Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Thursday, November 24, 2011

Os 5 Portais Internos

Enquanto a nossa vida externa se desdobra, as nossas mónadas e o nosso eu superior foram admitidas, de uma forma estável, à aura de um dos 12 centros internos da Terra. Isto significa que cada um de nós não é mais um ser da superfície da Terra e não é ainda um habitante da esfera de Agartha, ou seja, nós somos seres em transição. Uma parte de nós permanece focalizada e existindo na dimensão três da experiência.

Durante milhares de anos apenas à mónada era possível comungar da fulgurância do fogo central desses mundo intraterrenos, com a abertura das comportas da revelação planetária, e à medida que todo um contingente da humanidade é preparado para receber a 1ª iniciação, a própria alma já transita livremente entre a polarização da esfera tridimensional, e as visitas a esses mundos superiores ocultos.

A tensão que isto produz em nós é extremamente criativa, cada vez que uma das nossas almas é levada ao interior de um ambiente intraterreno, o eu consciente tridimensional recebe um acréscimo de estímulo, de concentração, que lhe permite tornar-se progressivamente consciente entre o mundo da superfície e o intraterreno.

Aquilo que permite que a luz do eu consciente fotografe, capte estas experiências internas, passa pela construção do corpo de luz. É pela luz acumulada, pela tecitura com ternura e carinho espirituais, finalmente dirigidos para o verdadeiro norte, que é construído o corpo de luz.

A consciência na Terra responsável pelo fundar, iniciar, desenvolver os nossos corpos de luz, que ficam acima da alma e abaixo da mónada, era conhecida como consciência monástica. A vida monástica, com todas as suas paranóias tridimensionais, é uma preparação para o enlace definitivo e irreversível entre o núcleo que é responsável por esta sensação de individuação que nós temos, e o núcleo mais alto que é responsável pela vibração comportamental, ou seja, o facto de sermos um ser.

A alma produz um tipo de consciência em nós que se exprime através da sensação de um ponto onde os feixes de significado se concentram, ao qual chamamos EU.

O acesso consciente ao que já está a passar-se connosco, implica que o eu externo passe por 5 portais, que são a antecâmara, a preparação e a ignição que cria o contacto com os mundos internos. Significa que uma parte do nosso ser está já para além dos portais e outra parte para aquém.

Esses portais guardam o acesso àquilo a que antigamente se chamava a esfera de Agartha. Nós aqui em cima chamamos Terra e eles lá em baixo chamam Agartha, é o mesmo planeta, dois estados de consciência diferentes.

Todos os seres (tirando elementais densos ligados aos fogos centrais e que são evoluções dévicas) dos mundos intraterrenos, são seres que estão além da 3ª iniciação e muitas das vidas monásticas que ficaram registadas na História, eram seres da superfície que estavam terminando o seu processo como humanos de superfície e sendo admitidos naquela mesma vida, ao mundo intraterreno. Significa que a próxima encarnação deles não é mais na superfície da Terra, dar-se-ia, nos planos profundos, uma instalação gradual de átomos-semente ligados ao éter vigoroso da esfera de Agartha.

Estes 5 portais não têm nome, mas se nós compreendermos o que é que cada um deles guarda, começamos a perceber a majestade do nosso próprio ser. Não se trata da majestade exterior a nós, nem da majestade de um avatar, aqui trata-se estritamente da tua majestade interior, da tua verdadeira vida, do fulcro emanador da existência, da alegria, da verdade, do significado - Sat Gita Ananda.

A noção do imaculado está directamente ligada à consciência de autenticidade, sinceridade e compromisso. Como toda a experiência do mal implica um grau de insinceridade, o imaculado de Agartha pode ser estabilizado nas nossas consciências em função destas três chaves: Autenticidade; Sinceridade; Compromisso.

A maior dificuldade do homem contemporâneo é que ele deixou-se invadir pelo reino da quantidade, deixou-se clonar pela indústria, e na verdade, a clonagem hoje é um fenómeno da consciência, donde que, os clones biológicos eram só mais um passo a seguir pela “loja negra” absolutamente óbvio, mas a verdadeira clonagem começa na incapacidade de cada ser encontrar o seu toque de cristal, aquela vibração dentro dele, aquela voz, aquele fio não dialéctico, não reactivo, que emana directamente do centro do teu ser e desabrocha na superfície da consciência. 

Quando uma consciência é colocada perante uma gama de vibrações que ela não pode explicar, significa que ela está sendo chamada para se fundir numa humanidade interna, que está preparando ampolas de comportamento para no devido momento quebrar a ampola e derramar o líquido pela humanidade externa, a seu tempo.

Quando tomamos consciência destes 5 portais que nos separam da nossa própria mónada e do que é que eles significam, tomamos automaticamente consciência da nossa própria sacralidade. Todo o ruído precisa de cessar. Como é que um indivíduo torturado pelo seu próprio ruído e pela cultura onde está inserido se cura? E como é que esta perfeita nota da tua identidade espiritual mais profunda vem ao de cima? Há um ponto que é absolutamente fundamental para a sobrevivência psicológica do discípulo contemporâneo. No 3º mundo, os problemas de sobrevivência são problemas de sobrevivência física. No 2º mundo, nas Américas, os problemas de sobrevivência são emocionais, as pessoas não têm experiências significativas. No 1º mundo, na Europa, o problema de sobrevivência é mental, é psicológico. A Europa forneceu a actual crise planetária, ela é a responsável, tem de encontrar a cura.

Nós precisamos de descobrir uma faixa de vibração que existe dentro de nós, que está entre o eu tridimensional e o eu superior. Esta faixa de vibração é uma entidade, responde aos estímulos exteriores, mas já não está identificada com eles, ela é absolutamente estável. Esta faixa de vibração foi definida por Sri Aurubindo como o “ser psíquico”, psíquico, no sentido de, um olhar dentro do olhar, de uma outra voz mais profunda que vibra a tua própria laringe, de uma mente por detrás da mente, de uma sensibilidade e uma sensiência por detrás do corpo astral.

Friday, November 4, 2011

Suprema Reverência(Neves Eternas)


O grau em que todos nós nos encontramos, o próximo limiar a que um indivíduo possa tocar e ser tocado, tem a ver com o desenvolvimento dentro de si de uma espada de fogo, de um convector da sua energia psíquica, de forma que ele possa atravessar a região sagrada, a região das muitas verdades. Porque para um ser que ama a limpidez, todas as regiões e patamares são sagrados, no entanto, a maior parte de nós está mais ou menos estabilizado numa zona (plano intuitivo) onde existem muitas verdades com milhares de nuances, com milhares de configurações.

A maior parte de nós encontra-se, há anos, nesse nível intuitivo. É uma zona válida e fascinante, no entanto, a integração de um ser à sua hierarquia (que acontece em várias fases) e a comunhão entre o coração, a consciência profunda e o foco director da sua hierarquia, esta conexão faz-se através da criação de uma espada de luz, de um concentrado que atrai, que alinha, que axializa toda a energia psíquica de um ser que se encontra investida em muitas verdades possíveis e há um momento em que este ser, que é tocado por correntes crísticas, necessita de mudar de plano, necessita de se transladar interiormente para outra esfera e a única forma de um ser sair de um foco intuitivo superior (nível causal) para um foco espiritual (nível de fogo vivo) é reunir o melhor de si, com a mais pura vibração que ele encontrar, de uma forma progressiva, articulada, mas encontrar o eixo, a linha onde as muitas verdades dentro de nós, o bom, são superadas para se poder chegar ao sublime.

Para mudar de plano o ser necessita de concentrar a sua energia psíquica num eixo de aspiração, num querer cumprir-se na sua vocação de ser, num concentrar toda a sua energia na sua vocação de infinitude e desaburguesar-se espiritualmente. É o indivíduo concentrar a sua energia psíquica como uma espada, de forma que essa energia, em sincronia com os seus guardiões do fogo sagrado, ligue o sistema energético que está latente em nós, que é vida, e que é vivo, de forma que passe de uma promessa a um movimento, a uma acção.

O campo etérico, que é informação viva, tem 7 níveis de frequência e cada nível reflecte um plano da criação. As duas camadas mais profundas do teu corpo etérico, o corpo gemátrico, são os reflectores do nível divino e do nível do EU SOU. Elas fazem um processo reflector entre o nível do EU SOU e a vida na forma. Esses planos mais profundos do corpo etérico estão desligados. A ligação entre os teus níveis superiores e o corpo gemátrico que está por detrás do corpo etérico à espera de acordar, esse nível de sustentação da existência na forma, contém os protocolos da Ascensão, desde a ampola de luz branca intenssíssima na base da coluna vertebral capaz de transformar pó em luz (que é a própria presença da Mãe divina. Essa estrutura etérica, profunda, uma vez revelado o seu segredo, um raio de luz parte da base da coluna para cada célula do teu corpo. Para que essa ampola se quebre é necessário que a própria pineal já tenha recebido a descida do fogo do Universo.

Para que se dê continuidade de consciência entre o que acontece abaixo do cérebro e o que acontece acima do cérebro e para que sejam feitas as ligações é fundamental o indivíduo decidir-se por reunir as suas forças num centro, para deste centro fazer uma espada. Esta espada é um sistema termo-acústico que contém as contrapartes internas do calor e as contrapartes internas do som. São os níveis internos, secretos, daquilo a que aqui em baixo temos como símbolo o calor e o som. Entre o nosso sistema energético criado para uma apreensão do mundo e a Vida, há um salto imenso. É um abismo.

Nós, do ponto de vista da evolução superior, estamos enterrados debaixo da terra. Isto a que aqui em baixo chamamos Ascensão, do ponto de vista cósmico, é só o nascimento. Do ponto de vista das consciências superiores, nós somos sementes lançadas à terra. Quando se fala em Ressurreição, isto é, quando o ser se desliga do físico cósmico e aquilo que para nós é uma ascensão, do ponto de vista cósmico é o nascimento do ser, até então ele é um embrião.

Parece longe, não é? Parece que nunca vamos lá chegar. Claro, porque o indivíduo está a ver isso com os olhos psicológicos com os quais se auto avalia ao nível de: se é capaz de conduzir bem um automóvel, uma empresa ou uma família.

Existe um chamado para o ser que Sabe, aquele ser que, apesar de toda a sua ignorância, apesar de todos os seus limites, acontece dentro dele o milagre de ele Saber e, paradoxalmente, quanto mais ele se abandona nas terras do não saber, quando ele finalmente chega à ignorância, que é uma coisa extremamente difícil de alcançar, dá-se então o milagre glosiológico de que nada sabendo, ELE VÊ.

Neste contexto, todo o nosso trabalho é um trabalho cuidadoso de nós nos calibrarmos para dentro da ignorância.

Nós conseguirmos chegar a este lago interno onde somos banhados pelo orvalho do silêncio e, uma vez banhados pelo orvalho do silêncio, e essa ignorância secreta se apropriar da nossa psique profunda, dá-se uma pacificação. Quando o indivíduo compreende que aquilo que ele tem de saber é-lhe devido pelo Cosmos, que aquelas pedras sobre a superfície do rio que ele tem que pisar, é competência do Universo, de Michael, da Ordem de Melchizedeque, quando sabe que, se o coração dele está no sítio certo, as pedras se materializam e que o que ele tem que ver e realizar e os corpos de conhecimento que ele tem que contactar são-lhe devidos, o Universo deve àquele que é puro de coração todos os tesouros – é uma lei.

Quando um ser se estabiliza nesta majestade interior, nesta segurança de que, pela pacificação do coração, pela purificação do ser, todas as portas até Orion estão abertas.

Entre a consciência de um ser e a descida do fogo que se aninha na pineal e no coração, existe o equivalente a camadas de material impermeabilizante que são configurações electromagnéticas, alietórias, criadas pelos irmãos que optaram por transformar a Terra e outros planetas num feudo. Esses seres criaram um ruído no campo electromagnético planetário até ao nível das nossas sinapses (disparos de luz que são ou não permitidos entre as células nervosas do nosso cérebro). A matriz de controle vai a este detalhe e isto gera como que um impermeabilizador entre a consciência cerebral e o ser que nós somos. O que impede a ligação é o material que está num certo nível do plano etérico que forma uma ampola em torno dos nossos crânios e que tem uma relação activa/retroactiva com o nosso pensamento e com o que nós nos permitimos.

Dentro de uma certa frequência de consciência, tu estás fortalecendo esse campo isolador e as intuições podem ser maculadas ou brilhantes em função desse campo.

O coração tem uma porta que só se abre por dentro e para que esse sacrário do Homem se abra é necessário que a consciência exterior atinja uma vibração exactamente igual à chama trina.

O facto de os pássaros se aproximarem de Francisco de Assis é só um símbolo no mundo concreto, do facto de ele ter penetrado no seu próprio coração e ter mudado o campo vibratório em função disso.

Nós andamos em torno deste lugar sagrado dentro de nós e, às vezes, há um pequeno toque, mas para que eu possa ser um habitante do meu coração, eu preciso de desenvolver uma auto reverência profunda, ou seja, eu necessito de me levar a sério.

Um dos grandes obstáculos a essa penetração no sacrário é que o indivíduo, lá no fundo, não se leva a sério, ele não acredita que ele é o que ele sabe que ele é. É um conflito entre fés: entre uma fé indígena que diz que ele é fogo vivo e uma contra fé baseada num residual biográfico dele que o puxa constantemente para a identificação com o seu passado.

A espada de luz que temos que sintetizar dentro de nós tem no seu punho o próprio coração humano, e depois, a lâmina estende-se do coração ao Ajna e à pineal, e a ponta penetra no 8º ou mesmo no 9º chacra. É só encontrar esta espada dentro de nós. O coração é uma jóia que o divino encastrou no Homem.

O coração é Paz, Vida e também Amor.

Existe uma membrana que está no nível mais alto do plano intuitivo que só se abre para o nível espiritual puro quando tu vais dizer o nome da cidade sagrada (Shamballa), mordes os lábios e dizes para o teu coração: “nem isto eu sei!”. É a Suprema Reverência. É aquilo a que a igreja católica chama “a Unidade do Espírito Santo”.

É preciso encontrar esta vibração. A mesma membrana que existe nos nossos níveis internos (entre o alto nível do intuitivo e o nível do fogo sagrado) existe na passagem da humanidade da superfície da Terra para os mundos intraterrenos. Essa membrana não há como atravessá-la senão no estado de Suprema Reverência.

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