Neste momento a energia que pode ser acumulada está sendo submetida a uma membrana psíquica, a uma imagem que nós temos de nós próprios.
Existe sempre um culto da imagem. Essa imagem é um compósito de biografia, vitórias, derrotas, coisas que nós consideramos perdoáveis e imperdoáveis a nós mesmos, coisas que nos ofendem profundamente e estão na nossa constituição paradoxalmente (a constituição de um ser ofendendo a constituição de um ser). A mancha cultural que gravita em torno de um indivíduo é que espelha também parte do que ele acha que ele é, os pais que ele teve nesta encarnação, a imagem que as pessoas têm delas é um mosaico extremamente complexo de matérias completamente diferentes.
A imagem que temos de nós mesmos, do ponto de vista da forma como a nossa consciência ficou desde a queda da Atlântida, é uma imagem de fragmentos colados.
A energia que pode impregnar um ser está directamente delimitada (e expandida) pela noção que temos de nós próprios.
Da mesma forma que uma pessoa que sofre de aneurexia nunca verá a imagem que está no espelho, vê sempre a imagem que está no seu inconsciente, e assim como um veterano de guerra por mais que o Estado, a lei, a justiça, qualquer cosmética que os governos inventem para justificar o que fazem, por mais que o Estado lhes explique que o facto de ele ter morto 15 pessoas naquela emboscada era a única maneira de salvar a missão, a imagem que ele tem dele próprio pode ter ficado cronicamente danificada. A medalha que lhe põem no peito é uma tentativa do inconsciente colectivo, através do Estado, curar a imagem distorcida que o indivíduo ficou dele próprio. Podíamos continuar a dar exemplos de como existe uma imagem no nosso consciente e no nosso semi consciente que distorce, adapta, limita o caudal de energia cósmica que pode chegar até nós.
Imagem não é apenas a consciência de si no sentido filosófico, imagem é um campo vibracional com 7 níveis. Cada um destes 7 níveis actua sobre cada um dos 7 níveis do teu corpo etérico.
A imagem não é etérica, a imagem é um campo vibracional que pode ter origens inferiores, horizontais ou superiores, mas todos estamos sofrendo ou desfrutando de uma imagem de nós mesmos. Essa imagem é uma pré-figuração que é anterior às funções psíquicas em termos da nossa capacidade de detecção. Esse campo vibracional condiciona, molda o mental, o emocional, o etérico.
Isto é um assunto extremamente sério!
A imagem que temos de nós mesmos está sob controle. O que tu pensas de ti próprio está sendo controlado. Tu não és livre de pensar o que queres de ti mesmo. Esse controle é exercido por uma malha que desvia continuamente a imagem de si para um poderoso fetiche à escala mundial.
Existe uma imagem de culpa, de medo, de profunda rejeição e de auto negação, de pessimismo e inadaptação a si próprio, como uma voz que está sempre dizendo, no nível da psique, que tu não vales nada. Isto é emitido pelas forças involutivas a partir de grandes centrais vibracionais.
A imagem que temos de nós próprios não tem tanto a ver com o coeficiente de luz ou de sombra que nós produzimos no dia a dia. Nós fomos programados para estarmos cegos para a nossa luz e estarmos hiper sensíveis em relação aos momentos sombrios do nosso desempenho.
Esta programação tem pontos concretos: Roma; México; Indonésia; ... . Pontos específicos onde estão as bases que alimentam uma distorção na consciência colectiva no acesso a nós mesmos o que implica que, quando tu fazes um acto positivo nem dás por isso. O controle é tal que impede o indivíduo de perceber a beleza do seu acto e quando um indivíduo faz um acto compulsivo, neurótico, esquizóide, negativo, ele regista-o de uma forma aguda.
Nós estamos dando 90% de atenção aos nossos actos de menor qualidade e quase nenhuma às expontâneas emissões de luz que se libertam de nós a partir do Antakarana.
Depressão colectiva vem do facto de haver uma distância entre o que um indivíduo, um povo, uma civilização sabe o que é e aquilo que pode fazer, e a imagem que tem de si próprio.
Quando se observa uma pessoa que tem uma percepção de si de baixo valor ou que não tem uma boa relação consigo próprio, essa pessoa pode ter uma experiência de achar que ela é única nesse aspecto – problema de auto aceitação – e depois nós observamos que é uma epidemia geral. “Todo o mundo” tem um problema de auto aceitação! Dá para desconfiar!!
Estamos a lidar com um fenómeno de proporções planetárias. É um contra-arquétipo, é um fetiche, um totem, um ídolo vibracional e electromagnético, negro, guardado, lá, nos conclaves dos “outros senhores”. Isto é emitido e através do inconsciente colectivo, atinge a tua psique e tinge a percepção que tu tens de ti próprio.
A consciência é um fluxo sem limites que, apenas levemente, atravessa o cérebro físico. A consciência é uma emanação pura dos mundos de fogo que atravessam o Universo até atingir ao de leve o nosso cérebro, e o que ela busca fazer é tocar, energizar ao máximo e retornar à Fonte. Quando a consciência consegue fazer todo este circuito, nós falamos de um ser gnóstico. Sri Aurubindo, Cristo, eram seres gnósticos. Um ser gnóstico é um ser cuja consciência parte do divino (mónada e de além da mónada), atravessa o cérebro ao de leve, consegue assimilar o caleidoscópio do mundo, trazer todas essas vibrações para si, tornando-se, pela experiência dessas vibrações, um ser psicologicamente maduro e fazer o circuito de novo até à origem. Quando a serpente consegue morder a sua própria cauda nós falamos de um ser gnóstico.
A consciência é este fluxo transparente, belíssimo, sem explicação, que se dirige ao mesmo tempo para fora e para dentro procurando-se a si mesmo.
As antigas tradições da Cabala dizem que Deus criou um espelho para se ver a si próprio. Deus queria contemplar a sua própria face. A consciência é o resultado disso, ela liberta-se de ti, flui por todas as coisas e depois ela busca retornar à pineal.
A natureza da consciência é regressar ao divino. Quando a consciência sai de ti e não consegue retornar, criou-se uma imagem. Existem tantas imagens quantas distâncias em relação ao fogo central que tu és.
Se a consciência se expande para fora e no momento de retornar fica presa no/a amante, isso é o que se chama idolatria ou culto da imagem.
A imagem que trazemos quotidianamente sem nenhuma revelação especial, é a soma de todos os sítios onde a nossa consciência ficou presa. A dificuldade de trazer a consciência para “casa” acontece porque a imagem que temos de nós mesmos está sob controle negativo. Isto compreende-se pela epidemia de más relações consigo mesmo que a humanidade tem. Abrange toda a gente.
O centro intraterreno de Lis/Fátima é o guardião das 4 imagens sagradas que ligam o homem adormecido ao homem ascensionado. São 4 modeladores electromagnéticos que são imagens de ti mesmo e que se deverão sobrepor à imagem que tu tens de ti próprio (imagem construída e implantada por forças contrárias à evolução universal). Se nós conseguirmos largar mão da nossa imagem negativa, se conseguirmos renunciar ao prazer de nos auto destruirmos, um dos pontos de partida para um alinhamento com a verdade de Lis é o ser conseguir o milagre de dizer: “Este problema de a percepção que temos de nós próprios não ser positiva é um problema universal. Todos estão sob a mesma programação”.
Que cada um tenha uma biografia distinta para chegar a essa erosão na relação consigo próprio, que cada ser tenha uma forma distinta de lá chegar, isso é outro assunto, agora, que todos chegam lá por algum motivo misterioso é algo que tem de ser analisado por um indivíduo consciente, e cada vez que nós visualizamos criativamente essa imagem culpada, negativa de nós mesmos, nós estamos regando as flores do mal. Quando a energia chega a ti ela fica submetida a esta imagem, por isso ela não se consegue implantar em nós porque a imagem que temos de nós mesmos reflecte a descida da chuva de Metatron.
No início da Terra, para que as mónadas, estas centelhas de luz pudessem exprimir-se neste planeta, a energia do Logos solar e a energia do Logos da Terra em combinação com Gaya e com a Mãe do Mundo geraram a psique arcaica (a alma colectiva da humanidade anterior a cada um de nós ser um indivíduo, não tem consciência de si), a alma-grupo da humanidade inteira. A psique arcaica contém o potencial de fundir biotipos (seres humanos físicos) à mónada.
Esta psique arcaica foi-se fragmentando e criando psiques de tribos, de grupos, psiques nacionais, todas elas suficientemente infantis e obscuras (porque vêm da grande ignorância). À medida que a fragmentação foi aumentando foi dando origem a famílias vibracionais, grupos de almas que ainda mantêm a mesma nota vibratória. Só depois desta ramificação da psique arcaica em grandes grupos (as 12 tribos de Israel. No Egipto fala-se da fragmentação de Osíris) só depois da psique arcaica se ter dividido em quadrantes: Norte, Sul, Oriente, Ocidente, depois dividiu-se em tribos, depois em família, e foi-se granulando até que, de uma psique colectiva, de um clã há um líder que emerge e então pode dizer-se que nasceu uma alma individual.
Enquanto as nossas mónadas são indivíduos cósmicos, à partida, as nossas almas não são, elas tornaram-se indivíduos ao longo da evolução o que significa que somos todos irmãos.
A nível monádico não somos irmãos mas no plano da alma somos irmãos. Esta fragmentação permite que cada mónada use uma alma individual para viver num ser humano.
A psique arcaica foi-se fragmentando, fragmentando, até que temos estes biliões de indivíduos, alguns completamente a dormir debaixo do tapete de uma família, outros debaixo do tapete de uma cidade ou de um comportamento colectivo, outros dormindo debaixo do medo, a psique arcaica vem do passado mas sempre que um indivíduo rompe com a psique arcaica, torna-se um líder, um ser autónomo, uma força criadora, dinâmica, centrada num propósito superior.
Todas as psiques que resultam dessa alma universal que todos somos, à medida que elas se vão especializando ao longo de muitas vidas, elas convergem todas para um ponto ômega – Cristo (corrente cósmica superior que muitas vezes encarna a função ponte do Universo).
Entre a psique arcaica que vem do início dos tempos e a paz galáctica em que todos os fragmentos de almas se fundem numa única entidade cósmica, existe uma ponte a que chamamos “o Cristo”.
Então, nós temos a fragmentação da psique arcaica afastando-se todos uns dos outros, esquecendo-se que a raiz é a mesma e que a multiplicidade de almas é “um partir o pão” num acto de generosidade para com a multiplicidade, a liberdade e a criatividade divina. Mas é um partir o mesmo pão. A nossa alma é pão da mesma farinha da tua alma. A psique arcaica é a farinha original da qual todas as almas foram concebidas.
Esse eixo crístico é um íman que chama todas as partes de Osíris perdidas pelos desertos. Tem uma parte de Osíris que está disparando um morteiro no Iraque, tem outra parte que está salvando uma vida em Nova Iorque, tem uma parte de Osíris que está pintando um quadro em Espanha e tem outra parte assaltando alguém. É sempre Osíris. É sempre a psique arcaica que foi desmembrada para que cada mónada pudesse ter uma psique individual para se exprimir através de um ser humano.
A psique arcaica é criada como uma psicoesfera. Biliões de mónadas começam a energizar, essa psicoesfera fragmenta-se, nascem milhões e milhões de almas como num big bang, mas neste caso um big bang interno. Depois dessa ejecção das psiques em múltiplas direcções e choques surge o grande recapitulador, o Cristo, o Krishna, os avatares de Vishnu, Buda, Vivecananda, Ramakrishna, Aurobindo, Yogananda, mas também Julius Evel, alguns cristos da América do Sul ou a mulher novilha do Búfalo Branco, um ser crístico feminino que nasceu entre os Sioux, etc.. Esses seres são os recapituladores quando a fragmentação atinge um nível crítico. Essa energia recapituladora Melkizedeque encarna para devolver a estas psiques fragmentadas a noção do Adão Cósmico para onde nos dirigimos.
Então, o nosso exercício é ver a Ceia de Leonardo na galáxia, de forma que o lençol da Ceia seja a própria Via Láctea e Cristo, ao centro, é feito do rosto de cada um de nós. O Cristo galáctico é a reunião de todas as psiques, de todas as almas numa mesma plataforma de bioplasma estelar, fundindo numa comunhão de almas que transcende a fragmentação de Osíris e recupera o corpo de Osíris. Nós estamos caminhando para um banquete, para uma síntese.
Há um Adão planetário que é a psique arcaica e há um Adão cósmico que é para onde nós nos dirigimos.







