Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

domingo, 6 de novembro de 2011

Livro - O Mistério da Cruz na Atual Transição Planetária


Em períodos de transição, como o atual, grandes oportunidades evolutivas são oferecidas ao homem, e mudanças profundas ocorrem em seu processo iniciático. Aqueles que sinceramente buscam o Infinito comprovam isso e tornam-se, por experiência direta, arautos do ciclo vindouro. Assim como foi anunciado há dois mil anos, viria o tempo em que a Revelação se faria abertamente aos que se voltassem para a Luz e por ela clamassem. Esse tempo chegou, e a Verdade desvela-se de maneira única ao íntimo de cada ser que a ela se entrega, dissolvendo as ilusões que na superfície da Terra separam o homem da Realidade. Este livro, fruto do trabalho de um grupo nos níveis internos da vida, convida-nos a empreender fielmente essa busca e nos traz chaves dos sublimes portais que ora se abrem à humanidade terrestre.

Trechos extraídos do Livro:
páginas . – 23, 28 a 49, 106 e 107.


(...) O processo vivido por Cristo, em Jesus, desde a sua prisão até a ressurreição, processo que espelha os dias atuais, pode ser sintetizado em sete etapas, que a seguir serão estudadas mais detalhadamente.

1- A prisão: a traição da humanidade.
2- O julgamento: a escolha dos homens.
3- O caminho da cruz: o gradual despertar do ser.
4- A crucificação: o sacrifício como meio de transmutação.
5- Os momentos no Gólgota: a reação inevitável.
6- O sepultamento: uma nova oportunidade para os que se calaram.
7- A ressurreição: o novo tempo prenuncia-se.

1ª etapa
a prisão: a traição da humanidade.Jesus vai com seus discípulos até um horto.

Há dois mil anos, em Jesus, a energia crística esteve presente em meio à humanidade, expressando-se da maneira mais plena que então era possível por intermédio de um ser encarnado no nível físico da superfície da Terra; a maioria dos homens, porém, não quis acolhê-la.


Na época atual processo semelhante ocorre, e de toda a humanidade da superfície apenas dez por cento responde positivamente ao chamado crístico que, ecoando desde milênios, nesta transição da Terra reapresenta-se de modo peculiar.

Os que respondem são os discípulos da Luz, aqueles que reconhecem a Luz do Amor e da Sabedoria. Sua coligação com essa Luz independe de crenças, dogmas ou religiões organizadas. Está embasada na unificação do ser à essência crística, que é cósmica. Esses seres que respondem reúnem-se nos níveis suprafísicos em torno dessa sublime energia, regente de todos grupos internos.

Judas, que havia sido discípulo de Jesus, mas que o traiu, aproxima-se dele acompanhado da corte e dos guardas fornecidos pelos pontíficies e pelos fariseus.

As trilhas rumo ao Espírito sempre estiveram abertas a todos os homens; entretanto, a maioria preferiu as falsas promessas da vida material e, em nome dessas promessas, traiu aquilo que seria o propósito de sua existência.

O despertar da consciência é estimulado pela Hierarquia, que utiliza os mais adequados recursos disponíveis para auxiliar cada ser; também o Espírito usa os meios de maior penetração para alcançar o consciente do homem; muitas vezes, porém, as aspirações da vida interior de um ser não encontram abertura para se manifestar na existência concreta. Como foi dito. “o Espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca”. (Mateus 26,41)


Por terem optado pelo prazer dos sentidos e pelo poder terreno, os seres humanos foram obsedados por forças dissuasivas e, ofuscados assim pelas trevas, perderam a consciência de suas próprias ações. Iludidos, entregaram a vida planetária à destruição; contudo, como disse Cristo: “O Filho do homem vai certamente, como esta escrito dele, mas ai daquele homem por quem será entregue o Filho do homem ! melhor fora se não tivesse nascido”. (Mateus 26,24). Jesus apresenta-se aos soldados por duas vezes, e exorta seus discípulos a não reagirem.

A energia não se oculta aos olhos de ninguém, está presente nos menores fatos da vida dos seres, indicando-lhes o caminho à Unidade, procurando dissolver a separatividade e a disputa, fato bem pouco compreendido mesmo entre os seus pretensos seguidores.

(...) A vida do Espírito é o portal dessa existência e, por caminhos traçados pelo amor infinito, a ela é conduzido o indivíduo; porém, só aquele que continuamente renuncia à violência própria do ego consegue cruzar esse portal.

Os discípulos abandonam Jesus e fogem.

No transcurso da evolução terrestre, inúmeras vezes um ser é colocado diante da Verdade, da Luz e da Vida. Em algumas dessas oportunidades que lhe são oferecidas, consegue romper os densos véus de ilusão que lhe obscurecem consciência, evocando do seu mais intimo núcleo interior uma resposta positiva, uma abertura em um passo em direção à vida espiritual. Porém, essa ainda frágil adesão ao chamado interno facilmente é negada quando surgem situações de provas.

(...) As bases dessa nova existência só podem emergir em um coração onde o amor transcendeu as expressões pessoais, em um coração que reconheceu que todo esse amor provém d’Aquele que alenta os universos e a Ele deve ser oferecido. O homem que se integra a esse amor nada teme, no céu ou na terra comunga da união com a Fonte, e fatos temporais não podem usurpar-lhe a eternidade.(...)

(...) A pretensa evolução desta humanidade leva-a a supor que se encontra em elevados estados de consciência e que realizou grandes feitos, porém quantos conseguem manter-se fiéis à meta interior da sua existência quando acossados pelas forças materiais?Jesus é levado à presença do sacerdote oficial.

Há um arquétipo que define os padrões das estruturas que permitem o desenvolvimento de uma civilização. Quando criadas com base nesse arquétipo, elas refletem uma ordem cósmica; entretanto, devem ser continuamente reajustadas à Idéia superior da qual emanam, pois caso contrário cristalizam-se e transformam-se em instrumentos de forças involutivas.
As estruturas mantidas pelos seres humanos na vida da superfície da Terra quase sem exceção tenderam ao distanciamento da Idéia que as inspirou e, além disso, a grande maioria delas, desde a sua origem, vinculou-se a propósitos negativos. Portanto, não só a vida comum dos indivíduos, mas também as religiões organizadas e as instituições oficiais tornaram-se focos de atuação de forças dissuasivas. O poder que devia ser, nos níveis concretos, depositário e núcleo irradiador da Luz turvou-se pela fumaça de chamas materiais.

2ª etapa.
O julgamento: a escolha dos homens.Jesus é conduzido ao tribunal, e colocado diante de Pilatos e dos sacerdotes judeus. É acusado injustamente; porém nada responde.

Por incontáveis períodos o Logos da Terra vem concedendo aos seres as condições propícias possíveis ao seu desenvolvimento. Ofertou-lhes as reservas do planeta, abriu-lhes suas vertentes, dando-lhes tudo o que necessitavam; porém, como resposta a tantas dádivas, a humanidade enveredou-se pelo caminho da espoliação e do usufruto, e entregou-o às forças que tentam destruí-lo. Mesmo assim, a vida planetária prossegue em continua doação.

O Logos da Terra guarda uma intima relação com a energia crística; assim, aquilo que ocorre no corpo planetário é, num sentido oculto, impresso no veio crístico que rege a existência da Terra e do sistema solar. Como disse Cristo: “Eu sou a Luz do Mundo”. Por três vezes Pedro, discípulo de Jesus, nega conhecê-lo.

(...) O intenso grau de ilusão e envolvimento com as forças involutivas, forças ainda presentes nos três níveis de consciência materiais, impede aquele cujo conhecimento se restringe à vida expressa nesses níveis de contatar sua origem interna. Leva-o a recusar a possibilidade de ser por ela tocado, e a abjurar sua própria filiação divina.
Mesmo os que puderam reconhecer em seu interior a imanência da energia crística, que se privaram da sua presença, estão sujeito a negar, nos três níveis da personalidade, os princípios mais internos da sua própria consciência. Nesses tempos de transição, em que as forças dissuasivas acossam intensamente os seres resgatáveis, há de se estar vigilante e caminhar fielmente em direção à Luz.Á turba é perguntado se queria a libertação de Jesus ou de Barrabás, um afamado malfeitor; a turba opta por Barrabás.

Continuamente a humanidade esteve diante da opção de se integrar à Luz e à Verdade. Insistentemente foi chamada a unir-se Áquele que lhe concede a existência; porém, envolvida com rumores de vozes que lhe prometem prazeres e deleites, não escutou o Chamado.

Principalmente nesta época de transição, a grande maioria deixa-se seduzir pelo já corrompido mundo material e obstinadamente resiste à penetração da energia do Espírito, cada vez mais abrindo campo para o domínio das trevas.

Pilatos “lava as mãos”.

(...) Principalmente neste século, a Hierarquia planetária procurou aproximar-se dos principais governantes das nações do mundo, enviando-lhes mensageiros. Além disso, no período em que ainda havia possibilidade de esta civilização retroceder no seu acelerado processo de degradação, a Hierarquia também procurou, sempre que as condições cármicas permitiam, impulsionar alguns indivíduos a ela coligados a assumirem posições chaves nas estruturas governamentais da superfície do planeta.

Contudo, mesmo com todos esses esforços, as garras da vaidade e da ambição, o mau uso do poder e a ilusão dos bens materiais haviam se impregnado muito fortemente no coração dos homens, e os governos das nações, que deveriam espelhar a Regência interna do planeta, cederam à pressão das forças do caos.

Os soldados arrancam as vestes de Jesus e cobrem-no com um manto vermelho, armam uma coroa de espinhos e colocam-na sobre sua cabeça; zombam dele, cospem-lhe no rosto e batem-lhe com varas.

(...) Á medida que a vida externa foi ingressando em uma fase de maior densidade, e que os homens foram cedendo ao assedio das forças involutivas, a possibilidade de relacionamento da humanidade com a Hierarquia foi sendo restringida. Com o descompasso entre as metas dos governantes dos povos de superfície e o propósito da Regência interna do planeta, muitos seres humanos tornaram-se dóceis instrumentos das forças do mal.

A destruição traçada por essas forças involutivas ganhou espaço no viver dos homens. O fogo dos incêndios criminosos enrubesceu o céu do planeta, a extração sem critérios dos recursos naturais feriu suas camadas externas, o contínuo despejo de resíduos e dejetos no solo e nas águas contaminou seus mananciais, as guerras e as experiências com armamentos destruíram tanto a vida material quanto a sutil de muitos setores do planeta.

3ª etapa

o caminho da cruz: o gradual despertar do ser.

Simão, o Cirineu, leva a cruz de Jesus até o Gólgota.

Com o progressivo agravamento da situação planetária, muitas consciências pertencentes à Irmandade da Luz vieram em auxilio à Terra, da essência dessa Irmandade emana o Amor-Sabedoria, que confere aos que dela são parte a capacidade e irradiar essa energia curadora, onisciente, aos pontos do cosmos onde ela deva chegar. (...)

(...) Sempre que há necessidade, e segundo os desígnios supremos, elevadas consciências filiadas a essa Irmandade são convocadas para operar em diferentes pontos do cosmos. Neste planeta tal colaboração jamais deixou de existir. (...)

No transcurso, Jesus avisa às mulheres que se lamentavam que não chorassem por ele mas por elas mesmas e por seus descendentes, “pois virá o dia em se dirá: - Felizes as estéreis, os ventres que não geraram... Porque, se eles fazem isso ao lenho verde, que acontecerá ao seco?” (Lucas 23,28-31)

(...) Antes que a paz se instale no interior de um ser, ele pouco pode contribuir para a paz no mundo que o cerca. Antes que ele supere o egoísmo, não pode auxiliar na manifestação do amor e da união entre os homens. Antes que possa penetrar os segredos da Criação, o que por ele é criado não reflete fielmente o propósito divino.
A procriação decorrente do prazer ou de uma velada expectativa de auto-realização por meio dos filhos aumenta as dividas cármicas do homem, acrescentando a elas o que vem dos seres que por seu intermédio são trazidos à encarnação.

O vínculo cármico entre pais e filhos refletem-se, pois diretamente no processo evolutivo deles. Uma procriação em condições contrárias às leis espirituais pode, em certos casos, tornar mais lenta a evolução do ser que encarna, e também dos pais, por toda uma encarnação. (...)

4ª etapa
A crucificação: o sacrifício como meio de transmutação.Os soldados oferecem a Jesus vinho misturado com fel, para entorpecê-lo; porém, ele recusa-se a beber.

Repetidas vezes a fraternidade das trevas tentou persuadir seres coligados à Hierarquia espiritual e renderem-se aos seus obscuros propósitos. Aquele cuja ligação interna não se abala com o assedio dessas forças negativas são por elas tentados, quase sempre sem resultados, a se enveredar por situações que os afastariam da Verdade. (...)

Os soldados tomam as vestes de Jesus e dividem-nas entre si por sorteio. Montam guarda em torno da cruz onde Jesus foi pregado.

(...) Quando, por um ato de vontade, a mônada ativa o potencial da alma numa intensidade suficiente para elevá-lo em poder e energia, a alma torna-se capaz de “crucificar o ego” e libertar-se do jogo de destruição e caos que envolve a maioria dos homens. Essa libertação equivale ao resgate que hoje ocorre com a parte salvável do homem da superfície da Terra: ocorre no âmago do ser, quando ele se polariza num nível isento da atuação das forças involutivas, processo que pode ou não incluir os seus corpos materiais. Nos níveis externos, materiais, essas forças prosseguirão atuando cada vez mais acirradamente até o final desta transição.

Em âmbito planetário, processo equivalente ocorre a civilização de superfície; sua “alma” é resgatada a um nível superior, e voltará a “encarnar”, na etapa futura, sob novas vestes. (...)

Há dois malfeitores crucificados ao lado de Jesus; um blasfema contra ele e o outro o defende.

Dois mil anos atrás havia três cruzes no Calvário: numa estava um ser que corporificava a energia espiritual e divina; na segunda um malfeitor que nesse Ser reconhecia a luz, a Verdade e a vida; e na terceira outro malfeitor, que repudiava esse ser. Do mesmo modo, no homem atual existem três núcleos de consciência que expressam estados bem definidos: a mônada, que em essência é pura e que espelha a origem cósmica do homem; a alma, que chega a reconhecer a verdade imanente à mônada mas, por estar se manifestando no nível mental abstrato, ainda não se encontra totalmente livre dos enganos e do assedio do mal, nem do seu envolvimento com ele; o ego, que exprime as deturpações ainda inerentes à matéria terrestre. Até que o sublime Fogo do Espírito permeie o ego e o incendeie, a ilusão da separatividade torna-o cativo das tentações e do chamado mal.

Os passantes injuriam Jesus, ultrajam-no e zombam dele.

Aqueles que entregam o próprio ego à crucificação, o que implica trilhar a senda da renúncia, do auto-esquecimento, da equanimidade diante do prazer e da dor, a senda do abandono dos seus próprios conceitos, normalmente são pouco compreendidos pelo mundo.

(...) O repúdio lançado pelo mundo sobre os que buscam a Luz é uma das provas pelas quais o discípulo deve passar. Nada pode alterar sua disposição para entregar-se à vida interior. A esses Jesus dirigiu as palavras: “Se o mundo vos odeia, sabei que Me odiou a Mim antes de a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia”. (João 15,18)O céu escurece-se por três horas, ao final das quais Jesus diz: “Tudo está consumado” (João 19,30), e expira.

(...) Atualmente, quando conjunturas internas propiciam o reaparecimento do Cristo em cada ser, novamente essa sublime energia de Amor encontra pouco acolhimento no coração dos homens. Quantos, diante dos esforços que o ser interno realiza para colocá-los no caminho da Verdade, escolhem manter-se distantes desse caminho? Quanto, mesmo sabendo que o que nutre a vida interior está claramente expresso na afirmação de Cristo: “Meu alimento é fazer a vontade d’Aquele que me enviou e cumprir a sua obra”. (João 4,34)., querem penetrar nessa vida levando todavia consigo os prazeres mundanos.

(...) Aqueles que verdadeiramente podem compreender o que hoje ocorre no mundo recolhem-se e dedicam-se a um trabalho silencioso de reequilíbrio da vida planetária; os que se entregam às forças da degeneração confirmam seu destino: serão encaminhados para estágios inferiores da evolução – oportunidade que o mesmo Amor que lhe concedeu a vida lhes oferece para reiniciar sua jornada evolutiva. (...)

5ª etapa

Os momentos finais no Gólgota: a reação inevitável.

O véu do templo rasga-se em duas partes de alto a baixo, a terra treme, fendem-se as rochas. Os sepulcros se abrem e muitos justos ressuscitam.

(...) O fato de a crucificação de Cristo-Jesus ter acontecido no Gólgota, que significa “o lugar do crânio”, guarda uma simbologia oculta associada ao atual processo de transição que tem o nível da mente como o campo de maior conflito das forças renitentes à Luz.

Neste atual período de transição o caos planetário pode generalizar-se a qualquer instante. Cada minuto de operação de uma usina nuclear é um risco para toda a Terra; a poluição do solo, da água e do ar, por sua abrangência e continuidade, ganha peso considerável.

Assim, é irrevogável a retribuição que a lei do carma material fará vir sobre a humanidade a fim de equilibrar seus atos criminosos. Aproxima-se o tempo em que a ultima gota fará transbordar esse cálice repleto de violências contra a vida planetária; as forças da Natureza, comandadas por elevadas Consciências, atuarão de modo potente. Nesse reequilíbrio, cada um recebera de acordo com o que realizou, pois a lei do carma material é rigorosa e justa.

(...) Os confrontos entre a Luz e as trevas serão ainda mais fortes; “Será grande a aflição, como nunca foi, desde o princípio do mundo até agora, nem jamais será”. (Mateus 24,21). Desfecho dessa batalha está decidido, a Luz prevalecerá – é uma questão de tempo para certos fatos poderem ocorrer no mundo das formas. (...)

6ª etapa

O sepultamento: uma nova oportunidade para os que se calaram.José de Arimatéia, membro ilustre do conselho que condenou Jesus, mas não concorda com essa decisão, ocupa-se do sepultamento do corpo de Jesus em um sepulcro novo.

Os puros e os inocentes, os que souberam manter acesa a sua luz, não temem a aproximação da noite; mesmo em meio às trevas podem encontrar o caminho. Pouco verão ou participarão dos momentos mais agudos da transição planetária, do auge dos conflitos e do caos que assolarão a superfície da Terra. Compreenderam e seguiram a indicação de Cristo: “O que beber da água que Eu lhe der, jamais terá sede; a água que Eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna”. (João 4,14)Os sacerdotes enviam guardas para vigiar o sepulcro.

Ainda que na atual transição a maior parte das forças involutivas sejam expulsas do planeta, algumas delas permanecerão.

(...) Mesmo assim, os processos de purificação, de transmutação e de transubstanciação que hoje ocorrem preparam o nascimento de uma nova Terra, que responderá aos desígnios dos Conselhos intergaláticos. A mentalidade humana atual não pode sequer imaginar a magnitude e a beleza da fase vindoura. (...)

7ª etapa
a ressurreição: o novo tempo prenuncia-sePassados três dias do sepultamento, Maria Madalena e algumas outras mulheres dirigem-se ao tumulo de Jesus e encontram-no aberto; um anjo avisa-lhes que Jesus ressuscitara.

(...) Com a encarnação do Cristo há dois mil anos, a energia do Amor Cósmico, ou energia crística, penetrou nas esferas materiais, atingindo até os seus mais densos níveis, o que aumentou grandemente a capacidade de a vida de superfície da Terra responder aos impulsos solares e cósmicos. Não fosse isso, o planeta não poderia prosseguir na sua trajetória evolutiva.

Á parcela resistente ao contato com impulsos superiores, Jesus dirigiu as palavras: “Vim em nome de Meu Pai, mas não Me recebeis”. (João 5,43). Aos que acolheram esses impulsos foi dito: “Conhecereis o Espírito de Verdade, porque (ele) habitará convosco e estará em vós”. (João 14,17).

Durante a atual transição planetária, a energia crística volta a permear o planeta de maneira especial, e ressurgirá ainda mais claramente do que o fez até agora. Conforme anunciado, “Como um relâmpago, reluzindo numa extremidade do céu, brilha até a outra, assim, será com o Filho do homem no seu dia”. (Lucas 17,20)

A nova vida já se prenuncia no planeta, e pode ser percebida por muitos seres regatáveis. Caracteriza-se pela energia feminina, pelo livre contato com os anjos criadores. Não tarda o dia em que haverá mais luz no céu, e em que este será mais que um firmamento, pois os horizontes terão se elevado e os homens traspassado os véus que os separam da Verdade e da vida. Porém, antes que essa etapa de maior claridade possa instalar-se na superfície do planeta, será preciso completar-se o ciclo de transição, que inclui as fases de purificação e harmonização.

Jesus aparece ante Maria Madalena, revelando-lhe que se elevava ao Pai.

No decorrer da rearmonização do planeta, a qual contará com a atuação de hostes espirituais e divinas, estará sendo equilibrada a parcela mais densa dos débitos cármicos da Terra para com o sistema solar e o cosmos. Para que essa rearmonização possa se dar na intensidade necessária, será preciso que toda a humanidade seja retirada da superfície planetária. O destino de cada ser já está definido, as opções foram feitas, e seja qual for o caminho tomado, estará sempre sob a proteção do infinito mor cósmico. Como disse Cristo: “Não turbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse eu vô-lo teria dito.Vou preparar o lugar para vós. E depois que eu tiver ido e vos tiver preparado o lugar, virei novamente e tomar-vos ei comigo para que, onde eu estiver, estejais também vós” (João 14,3)

Os filhos da nova Terra poderão reconhecer-se como filhos do Sol, e as fronteiras que antes os circunscreviam aos limites planetários expandir-se-ão à vida solar.[/tea].

Mensagem Crística

Estive entre vós, e não me reconhecestes; dirigi-me a vós, mas pouca atenção me destes. Todavia, agora volto a vos falar; apresento-me em vosso interior, venho cumprir o que foi prometido a esta humanidade.

Não há recôndito do infinito universo cósmico que não esteja presente na excelsa consciência do Pai; a Criação inteira é parte do seu Ser, Sua Vida sustem todas as partículas existentes.

Não me ausentei deste planeta; tampouco do vosso interior. Somos, eu e vós, uma mesma vida, uma única consciência. O mundo fenomênico desdobra-se em múltiplas faces, a vida essencial integra-se ao âmago do Grande Sol Central.

Acolhei minha Presença como aquele que tem sede toma da água que milagrosamente lhe é dada em meio do deserto; deixai que o fermento da gratidão faça crescer a massa que em vosso interior prepara-se para ser moldada e, sob o calor do Fogo do Espírito, transforma-se no Pão da Vida.

Esse será o alimento que devereis dar aos irmãos que seguindo os vossos passos percorrem a Senda. Cruzastes um Portal, passastes pelas provas necessárias, deveis agora prosseguir com firmeza. Novas provas tereis. Elas vos farão crescer, são parte do vosso aprendizado.

Venho a vós para conduzir-vos à vossa verdadeira Morada. Deixai fenecer a ambição, as secretas expectativas de crescimento espiritual. Sou vosso Instrutor, sou o Instrutor dos homens e dos Anjos.


Abençôo-vos na senda das Iniciações, caminho estreito, reservado aos que na pureza da entrega deixam-se morrer para o mundo. Estes nascem em Gloria, e recebem as vestes que no Reino Celestial os identificam como Portadores da Grande Luz.



Vosso ser é a lâmpada. Eu sou a Luz irradiada pela chama de Vida do Pai, que em vosso interior arde. Acerca-se o dia em que não apenas estarei a chamar-vos ao coração, mas teremos nos unificado em um só corpo. Grande é a gloria dos tempos que se aproximam. Guardai no silêncio essas palavras. Estais a caminho do Encontro.



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