Esta renovação do vínculo entre o Kundalini Humano e o cosmos era premente como preparação para a actual etapa de iniciação global, devido à acção da Humanidade no plano da guerra, do exercício indevido de poder, da submissão ao poder monetário e no uso inconsciente da sexualidade.
Na cena de unção dos pés de Jesus pelo óleo precioso é figurada, não só simbolicamente dada a natureza dos Seres implicados, o entre a Kundalini da Humanidade, representada por Madalena, e o Amor Cósmico.
Madalena, neste contexto representa a abertura do portal da Terra, abertura celebrada por Ordens como os Sufis, os Templários, os Derviches, ou a ordem de Mariz, portuguesa, entre outras.
Estas Prdens activaram uma matriz vibracional através de pontos comporta onde acontece a ligação entre o Céu e a Terra (desde Jerusalém, Constantinopla, Assis, Languedoc, passando pelas ilhas espanholas, chegando até mesmo aos Açores).
Assim se formou a malha – matriz templária – a partir da qual, para o Hemisfério Norte, poderá ser liberto um novo e elevado potencial da energia kundalínica da Terra e dos Homens, sob a regência da energia branco – cristal da Mãe Divina.
Madalena, em sincronia com a Mãe Divina e a Energia Crística, é um nome-código que reúne as consciências femininas coligadas com a abertura das comportas alquímicas da Terra, ordem de seres que actua como hierofante da substância e da vida psico-física, em ligação a pontos de intervenção alquímica e re-plasmante como a Serra do Roncador, no Brasil.
Seres como Helena Roerich, Teresa de Ávila ou hildegaard Von Bingen pertencem a essa Ordem feminina.
O seu trabalho consiste em verificar o grau da sincronia entre o Amor e a Vontade em grupos espirituais avançados, invocando junto à Mãe Divina um retorno da força kundalínica estelar, através do éter primordial, uma realidade distinta da actividade kundalínica meramente vital-elemental, actividade muitas vezes isolada da sua origem estelar superior.
Esta ordem opera a ligação entre a potência oculta da Terra e a Humanidade.
Não nos referimos pois a uma Madalena específica mas sim a toda uma ordem feminina alquímica, no entanto a representante desta ordem que esteve com Jesus, Maria Madalena, é uma das principais Hierarquias a considerar.
O trabalho de extração da energia do âmago da Terra, já pelnamente activada pela informação galáctica (não nos referimos a Kundalini no seu estado antigo e arcaico) é o seu trabalho sublime – a combinação da força plasmante, de freqüência equivalente ao vermelho, coma Luz Abstraente da Mãe – de freqüência branco-transparente, manifestando assim a pureza e a translucidez pura do estado rubi.
Preparam-se assim as comportas da Terra – vórtices de Kundalini-Luz, regiões onde o Céu e a Terra se casam – onde há autorização celeste para que a Kundalini planetária seja dinamizada e liberta e onde um ponto do fogo do Céu também presente, em união de amor.
Todo o desejo natural, com a sua beleza e vitalidade saudável, se regula e se adapta ao Plano Divino pela presença da Mãe do Mundo, encontrando novas expressões e canais para se realizar e se planificar, renovando a vida planetária e revelando a natureza espiritual das polaridades.
Um dia, estando em atitude de observação serena, sob uma grande árvore, foi-me mostrado o mapa de Portugal em azul escuro. Sobre este plano ascendiam-se vinte e um pontos de vibração intensificada, em tons de ouro e branco. E um vigésimo segundo ponto, mais amplo, central parecia alimentar todos estes pontos secundários.
Então a expressão “Terras de Santa Maria” fixa-se na minha consciência.
O nome portal está associado a zonar de rearranjo etérico de influência e de impressão telepática sobre o nosso Eu Superior e deste para a nossa consciência de vigília; são um alento transmitido à Alma.
Como exemplo podemos referir os 21 portais menores de Portugal, assunto a aprofundar em livros futuros, se a situação planetária o permitir.
Esses portais podem ir ao ponto de o alento galáctico ser tão forte que um indivíduo pode desmaterializar-se e passar por certos aprendizados num mundo interno. Há vários relatos de casos desses em Portugal, predominantemente associados a certas serras e montanhas.
No mundo interno – uma esfera planetária inviolável pela humanidade histórica – existem doze centros intraterrenos, transferidores da radiação da Trindade Paradisíaca para a Humanidade. Ambos tem a si coligados portais e vórtices.
Um portal é uma entidade feminina – actua no psíquico e nos corpos. Um vórtice é uma entidade masculina – actua na ligação Kundalini – Lux Aeterna – Fogo Cósmico.
A criação de um vórtice é o processo através do qual a energia superior começa a percorrer os cinco centros superiores e os cinco centro-Terra até se unirem no Coração Radiante.
Dentro de um tubo de luz, em torno do corpo, uma espiral de fogo rubi transparente move-se em sentido contrário a uma espiral de fogo azul. É uma dupla espiral de fogo.
Quanto mais a espiral vermelha liberta o fogo da Mãe Divina com informação galáctica interna à Terra, mais impulsiona a vida celular para o fogo sagrado.
Como vimos a energia da Mãe ascende no sentido horário, a energia Celeste descende num movimento anti-horário.
Testemunhos desta realidade foram deixados, em linguagens arcaicas, porém expressivas e sublimes, pelas antigas culturas do Egipto, Turquia, Maia, Tibetana, Celta, Hebraica e, mesmo da grande escola escandinava.
Para que o portal Céu possa ser aberto é necessário que o portal Terra seja igualmente dinamizado, em equilíbrio mútuo. Quando tal se dá sincronizadamente cria-se um pilar de fogo – um corredor vertical.
A acção dentro do pilar é um vórtice. Estes vórtices mantém-se ligados ao reino humano na presença de um grupo de iniciados sincronizado com o ponto médio entre o Céu e a Terra.
A energia coordenada pela Ordem de Madalena – ou Ordem de Ísis – abre a contraparte Terra do vórtice: atinge pessoas, animais, plantas, e regiões geográficas, atraindo o Fogo Cósmico para baixo, através de um coração pleno de vida consciente – Agni.
A presença omnipenetrante de um dos principais Hierofantes planetários, Elias, a energia da “Carruagem de Fogo” e dos “Altos Conselhos”, abre as portas do Céu.
A Energia Crística é apresentada à Humanidade em ciclos, por gradações sucessivas, mas sempre é feita uma preparação para essa descida, uma pré-anunciação, preparo na consciência da entidade-Humanidade a cargo da Hierarquia conhecida como Elias.
Sempre que a radiação do 2º Raio Cósmico, o amor numa escala sideral, se aproxima da Terra, é enviado um ser ligado ao arquétipo de Elias.
A sua energia funciona como elevador universal e se, por absurdo, actuasse isoladamente, desenraizaria as pessoas do seu mundo. Assim, a energia de “Elias” e de “Madalena” posicionam-se em sincronia, criando tensão entre si.
“Madalena” entoa o cântico de libertação da Kundalini-Luz da Terra para a Ascensão da matéria terrestre. Esse cântico só acontece nas oitavas em que há consciência em grau suficiente para sustentar a iluminação da matéria, que, atingindo um estado virgem, ou cristalino, passa a existir como corpos físicos compostos de bioplasma, estruturas orgânicas num estado saturado de inteligência divina, e em que a história natural foi substituída pela vida estelar livre.
Essa é a condição dos planetas suprematizados, plenos de luz e vida, na 6ª e 7ª dimensão.
Quando um planeta passa para a 7ª dimensão desaparece do mundo da forma natural e estabelece-se em um mundo de formas arquetípicas. Muitas vezes, desenhando padrões abstratos, pude sentir essa instrução tentando chegar ao meu consciente.



