Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Friday, September 6, 2013

Energia Monetária- As Cores do Dinheiro

Vamos tentar trazer ao de cima as chaves que nos permitam ter um olhar profundo em relação ao que se chama “dinheiro”, e que é, obviamente, um termo inadequado quando nós nos preparamos para permitir que desça sobre a nossa consciência uma relação com um Universo em que tudo é energia.

Esta nossa relação com o dinheiro tem orígem em níveis muito profundos da consciência do planeta mas felizmente os seres humanos estão a ser preparados, também a níveis profundos, para desenvolver uma nova consciência de fluxo, de circulação, de respiração monetária: uma percepção do dinheiro como um continuum...

Há uns anos atrás, eu e um amigo nutricionista, começámos a fazer uma espécie de desafio que consistia em elaborar um novo tipo de comida, bastante curioso em termos de proteínas, com distribuição gratuita ao público, as pessoas fariam apenas donativos. O objectivo era libertar a confecção de alimentos da lógica comercial, e portanto, tentar trazer os alimentos para o nível do serviço e retirá-los do nível cármico em que eles estão a maior parte do tempo.

Assim que nós começámos a entrar no plano prático, eu senti, em termos psíquicos, um movimento extremamente poderoso, negro, em níveis do subconsciente colectivo.

O que nós percebemos é que se esse projecto fosse além, e começasse realmente a chegar ao plano físico, alguma coisa muito escura ia acontecer. Isto foi há cinco anos. Pela primeira vez fez-se contacto, não teórico, com as forças que mantêm o jogo planetário, e a partir desse dia ficou uma partícula na nossa consciência que perguntava: “o que é que se mexeu?”

Houve uma sensação de tremor de terra, como se algo muito poderoso que está no subconsciente colectivo, pelo simples facto de passar a haver um alimento gratuito que funcionava com donativos - que é uma coisa que muitas organizações já têm, a nível filantrópico - só pelo facto de aquilo ser feito em glória, ao divino. Era um pão que era amassado, fortalecido, enriquecido com proteínas, etc., em glória ao divino, o objectivo era fazer um pão liberto de qualquer interesse pecuniário, livre de carma, e alguma coisa muito poderosa se mexeu, e nós parámos. O que é que é posto em movimento quando as coisas passam para este nível?

Quando um Logos planetário inicia um processo de expressão de todo o seu potencial divino, através de uma massa de hidrogénio submetida a forças da gravidade, arrefecendo até se transformar num planeta, quando um Logos assume esta escala e este serviço, ainda que ele esteja por detrás da tela do espaço e do tempo, os feixes das suas energias - 1º, 2º e 3º Raios - precisam de atravessar a tela do espaço e do tempo.

Quando o Logos inicia o seu acto criador desenvolve-se um processo descendente. A Sua Vontade Divina compacta-se até se transformar em potência pura, a aplicação directa do 1º Raio sobre a matéria. Da mesma forma o 2º Raio logóico impacta sobre a substância e produz coesão. Isto é, as formas mais primitivas a tónicas de amor e o 3º aspecto produz movimento, actividade, ondulação.

O princípio da expressão de um Deus local através da esfera arquitetónica de um planeta implica a erupção de forças que são como que um magma primitivo. Uma força que, ainda que a sua origem última, seja o próprio Logos, na proporção em que ela transpira através da superfície da substância em evolução, ela começa sempre por ser uma pulsão e uma erupção de potência primitiva primordial.

Se fizermos uma genealogia do que se chama energia monetária, vamos passar para as riquezas materiais, depois para a propriedade privada e a origem da propriedade privada constatamos que é a lei do mais forte - lei da selva.

A propriedade privada, a ideia de posse, vêm da lei da selva que lida com o aspecto primitivo do 1º Raio, isto é, a vitalidade sob a forma de força. Tudo o que vamos trabalhar hoje tem a ver com prana.

A primeira forma com que o prana se exprime através de um indivíduo em termos primitivos, é a força física. A origem do poder económico é a lei da selva (é uma lei natural), isto é: a Lei do Mais Forte. A energia que neste momento varre a Terra vinda de recantos altíssimos do sistema solar vai começar a expor o problema económico a leis sobrenaturais.

Poder, força, são prana.

Toda a posse assenta num acto de violência essencial que são os vulcões, as feras, o acto brutal de tomar a vida como expressão da força pura. Esse é o primeiro nível negro, básico e obscuro, e no nosso caso corresponde ao chacra da raiz, cuja função era garantir a sobrevivência e o território.

A segunda forma pela qual se deu a perpetuação do poder sobre os bens foi através do sémen, que é a hereditariedade, são as heranças. Então, nós temos um nível de prana que é força, vitalidade, que é a expressão mais primitiva do 1º Raio, e temos o sémen que é já uma diferenciação da mesma energia e portanto, um outro nível de vitalidade, é um plasma vital, não é violento, é criativo.

Esta segunda diferenciação alinha esse poder com a família, e, nesse sentido, o filho é um prolongamento do nosso ego, e desta forma, os seres humanos mantiveram o que tinham conquistado pela força, pela hereditariedade, através das heranças (eu vou-me embora mas deixo-te o produto das minhas conquistas. O meu palácio assenta sobre milhares de mortos, meu filho, eu deixo-to, administra-o bem). Entendem como isto está impregnado de carma?
Em que momento é que se passa para o terceiro nível de diferenciação? No momento em que a riqueza adquire conceitos abstractos para além do território físico que se conquistou e para além do filho a quem se passa essa riqueza. É sempre o prolongamento do ego, é sempre a lei da selva.
Isto são níveis de posse e de demarcação de território. Todo o sentido de propriedade privada e de posse assenta: 1º na violência (1º chacra); 2º no sémen (2º chacra); 3º nos bens (3º chacra). Isto é o reino maravilhoso dos chacras inferiores.

O chacra básico que consideramos o mais inferior de todos, em algum tempo do desenvolvimento da consciência humana era um chacra superior. Através da lei do mais forte, através do parentesco e através da valorização de objectos em abstracto, os três chacras inferiores criaram o seu domínio e isso fazia parte do programa até um certo estado de desenvolvimento da consciência da humanidade, isso foi útil e bom no seu tempo e no seu espaço.

O dinheiro é prana cristalizado. Para que possamos ter uma definição verdadeiramente interna e não economista ou intelectual, a vitalidade de força que eu exerci sobre o meu inimigo através da qual eu conquistei território, era prana, o sémen é prana e os bens materiais são prana cristalizado, isto é, o poder que eles têm de pôr outro ser a trabalhar para ti está intimamente ligado com o 3º Raio do Logos.

Se nós conseguimos chegar a este ponto e perceber que estamos a lidar com uma força mágica, oculta, cada vez que o dinheiro passar por nós, vamos ter consciência e não semi consciência.
A nossa relação com esta força mundial é geralmente sonolenta ou ambiciosa e o que estamos sendo convidados a desenvolver é uma relação geométrica, límpida, uma relação de 5º Raio que é o raio que põe tudo plano, e neste contexto, precisamos olhar para o dinheiro e perceber que ali está cristalizado um infinitésimo do prana deste planeta, isto é, da possibilidade da ondulação, do movimento, de fazer acontecer.

O dinheiro é regido fortemente pelo 7º Raio, tal como a violência física que está ligada ao chacra da raiz e a sexualidade, tudo isto tem a ver com densificação, com materialização, com precipitação, com expressão, com trazer para baixo, e o dinheiro é óptimo a trazer para baixo acontecimentos e consciências, isto é, o dinheiro pode fazer com que o projecto de uma ponte passe a ser um facto, ele foi o agente de precipitação, da mesma forma ele pode fazer com que a tua consciência que estava subindo para um nível alto, desça. Ele foi também um agente de precipitação só que desta vez no sentido negativo.

Está-se a lidar com um tipo de prana que uma vez cristalizado e concentrado tem um poder concretante, materializante, eventualmente para um ser refinado, esse poder torna-se negativo.

Estas três forças, não a sexualidade no sentido comum, no sentido saudável, mas a sexualidade deslocada do seu contexto especificamente humano. O dinheiro, a sexualidade e a violência estão intimamente ligados e formam a prisão do homem.

A energia monetária serviu para a precipitação, portanto, para o domínio do homem sobre a matéria, mas a forma como ele foi utilizado, fez com que, quanto mais o homem dominasse a matéria, mais ele era dominado pela matéria. A conquista do mundo tornou-se um auto aprisionamento. A aventura da descoberta do planeta transformou-se na imobilização progressiva da liberdade humana.

Quando os seres humanos querem manter o seu território (e neste caso temos que falar claramente do ego e não da persona), utilizam estas três forças.

Neste impulso ascendente, essas forças primitivas que vinham do Logos, há muito tempo cumpriram a sua função, a experiência humana é a de receber pela esquerda essas forças densas e pela direita a voz interior.

A experiência humana consiste na combinação progressiva da energia que a voz emana com essas forças densas.

Quando o Logos projecta a sua potência por baixo, ele gera estes reservatórios de força pura.

O 1º Raio no seu ponto de partida (ponto alfa), é erupção vulcânica, é magma e é violência. O 2º Raio tem a ver com a atracção não consciente, com a pura atracção de polaridades e o 3º Raio tem a ver com o desenvolvimento de uma consciência gradual do meio ambiente.

A utilização que nós damos à energia monetária é um trabalho sagrado porque através de ti, cada vez que chega um impulso de energia monetária tens vários caminhos para onde dirigir essa potência.

A violência pura (1º Raio primitivo) deverá evoluir até se transformar em vontade. O dinheiro é expressão de movimento, é energia prânica cristalizada, com isto nós estamos contribuindo para que essas potências primitivas do Logos que se exprimiram na humanidade sob a forma de violência, de riqueza acumulada, estamos a permitir que essas potências desapareçam e tu tornas-te um co-criador com o Logos.

Tudo o que é material, sólido, concreto, são trampolins, são suportes de evolução, não têm qualquer outro valor. Se eu preciso de uma folha de papel para escrever um texto, naquele momento a folha de papel é muito mais importante que um relógio, no entanto, em termos económicos, o relógio vale mais que uma folha de papel. Precisamos ver o suporte que a matéria fornece à evolução da consciência, precisamos ter uma relação com a substância, elástica, fluida, liberta.

Está-nos a ser pedido que utilizemos a substância de uma forma elástica, hidráulica, como um suporte que me leve para mais além. Há um processo através do qual nos vamos desprogramando. Neste momento, o que nos liga a uma visão material e simplista do dinheiro, começa por ter o seu registo ao nível da possibilidade de sermos ainda violentos, funciona como factor 1 que alimenta a necessidade de definir território e de nos sentirmos seguros em função de bens materiais e do dinheiro trabalhar a nossa relação com a energia monetária, e começar a ter uma consciência de fluxo com esta força, e não uma consciência sólida, é preciso dessolidificar o dinheiro, torná-lo de novo uma corrente pura de energia e não mais um conjunto de objectos e uma fonte de atracção.

Para que eu possa fazer este trabalho, preciso começar conscientemente a eliminar o medo ancestral que está registado no chacra da raiz. A seguir preciso criar na minha mente um estado de castidade mental, e se eu começo a ter este segundo nível purificado, eu começo a ter a possibilidade de purificar a minha relação com o dinheiro, com a riqueza e com os bens materiais. Esta é a gradação, começa no medo, continua do sentido de posse sexual e termina nos bens materiais, no dinheiro e na necessidade de acumular riqueza. É uma desprogramação gradual que deverá produzir uma flor nos últimos sub níveis do plexo solar, porque o medo e a violência estão primeiro.

A flor desta purificação emerge nos níveis mais altos do plexo solar e esta flor é colhida tranquilamente, misteriosamente pelo coração, e nesse momento, posso começar a alinhar-me com uma economia de compaixão. Quando o meu coração e o dinheiro se encontram, estou começando a lidar correctamente com a energia monetária.

Existem dois bancos invisíveis. Um é o banco mundial para a degradação da humanidade, o outro, o banco mundial para a iluminação da humanidade e nós somos os investidores.
O poder económico mundial não está integrado à energia do Cosmos, ele ainda é filtrado por chacras abaixo do coração.

Thursday, September 22, 2011

Raios

À medida que os seres humanos se vão deixando atrair à aura colectiva dos vários centros de potência hierárquica da Terra, cada ser está sendo chamado para o centro e o varrimento energético que lhe corresponde. As nossas identidades, a experiência psicológica que nós temos de nós próprios e dos outros, está em completa mutação.

Liz actua no aumento da voltagem do poder atractor da alma sobre a personalidade, actua no estímulo de uma imensa superfície de vibração acima da nossa mente (corpo causal). Liz é um centro qualificado pelo 4º Raio (Harmonia por Conflito), o raio que funde opostos.



O que são os Raios?

A evolução da revelação do Divino a um planeta não confederado é feita por vagas sucessivas. Geralmente um planeta que não pertence à confederação intergaláctica luta com uma equação complexa composta pela força do passado, pelo coeficiente de células cerebrais activas em média numa humanidade, pela iniciação respectiva do Logos desse planeta e pela natureza dos povos que o habita.

Em termos filosóficos e espirituais, significa que, no princípio existem centenas de deuses, centenas de fragmentos da intuição única, existem tendências animistas. À medida que os milénios passam, é possível começar a revelar gradualmente a existência do único Pai.

A passagem de um planeta não confederado para um planeta em processo de iluminação gradual, é feita através de passos extremamente exactos e isso está entregue a uma ordem cósmica que neste planeta é conhecida como a ordem de Melquisedeque. Esta Ordem mantém o fio condutor entre todas as revelações disponíveis e autorizadas para um planeta. A Ordem e os vários Melquisedeques residentes num planeta funcionam como eixos auto conscientes em torno dos quais, os círculos das revelações que vêm de níveis cósmicos e celestes podem ir descendo, permeabilizando, impressionando o intuitivo colectivo. A Ordem de Melquisedeque é uma ordem de iniciação global, eles actuam ao nível da hipófise da Humanidade como um todo. Só após a 3ª iniciação um discípulo começa a sentir e a responder coerentemente à impressão magnética produzida pelo factor Melquisedeque.

Isso é válido porque as iniciações da Terra são acelerações evolutivas, no entanto, toda a humanidade, na sua dignidade, na sua transparência, no seu amor oculto, articula-se com a Ordem de Melquisedeque. Esses pivots que descem à atmosfera psíquica de um planeta, têm a função de manter concêntricas, nos planos internos, todas as religiões, todos os esforços de ascensão do Homem e todas as descidas de novas partículas de revelação. Os Melquisedeques estão sempre presentes na transmissão, no estímulo e no fortalecimento da consciência do Deus único.

A partir da etapa em que é possível uma Humanidade manter-se minimamente estável perante a força de convexão produzida pela consciência de um Deus único, o que não é fácil porque implica renunciar a camadas e camadas de tendências e de hábitos locais, é possível fazer descer um avatar maior que trabalhe com a consciência da Trindade (que revele a acção dos circuitos do Pai, do Filho e da Mãe), e que possa sem nenhuma possibilidade de produzir nenhum retorno ao politeísmo animista, começar a instruir essa humanidade nos segredos das técnicas de escape que o Divino utiliza em relação ao infinito. Se Ele não se defraccionar em a Trindade Ele é igual a infinito. Para efeitos de Criação, Essa unidade cósmica absoluta e transcendente necessita de se defraccionar em Trindade. A Trindade é uma técnica dissociativa dentro do próprio Divino, de forma a criar funções que permitem a Criação. Sem Criação não é necessário o Filho como contemplador e consciência que mantém e sustém a Criação. E muito menos é necessário a Mãe como substracto e suporte e ondulação a partir do qual é gerada a luz, as linhas de gravidade, o tempo, o espaço, enfim, a tela na qual o Universo é pintado.

O processo de defração do Divino não termina na Trindade. A Mãe, o terceiro aspecto do Divino, subdivide-se novamente em quatro aspectos que são atributos da Mãe (Raios, penetrações activas do eterno dentro do tempo e do espaço).

Cada uma destas quatro formações do Divino são, exactamente, radiações. O Pai, O Filho e a Mãe - o 1º, o 2º e o 3º Raio, que são aspectos do Divino e finalmente o 4º o 5º o 6º e o 7º que são atributos do Divino. A diferença entre aspecto e atributo é que o aspecto é uma técnica de escape em relação ao infinito, é um método de criação, enquanto que os atributos são formas de manutenção do Universo.

O 1º Raio está relacionado com a Vontade e o Poder é um raio de inseminação pura do transcendente para dentro do espaço e do tempo. É a própria unidade.

O 2º Raio está relacionado com a Consciência Cósmica - Amor-Sabedoria. Para existir consciência é necessário haver dois polos, um positivo e outro negativo e a consciência oscila a uma velocidade infinita entre estes dois polos. O polo negativo é a criação em evolução. O polo positivo é o próprio Divino. A consciência cósmica - o Filho - situa-se estável entre estes dois polos e ele gere as sucessivas interpenetrações entre a Mãe e o Pai ele é o resultado dessa relação. Ele é consciência porque ele liga substância à vida pura. De alguma forma, estas grandes categorias do Universo, dá-se um loop sobre ele próprio. No momento em que o Divino reflecte sobre ele próprio nasce o 2º Raio, ele lida com a dualidade. A principal característica do 2º Raio é o Amor.

O 3º Raio, a Mãe, qualifica a dança cósmica - Actividade inteligente diz respeito a todo o movimento, actividade, luz, ondulação, alternância, jogo, dança, em todos os seus níveis.

O 4º Raio lida com a Harmonia

O 5º Raio lida com a Ciência

O 6º Raio lida com a Devoção

O 7º Raio lida com a pulsação, com a disciplina e com o Cerimonial

Quando nos é dito que sendo Liz um centro de energia feminina trabalha através do 4º Raio, estão-nos a tentar ensinar a forma através da qual é gerado em nós um conflito e através do qual esse conflito é superado.

Um discípulo é um ser que está começando a adquirir uma visão dupla, não mais vê o que está à sua frente (emoções e pensamentos) ele é um ser auto inaugurado acima da mente. A dor do discípulo é a dor da dualidade entre a forma e a vida. Entre a vida que atravessa toda a substância e utiliza formas como trampolins para si mesma e tão depressa cumpre a função que uma forma lhe permite atingir, supera essa forma para uma mais perfeita, e as organizações de substância física, emocional e mental que permitem o encarnar sucessivo de níveis, de voltagens, e de presenças de vida cada vez mais amplos.

Um casamento é uma forma emocional. Um golfinho é uma forma física. O marxismo-leninismo é uma forma mental.

A vida é uma massa avassaladora de perfeição que é transmitida à matéria em evolução. A vida que é um atributo do Pai, é sempre perfeita em si mesma, ela satura electricamente o Universo. O arco de trânsito da vida parte dos altos níveis paradisíacos centrais acima dos universos evolutivos, desce em massa, e por mandato divino, precisa de se exprimir do lado de baixo da tela espaço-temporal.

O espaço e o tempo, as formações biológicas, emocionais, mentais, são máscaras através das quais a vida brinca com ela mesma. Não existem vidas, existe VIDA. O facto de que biologicamente e cientificamente se observa uma mudança de comportamento na matéria, da passagem do inorgânico para o orgânico, ou seja, a partir de um certo grau de combinação de proteínas começam a acontecer palpitações que os físicos e os químicos definem como vida, essa vida não é a vida dos ocultistas, essa é a vida dos bioquímicos.

A vida dos ocultistas é um facto perfeito e suberano por detrás do espaço e do tempo, no qual várias combinações de vida são possíveis.

O discípulo aprendeu a olhar para si próprio como um suporte de vida, que tudo é uma onda de vida, e que essa onda vai lutar até às últimas consequências para plasmar a perfeição na matéria e na substância em ascensão. O Divino na sua perfeição, auto emana-se para fora da transcendência e coloca a si próprio um problema que é o espaço-tempo, um garrote que limita a passagem do princípio vida, da perfeição.

As organizações periféricas de pensamento, são formas alfandegárias de ir adaptando essa potência perfeita que emana do centro do teu ser ao problema do espaço e do tempo.

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