Shakti: O Despertar da Deusa Adormecida
na Matéria A energia eléctrica ligada às Plêiades, profundamente
impregnada na matéria, é uma expressão da potência da Mãe Divina –
Shakti-Kundalini - animando com a sua força o interior da substância.
Toda a matéria universal está impregnada de uma Deusa que dorme, esta
Deusa representa a potência da Mãe adormecida na matéria. Esta é a
condição inicial de uma aventura estrutural cósmica; no entanto, é
importante não confundir este estado inicial da matéria,
Shakti-Kundalini adormecida, com o estado da Mãe do Mundo envenenada,
que aconteceu quando as 4 forças de distorção se introduziram no
controle da força planetária. A história do adormecimento do princípio
feminino é universal. Uma guardiã de pureza virginal na matéria está
ameaçada… Esta realidade é inteiramente consistente com as histórias
contadas às crianças como a Branca de Neve ou a Bela Adormecida. Cada
unidade de matéria pode, ou não, ter desperta em si a consciência do
Paraíso. Existem dois estados de átomos – átomos adormecidos e átomos
despertos. Quando os átomos estão despertos isso significa que a
radiação da Mãe despertou no seio da matéria.
A potência de Shakti-Kundalini despertou e a energia cósmica está cada vez mais acesa e pulsante no âmago da substância. À medida que essa presença/força desperta, revela a Deusa Imanente da matéria. À medida que a Deusa adormecida na matéria desperta, a força dos 4 elementos é liberta numa espiral ascendente, numa corrente que aspira à conexão com a contraparte sagrada de cada partícula no paraíso A matéria evolui de forma rítmica, num movimento em espiral em direcção ao Paraíso onde está a contraparte sagrada para cada partícula. O movimento de despertar gradual da força de Shakti-Kundalini vai activando a coluna de cristal ao longo da espinal-medula e desperta progressivamente os vários centros energéticos acendendo neles uma qualidade vibracional que prepara o ancoramento das radiações superiores. A Função da Mãe do Mundo: Coordenadora do processo de fusão gradual entre Lux Aeterna, a corrente de luz descendente e Shakti-Kundalini, a corrente de potência ascendente
Qual é a função da Mãe do Mundo? Qual a natureza do seu trabalho? Em que consiste a sua acção?
A Mãe do Mundo é a entidade a meio do caminho que rege o processo de intersecção e fusão gradual entre a corrente ascendente das energias fundamentais de Shakti-Kundalini – terra, água, ar e fogo – e a corrente de luz descendente da Mente Universal que contém a radiação sagrada e o projecto divino para a humanidade e para a terra. Existem três aspectos ligados ao trabalho da Mãe:
1. A Lux Aeterna – a mente cósmica, a força de luz descendente que transporta a visão da Mãe, a sua concepção e o seu projecto de consagração da terra.
2. A força de Shakti-Kundalini, potência de vida actuando através dos 4 elementos.
3. A Mãe do Mundo enquanto mediadora que realiza a coordenação entre o projecto da Mente cósmica e a potência de Shakti/Kundalini. A Mãe do Mundo é a mediadora entre o projecto da Mãe infinita e as forças elementais no seu estado de desenvolvimento relativo a um planeta e a uma determinada era. A Mãe do Mundo é a entidade que adapta o projecto da Mãe Universal a este planeta e ao momento histórico que a humanidade vive. A Mãe assume uma posição simétrica de forma a coordenar o processo de harmonização entre as forças ascendentes e descendentes: pelo pólo norte do planeta desce a energia de Lux Aeterna, pelo pólo sul sobe a energia de Shakti-Kundalini e ao centro, no coração do planeta, está o sincronizador de cristal, o trono da Mãe do Mundo. Em torno do trono estão as 4 centrais de diferenciação da força planetária. A força original para se tornar uma dinâmica criativa de manifestação decompõe-se em 4 forças secundárias – terra, água, ar e fogo. A potência da Mãe emerge das profundezas da terra numa corrente de energia pura, anterior à diferenciação nas 4 forças fundamentais da matéria – energia electromagnética, energia nuclear fraca, energia nuclear forte e força de gravidade.
O trabalho da Mãe consiste por um lado em libertar a potência de Shakti-Kundalini; o desejo de vida, a pulsação de vida, a força de realização na vida. Por outro lado, a sua acção procede à integração da força, coordenando-a e conduzindo-a em função do projecto universal. Trata-se primeiro de libertar a potência e depois de a conduzir, coordenar e integrar no projecto universal. Todo este processo criativo é activado pela força do coração, a dinâmica criativa da mente e a potencia de projecção do centro da laringe. Grande parte deste trabalho de libertação da força e sua coordenação em função do projecto universal está ligado à acção do chacra da Laringe – Magdala.
Qual o domino de acção das forças involutivas? Que camadas da corrente planetária foram atingidas pela sua acção? As forças involutivas tomaram os 4 pólos controladores, a partir dos quais se dá a diferenciação da força da Mãe do Mundo, mas não atingiram nem a potência pura de Shakti-Kundalini no trono central da Mãe nem a corrente descendente de Lux Aeterna. A amplitude do domínio das forças involutivas atingiu os níveis intermédios, desde o plano da mente superior até ao nível no qual se dá o princípio de defracção e controlo elemental; ou seja, o nível no qual a potência pura de Shakti-Kundalini se diferencia nos 4 elementos. No entanto, as forças involutivas não atingiram a camada mais profunda da matéria, o campo unificado anterior à diferenciação elemental. No âmago da substância, na camada quântica da matéria irradia ainda a potência pura da Mãe. A chave de acesso a essa camada profunda, subatómica está na activação das mais altas camadas de Lux Aeterna.
A pomba representa Lux Aeterna, a corrente descendente de Luz da Mente Universal. O cristal representa o trono central de coordenação da Mãe do Mundo. A serpente representa a potência ascendente de Shakti/Kundalini, a Deusa emergente na matéria, a respiração, a pulsação de vida animando a substância. A coordenação, o equilíbrio, o grau de harmonização entre os dois pólos vai dando a medida da Mãe Divina em cada ser. O Sacrário: A Câmara da Mãe do Mundo, o Éter Primordial, o Agente Alquímico da Mãe O Muladhara, símbolo da mulher, é a confirmação do ponto de convergência da força: a potência pura de Shakti/Kundalini que depois se diferencia nas 4 forças elementais. Estas 4 forças emergem a partir da potência, do impulso, do desejo de viver. A partir desta corrente pura de vida dá-se o processo de diferenciação nas 4 correntes da força elemental. O espírito coordenador universal desce sob a forma de Maheswari, Mahakali, Mahalaksmi, Mahasaraswati – actuando quadruplamente sobre as 4 forças emergentes de Shakti-Kundalini. O símbolo alquímico da Mãe do Mundo está ligado ao sacrário, a câmara onde o Éter primordial religa os 4 princípios superiores às 4 forças elementais e transubstância a matéria. O termo que a igreja católica utiliza para o processo que conduz à fusão entre os 4 princípios superiores e as 4 forças elementais é transubstanciação.
O sacrário é um espaço no interior do qual se coloca uma substância – a hóstia - simbolizando a substância mental, emocional e física, ainda impregnada da vibração terrestre; no interior dessa câmara a substância é absorvida no éter primordial e transubstanciada. A energia quádrupla de Kundalini em torno do trono da Mãe do Mundo é purificada pelo poder do 5º elemento – o éter primordial. A matéria é consagrada, nela acontece a corporificação da trindade. Matéria consagrada não é nem matéria no estado emergente nem apenas os princípios abstractos transcendentes, é uma 3ª substância nascida da fusão.
Os Portais: O Sacrário na Atmosfera do Espaço Actualmente, o sacrário é atmosférico e estão a ser criadas novas câmaras e novas técnicas de transubstanciação. Nas imagens que nos formam internamente mostradas de um centro espiritual em Portugal existe uma ilha ao centro e em volta da ilha, um espelho de água. No topo da ilha existe um círculo com 4 colunas: norte, sul, este, oeste. Essa ilha representa, para o centro espiritual, o Paraíso. Todas as actividades do centro representam os signos do Zodíaco, sendo que o centro espiritual está dividido em 12 áreas de trabalho, 12 áreas de expressão. O Zodíaco, em torno de um espelho, com uma ilha ao centro e 4 pólos. No centro dos 4 pólos está acesa a Chama da Ascensão. O Éter Primordial: agente operativo que permite a materialização dos arquétipos sagrados O 3º aspecto da Trindade gera Luz Aeterna, a mente cósmica. O veículo da mente Cósmica, o seu agente operativo é Akasha ou o éter primordial, também conhecido como o Manto da Mãe ou o Véu de Isis. A Mãe é simultaneamente azul celeste e vermelho terra: o vermelho representa a tremenda força de vida, a paixão pela vida que a Mãe manifesta enquanto Shakti. O azul é o manto, a energia da Mãe Divina impregnada da radiação do futuro, trazendo em si a concepção do futuro, trabalhando para construir o futuro.
A voz da Mãe Divina, Sophia Perene, está impregnada de uma doçura lúcida, criativa, futurista. A Mãe é o agente dinâmico que trabalha para a materialização dos projectos do Filho, procurando manifestar no universo criado os projectos arquitectónicos e corpóreos dos filhos do Paraíso. A Mãe Divina como Lux Aeterna é a dispensadora do futuro dos dias. É a suprema visão do potencial do futuro, a concepção paradisíaca a ser manifestada na humanidade e na terra. Os dias passam e chamam-nos para o futuro – o futuro eternidade é o futuro construído com a matéria inspiradora que vem da eternidade. Esta visão superior que contém o projecto sagrado a ser manifestado na terra tem um veículo condutor, um agente operativo, Akasha – o éter primordial – o veículo da acção da Luz, a sua força de materialização.
Qual a diferença entre a Luz do Cristo e esta Luz dinâmica que é o veículo da acção da Mãe? A Luz do Cristo é supraespacial, o éter primordial é intraespacial, é uma substância que anima o espaço volumétrico, o agente de materialização que plasma os arquétipos sagrados numa dimensão espacial, etérica e física. Onde estão os arquétipos pouco antes de se materializarem? No éter primordial. O éter é o veículo operativo de materialização das formas. Os arquétipos sagrados não conseguem materializar-se no espaço e nos corpos se não passarem por este agente dinâmico que permite a plasmagem na substância. Os arquétipos têm que passar pela Mente coordenadora da Mãe e depois materializar-se, electricamente, através da acção deste agente operativo, o éter primordial. É a tecnologia e a ciência da activação do éter primordial, o agente operativo que plasma os modelos, que permite a materialização no espaço das Cidades de Luz. Os centros intraterrenos são pontos de aplicação no espaço desses modelos sagrados que estão em dimensões suprafísicas, que por sua vez se projectam nas cidades sagradas, são uma aplicação no espaço dos modelos civilizacionais que existem na mente cósmica.
A acção da Mãe é dupla: existe o processo descendente da Mãe desde Lux Aeterna e o processo complementar, a emergência da potência da mãe no âmago da matéria: o despertar de Shakti-Kundalini. À medida que esta força emergente desperta divide-se nos 4 elementos e cria o grande dinamismo do cubo. Quanto mais afastados e descoordenados entre si estão os 4 elementos, mais problemas existem no interior de um ser e de uma civilização. O estado de desordem, de contradição e de conflito no interior de um ser está ligado ao estado de dessincronização entre estas 4 forças – física, emocional, mental e intuitiva.
É a força do éter primordial – o 5º elemento – que tem a capacidade de coordenar os 4 elementos unificando-os numa mesma direcção, estruturando-os no interior de um projecto de realização do ser. A hóstia, símbolo da substância, ao entrar no interior do sacrário com os 4 elementos num estado de fragmentação, é impregnada pela potência do éter primordial. Através dessa impregnação, os 4 elementos são unificados e emerge o estado corpóreo da matéria do Paraíso. A este processo chama-se Transubstanciação - corpo de Cristo, a consagração do corpo. O estado de coordenação suprema da personalidade corpórea é o Paraíso. O Amor do Filho é a força magnética do íman cósmico atraindo para si; o Amor da Mãe é a força que coordena, que estrutura os elementos para a realização do projecto. Este amor não é radical, na proporção exacta em que é aceitação, compreensão, educação do processo de crescimento do ser.
A Mãe do Mundo coordena o processo de integração entre as concepções superiores e as energias dinâmicas inferiores. Coordenação é Amor, coordenar é uma expressão profunda de amor pois co-ordenar significa ordenar a dois, ordenar o que vem do mundo dos arquétipos sagrados com o mundo do possível - a força emergente da Deusa na matéria que procura libertar-se da sua prisão, refinar-se, irradiar um brilho psicológico cada vez mais integro e intenso. A força emergente da Deusa na matéria é a fonte, do impulso, do desejo de viver; esta força pede para ser liberta e coordenada com a fonte da inteligência e da essência que está em Lux Aeterna – a fonte dos significados, dos valores, dos signos e sinais que vão iluminando gradualmente a mente e a existência. Pirâmide do processo de crescimento da consciência Sinal Monádico Signo Espiritual Símbolo Intuitivo Significados Mental Vivências Emocional Experiências Físico
A pirâmide do desenvolvimento da consciência permite-nos compreender a gradação progressiva dos graus de consciência que determinam a qualidade com que o ser investe a experiência. A ascensão da consciência evolui simultaneamente com a ascensão da experiência: à medida que a consciência ascende, ao nível das categorias à priori, a experiência torna-se gradualmente mais ampla, profunda e abrangente. À medida que a consciência ascende, o ser vai activando no interior de si espelhos vibracionais cada vez mais reflectores do fogo sagrado. Existem sete categorias à priori, sete níveis de consciência a partir dos quais o ser investe a experiência e a existência. O processo de amadurecimento da psique começa pelo nível da experiência. Nesta fase, a busca de experiências não é ainda uma busca de significados, pois os elementos, a força vital do ser está descoordenada em relação à consciência.
Neste nível, experiência significa que Shakti – a força vital - domina sobre a força de iluminação da Lux Aeterna. Ao fim de uns tempos, a natureza redundante e não construtiva das experiências esgota a motivação por esse nível e cria no ser uma “sede” de um outro nível de experiências. Quando a consciência consegue antecipar o resultado de uma experiência sem que o ser tenha que a viver, isto significa que a Mãe Divina já está a actuar na mente com o seu princípio de sabedoria. Quanto mais a mente individual está ligada à Mente da Mãe Divina, mais as forças elementais diferenciadas de Shakti procuram encontrar uma ordenação, uma coordenação e unificação entre si. Isto significa a busca de experiências que consagrem cada vez mais a integridade do ser, ou seja, experiências físicas que nutram a coerência emocional e tenham significados mentais. Experiências físicas, emocionais e mentais impregnadas de significado espiritual. Depois de um certo grau de desenvolvimento no nível da experiência, o ser torna-se progressivamente mais exigente e busca vivências. Vivência é um nível de experiência que nutre emocionalmente o ser. No nível da vivência, as experiências contêm em si um elemento coerente e estruturante que é fonte de enriquecimento emocional e participa na construção da identidade. A partir de um certo grau da consciência o nível das vivências deixa de ser suficiente; o ser começa em busca de significados.
O nível das experiências e das vivências, em si mesmo, deixa de ser fonte de satisfação; o ser precisa de sentir a emergência de um significado, isto é, antes de se entregar a uma experiência nasce no seu interior a questão – “Qual o significado desta experiência no contexto de um crescimento global? Qual o seu significado num contexto autenticamente espiritual?” Um contexto autenticamente espiritual é um contexto que promove o crescimento de todos, promovendo o crescimento de cada um. No plano espiritual não tem sentido colocar a questão do crescimento individual mas procura-se criar condições para o desenvolvimento de todos, conscientes de que este depende, detalhadamente, do crescimento de cada um. Neste contexto, a realização de uma pessoa leva ao crescimento de todos e o crescimento do grupo estimula a singularidade, a identidade e a criatividade específica de cada ser.
O contexto espiritual autêntico dilui as fronteiras entre Leão, a busca da individuação e da identidade, e Aquário, o envolvimento e o empenho no desenvolvimento do grupo. O nível dos significados surge quando o ser procura compreender para onde as vivências o estão a conduzir. Isto é, podemos ter experiências que nutrem a coerência das emoções que nos trazem um sentimento de plenitude, mas ainda não contém em si um sentido. A partir de um certo grau de desenvolvimento o ser torna-se naturalmente mais exigente e busca apenas vivências com significado. Este nível de exigência, a busca de significados, representa já um grau profundo de conexão da mente individual com a mente cósmica. No entanto, esta busca de significados e valores não pode ser imposta de fora.
A presença da Mãe Divina na mente é a força que vai gradualmente coordenando, a partir de níveis cada vez mais profundos e exactos, as 4 forças – terra, água, ar e fogo. É o grau de conexão entre a mente individual e a mente Mãe que vai criando em nós uma exigência crescente de coerência interior. Depois de um processo de amadurecimento da psique no nível dos significados, o ser começa gradualmente em busca dos valores; começa a emergir dentro de si a busca do nível simbólico da experiência. A busca do símbolo assinala já uma presença profunda da energia da Mãe Divina actuando ao nível da mente.
Quanto mais forte é a conexão da Mente da Mãe Divina com a mente individual mais a pirâmide inferior ascende pela força de tracção da pirâmide superior. Este processo de absorção da mente realiza-se gradualmente. À medida que as energias da Mãe Divina começam a actuar com uma força crescente dentro de nós, níveis cada vez mais precisos de coordenação das forças vão sendo instalados, são graus de presença da Mãe Divina que vão impregnando a nossa mente. O ser vai galgando níveis até que chega a um grau de consciência em que já não chegam nem experiências, nem vivências que trazem nutrição emocional, nem mesmo as que dão acesso ao significado. O ser começa a sentir a necessidade de perceber o símbolo…o que é que o Divino está a querer dizer especificamente com esta experiência? Entramos no plano em que lemos nas experiências da vida a linguagem de Deus.
