
Uma falange composta por milhares de seres foi admitida ao seio de um dos anéis concêntricos de força, vontade, poder, luz, radiação, que existem em torno da presença ao qual se convencionou chamar "o Cristo". Isto significa que o grau do amor sabedoria que está destinado a ser comum no planeta Terra, foi depositado no teu corpo causal.
Todos estes seres já passaram pelo baptismo de fogo, ele é um selo que uma vez impresso na frequência causal, nunca mais será removido e pela sua natureza ígnea, fica um tipo de diagrama de fogo que ele exerce sobre os elementos fora de nós, ele garante a filiação hierárquica. Trata-se de uma pré vibração do baptismo de fogo.
Esta presença que foi instalada neste núcleo de servidores da nova Terra, está presente em nós, porque essa presença contém a incandescência exacta para fazer de ti um quebra gelos, um pioneiro dentro dum mar de som. Tu és um instrumento de precisão de uma frente de amor e luz.
Esta presença nos níveis mais altos do nosso ser tem características acústicas, térmicas, nós enquanto guerreiros, ou sacerdotes, ou curadores em formação, precisamos, numa primeira fase, garantir o contacto com esta frequência que nos torna muito mais humanos do que éramos antes, finalmente, de uma forma completa.
O guerreiro é o portador do vaso do coração, ele aprende a trazer para o mundo o único facto que o mundo não quer enfrentar, que é o de todos nós sermos atravessados pelo mesmo fio de vida e eixos do mesmo ser, e à vibração da concentricidade do ser e da impossibilidade após o nascimento desta consciência na humanidade inteira com a possibilidade da dor e da violência, esta afirmação é o trabalho silencioso do guerreiro. Tu és um símbolo de unificação.
O verdadeiro trabalho é o oposto de pegar num megafone e ir ler o evangelho para o Rossio. O verdadeiro trabalho é eu consciencializar-me que a nível interno tu libertas um perfume que vem de uma flor hierárquica plantada nos níveis superiores da tua consciência, por aquilo a que a história convencionou chamar "o Cristo", esse factor precisa de ser trazido para a consciência, e eu preciso de funcionar em função do perfume interior.
A partir de um certo grau do binómio dor-alegria, tu adquires sensibilidade espiritual porque é o único polo que anula este binómio, e que coloca o pêndulo do corpo emocional de novo no seu ponto de máxima limpidez, esta energia está no 5º nível do nosso ser. A partir do momento em que eu adquiro sensibilidade espiritual, os Irmãos podem começar a trabalhar comigo e a primeira fase é de purificação, de expulsão, de remoção de agregados e material espúrio que não tem nada a ver com a essência dum ser e que é material que, enquanto estiver ali, não permite a descida da minha verdadeira identidade. Sem um processo de axialização da nossa natureza, todo o trabalho vai ficar no nível teórico.
Todo o trabalho teórico ficou nos anos 70, até aí era possível eu estar a fazer aprofundamento mental e continuar a comportar-me da mesma forma, como se a espiritualidade fosse idêntica a uma teoria de conhecimento qualquer.
Na fase em que se convencionou chamar purificação, o meu ser interno irá fazer descer sobre a minha consciência, o ângulo de luz necessária para eu perceber o viveiro de forças involutivas que é a minha personalidade, a minha natureza.
Se eu não consigo ver claramente o que não é divino em mim, eu não vou conseguir ver nunca o que é divino, e a primeira fase implica uma relativamente dolorosa experiência de dissociação, tu vês que o teu ser interno não pretende que continue presente em ti, tu vês, porque a consciência cristal causal, está a aumentar de brilho.
Na verdade, numa primeira fase, a lente que relaciona a luz dentro de nós com a sombra, é limpa e ordenada até ficar a 90 graus. A 90 graus, a luz que desce sobre ti é uma luz hierárquica, ortodoxa, exacta, que liga o espírito à consciência. É uma experiência muito forte que consagra o centro de consciência, então, tudo o mais, quando o processo de purificação começa, não é sagrado excepto um ponto, a partir desse ponto a óptica interior, a capacidade de reflexão psíquica, é obrigada a passar por aí e ao passar por aí, tudo vê com uma clareza muito alta. E é por isso que se diz que estes seres encarnados estão em auto formação, eles são mestres e discípulos deles mesmos.
A purificação, eu necessito de adquirir uma qualidade praticamente esquecida que é a qualidade da obediência ao meu ser interno.
Nas etapas anteriores, nós tínhamos mil desculpas para não ser obedientes, porque o clero, coitado, dizia aquelas asneiras todas, depois os gurus, afinal, eram corruptos e nós colocávamos os defeitos naquelas agências que se colocavam entre nós e a nossa verdade interior, agora é o ser interno directo que vem fazer instrução Esta condição de um ser ter uma voz activa dentro dele é a condição do discípulo contemporâneo.
Existem seres que estão tendo formação a nível de guerreiro, como curadores, como contemplativos, como sacerdotes, como líderes ou governantes, como captadores de energia e reflectores do cosmos entre planos, como instrutores. As nossas mónadas estão sendo aspergidas com uma nova força que actua por ondulação de sonoridade e potência, que não é comparável com nenhuma técnica espiritual conhecida até hoje. Trata-se de um fenómeno idêntico onde antes tínhamos o escalar de altas montanhas e a descida aos vales profundos, actualmente o tipo de pressão que o nosso ser interno está a exercer sobre o topo da nossa consciência e sobre a última membrana do nosso coração, essa pressão é elíptica e tem uma ondulação que é um misto de suavidade e força, é uma descida maciça, rítmica e ondulatória extremamente exacta, terna e matemática.
Nós estamos tendo uma experiência de fusão entre ternura e matemática, entre poesia e precisão, entre frio e quente. Esta ondulação é como uma mãe, ela conhece-nos perfeitamente, sabe muito bem quem tu és, antes que tu fosses, ela existia e quando nós não formos mais, enquanto entidades individualizadas, ela continua a ser. Este tipo de potência representa a nova frequência de ascenção planetária.
No passado, no ciclo regido por Shambala, a força era ígnea, activa, concentrada e era absolutamente viril, era uma espiritualidade ligada a processos de rompimento, era uma espiritualidade bastante guerreira. A nova frequência feminina é ondulatória e ela vai preenchendo as zonas do teu ser onde já é possível ela habitar, ela por si mesma é não selectiva. A energia cósmica descendente em nós não selecciona nada nem ninguém.
Tu vais deixando que um hábito, que um apego se dissolvam e a energia ocupa aquele espaço, instala-se ali.
O corpo astral é um instrumento de apropriação, Eles estão tentando fazer com que o corpo astral passe por uma inversão magnética na qual, do prazer de possuir, passe ao prazer de ser possuído, nesse sentido, a energia que o preenche virá de dentro, como o Senhor que vem de dentro e não mais das dez mil coisas do caleidoscópio dos desequilíbrios e dos exageros, das fixações e das obsessões da vida externa.
Esta etapa de purificação é extremamente necessária, uma energia mais alta não pode conviver com uma força mais baixa, a mistura de forças superiores e forças inferiores já foi na Grécia, na Babilónia, no Império Romano, nas dinastias chinesas, na nova Terra não tem mistura.
Eles estão preparando um planeta jardim, um planeta cuja beleza, potência e luz expansiva que irá regular este sistema solar é tão alta, que tecnicamente precisou do tipo de acção que vocês vêem à superfície dos acontecimentos, hoje.
Gradualmente, nós estamos entrando em contacto com o nosso corpo emocional de uma forma cada vez mais consciente, há umas gerações atrás o contacto com o corpo emocional era intermitente, limitado, auto fraudulento, as pessoas não tinham contacto com a sua natureza de sentimentos, nem com os seus desejos, as pessoas simplesmente se apercebiam que de vez em quando eram violentamente puxadas para baixo. O que se passa agora é que, com a dissipação gradual das membranas que separam as dimensões do ser, começa-se a dar um trânsito e uma permanência de tudo o que está abaixo da consciência, é como se uma ópera macabra tivesse sido admitida no S. Luís. Onde antes só tinhas coisas fantásticas, agora começam a surgir todos os monstrinhos, toda essa dança começa a vir ao de cima e nós estamos fazendo contacto com esse material que é nosso num grau, não é nosso noutro grau.
É muito importante que à medida que a purificação acontece, eu tenha consciência que a dança de factores contrários no palco da minha consciência, faz parte do processo de purificação, e estes discípulos estão sendo treinados para desenvolver a impassibilidade, a equidistância, para se sentarem no centro da plateia e ficarem frente ao palco da sua vida emocional e tanto faz se entra o arcanjo Gabriel pela direita a espalhar pétalas de rosa, ou um demoniozinho pela esquerda, ou uma memória de infância, tu tomas consciência da reacção que todas estas coisas provocam, não hostilizas, ficas completamente quieto e tranquilo seja o que for que surja, porque tu estás em purificação e a purificação é o equivalente ao espremer a embalagem do dentífrico até à última gota, para depois Eles poderem voltar a insuflar um novo fogo, uma nova vida no corpo emocional.
A transmutação é uma operação que acontece quando, com a minha consciência, eu consigo dissolver uma formação dentro de mim nas suas partes constituintes. O cristal da consciência, essa coisa de 5º raio que nós temos em nós, que não sente repugnância por nada, quando algo vem ao de cima, não sou eu que tenho que recuar perante o potencial negativo que está vindo ao de cima, é esse potencial que tem que ter muito cuidado, porque eu estou a olhar para ele. É o oposto.
Tu és um ser consciente e como tal, em graus distintos, és capaz de transmutar tudo. Esse é o poder da consciência quando ela está ligada ao coração.
Este trabalho que estamos sendo convidados a fazer, é o de permitir que o material venha ao de cima, ele vai-se acumulando e tu olhas para ele com toda a clareza, não reages e é aqui que surge a segunda etapa da purificação, que é a vida de oração e a conecção com o ser interno.
Na proporção em que eu desenvolvo uma vida de oração, a minha consciência transforma-se num instrumento de visão. Qualquer formação que surja (nas antigas ritologias estas formações eram sempre compostas por sombras de animais diferentes, definindo com isso que eram formações feitas de várias tendências diferentes) se eu olhar com essa consciência lúcida, aquilo é obrigado a revelar-me porque é que está assim, porque é que tem aquela forma, porque é que se comporta daquela natureza dentro de mim, e se tu mantiveres a lucidez e não fores atraído nem para a zona confortável da rejeição, nem para a zona da dança, (de ires dançar com uma força involutiva) se simplesmente olhares para ela com toda a clareza, tu vês claramente do que é feito o teu mal estar e quanto mais tu percebes do que aquilo é feito, mais o que o mantinha agregado se dissolve porque a luz está a entrar e estás a dizer: "isto é água, isto é terra, isto é fogo, isto é ar", a formação não resiste à luz que vem do centro da consciência.
Nós precisamos de entregar ao nosso ser interno qualquer coisa que surja. Eu preciso desenvolver uma certeza de que ele está lá em cima operando, é um apoio, quer eu tenha ou não consciência disso. O nosso músculo cardíaco contrai-se e expande-se milhões de vezes por dia, porque há uma "agência" que está ligada a ele, porque senão a própria natureza muscular em si não admitiria, pela tensão eléctrica suficiente para ter esse tipo de espasmo, é a presença do espírito que faz com que o coração bata, assim como o nosso calor físico é só uma das mínimas reflexões no plano físico, do verdadeiro calor interior.