
Os seres humanos foram criados para uma ordem de intensidade, para um grau de paixão que não compete à vida externa e às forças que a compõem, satisfazer. Eles estão sendo preparados para uma ordem e para um tipo de paixão que é exponencialmente mais alto que as experiências de intensidade disponíveis.
As experiências de amor, de conjugalidade, de troca, de fraternidade, de todos os tipos de fogo e intensidade, de toda a gradação, cumpriu, em níveis profundos da consciência da humanidade, a sua função.
Pelo simples facto de termos nascido neste espaço/tempo, nós não fomos só admitidos ao planeta Terra, nós fomos admitidos ao século XX do planeta Terra. O nosso ser total, optou por projectar um elementozinho dele, até este computador biológico que é o código genético do nosso corpo físico e para estar encarnado no século XX e simultaneamente lúcido, eu trago em mim a síntese de toda a história, de toda a experiência do mundo, pode não parecer, porque a vida de um indivíduo pode ter sido uma constante colectânea, mas o que está disponível não é o que temos estado a viver.
O que aqui está sendo distinguido é a diferença entre o que nós temos vivido e o que está disponível - há uma enorme diferença - nós temos vivido segundo um modelo, que em alguns indivíduos, é um tipo de normalização e em outros, é um horror à normalização, mas em ambos são sempre modelos psicológicos, são consensos de realidade, como uma língua, que é um consenso semântico, é uma forma pela qual todos nós nos entendemos. Com a definição do que é a existência, passa-se exactamente o mesmo - é uma linguagem. E os comportamentos são linguagens e o que está disponível, está para além de todas as linguagens testadas pelo homem até hoje. Uma das coisas que está disponível, é o casamento.
A partir do momento em que a Hierarquia da Terra foi nivelada em um patamar de vibração - começou nos anos 50 e foi-se deslocando até finais dos anos 80 - a Hierarquia deu um passo, esta pirâmide de consciências em qualidade cada vez mais alta, foi admitida a uma outra câmara de vibração. No momento em que os nossos Guias dão um passo, eles deixam um lugar livre, o lugar que eles ocupavam passa a ser o teu novo lugar.
A diferença está em que agora nós estamos formando em nós próprios, não mais uma ovelha, mas um pastor, e isto faz-se também e muito essencialmente, através do casamento.
Existem algumas novas leis que estão pedindo para entrar no comportamento da humanidade, e novas leis que podem apagar registos muito intensos e muito profundos que nós trazemos das nossas encarnações.
A passagem da porta das antigas leis para as novas leis planetárias faz-se através da maturidade. É natural que um indivíduo de quinze anos tenha dificuldade em passar a porta, não porque dentro dele não tenha o potencial, mas porque aos quinze anos não é previsto que a maturidade esteja presente. O que significa a humanidade possível ser admitida ao patamar vibratório que antes era ocupado pela Hierarquia, implica uma revisão da relação entre a estrutura psicológica humana e o factor tempo, isto é, hoje, a maturidade é o índice de informação e a qualidade do comportamento em relação a essa informação - isso pode-se encontrar num indivíduo com 20 ou 50 anos de idade - todos os factores que nós temos, de uma maneira geral, relacionados com o tempo, deverão ser revistos e se eu me disponho a passar a porta que conduz às novas leis planetárias, tudo o que eu vivi até então, pode ser apagado com a velocidade que era impossível nos anos 30 ou 40.
Quando a Hierarquia diz: "Assume o teu presente no nível mais alto de consciência que te for possível", isto implica que Ela assume o presente. Então, no momento em que eu me coloco frente a um portal de transformação integral, já não apenas da minha consciência, mas da minha natureza humana, o meu carma passou a ser essencialmente um problema da Hierarquia. Assim que eu me distancio desse portal, o meu carma volta a ser um problema meu. E aqui existe um excesso gradativo, e cada ser vai encontrar o seu ritmo dentro desta aproximação.
Estes seres que conseguem conceber uma nova Terra, uma política de consciência espiritual revestindo a Terra inteira, que concebem que está a ser processado uma iniciação na Humanidade, independentemente da crónica negra que vem dos mass média, estes seres que têm mais potência dentro deles do que a impressão cientificamente estudada que é produzida pelos mass média, de negar essa potência, ou seja, o poder da crónica negra já não é suficiente para desconectá-los da auto regulação que eles estão a viver dentro deles. Estes seres, estão a ser preparados para ancorar essencialmente dois tipos de voltagem - uma voltagem de amor, que é construtiva e uma voltagem de vontade, que é destrutiva. Então, nós estamos sendo preparados para funcionar-mos como dínamos de destruição e de construção.
Quantas vezes nós construímos antes de destruir, e tudo o que nós fizemos, foi construir sobre uma coisa que não tinha sido suficientemente aceitável e na menor oportunidade ela voltou ao de cima com mais força ainda?
Os seres humanos de hoje não têm nada a ver com os de há 50 anos atrás e nós precisamos de tomar toda a teoria acerca do que é o homem e o comportamento, e acerca do que é possível ou impossível tu fazeres - este sistema tem que se tornar fluído, líquido, volátil, sensível, plástico.
O espírito, por definição, é aquilo que está para além do tempo e que desconecta a relação normal das etapas na nossa vida, sem produzir uma alteração com isso, ele tem mais força que as consequências óbvias.
A alma tem limites, o espírito não tem limites, o corpo de luz tem limites, a vontade humana tem limites, tudo tem limites, o espírito, por definição, não tem limites. Tem o limite que a minha estrutura, enquanto um ser criado pelo próprio espírito, impõe ao espírito.
O casamento acontece no momento em que a alma passa a estar tão polarizada nos planos da personalidade, quanto nos planos da mónada, e isso é feito no nível acima da alma, que é aquilo a que se chama justamente, o nível espiritual do ser.
Entre a alma e a mónada (que é uma estrela de fulgurância divina dentro de ti), há um iato que ocupa todo um plano de consciência do qual nós não conseguimos sair conscientes, que é o quinto plano ou o plano espiritual. E esse iato deve ser preenchido com uma tecitura de luz, e a verdadeira tarefa da nossa alma, a partir do momento em que iniciação planetária foi decretada, não é mais estar a acompanhar a nossa vida tridimensional e estar a viver e sofrer connosco, e a alegrar-se connosco, e a encaixar-se nas normas em que o ser humano aceitou viver.
A partir do momento em que o sector da humanidade está disponível para responder à voz das estrelas, a desígnios que estão por detrás da fundação da Terra e dos vários mistérios que compõem a própria humanidade - os 5 dedos da mão, a separação dos sexos, a língua, a fala, tudo isto são manifestações externas de mistérios internos - e há um sector da humanidade que está a ser chamado para ocupar toda uma faixa de vibração que a Hierarquia deixou vaga, isto implica que eu necessito passar de uma lógica de auto avaliação contínua e perceber que no momento em que Eles dizem: "avança para o futuro do Homem", Eles estão dizendo automaticamente: "o teu passado, o teu carma, é connosco".
No momento em que esta porta se abre para a Humanidade inteira - e 70%, 90% da Humanidade inteira vai-se logo embora - que é um tipo de porta que é necessário realmente estar aberta, então ficam aqueles 10%, que é o sector da humanidade que pode assumir aquela faixa que a Hierarquia deixou vaga.
Este manancial humano, está a ser preparado para aprender a ficar completamente quieto. Vida humana é actividade, intensidade, constante alimentação de vórtices, e quando Eles dizem que nós precisamos de aprender a ficar completamente quietos, Eles não estão a dizer que nos vamos transformar numa espécie de cenoura, plantada quieta no mesmo sítio o resto da vida, mas sim, que ao mesmo tempo que a vida humana ocorre, há uma quietude supra psicológica que está a começar a aterrar nos níveis altos da nossa consciência - na parte da frente do lado de cima - e ao mesmo tempo que trabalhamos ao nível de intensidade, estamos na mais profunda quietude.
A nossa alma, que bem ou mal alimentou com a sua energia todos os nossos processos erráticos e não erráticos, ela, que não está identificada com nada disto, está num nível de maior luz, foi dando energia para que esta parte humana fosse experimentando as intensidades até ela estar pronta para o casamento.
Nós temos um nível que está virado para fora e está constantemente em acção, e temos um nível que está virado para dentro, e que contempla a alma, sempre. Este nível pode ser estimulado em função da vibração das pessoas que entram em contacto connosco. As personalidades são cheias de defeitos, e nós criámos um consenso de que temos imensos defeitos, e vamos trabalhá-los o melhor possível, e as disciplinas para trabalhar os defeitos são conhecidas há milénios e trabalhar defeitos não é o ponto da iniciação do novo homem, agora, ignorar defeitos também não é o ponto.
Se nós temos o consenso de nos reunirmos na torre do radar e se nos reunirmos mais vezes e mais tempo na torre, o percentual de energia que vem dos níveis que criaram o Universo, que criaram os nossos corpos, e que portanto criaram a possibilidade de eles terem qualidades e defeitos, o percentual de energia chave, é muito maior. E o nosso trabalho não é andar a tentar com o chaveiro da psicologia comum resolver os nossos problemas, o nosso trabalho é abrirmo-nos para as chaves cósmicas que fazem o triunfo do processo humano.
Existe uma plataforma em que nós nos podemos estimular uns aos outros no nível não contaminado de consciência, porque neste momento, nesta civilização - o centro desta civilização é composto por dois grandes seres: Platão e Jesus (é a tradição helénica e a judaico-cristã) o trabalho a sério é quando eu estou perante ti, sabendo que temos imensos defeitos, mas estou polarizado na tua vida interior e tu na minha e isto é o que nós procuramos estimular uns nos outros.
A nossa alma que tem estado durante milénios essencialmente virada para uma personalidade que em qualquer momento pode escapar para a esquerda ou para a direita, e a alma está constantemente exercendo um poder magnético que chega sempre até nós com uma emanação superior não determinada, incógnita.
A nossa alma tem estado durante milénios, educando estes três "cavalos" que são os corpos físico, emocional e mental, neste momento, do ponto de vista cósmico, é dado como adquirido que eles deveriam estar domesticados o suficiente, para permitir que a nossa alma faça uma rotação de 180 graus e começar um processo de construção de uma ponte entre ela e a mónada.
Para que a alma possa construir aquilo a que se chama corpo de luz, ela necessita de um manancial de energia.
O Planeta está a ser chamado para se transformar num super planeta, num planeta sagrado, em que a unidade é consciente do espírito uno do Universo inteiro.
Como o impacto dessa revelação vai abalar com as estruturas todas da civilização, nós vamos ver tudo o que é forma na civilização desaparecer, e eu continuo a fazer filatelia .... E o que eu preciso de saber é se é importante do ponto de vista cósmico a minha colecção de selos, eu devo saber se é importante ou não eu trocar o meu vestido amarelo, nós pensamos que estas coisas não têm importância nenhuma, mas são técnicas extremamente subtis de drenar a energia que deveria estar sendo retrogectada para a minha alma, e depois, o meu eu superior na quarta dimensão, pega nessa energia e começa a tecitura luminosa com ela. Tudo o que tu fizeres que é necessário fazer, significa energia para a alma construir a sua nave; tudo o que tu fizeres a mais significa um escoamento, uma perca de energia, uma desvitalização daquilo que a nossa alma já está a construir nos planos etéricos.
O casamento dá-se no momento em que a alma sobe do quarto nível, onde ela tem estado há milénios, para o quinto nível, e se um indivíduo está a viver um processo particularmente intenso, é um perigo, porque a alma pode não parar no quinto nível e pode entrar em combustão para o sexto nível, isto é, aquilo que para nós é uma presença doce e carinhosa da nossa alma, transformar-se na paixão total, porque o ser humano foi desenhado para uma paixão violenta, não pode viver sem intensidade. O trabalho consiste em encontrar o novo tipo de intensidade e produzir uma transparência inteligente das antigas intensidades, dos antigos tipos de matrimónio para o novo matrimónio e para a nova paixão.