Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Saturday, November 19, 2011

Centro Interno Iberah

IBERAH

Centro Interno que, com Erks e Anu Tea, forma um triângulo energético denominado Guardião dos Mistérios Sagrados.

Está ativo desde os primórdios da Terra, trabalhando para a redenção da matéria. É o centro mais misterioso e oculto entre os que se revelaram até o momento. A coli­gação primordial do espírito com a matéria expressa por Iberah não foi ainda compreendida pelo homem da superfície da Terra; por isso, ele não pode contatar esse centro diretamente. Devido a desvirtuamentos ocorridos em remoto passado cujas conseqüências ainda hoje se fazem notar — aguarda-se que ele atinja grau de pureza suficiente para interagir com o poder e a sabedoria emanados de Iberah.

A energia de Iberah chega ao homem por intermédio dos de­mais centros planetários, e Aurora, principalmente, está encarregado de fazer essa conexão (vide AURORA). Quando ela penetra em canais impuros, pode intensificar as deturpações neles exis­tentes. Daí as projeções de Iberah no plano físico serem preservadas, o que não se dá com a mesma intensidade em Aurora e Erks, cujas luzes se mostram. A aproximação a Iberah se tor­nará viável quando a vida divina estiver permeando a humanidade de modo mais extenso do que hoje. Iberah é um dos núcleos ocultos que sustentaram o desenvolvimento espiritual do pla­neta. Antecessor de Shamballa, formou-se como centro regente da Terra em épocas tão remotas que são tidas como legendárias .

Uma das principais atribuições de Iberah é a redenção da matéria com base na sua es­sência, do plasma constituído do âmago das partículas. Com esse plasma realiza sete procedimentos básicos, entre os quais podemos citar a purificação, a transmutação, a transubstancia­ção e a fluidificação .

Os segredos mais profundos de Iberah poderão ser des­cobertos pelo ser humano quando ele abdicar de suas tendências utilitaristas, extrativistas, e puder lidar com as formas sem ambição, sem querer assenhorear-se delas. Enquanto suas ações visarem satisfazer desejos e ambições, pequena será sua colaboração numa tarefa tão delicada e que exige tanta pureza como a de reconduzir a matéria e suas vibrações aos padrões arquetipi­cos.

A verdadeira ciência alquimica é custodiada por Iberah e estará acessível ao homem quan­do sua consciência tiver sido depurada em grau suficiente para aplicá-la sem deturpações. A alquimia está-se processando no próprio homem e transformará o seu estado ma­terial, hoje corrompido, num estado sublime. A vida terrestre não tem como destino o caos que atualmente se observa, nem ser palco para a subjugação, por forças destrutivas, de seres que teriam a possibilidade de atingir a consciência cósmica. A real condição do homem é uma dig­nidade incorruptível.

Iberah, embora não o contate diretamente, estimula essa condição a emer­gir removendo da matéria as forças que possam desviá-lo da sua meta transcendente. A Hierar­quia é capaz de devolver facilmente ao homem sua riqueza original; porém, isso de nada valeria, se ele mesmo não erigisse sua fortaleza com fé e fundamentado na supremacia de valores impalpáveis.

Extraído do Glossário Esotérico de Trigueirinho

Tuesday, October 18, 2011

O Som e o Silêncio

Os nossos corpos são constituídos essencialmente por substância vibrante, são matéria que vibra e eles não têm como se afinar por si, eles não têm aquilo que, esotericamente, se chama “princípio”, eles são o caudal mas não são a Fonte. Donde que, a passagem de um estado automático de existência para um estado desperto, implica que um ser encontre dentro de si o seu próprio diapasão, o seu próprio tom.

Existe um caminho em 4 etapas para encontrar esse som porque curar e ser são a mesma coisa, soar e ser é a mesma coisa, soar e curar é a mesma coisa e um dos trabalhos fundamentais hoje é a pessoa observar-se, invocar-se, recriar-se como um sino de cristal para o seu próprio som.

Para que um ser tenha uma vida mântrica, o trenário inferior precisa de se calar. O nível humano do teu próprio ser precisa de treinar o silêncio. Só quando o silêncio acontece no físico, na mente e no mundo emocional é que o 4º plano soa. Só que a afinação para o silêncio, um conjunto de hábitos em torno do silêncio começa sempre num pequenino ponto de luz no centro da mente. Depois da mente estar inundada de silêncio, e o emocional responder com o mesmo ponto irradiando silêncio, a luz do espírito envia mais uma sonda até ao etérico, e esse ponto no etérico gera cura do sistema nervoso em profundidade.

Para que um ser aceite a disciplina sagrada do silêncio ele necessita ter amor ao verdadeiro som e uma consciência matemática, lúcida, clara, de que o trenário inferior não é nada, não sabe nada, não vai para lado nenhum.

Este trenário inferior (físico, emocional e mental) são 3 anjos cegos mas quando chega o toque do mantra que vem de dentro de ti, e se este trenário inferior se deixa banhar pelo silêncio, então o mantra da tua alma soa.

Nós necessitamos de aspirar à luz da mente, necessitamos de focalizar uma purificação mental, cuidar que esta mente não seja um museu de coisas arcaicas e o que ainda é mais perigoso, de artefactos mentais de vanguarda, que são belos, úteis, dinâmicos, penetrantes, expansivos mas não são matéria dos 4º e 5º planos.

Este Homem altamente subtil, sofisticado, mental que colhe, por assim dizer, o fruto esotérico dos últimos milénios ainda não atravessou a porta do silêncio. Este homem e esta mulher do novo milénio tem de aprender a atrair para si matéria do 4º plano, que é uma radiação doce, altamente energética, viva, que se traduz, no plano mental, por silêncio. Enquanto nós não sentirmos que esta mente tem de ser entregue aos pés do rei interno, nós temos este imenso portal em ogiva azul cobalto que nos liga com esferas sagradas da Terra, esferas essas que na Idade Média, no centro da Europa, eram simbolizadas pelo unicórnio, pelo cisne, pela harpa, pela união em torno do cálice.

Estes símbolos de Lis correspondem a uma vibração que os nossos corpos querem aprender e a passagem entre a esfera do querer e a esfera do ser é através de uma membrana que transforma a matéria mental em silêncio.

É por amor que a mente muda de substância, nem sequer é necessário arrumar as ideias melhor ou pior, excepto se o indivíduo está de tal forma confuso, obscurecido, que ele precisa recapitular a luz da mente, mas se o indivíduo já passou as pestanas por essa luz mental, é o momento em que ele precisa de entregar a mente à transubstanciação.

Qual mente?

Trata-se de substituir um elemental da mente por um deva de um plano intuitivo. Fazer encarnar nesta mente uma sustância superior. E isto é algo que se vê, que se compreende e se eu vejo e compreendo, eu sou um candidato à transubstanciação porque quando esta mente é transubstanciada, quando eu coloco a mente no cálice e o elevo, o som, o código exacto da tua essência, que é tudo o que o mundo precisa de ouvir e é tudo o que o indivíduo precisa de ser, esse código exacto instala-se no Ajna, depois na Laringe, finalmente, no Plexo Solar.

A apetência para o silêncio, e o silêncio é Lis.... não se trata de arrumar a mente com o melhor ou o pior material porque quer o indivíduo vá para uma coisa como “Conversas com Deus” quer vá para uma coisa mais refinada como “As Chaves de Enoch” é o melhor material, mas esta mente é para mudar de substância, é para sair um líquido e entrar outro. O que significa que, sem qualquer recuo para o plano do obscurantismo medieval, para uma morte da mente, o indivíduo necessita de renunciar à mente porque isso é a chave dos planos luminosos que vêm de dentro: “Espírito de vida banha o meu sangue, espírito de luz banha a minha mente, banha o meu ser, espírito do amor banha a minha sensibilidade, banha as minhas emoções, espírito de vida banha o meu código genético”. Eu não sei que espécie de matéria mental extraordinária é que é necessário para fazer isto!

A transubstanciação da mente é um assunto muito delicado porque depende do amor a uma verdade ainda mais profunda do que toda a verdade que até agora foi possível conceber.

O indivíduo avança por amor a verdades cada vez mais profundas e a focagem vai-se dando progressivamente, até que, aquilo que ele julgava que era vago se torna definido e ele ama, mas para que o som do ser interno da alma se instale, estes corpos precisam de chegar ao silêncio e quando chegas ao silêncio, finalmente, ouves o som. E este avanço na direcção do silêncio faz-se por acréscimo de lucidez, duma lucidez quebra-gelos que avança no desconhecido.

A nossa alma está ansiosa por soar a sua palavra. O som da alma só pode ecoar na caixa acústica da personalidade e esta caixa acústica deverá ter-se transformado, nos próximos tempos, à medida em que tu avanças no teu caminho, nesse sino de cristal de forma que, quando a alma soa, tu libertas ondas cristalinas. Isto é uma coisa da inocência.

Nós precisamos encontrar uma elegância para a recepção do som que nós somos. É mais um processo de amor à verdade, amor ao que está além da cortina de ti próprio, de elegância na forma de usar a nossa humanidade. À medida que te firmas magneticamente nessa voz, é uma tomada de posse de camadas de vibração que agem sobre o éter à tua volta e que são a tua verdade, mas tem de haver um desassossego no psíquico, uma busca pela verdade além da cortina.

Estas 4 etapas são: comunicação; resposta; reorientação, união. Na união o teu som, a dimensão viva do ser transpira à superfície da personalidade e fecunda o mundo à nossa volta, mas a primeira fase, que é a fase de estabelecer uma comunicação com a alma é de grande humildade secreta.

Como é que se faz a comunicação com o ser interno? Como é que isto se torna vivo, real?

O ternário inferior necessita de se ajoelhar perante o quaternário superior. Isto é, os teus níveis: divino, monádico, espiritual e causal, este quaternário superior, é real que eles são impotentes na terra sem o ternário inferior (físico, emocional e mental) mas este nível trino precisa pôr uma impressão doce, persistente, cuidadosa, sistemática, vinda de ti mesmo sobre eles. Esta impressão doce é como carimbar-nos a nós mesmos a partir de dentro.

Espírito da luz invade a minha mente. Espírito da vida banha o meu sangue. Espírito do amor toma conta do meu cardíaco, do meu plexo solar, do meu astralismo.

Estas coisas, neste momento, já devem estar transformadas num murmúrio constante por detrás da consciência e ao mesmo tempo que tu devolves esta imensa solenidade receptiva, devolves um sentido de humor radical para com a própria personalidade. Actualmente as pessoas ficam muito solenes acerca de si próprias e desenvolvem um sentido de humor para com os Irmãos do espaço como se eles estivessem connosco ao pequeno almoço. É exactamente o contrário. Para com Eles e para com as radiações que vêm dos mundos superiores eu posso permanecer um “teen ager” e assimilá-las como algo a que eu tenho direito, mas isso não me dá acesso aos níveis superiores. A atitude de sentir os Irmãos como iguais a nós está profundamente certo e profundamente errado e neste paradoxo a pessoa tem de se saber movimentar.

Para que um indivíduo se liberte do controle da mente superior ele necessita de uma solenidade profunda para cima e na vertical e um sentido de humor quase yunguiano para com a minha própria personalidade

Então o que é que significa o som de um ser? Significa que uma vibração torna à mente e transmuta a matéria mental mas para eu receber essa vibração eu necessito cultivar silêncio e se o indivíduo está todo viciado no ruído planetário, vai doer! O silêncio dói porque ele é como álcool na ferida da personalidade.

Thursday, October 6, 2011

O Despertar do Guerreiro Sagrado X

Uma falange composta por milhares de seres foi admitida ao seio de um dos anéis concêntricos de força, vontade, poder, luz, radiação, que existem em torno da presença ao qual se convencionou chamar "o Cristo". Isto significa que o grau do amor sabedoria que está destinado a ser comum no planeta Terra, foi depositado no teu corpo causal.

Todos estes seres já passaram pelo baptismo de fogo, ele é um selo que uma vez impresso na frequência causal, nunca mais será removido e pela sua natureza ígnea, fica um tipo de diagrama de fogo que ele exerce sobre os elementos fora de nós, ele garante a filiação hierárquica. Trata-se de uma pré vibração do baptismo de fogo.

Esta presença que foi instalada neste núcleo de servidores da nova Terra, está presente em nós, porque essa presença contém a incandescência exacta para fazer de ti um quebra gelos, um pioneiro dentro dum mar de som. Tu és um instrumento de precisão de uma frente de amor e luz.

Esta presença nos níveis mais altos do nosso ser tem características acústicas, térmicas, nós enquanto guerreiros, ou sacerdotes, ou curadores em formação, precisamos, numa primeira fase, garantir o contacto com esta frequência que nos torna muito mais humanos do que éramos antes, finalmente, de uma forma completa.

O guerreiro é o portador do vaso do coração, ele aprende a trazer para o mundo o único facto que o mundo não quer enfrentar, que é o de todos nós sermos atravessados pelo mesmo fio de vida e eixos do mesmo ser, e à vibração da concentricidade do ser e da impossibilidade após o nascimento desta consciência na humanidade inteira com a possibilidade da dor e da violência, esta afirmação é o trabalho silencioso do guerreiro. Tu és um símbolo de unificação.

O verdadeiro trabalho é o oposto de pegar num megafone e ir ler o evangelho para o Rossio. O verdadeiro trabalho é eu consciencializar-me que a nível interno tu libertas um perfume que vem de uma flor hierárquica plantada nos níveis superiores da tua consciência, por aquilo a que a história convencionou chamar "o Cristo", esse factor precisa de ser trazido para a consciência, e eu preciso de funcionar em função do perfume interior.

A partir de um certo grau do binómio dor-alegria, tu adquires sensibilidade espiritual porque é o único polo que anula este binómio, e que coloca o pêndulo do corpo emocional de novo no seu ponto de máxima limpidez, esta energia está no 5º nível do nosso ser. A partir do momento em que eu adquiro sensibilidade espiritual, os Irmãos podem começar a trabalhar comigo e a primeira fase é de purificação, de expulsão, de remoção de agregados e material espúrio que não tem nada a ver com a essência dum ser e que é material que, enquanto estiver ali, não permite a descida da minha verdadeira identidade. Sem um processo de axialização da nossa natureza, todo o trabalho vai ficar no nível teórico.

Todo o trabalho teórico ficou nos anos 70, até aí era possível eu estar a fazer aprofundamento mental e continuar a comportar-me da mesma forma, como se a espiritualidade fosse idêntica a uma teoria de conhecimento qualquer.

Na fase em que se convencionou chamar purificação, o meu ser interno irá fazer descer sobre a minha consciência, o ângulo de luz necessária para eu perceber o viveiro de forças involutivas que é a minha personalidade, a minha natureza.

Se eu não consigo ver claramente o que não é divino em mim, eu não vou conseguir ver nunca o que é divino, e a primeira fase implica uma relativamente dolorosa experiência de dissociação, tu vês que o teu ser interno não pretende que continue presente em ti, tu vês, porque a consciência cristal causal, está a aumentar de brilho.

Na verdade, numa primeira fase, a lente que relaciona a luz dentro de nós com a sombra, é limpa e ordenada até ficar a 90 graus. A 90 graus, a luz que desce sobre ti é uma luz hierárquica, ortodoxa, exacta, que liga o espírito à consciência. É uma experiência muito forte que consagra o centro de consciência, então, tudo o mais, quando o processo de purificação começa, não é sagrado excepto um ponto, a partir desse ponto a óptica interior, a capacidade de reflexão psíquica, é obrigada a passar por aí e ao passar por aí, tudo vê com uma clareza muito alta. E é por isso que se diz que estes seres encarnados estão em auto formação, eles são mestres e discípulos deles mesmos.

A purificação, eu necessito de adquirir uma qualidade praticamente esquecida que é a qualidade da obediência ao meu ser interno.

Nas etapas anteriores, nós tínhamos mil desculpas para não ser obedientes, porque o clero, coitado, dizia aquelas asneiras todas, depois os gurus, afinal, eram corruptos e nós colocávamos os defeitos naquelas agências que se colocavam entre nós e a nossa verdade interior, agora é o ser interno directo que vem fazer instrução Esta condição de um ser ter uma voz activa dentro dele é a condição do discípulo contemporâneo.

Existem seres que estão tendo formação a nível de guerreiro, como curadores, como contemplativos, como sacerdotes, como líderes ou governantes, como captadores de energia e reflectores do cosmos entre planos, como instrutores. As nossas mónadas estão sendo aspergidas com uma nova força que actua por ondulação de sonoridade e potência, que não é comparável com nenhuma técnica espiritual conhecida até hoje. Trata-se de um fenómeno idêntico onde antes tínhamos o escalar de altas montanhas e a descida aos vales profundos, actualmente o tipo de pressão que o nosso ser interno está a exercer sobre o topo da nossa consciência e sobre a última membrana do nosso coração, essa pressão é elíptica e tem uma ondulação que é um misto de suavidade e força, é uma descida maciça, rítmica e ondulatória extremamente exacta, terna e matemática.

Nós estamos tendo uma experiência de fusão entre ternura e matemática, entre poesia e precisão, entre frio e quente. Esta ondulação é como uma mãe, ela conhece-nos perfeitamente, sabe muito bem quem tu és, antes que tu fosses, ela existia e quando nós não formos mais, enquanto entidades individualizadas, ela continua a ser. Este tipo de potência representa a nova frequência de ascenção planetária.

No passado, no ciclo regido por Shambala, a força era ígnea, activa, concentrada e era absolutamente viril, era uma espiritualidade ligada a processos de rompimento, era uma espiritualidade bastante guerreira. A nova frequência feminina é ondulatória e ela vai preenchendo as zonas do teu ser onde já é possível ela habitar, ela por si mesma é não selectiva. A energia cósmica descendente em nós não selecciona nada nem ninguém.

Tu vais deixando que um hábito, que um apego se dissolvam e a energia ocupa aquele espaço, instala-se ali.

O corpo astral é um instrumento de apropriação, Eles estão tentando fazer com que o corpo astral passe por uma inversão magnética na qual, do prazer de possuir, passe ao prazer de ser possuído, nesse sentido, a energia que o preenche virá de dentro, como o Senhor que vem de dentro e não mais das dez mil coisas do caleidoscópio dos desequilíbrios e dos exageros, das fixações e das obsessões da vida externa.

Esta etapa de purificação é extremamente necessária, uma energia mais alta não pode conviver com uma força mais baixa, a mistura de forças superiores e forças inferiores já foi na Grécia, na Babilónia, no Império Romano, nas dinastias chinesas, na nova Terra não tem mistura.

Eles estão preparando um planeta jardim, um planeta cuja beleza, potência e luz expansiva que irá regular este sistema solar é tão alta, que tecnicamente precisou do tipo de acção que vocês vêem à superfície dos acontecimentos, hoje.

Gradualmente, nós estamos entrando em contacto com o nosso corpo emocional de uma forma cada vez mais consciente, há umas gerações atrás o contacto com o corpo emocional era intermitente, limitado, auto fraudulento, as pessoas não tinham contacto com a sua natureza de sentimentos, nem com os seus desejos, as pessoas simplesmente se apercebiam que de vez em quando eram violentamente puxadas para baixo. O que se passa agora é que, com a dissipação gradual das membranas que separam as dimensões do ser, começa-se a dar um trânsito e uma permanência de tudo o que está abaixo da consciência, é como se uma ópera macabra tivesse sido admitida no S. Luís. Onde antes só tinhas coisas fantásticas, agora começam a surgir todos os monstrinhos, toda essa dança começa a vir ao de cima e nós estamos fazendo contacto com esse material que é nosso num grau, não é nosso noutro grau.

É muito importante que à medida que a purificação acontece, eu tenha consciência que a dança de factores contrários no palco da minha consciência, faz parte do processo de purificação, e estes discípulos estão sendo treinados para desenvolver a impassibilidade, a equidistância, para se sentarem no centro da plateia e ficarem frente ao palco da sua vida emocional e tanto faz se entra o arcanjo Gabriel pela direita a espalhar pétalas de rosa, ou um demoniozinho pela esquerda, ou uma memória de infância, tu tomas consciência da reacção que todas estas coisas provocam, não hostilizas, ficas completamente quieto e tranquilo seja o que for que surja, porque tu estás em purificação e a purificação é o equivalente ao espremer a embalagem do dentífrico até à última gota, para depois Eles poderem voltar a insuflar um novo fogo, uma nova vida no corpo emocional.

A transmutação é uma operação que acontece quando, com a minha consciência, eu consigo dissolver uma formação dentro de mim nas suas partes constituintes. O cristal da consciência, essa coisa de 5º raio que nós temos em nós, que não sente repugnância por nada, quando algo vem ao de cima, não sou eu que tenho que recuar perante o potencial negativo que está vindo ao de cima, é esse potencial que tem que ter muito cuidado, porque eu estou a olhar para ele. É o oposto.

Tu és um ser consciente e como tal, em graus distintos, és capaz de transmutar tudo. Esse é o poder da consciência quando ela está ligada ao coração.

Este trabalho que estamos sendo convidados a fazer, é o de permitir que o material venha ao de cima, ele vai-se acumulando e tu olhas para ele com toda a clareza, não reages e é aqui que surge a segunda etapa da purificação, que é a vida de oração e a conecção com o ser interno.

Na proporção em que eu desenvolvo uma vida de oração, a minha consciência transforma-se num instrumento de visão. Qualquer formação que surja (nas antigas ritologias estas formações eram sempre compostas por sombras de animais diferentes, definindo com isso que eram formações feitas de várias tendências diferentes) se eu olhar com essa consciência lúcida, aquilo é obrigado a revelar-me porque é que está assim, porque é que tem aquela forma, porque é que se comporta daquela natureza dentro de mim, e se tu mantiveres a lucidez e não fores atraído nem para a zona confortável da rejeição, nem para a zona da dança, (de ires dançar com uma força involutiva) se simplesmente olhares para ela com toda a clareza, tu vês claramente do que é feito o teu mal estar e quanto mais tu percebes do que aquilo é feito, mais o que o mantinha agregado se dissolve porque a luz está a entrar e estás a dizer: "isto é água, isto é terra, isto é fogo, isto é ar", a formação não resiste à luz que vem do centro da consciência.

Nós precisamos de entregar ao nosso ser interno qualquer coisa que surja. Eu preciso desenvolver uma certeza de que ele está lá em cima operando, é um apoio, quer eu tenha ou não consciência disso. O nosso músculo cardíaco contrai-se e expande-se milhões de vezes por dia, porque há uma "agência" que está ligada a ele, porque senão a própria natureza muscular em si não admitiria, pela tensão eléctrica suficiente para ter esse tipo de espasmo, é a presença do espírito que faz com que o coração bata, assim como o nosso calor físico é só uma das mínimas reflexões no plano físico, do verdadeiro calor interior.

Thursday, September 29, 2011

O Vinho e a Árvore da Vida

O ser apercebe-se que a parte mais preciosa dele mesmo, o próprio vinho da vida, de alguma forma, lhe é negado. O ser apercebe-se de que algo absolutamente crucial lhe escapa entre os dedos, e se ele tem a lucidez necessária, ele olha para o seu círculo de existência e é como se ele visse as migalhas dele próprio, como se o vinho cósmico que ele é, não conseguisse chegar aos seus próprios lábios e há esta imensa ambiguidade psicológica de um ser sentir que é muito, e simultaneamente, não conseguir beber directamente da fonte.

À medida que o pó se vai acumulando sobre os teus sapatos, vais criando uma enorme nostalgia de ti mesmo, uma saudade aguda de um olhar tão transparente que não há nome sobre a Terra capaz de o definir.

Ele vai caminhando e o pó do caminho vai-se acumulando sobre ele. Ele lembra-se desse olhar, dessa impecável cristalinidade inconsciente no qual o real se reflecte nele sem distorção. A realidade interior ou exterior estavam tão justapostas, que a imagem da cidade sagrada que está impressa no nosso coração, a imagem da cidade dourada e o próprio mundo à sua volta, devido à incrível cristalinidade do seu olhar, estavam justapostos.

A saudade de uma consciência telescopicamente poderosa, tanto na compreensão do que está em cima como na compaixão e no amor do que está em baixo. Ele lembra-se esses tempos, desse estado de consciência, do vinho que ele precisava para ele mesmo e que o coração era como uma ferida, uma vindima e uma fonte. Era uma vindima plena e uma fonte clara, cristalina. Nesses dias ele sabia porque Sabia.

Desde o âmago da consciência onde habita a pulsação do sagrado, no secreto, no silêncio, até aos vestígios de pólen nas suas impressões digitais, tudo estava saturado do mesmo vinho, tudo estava saturado da mesma loucura santificada. Existia um contínuo, um feixe neural de luz entre a experiência de ser e a de existir. Ser e existir estavam em paralelo, em fase. Isto é algo que tu sabes.

O centro psíquico de um ser, a zona onde nem os anjos nem os demónios podem entrar, a zona no ser humano que até os anjos reverenciam, esse sacrário em nós pulsa constantemente gerando uma curva na consciência, levando-a a refluir para dentro do cálice buscando embriagá-la com o vinho do ser, o êxtase que reside no centro do cálice.

Por mais que este pássaro colorido da nossa consciência busque visitar todas as Amazónias, o elástico crístico do coração, constantemente, o traz de retorno a casa. A força atractora do íman dentro de ti, a cada viagem, te traz de novo a casa.

Estamos embriagados de nós mesmos e não damos por isso. Este coração, antes de ser amor no sentido projectivo da palavra, ele é êxtase. Eu necessito de encontrar o alinhamento, o aprumo, a rectificação, a paixão e a poesia energética capaz de destravar o gatilho do cobre do nosso próprio coração.

Este ser busca embriagar-se de si mesmo. Cada ser busca deixar de estar contido numa câmara oculta e permitir que o líquido mágico se espalhe por toda a sua psique. Cada ser é um sol, uma embriaguez, uma ciência e também um destino.

Estamos neste processo de descobrir, gradualmente, o que é que significa magnetismo cósmico. À medida que o trabalho espiritual se aprofunda, ele passa do nível da informação partilhada para o chamamento ao desvelar desse magnetismo.

Um grupo espiritual, a partir de um certo momento, ejecta-se a si próprio da fase da informação e entra na fase da revelação.

A revelação está relacionada com a transformação de cada ser num contentor do bem e do mal, do passado e do futuro, do consciente e do inconsciente, a transformação de um ser numa ampola capaz de aceitar o problema do mundo. Nós já compreendemos algumas fases desse problema: que temos uma tarefa; que fomos amorosamente deslocados para uma zona exótica da alma grupal da humanidade e ocupamos a situação de pioneiros; que somos multidimensionais; que não começamos nem terminamos.

A fase em que este trabalho vai entrar é a de revelação do ser magnético em cada um de nós. Eles vão retirar-nos do nível da informação e vão colocar-nos no nível da experiência directa da dor do mundo, do problema planetário, ou seja, o mundo vai ser colocado nas tuas mãos por holograma.

A única forma de um ser lidar com esta “pomba” é encontrar a forma do seu vinho correr. As forças que compõem a arquitectura da Terra, neste momento, são tão dialécticas, tão claras, tão definitivamente antagónicas entre si, que nós vamos precisar de um nível novo de magnetismo e de energia. Eles vão colocar o nosso coração em ligação directa com o íman cósmico, o chacra cardíaco de Alfa/Ômega.

Um ser magnético é um ser que reúne a maior parte da sua constelação psíquica em torno do coração. Talvez se possa continuar a chamar a isto Amor.

A amor tem um elemento mágico encantatório de concentração, foco, alinhamento, auto penetração no nosso próprio centro magnético. No entanto a nossa capacidade primeira é a de aprender a nos embriagarmos com a nossa própria ciência, mas esta é a embriaguez dos sábios.

O portal que liga a humanidade de superfície aos mundos internos, especificamente ao reino sacerdotal de Liz é, numa primeira fase, um portal magnético. Os nossos Irmãos dos universos paralelos, representam, em termos psicológicos, uma alta concentração em torno do íman no centro do ser. Há muitas gerações eles aprenderam a beber de si mesmos, a encontrar o caminho para a sua própria vinha, eles aprenderam a colher as suas próprias uvas, a pisá-las e a beber o elixir do coração.

Dizem-nos que, para que um ambiente espiritual possa ser tocado pelos mundos internos, necessita de um grau de vibração magnético ou de filiação ao íman cósmico.

O primeiro sinal de que estás a entrar em ressonância com esse atractor, é que observas uma grande parte da tua actividade interior centrar-se, à espera – como um caminhante no fim de uma grande jornada, como um místico que sente que alguém lhe acendeu a vela e no entanto ele vive sozinho –, em torno do seu próprio coração. O nível de irradiação do íman tem de aumentar.

Há 3 grandes escolas: a escola da ignorância da qual o indivíduo só sai quando tem consciência da sua ignorância, porque se ele não tem essa consciência não pode passar para a escola que vem a seguir; a escola preparatória e depois a escola avançada.

Estes 3 grandes degraus são portais entre a consciência da humanidade e o eixo crístico universal.

A consciência da humanidade está mergulhada na escola da ignorância, e está certo.

A consciência ascensa dos 200 Mestres da Hierarquia são o final daquilo a que se pode chamar escola avançada.

O Egipto representava a escola avançada, a Grécia a escola preparatória. O continente indiano representava a escola preparatória e o Tibete a escola avançada.

A consciência é levada por um labirinto até estar completamente cheia de sede. Se ela não chega à condição de uma sede aguda, não encontra a saída do labirinto. O indivíduo não sai do labirinto enquanto não é atingido por uma sede que o toma por inteiro. Esta sede é arquetípica, ela é a condição que resulta da nossa sinceridade existencial.

Se o indivíduo está perante a vida de uma forma sincera e correcta e mantém esta postura, rapidamente esgota o labirinto. O labirinto perpetua-se através da nossa incrível capacidade de mentirmos a nós mesmos, de nos escondermos de nós próprios, de escaparmos à nossa própria voz, de sermos surdos em relação ao nosso próprio canto interno.

Deixa-te tomar pela sinceridade, pelo poder que o centro tem de ecoar em todas as camadas do ser. Não há como o indivíduo beber de si próprio sem esta sinceridade estrutural.

O primeiro passo para que eu sinta de facto as pérolas e os espinhos, é uma sinceridade parecida com uma espécie de pobreza, uma cristalinidade extraída de regiões míticas do nosso ser.

É extremamente difícil chegar a esta sinceridade dado o nível cosmético da nossa cultura. Se eu consigo esta sinceridade, então o meu coração é ferido pelo Cristo e eu posso começar a sangrar. De que é que serve amar intensamente se não somos sinceros o suficiente para nos deixarmos tomar por esse amor? Este problema não é um problema de amor, é um problema de transporte. Como permitir que o amor desça à 3ª dimensão?

Se um ser atinge essa condição de sinceridade, o olho divino vira-se para ele instantaneamente. A sinceridade é a loucura dos sentidos. Esta sinceridade reduz o labirinto existencial ao mínimo, o que equivale a dizer que, na proporção que um indivíduo mente a si próprio, o labirinto existencial amplifica--se e um dia ele descobre que está numa Nova Iorque interna. A dimensão da escola da ignorância depende exclusivamente da sinceridade de um ser. Em que nível e com que materiais é que ele é realmente um peregrino?

O indivíduo encontra a saída do labirinto quando diz para si próprio: “Este corpo tem dois relógios: um de mortalidade e um de imortalidade, eu não sei qual dos dois vai ser posto em movimento, se o que dispara as hormonas do envelhecimento e conduz à morte física, se o da imortalidade que faz com que a pineal despolete hormonas praticamente desconhecidas da humanidade”.

Quando o indivíduo se coloca para si mesmo utilizar o tempo que tem à sua frente para encontrar o vinho, para se deixar atrair pelo íman cósmico, para se tornar um ser magnético, quando ele diz para si próprio: “Eu aceito o meu próprio magnetismo cósmico. Eu aceito ser ferido pelo Cristo”, se ele consegue transformar isto em algo central mantendo a flexibilidade psicológica, o labirinto começa a desaparecer e a vida transforma-se. Essa é a colheita da sinceridade, eu saio da escola da ignorância e entro na escola preparatória.

A vocação do coração é reproduzir o som do grande sino no centro do Universo. As fraternidades Melkizedeque, as universidades cósmicas, os grandes atractores, os avatares de Vishnu, aquele que ama com uma consciência estelar, tudo isto são expressões em torno do íman cósmico, do coração do Pai.

A vocação do nosso coração é vibrar como um filho, é tornar-se, de alguma forma, uma rosa mística e é libertar o seu perfume. Essa vocação implica a geração de um campo electromagnético que sai do coração com dois pólos e que vai incluindo todos os seres à nossa volta. Feliz daquele que algum dia se encontra na condição de não ter a mínima noção de quem é que ama. Implica incluir o deus que está no centro de todas as coisas.

A escola preparatória diz, que depois de saíres da escola da ignorância, primeiro tens que encontrar o centro de ti próprio unir-se ao seu centro psíquico.

Eu saio da escola da ignorância para aprender a amar-me a mim mesmo praticando quietude, preciso de me estabilizar como um pássaro deixando-me voar. Eu tenho uma total fé no poder do meu centro de surpreender e encantar a parte externa de mim mesmo.

Amar-se a si próprio significa encontrar o centro do ser que é aquilo em ti que permanece enquanto tudo o mais muda. É a permanência na alterância. Isso é a escola preparatória.

O que é a transmutação da mente e do emocional?

As pessoas sempre que falam em carma é carma negativo, raramente pensam em carma positivo. Dentro de nós existe algo comparável a um vaso alquímico que é constantemente aquecido por um fogo. Sempre que a minha mente e as minhas emoções geram algo descontrolado, a tendência é esse material ficar a andar à volta. Tu podes expulsar aquilo, mas muita coisa que vem do meio ambiente fica a andar à volta naquilo a que se pode chamar o campo ambiental em torno de ti, à espera da oportunidade para voltar a entrar. Estou a falar de formas pensamento e de algo que eu desconfio que não me leva para uma maior consciência de mim.

Todo o material que te divide em dois, que fortalece a cortina entre consciente e inconsciente no qual está a mónada, o eu superior, etc. e o material que faz circular a energia entre os centros internos e externos de ti mesmo, devia ser amado.

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