matéria e com seus aspectos humanos e psicológicos. Enquanto polatizado na mente comum, vive em luta e em desarmonia, enredado em questões pessoais; mas quando muda a forma de pensar, quando se descentraliza do ego e passa a perceber necessidades reais e amplas, de grupos ou da humanidade, atinge vibração mais sutil. Só então é efetivamente útil o Plano Evolutivo. No início, a purificação inclui sofrimento. A idéia que o homem comum tem dela está ligada à privação, à dor, à miséria e ao castigo. Mais tarde, compreende-a como libertação de vínculos com a matéria.

Importante para a purificação é a descoberta de altruísmo. Ocorre por graus: no princípio, o indivíduo doa o tempo vago em benefício de outros e, também, uma porção dos bens que lhe sobram, o que é apenas treino para chegar à inteira doação. Na primeira etapa do processo de purificação o altruísmo apenas desponta; pouco a pouco, o indivíduo aceita ir ao encontro de áreas obscuras da consciência, a fim de regenerá-las. Aí começa o serviço. Ao assumir tarefas evolutivas, nem sempre é compreendido pelos demais, que ainda vivem autocentrados. Apesar da descrença dos que circundam, parte em auxílio ao mundo e atua sem esforço. Pela intuição, percebe que ao remover obstáculos a obra se faz por si; aprende que, para sua atividade ser frutífera, precisa estar desinteressado de qualquer resultado e manter-se sintonizado com níveis superiores de consciência.

A segunda etapa da purificação propicia conhecimento das cósmicas. A obediência a elas é sobremaneira necessária nessa etapa delicada, em que o eu consciente percebe estar protegido, controlado e guiado pelo seus níveis profundos.

A terceira etapa tem início quando o homem se liberta da ilusão da morte, não só como entendimento filosófico da verdade, mas como experiência vivida. Isso se dá pelas Iniciações e pode incluir a superação da lei da morte pela transmutação. O homem torna-se apto a servir mais diretamente à Hierarquia; exige menos, pois encontra-se mais purificado e próximo à fonte da Vida.

A quarta etapa é a da transcendência da lei do nascimento físico, da maneira como essa lei se exprime na superfície da Terra hoje. É conseguimento avançado para a humanidade terrestre atual, mas, em ciclos futuros do planeta, será a normalidade. Nessa etapa, os corpos externos do ser aceitam plenamente a Vontade Suprema.

Extraído do Glossário Esotérico

página: 362-363

Thursday, December 1, 2011

Aurora e Linhagem Curadora

O tipo de instrução que o sector da Humanidade, que pode acompanhar a vibração da nova Terra, está a receber, pode ser compreendido como uma sequência de quatro etapas.

Quando um ser em serviço encarna, e ao nos estarmos a dirigir uns aos outros neste enquadramento como seres em serviço, significa que o status da nossa relação deverá ser cada vez mais uma relação entre servidores, ainda que alguns de nós tenham sectores da sua existência ligados a situações cármicas, e outros a situações dármicas, ainda assim, nós estaremos tendo como ponto de partida a consciência de serviço, isto é, aquela consciência que está, gradualmente, fundindo-se com o fundamento da criação e começando a transmitir a energia espiritual. Este é o horizonte mínimo das nossas relações.

Quando um servidor encarna, por mais alta que tenha sido a síntese realizada em etapas anteriores, ele é envolvido no seu carma pessoal, no carma racial, no carma da nação à qual ele pertence, no carma específico do cenário espaço/tempo. Como as escolas espirituais se mantiveram profundamente recolhidas nos últimos 2000 anos, existe toda uma população de elementos caóticos instalados na superfície do funcionamento humano e da civilização. A primeira etapa, quando um servidor toma consciência de que o motivo condutor da sua encarnação é transformar-se num diafragma, num injector de energia espiritual no mundo, é a de purificação. A segunda etapa, pode ser descrita como de integração ou campo da aura, a terceira etapa, é uma fase de realização do propósito da sua mónada e a quarta etapa implica a união da consciência exterior no grau possível para essa encarnação como sua essência. Estas quatro etapas são muito definidas enquanto patamares de vibração, porque o tempo é apenas um dos sub aspectos da eternidade. Nós estaremos vivendo aspectos de todas as quatro simultaneamente.

A maior parte da vibração caracteriza uma fase de um ser que pertence a uma destas etapas, mas existem sempre momentos, episódios, das outras etapas mais avançadas.

Purificação; Integração ou campo de vibração da aura; Realização do propósito da mónada e União com a energia da mónada.
A etapa da purificação coloca-nos a par com a necessidade de compreender o que é que realmente significa cura neste momento da evolução do planeta. Esta consciência tridimensional está realizando, por força das circunstâncias, que a maior parte do material que carrega consigo não lhe pertence. Antes de um ser aspirar à consciência de serviço, os seus compostos tridimensionais são parte da sua identidade, são a sua bagagem existencial, é inclusive perigoso que ele pretenda distanciar-se desses seus componentes vibratórios exteriores, nomeadamente, a cultura, as tendências, toda a memória colectiva e o comportamento nos veículos que é automático, porque ele não está produzindo uma invocação e uma aspiração à altura do distanciamento que pretende introduzir em relação a si próprio. A transfiguração de um ser é directamente proporcional à intensidade da aspiração.

Se um ser começa a desidentificar-se da sua educação, da sua natureza instintiva e mental, da sua vida afectiva, sem estar posicionado num nível de aspiração e de concentração num patamar superior de existência, e sem ter realizado um contínuo nessa aspiração, se a aspiração é episódica ou intermitente, esta separação em relação à sua parte humana, pode produzir dissociações que são bem conhecidas dos psicólogos e dos psiquiatras, então, o nosso processo é garantir, que no centro do nosso ser está sendo acumulada uma aspiração, uma intensidade, uma paixão num patamar superior de consciência, isto é, por lei não é possível deixar um degrau do cosmos, sem que eu esteja aspirando ao degrau seguinte. Não é tanto para trabalhar a desidentificação da parte humana, como é para trabalhar a aspiração, a oração, o pedido para ser aceite nesse novo patamar de consciência.

Os portais do cosmos, em termos profundos, têm todos a ver com o 5º Raio. Ou eu vivo exactamente de acordo com o universo que está para além do portal, ou eu fico no nível do vislumbre. Implica uma vibração exacta. Há vários seres que não estão conseguindo produzir uma desidentificação suficiente em relação à sua natureza externa, humana, em relação a características muito fortes do carácter e da personalidade, isto é, a energia de raio que qualifica a sua parte humana, é ainda forte o suficiente para dar a tonalidade geral da consciência e a energia de raio da alma não é ainda suficientemente potente para absorver a energia de raio que está poluindo a personalidade. Esta ciência é parte da sabedoria do Universo, eu preciso de ter a sabedoria de não querer sair de um patamar, sem primeiro estar absolutamente certo de que esse movimento se destina ao bem do grupo ao qual eu pertenço - HUMANIDADE. Preciso primeiro de me tornar profundamente consciente da dor do mundo, e esta humanidade está completamente alienada, perdida, independentemente de ter sectores iluminados, mas há uma vasta cauda que não consegue contactar luz, e a partir daí, deixar que se liberte do centro do meu ser, espontaneamente, a aspiração a um patamar de serviço.

Trata-se de eu atingir o patamar onde o serviço acontece e onde eu me transformo não num absorvedor de energia, mas num irradiador de energia, onde eu passo de um metabolismo energético lunar para um metabolismo energético solar, esta passagem da lua ao sol em nós implica aspiração contínua a esse patamar de serviço e como consequência natural, nós vamo-nos descobrir completamente desidentificados da nossa quota parte humana. Esta desidentificação seguiu a sequência prevista pela nossa alma e produz frutos que não nos compete a nós verificar, nós estamos indo e nas nossas costas as virtudes da alma amadurecem. Todas estas características que as pessoas costumam valorizar nos seres espiritualmente evoluídos, como a bondade, a humildade, a alegria, a sinceridade, a disciplina, a auto doação, a rendição do ego, etc, não foram trabalhadas directamente, quando elas são trabalhadas directamente, constituem apenas uma etapa ultra preparatória do desenvolvimento, já não é o nosso ponto. Nesta fase do amadurecimento do ser humano, basta manter-nos conscientes que fomos chamados e estamos respondendo, e todas estas qualidades se transformam em frutos maduros dentro de nós, de forma que quando “os outros seres” se apercebem desses frutos maduros em ti, tu nem sequer ligas nenhuma, porque as qualidades da alma não podem deixar de se imprimir numa personalidade e num eu consciente que aspira constantemente a unir-se à sua fonte. Então, Eles neste momento pedem-nos para garantir este fio de luz entre o nosso ser consciente e a nossa essência e aceitar que a seu tempo, espontaneamente, os frutos vão amadurecer.

A fase de purificação implica uma união gradual entre a vibração do centro do ser e os seus corpos. Isto é aquilo a que a nossa natureza mais aspira espontaneamente. O nosso consciente à medida que se une ao ser interno, cria um conduto que liberta todos os níveis do ser que estão mais abaixo. Esta fase de purificação é aquela em que muitos de nós se encontra. Diariamente são desactivados, removidos, afastados de nós filamentos e tendências de comportamento que se mantinham durante décadas, até agora. Esta energia de purificação é muito forte. Actualmente milhares de seres estão passando de uma etapa de querer, para uma de perceber os seus corpos a serem alterados independentemente da sua vontade, ou seja, à medida que a nossa aspiração e a nossa união com a fonte se garante, os nossos corpos estão a ser alterados. Cada vez mais Eles nos pedem para que a ligação à essência não se rompa no dia a dia, de forma a que esta operação oculta que está sendo feita em milhares e milhares de seres humanos, possa prosseguir.

A fase de purificação está directamente ligada aos curadores. A fase de integração ao campo de alma está ligada aos instrutores, aos sábios. A fase de realização do propósito da mónada está ligada aos espelhos. A fase de união com a essência está ligada aos contemplativos e aos sacerdotes. Como mónada tu és uma função cósmica e Eles estão estimulando em nós aquela qualidade e aquela função que a mónada guarda desde que entrou no espaço/tempo para realizar através dos corpos. Esse estímulo da nossa vida monádica é o estímulo também de uma função.

A purificação da humanidade e a remoção destes vastos compostos de energias antigas aprisionados na maior parte dos seres humanos, é regida actualmente, por um dos doze centros intraterrenos. Esse centro trabalha com energia de cura à escala planetária. Significa que falanges não encarnadas e mónadas encarnadas que são curadores, estão sendo integrados à aura desse grande centro intraterreno. O nome na superfície da zona onde esse centro existe, é conhecido pelo povo local como AURORA, no entanto esse não é o nome cósmico. Aurora é o nome código, enquanto o nome mais interno não transpira à superfície. A vibração desse grande centro, que está ligado ao 1º e ao 6º Raio, é a da completa união dos três planos mais densos do planeta com o arquétipo que o Logos planetário previa para esses planos. Aurora trabalha com a energia do som, da cor e da vontade unida ao supremo.

Quando a vontade de um ser humano, gradualmente, se une à vontade do seu ser interno, deixa de haver qualquer motivo, de doença. A doença é o resultado do desvio entre a vontade humana e a vontade da essência do homem, sempre que o propósito da mónada não é confirmado por uma personalidade que já desenvolveu uma consciência suficiente para começar a responder a esse propósito. O nosso corpo físico foi gerado por entidades especializadas em compactação e em gravitação de luz, isto é, a nossa matéria vem toda ela dos mesmos carbonos e hidrogénios de que é feito todo o arrefecimento desta galáxia. Os nossos veículos físicos são exactamente do mesmo material de que é feito o Sol, só que congelado e compactado por ondas de gravidade. Quando a luz é apanhada em ondas de gravidade, ela começa a condensar-se até dar origem à matéria. A gravidade é responsável pela massa, então, existem estas grandes entidades ligadas à vontade/poder, que são os responsáveis por materializar, por submeter a luz, à convecção da força da gravidade, são os geradores da substância primordial. Esta substância ninguém sabe o que é. O átomo já está dividido em 79 partículas e eles vão continuar a dividir até descobrirem que afinal é mesmo uma onda, e uma onda é uma convecção de uma coisa que ninguém sabe o que é. E voltamos à palavra grega - ENERGIA.

O teu corpo é só isso, a submissão da luz a vários regimes de forças até à solidez. Esta matéria ao chocar contra a mesma matéria, dá uma impressão de solidez, mas isto não produz conhecimento. Eu não posso avaliar a existência de uma coisa com um objecto de conhecimento que está dentro do mesmo nível que eu pretendo avaliar. Conclusão: ninguém sabe nada do que é que realmente é, sólido ou não sólido, matéria ou não matéria, definição ou não definição. Os físicos falam de processos e de organizações e oscilações, mas os instumentos que utilizam para analisar o plano onde põem a dúvida, estão no próprio plano, de forma que isto produz conhecimento científico, não produz gnose.

Assim como os nossos corpos são compactados por quadrantes arcangélicos, eles têm, portanto, uma insígnia marcada a fogo no mais íntimo das suas partículas. Em cada partícula do nosso corpo vibra um deus adormecido. Isto significa que o nosso veículo físico, todo ele, é glória congelada.

Isto que é valido para o teu corpo físico, é válido para o teu veículo etérico, ainda mais para a nossa vida emocional e mental. As entidades que geraram a mente, o físico, o emocional humanos, geraram-nos com um fim, os nossos corpos estão codificados para o sagrado e eles não vão aceitar nada menos do que isto.

À medida que a nossa vontade começa a gravitar em torno da voz interior, começa a libertar-se em todos os nossos veículos, vibração arquetípica. É como se fossemos um imenso iceberg com uma ténue camada de alcatrão por cima.

A cura é o resultado inalienável da união da vontade de um servidor com a vontade interna. A união já está a acontecer, em graus, em cada ser. Cada vez que ouves a voz interna o suficiente para ficares quieto quando ela te pede para ficares quieto e para actuar quando ela te pede para actuar, liberta-se um grau da luz congelada nos teus corpos. Essa luz tem uma potência muito para além de qualquer trauma em qualquer um dos três níveis da constituição humana. Imagina que tens um trauma especificamente emocional, isso faz um vínculo na constituição psíquica, por detrás desse vínculo está a constituição sagrada do teu emocional.

As hierarquias de Aurora lidam com o despertar da vibração arquetípica dos corpos, com o despertar da luz que se encontra adormecida e aprisionada.

Uma grande parte do miasma que impede a cura da humanidade está no plano astral e é o 6º Raio, a energia da devoção ardente ao Divino, que pode fazer a comutação entre o velho astral e o novo plano astral da Terra.

Cura é a união da vontade externa com a vontade interna. Enquanto estivermos transportando energia com as nossas mãos, com a nossa boa vontade, com work shops e não fizermos um trabalho absolutamente axial, de lembrar ao ser que está à nossa frente, que a vontade dele precisa de se ir coordenando, fundindo, com a vontade do seu ser interno, nós obtemos resultados paliativos. Acontece um transporte de energia naquele ponto, mas o problema volta a surgir noutro ponto.

Friday, November 11, 2011

Visão da Meta Interior(Lado B)

É no Sacrário, no interior do Templo que está a vossa segurança.

Vocês não se podem esquecer que sistemas esotéricos, que esoterismo também é forma.

Por maior libertação que esteja contida na energia de um sistema, a forma esta lá sempre presente. Vocês sabem que o fim último de qualquer sistema é ser transcendido, no amor ao Pai, na fusão. Vocês sabem que as novas plataformas de consciência no qual o planeta está a entrar requerem outra visão, outra amplitude.

No Sacrário, no Fogo interno, vocês podem tranqüilamente assistir ao trabalho das energias em vós, sem se queixarem, sem se queixarem infantilmente de que a limpeza está a levar coisas que vocês tinham como preciosas.

Preparai-vos para isso, porque a limpeza, a purificação mental e emocional que esta integrada aos dois ritmos de despertar, é algo que vem com o despertar Monádico, e é algo que vem com o despertar da consciência tridimensional; essa purificação vai levar muita coisa que vocês tem como preciosa. Mas isso vai embora também porque já foi usado, porque já contribuiu na sua medida para vos colocar num determinado ponto de consciência.

Em vós, meus irmãos, apenas há uma coisa preciosa: vocês sabem o que é. Esse é o único compromisso.

A consciência tridimensional deve assistir a esta lavagem de situações mentais inúteis, sem perder o contato com a sua origem. Deve assistir ao afastamento de todos esses materiais, de todas estas substâncias com muita calma, com muita segurança, com alegria. Com alegria, pois aí tendes a noiva sendo preparada para o seu noivo. Quando esses dois movimentos de despertar, o batismo Monádico e o despertar da consciência tridimensional, quando esses dois movimentos são sincrônicos e se harmonizam entre si, a meta interior surge de forma ultra definida.

O ser deixa de oscilar na dualidade e alinha-se com seu eixo essencial, com seu corredor de luz, e isso acaba por pô-lo em contato com a sua meta, com a sua origem.

Situações anteriores ganham um novo rosto. Passam a ser vistas como elementos periféricos, dispensáveis para a realização do ser. Isso é visto com muita clareza.

Aquele que viu a meta uma vez, aquele que teve o contato interno, que teve uma vez a visão da meta, vê as oscilações externas próprias dos veículos dissiparem-se e desaparecer. Ele vê os seus passos, a sua ação enriquecer-se com o automatismo solar.

Ele vê os seus veículos alinharem-se com o propósito do Pai, de forma automática, exata e profundamente amorosa.

Porque essa é a vocação última dos vossos veículos, é alinharem-se de forma automática com o propósito do Pai. Esse é o automatismo solar, a libertação. Esse automatismo já existe em vários níveis do vosso ser. Ele está no músculo cardíaco, por exemplo. O músculo cardíaco é automático. Ele responde de forma perfeita aos impulsos que vêm da Mônada. É a Mônada que detém o segredo do funcionamento do músculo cardíaco.

Também o funcionamento glandular e hormonal é automático. Ele não passa pelo vosso livre – arbítrio. Também a circulação sangüínea e a distribuição dessa circulação e a alimentação das células e o metabolismo celular, tudo isso é automático. Tudo isso está de certa forma integrado aos ritmos cósmicos. E isso significa que esses aspectos físicos do vosso ser estão completamente integrados aos ritmos cósmicos. Vocês não têm que se ocupar deles, esse foi um trabalho realizado no passado.

Da mesma forma, mecanismos mentais e emocionais que ainda estão sob a ação do vosso livre-arbítrio passarão ao controle da Mônada e serão integrados ao ritmo solar. Aí inclui-se a relação entre os sexos, por exemplo.

A razão, o processo da dúvida, a opção de uma tarefa do tipo profissional, uma tarefa tridimensional, as relações sociais, aquilo que vem ai, pode ser considerado uma nova cultura. Todos esses aspectos que são básicos vão entrar no automatismo solar, tudo isso passa a estar integrado nos níveis cósmicos de cada um de vós.

Estes processos de relação entre os sexos, a razão, o raciocínio, a dúvida, a opção de uma tarefa tridimensional, a vida social, esses processos vão se tornar automáticos, óbvios, transparentes, não mais vão alimentar labirintos.

Vocês vêem que quando o livre-arbítrio se relaciona com o raciocínio cria um labirinto. Agora, quando o raciocínio for integrado à Mônada, passa a ser um automatismo. Vocês ficam livres dessa tarefa, porque essa tarefa auto - organiza-se.

Reparai que esse automatismo que se integra aos vossos veículos está aí para vos permitir viver com maior liberdade a vida do espírito. Está aí para vos permitir sobrevoar os campos compulsivos tridimensionais. Está aí para vos permitir encontrar a vossa verdadeira identidade. Quando estas funções emocionais, mentais se tornarem automáticas, vocês podem descansar delas, podem se desidentificar delas e partir em consciência para as zonas mais altas do vosso ser. Essa é a única função da integração desse automatismo solar, em vós. Essa é a única função pela qual vocês vão ser harmonizados com os ciclos cósmicos e dentro da Lei.

Nós sentimos, nós sabemos que a palavra automatismo produz reações híbridas em vocês. Vocês tem tido uma má experiência que associaram a essa palavra. Quando falamos de automatismo solar, referimo-nos pura e simplesmente a uma harmonização dos vossos níveis inferiores com os grandes ciclos cósmicos.

Esses níveis inferiores passam a viver dentro da Lei que é própria desses ciclos. E vivendo dentro da Lei nos ciclos, todo o vosso ser pode se integrar com mais facilidade, com mais clareza à Lei dos Ciclos, que é uma Lei ascensional rítmica.

Então, este automatismo solar, que já existe em vários níveis do vosso ser, no físico, como vocês viram, é uma libertação. O resultado da harmonização é espaço virgem para a exploração da criatividade profunda de cada um.

Simplesmente vocês estão praticamente viciados nos processos da mente e nos processos emocionais, de tal maneira que se as Hierarquias comunicam que esses processos vão passar a ser automatizados pelos ritmos cósmicos, pelas constantes cósmicas, alguns de vós ficam sem saber qual será o próximo campo de criatividade. Entrem profundamente em vós mesmos, e ireis ver os imensos campos de criatividade que existem acima da mente.

Reparai; se vocês tivessem que se ocupar com o batimento cardíaco, como seriam? Que espécie de consciência poderiam desenvolver agarrados dessa maneira a um mecanismo básico? Seria uma prisão. Para a plataforma de consciência em que habitamos e que é aquela que nós vos convidamos a habitar agora, também a razão ou a análise são mecanismos básicos óbvios, tal como o batimento cardíaco ou a necessidade de ingerir alimentos. Para nós, o raciocínio é um mecanismo automático. Nós não precisamos nos concentrar nisso para receber os resultados da atividade racional. Esses processos nascem por si e atingem a consciência quando é necessário.

O raciocínio, por exemplo, é um mecanismo básico do ego, das películas exteriores do vosso ser. Nada mais. É inútil para funções superiores. Ele é útil para as funções do ego, e é para isso que existe. E essa integração à harmonia cósmica e a cedência do livre-arbítrio nesses níveis, no nível mental e emocional, que é no fundo a cedência integral do livre-arbítrio, é um passo elementar para a integração da consciência nos campos de vibração solar.

Este automatismo inclui e realiza a liberdade maior. Este automatismo é a porta para a Liberdade maior. Liberdade Maior.

O ser, ao entrar nesse ritmo cósmico superior, vê emergir em si a ausência de necessidade de escolha. O que se traduz em Paz.

Ele vê surgir em si, como uma onda imensa, uma nova segurança. Uma paz que está íntimamente ligada à superação da escolha.

Então, ele sabe que está finalmente nas mãos das Hierarquias às quais ele sempre se quis integrar. E que no fundo o guiaram durante quase todo o tempo, durante todo o tempo. Ele sabe que está nas mãos seguras, nas mãos exatas de Consciências exatas. Ele está integrado a planos de consciência de profunda paz.

Paz.

A paz é algo de que todos vós necessitais muito, agora, nesta etapa. A paz é uma simbiose de energias. É uma energia que coordena outras energias. É também um oceano de consciência. Oceano vibratório onde vão desaguar muitas energias harmônicas. Elas convergem para aí, para a Paz. Essa é a foz do seu curso.

Na paz vão desaguar as energias do perdão, da compreensão, do amor–sabedoria, A energia da vontade iluminada, a entrega. Tudo isso se encontra na paz.

A verdadeira alegria, a alegria profunda do centro do ser também está relacionada com a Paz. E a ordem, aquilo que vocês conhecem e que se chama ordem à qual vocês chamam ordem, isso que é o reflexo externo e interno da perfeição da Mente divina, essa Ordem realiza a Paz. E a paz emerge na ordem.

Sunday, October 9, 2011

Consagração dos corpos. Amor Divino. O 5ª Raio. Equilíbrio entre os 5 elementos


O que é que caracteriza uma experiência espiritual e em que é que ela se distingue duma experiência psicológica ou astral? Onde está o limiar da experiência do espírito e como é que se pode ter absoluta clareza de que o toque é um toque do espírito, da tua 6ª dimensão? Onde é que uma experiência espiritual é inconfundível e onde é que está a origem do nosso instinto de perfeição? Como é que eu sei que estou perante o espírito puro?

A base de toda a experiência espiritual autêntica é uma certeza inamovível de que és amado. O homem é uma imensa aspiração de Deus. Para que eu me axialise, me magnetize no caminho preciso de constantemente regressar a esta abertura essencial da experiência mística, oculta, da gnose, do processo que é: eu percebo, eu sei que sou amado nas esferas superiores.

Quando um ser humano se decide pela obra e assume que é parte do trabalho cósmico e se une à luz, nos planos internos Eles fazem uma festa.

Existe um vínculo ardente de amor que busca libertar-nos da nossa indiferença, ele busca efectivamente ligar-te às fagulhas de luz e poder que vêm das cidades internas.

A característica inconfundível duma experiência espiritual autêntica é que, quando ela acontece, as minhas dúvidas acerca da existência ou inexistência do amor dissipam-se, portanto, o ponto de partida do grande caminho é sempre uma experiência de amor. O grande motivador, aquilo que fará com que eu retorne ao templo é uma experiência de plenificação por dentro e é quando eu tenho consciência que fui bebendo nas várias taças disponíveis e há uma taça da qual só provei gotas e jamais o espírito se anuncia a ti sem que eu deixe uma gota deste elixir que é o amor.

A experiência psicológica pode ser de resolução de um impasse na mente, de clareamento, de alívio emocional, a experiência psicológica contém muitos níveis mas o amor, a cumplicidade secreta entre a origem e o ser – gnose é isto, é o conhecimento que vem da fusão com o próprio objecto de conhecimento – esta união só o espírito pode trazer até ti.

É útil que estes seres se vão consciencializando que o que quer que seja colocado no seu caminho é sempre para deixar mais espaço para este amor.

O amor para o qual este auto convocado está a ser preparado é para o derrame, dentro dele, do próprio fogo que mantém coesa a tela universal. Aquilo que caracteriza uma experiência espiritual autêntica é eu fazer contacto com o grande caudal de magnetismo de coesão que mantém a elegância do Universo, e isto está disponível! Abre os olhos! Sacode a poeira porque isto não está longe. Quando o ser faz contacto com o grande caudal de amor torna-se um devoto da única energia, da única força, um devoto do amor. Ele usa o amor que o preencheu, devolve esse amor e remete-o de novo para o grande oceano. Aqui saímos da condição de seres que são tocados intermitentemente para seres que entram em relação com o grande caudal, com o rio da vida.

Esse amor vem de regiões dimensionais perfeitas em que o Pai decidiu criar mundos, não para se testar a si próprio na dualidade, mas criou-os em glória e o amor é o fogo, é a realidade nesses mundos. São chamados os universos Pai, os universos de fogo por contraste com os universos Mãe, os universos evolutivos dentro dos quais nós estamos e quando essa paixão pelo infinito, por fazer de cada dia algo mais do que o dia anterior, esta paixão de fazer com que cada dia acrescente significado ao mundo e ao universo à minha volta, esta responsabilidade ética e cósmica perante o grande sim que é o universo, este emergir para além do horizonte da indiferença e ganhar fogo e vontade de construção, é a escola na qual vocês estão a entrar. É uma escola de activação, sintonia e resposta, de responsabilidade e tensão. Não é uma escola de conforto ou meditação nem de massagem emocional que é o que acontece em 70% dos ambientes espirituais em que as pessoas estão ali a tentar agradar umas às outras, nós não estamos nesse plano da cobrança e do agrado.

Para que este amor seja constante eu necessito consagrar os meus corpos porque a minha consciência já está consagrada, nós já não somos capazes de nos definir a nós mesmos como seres que: tanto faz o que acontece. A nossa consciência, o 2º aspecto do ser está preenchido, energizado por um facto, mas o 3º aspecto, os corpos, não, isto é, a nossa consciência consegue estar a orar e os nossos corpos a fazer rigorosamente o oposto, que é, confirmar que a matéria é que é “a coisa”.

Nós somos seres profundamente descontínuos tanto assim que as pessoas precisam fazer meditação. Nós somos profundamente livres na consciência e profundamente prisioneiros na personalidade.

O amor veio para atravessar todos os véus e a zona de maior impacto desse amor é justamente a consciência. Agora, este amor, esta radiação, esta certeza de que alguém cuida de nós, de filiação divina, de união com uma super consciência não chegou ainda à mente porque quando a certeza chega à mente a mente pára, ela sabe, e quando a certeza chega ao emocional, ele sabe, e a experiência do amor divino tem uma voltagem muito mais alta do que todas as nossas oscilações psicológicas.

Esse amor vai penetrando até que atravessa o inconsciente e chega às células e quando chega às células, o medo, que é uma substância vibratória, começa a ser desalojado, retirado por camadas da memória celular.

A etapa em que estes servidores estão a entrar é a da consagração dos corpos porque a consagração da consciência está feita. Esta consagração dos corpos é algo que se esculpe, se refina, se aprofunda constantemente, é uma tarefa quotidiana, ela é equivalente ao mantra mariano ”seja feita a vossa vontade”, isto é uma entrega da si que vai desde a mónada à célula física, e nós estamos numa etapa em que ou isto vai da mónada à célula física ou eu estou fora da evolução planetária.

Tu sabes que a consagração aconteceu porque tu não te impressionas mais com nenhuma das “danças” dos teus veículos, tu já não consegues sair da paz. Quando tu estás em esforço para sair da paz e não consegues os teus corpos foram consagrados. Quando já não consegues sair do campo de paz, da ampola de quietude, da consciência de serenidade profunda, quando tu não te consegues mais preocupar com nada, os veículos estão consagrados. Claro que depois vão surgir episódios que te pedem realinhamento, consciencialização mas quando o ser, perante algo, – isto nas duas direcções, tanto para uma coisa que o deixaria eufórico como para uma coisa que o deixaria deprimido – quando perante uma fonte de euforia ou de depressão tu ficas exactamente como estavas, então os veículos já estão dentro do campo de força da alma.

O que caracteriza esta ligação ao campo de força da alma é a ausência de oscilação e de resposta indevida. O ego não desaparece, ele passa, sim, a ocupar o seu lugar, ele não consegue mais produzir reacções que não têm utilidade para a consumação do desígnio daquele ser.

Purificação visa consagração, que por sua vez visa mais amor, vida mais abundante. Nós estamos a entrar num ritmo de largar tudo aquilo que estamos cansados de saber que não corresponde à nossa dignidade essencial. Quando tu largas algo não significa que a coisa desapareça, significa que não estás mais apegado a ela. A voltagem/luz que circula entre ti, a casa, a família, a carreira… larga e faz tudo o que tens a fazer na perfeição. A tua carreira não funciona porque estás apegado a ela, a energia monetária não flui porque tu pensas nela. Larga! À medida que tu vais largando, a energia preenche o sistema.

Se eu estou agarrado acontece que eu desconfio que se eu largar, aquilo vai embora. O apego é uma tese àcerca do facto de aquilo provavelmente nem sequer estar ali. O apego é uma pré garantia, eu agarro para ver se não foge e asfixio a situação e ela foge mesmo.

Esta consagração visa uma dilatação da vida ao ponto de eu largar e então eu viver tudo na perfeição, mas eu preciso desta benção da distanciação, uma distanciação inteligente mas eu preciso de estar não identificado com o que estou a fazer. Se uma mãe quer resolver um problema com a filha, enquanto ela estiver numa de mãe, obriga a filha a estar numa de filha e ao fim de uns tempos, como nós estamos numa etapa em que é a alma que estabelece a harmonia, não os níveis cá em baixo, e no nível da alma não há mãe nem filha, há duas almas, se esta mãe for para o nível da alma, estimula na filha o nível da alma também. Nós estimulamos nos outros o nível no qual estamos polarizados Se eu estiverno nível intuitivo eu vou estimular nos outros esse mesmo nível, quer eles queiram quer não. Se eu estimulo o nível da alma eu vou estimular a alma no outro. Aquilo que era um grande conflito no plano da personalidade entre a filha e a mãe desaparece em dias, porque no novo nível que a mãe está a estimular não há conflito.

Isto é assim com tudo, neste nível do eu superior eu transmito energia a quem me desapeguei e absorvo energia a quem estou apegado.

O curador que está lúcido e consciente da necessidade planetária e abre-se e deixa a energia fluir, este curador, que simplesmente transmite o equilíbrio, o magnetismo que falta no corpo etérico do outro, com ou sem mãos, este ser está completamente tranquilo, a última coisa que ele precisa é andar a curar toda a gente e provavelmente a ideia de que é um curador nem sequer se introduz com frequência na sua mente, são mais os outros que trazem isso até ele.

Esta consagração é um processo através do qual eu realmente entrego a minha natureza humana, os meus veículos e recebo uma paz sólida perante as coisas e é nessa paz que a óptica acutilante do teu ser interno pode agir.

A purificação facilita a consagração porque eu estou tentando elevar os meus veículos a uma vibração que a alma possa absorver e se instalar e eu preciso atingir esta cumplicidade na qual eu vou denunciando, perante mim mesmo, tudo o que fere a energia da minha alma. Purificação é só isto, é começar gradualmente a rejeitar o que fere a minha alma. Isto é belo! Mas não interessa se é belo ou não, o que interessa é que seja feito porque senão eu estou fora da rota!

Esta purificação com subtilização pede um refinamento do sentimento, isto é um ponto muito delicado. O ser humano não pode existir sem sentimento, portanto, o corpo astral tem medo que isto seja um processo de secura, de erosão, um processo desértico e que, caminhar para níveis de luz seja uma progressiva abstracção do ser em realidades abstractas, e o nosso corpo emocional tem pouca capacidade de lidar com realidades abstractas.

Thursday, October 6, 2011

O Despertar do Guerreiro Sagrado X

Uma falange composta por milhares de seres foi admitida ao seio de um dos anéis concêntricos de força, vontade, poder, luz, radiação, que existem em torno da presença ao qual se convencionou chamar "o Cristo". Isto significa que o grau do amor sabedoria que está destinado a ser comum no planeta Terra, foi depositado no teu corpo causal.

Todos estes seres já passaram pelo baptismo de fogo, ele é um selo que uma vez impresso na frequência causal, nunca mais será removido e pela sua natureza ígnea, fica um tipo de diagrama de fogo que ele exerce sobre os elementos fora de nós, ele garante a filiação hierárquica. Trata-se de uma pré vibração do baptismo de fogo.

Esta presença que foi instalada neste núcleo de servidores da nova Terra, está presente em nós, porque essa presença contém a incandescência exacta para fazer de ti um quebra gelos, um pioneiro dentro dum mar de som. Tu és um instrumento de precisão de uma frente de amor e luz.

Esta presença nos níveis mais altos do nosso ser tem características acústicas, térmicas, nós enquanto guerreiros, ou sacerdotes, ou curadores em formação, precisamos, numa primeira fase, garantir o contacto com esta frequência que nos torna muito mais humanos do que éramos antes, finalmente, de uma forma completa.

O guerreiro é o portador do vaso do coração, ele aprende a trazer para o mundo o único facto que o mundo não quer enfrentar, que é o de todos nós sermos atravessados pelo mesmo fio de vida e eixos do mesmo ser, e à vibração da concentricidade do ser e da impossibilidade após o nascimento desta consciência na humanidade inteira com a possibilidade da dor e da violência, esta afirmação é o trabalho silencioso do guerreiro. Tu és um símbolo de unificação.

O verdadeiro trabalho é o oposto de pegar num megafone e ir ler o evangelho para o Rossio. O verdadeiro trabalho é eu consciencializar-me que a nível interno tu libertas um perfume que vem de uma flor hierárquica plantada nos níveis superiores da tua consciência, por aquilo a que a história convencionou chamar "o Cristo", esse factor precisa de ser trazido para a consciência, e eu preciso de funcionar em função do perfume interior.

A partir de um certo grau do binómio dor-alegria, tu adquires sensibilidade espiritual porque é o único polo que anula este binómio, e que coloca o pêndulo do corpo emocional de novo no seu ponto de máxima limpidez, esta energia está no 5º nível do nosso ser. A partir do momento em que eu adquiro sensibilidade espiritual, os Irmãos podem começar a trabalhar comigo e a primeira fase é de purificação, de expulsão, de remoção de agregados e material espúrio que não tem nada a ver com a essência dum ser e que é material que, enquanto estiver ali, não permite a descida da minha verdadeira identidade. Sem um processo de axialização da nossa natureza, todo o trabalho vai ficar no nível teórico.

Todo o trabalho teórico ficou nos anos 70, até aí era possível eu estar a fazer aprofundamento mental e continuar a comportar-me da mesma forma, como se a espiritualidade fosse idêntica a uma teoria de conhecimento qualquer.

Na fase em que se convencionou chamar purificação, o meu ser interno irá fazer descer sobre a minha consciência, o ângulo de luz necessária para eu perceber o viveiro de forças involutivas que é a minha personalidade, a minha natureza.

Se eu não consigo ver claramente o que não é divino em mim, eu não vou conseguir ver nunca o que é divino, e a primeira fase implica uma relativamente dolorosa experiência de dissociação, tu vês que o teu ser interno não pretende que continue presente em ti, tu vês, porque a consciência cristal causal, está a aumentar de brilho.

Na verdade, numa primeira fase, a lente que relaciona a luz dentro de nós com a sombra, é limpa e ordenada até ficar a 90 graus. A 90 graus, a luz que desce sobre ti é uma luz hierárquica, ortodoxa, exacta, que liga o espírito à consciência. É uma experiência muito forte que consagra o centro de consciência, então, tudo o mais, quando o processo de purificação começa, não é sagrado excepto um ponto, a partir desse ponto a óptica interior, a capacidade de reflexão psíquica, é obrigada a passar por aí e ao passar por aí, tudo vê com uma clareza muito alta. E é por isso que se diz que estes seres encarnados estão em auto formação, eles são mestres e discípulos deles mesmos.

A purificação, eu necessito de adquirir uma qualidade praticamente esquecida que é a qualidade da obediência ao meu ser interno.

Nas etapas anteriores, nós tínhamos mil desculpas para não ser obedientes, porque o clero, coitado, dizia aquelas asneiras todas, depois os gurus, afinal, eram corruptos e nós colocávamos os defeitos naquelas agências que se colocavam entre nós e a nossa verdade interior, agora é o ser interno directo que vem fazer instrução Esta condição de um ser ter uma voz activa dentro dele é a condição do discípulo contemporâneo.

Existem seres que estão tendo formação a nível de guerreiro, como curadores, como contemplativos, como sacerdotes, como líderes ou governantes, como captadores de energia e reflectores do cosmos entre planos, como instrutores. As nossas mónadas estão sendo aspergidas com uma nova força que actua por ondulação de sonoridade e potência, que não é comparável com nenhuma técnica espiritual conhecida até hoje. Trata-se de um fenómeno idêntico onde antes tínhamos o escalar de altas montanhas e a descida aos vales profundos, actualmente o tipo de pressão que o nosso ser interno está a exercer sobre o topo da nossa consciência e sobre a última membrana do nosso coração, essa pressão é elíptica e tem uma ondulação que é um misto de suavidade e força, é uma descida maciça, rítmica e ondulatória extremamente exacta, terna e matemática.

Nós estamos tendo uma experiência de fusão entre ternura e matemática, entre poesia e precisão, entre frio e quente. Esta ondulação é como uma mãe, ela conhece-nos perfeitamente, sabe muito bem quem tu és, antes que tu fosses, ela existia e quando nós não formos mais, enquanto entidades individualizadas, ela continua a ser. Este tipo de potência representa a nova frequência de ascenção planetária.

No passado, no ciclo regido por Shambala, a força era ígnea, activa, concentrada e era absolutamente viril, era uma espiritualidade ligada a processos de rompimento, era uma espiritualidade bastante guerreira. A nova frequência feminina é ondulatória e ela vai preenchendo as zonas do teu ser onde já é possível ela habitar, ela por si mesma é não selectiva. A energia cósmica descendente em nós não selecciona nada nem ninguém.

Tu vais deixando que um hábito, que um apego se dissolvam e a energia ocupa aquele espaço, instala-se ali.

O corpo astral é um instrumento de apropriação, Eles estão tentando fazer com que o corpo astral passe por uma inversão magnética na qual, do prazer de possuir, passe ao prazer de ser possuído, nesse sentido, a energia que o preenche virá de dentro, como o Senhor que vem de dentro e não mais das dez mil coisas do caleidoscópio dos desequilíbrios e dos exageros, das fixações e das obsessões da vida externa.

Esta etapa de purificação é extremamente necessária, uma energia mais alta não pode conviver com uma força mais baixa, a mistura de forças superiores e forças inferiores já foi na Grécia, na Babilónia, no Império Romano, nas dinastias chinesas, na nova Terra não tem mistura.

Eles estão preparando um planeta jardim, um planeta cuja beleza, potência e luz expansiva que irá regular este sistema solar é tão alta, que tecnicamente precisou do tipo de acção que vocês vêem à superfície dos acontecimentos, hoje.

Gradualmente, nós estamos entrando em contacto com o nosso corpo emocional de uma forma cada vez mais consciente, há umas gerações atrás o contacto com o corpo emocional era intermitente, limitado, auto fraudulento, as pessoas não tinham contacto com a sua natureza de sentimentos, nem com os seus desejos, as pessoas simplesmente se apercebiam que de vez em quando eram violentamente puxadas para baixo. O que se passa agora é que, com a dissipação gradual das membranas que separam as dimensões do ser, começa-se a dar um trânsito e uma permanência de tudo o que está abaixo da consciência, é como se uma ópera macabra tivesse sido admitida no S. Luís. Onde antes só tinhas coisas fantásticas, agora começam a surgir todos os monstrinhos, toda essa dança começa a vir ao de cima e nós estamos fazendo contacto com esse material que é nosso num grau, não é nosso noutro grau.

É muito importante que à medida que a purificação acontece, eu tenha consciência que a dança de factores contrários no palco da minha consciência, faz parte do processo de purificação, e estes discípulos estão sendo treinados para desenvolver a impassibilidade, a equidistância, para se sentarem no centro da plateia e ficarem frente ao palco da sua vida emocional e tanto faz se entra o arcanjo Gabriel pela direita a espalhar pétalas de rosa, ou um demoniozinho pela esquerda, ou uma memória de infância, tu tomas consciência da reacção que todas estas coisas provocam, não hostilizas, ficas completamente quieto e tranquilo seja o que for que surja, porque tu estás em purificação e a purificação é o equivalente ao espremer a embalagem do dentífrico até à última gota, para depois Eles poderem voltar a insuflar um novo fogo, uma nova vida no corpo emocional.

A transmutação é uma operação que acontece quando, com a minha consciência, eu consigo dissolver uma formação dentro de mim nas suas partes constituintes. O cristal da consciência, essa coisa de 5º raio que nós temos em nós, que não sente repugnância por nada, quando algo vem ao de cima, não sou eu que tenho que recuar perante o potencial negativo que está vindo ao de cima, é esse potencial que tem que ter muito cuidado, porque eu estou a olhar para ele. É o oposto.

Tu és um ser consciente e como tal, em graus distintos, és capaz de transmutar tudo. Esse é o poder da consciência quando ela está ligada ao coração.

Este trabalho que estamos sendo convidados a fazer, é o de permitir que o material venha ao de cima, ele vai-se acumulando e tu olhas para ele com toda a clareza, não reages e é aqui que surge a segunda etapa da purificação, que é a vida de oração e a conecção com o ser interno.

Na proporção em que eu desenvolvo uma vida de oração, a minha consciência transforma-se num instrumento de visão. Qualquer formação que surja (nas antigas ritologias estas formações eram sempre compostas por sombras de animais diferentes, definindo com isso que eram formações feitas de várias tendências diferentes) se eu olhar com essa consciência lúcida, aquilo é obrigado a revelar-me porque é que está assim, porque é que tem aquela forma, porque é que se comporta daquela natureza dentro de mim, e se tu mantiveres a lucidez e não fores atraído nem para a zona confortável da rejeição, nem para a zona da dança, (de ires dançar com uma força involutiva) se simplesmente olhares para ela com toda a clareza, tu vês claramente do que é feito o teu mal estar e quanto mais tu percebes do que aquilo é feito, mais o que o mantinha agregado se dissolve porque a luz está a entrar e estás a dizer: "isto é água, isto é terra, isto é fogo, isto é ar", a formação não resiste à luz que vem do centro da consciência.

Nós precisamos de entregar ao nosso ser interno qualquer coisa que surja. Eu preciso desenvolver uma certeza de que ele está lá em cima operando, é um apoio, quer eu tenha ou não consciência disso. O nosso músculo cardíaco contrai-se e expande-se milhões de vezes por dia, porque há uma "agência" que está ligada a ele, porque senão a própria natureza muscular em si não admitiria, pela tensão eléctrica suficiente para ter esse tipo de espasmo, é a presença do espírito que faz com que o coração bata, assim como o nosso calor físico é só uma das mínimas reflexões no plano físico, do verdadeiro calor interior.

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