Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Despertar do Guerreiro Sagrado II

Quando a condição do ser desperto, desperta, e do centro do seu ser emana essa força, essa sustentação que é simultaneamente psicológica, afectiva, mental, física e espiritual, tu és tomado por uma profunda reverência à existência, tu apercebes-te do grão, da insignificância que tu és.

Se nós entendermos o éter como hiper comunicação oculta, que tem o poder de uma reacção química, quando a nossa voz é incorrectamente colocada, ela vai produzir uma distorção, quando o teu olhar não está ao nível da essência, ele vai produzir uma intenção errada. Os nossos olhos são centrais de transmissão de luz ou do contrário.

A formação de um Mestre consiste em levar um ser a ver em planos sucessivos de consciência, a ver causas antes das consequências. Um Mestre é um ser que antes de acontecer já vê, ele trabalha de uma forma, em que tudo o que possa acontecer é para o bem, e o estado carmim leva-te a ver no éter. Quando tu entras em contacto com essa realidade central, tu começas a ver no éter, tu simplesmente detectas as distorções mínimas no plano etérico.

A partir do momento em que os Irmãos percebem que tu nasceste para a condição guerreira, vão surgir-te situações de ar, de terra, de água, de fogo e de éter, todas elas para te desviarem daquela situação central e tu vais cair, faz parte da condição guerreira cair e aprender a levantar-se.

Condição estrela: No empreendimento de uma tarefa, as provas consistem em que o elemento ar, vai tentar fazer com que tu funciones mais no plano mental, o elemento fogo, vai tentar fazer com que tu faças tudo muito depressa, e de uma forma muito inflamada, o elemento terra, vai tentar com que tu te interesses só por coisas no plano material, o elemento água, vai tentar fazer com que tu te envolvas emocionalmente com o projecto que tens em mãos, o elemento éter, vai tentar que tu te prendas só à precipitação da coisa, e a prova consiste em ficar no centro, não ser atraído para nenhum desses 5 vértices.

Nas nossas tarefas quotidianas, nós estamos sempre num destes 5 vértices, ou queremos ver acontecer, ou estamos a elaborar mentalmente, ou estamos emocionalmente envolvidos, ou estamos inflamados, ou estamos a tentar magicamente que precipite, que aconteça, que desça.

O guerreiro azul é o ser da paz completa com tudo à sua volta, e a forma que os Irmãos e tu próprio têm de ir vendo em que grau é que essa paz está fundada em ti, é tu estares no centro de pentagrama, não seres atraído para nenhuma das 5 pontas.

Quando tu chegas à condição azul, todos aqueles seres que precisam de receber paz, vêm ter contigo constantemente, não precisas fazer nada. Este contacto com a realidade pura, permite-nos que todo o excesso, todo o defeito num outro ser seja imediatamente detectado pela ressonância, pela empatia, pela via do coração. O próprio coração passa, faz o contacto e passa a informação, tu vês num grau o que se está a passar com o outro ser, não em termos racionais, mas através de forças e de energias.

Há uma empatia generalizada, uma espécie de sonolência cinzenta que se está a abater sobre a população mundial, com alguns focos incandescentes, o guardião tem consciência que um dragão ameaça extinguir o fogo, uma massa cinzenta de chumbo que está a envolver o cortex dos seres humanos, a condição guerreira é um grito secreto que altera essa condição.

Os seres humanos desenvolveram um mecanismo extremamente subtil, que é o de se enganarem a si próprios e acharem que tomaram uma decisão, porque disseram a palavra sim de cabeça, eu tenho que denunciar o não que está secretamente por detrás do meu “sinzinho”. O mecanismo da sinceridade dentro de nós, põe em movimento o 1º raio – a vontade que transforma. Geralmente quando nós queremos fazer uma coisa e não fazemos, é que nós não queremos fazê-la ao nível da sinceridade de nós próprios. Quando se trata de um hábito, uma parte da nossa mente convenceu-se que não é possível fazer aquilo.

Se é um hábito negativo, tu podes mantrizar sobre o corpo astral, tu cantas-lhe a verdade. Nós somos compostos por vários animaizinhos de estimação – o corpo físico, o corpo astral, a mente – são os nossos animais de estimação (S. Francisco de Assis chamava ao corpo físico, o jumento dele) e tu vais educando esses animais de estimação, a tua personalidade vai-se tornando inteligente per si, até que na 3ª iniciação, a personalidade ganha uma consciência em que se pode abrir ao Cosmos, e esquecer a personalidade. Mas eu tenho que falar com os meus corpos, tenho que dizer: “mente, vem cá”.

O corpo emocional quando é impregnado por energias que vêm do alto, transforma-se numa coisa lindíssima, a pessoa fica apaixonada por ela própria, tão virtuosa que ela é. O pior é que no dia seguinte, a virtude desapareceu, lá vem outra vez o Gengis Kan, o Júlio César e montam um acampamento no teu corpo astral, e se estás consciente daquilo que tu és, fizeste um trabalho de fundação da tua consciência, a transferência da luz e do poder da consciência para os corpos, é feita gradualmente. À medida que a Terra se eleva, acontece uma enorme fluidificação no plano astral, ele está passando também por uma iniciação.

Muitos de nós estão a ser visitados, não em termos mediúnicos, mas em termos psíquicos, ocultistas, por forças que não são deuses. Se tu és qualificado pelo 2º raio, tu não estás nada preocupado em moralizar, em apontar o dedo, em fazer descer a espada, tu estás preocupado em trazer o mal a ti e transmutá-lo com a personalidade. Muitas forças que surgem não são necessariamente nossas, o que não significa que não seja nossa a tarefa de transmutá-las. Até a nossa compaixão tem de triplicar.

Quando tu de repente sentes uma energia em ti que não tem nada a ver contigo, começa a lei do serviço, tu estás a fazer um serviço à Humanidade de dispersar isso. Quanto mais tu te elevas, mais o alto te utiliza como filtro e canaliza para ti o que precisa de ser transmutado. Há seres que não têm a mínima consciência do que estão a fazer.

A nossa alma tem um fundo psíquico que está em libertação, e tem uma zona intermédia que é só luz pura, é um templo, esse nível ilumina porque ele só sabe iluminar, serve, porque ele está tão ligado ao serviço, como os animais estão ligados ao instinto. Nenhuma alma ao manifestar a lei do serviço se sente exaltada, aquilo é o básico para ela, a personalidade sim, quando faz serviço espiritual, a alma não, é a sua natureza.

Quando é uma coisa que tu percebes que é dos teus corpos, a atitude mântrica é muito eficaz, quando é uma coisa que tu percebes que tem uma voltagem mais alta, tu vais-te abaixo, aí precisas de perceber que aquilo não te diz respeito, assim como veio, abres-te para a luz interna do teu ser e é essa luz que dispersa.

CONTINUA...

Por André Louro de Almeida       11/11/1998

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