Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Monday, November 21, 2011

A busca espiritual


Muitos perguntam como começar a busca espiritual, mas na verdade essa procura não tem um começo definido: a certa altura da vida tomamos consciência de que ela existia. Esse despertar para a busca está inserido na evolução do ser, que é contínua.

No princípio pensa-se que a vi­da é uma coisa e a busca espiritual outra. Mas não é assim: tudo o que acontece em nossa vida nos leva gradualmente à união com a totalidade.

As orientações que encontramos nos livros sobre a busca espiritual estimulam nosso caminhar. Mui­tas delas elevam-nos a mentalidade, despertam-nos a aspiração e ajudam-nos a agir de forma coerente com o que vai em nosso íntimo. Entretanto, como cada um de nós é uma criatura singular, a busca é feita de maneira individual e única.

Ela se constitui de todos os fatos da vida, das energias que a pessoa manifesta, das circunstâncias em que se acha. O que ocorre é, portanto, diferente do que ocorreu com os autores dos livros sobre o assunto: é sempre algo imprevisível e inédito.

As informações servem como referência ou como esclarecimento, mas não de­veríamos esperar passar pelas etapas da busca espiritual da mesma forma como foram descritas. Consideremo-nos uma obra de Deus, original, e vivamos nossa apren­dizagem sentindo-nos muito espe­ciais para Ele, amando-o imensamente por nos ter criado.

Nossa atitude básica deve ser a de não criarmos obstáculos, a de nos manter como observadores lúcidos e dispostos a captar os mais discretos sinais. A partir daí, recolhemos os ensinamentos que todas as coisas nos transmitem e valemo-nos deles com adaptabilidade, inteligência e, principalmente, amor e gratidão.

Quando a fé está presente, continuamos a usar o livre-arbítrio, mas para optar por seguir a vontade superior e não a vontade pessoal. Posteriormente, mais amadurecidos nesse caminho, podemos escolher entregar o próprio livre-arbítrio ao eu interior.

E mesmo quando temos de exercer o discernimento, podemos fazê-lo sem jamais esquecer que somos guiados e que tudo acabará como o eu interior realmente prevê. Nossas escolhas se tornam, portanto, uma procura de fazê-las coincidir com a vontade maior, do profundo do ser. A entrega ao eu superior não quer dizer ausência de razão.

A razão continua existindo, e não temos de aboli-la. O exercício é usá-la sempre que necessário, da melhor forma, porém a serviço de algo maior. É ofertá-la continuamente à sabedoria que está além, para que as energias superiores a alimentem e transfigurem.

Ao ficarmos inteiramente receptivos às energias superiores, usamos os atributos que temos sem nenhuma culpa ou reserva, sabendo que jamais estamos sós. As energias que agem por nosso intermédio acabam por nos ampliar a consciência, e vemos então que não existe uma vida e nós, separados dela.

Nossa própria vida fica à disposição da grande Vida que a inclui, e nada mais resta de fora.

Por Trigueirinho

Saturday, November 19, 2011

A Força de ser pode transformar o mundo


Grande é a necessidade de que os homens se tornem conscientes da vida interior. Premente é esse despertar para o que cada indivíduo guarda dentro de si, pois não é a força de palavras que pode transformar o mundo, mas sim a força de ser. Muito mais no que se é em essência do que naquilo que se faz externamente está o poder da transformação.

A situação do homem terrestre, em geral, é de tal carência de luz que se luz lhe é dada ele a renega. No entanto, a aspiração aos planos espirituais precisa ser maior do que o desejo pelo mundo para que possamos receber o alimento que nos dá condições de viver na eternidade. Esse alimento, que não nos chega a menos que o busquemos, nos é dado apenas na quantidade do que necessitamos.

Mais cedo ou mais tarde, todos somos colocados diante dos portais da entrega. Chegamos um dia a um estado em que não há mais livros que nos instruam, mãos que nos sustentem, palavras que respondam às nossas demandas – nada que nos satisfaça. É então, hora de encontrarmos o “único motivo”, e nele colocarmos a vida.

Ao verdes os homens moverem-se inconscientemente, como cegos, que pensais fazer? Realizai em vós o que vos falta em perfeição no cumprimento da lei, para que essa perfeição possa aproximar-se desses vossos irmãos.

Nada podeis fazer em lugar deles; deveis apenas cumprir o que vos cabe. Não há outro caminho a trilhar que não seja o vosso, e sabei que se o assumirdes com inteireza suavizareis o caminho de todos. Quando vos desviais da meta para ver o que faríeis em lugar de um irmão, colocais em perigo a clareza do vosso próprio caminho.

O destino de cada indivíduo cabe a ele e ao Absoluto traçar. Como podeis interferir nessa comunhão? Mesmo se essa Magna Consciência se expresse a um outro por vosso intermédio, não sois vós que estais a fazê-lo. Assim, retirai dos olhos a venda da compaixão humana e lavai-os na pura fonte da Sabedoria Divina. Sob o pretexto de estardes atados a planos inferiores por causa de um semelhante ou por causa de uma situação, perdestes infinitas oportunidades de crescer em compaixão espiritual. Apenas sendo o que sois em Espírito podereis ser por vossos irmãos.

Por Trigueirinho

Friday, November 18, 2011

O Despertar Espiritual


Desde sempre está facultada a todos uma grande oportunidade: a do despertar espiritual, despertar que não leva ninguém a fugir deste mundo, mas o ajuda a iluminar a estância terrena e a redimi-la enquanto nela se vive.

No momento desse despertar é preciso abandonar tudo o que é inferior, relativo e imperfeito. O objetivo essencial desse despertar é trazer luz à obscuridade, transmutar ignorância em sabedoria, colaborar com o processo de redenção planetária, servir à luz.

Mas enquanto o ser humano estiver voltado para si mesmo, enquanto preferir usar o poder próprio, pessoal, continuará escravo e prisioneiro dos limites materiais em que esse poder atua. Na verdade, continuará impotente. O despertar espiritual é um alargamento de fronteiras, uma abertura de horizontes, a ampliação das capacidades do ser.

Enquanto o homem se mover por mera curiosidade e ambição, as portas do cosmos permanecerão fechadas para ele. Só depois de verificar a fundo o próprio coração e de se ter assegurado de que os motivos das suas ações não são anseio por poder material, estará pronto para dar os passos rumo ao despertar.

Há um conhecimento maior a ser descoberto, uma grande fraternidade, hierarquias espirituais de entidades intergalácticas, uma ordem interior. Está à disposição dos seres humanos eternamente. Mas o caminho do cosmos é o caminho da luz, e não o da obscuridade. O caminho do cosmos nos conduz à liberdade, à ausência de qualquer dependência de grupos ou mestres. Cada um percorre o próprio trajeto e, se necessitar de ajuda, esta lhe chegará sem que tenha de buscá-la. Basta, apenas, que precise dela realmente.

Nesta época em que estamos prestes a enfrentar uma crise global, que inclui profundas convulsões das forças da natureza, a ausência de um equilíbrio psicofisico-espiritual na maioria das pessoas põe em risco a continuidade da vida na superfície da Terra. Que prevaleça, pois, nos mais lúcidos, a fé nesse caminho transcendente, que nem sempre se pode ver ou tocar: a persistência e o amor.

O correto adormecer
Quando nos deitamos e nos preparamos para adormecer, o eu superior vai reunindo todas as energias disponíveis e levando-as para a região do centro cardíaco. É importante acompanhar esse movimento, interiorizarmo-nos e partirmos para um sono tranqüilo, na direção de níveis mais profundos. Os pensamentos que passam devem ser descartados ou transformados em algo melhor, segundo esse movimento introspectivo. Do mesmo modo, o que ainda estiver tumultuado no corpo emocional deverá ser apaziguado, enquanto o corpo físico descansa.

Quando o corpo físico e o cérebro dormem, a alma recolhe-se em seu próprio nível, que é o plano mental abstrato ou intuitivo. De lá, a alma pode ou não enviar impressões para os corpos da personalidade. Se os corpos estiverem prontos, em repouso, as mensagens da alma podem atravessá-los e ser transmitidas do mental para o emocional, do emocional para o etérico e deste para o cérebro físico. Desse modo, quando o corpo acordar depois do sono, terá registrado no cérebro o que a alma enviou. Todavia, se não houver o devido relaxamento, a mensagem poderá não ultrapassar sequer as barreiras do mental concreto, nível mais próximo à região da alma.

Se não houver esse relaxamento, o cérebro físico continuará registrando o que acontece em torno, como, por exemplo, os ruídos do meio ambiente. Com isso estará impedido de captar o que ocorre nos níveis sutis durante a noite e, quando o capta, fá-lo com imprecisões.

Seria bom que ao adormecer atingíssemos logo, com a consciência, zonas mais profundas do nosso ser. Há uma técnica que pode ser usada não só para nos lembrarmos do que se passou à noite, mas também para atravessarmos rapidamente os níveis intermediários. Consiste num cuidado especial para com o momento limite que antecede o adormecer, momento este em que não estamos nem acordados nem dormindo, em que vamos entrando no estado onírico. Aí, o último pensamento deve ser positivo, imbuído da vontade de ir para um nível bem alto, superior: um pensamento que seja a afirmação de um mundo espiritual. Isso determina uma vida de sonhos mais madura.

Por Trigueirinho




Site Comunidade de Figueira: http://www.comunidadefigueira.org.br/



Tuesday, October 18, 2011

O Som e o Silêncio

Os nossos corpos são constituídos essencialmente por substância vibrante, são matéria que vibra e eles não têm como se afinar por si, eles não têm aquilo que, esotericamente, se chama “princípio”, eles são o caudal mas não são a Fonte. Donde que, a passagem de um estado automático de existência para um estado desperto, implica que um ser encontre dentro de si o seu próprio diapasão, o seu próprio tom.

Existe um caminho em 4 etapas para encontrar esse som porque curar e ser são a mesma coisa, soar e ser é a mesma coisa, soar e curar é a mesma coisa e um dos trabalhos fundamentais hoje é a pessoa observar-se, invocar-se, recriar-se como um sino de cristal para o seu próprio som.

Para que um ser tenha uma vida mântrica, o trenário inferior precisa de se calar. O nível humano do teu próprio ser precisa de treinar o silêncio. Só quando o silêncio acontece no físico, na mente e no mundo emocional é que o 4º plano soa. Só que a afinação para o silêncio, um conjunto de hábitos em torno do silêncio começa sempre num pequenino ponto de luz no centro da mente. Depois da mente estar inundada de silêncio, e o emocional responder com o mesmo ponto irradiando silêncio, a luz do espírito envia mais uma sonda até ao etérico, e esse ponto no etérico gera cura do sistema nervoso em profundidade.

Para que um ser aceite a disciplina sagrada do silêncio ele necessita ter amor ao verdadeiro som e uma consciência matemática, lúcida, clara, de que o trenário inferior não é nada, não sabe nada, não vai para lado nenhum.

Este trenário inferior (físico, emocional e mental) são 3 anjos cegos mas quando chega o toque do mantra que vem de dentro de ti, e se este trenário inferior se deixa banhar pelo silêncio, então o mantra da tua alma soa.

Nós necessitamos de aspirar à luz da mente, necessitamos de focalizar uma purificação mental, cuidar que esta mente não seja um museu de coisas arcaicas e o que ainda é mais perigoso, de artefactos mentais de vanguarda, que são belos, úteis, dinâmicos, penetrantes, expansivos mas não são matéria dos 4º e 5º planos.

Este Homem altamente subtil, sofisticado, mental que colhe, por assim dizer, o fruto esotérico dos últimos milénios ainda não atravessou a porta do silêncio. Este homem e esta mulher do novo milénio tem de aprender a atrair para si matéria do 4º plano, que é uma radiação doce, altamente energética, viva, que se traduz, no plano mental, por silêncio. Enquanto nós não sentirmos que esta mente tem de ser entregue aos pés do rei interno, nós temos este imenso portal em ogiva azul cobalto que nos liga com esferas sagradas da Terra, esferas essas que na Idade Média, no centro da Europa, eram simbolizadas pelo unicórnio, pelo cisne, pela harpa, pela união em torno do cálice.

Estes símbolos de Lis correspondem a uma vibração que os nossos corpos querem aprender e a passagem entre a esfera do querer e a esfera do ser é através de uma membrana que transforma a matéria mental em silêncio.

É por amor que a mente muda de substância, nem sequer é necessário arrumar as ideias melhor ou pior, excepto se o indivíduo está de tal forma confuso, obscurecido, que ele precisa recapitular a luz da mente, mas se o indivíduo já passou as pestanas por essa luz mental, é o momento em que ele precisa de entregar a mente à transubstanciação.

Qual mente?

Trata-se de substituir um elemental da mente por um deva de um plano intuitivo. Fazer encarnar nesta mente uma sustância superior. E isto é algo que se vê, que se compreende e se eu vejo e compreendo, eu sou um candidato à transubstanciação porque quando esta mente é transubstanciada, quando eu coloco a mente no cálice e o elevo, o som, o código exacto da tua essência, que é tudo o que o mundo precisa de ouvir e é tudo o que o indivíduo precisa de ser, esse código exacto instala-se no Ajna, depois na Laringe, finalmente, no Plexo Solar.

A apetência para o silêncio, e o silêncio é Lis.... não se trata de arrumar a mente com o melhor ou o pior material porque quer o indivíduo vá para uma coisa como “Conversas com Deus” quer vá para uma coisa mais refinada como “As Chaves de Enoch” é o melhor material, mas esta mente é para mudar de substância, é para sair um líquido e entrar outro. O que significa que, sem qualquer recuo para o plano do obscurantismo medieval, para uma morte da mente, o indivíduo necessita de renunciar à mente porque isso é a chave dos planos luminosos que vêm de dentro: “Espírito de vida banha o meu sangue, espírito de luz banha a minha mente, banha o meu ser, espírito do amor banha a minha sensibilidade, banha as minhas emoções, espírito de vida banha o meu código genético”. Eu não sei que espécie de matéria mental extraordinária é que é necessário para fazer isto!

A transubstanciação da mente é um assunto muito delicado porque depende do amor a uma verdade ainda mais profunda do que toda a verdade que até agora foi possível conceber.

O indivíduo avança por amor a verdades cada vez mais profundas e a focagem vai-se dando progressivamente, até que, aquilo que ele julgava que era vago se torna definido e ele ama, mas para que o som do ser interno da alma se instale, estes corpos precisam de chegar ao silêncio e quando chegas ao silêncio, finalmente, ouves o som. E este avanço na direcção do silêncio faz-se por acréscimo de lucidez, duma lucidez quebra-gelos que avança no desconhecido.

A nossa alma está ansiosa por soar a sua palavra. O som da alma só pode ecoar na caixa acústica da personalidade e esta caixa acústica deverá ter-se transformado, nos próximos tempos, à medida em que tu avanças no teu caminho, nesse sino de cristal de forma que, quando a alma soa, tu libertas ondas cristalinas. Isto é uma coisa da inocência.

Nós precisamos encontrar uma elegância para a recepção do som que nós somos. É mais um processo de amor à verdade, amor ao que está além da cortina de ti próprio, de elegância na forma de usar a nossa humanidade. À medida que te firmas magneticamente nessa voz, é uma tomada de posse de camadas de vibração que agem sobre o éter à tua volta e que são a tua verdade, mas tem de haver um desassossego no psíquico, uma busca pela verdade além da cortina.

Estas 4 etapas são: comunicação; resposta; reorientação, união. Na união o teu som, a dimensão viva do ser transpira à superfície da personalidade e fecunda o mundo à nossa volta, mas a primeira fase, que é a fase de estabelecer uma comunicação com a alma é de grande humildade secreta.

Como é que se faz a comunicação com o ser interno? Como é que isto se torna vivo, real?

O ternário inferior necessita de se ajoelhar perante o quaternário superior. Isto é, os teus níveis: divino, monádico, espiritual e causal, este quaternário superior, é real que eles são impotentes na terra sem o ternário inferior (físico, emocional e mental) mas este nível trino precisa pôr uma impressão doce, persistente, cuidadosa, sistemática, vinda de ti mesmo sobre eles. Esta impressão doce é como carimbar-nos a nós mesmos a partir de dentro.

Espírito da luz invade a minha mente. Espírito da vida banha o meu sangue. Espírito do amor toma conta do meu cardíaco, do meu plexo solar, do meu astralismo.

Estas coisas, neste momento, já devem estar transformadas num murmúrio constante por detrás da consciência e ao mesmo tempo que tu devolves esta imensa solenidade receptiva, devolves um sentido de humor radical para com a própria personalidade. Actualmente as pessoas ficam muito solenes acerca de si próprias e desenvolvem um sentido de humor para com os Irmãos do espaço como se eles estivessem connosco ao pequeno almoço. É exactamente o contrário. Para com Eles e para com as radiações que vêm dos mundos superiores eu posso permanecer um “teen ager” e assimilá-las como algo a que eu tenho direito, mas isso não me dá acesso aos níveis superiores. A atitude de sentir os Irmãos como iguais a nós está profundamente certo e profundamente errado e neste paradoxo a pessoa tem de se saber movimentar.

Para que um indivíduo se liberte do controle da mente superior ele necessita de uma solenidade profunda para cima e na vertical e um sentido de humor quase yunguiano para com a minha própria personalidade

Então o que é que significa o som de um ser? Significa que uma vibração torna à mente e transmuta a matéria mental mas para eu receber essa vibração eu necessito cultivar silêncio e se o indivíduo está todo viciado no ruído planetário, vai doer! O silêncio dói porque ele é como álcool na ferida da personalidade.

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