Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Thursday, October 13, 2011

As Flores e o Homem

Um novo olhar sobre um reino de beleza e harmonia, com o qual convivemos diariamente. Uma compreensão interna sobre a acção das terapias florais.

Que importância têm os florais para a felicidade humana?

Para que eu possa compreender a importância que um floral tem para a harmonização de um ser, primeiro eu precisaria de, intuitivamente, compreender o que é uma flor.

Intuitivamente percebe-se que uma flor - não a raiz, o caule ou as folhas - é o momento em que um reino inteiro atinge uma antena para o nível espiritual. As flores são o ponto em que o reino vegetal contacta com a vibração do Espírito.

As raízes estão em analogia (pela sua natureza de prolongamento do ser que se entranha na terra) com a personalidade e a sua evolução.

Já as flores e o caule, pela sua natureza de interligação, são uma antecâmara do reino vegetal, são uma ponte entre níveis. As folhas e o caule têm a função de ligar a personalidade da planta (as raízes) à sua mónada1 ou ao dispositivo sensor de vibração monádica da planta (as pétalas e o núcleo colorido, no centro).

Uma das formas de se sentir o quão evoluído e energizado é o reino das flores, está no facto de as funções procriativas estarem no topo, na zona ligada ao Espírito. Isto equivaleria, no reino humano, à reprodução por pensamento.

Isto é o que as flores já manifestam!

Não estamos, obviamente, a falar dos cogumelos e dos fungos que irrompem da terra (isso é outra vibração pois, quando irrompem de uma certa maneira, podem até ser mortais); estamos a falar da flor como uma arquitectura angélica de ligação entre planos, e é neste nível que vamos poder olhar, novamente, para o reino das flores e renascer para ele... Não é que este reino precise de renascer para nós – ele sempre esteve aí; nós é que estamos mortos para o reino das flores e precisamos de renascer para ele!

As pétalas são os sensores de frequência espiritual. Através da raiz, as pétalas recebem o equivalente àquilo que se chama, em ocultismo, o fogo de fricção2, isto é, a água, os sais minerais e os compostos orgânicos. Tudo o que, eventualmente, possa enriquecer a terra onde a flor está plantada e que é absorvido pela raiz, corresponde ao fogo de fricção.

As raízes têm a função de receber força telúrica da terra, a qual, uma vez transformada em seiva, segue para os níveis superiores da planta.

As folhas correspondem ao nível da alma daquele ser. É óbvio que a planta tem contrapartes subtis (corpo astral, etérico, mental), mas nós estamos a referir o que é reflectido em cada estágio da arquitectura orgânica da flor.

As funções da alma projectam-se ao longo do caule e das folhas, que recebem o fogo solar. (Do ponto de vista bioquímico, são as células fotoeléctricas que fazem a tradução de luz, de calor, em vida através da clorofila.) Então, as folhas têm a função de fixar energia solar, não a energia solar da nossa estrela, mas um tipo de energia que não está ligada à fricção, ao conflito, à complexidade, à luta, porque isso é a função das raízes. O que as folhas fixam, e introduzem como luz dentro da planta, é energia solar no sentido de uma energia ligada à paz, à força existente no centro de todos os processos.

Se observarmos as representações tradicionais do Sol (egípcias, sumérias, iluminuras da idade média) elas mostram uma alternância de dois tipos de raios: um disco dourado com um raio vectorial, representado por um traço; e outro tipo raio representado por uma linha ondulatória. De facto, as representações tradicionais do Sol, do ponto de vista dos artistas iniciados, contêm, quase sempre, uma emanação gráfica em onda, seguida de uma emanação em traço. A representação exacta que se encontra em Tell-el-Amarna (onde esteve Nefertiti/Aknaton), em Chartres, etc., significa o duplo bombardeamento que a luz solar produz.

O raio ondulatório contém calor, vitalidade, prana solar, e corresponde, exactamente, à forma como os fotões saltam através da gravidade. Os fotões ondulam; e é, justamente, porque há oscilação que existe calor. (Como se sabe, só lá pelos duzentos e tantos graus negativos é que a matéria pára... e não sabemos se pára completamente!). Então, o fotão é uma entidade altamente ondulatória e a representação desse raio em onda significa vitalidade, calor e luz, isto é, corpúsculo fotónico. Fotões é, exactamente, o que é captado pelas folhas.

O outro raio – o traço – contém informação. Quer isto dizer que a estrela local, esse gigante a oito minutos-luz daqui, emana, bombardeia duplamente. Se os fotões são captados pelas folhas, já esta informação do Logos3 solar é captada pelas pétalas. Isto significa, então, o seguinte:

a) As raízes fixam fogo por fricção e um tipo de nutrição telúrica ligada aos processos terra;

b) O caule e as folhas fixam fogo solar sob a forma de uma vitalidade que a luz permite e, também, sob a forma da força anímica que é emitida pelo Sol (um dos níveis de vibração do Logos solar);

c) As pétalas fixam informação, isto é, o Verbo.

Quer isto dizer que o traço ondulatório corresponde à função calórica, nutritiva e vital do Sol, ao passo que o traço directo, vectorial, corresponde à divindade solar, ao Verbo, ao «faça-se», ao «fiat», o que corresponde, em termos ocultos, ao fogo cósmico - a vontade do Pai que é fixada pela zona colorida (pétalas e centro da flor).

Então, uma flor é a forma como o reino vegetal se relaciona com o Pai. A flor, especificamente, é como uma informação (Eu disse, Eu quero, Eu determino), sendo que este nível de informação é fixado pelas pétalas.

Os florais não são só feitos com flores, são feitos também com água ligada a flores.

Na dinâmica planetária, a água é a tradução dos sentimentos do Pai; não a tradução do pensamento, nem das estruturas estáveis, mas a tradução do sentimento. Toda a água da Terra tem uma contraparte luminosa: a partir de um certo nível, muito escuro, das profundezas oceânicas, os clarividentes começam a ver luz, e não deixa de ser interessante que os peixes luminosos sejam os que vivem, precisamente, em fossas abissais.

A função de auto-gerar luz nas fossas abissais a partir da fixação de certos fosfatos, tem a ver com o facto de que, nesses níveis mais profundos, a ressonância com o cosmos superior ser muito alta. O elemento radioactivo presente na água, ou seja, o poder da vontade divina (que na matéria se traduz por radioactividade benigna), é, na evolução material, uma tradução da vontade do Pai. Nesses níveis profundos do oceano o éter é intensíssimo e está em ressonância com o chamado astral cósmico. A água é o elemento que traduz, para nós, esse campo de evolução que é a vibração do astral cósmico - o campo de evolução dos avatares.

Então, juntemos as flores e a água.

O Dr. Edward Bach (que era um discípulo de Hilarion - S. Paulo, Mestre de 5º Raio) percebeu, com a ajuda dos anjos do norte de Inglaterra, algo único na relação entre as pétalas das flores e a precipitação da água no raiar da aurora.

O ângulo que a luz solar faz na entrada da atmosfera ao raiar da aurora, o campo vibratório altíssimo das pétalas e a precipitação (a passagem do estado de vapor por condensação em contacto com a superfície das plantas) fixam algo no orvalho. Isto é, no momento em que o orvalho se forma sobre as pétalas, há nele uma fixação de vibração (mais tarde desenvolveram-se outros métodos mas nós estamos a ir à origem).

O campo vibratório da flor ao nível das pétalas está saturado de informação divina.

Quando se forma uma gota de orvalho, o elemento água fixa, em si, essa informação divina. Devido ao ângulo solar, no momento em que a água se forma, ela fotografa, num estado de extrema pureza, a intenção do Pai associada àquela flor.

Agora, temos que entrar um pouco nas cores.

A informação divina vem completa sob a forma de uma luz branca. Cada flor, no entanto, tem a sua forma de interpretar o facto total do Pai quando desce na luz solar. Cada espécie tem a sua forma de fazer esta interpretação: faz um prisma da informação – o qual tem a ver com o tipo de química na flor - que se traduz como cor no momento em que é bombardeada com luz.

Nós só somos capazes de ver a cor porque a flor está a ser bombardeada com fotões; limitamo-nos a saber que, com esta luz, fica vermelho ou amarelo ou outra cor. Há, portanto, uma interacção entre a química e a luz.

Não há cor sem luz. Significa que a evolução daquela entidade conseguiu traduzir a luz e a informação/Sol num ângulo que se traduz, opticamente, sob a forma de vermelho. Na verdade, o vermelho nem sequer está ali, está no teu instrumento receptor - o teu cérebro - sendo ele que está a traduzir o vermelho, o qual é uma frequência, uma vibração.

No momento em que orvalho fotografa a forma como a flor traduz a vontade do Pai, fica saturado de informação divina, da mesma forma que, quando se mergulha num banho terapêutico, a água, se estiver tratada com certos óleos e plantas, fixa e interpreta o estado da aura, retira o que não pertence à intenção da tua mónada e mantém o que pertence. O poder curador e rejuvenescedor da água, em termos etéricos e energéticos, é tão potente quanto isto... desde que o curador que está a trabalhar com aquela água saiba o que está a fazer.

A água, que está em ressonância com o astral cósmico, tem, nos campos vibratórios dos quais ela é expressão, a possibilidade de fazer contacto com a vibração monádica, perceber o que é real ou não para ti (em termos de corpo etérico e corpo astral), e limpar-te. Então, a água lava, não pelas propriedades químicas apenas, mas pelas propriedades ocultas.

Essa gota de orvalho, ao ser acumulada junto com outras, deu origem aos florais do Dr. Bach.

A vibração de cada flor corresponde a um ângulo de anti-rotação de um vórtice degenerativo do teu corpo emocional.

As flores foram criadas para ti.

Cada flor, ao traduzir informação/Pai, ao captar um ângulo e ao emergir como um hibisco ou como uma rosa, traduziu o Pai num vórtice de energia. Daí a cor, que tem a vibração oposta a um bloqueio emocional.

Imaginemos um bloqueio do corpo astral humano como uma espécie de torvelinho no teu corpo emocional que gira numa direcção anti-horária num ângulo 56T. Cada flor contém o mesmo vórtice com ângulo 56T mas com a direcção oposta.

As flores estão tão intimamente ligadas ao reino e ao corpo emocional humano, que se oferecem para assinalar sentimentos: casamento, doença, paixão, tristeza na morte, etc. Onde há sentimentos há flores. E o que o Dr. Bach fez foi ligar cada flor a um sentimento humano e compreender a forma como se fixa essa vibração oposta num suporte como a água.

Então, temos multiplicações atrás de multiplicações, temos a função das pétalas como fixadores de informação divina em ângulos que apanham os nossos estados emocionais. Esses fixadores são uma forte vibração/irradiação em torno das pétalas, tão forte que interage com a atmosfera emitindo perfume e interage com o olfacto - aquilo que os ocultistas e os rosacruzes consideram o mais elevado dos sentidos.

O amanhecer é o momento em que a flor recebe mais informação/Pai. Uma flor é um tradutor estelar de informação.

Vamos começar a olhar para as flores de uma forma diferente.

O que o Dr. Bach fez, com a ajuda dos anjos, foi sair às 4 da manhã com uma espátula para colher orvalho de macieira, de castanheiro, de nogueira, e percebeu que aquele orvalho continha a vibração oposta a traumas, fixações, bloqueios e renitências específicas no nosso veículo emocional.

Isto é lindo!

Nesse momento é-lhe dito: «Sistematiza, cria um sistema.»

E assim nasceram os 38 florais do Dr. Bach.

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