Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Monday, March 7, 2022

Alice A. Bailey e Djwhal Khul e Trigueirinho(Download Livros)






O Trabalho do Mestre Tibetano

Estrutura do trabalho do Mestre Djwhal Khul (O Tibetano) com Alice Bailey. Alguns de seus propósitos, diretrizes e pontos principais.

A HIERARQUIA, CENTRO CARDÍACO PLANETÁRIO

O trabalho do Mestre Tibetano com Alice Bailey (e anteriormente com H.P. Blavatsky), foi o resultado direto da reorganização realizada dentro da Hierarquia espiritual no curso dos últimos cento e cinquenta anos.

Esta reorganização foi uma das partes essenciais do reajuste e novas relações entre os diversos reinos planetários e, particularmente, entre Shamballa, a Hierarquia e a Humanidade. Esta reorganização foi devida à inesperada e intensa resposta da humanidade ao estímulo espiritual que foi deliberadamente aplicado.

Um dos efeitos mais importantes do processo de reorganização, comparável ao íntimo alinhamento conseguido entre os três principais centros planetários, foi a manifestação de uma nova força de integração e fusão entre os principais ashramas da Hierarquia. Embora cada ashrama continua enfocando e expressando um aspecto específico do Plano e Propósito, de acordo com o raio de energia envolvido (um dos sete), a velha linha divisória desaparece, e a Hierarquia começa a funcionar de forma mais realista como “o grande Ashrama de Sanat Kumara, com o Cristo em seu coração”. Isto implica, entre outras coisas, maior cooperação e coordenação nas funções e responsabilidades ashramicas e a possibilidade de um trabalho mais íntimo que implica atividades combinadas e ações compartilhadas.

No final do século dezenove, o Mestre Djwhal Khul, cabeça de um dos ashramas subsidiários no ashrama de segundo raio do Mestre K.H., aceita a responsabilidade de apresentar (à humanidade) uma série de três novas interpretações da Sabedoria Eterna, destinada a “preceder e acondicionar a nova era”. Ele não empreendeu esta tarefa como cabeça de um ashrama de segundo raio, mas como representante de toda a Hierarquia mesclada e fundida dentro de um só organismo espiritual: o centro cardíaco planetário.

O presente trabalho e ensinamento de D.K. é, portanto, hierárquico em sua origem e alcance.

Lançou-se, também, na tarefa de formar como discípulos numerosos aspirantes associados aos diversos ashramas de raio, aliviando assim a carga deste indispensável trabalho dos Mestres, Que puderam dedicar-se, então, a outras atividades hierárquicas de vital importância, durante estes anos de preparação para a exteriorização dos ashramas e o reaparecimento do Cristo.

O ENSINAMENTO PLANEJADO PELA HIERARQUIA

A primeira na série das três interpretações do ensinamento da Sabedoria Eterna, planejada pela Hierarquia e confiada ao Mestre Tibetano, foi dada ao mundo por intermédio de H.P. Blavatsky entre os anos de 1875 e 1890, quinze anos. D.K. denomina esta fase de “fase preparatória” do ensinamento. A segunda fase foi dada no transcurso de trinta anos através de Alice Bailey, de 1919 a 1949. A terceira e última interpretação da série será dada a conhecer por D.K. nos princípios do século vinte e um por mediação de um iniciado preparado para tal fim. O Tibetano acrescenta que “esta série de tratados que estabelecem uma ponte entre o conhecimento material do homem e a ciência dos iniciados, compreenderá ainda outra fase”.

Expressa também, categoricamente, que a tarefa e o esforço daqueles que aceitam usar o ensinamento de maneira criativa, deverá acontecer até o resto deste século (Séc. 20), “consagrada à reedificação do santuário em que vive o homem, à reconstrução da forma em que vive a humanidade, à construção da nova civilização sobre as bases da antiga e à reorganização das estruturas do pensamento e da política mundiais. Somente então será possível ampliar a revelação”.

Dentro desta sequência de ensinamentos e “revelações”, predisse também D.K. que apareceria uma reveladora forma de ensinamento, em escala mundial, depois de 1975, através do rádio e da televisão. Isto é, evidentemente, uma interpretação geral e aberta do ensinamento já ensinado, acompanhado da sugestão de sua aplicação prática aos problemas humanos e mundiais que, afinal de contas, é o objetivo que se persegue. Tal trabalho já está em marcha, ganhando força e influência.

O TRABALHO CONJUNTO DO TIBETANO E ALICE BAILEY

Antes de realmente começar seu trabalho com Alice Bailey, o Tibetano planejou cuidadosamente as fases deste trabalho, seu desenvolvimento e os resultados que esperava obter. Dividiu o ensinamento em três períodos sucessivos de dez anos cada um.

Como resultado da publicação de seus primeiros livros, desejava descobrir, na primeira década, um núcleo de pessoas por meio das quais pudesse realizar o seu trabalho. É durante esta década que Alice Bailey cria a Escola Arcana, que constitui o serviço pessoal ou contribuição que ela presta aos ashrama de seu Mestre. O Mestre D.K. não foi responsável pelo nascimento e incumbência da Escola Arcana e nunca a supervisionou nem a influenciou. Mas, uma vez demonstrada a sua eficácia na formação de um corpo de trabalhadores treinados para cumprir o Plano e preparar o reaparecimento do Cristo, fez uso dela para seus projetos de serviço.

Durante a segunda década aumentou o número de livros, que se difundiram pelo mundo inteiro e os contatos se tornaram mais numerosos, conseguindo o Tibetano realizar o seu objetivo de anunciar publicamente a existência do Novo Grupo de Servidores do Mundo.

Um grupo mundial unido subjetivamente que, através da Escola Arcana, foi recrutado em toda raça, nação, religião, cultura e nível social. É também durante esta década, usando a Escola Arcana, quando o Tibetano assegura as atividades de serviço dos Triângulos e Boa Vontade Mundial. Ambas atividades são de natureza hierárquica e tendem a vitalizar e relacionar os membros do Novo Grupo de Servidores do Mundo e a estabelecer o núcleo de uma grande síntese.

No terceiro período de dez anos completou-se a série de livros, insistindo em particular, nos últimos cinco anos, no fato do reaparecimento do Cristo e sobre o trabalho preparatório para este retorno. Este evento foi anunciado e tornou-se público e o Cristo foi apresentado tal como Ele é, ou seja: como o Instrutor do Mundial, como o Guia da Hierarquia espiritual e “como a mesma grande Entidade em todas as religiões do mundo”.

DUAS IDÉIAS PRINCIPAIS

O Mestre Tibetano declarou que se fez responsável perante a Hierarquia do fato de atrair a atenção da humanidade, em toda parte, para duas ideias principais. Estas são: Em primeiro lugar, o anúncio da existência do Novo Grupo de Servidores do Mundo que, como grupo ativo de trabalhadores, opera como intermediário entre a humanidade e a Hierarquia espiritual; e em segundo lugar, a declaração em relação ao retorno do Cristo, junto com o trabalho imediato de preparação a se realizar para Sua vinda.

D.K. acrescenta este comentário: “Estas (ideias) constituem, certamente, os aspectos mais importantes do trabalho que fiz a serviço da Hierarquia... Tudo o mais é de importância secundária com relação à declaração destes dois fatos espirituais”.

Em conexão com a função do Novo Grupo de Servidores do Mundo, nos disse que “todos os discípulos e iniciados são, atualmente, membros deste grupo que é o ponto focal do presente esforço realizado pela Hierarquia”. Através dele flui a energia espiritual de cinco asharamas:

a) O ashrama do Mestre K.H. que concerne ao trabalho da educação.
b) O ashrama do Mestre D.K. que concerne aos aspirantes à iniciação.
c) O ashrama do Mestre R. que concerne à reorganização e reconstrução da Europa, do ponto de vista econômico.
d) O ashrama do Mestre Morya que move, influencia e dirige as atividades políticas de todo o planeta.
e) O ashrama do Mestre Hilarion que supervisiona as descobertas científicas do mundo e a sua utilização.

AS “MAIS NOVAS VERDADES” NOS ENSINAMENTOS DO TIBETANO

O Tibetano nos deu detalhadamente o que Ele considera como “mais novas verdades”, de cuja divulgação se fez responsável. Enumera-as como se segue:

1 - Ensinamento sobre Shamballa, que compreende:
a) A natureza do aspecto vontade.
b) O propósito subjacente de Sanat Kumara.
c) A construção do antahkarana, primeiro passo para a consciência monádica e para o Caminho da Evolução Superior.

2 - Ensinamento sobre o Novo Discipulado, compreendendo:
a) A nova atitude dos Mestres para com seus discípulos.
b) As informações sobre a constituição da Hierarquia, com seus diversos ashramas, dentro do ashrama de Sanat Kumara.
c) O novo tipo de meditação que acentua a visualização e o uso da imaginação criativa, junto com a nota-chave de fusão e serviço grupais.

3 - Ensinamento sobre os Sete Raios, que acentua a importância deste ensinamento, do ângulo psicológico, porque a nova psicologia está em formação. Se o ensinamento esotérico é eventualmente apresentado ao público, será ensinado em linhas psicológicas, porque tal ensinamento, no seu sentido mais pleno e profundo, concerne ao aspecto consciência do homem e de Deus.

4 - Ensinamento sobre a Nova Astrologia, que proporciona considerável informação para estabelecer a futura astrologia sobre uma base sólida.

5 - Informação sobre o Novo Grupo de Servidores do Mundo, que compreende:
a) O reconhecimento deste grupo como intermediário entre a Hierarquia e a Humanidade.
b) A Natureza de seu trabalho, na medida que influi na alma humana quando, pela mediação dos homens e mulheres de boa vontade, determina o período em que vivemos.
c) O trabalho de Triângulos, que compreende simultaneamente uma Rede de luz e uma Rede de boa vontade que operam como canais de comunicação entre a Hierarquia e a humanidade.

6 - A tentativa de formar um ramo exotérico dos ashramas internos, evidenciada no trabalho realizado com um grupo especial de aspirantes e discípulos aceitos, cujas instruções foram publicadas no livro “Discipulado na Nova Era”, volumes I e II.

7 - O ensinamento sobre a Nova Religião Mundial, com ênfase colocada nos principais períodos da Lua Cheia (Áries, Touro e Gêmeos) e os nove períodos menores de plenilúnio de cada ano, que permitem estabelecer a conseguinte relação entre o trabalho do Cristo e do Buda, dando por resultado uma grande expansão da aspiração humana. (Tratado sobre os Sete Raios, Volume V pág. 211/213).

O Tibetano pediu que se realize “um cuidadoso estudo” do que foi dito acima, porque indicará as linhas sobre as quais gostaria de ver expandir-se o trabalho nos anos futuros. Estima que isto é uma instrução importante que poderia ser considerada como o esboço do trabalho que deseja ver realizado. (Idem pág. 214).

Ao estabelecer a lista dos pontos de primordial importância em seu ensinamento, o Mestre Tibetano demonstra novamente o caráter hierárquico da sua missão, ao mesmo tempo em que aceita a responsabilidade de realizar este trabalho. O ashrama de segundo raio de D.K. é, ademais, responsável pelo desenvolvimento de outros aspectos do Plano e do impacto dos mesmos sobre a consciência humana. Será um dos membros da Hierarquia que “exteriorizará” e assumirá um trabalho muito específico no plano físico. Disse-nos que seu interesse será centrado na “cura” e nos diversos aspectos do desenvolvimento “etérico”. Entretanto, estes outros aspectos ashramicos, não formam parte do conteúdo das “mais novas verdades” do seu trabalho com Alice Bailey.

O SÉTUPLO PROPÓSITO DE SANAT KUMARA

No novo ensinamento sobre Shamballa, D.K. insistiu muito sobre o “propósito subjacente de Sanat Kumara”. Alguns dos detalhes sobre este propósito estão definidos no livro “Os Raios e as Iniciações” pág. 203 a 208. Estes sete aspectos do propósito divino encarnam os sete raios de energia que “reorganizarão e redefinirão a empresa hierárquica e inaugurarão assim a nova era”.

O primeiro destes sete propósitos é “o desconhecido, invisível e inaudível propósito de Sanat Kumara”. É o segredo da própria vida e conhecido somente por Ele. Oculta o mistério central que todas as escolas esotéricas - se ajustadas ao impulso inicial - eventualmente revelarão. Na Regra XIII para Discípulos e Iniciados (idem pág. 208), nos dá uma ligeira indicação do que possa ser esse desconhecido e misterioso projeto.

“Concerne ao propósito e razão pela qual encarnou-se nosso Logos Planetário e se converteu na própria Vida que anima nosso planeta, a Terra”, que não é um planeta sagrado. O processo de transformação, transmutação e transfiguração do planeta Terra pode ser resumido numa palavra:redenção. A redenção planetária é, portanto, o campo de atividade no qual estão envolvidos os servidores esotéricos, em cooperação consciente com o Propósito divino. Assim se explica a ênfase que as verdadeiras escolas esotéricas - atuais e futuras - põem sobre o “aspecto Vida”, sobre a vontade divina e sobre o desenvolvimento de uma nova Ioga - a Ioga de síntese - a “Ioga do Fogo”.

TREINAMENTO PARA O DISCIPULADO

Há uma marcada insistência do Tibetano em toda sua obra sobre “o novo discipulado”. Esta ênfase não se deve somente às renovadoras influências da Era de Aquário, mas também ao novo alinhamento planetário entre Shamballa, a Hierarquia e a Humanidade, que trouxe como consequência a reorganização interna da própria Hierarquia, criando, por sua vez, relações e comunicações mais estreitas com Shamballa e com a Humanidade. Ademais, também se deve à crescente e inesperada expansão da consciência humana respondendo ao estímulo espiritual. O Tibetano disse: “a onda de vida espiritual é hoje tão forte e pujante que nos próximos cento e cinquenta anos demonstrarão a natureza real do Reino das Almas, ou de Deus. Isto produzirá mudanças fundamentais nos objetivos imediatos do progresso humano, nos planos dos Mestres, no ensinamento dado e no treinamento apresentado”. O Tibetano continua enumerando os objetivos que agora têm pela frente os discípulos que se treinam para a iniciação, que se encontram no Volume II do “Discipulado na Nova Era”, pág. 262 a 265. Vale a pena examiná-los de perto. Eis aqui um breve resumo dos mesmos:

1 - O sentido de relações planetárias, que desvia a atenção do discípulo de si mesmo e desenvolve sua consciência, levando-o para a síntese, a plenitude e o sentido de integridade e totalidade.

2 - O sentido de “supervisão inteligente”, que leva a um amplo e constante reconhecimento de “um controle enfocado na vida e nas circunstâncias diárias, no futuro e no destino”. Isto lhe dá uma percepção iniciática interna do propósito e de seu plano em desenvolvimento.

3 - O sentido da orientação para a humanidade. Isto implica o “hábito de uma correta orientação” para a humanidade, como um campo de serviço, o que requer descentralização e um novo tipo de sensibilidade para as necessidades do mundo.

4 - O sentido da impressão registrada. Isto concerne à Ciência da Impressão que será oportunamente o “objetivo principal dos sistemas educativos” da nova era. A Hierarquia considera que a humanidade é agora suficientemente inteligente e pode ser treinada para que interprete corretamente.

5 - A evocação da vontade. Isto é, particularmente, um desenvolvimento novo e muito necessário. A vontade é “esse aspecto divino do homem que o põe em harmonia com o propósito divino e logo é controlado por este, inteligentemente entendido em tempo e espaço e complementado pela alma como expressão da aplicação amorosa da vontade”. Cultivar esta percepção de primeiro raio é o “poderoso meio pelo qual os aspectos mais elevados da vontade espiritual (ainda em embrião) podem ser desenvolvidos”.

6 - O sentido do iminente. O verdadeiro discípulo está relacionado com o “espiritualmente iminente”. Isto inclui a aquisição do sentido do momento propício. O discípulo “deve perceber o que está a ponto de precipitar-se no pensamento humano, na vida e nas circunstâncias”, e dar esses passos esotéricos que lhe permitirão reconhecer o que está a ponto de ser revelado ou ser carmicamente útil, tornando-se um colaborador ativo.

Tais são os novos desenvolvimentos do ensinamento que estão à disposição de quem tem um correto enfoque e orientação. Entre estes seis objetivos, os de número 1, 3 e 5 concernem ao trabalho que se deve fazer no seio da substância dos três planos da evolução humana (mental, emocional e físico), nos reinos subumanos da natureza e de todo o planeta, em resposta à realização do Plano e ao reconhecimento do Propósito. Os de números 2, 4 e 6 concernem ao registro na consciência dos planos sutis da mente e do significado e os meios ocultos da comunicação subjetivaentre os estados de consciência.

Isto requer do discípulo em treinamento trabalhar com tal acentuada atenção e estabilidade ashramica que o conhecimento que possua do Mestre e do ashrama não seja de tal preponderância que chegue a deformar a visão do Plano e a perturbar o ritmo do ashrama.

O sentido das relações planetárias substitui no discípulo o sentido das relações humanas, anulando a possibilidade de erro ou negligência nas relações com seus semelhantes. Assim, toma consciência das relações extraplanetárias existentes e também da atividade da evolução Dévica em suas relações com a Hierarquia espiritual.

FUTURAS ESCOLAS DE MISTÉRIOS

O Mestre Tibetano indica que no final do Século XX ou começo do seguinte, virão à existência as novas Escolas de Mistérios. Estas serão estabelecidas por antigos e expertos iniciados, pertencentes ao ashrama, na medida que prossiga a exteriorização da Hierarquia. As escolas estarão divididas em dois grupos. Um preparatório e outro mais avançado. O primeiro para aspirantes e o segundo para iniciados.

D.K. assinala que as Quatorze Regras para Aspirantes (apresentadas no livro “Iniciação Humana e Solar”) e as Quatorze Regras para Discípulos e Iniciados (descritas no livro “Os Raios e as Iniciações”, quinto volume do “Tratado sobre os Sete Raios”) formarão o ensinamento fundamental dos dois tipos de Escolas.

A Ciência da Meditação e a construção consciente do antahkarana serão os dois primeiros passos da formação esotérica em todas as verdadeiras Escolas de Mistérios. Estas disciplinas desenvolvem o sentido da totalidade e síntese que é a percepção oculta e faculdade indispensável para aqueles que serão formados nas novas escolas, os quais serão “os construtores do novo mundo e os educadores da futura opinião”. Tal é o objetivo do ensinamento esotérico da nova era: correta interpretação e total dedicação à reconstrução do mundo.

TRABALHO A REALIZAR

O Mestre Tibetano assinalou claramente o que ele gostaria de ver realizado no presente e no futuro imediato. “O trabalho que deve ser realizado é o seguinte, e não me estenderei sobre o mesmo porque foram treinados para realizá-lo; sabem o que devem fazer e a responsabilidade é de vocês - como o será minha incessante ajuda:

1 - Preparar os homens para o reaparecimento do Cristo. Este é o primeiro e maior dever. A parte mais importante deste trabalho é ensinar aos homens - em ampla escala - a empregar a Invocação para que chegue a ser uma prece mundial, e a enfocar a demanda invocadora da humanidade.

2 - Ampliar o trabalho de Triângulos, de maneira que, subjetiva e etericamente a luz e a boa vontade possam abarcar a Terra.

3 - Promover incessantemente o trabalho de Boa Vontade Mundial, para que cada nação possa ter seu grupo de homens e mulheres dedicados ao estabelecimento de corretas relações humanas. Já possuem o núcleo, devem portanto iniciar a expansão. O princípio da boa vontade está presente em todo o mundo; a tarefa será realmente pesada, mas está longe de ser impossível.

4 - Empreender a constante distribuição de meus livros, que contêm muito ensinamento para a nova era. Em última análise, os livros são para vocês as ferramentas de trabalho e os instrumentos pelos quais treinarão seus trabalhadores. Tratem de que circulem constantemente.

5 - Esforcem-se por fazer do Festival de Wesak um festival universal, que seja reconhecido como de importância para todos os credos. Neste festival dois Guias divinos, do Oriente e do Ocidente, colaboram juntos e trabalham na mais estreita união espiritual; o Cristo e o Buda empregam este festival cada ano como ponto de inspiração para o trabalho do próximo ano. Tratem de fazer o mesmo. Então, as energias espirituais estarão excepcionalmente disponíveis.

6 - Descubram os membros do Novo Grupo de Servidores do Mundo onde for possível e fortaleçam as suas mãos. Busquem-nos em todas as nações e em todas as expressões das distintas linhas de pensamento e pontos de vista. Recordem sempre que em doutrina e dogma e em técnicas e métodos, poderão diferir amplamente de vocês, mas no amor a seus semelhantes, na boa vontade prática e na devoção para o estabelecimento de corretas relações humanas, estão com vocês, são seus iguais e provavelmente possam ensinar-lhes muito.

Que a bênção Daquele a Quem todos servimos seja derramada sobre vocês e os discípulos de todas as partes e que se dediquem plenamente a ajudar aos homens a passar da obscuridade à Luz e da morte à Imortalidade”. (A Exteriorização da Hierarquia, pág. 527 a 528).

O treinamento para o discipulado na Nova Era é pro proporcionado pela Escola Arcana. Os princípios da Sabedoria Eterna são apresentados através da meditação esotérica, do estudo e do serviço como um modo de viver.




Sunday, December 18, 2011

Abertura ao Infinito



Abertura ao Infinito 

Senhor 
Super consciência cósmica 
Consciência infinita 
Nosso criador 
Nós nos abrimos à Vossa luz. 
Á Vossa Paz e à lucidez que emana de Vós. 

Senhor 
Super consciência cósmica 
Que um infinitésimo de Vossa luz, 
Da Vossa Paz 
Do Vosso amor, 
Possa penetrar as nossas pequenas 
Consciências, 
Estabilizar o nosso campo 
e transformar os nossos dias. 

Ensinai-nos a ser simples, exactos. 
Ensinai-nos a unir-nos cada dia que passa 
de uma forma mais profunda 
com a Tua realidade. 
Abri o nosso coração ao Teu amor 
e ensinai-nos a cada dia que passa 
a ver melhor com os teus olhos. 

Ensinai-nos a percorrer um passo de cada vez 
e ajudai-nos a ver os obstáculos 
que realmente nos impedem de avançar. 
Senhor 
Super consciência cósmica 
Nós vos pedimos que um infinitésimo 
da Vossa luz 
possa penetrar as nossas pequenas 
consciências 
e que uma fagulha do Vosso amor 
venha habitar-nos e não mais se retire. 

Ensinai-nos a coragem, a ousadia, 
a serenidade, o bom senso, o equilíbrio 
e a paixão por tudo o que não foi feito em nós, 
latente no nosso potencial profundo. 

A Vós, sem defesas, sem disfarces, 
nós nos entregamos 
Ensinai-nos a assumir esta nudez, 
Ensinai-nos a ser transparentes 
ao Teu olhar 
e a ter coragem de ver ponto 
que não queremos ver. 

Daí-nos a força e a sabedoria de ver o ponto 
que nos impede de avançar. 
Simplificai a nossa vida 
Simplificai a nossa mente 
Simplificai as nossas emoções 
E ajudai-nos a encontrar o ponto 
de perfeito equilíbrio do qual podemos ser 
Teu instrumento. 

Senhora 
Mãe divina 
Que a Vossa luz possa descer 
a estas células e transformá-las 
Que a Vossa luz possa descer 
a este pensamento e libertá-lo 
Que a Vossa luz possa descer 
nesta tristeza, neste desencontro, 
nos nossos sentimentos 

...e revelar-me o mistério do amor 
que não tem nome nem objecto. 

Ensinai-nos a nos entregar a Ti 
a cada dia de uma forma mais perfeita, 
mais exacta, 
mais profunda 

Senhor, Superconsciência Cósmica. 
Lembra-me de Ti, no meu coração. 

Senhor, Superconsciência Cósmica. 
Lembra-me de Ti, no meu coração. 

Senhor, Superconsciência Cósmica. 
Lembra-me de Ti, no meu coração. 

Senhor, Superconsciência Cósmica. 
Lembra-me de Ti, no meu coração. 

[Terra Última, p. 447-449]

Tuesday, December 6, 2011

Oração


A oração autêntica é um estado de receptividade e aspiração ao contato com energias supra-humanas. Pela oração o indivíduo invoca essas energias e afirma a disposição de unir-se a elas, no interior do ser.É instrumento poderoso, mas pouco se conhece sua efetividade, p que se deve, em parte, aos seres humanos sempre terem praticado a oração em favor de si mesmos e a estarem polarizados ao nível emocional. A oração que visa ao bem pessoal ou ao de ontrem é ação direcionada, tem objetivos humanos e por isso cria carma, enquanto a oração desinteressada é abertura incondicional, pura entrega de doação sincera a vontade do Consciência Suprema, que se espelha na vontade do eu interior.Mobiliza as energias do indivíduo e eleva-as ao nível intuitivo ou além.

Não engendra débitos cármicos, não cria vínculos nem o prende a circuitos de retribuição. Sua próprias energias são reunidas,ofertadas, e com elas a vida cósmica pode contar para sua mais pura manifestação. Portanto, na oração existe apenas a busca irrestrita da verdade . Construída no silêncio interior, alicerça-se na fé e na vigilância. Projeta-se no mundo externo como pacificação de desejos e de pensamentos e também como cessação de ações supérfluas. Mesmo sem saber e sem nada direcionar, o indivíduo em oração estimula transformações nos demais:irradia clareza e lucidez para a aura planetária. A oração é, pois, instrumento de serviço ao mundo e, para ser eficaz , deve nascer da humildade.Invisível, abnegada, é base para obras evolutivas.

Na condição atual da superfície da terra, é preciso indivíduos e grupos dedicados ao plano evolutivo cumprirem o papel de intermediários entre a luz da Hierarquia e a vida terrestre, pois transmutações intensas são requeridas para energias de mundos superiores penetrarem e agirem mais livremente nos níveis concretos . É possível cultivar esse estado mesmo durante atividades externas, doando-se ao que se apresenta como necessidade e oferecendo os frutos de empenho a Consciência Suprema.Essa é uma forma de oração ativa, em que se reconhece a presença divina em todas as coisas. A oração leva o indivíduo a descobrir e a compreender melhor o que de fato sustém a vida. Todavia, os que se dedicam atingir os graus mais elevados da oração, a união interior, precisam transcender a tendência de querer ao mesmo tempo conservar suas afeições,dado que esses dois movimentos não se coadunam. Algumas recomendações inspiradas nos escritos de santa teresa de Ávila(1515-1582) podem ser-lhes úteis:não pensar em outra coisa fora do foco da oração; despreocupar-se e desapegar-se de seus efeitos já que esses podem apresentar-se apenas posteriormente e dependem de fatores vários, até mesmo do preparo dos corpos externos do ser para receber energias mais potentes; não se importar com o que se vê ou ouve durante o recolhimento, mas buscar a solidão; reconhecer os próprios erros e dispor-se a supera-los; louvar e alegrar-se por se dedicar ao serviço impessoal num mundo que tanto carece dele; não abandonar a oração, por mais árido que se torne o terreno sobre o qual se caminha; não comparar o progresso que se faz com o obtido por outros; crer que tudo é para o bem de si mesmo e do universo; buscar luz para discernir se o que lhe chega provém do Alto ou é criação humana – e perseverar; não se preocupar com as inquietações ou distrações do pensamento; não olhar para os defeitos alheios, mas abrir-se para os seus serem transmutados; vencer a tendência de querer conduzir os demais, pois a transformação deles será ajudada pela irradiação daquilo que de elevado é despertado em si; lembrar que o exemplo atua mais que palavras ou qualquer artifício. Santa Teresa diz que o Senhor pode dar-nos entendimento instantâneo, sem precisarmos de raciocínio. Acrescenta, ainda, ser possível acontecer num instante o que não se conseguiu em muitos anos de trabalho consciente, com todas as diligências. Importante é prosseguir sempre , mesmo em fases de aridez. Tudo é para ser aceito como dádiva preciosa e os valores antigos devem ser substituídos por novos, cada vez mais impessoais e abrangentes.

Para chegar a oração autêntica e profunda, o indivíduo passa por várias etapas. Santa Teresa de Ávila as enumerou no LIVRO DA VIDA, CAMINHO DE PERFEIÇÃO CASTELO INTERIOR, conforme resumidas a seguir. São concomitantes , entretecem-se; há momentos em que aspectos de uma etapa se acentuam mais ou reaparecem quando se está sintonizado com patamares mais elevados.

Primeira etapa: O indivíduo deseja ter consciência da vida interior. De vez em quando se entrega ao ser interno, porém com ressalvas. Reflete sobre o almejado estado de alma pura, mas não detidamente. Ora busca a quietude, ora se distrai com os negócios e afazeres do mundo. Seu coração e sentimentos rendem-se com freqüência a interesses humanos. Nesse luta, procura libertar-se, embora se envolva com afetos, com o amor-próprio e com honras e se deixe facilmente vencer pelos sentidos. Nessa etapa necessita-se de intercessores, bem como de pedido de auxílio ao Mais Alto. Os dons naturais do indivíduo oferecem-lhe campo para aprofundamento e são meios de ele aproximar-se da interiorização. A mente participa de modo ativo do processo, seja de oração, seja de recolhimento silencioso, seja de reflexão. Transcende-se essa etapa quando se renuncia a tudo o que é supérfluo.

Segunda etapa: O indivíduo persiste e os progressos fazem-se perceber; todavia, não se sente ainda firme no Caminho. Começa a reconhecer os perigos e a afastar-se deles conscientemente . O chamado interno chega-lhe por intermédio de outros, leituras, também de doenças e sofrimentos. Tem início a purificação e o refinamento mais intenso dos corpos. Os assédios das forças adversas tornam-se freqüentes. A consciência apresenta-se mais ativa, e as faculdades mentais, mais hábeis. Ele sabe que fora desse caminho não encontrará o que procura; sua única esperança está no auxílio interno. Transcende-se essa etapa orando sem cessar. A oração incorpora-se ao ser e torna-se permanente quando há empenho, persistência e dedicação.

Terceira etapa: O indivíduo percebe estar sendo ajudado internamente a superar dificuldades. Mantém o autocontrole e emprega bem o tempo; realiza boas obras, é correto nas ações e tenciona não repetir erros. Contudo, quer muito a vida para doa-la por inteiro. Receia comprometimentos com o mundo, mas tem excesso de zelo por si mesmo; o amor ainda não o projetou além do ego humano. Assemelha-se a um viajante que, em vez de dirigir-se diretamente ao destino, vai parando nas hospedarias pelo trajeto. Adquire prontidão e obediência; consegue olhar mais as próprias falhas e menos as alheias, mas descobre gosto e prazer em ensinar os demais e assim acaba permanecendo muito tempo nesta fase. Transcende-a quando adquire humildade. Há um episodio bíblico que representa essa etapa (Mateus 19, -22): ‘’E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom, só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Replicou-lhe o jovem; Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-me. Ouvindo essas palavras, o jovem foi embora muito triste, porque possuía muitos bens’’.

Quarta etapa: O indivíduo está em um nível mais sutil da consciência, ao qual ao qual as forças involutivas têm menos acesso; embora o assédio delas seja grande, são transformadas pelo espírito, acarretando mais benefícios que danos. Nessa etapa o raciocínio e os projetos pessoais têm pouco valor, o amor transforma-os em obras. O indivíduo ainda pensa em si , gosta de analisar o próprio desenvolvimento. Sua parte sensitiva começa a aquietar-se, não se preocupa tanto com provas nem com fatos desconcertantes. Mesmo que seus corpos sejam de algum modo perturbados, mantém-se na paz interior. Reconhece que os obstáculos estão dentro de si e não fora. Persiste sem maiores fantasias; entretanto, esforços pessoais não surtem mais efeito. Percebe uma construção interna sendo empreendida. Os sentidos e o mundo material vão perdendo o domínio sobre ele. Reconhece as fraquezas que tem e quer a todo custo atender ao chamado de voltar-se para o seu centro e lá permanecer. As faculdades humanas respondem a esse chamado, abandonam o interesse por fatos exteriores e mergulham no mundo interior. A consciência é suavemente conduzida a recolher-se, a concentrar-se em coisas elevadas, a renunciar ao mundo e as vaidades; o indivíduo tem vontade de servir e, quando não a pode satisfazer, seu desejo aumenta. Deixa-se abandonar então n’Aquele que o guia, sem se preocupar com compensações; a mente é permeada por uma luz superior, que a eleva; a consciência não fica atada, como antes, as formalidades do serviço espiritual e avança com mais liberdade. Perde o temor, progride nas virtudes, vai-se afastando dos gostos do mundo. Nesse etapa, técnicas para facilitar a interiorização e a oração trazer mais dano que proveito. É mais indicado o indivíduo lembrar-se do supremo e esquecer-se de sim mesmo. A consciência ainda não está formada nas leis do espírito, mas guarda-se das ocasiões capazes de desvia-la. A alma já pode produzir bons frutos. Nesse fase, ‘’quem menos pensa menos quer fazer, mais faz’’.

Quinta etapa: A essa fase muitos chegam, mas poucos são agraciados por ela de maneira especial. Não há no indivíduo a mínima reserva de entregar-se por inteiro ao supremo. Muitos podem ter condições de manter a disciplina externa para orar nesse nível, mas para chegarem as virtudes internas características dessa fase não são tantos os preparados. A consciência se expande, mas o indivíduo não entende como, nem sabe o que deseja realmente. As piores impurezas humanas desaparecem, porém as menores e mesquinhas persistem. As distrações advindas da mente, tais como a imaginação e pensamentos errantes continuam, mas não chegam a perturba-lo. A mente, em quietude, nada vê, nada ouve, nada entende. A duração da união interna consciente é breve, mas faz-se sentir de modo indubitável. A quietude prolonga-se por períodos maiores. O indivíduo não dá mais valor as obras que realizou em outros tempos; é como borboleta que voa, liberta do antigo casulo. Sente pesar por sua oração não ser completa. A oração torna-se livre de fórmulas. A consciência reconhece sua aliança com o mundo interno; são-lhe concedidos encontros com o ser interior, embora forças involutivas procurem impedi-los. Nesse conjuntura, a paz e a alegria provindas desses encontros são reais, irreal é o contentamento por coisas da matéria. Sabe que as forças involutivas produzem estados ilusórios de união, cujos efeitos mais degeneram que elevam, e não se deixa levar por elas. Nessa etapa,percebe com lucidez não existir segurança neste mundo - haja vista Judas que, apesar de caminhar de caminhar ao lado de Cristo e seus discípulos, os traiu.

Sexta etapa: A consciência, purificada, fica diante da própria limitação e miséria, intenso é o sofrimento.É levada a entregar-se totalmente, pois vê que por si só nada vale. Na dor encontra o mesmo que antes encontrava na alegria. Decide padecer pela lei e apartar-se do mundo comum Tem lampejos que lhe trazem equilíbrio, como se o ser profundo lhe dissesse: ‘’Não te aflijas, sou eu, nada temas’’. A consciência nunca esteve tão atenta a vida interna, jamais teve tanta luz, porém vislumbra mistérios ainda irrevelados. O que conhece é por experiência direta, e não dá valor a outros meios. A Terra não lhe parece a mesma, vive em divino amor. Deseja nunca mais errar. Dádivas oferecidas a alma nessa fase: ciência da grandeza da Lei, autoconhecimento, humildade, indiferença por tudo o que é material. É levada a evitar especialmente a angústia, bem como felicidade e deleite excessivos.

Sétima etapa: A graça recebida começa a ser compreensível, embora não intelectualmente. O indivíduo percebe que a grandiosidade da Vida não tem limites; está diante de uma tríade de energias e vê que as três são uma só. Imensa é a clareza que emerge em seu ser perante essa Presença. Todavia, tal experiência de plenitude é temporária, e só se tornará permanente quando a alma for absorvida por inteiro pelo espírito. Há considerável distância entre essa etapa e as anteriores; aqui é como se a alma em sua maior parte fosse espírito. O indivíduo vê que nas fases anteriores há muitas interferências e que nesta nenhuma força involutiva pode atuar. A consciência está desperta onde a alma se expressa em plenitude. Mesmo que nos corpos haja desequilíbrio e dor, nesse nível o ser é são. A quietude é quase contínua. Ele sente o sofrimento dos que se perdem. Após essa etapa, um portal haverá de ser cruzado pela consciência, que então ingressará em novo caminho, o do espírito.

Extraído do livro Glossário Esotérico

páginas 330-333

Tuesday, November 22, 2011

A saída do labirinto


Durante eras, os seres humanos, mesmo que não quisessem ou soubessem, caminhavam segundo a lei do carma, pois ela guiava, e ainda guia-rá por uns tempos, a evolução material na Terra. O carma precisava ser cumprido compulsoriamente, porque era a via de evolução do planeta.

Perguntas como “Que fiz para merecer tal sorte?”, “Quando isso acabará?” eram constantes. Estava implícita uma idéia de obrigatoriedade e de opressão. Entretanto, algumas não faziam tais perguntas; o carma estava ali e elas sabia-mente procuravam equilibrá-lo sem criar empecilhos. Caminham, assim, com rapidez para fora da roda das encarnações.

Na presente época, sobretudo pela adesão a um poder supremo e divino e pela neutralidade diante dos fatos da vida, um número cada vez maior de pessoas encontra forças para lidar com os efeitos de suas ações passadas e tem possibilidades de transcender a lei do carma. Quem expressa naturalmente a energia de amor encara os deveres como tarefas a serem realizadas porque são para o bem. Faz tudo com simplicidade, sem lamentações, comentários ou raciocínios supérfluos - maneira suave de se distanciar do âmbito da lei do carma.

Outra forma de ir além da lei do carma é a oração sincera, a oferta e a abertura a níveis de existência mais elevados, a entrega a metas espirituais. Todavia, é necessário ter claro no que consiste essa oração libertadora.

A oração em que se pede pelo próprio bem ou pelo de outrem transcorre em nível humano e inevitavelmente cria carma, embora às vezes positivo; é a oração desinteressada, feita como pura doação à Fonte de Vida, que move energias supramentais e atrai leis superiores.

Diz-se que a maneira mais livre e direta de orar é considerar tudo entregue a Deus. Se essa Consciência Suprema sabe o que faz, se nos conhece melhor que nós mesmos, se com maior perfeição prevê o suprimento das nossas necessidades, que sentido teria pedir-lhe qualquer coisa?

Uma energia divina, que podemos chamar de misericórdia, eleva o ser humano a níveis inacessíveis nos processos normais da lei do carma. Essa poderosa e sábia energia flui na oração desinteressada e propicia cura, harmonia e libertação.

Apesar de no decorrer dos tempos forte carga emotiva ter sido acrescentada ao termo misericórdia, quando ele é aplicado em sua acepção mais pura designa essa energia que cura e transforma os níveis materiais, humanos e psicológicos. Pela misericórdia divina, saldos cármicos positivos que permaneciam “em arquivo” podem proporcionar conjunturas mais favoráveis ao desenvolvimento da consciência.

Essa misericórdia é a resposta do mundo interior a uma necessidade do homem, da humanidade ou do planeta. Quando uma pessoa, por exemplo, fez tudo o que estava a seu alcance para avançar no caminho da libertação, mas a limitação dos seus corpos materiais lhe é intransponível, a misericórdia divina lhe é revelada.

O maior engano de quem se afasta da Lei é julgar seu erro maior que a misericórdia divina, e assim deixar de dispor-se a recebê-la.

Por Trigueirinho

http://www.trigueirinho.org.br/web/php/textos.php

Monday, November 14, 2011

Murielh - Sobre os momentos atuais


Mensagem de Murielh através de Trigueirinho. Sobre os momentos atuais.

Algumas atitudes para estes tempos, para este novo ciclo que inicia: Primeiro, é preciso durante os momentos de oração, em que seres consagrados estejam reunidos, que se crie uma certa condição que transcenda este plano de realidade. É preciso que capas que separam os planos de consciência sejam retiradas, para que se encontre um local seguro para onde se voltar a qualquer momento. Na transição da Terra não há nenhum lugar seguro sobre o planeta. O lugar seguro é num determinado plano de Consciência, que não é este onde você está. E o lugar seguro é aquele plano, nível, ou ponto onde nós podemos nos encontrar a qualquer momento, se já o tivermos criado. No plano físico nenhum lugar será seguro.

Sobre os centros planetários, será investida muita energia dissossiativa e não será na superfície o local de segurança para as almas servidoras do Plano.

[Porque você tem que orar até chegar a transcender o plano que você está, pois é isso que será preciso.]

Esse local seguro é interno. Está nos planos suprafísicos, e precisam ser conhecidos por todos aqueles que se doam para neste momento trabalhar pela elevação do planeta. Este local interno não necessita de apresentações e nem é conhecido por excursões grupais.

Esse local é acessado quando o Ser se coliga verdadeiramente com os seus planos internos, e com a correta e pura intenção do seu próprio Ser. Não é local para os que temem, para os que buscam a própria salvação, ou para os que ambicionam.

Esses lugares seguros estão com as portas abertas, e agora, mais do que nunca, para os seres que no ato de servir a humanidade deixam-se levar pela voz de Deus, sem buscar recompensas, sem buscar consolos e sem buscar justificativas.

[Como é um momento decisivo este, não importa que a gente nunca pensou nisto, e não importa que a gente reconheça que nunca fez isto. Estavamos enganados em buscar segurança aqui. Agora você precisa fazer o seu trabalho que está ao alcance de nós todos -- não pede trabalhos complicados não --, está ao alcance de nós todos orar. E a oração dá esta porta, a oração dá esta chave. E se a oração é realmente feita, ela te coloca nesse plano aonde você tem que estar, e ali é o seu lugar seguro.]

Em obediência ao comando maior deste Universo, as portas se abrem, e podemos compartilhar dessa Realidade. E isso não será opcional, assim como uma experiência terrestre, estar dentro dos retiros em sua parte não física nos próprios momentos será essencial [aos seres que seguirão servindo neste planeta].

A partir deste ciclo que se inicia alguns bueiros serão abertos, e um odor fétido tomará todo o planeta. Todos os seres serão colocados em prova, e muitos cairão. É preciso permanecer firme, ajudar a resgatar o que deve ser resgatado. Isso será mostrado com clareza, mas é preciso estar de olhos abertos e saber obedecer.

Não são tempos de crescimento, mas tempos de provas, onde o resultado de encarnações serão revisados após estes ciclos. Isto significa que as oportunidades de crescimento neste momento seguem outras leis, e contam com a ousadia dos que sabem que nada possuem neste mundo.

[Aqui aquele voto de desapego que tem que estar vivido. Porque se você tem na sua consciência que possui algo neste mundo ou deste mundo, você não vai crescer naqueles momentos. O crescimento vai seguir outras Leis. E ele dá a chave, não precisa explicação muito filosófica, profunda e complicada. Você nada deve ter neste mundo. Pronto. Isso é em todos os níveis, em todos os planos.]

Os que tentarem se resguardar para continuar servindo à propria maneira, estarão fora dos retiros, dos locais de proteção, e contarão apenas com a própria capacidade de se desvencilhar das formas obtusas. Esses seres, neste momento, ainda podem ser avisados, e podem dar passos em direção ao desconhecido. Nós temos que dar passos em direção ao desconhecido, para que se deixem levar por obediência ao seu próprio mundo interior.

Esse é o momento da escolha, e não haverpa outro.

[Agora uma mente de hoje pode perguntar: mas só 400 pessoas vão saber dessas coisas? E o resto do mundo? O resto do mundo está recebendo em outros planos. Está recebendo isso em nível da Alma. Está recebendo isso em nível da Mônada. Está recebendo isso nos planos internos. E se Deus quiser isso estará fluindo e eles estarão aprendendo... Sabe o que foi dito? Que quando chegasse no final deste ciclo todos já teriam sido avisados. Todos são TODOS hein!? É que tem gente que já foi avisada mas nem escutou...]

Neste cliclo que se inicia a Humanidade será provada em vários graus. Os que levam a tocha da vida consagrada devem cuidar principalmente do seu trânsito entre as várias dimensões, para que não sejam aprisionados em estágios intermediários, nem tão densos, nem tão sutis. Estados em que a ilusão levam a crer que está tudo bem e sob controle. [O que que pode estar sob controle? Quando eu achar que eu estou sob controle eu estou completamente iludido. A partir destes momentos as Leis são outras.]

Estas são as ilusões destes tempos. Pois nada está como deve estar, tudo está por fazer e não há controle, pois a onda é maior do que as cidades. A onda vai além da mente e transcende os frágeis estados humanos de personalidade.

[Se nós conseguissemos, depois de ouvir isso, nos sentirmos suspensos no ar seria uma forma. Mas se você se sente suspenso no ar e procura onde por o pé, perdeu o exercício. É disso que se trata: ficar suspenso no ar, e a fé.]

Estar só nestes momentos é como estar vulnerável. Estar reunido a Almas fortes e servidoras é fundamental. Saber não incluir o que não deve ser incluido e não excluir o que não deve excluir. Os lobos estarão vestidos de ovelha. E as ovelhas estarão transfiguradas pela dureza da vida. Mas são ovelhas que devem voltar para o rebanho. É preciso reconhecer, e por isso o contato interno é de vital importância. O que é passado já não importa. Os verdadeiros servidores destes tempos transcenderão o próprio passado e ousarão ser aquilo que sempre foram. O júbilo destes tempos está na obediência à Lei Maior. Esta se apresentará como pequenas leis, como raio materiais que levam ao imaterial.

Os que pararem neste momento serão engolidos. Caminhem, caminhem! Estamos unidos!

Estes não são tempos para se pensar e nem refletir. São tempos para se agir de acordo com a Vontade Maior sem medir consequências e sem ter freios para o que vem como potente energia de auxílio do Alto. Qualquer limitação que você coloque nesse processo irá freiar a energia que vem do Alto. [Então somos nós mesmos que podemos criar os freios para a Energia que desce do Alto. Porque desce do Alto para todos, para a Terra toda.]

Estejam prontos para recebê-la, e transformem-se, transfigurem-se. Vistam seus verdadeiros rostos neste momento final, para que nenhuma possibilidade seja desperdiçada e em júbilo nos encontraremos no Cosmos, para prosseguir a Viagem.

Em irmandade estamos, os que seguem e recebem a Graça.

Paz para estes tempos,

Murielh

Friday, October 7, 2011

Perguntas II

P.: Até que ponto um acontecimento futuro eminente previsto em astrologia ou cartomancia partindo do princípio que se iria de facto realizar, poderá vir a ser alterado pelo poder da mente, do pensamento e pelo poder da oração?

R.: Este é um assunto pertinente porque muitas pessoas colocam, de uma forma consciente ou inconsciente esta questão: o grau de inevitabilidade, o grau de fatalismo de uma percepção profética, de um facto detectado através da astrologia ou de um facto que veio à tona da consciência através de significadores divinatórios como é o caso do Tarot ou da cartomancia em geral.

Primeiro necessitamos distinguir o poder da mente e o poder da oração.

O poder mental consiste na solidificação progressiva da contraparte etérica da mente. Trata-se da cristalização progressiva do elemental, no plano etérico, que reage à mente. O indivíduo quer, tem vontade, constrói com a mente uma imagem, um amuleto em material mental, vivifica esse amuleto que foi construído com a mente e com a sua força de vontade e, dependendo do ritmo, da intensidade e da concentração os elementais que respondem à vibração da mente ganham força, direcção, rotatividade até que inter agem directamente com o plano físico denso. Então, uma construção que foi feita no nível mental e que vivificou a forma pensamento que o indivíduo criou, dependendo do ritmo, da intensidade e da constância com que ele põe a vontade naquela forma mental, os elementos que no éter correspondem à mente começam a ganhar massa e a partir de um certo momento interagem com a matéria atómica.

Todo o trabalho mental hoje é considerado desactualizado em relação ao que está disponível e que é o grande impulso dos instrutores do homem para o novo nível de expressão.

Chama-se trabalho mental quando o ser constrói conscientemente, pacientemente, detalhadamente, com aplicação, essa forma pensamento. Quando eu construo com a minha mente uma forma, com detalhes e visualizo, e construo, e insisto, ela vai ganhando vida própria.

Este trabalho de o indivíduo construir a imagem detalhadamente, pacientemente, como um escultor, no plano mental e depois de ela estar bem definida, bem contrastada, bem estável, o indivíduo começar a pôr vontade e desejo humano naquilo, de repente aquilo rompe o plano etérico e desce e inter age com as pequenas vidas electrónicas que são a matéria densa.

Quando se vê um indivíduo pegar numa colher e torcê-la à vossa frente, isso foi um trabalho mental autorizado para impressionar o ambiente dos seres humanos. Quando vocês vêem um grupo fazer um trabalho de materialização de uma coisa mas ninguém está vivendo aquilo que eles pretendem materializar têm um exemplo dum trabalho mental grupal. A força mental daquele grupo conseguiu criar um amuleto e a coisa manifestou. Não há nenhuma garantia que aquela forma manifesta venha a ser vivificada, energizada pelos Irmãos maiores. E é assim que temos algumas dezenas de templos esotéricos construídos em Portugal, que não contêm energia de espécie nenhuma e também há templos construídos a partir de realidades que vieram de cima.

A oração é o caminho inverso e hoje temos muitos níveis de oração. O estágio ideal de oração é quando o ser ora sem saber. Por enquanto nós sabemos, até temos horas para fazer oração. Numa vida de oração o indivíduo abre-se completamente para ser habitado momentaneamente pelo divino.
Temos um nível de oração em que o ser pede coisas ao divino. Existe um outro nível em que eu começo a pedir eventos espirituais na minha vida. Então eu tenho duas formas de pedir que uma doença saia da minha vida: porque ela me incomoda; porque ela limita o meu serviço espiritual. Neste caso nós já estamos a estabelecer uma aliança com a fonte, estamos a dizer indirectamente que se esta doença me for removida eu entro numa profunda aspiração ao serviço. É um nível de oração superior porque eu oro para que me sejam removidos os obstáculos à minha evolução.

Este nível em que um indivíduo pede para ser liberto do que impede o serviço, do que impede a tarefa, isto é outro nível de oração. Até pode ser que a vontade do divino seja que tu não sejas liberto porque nós temos as virtudes e os defeitos necessários para cumprir a nossa missão. Um indivíduo pode manifestar um tremendo defeito mas que, culminado com uma certa qualidade dá o ângulo de serviço necessário naquele mês ou naquele ano.

Esse nível maior de oração em que o indivíduo diz: “faça-se segundo a vossa vontade” ele precisa primeiro, antes de usar este mantra mariano, de verificar se ele quer fazer a vontade do Pai porque senão temos duas vontades em conflito – a do Pai que ele invocou e a dele que não foi suficientemente trabalhada. Faça-se a sua vontade e não acontece nada, exactamente porque ele só está a fazer o trabalho de pedir que se faça a vontade do Pai, mas não está a fazer ele próprio o trabalho de se abrir para fazer a vontade do Pai. São dois trabalhos: eu tenho que pedir lá a cima que se faça a vontade dele e tenho que pedir cá em baixo que se faça a vontade dele.

Este mantra mariano que é um nível muito alto de oração, Maria deve ter tido várias vidas a preparar a vontade terrena para ter o direito de dizer este mantra. É a nossa qualidade, na vida, que justifica a utilização deste mantra.

Chegamos à oração mais profundo em que o indivídua não diz nada e não está em meditação nem em transe. Está bem consciente, bem presente, bem lúcido, mas não diz nada, ele simplesmente entra em consciência orante. Este nível profundo de oração que nós devemos todos aspirar a chegar lá, não está longe, basta que o indivíduo percorra as outras etapas bem. Se ele teve uma vida de oração profunda em vidas anteriores, em dias, semanas ou meses ele percorre as etapas que já não lhe correspondem.
Há um nível na oração espiritual em que o ser já não pede para ele mas pede para a Terra. Este é o nível de oração que interfere com a evolução colectiva.

Na oração de silêncio o teu campo é usado para orar, isto é, tu estás dourando o planeta em que vives. Quando eu chego à douração sem palavras, sem pedir, tu simplesmente pousas, emites e a outra realidade emerge a partir de ti.

Quando um ser se senta e se auto convoca para uma irradiação profunda da luz que vem das regiões superiores do universo para a cura da Terra, não há mapa astrológico, não há nada, agora cada acontecimento colectivo tem um grau de massa crítica. Temos as previsões feitas por Edgar Caice sobre a falha de S. André na Califórnia. Quando Plutão entrar em Capricórnio, imaginem! Capricórnio é o signo das instituições, do mineral, da solidez, da estabilidade, tudo o que é rígido. Plutão actualmente está em Sagitário, dentro de alguns anos entra em Capricórnio e tudo o que é rígido leva com o Plutão cósmico em cima. Ele agora está na área dos valores espirituais Plutão em Sagitário. Significa que há uma afirmação brutal e violenta de certos tipos de fé. Isto vai dar origem a uma profunda regeneração do que é que para os seres humanos significa fé. Plutão tem dois ciclos: Um ciclo destrutivo e depois deixa o caminho aberto para Neptuno e Urano construírem sobre o que ele destruiu.

Por volta de 2008 Plutão começa a entrar em Capricórnio, significa que tudo o que é rígido e condicionado por equivalentes da vibração mineral em oitavas e a nossa mente também fossiliza…
Quanto mais as instituições, os seres os ambientes estiveram enrijecidos, estruturados, cristalizados, mais a energia de Plutão vai actuar, mais destrutiva ela se torna, e está aí, no ar.
A sida, por exemplo, tem o seu grau de massa crítica, se aqueles que têm conecção cármica com o HIV fizerem o trabalho da oração profunda, atingindo a massa crítica, quando chega ali, quebra, eles reconfiguram o campo vibratório planetário e aquilo não pode continuar.

Da mesma forma uma grande inundação tem a sua massa crítica. Se um grupo orante da Terra (que inclui todas as religiões) consegue pôr a “coisa” lá, o acontecimento é remanejado. Para que isso aconteça eu tenho que levar a minha vida de oração para o nível da humanidade.

Quando eu começo a orar como UM da entidade humana, eu estou a gerar reversão no nível onde estão registadas as grandes catástrofes ou os acontecimentos previsíveis astrologicamente.
Eu não creio que pelo poder da mente estes acontecimentos possam ser alterados porque foi o poder da mente que colocou estas catástrofes em cima de nós.

O que fica aberto para nós é a oração.

A astrologia diz respeito aos movimentos na periferia da consciência e quanto mais rápido (pessoal) é o planeta, mais na periferia da consciência o movimento se refere.

Se sectores da humanidade se dirigem para o centro da consciência o poder do Logos é eminentemente benigno. Isto é, o Plutão em Capricórnio, se a humanidade fosse uma humanidade fluídica, ele viria como um libertador e não como um destruidor. Quando Plutão não destrói, inicia.

Se a humanidade ruma para a consciência profunda não há possibilidade do livro cármico se derramar sobre ela. O que os Logos celestes estão propiciando é as descargas das energias para dentro do circuito terrestre. Se a humanidade está próxima do centro a energia é progressivamente libertadora e iniciática, se ela se afasta do centro a energia torna-se instrutora e se ela se afasta muito do centro a energia torna-se correctora. A energia é sempre a mesma nós é que estamos no ângulo errado.

P.: No nosso caminho de evolução podemos sentir ligação e orientação de vários Mestres?

R.: Sim. Existem mestres que te acompanham até um certo grau de desenvolvimento, outros há que tomam o ser num ponto, entregue pelo mestre anterior, que se encarregam de o levar mais para o centro. Existem mestres que trabalham apenas em câmaras internas que é quando o indivíduo sai do corpo conscientemente à noite e é levado para esse ambiente que ele pode fazer contacto com os mestres que trabalham nos níveis realmente esotéricos da vida.

Wednesday, September 21, 2011

Samana. Grupos de Serviço: Instrução, Cura, Espelho. Três possíveis cenários à escala mundial. Oração

Em Portugal, bem como noutras zonas do mundo, estão a ser aglutinados e activados 3 tipos diferentes de grupos e cada um deles complementa, desmultiplica, acelera, potencializa os outros dois.

Cada um tem dentro de si um chamado, uma magnetização, um código tractor para o âmago da sua tarefa. A porção da humanidade que tem um grau fogo, um grau de impacto do espírito sobre o planeta está, até 2008 aproximadamente, numa etapa de activação acelerada.

Muitas correntes de força terão de ser redimensionadas e as que não poderem ser recicladas pelas centrais de transmutação planetárias, já entraram na fase de expulsão. Existem rotas, condicionadas electromagneticamente, que fazem a transferência de aglomerados elementais colectivos, muito potentes, ancestrais, arcaicos, e levados para outras regiões do cosmos onde a suprema lei poderá tirar alguma utilidade. Um mal é um bem fora do lugar.

A Terra é uma identidade, ela contém intenção divina, ela está coordenada com outras estrelas e outros planetas nos quais ela é um elemento precioso, é parte de um corpo. A Terra tem irmãos gémeos em estrelas distantes. Existem protocolos de civilizações inter galácticas condicionando informação, bombardeando luz, aumentando o grau de radioactividade curativa entre estes planeta. Justamente porque o corpo galáctico ao qual este planeta pertence está a mudar de vibração, 70% do padrão comportamental de superfície não pode acompanhar o salto e o grande elemental da velha humanidade que não tem integração ao plano, estão a ser removidas numa imensa velocidade. O que está em acto é a economia universal em toda a sua extensão e este reendereçamento de campos de massas, de tendências, já está indo embora.

O apoio ligado à sonolência e à inércia não existe mais, donde que a humanidade como um todo entrou numa etapa de clareamento de vinculação de compromisso com zonas arcaicas da evolução cósmica.

O homem comum está a ter as suas talas removidas o que significa que o comportamento comum não move, não leva, nem traz energia. A vida tridimensional polarizada na mente ou nos sentimentos não mais põe em movimento energia, ela usa essencialmente a energia do próprio veículo do indivíduo, daí que o homem comum esteja a entrar numa etapa de esgotamento psíquico.

O planeta entrou em regimes de estímulo grupal, aquariano e as duas formas de contactar e receber energia são: ir na direcção oposta à evolução planetária e tu começas a criar vínculos com baterias de força cega, que não inclui o coração, e recebes energia. Comportamentos infra planetários recebem força da mesma forma que se os seres se conectarem com regiões da humanidade que vibram acima do mental do emocional e do físico, se encontrarem o seu regime de oração, a sua palavra de poder, a sua linha de menor resistência no sentido ascendente coligam-se com baterias de tracção planetária sublimes.

Antes de encarnarmos todos nós assumimos votos de união com a vontade suprema para a Terra. Antes de nos conectarmos com a evolução terrestre nesta encarnação, houve um hiato entre a última encarnação ou um grupo de encarnações anteriores e a actual. Houve uma chamada a estes 144.000 mais ou menos, e Samana ou Jesus na sua contraparte galáctica, vindo dos conselhos e vibrando uma luz supra planetária, que sabe para onde se dirige esta Terra, Samana está aqui para estabilizar as balizas magnéticas e a coordenação entre a mente, as emoções e o intuitivo que te leva a assumires o teu posto na superação da Terra enquanto um planeta escola prisão.

Samana é um campo que contém a frequência suspensão, realidade inalterância, atribuída à Terra como um vórtice de resgate colectivo. Ele lá, chamou este grupo e disse: “eu tenho este campo que o Pai está trazendo para a Terra , é um campo unitário, os chacras não existem neste campo, há apenas um centro. Gostaria de saber, destes seres que vêm da escola evolutiva terrestre, quais os que querem assumir ancorar na Terra o meu campo”. E este grupo, que assumiu a tarefa, tem uma conecção suprema com esta hierarquia. Samana é responsável pelo envelope de luz dourada que está envolvendo a Terra. Ele é o iniciador da humanidade planetária. Nós não estamos a falar do Mestre Jesus tal como ele é compreendido nos ambientes teosóficos, porque o iniciador é o Cristo, nós estamos a falar de um aspecto do Mestre Jesus bem mais amplo do que aquela mónada a que chamávamos antes Mestre Jesus.

O filme vibratório de Samana em volta da Terra é uma frequência dourada que está onde tu quiseres. A resposta a este grau de força depende do nosso alinhamento, oração, axialização da consciência, é a forma de restabelecer um padrão nos corpos capaz de espelhar uma vibração como esta.

Quando chamamos à percepção que a humanidade lúcida está transitando dos níveis de controle para a matriz Melchisedeque, esta matriz contém os gatilhos que vão disparar a vibração de Samana dentro de ti. Quando nos ligamos a uma hierarquia somos hologramas dessa hierarquia. Nós estamos entre 2003 e 2008 em conecção acelerada com as nossas hierarquias. Todas as hierarquias que servem a ascensão Terra estão dentro da consciência de Samana, exceptuando algumas hierarquias extraterrestres que funcionam como reguladores e como flutuadores de todo o processo e que estão aqui para auxiliar a transição.

Até 2008 os seres estão sendo integrados à sua hierarquia o que significa que eles vão começar a fixar no seu campo vibratório qualidades, organizações de força, níveis de energia que pertencem à hierarquia à qual pertencem. Neste casamento entre o servidor encarnado e a sua hierarquia o ser percebe claramente que não pertence mais a si mesmo, tu percebes claramente que foste expropriado de domínio sobre ti mesmo.

Em Portugal existem grupos em formação, geograficamente dispersos, e que estão em etapa de activação. Esses grupos são: Grupos de instrução, grupos de cura e grupos espelho que reflectem dimensões internas.

Uma característica essencial deste tempo é que nós estamos a ser atraídos para for a da matriz de controle, estás sendo integrado à tua hierarquia e estás começando a entrar em contacto com o teu grupo encarnado e de uma maneira geral, esse grupo tem uma tarefa de instrução, ou de cura, ou tem uma tarefa espelho e pode acontecer que seja um grupo de natureza mais estrutural e então tem as três tarefas simultaneamente.

Quando dizemos que um ser está-se a tornar um pequeno holograma da sua hierarquia, significa que tu começas a assistir à cumutação da vibração em ti e a perceber que a tua evolução está a sair para além daquilo que tu podes fazer ou não fazer – quando o amor e a luz em ti, quando a disponibilidade para o serviço, quando a superação desta relação connosco próprios, toda velha e cansada se dá e tu tens horas, minutos, semanas no novo, significa que estás sendo integrado à tua hierarquia. Tu sabes que é uma hierarquia porque tem uma escala, uma natureza que é mais profunda que um indivíduo pode fazer com as suas próprias forças. Nos próximos anos vai ser banal vocês surpreenderem-se com situações em que, o que emana de vocês está muito para além de vocês. Isto indica que a economia do nosso ser foi integrada a entidades que estão para além do problema terrestre.

Estar com o grupo que nos pertence e que faz parte desse conclave que assumiu perante Jesus e por as operações mais altas que visam resgatar a Terra, é traduzido por uma serenidade que não tem paralelo com nenhuma coisa familiar, humana, emocional, romântica, etc. É uma saturação do corpo astral com uma paz produtiva, criativa, que limpa o ambiente.

Esta integração ao teu grupo está no ar. Há vários grupos em formação independentes entre si. Existem seres que encarnaram contigo para assumir a molécula de mónadas que está no plano interno. Uma mónada emana um tipo de vibração divina, outra mónada emana outro tipo, juntas têm uma relação sinfónica e um grupo de serviço pode ir de três a trezentas mónadas como no caso dos ambientes essénios. Um grupo de serviço é um grupo que tem a sua origem, a sua alimentação, a sua alegria – não há como aproximar-se de Deus e continuar deprimido, o divino é a própria alegria – e à medida que esta formação dos grupos acontece e que os seres que têm ligação profunda se reconhecem uns aos outros e formam essas ligações, há uma alegria, um transbordamento e um aquietamento ligado à felicidade de tu teres encontrado os teus irmãos de caminho.

Esta formação de grupos é o vórtice mais potente em termos de relações humanas, neste momento. Todas as relações humanas que trazem, geram e põem energia em movimento, todas as novas relações humanas são almas ou mónadas reconhecendo tarefas grupais.

Um grupo de instrução tem como tarefa a ampliação da luz que é recebida pela consciência.

Um grupo de cura tem o trabalho de aumentar a luz dos corpos.

Um grupo espelho é um grupo que tem como tarefa ampliar a luz, o fogo, o poder no nível da alma.

Isto significa que os grupos de instrução vão-se coordenar próximo das grandes cidades porque eles são grupos de denúncia do velho, da matriz de controlo e de activação, na consciência, da nova informação e do estímulo, na consciência, da nova “coisa”. São grupos de sabedoria, eles vão aprender a lidar com grandes quantidades de pessoas sem se envolverem em processos políticos, humanos, emocionais e muito menos, não se transformarem em grupos de psicoterapia. Eles visam passar o estímulo na consciência.

Um grupo de cura deverá encontrar um ponto geográfico entre a grande cidade e regiões geográficas desérticas. Ele deverá estimular hábitos novos nas pessoas. Têm que lidar com o 7º Raio – novos ritmos. Novo ritmo é eu aprender, em grupo, um novo quotidiano.

Quando uma consciência está num nível de sintonia, ela satura tudo à sua volta com esse nível – magnetizar o meio ambiente. Um sítio onde um grupo franciscano, durante 250 anos, viveu um processo verdadeiro de aspiração ao supremo, está magnetizado. Cada pedra, cada muro, cada árvore está magnetizado. Onde a consciência está a realidade segue.

Os grupos de instrução têm de aprender a lidar com multidões. Eles trazem a vibração da hierarquia junto da humanidade vacilante. Um grupo de instrução, hoje, trabalha com três energias: vontade que destroi, amor que liberta e constrói, e luz que clarifica.

Enquanto que um grupo de instrução impacto, tem um binário yang, ele trabalha junto às pessoas, um grupo de cura tem características femininas, ele é, antes de mais nada, um seio, um ninho, uma zona de acolhimento. Há em Portugal mais de 10 grupos de cura que terão de encontrar o seu local, o seu método, o seu meio. Terão de enfrentar o problema da energia sexual, económica e energia do poder. Têm que enfrentar e passar estas provas todas e encontrar a sua identidade vibratória, unir-se ao que têm que se unir e assumir-se como um grupo que veicula a energia de cura.

Um ambiente de cura está a meio caminho entre a instrução e os grupos espelho. São ambientes onde é feito uma total reciclagem dos hábitos. Para que um ser possa desconectar-se do campo que a grande cidade impõe, ele deve ser um iniciado de 3ª iniciação.

Tu sabes que está a acontecer cura porque os hábitos estão a ser denunciados e porque a pessoa está a ter oportunidade de entrar em contacto com o grupo cuja consciência não confirma o passado daquela pessoa. Isso é básico. Um grupo de cura é um grupo que houve a lamúria do outro e quando chega ao fim diz: “bom parece que está na altura de irmos plantar túlipas” e o outro …. “mas eu estive aqui uma hora a falar do meu problema do meu passado…” claro, mas o trabalho dum grupo de cura é tornar plástico, elevar, moldar a atenção do “paciente” e conduzir a percepção daquele ser a uma plataforma na qual ele está perante coisas que ele nem acredita que possa fazer. Então vem um alcoólico de último nível e tu dizes: “o seu trabalho nos próximos 15 dias é tratar de 4 cachorrinhos que nasceram ontem” isto produz uma regeneração da rede neural tão profunda que o álcool até se espanta nas veias do alcoólico. O grupo de cura trabalha através do impacto do novo sobre o velho.

O que está doente no teu irmão é uma pequena parte do corpo astral dele que tem o condão de absorver toda a atenção dele. É quando o teu irmão é colocado numa tarefa nova que vai excitar regiões do seu ser que não tiveram ainda oportunidade de ser estimulada e essas regiões são eminentemente saudáveis e se isso está a acontecer dentro de uma frequência na qual o passado nem nenhuma toxina é confirmada… – toxina é uma frequência que eu introduzo em mim que quebra o contacto com o meu arquétipo.

Um grupo de cura amplia a luz nas células, no etérico, no emocional, no mental. O novo trabalho de cura é eu olhar para o meu irmão e ver o que ele é na mente do Pai, o que significa, não confirmar o que ele foi no seu passado. Isto não é psicologia.

Enquanto que um grupo de instrução trabalha na consciência, um núcleo de cura leva os corpos a encontrar o seu caminho.

Grupos espelho que são grupos mais raros, estão em formação gradual e vão funcionar como sustentação vibratória dos grupos de instrução e de cura ao ponto de, quando existe um trabalho de cura, se for possível fazer um trabalho espelho em simultâneo é a condição ideal. Isto é, de tu poderes ter um ambiente onde está sendo feita a facilitação da descida da luz às células e ao sistema nervoso, seja através da água, do som, do sono, da cor, do silêncio, o que for, mas é um trabalho de alinhamento dos veículos com os níveis altos do ser.

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