Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Sunday, November 6, 2011

Do Homem Adormecido ao Homem Ascensionado

Para que a presença consciente dos níveis superiores do Universo possa banhar e entrar no nosso circuito, ela está sempre submetida à imagem ou consciência que um ser tem de si mesmo.

Neste momento a energia que pode ser acumulada está sendo submetida a uma membrana psíquica, a uma imagem que nós temos de nós próprios.

Existe sempre um culto da imagem. Essa imagem é um compósito de biografia, vitórias, derrotas, coisas que nós consideramos perdoáveis e imperdoáveis a nós mesmos, coisas que nos ofendem profundamente e estão na nossa constituição paradoxalmente (a constituição de um ser ofendendo a constituição de um ser). A mancha cultural que gravita em torno de um indivíduo é que espelha também parte do que ele acha que ele é, os pais que ele teve nesta encarnação, a imagem que as pessoas têm delas é um mosaico extremamente complexo de matérias completamente diferentes.

A imagem que temos de nós mesmos, do ponto de vista da forma como a nossa consciência ficou desde a queda da Atlântida, é uma imagem de fragmentos colados.

A energia que pode impregnar um ser está directamente delimitada (e expandida) pela noção que temos de nós próprios.

Da mesma forma que uma pessoa que sofre de aneurexia nunca verá a imagem que está no espelho, vê sempre a imagem que está no seu inconsciente, e assim como um veterano de guerra por mais que o Estado, a lei, a justiça, qualquer cosmética que os governos inventem para justificar o que fazem, por mais que o Estado lhes explique que o facto de ele ter morto 15 pessoas naquela emboscada era a única maneira de salvar a missão, a imagem que ele tem dele próprio pode ter ficado cronicamente danificada. A medalha que lhe põem no peito é uma tentativa do inconsciente colectivo, através do Estado, curar a imagem distorcida que o indivíduo ficou dele próprio. Podíamos continuar a dar exemplos de como existe uma imagem no nosso consciente e no nosso semi consciente que distorce, adapta, limita o caudal de energia cósmica que pode chegar até nós.

Imagem não é apenas a consciência de si no sentido filosófico, imagem é um campo vibracional com 7 níveis. Cada um destes 7 níveis actua sobre cada um dos 7 níveis do teu corpo etérico.

A imagem não é etérica, a imagem é um campo vibracional que pode ter origens inferiores, horizontais ou superiores, mas todos estamos sofrendo ou desfrutando de uma imagem de nós mesmos. Essa imagem é uma pré-figuração que é anterior às funções psíquicas em termos da nossa capacidade de detecção. Esse campo vibracional condiciona, molda o mental, o emocional, o etérico.

Isto é um assunto extremamente sério!

A imagem que temos de nós mesmos está sob controle. O que tu pensas de ti próprio está sendo controlado. Tu não és livre de pensar o que queres de ti mesmo. Esse controle é exercido por uma malha que desvia continuamente a imagem de si para um poderoso fetiche à escala mundial.

Existe uma imagem de culpa, de medo, de profunda rejeição e de auto negação, de pessimismo e inadaptação a si próprio, como uma voz que está sempre dizendo, no nível da psique, que tu não vales nada. Isto é emitido pelas forças involutivas a partir de grandes centrais vibracionais.

A imagem que temos de nós próprios não tem tanto a ver com o coeficiente de luz ou de sombra que nós produzimos no dia a dia. Nós fomos programados para estarmos cegos para a nossa luz e estarmos hiper sensíveis em relação aos momentos sombrios do nosso desempenho.

Esta programação tem pontos concretos: Roma; México; Indonésia; ... . Pontos específicos onde estão as bases que alimentam uma distorção na consciência colectiva no acesso a nós mesmos o que implica que, quando tu fazes um acto positivo nem dás por isso. O controle é tal que impede o indivíduo de perceber a beleza do seu acto e quando um indivíduo faz um acto compulsivo, neurótico, esquizóide, negativo, ele regista-o de uma forma aguda.

Nós estamos dando 90% de atenção aos nossos actos de menor qualidade e quase nenhuma às expontâneas emissões de luz que se libertam de nós a partir do Antakarana.

Depressão colectiva vem do facto de haver uma distância entre o que um indivíduo, um povo, uma civilização sabe o que é e aquilo que pode fazer, e a imagem que tem de si próprio.

Quando se observa uma pessoa que tem uma percepção de si de baixo valor ou que não tem uma boa relação consigo próprio, essa pessoa pode ter uma experiência de achar que ela é única nesse aspecto – problema de auto aceitação – e depois nós observamos que é uma epidemia geral. “Todo o mundo” tem um problema de auto aceitação! Dá para desconfiar!!

Estamos a lidar com um fenómeno de proporções planetárias. É um contra-arquétipo, é um fetiche, um totem, um ídolo vibracional e electromagnético, negro, guardado, lá, nos conclaves dos “outros senhores”. Isto é emitido e através do inconsciente colectivo, atinge a tua psique e tinge a percepção que tu tens de ti próprio.

A consciência é um fluxo sem limites que, apenas levemente, atravessa o cérebro físico. A consciência é uma emanação pura dos mundos de fogo que atravessam o Universo até atingir ao de leve o nosso cérebro, e o que ela busca fazer é tocar, energizar ao máximo e retornar à Fonte. Quando a consciência consegue fazer todo este circuito, nós falamos de um ser gnóstico. Sri Aurubindo, Cristo, eram seres gnósticos. Um ser gnóstico é um ser cuja consciência parte do divino (mónada e de além da mónada), atravessa o cérebro ao de leve, consegue assimilar o caleidoscópio do mundo, trazer todas essas vibrações para si, tornando-se, pela experiência dessas vibrações, um ser psicologicamente maduro e fazer o circuito de novo até à origem. Quando a serpente consegue morder a sua própria cauda nós falamos de um ser gnóstico.

A consciência é este fluxo transparente, belíssimo, sem explicação, que se dirige ao mesmo tempo para fora e para dentro procurando-se a si mesmo.

As antigas tradições da Cabala dizem que Deus criou um espelho para se ver a si próprio. Deus queria contemplar a sua própria face. A consciência é o resultado disso, ela liberta-se de ti, flui por todas as coisas e depois ela busca retornar à pineal.

A natureza da consciência é regressar ao divino. Quando a consciência sai de ti e não consegue retornar, criou-se uma imagem. Existem tantas imagens quantas distâncias em relação ao fogo central que tu és.

Se a consciência se expande para fora e no momento de retornar fica presa no/a amante, isso é o que se chama idolatria ou culto da imagem.

A imagem que trazemos quotidianamente sem nenhuma revelação especial, é a soma de todos os sítios onde a nossa consciência ficou presa. A dificuldade de trazer a consciência para “casa” acontece porque a imagem que temos de nós mesmos está sob controle negativo. Isto compreende-se pela epidemia de más relações consigo mesmo que a humanidade tem. Abrange toda a gente.

O centro intraterreno de Lis/Fátima é o guardião das 4 imagens sagradas que ligam o homem adormecido ao homem ascensionado. São 4 modeladores electromagnéticos que são imagens de ti mesmo e que se deverão sobrepor à imagem que tu tens de ti próprio (imagem construída e implantada por forças contrárias à evolução universal). Se nós conseguirmos largar mão da nossa imagem negativa, se conseguirmos renunciar ao prazer de nos auto destruirmos, um dos pontos de partida para um alinhamento com a verdade de Lis é o ser conseguir o milagre de dizer: “Este problema de a percepção que temos de nós próprios não ser positiva é um problema universal. Todos estão sob a mesma programação”.

Que cada um tenha uma biografia distinta para chegar a essa erosão na relação consigo próprio, que cada ser tenha uma forma distinta de lá chegar, isso é outro assunto, agora, que todos chegam lá por algum motivo misterioso é algo que tem de ser analisado por um indivíduo consciente, e cada vez que nós visualizamos criativamente essa imagem culpada, negativa de nós mesmos, nós estamos regando as flores do mal. Quando a energia chega a ti ela fica submetida a esta imagem, por isso ela não se consegue implantar em nós porque a imagem que temos de nós mesmos reflecte a descida da chuva de Metatron.

No início da Terra, para que as mónadas, estas centelhas de luz pudessem exprimir-se neste planeta, a energia do Logos solar e a energia do Logos da Terra em combinação com Gaya e com a Mãe do Mundo geraram a psique arcaica (a alma colectiva da humanidade anterior a cada um de nós ser um indivíduo, não tem consciência de si), a alma-grupo da humanidade inteira. A psique arcaica contém o potencial de fundir biotipos (seres humanos físicos) à mónada.

Esta psique arcaica foi-se fragmentando e criando psiques de tribos, de grupos, psiques nacionais, todas elas suficientemente infantis e obscuras (porque vêm da grande ignorância). À medida que a fragmentação foi aumentando foi dando origem a famílias vibracionais, grupos de almas que ainda mantêm a mesma nota vibratória. Só depois desta ramificação da psique arcaica em grandes grupos (as 12 tribos de Israel. No Egipto fala-se da fragmentação de Osíris) só depois da psique arcaica se ter dividido em quadrantes: Norte, Sul, Oriente, Ocidente, depois dividiu-se em tribos, depois em família, e foi-se granulando até que, de uma psique colectiva, de um clã há um líder que emerge e então pode dizer-se que nasceu uma alma individual.

Enquanto as nossas mónadas são indivíduos cósmicos, à partida, as nossas almas não são, elas tornaram-se indivíduos ao longo da evolução o que significa que somos todos irmãos.

A nível monádico não somos irmãos mas no plano da alma somos irmãos. Esta fragmentação permite que cada mónada use uma alma individual para viver num ser humano.

A psique arcaica foi-se fragmentando, fragmentando, até que temos estes biliões de indivíduos, alguns completamente a dormir debaixo do tapete de uma família, outros debaixo do tapete de uma cidade ou de um comportamento colectivo, outros dormindo debaixo do medo, a psique arcaica vem do passado mas sempre que um indivíduo rompe com a psique arcaica, torna-se um líder, um ser autónomo, uma força criadora, dinâmica, centrada num propósito superior.

Todas as psiques que resultam dessa alma universal que todos somos, à medida que elas se vão especializando ao longo de muitas vidas, elas convergem todas para um ponto ômega – Cristo (corrente cósmica superior que muitas vezes encarna a função ponte do Universo).

Entre a psique arcaica que vem do início dos tempos e a paz galáctica em que todos os fragmentos de almas se fundem numa única entidade cósmica, existe uma ponte a que chamamos “o Cristo”.

Então, nós temos a fragmentação da psique arcaica afastando-se todos uns dos outros, esquecendo-se que a raiz é a mesma e que a multiplicidade de almas é “um partir o pão” num acto de generosidade para com a multiplicidade, a liberdade e a criatividade divina. Mas é um partir o mesmo pão. A nossa alma é pão da mesma farinha da tua alma. A psique arcaica é a farinha original da qual todas as almas foram concebidas.

Esse eixo crístico é um íman que chama todas as partes de Osíris perdidas pelos desertos. Tem uma parte de Osíris que está disparando um morteiro no Iraque, tem outra parte que está salvando uma vida em Nova Iorque, tem uma parte de Osíris que está pintando um quadro em Espanha e tem outra parte assaltando alguém. É sempre Osíris. É sempre a psique arcaica que foi desmembrada para que cada mónada pudesse ter uma psique individual para se exprimir através de um ser humano.

A psique arcaica é criada como uma psicoesfera. Biliões de mónadas começam a energizar, essa psicoesfera fragmenta-se, nascem milhões e milhões de almas como num big bang, mas neste caso um big bang interno. Depois dessa ejecção das psiques em múltiplas direcções e choques surge o grande recapitulador, o Cristo, o Krishna, os avatares de Vishnu, Buda, Vivecananda, Ramakrishna, Aurobindo, Yogananda, mas também Julius Evel, alguns cristos da América do Sul ou a mulher novilha do Búfalo Branco, um ser crístico feminino que nasceu entre os Sioux, etc.. Esses seres são os recapituladores quando a fragmentação atinge um nível crítico. Essa energia recapituladora Melkizedeque encarna para devolver a estas psiques fragmentadas a noção do Adão Cósmico para onde nos dirigimos.

Então, o nosso exercício é ver a Ceia de Leonardo na galáxia, de forma que o lençol da Ceia seja a própria Via Láctea e Cristo, ao centro, é feito do rosto de cada um de nós. O Cristo galáctico é a reunião de todas as psiques, de todas as almas numa mesma plataforma de bioplasma estelar, fundindo numa comunhão de almas que transcende a fragmentação de Osíris e recupera o corpo de Osíris. Nós estamos caminhando para um banquete, para uma síntese.

Há um Adão planetário que é a psique arcaica e há um Adão cósmico que é para onde nós nos dirigimos.

Wednesday, October 19, 2011

Ouvir Ver Tocar Saber Calar

A evolução espiritual é a conquista de uma consciência mais objectiva, exacta, plena e profunda de si, ela não é apenas qualidades e virtudes, ela assenta numa redescoberta da identidade, o fim de um mito e o início de outro mito.

Existe uma etapa de chamamento em que a luz se adapta a nós, é como uma espécie de visita. De repente a vida fica iluminada, sente-se uma pressão espiritual de dentro para fora vinda do nada. A luz simplesmente se adapta a ti. Nesta etapa estão a entrar milhões de pessoas.

Na etapa a seguir a luz já não se adapta a ti. É quando, depois de meses ou anos de forte estímulo espiritual, um dia a pessoa tem a sensação de que se andou para trás, de que alguma coisa se perdeu, tem-se a sensação de ter havido um obscurecimento. Significa que a luz que te veio visitar se tornou exigente e ela recolheu-se para um outro plano porque ela está a pedir algumas mudanças.

Nesta segunda etapa, enquanto a pessoa não faz mudanças muito profundas, a luz torna-se rarefeita.

Há dois tipos de angústias: a de estar fora do caminho – sentida pela alma; e uma tremenda angústia por estar dentro do caminho – sentida pela parte exterior da personalidade (ego), porque ela sabe que, no momento em que entras a sério no caminho interno não há retorno.

Essa angústia está associada à dilatação das categorias da natureza do ser para a luz.

A angústia vem da pessoa sentir que as partes infantis do seu ser não podem continuar a imperar, é parecida com a angústia da criança cuja mãe a deixou na escola e vai embora – angústia de crescimento.

Isto tem a ver com o eixo astrológico Câncer/Capricórnio. É o impasse entre continuar associado às coisas familiares que estão na escala das nossas pequenas decisões ou a pessoa começar-se a associar progressivamente ao programa de resgate da Terra e começar a perceber que não pode continuar a ser infantil e essa angústia está em todos nós.

As pessoas que não a sentem é porque têm algumas ilusões sobre isto, porque o efeito de servofreio da energia superior impulsionante para cima é incompatível com os ângulos infantis do nosso ser, e se antes nós já tínhamos a maturidade para perceber onde éramos infantis, depois, quando a responsabilidade começa a descer, nós temos a luz para deixar de ser infantis.

A conexão com o programa de resgate da Terra, regido por Jesus, Michael, Enoch, Melchizedeque, etc., e a assunção da tarefa e o deixares-te transformar numa pena dessa ave que vai levantar a Terra inteira faz-se por uma depressão.

É através de uma depressão sagrada, quando tu estás sem saída, porque enquanto o indivíduo tem saída ele não deprime, enquanto o indivíduo tem mais um truque, ele mantém os hábitos ancestrais activados no inconsciente ou no semi consciente, tem todo o poder do passado do lado dele. São 5000 anos de história escrita a alimentar a fixação do homem no chão (inércia, estupidez, ignorância).

Esta primeira fase em que há um processo de chamamento e a luz se adapta a nós já ficou para trás e o primeiro sinal disso é que a luz se vai embora. Aqui tu mudas de plano, de nível, subiste um degrau. A luz já não se adapta a ti, és tu que tens que ir ao encontro dela.

No início a luz impregna-te totalmente e tu entras num estado de graça, depois essa luz retira-se para um outro plano e tu tens que começar a encontrar o caminho para ela. Há assuntos que vão ficando para trás como: deitar no lixo a agenda com os amigos da primeira fase. Esotericamente chama-se a esta fase – O DESERTO.

Na fase em que a luz vem ao nosso encontro tu tens O JARDIM e podem ser anos assim e um dia, a luz desaparece totalmente e tu não fizeste nada de errado só que mudou o método de instrução e é a luz que busca que tu te movas na direcção dela, alteres coisas e vivas uma transformação.

Na 3ª fase já estás bem dentro da aura de resgate e nem te deste conta. Aí a luz retorna com toda a força para te transformar completamente.

Depois do DESERTO a alma já pode comunicar à mónada que a lei da persistência, do silêncio, da coerência, da aspiração, foram cumpridas. Nesse momento a mónada despoleta o poder de transformação. Ficas outro ser.

Sem passarmos por estas três fases a qualidade do que tu podes transmitir ao mundo é muito limitada.

Quando se chega à 3ª fase tu percebes que coisas que dantes eram difíceis para transformar ou para fazer se tornam extremamente fáceis. Tu descobres que há uma transformação.

A câmara da ignorância é a escola da vida. Isto, de uma maneira geral, é onde a humanidade vive. A seguir a esta câmara de ignorância, existem os grupos internos. Todos os seres que respondem à vibração superior são admitidos num dos 12 grupos internos da Terra – as 12 Tribos de Israel.

As tribos de Israel não são, obviamente, nenhuma circunstância étnica ou antropológica judaica, elas são um código para os 12 grupos internos da Terra.

Vocês já não estão na câmara da ignorância nem na escola da vida, vocês foram ligados a um grupo interno.

Os grupos internos estimulam a luz da alma o que significa que, quando tu és integrado a um grupo interno, fazes parte de uma família. Este caminho dentro dos grupos demora uns anos. A pessoa tende para a luz, há um grande estímulo da alma, há uma luz que vem de dentro, há como que uma voz, e, ao fim de uns anos (e hoje em dia cada vez menos) acontece um cataclismo em ti. Quando tu percebes que não há nada na vida humana comum que possa atenuar a tua sede. Quanto tu estás no deserto a morrer de sede tu és admitido numa das 12 escolas de mistério da Terra. O Deserto serve para ficarmos com sede.

A Lei não tem a mínima necessidade de te colocar às portas de uma escola de mistério enquanto tu “estás fazendo turismo”. Enquanto eu consigo adornar a minha vida eu estou numa escola psicológica mas, dentro de uns meses, as portas das escolas de mistério vão voltar a abrir. Elas sempre estiveram abertas mas dentro de tradições muito estritas (Sufis, Egípcias, Rosacrucianas).

Vocês têm estado no “deserto”, uns mais outros menos. É uma circunstância na qual uma luz vai e vem, de repente parece que se vai embora completamente e não se vê mais nada, é um processo intermitente. Isso é o método através do qual a ligação da alma a um grupo interno é fortalecida.

Daqui a uns meses, um ano, Eles vão abrir de novo a passagem de milhares e milhares de indivíduos do nível dos grupos internos para o nível das escolas internas. A diferença é que não é a personalidade que entra nas escolas mas a alma, porque cá fora, tu continuas a descascar cenouras.

O que as escolas internas fazem é ajudar a alma a ver a suprema realidade, ou as muito altas e belas ilusões. A alma tem que aprender a distinguir, dentro de um mar de luz (que é onde ela vive) um fio de luz maior que é o veio magnético que a liga à sua hierarquia. É estar na aura de um Mestre Ascenso. Há uma fusão da tua aura individual com a aura de uma hierarquia.

A alma é um psicólogo, ela constantemente harmoniza a nossa vida.

Monday, October 17, 2011

5ª PLANO.Alinhamento com a Ordem de Melkizedeque Reconstruir o eixo, vivificar o circuito de transferência, concentração no núcleo da verdadeira identidade. Glorificar o Criador.

À medida que nos vamos descobrindo como encarnação directa de um Fogo, a nossa face dentro da Ordem de Melkizedeque vai-se definindo.

É esta passagem de um rosto histórico, civilizacional, cultural, para um rosto interno que se chama Transfiguração.

Para que a mudança de rosto se dê e tu possas transladar o teu psiquismo e a tua vida profunda do rosto humano, e do rosto humano dos teus dias e da tua leitura do planeta para o teu verdadeiro rosto – a tua verdadeira imagem – tu necessitas encontrar, na tua consciência, a condição de que tu és um fogo encarnado. E na medida em que tu vais acarinhando este facto os operadores da hierarquia podem começar a remover as cortinas da relação que tu tens contigo mesmo. Esta relação é controlada por arcanjos.

A concepção, a relação, a percepção, a auto consciência que nós temos de nós mesmos é uma tremenda arena da luta vibratória em que a Terra se encontra.

Foi dada autorização para que o Homem se sinta a si próprio como um Fogo e na proporção em que eu vou vivendo como um fogo, as cortinas vão sendo removidas e a face oculta de mim mesmo pode ser fixa na psique.

Existe um Grande que observa um pequeno. E o Grande Ser e o pequeno ser olham-se mutuamente dentro de ti e eles procuram-se entender, tocar, entrar em face um com o outro.

O teu verdadeiro rosto és tu mesmo em nível Melkizedeque. Ele é a vibração, a identidade final de um ser guardada pela Ordem de Melkizedeque. Esta Ordem lida com os rostos resplandecentes, com o brilho do teu rosto e com a frequência angélica do teu ser. Significa que nós somos anjos físicos.

Na proporção em que nós vamos removendo o lixo acumulado, esse rosto esfíngico por detrás da consciência que contém a calibragem do Cristo, em termos de um disparo energético no éter a partir dos centros superiores sobre o ambiente à tua volta, pode começar a atravessar a cortina e a fixar-se na auto consciência sem que isso se transforme em mais um episódio de perca da noção das escalas.

O grupo de anjos que lida com a revelação da identidade humana ao homem forma uma das 4 Tribos das Plêiades – RA.

Estas Tribos: RA; P’TAH; MA’HAT e AN são hostes angélicas e extraterrestres que funcionam como alter ego galáctico da nossa própria humanidade.

A Tribo de RA lida com o polimento da lente da auto consciência.

Os animais estão conscientes do meio ambiente sensorialmente, mas este estado refinado da consciência, em que a consciência se vira para si mesma é regida por Sírius.

Sírus é a grande estrela que emana para o sector em que este planeta existe, o milagre da auto consciência. Então, Sírius é a estrela que cria consciência de si em nós. A radiação que ela emana é a radiação logóica capaz de pegar uma consciência linear e dobrá-la sobre si própria – sentido do Eu.

O sentido do Eu é o resultado de uma curvatura da consciência sobre si mesmo no qual o acto vertiginoso de estar consciente é encapsulado num campo coerente e os feixes de consciência são tão intensos e rápidos que refluem, sobre o seu próprio centro, o Eu.

Sírius não teria como derramar sobre as nossas glândulas pineais essa vibração (consciência de nós mesmos) se não estivesse ligado ao grande portal de Orion que é o emanador da própria divindade para todo o quadrante em que a Terra evolui.

O guardião do sentido de si é o Divino e tornar-se consciente de si, assistir à curvatura progressiva da consciência no qual a consciência se fecha e o poder de assimilar o entorno reflui sobre si próprio até formar uma estrela no núcleo é doado por Sírius e é o início da individuação.

Sem esta curvatura da consciência sobre si própria nós seríamos fotocópias biológicas e a radiação azul safira (Sírius) produz uma curvatura da percepção até que eclode o milagre da consciência de si.

A Tribo de RA protege o invólucro sagrado da consciência, a isto chamamos Sabedoria.

A sabedoria é este modelador constante que visa, em qualquer momento, em qualquer circunstância, proteger a consciência ao longo da aventura planetária, e sempre observar quando é que a consciência está em risco, porque o invólucro que guarda o refluxo destes feixes que permitem tu teres consciência de ti próprio – porque a consciência de nós próprios não é um acontecimento neurológico, químico, é um acontecimento cósmico e tem a ver com o poder de Deus se levantar no horizonte da sua própria criação e SER.

Nós chamamos fogo ao momento em que a consciência colapsa sobre si própria e isso produz uma deflagração branca. Ser consciente é ser branco.

No momento em que os feixes da percepção refluem – neste planeta isto aconteceu, teosoficamente falando, no início da primeira Raça Lemuriana – houve um momento em que aquele que olhava para o horizonte assistiu ao olhar que ele produzia para o horizonte refluir sobre ele próprio, isto é, ele viu-se a si mesmo na paisagem a olhar para si. O poder envolvente da consciência divina penetrou dentro da consciência humana e formou um infinito dentro da própria consciência quando os feixes de consciência que o homem semi animal lançava eram uma consciência preceptiva, até que um dia, pelo poder de Sírius, esse fluxo regressou ao próprio ser e formou a pequena estrela que é: estar ciente de si.

Isso é o diamante que as forças involutivas perseguem. Esta é a luz que se pretende aniquilar – a luz da consciência. Não é a consciência moral ou a consciência ética, ou a consciência do bem, estes são subprodutos da consciência de si.

Estar ciente de si é o Alfa e o Ômega e esta Ordem de Melkizedeque, através da Tribo de RA, cuida de que a consciência não desapareça deste planeta.

À medida que te vais percebendo e vivendo como um todo, os últimos véus de estar ciente de si vão sendo removidos e tu despertas dentro da Ordem de Melkizedeque.

O código cromático de RA é o dourado e o trabalho de RA é proteger o vaso da consciência. Eles lidam com Sabedoria.

As religiões são uma estratégia de fazer pousar um mar de sabedoria que é todo ele um grande plano universal.

O Universo é feito de tudo desde o carbono até ao fogo divino. Em algum nível existe uma faixa de frequência que é pura Sabedoria, que tem como vibração o dourado. Aquele que protege, nutre e alimenta o desenvolvimento da consciência lida com o ouro.

O nosso coração tem um fio de ouro, o tal da Ordem de Melkizedeque, a Ordem guardiã dos rostos resplandecentes que emergem na 5ª dimensão.

A 3ª iniciação – Transfiguração – é a passagem do rosto histórico para uma compreensão de si como incriado, mas na 5ª iniciação, o rosto resplandecente firma-se no fundo da consciência iluminando-ª

Estamos a chamar rosto à ideia que tu tens de ti próprio.

Nada do que a alma faz visando a 3ª dimensão pode chegar aqui a baixo se não atravessar a imagem que o indivíduo tem de si próprio e é aí que 90% do caudal da alma fica retido.

A alma transmite 100% da luz dourada.

A verdadeira imagem é uma configuração de ti próprio tão imensa, que Eles têm que ter cuidado em ir permitindo que a incandescência de ti não queime as tuas frágeis asas. É toda uma gestão de: Fogo, Ar, Água e Terra.

Viver como um fogo é viver além do plano intuitivo. No 5º plano o indivíduo, finalmente, chega à ignorância começando a viver como um Fogo.


Friday, October 14, 2011

Templo Interior

O único propósito para um ser se encontrar na Terra, nesta fase, é espelhar a luz do centro do próprio ser – Lei do Desígnio.

Esta encarnação é de síntese, ela fecha o laço de centenas e centenas de encarnações.

Vida cármica, vida dármica, vida de serviço à humanidade são coisas da luz, do bem, são grandes conquistas do comportamento colectivo, darma e o serviço aos outros, mas um ser tem que elaborar, dentro dele, este átomo de consciência e compreensão no qual ele estabelece, para si, que existem muitas realidades paralelas ao verdadeiro motivo para ele estar cá e estas realidades são muito belas.

Qual é o coração que depois de ter visto, com olhos claros, a situação do mundo, não quer aliviar a dor neste planeta? Mas os 144000 não estão na Terra para remover este espinho mas para louvar a Fonte, porque quando o indivíduo tira espinho e não louva a Fonte, daí a pouco, ele tem o espinho cravado nele.

Este grupo lúcido, espalhado em todo o planeta, revela-se a si próprio na sua vocação quando perceber que não está aqui nem mesmo para servir a humanidade, mas para fixar um quantum da vasta majestade do Cristo neste planeta.

Quando um ser entra no nível mais interno de si mesmo, quando a conquista passa a ser a de um vácuo interior no qual a Presença pode nascer, tu passas a ser um retransmissor para muitos trabalhadores da luz.

Há um momento em que a Grande Vida diz à pequena vida:

– Agora as portas do templo vão-se abrir. Nós precisamos de pilares, de eixos, de pedras vivas.

– Mas eu não sei como é que se espelha, nem sequer sei o que é a luz do Cosmos Superior!

Neste nível, é a própria luz que vai possuindo o indivíduo gradualmente. É a própria radiação superior do Universo que vai atravessando as redes energéticas até se instalar totalmente nos teus centros, nas tuas células, nas tuas glândulas, no teu corpo etérico, na tua consciência.

O indivíduo só está confuso porque não cumpre a 1ª Lei que é: “Amar a Deus acima de todas as coisas”, porque se ele se vira para esta primeira Lei, toda a sua estrutura energética se organiza em pirâmide, que é a ligação da personalidade à mónada.

A pirâmide é a estruturação vibratória que acontece quando o indivíduo cumpre a primeira Lei. Portanto, eu tenho que aspirar à transferência da líbido (energia psíquica) ao ponto de amar a Fonte acima de todas as coisas.

A energia psíquica é como lava, é todo o teu desejo de Ser. Isso vai absorvendo patamares de experiência em função de objectos de desejo.

O 6º Raio é a energia encarregada pelo Cosmos de nos anunciar um objecto de desejo cada vez mais alinhado com a Fonte. É a vibração cósmica que nos apresenta novos alvos para a nossa necessidade de fusão.

A 1ª Lei é uma lei de transferência de desejo “Amai a Deus acima de todas as coisas” e o que esta lei diz é que é-nos possível aspirar a que a nossa vida astral e de sentimento se liguem à Fonte donde emerge uma suprema nutrição afectiva – isto é o maná dos deuses.

O indivíduo da luz, que está integrado à corrente ascendente da Terra, precisa de pedir que a sua capacidade para a vida seja expandida até ao momento em que o indivíduo queima tudo aquilo em que toca, isto é, nada na criatura a satisfaz só o Criador, porque o 6º Raio leva-nos do amor à criatura para o amor ao Criador.

Todo o ser que já viveu uma espiritualidade real, não explícita, sabe o que é espelhar a luz que vem do cosmos superior. Todo o ser que já viveu a entrega em vidas anteriores, melhor ou pior, sabe o que é espelhar a luz central. No fundo, os protocolos de ascensão e revelação da luz central estão prontos. A Hierarquia já instalou a rede principal lá, no centro do teu ser. O olho já acordou, é viver a 1ª Lei. Ficar sentado aspirando à última transferência do desejo.

Se eu tento viver a 2ª e a 3ª Leis, que são leis secundárias – receber/transmitir energia, curar o outro – isso é o jardim do templo onde o indivíduo é frágil, é ondulação, mas a consciência amadurecida já está pronta para subir os 3 degraus e entrar no átrio e, pelo menos, ficar ali.

Tu chegas ao ponto de correcta captação e transmissão da força e da energia quando eminentemente tu sabes que és atravessado pela Vida e quando transferes a consciência do veículo para a Vida que te atravessa. Aí tu não estás mais a colorir a energia.

O que está aberto para nós é o fim do medo.

Num Templo temos: O Jardim

Os Três Degraus

A Porta

O Átrio

A Nave

O Altar

O Sacrário

Cada um destes níveis são iniciações o que significa etapas de anulação da dualidade – Eu e o Divino.

No Átrio tu vês o que está lá ao fundo no Sacrário.

No Sacrário a consciência, tal como a entendemos, extingue-se.

Esta resposta instintiva à manifestação de uma luz maior nesta planeta é algo que demora anos a cultivar e que, nos últimos 2000 anos, temos vindo a acumular na parabólica do corpo causal, aquilo a que Jesus chamava “Tesouros no Céu”.

Interiormente vocês são lindos! Fixem-se na luz que são.

A Transfiguração é a condição essencial que os 144000 deverão demonstrar entre 2008 e 2015. É a condição mínima através da qual os guindastes da Confederação Intergaláctica te podem usar como elo de tracção planetária. Os 144000 são elos para os guindastes da Hierarquia.

Descalça os sapatos, alinha-te, lava a memória dos dias, verticaliza-te e entra no Templo.

No Átrio o ser humano descobre-se como imensamente amado por algo que está no Sacrário que ele não consegue explicar. No Átrio tu sentes, assimilas o amor que não tem nome. Neste Átrio todo o processo encantatório dos Jardins ficou para trás e tu ficas na Câmara e aqui é como se houvesse orvalho celeste.

A chuva celeste, ou seja, o baptismo, acontece no Átrio mas eu só chego a este Átrio depois de subir os 3 Degraus e estes 3 Degraus são a renúncia a querer resolver em mim, por mim, os meus assuntos – é uma lucidez maior, é o indivíduo perceber que aqueles problemas, aquela confusão, aquele labirinto, aqueles impasses são o que são porque o trabalho principal não está a ser feito.

A radiação que vem do Sacrário tem o poder de dissolver, em profundidade, todas as circunstâncias da tua vida e produzir a eclosão de uma harmonia profunda na personalidade. Só que, quando nós entramos no Templo ainda trazemos pedaços do Jardim connosco.

Nós entramos no Templo como se a nossa mente começasse a organizar deuses, depois vêm as memórias da religiosidade de infância, ficam ali visualizando imagens do sagrado – Maria, Ísis, Morya, S. Germain – imagens completamente válidas mas são “rouxinóis” porque se eu quero saber o que é Morya, está lá dentro do Sacrário. Se eu quero saber o que é S. Germain... S. Germain hoje é um Mestre Ascenso que foi destacado para Andrómeda! Morya é o novo Manu da Humanidade, é o novo coordenador do 1º Raio na Terra, Ele ascendeu à condição de Manu, está a entrar nesse posto.

Nós nunca vamos saber quem estes seres são olhando para as imagens deles no Átrio, eu preciso de dissipar estas imagens destes últimos “rouxinóis”.

Quando entramos no Sacrário é para uma experiência de união. O Átrio serve para eu ir despindo o que resta em mim do Jardim. Sem estares nu tu não entras na nave principal, tu ficas no Átrio a repetir o impasse entre o Jardim e o Sacrário. O Átrio é uma antecâmara de lavagem.

Quanto mais eu tenho a ilusão de que as coisas se vão resolver sem a 1ª Lei, mais difícil é sair do Átrio e entrar na Nave (a alameda principal do Templo).

Ao entrar no Templo do nosso ser interior, a linguagem, a partir de um certo ponto, pára.

Eu entro no Templo para Ser e o que eu deixo fora do Templo, a minha vida tridimensional, não tem, no fundo, solução, sem que eu faça este trajecto até ao Sacrário.

Se tu és um servidor cósmico tu não vais para uma vida nem cármica, nem dármica, nem mesmo de serviço, tu vais para conseguir trabalhar num planeta cuja superfície é antagónica à luz, tu serenamente, impressionas os éteres com o fogo interno. Se eu não faço esta busca do fogo que está no Sacrário, eu perco consciência do meu destino. Então, tu, no Átrio, lavas-te da linguagem até que entras na condição da oração sem palavras (Teresa d’Ávila) ou Contemplação.

A Contemplação é um estado em que tu te deixas levar pela corrente que atravessa o centro do Templo – a Nave.

Há uma corrente que continuamente liga o Átrio ao Altar, se eu consigo pôr os pés naquela corrente eu sou puxado através da Nave, mas essa corrente é tão subtil, tão refinada, que ela ressente-se das nossas bagagens.

A 1ª Lei é a Adoração e como é que eu chego à condição de Adoração? Há um núcleo em ti que é Adoração, então, eu preciso ficar na condição atenta, transparente, sensível em termos da ternura para comigo mesmo porque as forças involutivas, o que elas tentam danificar em nós, é a ternura para connosco próprios.

Sente que tu és o Cosmos, que és o Mandala e vais perscrutar em ti onde está a Adoração.

Se o núcleo não está na mente, nos pensamentos, desligas e vais mais para o fundo. Vais-te descartando de camadas até que há um momento em que não tem nada e tu chegas àquele núcleo em ti que é Adoração. Quando chegas aqui o corpo emocional ganha asas e esse é o último estágio da líbido. É quando o intenso apetite pela vida (sob a forma de afecto ou energia sexual) ganha asas que o teu corpo astral se eleva.

Os nossos corpos não aguentam mais a pressão exercida pelo exterior, daí o desequilíbrio que se observa nas pessoas porque o planeta entrou numa fase de síntese e as correntes internas e externas extraterrestres estão a começar a activar força e luz em graus cada vez mais altos e, entretanto, os nossos corpos precisam de acompanhar esse movimento – o físico, o mundo da líbido (desejos e sentimentos superiores) e o mundo da mente – precisam de receber a luz que vem de dentro. Precisam de receber uma iluminação a partir do núcleo de Adoração até esse núcleo despertar em mim, ligar isso como um foco e iluminar a personalidade inteira.

Eu preciso de ir para o fundo e a partir daí eu tenho a luz que derramo sobre os corpos, e os nossos corpos não aguentam muito mais tempo sem esta luz, sobretudo os corpos dos seres que vieram para fazer um trabalho interno.

Aprende em ti, por ti, em liberdade e com os teus próprios passos, a ligar a luz secreta dentro de ti e a dirigi-la para a parte exterior do teu ser. Este é o trabalho.

Transcrição de Alice Jorge

Por André Louro de Almeida              02/04/2004

Thursday, October 13, 2011

Lys e o Éter Primordial(Uma Introdução) Parte I

Por detrás das aparências, por detrás daquilo que impacta os sentidos, sempre esteve preparada, sempre esteve latente, sempre esteve viva, uma Síntese. Uma Grande Síntese. Por detrás da trama, por detrás do espaço, do tempo, da escola, por detrás desta química existencial em que nós nos encontramos, sempre esteve latente, sempre se ocultou uma Grande Síntese. Uma realidade, que do ponto de vista da evolução, é perfeita. Sempre Algo Maior se manteve latente.

E a época em que nós estamos, é uma época em que é permitido recriar este Planeta. Em que é permitido gerar uma regénese. E tu, enquanto indivíduo lúcido, tu encontras-te no ponto de encontro, tu encontras-te no ponto de convergência que conduz à emergência dessa Síntese. Ou seja: neste momento, nós encontramo-nos num Planeta que está a ser rescrito. Que está a ser preparado para ser dito de novo. Um planeta que está a ser preparado para ser de novo verbalizado. E o teu ser é o ponto de encontro de duas imensas realidades de que nós vamos falar. Ele é o ponto de convergência de duas imensas realidades. E por este casamento, por este novo casamento entre o Espírito e a substância, nós vamos poder falar, viver, ser, um Novo Homem. E este Novo Homem é como que um novo equilíbrio entre o que constrói a realidade. Entre o Espírito emissor e a substância receptiva. O Novo Homem é um novo equilíbrio. É um novo degrau. É uma recombinação do Universo. O Novo Homem é Universo recombinado. Reorganizado.

Este ser em síntese, isto é, este ser que cumpriu as etapas, e quando nós falamos de etapas não falamos da actual biografia do homem terrestre, não falamos da actual biografia individual... as etapas são realidades com milhares de anos dentro de vocês; nós, hoje, não estamos mais em julgamento. O julgamento já foi feito pela própria Mónada do indivíduo. Pela própria essência do indivíduo. Antes que tu te tivesses projectado nesta dimensão, o teu destino Maior já estava desenhado. Já estava pronto. O teu desígnio, nos níveis supramentais, nos níveis supraterrestres do teu ser, já estava pronto.

E esta não é uma encarnação de prova. A dificuldade tem a ver, apenas, com a precisão, a exactidão, e com a maior ou menor plasmagem de Luz Eterna na nossa consciência e corpos. Isto não é uma encarnação de prova entre sombras e trevas. Isto é uma encarnação de permissão. Porque as encarnações de prova ficaram para trás. Nós tivemos dois mil anos de prova. Dois mil anos de trabalho. Dois mil anos de atelier planetário. Hoje, os seres que encarnam, tirando raras excepções, vêm revelar a síntese do que estiveram acumulando no seu interior durante os últimos milénios. Eles não vêm viver prova, exactamente. Ainda que isso pareça estar à superfície. Ainda que à superfície dos acontecimentos, as pessoas sintam que estão sempre em prova. Mas o que se passa, é que esta encarnação, esta nova experiência biológica em que nos encontramos, ela destina-se, no profundo, a plasmar nos corpos a síntese de todas as encarnações até agora.

Em outras vidas, nós recebíamos um pequeno percentual da Luz que somos. Porque eram vidas de prova. Eram vidas em que tu estavas acumulando Tesouros no Céu. Eram vidas em que estavas estimulando os reservatórios superiores do teu ser, através do acto moral. Através da bondade. Através do sorriso que compreende. Através do esforço para o bem. Através da amplificação do coração. Através do refinamento da consciência. Através da purificação do carácter. Através da união com a boa vontade. Isto tudo, do ponto de vista do trabalho, da síntese planetária, ficou para trás. Esta não é uma vida de boa vontade, nem de bondade, nem de purificação do carácter, nem de refinamento da consciência, nem de praticar o bem...

Isso, hoje, é considerado automático! Esta é uma vida para receber o Arquétipo! A Entidade Maior! Se nós continuamos no nível - completamente compreensível, completamente legítimo - no nível da purificação do carácter, da eliminação de defeitos, do esforço para o bem..., nós não vamos encontrar o ângulo que te coloca a par com o novo degrau. Com a Nova Harmonia. Com a Nova Criação.

Esta é uma encarnação, na qual a partir de 2008, o corpo Causal começa a ter os seus invólucros removidos. Começa a ter as suas membranas subtilizadas. E como vocês sabem, este nosso corpo Causal é o ponto de encontro entre a mente que sobe, entre a mente que aspira, e a Luz que tu és. O Ser Maior que tu és. Mas este ponto de encontro tem tido - como dizer isto? - uma pavimentação, membranas subtis, que impedem, por uma questão de equilíbrio, porque no passado as vidas eram vidas de prova, porque o indivíduo não podia receber a Luz toda, porque ele não tinha corpos para receber a Luz que ele era, porque ele tinha que purificar os corpos...

Então existiam estes anteparos entre a Luz que tu és, entre a Estrela-Ser que tu és..., entre o Ser-Estrela..., entre a Entidade Galáctica que tu és e a sua contraparte terrestre; a forma como a Terra conseguiu, até hoje, fotografar a tua Entidade Galáctica; revelar a tua Entidade Galáctica. Mas essa fase, de preparação dos corpos para a Luz, vocês terminaram. Há centenas de anos que têm feito isso. Isso terminou nas vidas anteriores.

O trabalho, hoje, está sendo operado nos planos internos, por entidades como Elias, que hoje é um extraterrestre da sétima dimensão; por entidades como Isabel, que hoje é um andrógino, lá, nas naves de Luz, da Confederação Intergaláctica; por entidades como Maria, que hoje são Vórtices de colapso Espácio-Temporal; Maria são Vórtices de transformação de contínuos/dimensões. São Seres transdimensionais.

E o que estes Seres estão preparando em nós, é a subtilização, a progressiva transparência e, a partir de 2008, praticamente a remoção das duas membranas que configuram o corpo Causal. O que significa uma incandescência na coroa e no centro do peito. E, como vocês sabem, é nesse Veículo Superior que se encontra todo o Bem, que vocês acumularam em vidas anteriores. E nenhum de nós tem a mínima noção de quanto Bem acumulou aí. Da Luz que foi reunida nessa Arca Secreta. Daquilo que é a Síntese de milénios, de caminho longo, de pedras, de espinhos... Nós, hoje, lutamos e ainda sofremos, por uma questão de hábito! É um hábito! Porque a Luz ainda não ancorou totalmente. Porque a nossa quietude, e o nosso vácuo, e o nosso sim, e a nossa nova dignidade, ainda não emergiram na configuração exacta que permite a plasmagem da vibração da Verdade. Notem: eu não estou a falar daquele caminho que vai da sombra para a Luz.

Daquela longa progressão da sombra para a Luz. E de todas as variações entre a sombra e a Luz. Eu estou a falar que existe uma vibração de mentira e uma vibração de Verdade. Uma vibração de processo e uma vibração de culminância. Uma vibração construtiva, progressiva, plástica, psicológica, e uma vibração de Revelação e Contacto, entre a entidade Divina e a entidade terrestre, em ti. E isto plasma-se. Isto ancora. Isto estabiliza, centraliza a consciência. Isto baptiza com Fogo a natureza do ser.

E a etapa em que nos encontramos, é uma etapa de remoção dos véus. De remoção desta catarata espiritual que nós temos na nossa óptica interior. Esta opalinidade. E é uma etapa para receber os Tesouros do Céu. Isto é, o indivíduo está sendo chamado para não operar mais, apenas no sentido ascendente. Mas para aprender (é isso que faz um Iniciado), para aprender a trabalhar no sentido descendente.

Nós chamamos Transfiguração, àquilo que acontece nos nossos veículos e na nossa pessoa quotidiana - esta consciência de vigília, ambulante, que nós somos nesta dimensão - nós chamamos Transfiguração, ao que acontece quando tu te vês de cima, do outro ângulo. Quando tu te vês além de ti. Acima de ti. Quando tu sentes além da zona, a que antigamente chamavas “eu”. Reparem que na Transfiguração, no sentido simbólico ocidental, Jesus sobe ao alto do monte. E a Transfiguração consiste na consciência que reside naquele Ser, mudar de plano e ver os corpos... - Quantos Discípulos subiram com Jesus para o alto do Monte? Três. - Então, cada um deles representava um veículo da personalidade. Eu cálculo que João representava um veículo mais sensível, Tiago um veículo mais mental e Pedro um veículo mais activo, mais vital, mais físico-etérico, mais dinâmico.

E o que acontece, é que tu tens este quarto princípio, que é a Visão Pura, que leva estes três corpos ao Alto de um Monte; o que significa, trazer a consciência para o topo do ser. E nesse nível, ver-se totalmente liberto da vibração dos corpos! Esta passagem, meus irmãos, esta passagem existe! E aquilo a que se chama a Transfiguração, a terceira Iniciação, é um processo no qual, definitivamente, essa quarta realidade conquista a consciência.

O novo ângulo torna-se a nova normalidade. Há uma nova normalidade nessa terceira Iniciação. Mas o indivíduo não tem que esperar por esse acontecimento, que está no caminho de muitas pessoas, de milhares de indivíduos, o indivíduo não tem que esperar por essa terceira Iniciação para praticar a Transfiguração. Basta que ele compreenda, que a terra onde ele caminha, está em Transfiguração. E que os véus, que separam a Humanidade de superfície da Humanidade Profunda, das Humanidades paralelas, das nossas Humanidades Irmãs, todos estes véus estão a ser removidos. Estas películas de incomunicação estão a ser removidas. E isto acontece na Terra, como uma Arquitectura Celeste, e acontece em ti, individualmente. Tu és Terra em Revelação! Nós universalizamo-nos através deste pensamento. E tu sabes que as vibrações mais altas da vida só podem ser contactadas, quando um indivíduo se universaliza. O indivíduo tem que se universalizar. Que é o mesmo que dizer que tem que se tornar impessoal. E tu universalizas-te, quando tu compreendes:

Eu sou Terra em Revelação! Eu sou um fragmento do processo Terrestre! E o que acontece na Terra acontece em mim! E se eu consciencializar a Luz em mim, a Consciência Luminosa da Terra expande!...

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