Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
Showing posts with label Árvore da Vida. Show all posts
Showing posts with label Árvore da Vida. Show all posts

Thursday, September 29, 2011

O Vinho e a Árvore da Vida

O ser apercebe-se que a parte mais preciosa dele mesmo, o próprio vinho da vida, de alguma forma, lhe é negado. O ser apercebe-se de que algo absolutamente crucial lhe escapa entre os dedos, e se ele tem a lucidez necessária, ele olha para o seu círculo de existência e é como se ele visse as migalhas dele próprio, como se o vinho cósmico que ele é, não conseguisse chegar aos seus próprios lábios e há esta imensa ambiguidade psicológica de um ser sentir que é muito, e simultaneamente, não conseguir beber directamente da fonte.

À medida que o pó se vai acumulando sobre os teus sapatos, vais criando uma enorme nostalgia de ti mesmo, uma saudade aguda de um olhar tão transparente que não há nome sobre a Terra capaz de o definir.

Ele vai caminhando e o pó do caminho vai-se acumulando sobre ele. Ele lembra-se desse olhar, dessa impecável cristalinidade inconsciente no qual o real se reflecte nele sem distorção. A realidade interior ou exterior estavam tão justapostas, que a imagem da cidade sagrada que está impressa no nosso coração, a imagem da cidade dourada e o próprio mundo à sua volta, devido à incrível cristalinidade do seu olhar, estavam justapostos.

A saudade de uma consciência telescopicamente poderosa, tanto na compreensão do que está em cima como na compaixão e no amor do que está em baixo. Ele lembra-se esses tempos, desse estado de consciência, do vinho que ele precisava para ele mesmo e que o coração era como uma ferida, uma vindima e uma fonte. Era uma vindima plena e uma fonte clara, cristalina. Nesses dias ele sabia porque Sabia.

Desde o âmago da consciência onde habita a pulsação do sagrado, no secreto, no silêncio, até aos vestígios de pólen nas suas impressões digitais, tudo estava saturado do mesmo vinho, tudo estava saturado da mesma loucura santificada. Existia um contínuo, um feixe neural de luz entre a experiência de ser e a de existir. Ser e existir estavam em paralelo, em fase. Isto é algo que tu sabes.

O centro psíquico de um ser, a zona onde nem os anjos nem os demónios podem entrar, a zona no ser humano que até os anjos reverenciam, esse sacrário em nós pulsa constantemente gerando uma curva na consciência, levando-a a refluir para dentro do cálice buscando embriagá-la com o vinho do ser, o êxtase que reside no centro do cálice.

Por mais que este pássaro colorido da nossa consciência busque visitar todas as Amazónias, o elástico crístico do coração, constantemente, o traz de retorno a casa. A força atractora do íman dentro de ti, a cada viagem, te traz de novo a casa.

Estamos embriagados de nós mesmos e não damos por isso. Este coração, antes de ser amor no sentido projectivo da palavra, ele é êxtase. Eu necessito de encontrar o alinhamento, o aprumo, a rectificação, a paixão e a poesia energética capaz de destravar o gatilho do cobre do nosso próprio coração.

Este ser busca embriagar-se de si mesmo. Cada ser busca deixar de estar contido numa câmara oculta e permitir que o líquido mágico se espalhe por toda a sua psique. Cada ser é um sol, uma embriaguez, uma ciência e também um destino.

Estamos neste processo de descobrir, gradualmente, o que é que significa magnetismo cósmico. À medida que o trabalho espiritual se aprofunda, ele passa do nível da informação partilhada para o chamamento ao desvelar desse magnetismo.

Um grupo espiritual, a partir de um certo momento, ejecta-se a si próprio da fase da informação e entra na fase da revelação.

A revelação está relacionada com a transformação de cada ser num contentor do bem e do mal, do passado e do futuro, do consciente e do inconsciente, a transformação de um ser numa ampola capaz de aceitar o problema do mundo. Nós já compreendemos algumas fases desse problema: que temos uma tarefa; que fomos amorosamente deslocados para uma zona exótica da alma grupal da humanidade e ocupamos a situação de pioneiros; que somos multidimensionais; que não começamos nem terminamos.

A fase em que este trabalho vai entrar é a de revelação do ser magnético em cada um de nós. Eles vão retirar-nos do nível da informação e vão colocar-nos no nível da experiência directa da dor do mundo, do problema planetário, ou seja, o mundo vai ser colocado nas tuas mãos por holograma.

A única forma de um ser lidar com esta “pomba” é encontrar a forma do seu vinho correr. As forças que compõem a arquitectura da Terra, neste momento, são tão dialécticas, tão claras, tão definitivamente antagónicas entre si, que nós vamos precisar de um nível novo de magnetismo e de energia. Eles vão colocar o nosso coração em ligação directa com o íman cósmico, o chacra cardíaco de Alfa/Ômega.

Um ser magnético é um ser que reúne a maior parte da sua constelação psíquica em torno do coração. Talvez se possa continuar a chamar a isto Amor.

A amor tem um elemento mágico encantatório de concentração, foco, alinhamento, auto penetração no nosso próprio centro magnético. No entanto a nossa capacidade primeira é a de aprender a nos embriagarmos com a nossa própria ciência, mas esta é a embriaguez dos sábios.

O portal que liga a humanidade de superfície aos mundos internos, especificamente ao reino sacerdotal de Liz é, numa primeira fase, um portal magnético. Os nossos Irmãos dos universos paralelos, representam, em termos psicológicos, uma alta concentração em torno do íman no centro do ser. Há muitas gerações eles aprenderam a beber de si mesmos, a encontrar o caminho para a sua própria vinha, eles aprenderam a colher as suas próprias uvas, a pisá-las e a beber o elixir do coração.

Dizem-nos que, para que um ambiente espiritual possa ser tocado pelos mundos internos, necessita de um grau de vibração magnético ou de filiação ao íman cósmico.

O primeiro sinal de que estás a entrar em ressonância com esse atractor, é que observas uma grande parte da tua actividade interior centrar-se, à espera – como um caminhante no fim de uma grande jornada, como um místico que sente que alguém lhe acendeu a vela e no entanto ele vive sozinho –, em torno do seu próprio coração. O nível de irradiação do íman tem de aumentar.

Há 3 grandes escolas: a escola da ignorância da qual o indivíduo só sai quando tem consciência da sua ignorância, porque se ele não tem essa consciência não pode passar para a escola que vem a seguir; a escola preparatória e depois a escola avançada.

Estes 3 grandes degraus são portais entre a consciência da humanidade e o eixo crístico universal.

A consciência da humanidade está mergulhada na escola da ignorância, e está certo.

A consciência ascensa dos 200 Mestres da Hierarquia são o final daquilo a que se pode chamar escola avançada.

O Egipto representava a escola avançada, a Grécia a escola preparatória. O continente indiano representava a escola preparatória e o Tibete a escola avançada.

A consciência é levada por um labirinto até estar completamente cheia de sede. Se ela não chega à condição de uma sede aguda, não encontra a saída do labirinto. O indivíduo não sai do labirinto enquanto não é atingido por uma sede que o toma por inteiro. Esta sede é arquetípica, ela é a condição que resulta da nossa sinceridade existencial.

Se o indivíduo está perante a vida de uma forma sincera e correcta e mantém esta postura, rapidamente esgota o labirinto. O labirinto perpetua-se através da nossa incrível capacidade de mentirmos a nós mesmos, de nos escondermos de nós próprios, de escaparmos à nossa própria voz, de sermos surdos em relação ao nosso próprio canto interno.

Deixa-te tomar pela sinceridade, pelo poder que o centro tem de ecoar em todas as camadas do ser. Não há como o indivíduo beber de si próprio sem esta sinceridade estrutural.

O primeiro passo para que eu sinta de facto as pérolas e os espinhos, é uma sinceridade parecida com uma espécie de pobreza, uma cristalinidade extraída de regiões míticas do nosso ser.

É extremamente difícil chegar a esta sinceridade dado o nível cosmético da nossa cultura. Se eu consigo esta sinceridade, então o meu coração é ferido pelo Cristo e eu posso começar a sangrar. De que é que serve amar intensamente se não somos sinceros o suficiente para nos deixarmos tomar por esse amor? Este problema não é um problema de amor, é um problema de transporte. Como permitir que o amor desça à 3ª dimensão?

Se um ser atinge essa condição de sinceridade, o olho divino vira-se para ele instantaneamente. A sinceridade é a loucura dos sentidos. Esta sinceridade reduz o labirinto existencial ao mínimo, o que equivale a dizer que, na proporção que um indivíduo mente a si próprio, o labirinto existencial amplifica--se e um dia ele descobre que está numa Nova Iorque interna. A dimensão da escola da ignorância depende exclusivamente da sinceridade de um ser. Em que nível e com que materiais é que ele é realmente um peregrino?

O indivíduo encontra a saída do labirinto quando diz para si próprio: “Este corpo tem dois relógios: um de mortalidade e um de imortalidade, eu não sei qual dos dois vai ser posto em movimento, se o que dispara as hormonas do envelhecimento e conduz à morte física, se o da imortalidade que faz com que a pineal despolete hormonas praticamente desconhecidas da humanidade”.

Quando o indivíduo se coloca para si mesmo utilizar o tempo que tem à sua frente para encontrar o vinho, para se deixar atrair pelo íman cósmico, para se tornar um ser magnético, quando ele diz para si próprio: “Eu aceito o meu próprio magnetismo cósmico. Eu aceito ser ferido pelo Cristo”, se ele consegue transformar isto em algo central mantendo a flexibilidade psicológica, o labirinto começa a desaparecer e a vida transforma-se. Essa é a colheita da sinceridade, eu saio da escola da ignorância e entro na escola preparatória.

A vocação do coração é reproduzir o som do grande sino no centro do Universo. As fraternidades Melkizedeque, as universidades cósmicas, os grandes atractores, os avatares de Vishnu, aquele que ama com uma consciência estelar, tudo isto são expressões em torno do íman cósmico, do coração do Pai.

A vocação do nosso coração é vibrar como um filho, é tornar-se, de alguma forma, uma rosa mística e é libertar o seu perfume. Essa vocação implica a geração de um campo electromagnético que sai do coração com dois pólos e que vai incluindo todos os seres à nossa volta. Feliz daquele que algum dia se encontra na condição de não ter a mínima noção de quem é que ama. Implica incluir o deus que está no centro de todas as coisas.

A escola preparatória diz, que depois de saíres da escola da ignorância, primeiro tens que encontrar o centro de ti próprio unir-se ao seu centro psíquico.

Eu saio da escola da ignorância para aprender a amar-me a mim mesmo praticando quietude, preciso de me estabilizar como um pássaro deixando-me voar. Eu tenho uma total fé no poder do meu centro de surpreender e encantar a parte externa de mim mesmo.

Amar-se a si próprio significa encontrar o centro do ser que é aquilo em ti que permanece enquanto tudo o mais muda. É a permanência na alterância. Isso é a escola preparatória.

O que é a transmutação da mente e do emocional?

As pessoas sempre que falam em carma é carma negativo, raramente pensam em carma positivo. Dentro de nós existe algo comparável a um vaso alquímico que é constantemente aquecido por um fogo. Sempre que a minha mente e as minhas emoções geram algo descontrolado, a tendência é esse material ficar a andar à volta. Tu podes expulsar aquilo, mas muita coisa que vem do meio ambiente fica a andar à volta naquilo a que se pode chamar o campo ambiental em torno de ti, à espera da oportunidade para voltar a entrar. Estou a falar de formas pensamento e de algo que eu desconfio que não me leva para uma maior consciência de mim.

Todo o material que te divide em dois, que fortalece a cortina entre consciente e inconsciente no qual está a mónada, o eu superior, etc. e o material que faz circular a energia entre os centros internos e externos de ti mesmo, devia ser amado.

Thursday, September 22, 2011

Purificação – Harmonização – Individualização – Psiquisação

Estamos numa fase de plena reconstrução universal. Se esta decomposição da construção cultural colectiva se está dissolvendo em elementos cada vez mais primários, se isto se passasse fora de ti, tu podias ver isso como um filme, mas a decomposição e a reconstrução universal a que assistimos passam-se, obviamente, dentro de nós e isto serve para invocar e dar corpo dentro de nós a uma grande serenidade.
O planeta Terra é parte de um holóide composto por muitos planetas e há pelo menos 20 anos, que os Conselhos que emprestam o seu alento crístico aos assuntos terrestres decidiram que a Terra se ia tornar um planeta sagrado com ou sem a Humanidade.

A Terra passou de uma regência solar para uma regência galáctica. Os observadores amorosos orbitais eram predominantemente seres da evolução deste sistema solar e a partir dos anos 50, as portas para observadores silenciosos e operadores de ascensão, vindos de regiões longínquas da nossa galáxia, foram abertas por uma decisão que envolve agências da magnitude de Michael, Gabriel, Enoch, Metatron e o próprio Cristo. Isto significa que o nosso planeta passou a ser regido por olhares cada vez mais próximos do Olhar dos olhares. Lentes cristalinas cada vez mais próximas do Grande Olho Central.

Estes Bodhisattvas de compaixão estão para além da esfera solar, pertencem a Conselhos e conclaves de observação de amor, já são seres cuja evolução entronca em ramagens principais da árvore da vida (ramificações da força divina ao longo do Universo. A forma como a nutrição central se vai desmultiplicando e ramificando por veios de energia crística ao longo dos braços em espiral de uma galáxia).

A árvore da vida são as nervuras da sensibilidade divina desde um centro de decisão até às barcaças, às caravelas que são os planetas. São as correntes nutritivas do Pai soprando as velas compostas pela consciência colectiva das humanidades dos planetas.

A árvore da vida tem implicações na forma como o nosso corpo opera e na sua própria aprendizagem interna, ela é a seiva que gera vida mais abundante.

A Terra foi retirada da árvore da vida, foi compartimentada em relação às grandes correntes de alimentação, no entanto, a partir de 1956 esses grandes Conselhos decidiram que a humanidade estava pronta para aguentar o impacto daquilo que É.

As experiências que o homem já tinha feito já eram suficientes para que pudessem ser admitidos na nossa órbita Bodhisattvas de compaixão de nível cósmico.

Começaram a chegar operadores silenciosos cujo manto vibratório é capaz de se abater sobre continentes inteiros, Eles formam hoje, em torno da Terra, uma cintura permanente de sustentação do campo vibratório terrestre.

Nós sabemos, desde o tempo da Agni Yoga, que a Hierarquia é a muralha da Humanidade. Ela protege, filtra, permite, estimula, inibe, revela, é um tremendo órgão metabólico entre o Divino e o Homem. No entanto, quando foi decidido que a Terra seria considerada um planeta sagrado e toda a massa, biomassa, vida astral, intelectiva, consciencial e espiritual no planeta iriam ser definitivamente elevadas para além da quarentena em que tem estado, a necessidade de entidades de evolução cósmica superior se aproximarem da Terra foi sendo cada vez mais forte.

Estes grandes seres são, todos eles, avatares de que nunca ouvimos falar porque a sua história não é nossa. Pertencem e vivem em regiões da árvore da vida muito mais próximo do Olho Central.

Dentro de um olho há outro olho e assim sucessivamente até Deus. Todos os olhos conduzem ao Divino. Por detrás de um olhar há um outro olhar mais profundo que observa. Olhar é um sistema telescópico de consciências secretas que vão, todas elas, desaguar ao Divino. Deus está sempre presente no sentido em que não é possível estar pequenamente consciente sem ter o sustentáculo de uma consciência maior.

Quem olha para quem? Quem vê o quê a cada momento? Que espécie de habitante se esconde nos nossos olhos? Popularmente chama-se a isto: “os olhos são o espelho da alma”.

A quantidade de “olhos” vindos do centro da galáxia em torno da Terra, neste momento, está a aumentar. Significa que a mutação da consciência terrestre começou porque agora estamos a ser vistos, para além dos Mestres Ascensos, por entidades imensas que se mantêm secretas, reservadas, e é esse olhar compassivo, poderoso, ligado ao coração que essas entidades emitem, que gera a operação que está injetando Consciência Superior na Terra.

Um curador avançado trabalha, principalmente, com a aura, com o coração, com a voz e com o olhar, as mãos é a última coisa que ele utiliza. Isto que é real num curador encarnado, num ser humano, é tão ou mais real no caso dos contemplativos cósmicos que foram chamados para a Terra.

Estes seres da Ordem de Melkizedeque têm a função de instrução silenciosa. Eles, simplesmente, existem, e, como estão muito próximos das ramificações principais da árvore da vida, a consciência e o olhar que se libertam para dentro da atmosfera terrestre produz uma mutação no nosso contínuo espaço temporal.

Isto é, as leis que mantêm a estabilidade da arquitetura de um planeta espaço/tempo/matéria/energia dependem do coeficiente de consciência que sustem e que subjaz a esse planeta.

O coeficiente de consciência vai desde a consciência dos esquilos à consciência da humanidade como um todo, à consciência dévica e angélica residente (destacados para o serviço terrestre), à consciência hierárquica e dos Mestres, depois, à consciência do Senhor do Mundo. Isto faz o fim de uma pirâmide que é o princípio de uma outra pirâmide invertida. Todo o zénite de uma pirâmide é apenas o ponto de contacto com uma outra pirâmide invertida. A consciência do Senhor do Mundo ancora entre a pirâmide consciencial da Terra e a pirâmide consciencial galáctica (invertida).

A pirâmide de consciência ligada ao Senhor do Mundo começa nos mares de fogo onde o Divino É, até ao Logos da Terra. Tanto o olho como o coração de Melkizedeque ancoram a pirâmide galáctica invertida e a ligam à pirâmide planetária que são todas as nossas consciências pulsando, vibrando, amando, com todos os nossos ciclos triunfais e desastrosos.

Estes seres que começaram a chegar à órbita da Terra fazem instrução silenciosa. Eles vêm para, com os seus corpos luminosos, derramar uma espécie de ouro na atmosfera do planeta que é consciência pura – Vida mais abundante.

Quando o indivíduo chega ao ponto de não entender e até de se sentir traído e ferido pelas leis da criação, violentado no seu desejo, magoado, perplexo pelos acontecimentos e pelas injustiças pessoais, idiotizado pela magnitude da mão divina e impotente para conseguir articular um discurso suficiente acerca do que se passa pelo mundo, quando ele chega a este não sei, não entendo, não percebo, em vez de usar isto para voltar para o fundo da caverna, da ignorância, usar este adubo da consciência, esta ignorância sagrada para se abrir completamente à contemplação. Abrir o coração e o lótus da consciência até mesmo àquilo que ele não entende.

70% dos chamados OVNI’s são corpos de luz de Bodhisattvas extraterrestres destacados para a iluminação da humanidade. São veículos quânticos pilotados por Consciência Pura, e porque têm frequências mais altas do que a da atmosfera, ionizam os átomos desta e produzem esferas de luz. No futuro vamos começar a ouvir falar em naves-luz, naves-consciência, naves-merkaba, em corpos de luz de grandes avatares cósmicos que funcionam como plataformas de resgate. Corpos de luz de entidades que só aparentemente e momentaneamente, numa fase de percepção, é que podem ser considerados naves. Não são naves, são campos luminosos estáveis, esféricos, operados pela consciência pura desses grandes seres.

Nós temos que chegar àquele ponto em que o indivíduo se abre porque se abre, porque abrir é a lei do Ser. Abrir-se àquilo que vem, àquilo que é, abandonar-se, render-se àquilo que ele próprio é numa dimensão superior.

Tu conquistas o limiar da 5ª dimensão quando te abres sem motivo, que é a única forma dos comandos extraterrestres se aproximarem de nós. Eles não podem ser responsáveis pelo nosso colapso psicológico, nem pelas crises de psicose ou esquizofrenia em nós, Eles têm que avançar cuidadosamente na proporção da nossa serenidade. Os nossos primeiros contatos extraterrestres vão acontecer na pastelaria com uma pessoa ao nosso lado que parece mais um de nós, e não é. Eles já estão cá, numa fase de se diluírem na população mundial. Há uma média de 5 em cada grande nação do mundo o que já faz algumas centenas. Significa que entramos na fase de adaptação progressiva à presença de consciências da 5ª e 6ª dimensão.

Esta contemplação a que estamos a ser chamados é o indivíduo abrir-se sem nenhum motivo que não seja Abrir-se. Então, o indivíduo abre-se porque é a lei do ser. Um ser que se abre por nada recebe tudo.

A contemplação ascendente é o trabalho do homem. Estes Mestres cósmicos estão a fazer aquilo a que se chama ”Contemplação Descendente”.

Consciências infinitas aprendem a ajustar-se e a amar a limitação, e não é fácil! Estes holóides de energia dourada (Alice Bayley falou claramente do Avatar de Síntese, do Espírito da Paz) estão entrando em contemplação descendente, estão aceitando mover a sua imensa consciência de um arco de contemplação ascendente para contemplar a necessidade terrestre num movimento de 180º.

Mas isto não é natural? O coração não opera nas duas direções amando o infinito e o finito simultaneamente? É, e ao dirigir a consciência para a Terra, o tipo de consciência presente na Terra muda e isso muda as leis da Terra uma vez que as leis materiais de um planeta dependem da pirâmide de consciência que o planeta é.

São imensas pálpebras descidas.... imaginemos 12 Budas cada um do tamanho de um arranha céus em torno da Terra em contemplação descendente.

Estes seres ao interagirem com as partículas da Terra introduzem algoritmos crísticos que a Terra nunca criou até hoje. E é essa álgebra do espírito acrescentada à álgebra do espírito da Terra que faz com que os saltos entre as partículas que compõem o contínuo terrestre passem a conhecer órbitas e trajetórias nunca antes experimentadas.

Esta doação de consciência à Terra é um baptismo de fogo o que implica que uma vibração nunca experimentada neste planeta começa a acumular-se à consciência colectiva. Dá-se um híbrido entre a consciência terrestre e a consciência extraterrestre. Portanto, é natural que comecemos a encontrar pensamentos em nós que vêm da árvore da vida porque por detrás de um olhar há outro olhar e por detrás deste há um terceiro e assim sucessivamente até ao grande Olho Central da galáxia.

O nome atual associado a esses contemplativos descendentes que doam a sua consciência para a elevação de um planeta em momentos de crise é AMUNA.

Os Amuna vieram para estimular as nossas mónadas. O serviço que tu podes fazer à Terra, realmente, está diretamente ligado à voltagem da mónada.

O que é a mónada? Como é que se liga e se faz contacto com a mónada?

A mónada é o núcleo do ser que participa do mistério do Ser.

A vocação da mónada é tornar-se personalidade, ela é pré pessoal. A personalidade é pré monádica.

Um Mestre ascenso é uma mónada que se tornou uma personalidade e uma personalidade que se tornou uma mónada.

A maior vocação da mónada é adquirir rosto humano e exprimir a sua divindade através da malha psico afectiva límpida de um ser humano transparente. Ela aspira à humanidade.

A alma é a câmara sagrada, o Eu Superior onde a chama divina em ti e a pessoa se encontram, se harmonizam e se ajustam e onde a mónada aprende a contemplação descendente.

Um avatar cósmico vem de regiões do Universo que há 72000 anos que não têm guerras! O que é que acontece à personalidade depois de 72000 anos de paz? Há 72000 anos que eles dissolveram os extremos da dualidade universal e encontraram o 3º ponto. A psicologia de 72000 anos de paz é-nos completamente enigmática!

Contemplação descendente é um Nirmanakaya aprender a limitar-se até encontrar a vibração exata a partir da qual ele pode produzir um impulso no coração dos homens.

Estas aves do paraíso voam em regiões sublimes!

Imaginemos duas garças brancas com asas imensas, de uma elegância impecável voando ao ralenti em paralelo, num céu dourado, e cada vez que elas batem as asas todo o mistério do espaço envolvente é reproduzido no coração de ambas, e cada vez que elas se lançam deslizando no espaço puro, toda a consciência nasce instantaneamente para um ponto mágico além do ponto já alcançado, e o ponto mágico é composto por uma divina ignorância, que é a sabedoria total do ciclo anterior e elas estão completamente saturadas do êxtase de não saber.



Este voo é cada vez mais alto no sentido em que é uma assimilação mais profunda do espaço dourado em torno delas conveccionado num coração que explode num abrir de asas, explode num novo voo.

Esse existir em campos de energia pura em que o corpo (holóide) reflete constantemente o mistério da totalidade, este holóide, o corpo é o próprio Universo em miniatura e este deslizar no espaço puro assimila o mistério do todo em cada momento, exala-o novamente e é a conquista de horizontes cada vez mais livres até campos de fogo e de irradiação em relação aos quais não há como nos exprimirmos.

O seu corpo – Nirmanacaia – é um sino em ressonância com o próprio mistério do espaço, é como se existisses e não existisses ao mesmo tempo, estás exatamente na fronteira. Nunca te desfases em nada e és constantemente o mistério do todo. Isto é uma vibração suprema. O Universo morre e nasce naquele segundo pelo poder da tua consciência ascendente.

Estas aves do paraíso, por amor, estão aprendendo a reler a Terra, e a injetar o seu campo dourado para dentro da consciência colectiva da humanidade.

Nunca duvidem da vossa imensidade. Redimensionem a crónica quotidiana. Nunca duvidem da luz residente em vós. Amem quem vocês são na dimensão superior – Auto reverência.

A nossa mónada é essa ave e a sua grande vocação é pousar em nós e se a personalidade sofre uma transfiguração ao se fixar na vibração da alma, a mónada sofre uma transfiguração ao se fixar no rosto humano.

No catolicismo existem dois tipos de santos: o que é representado com o círculo em cima da cabeça e o que é representado com o círculo em torno da cabeça:

· No 1º caso significa 3ª iniciação

· No 2º caso significa 5ª iniciação

que é quando a malha etérica em torno da substância cerebral foi eliminada pelo fogo da mónada e o véu que separa esta existência da tua meta-existência é completamente aberto.

O último conhecido foi Paul Brunton que morreu em 1986 e que começou como cada um de nós: jornalista inglês, um pouco distraído, um pouco vago, um pouco preguiçoso e aos oitenta e tal anos era um ser de 5ª iniciação.

Na 5ª iniciação as redes que separam a cognição sensorial da cognição transcendente são queimadas e a energia da mónada encarna no cérebro.

Esta mónada pré pessoal adquiriu persona. São gotas do mistério original insaciavelmente procurando atravessar uma personalidade humana e fixar-se à superfície.

Este trabalho da mónada trazendo uma contemplação descendente significa que ela tem de se ir ajustando progressivamente ao cone vibratório que a alma lhe fornece.

A mónada não se pode instalar num ser humano fazendo by-pass em relação à alma, excepto quando o ser aqui em baixo vai fazer uma coisa tão louca que aquilo pode comprometer várias vidas para a frente, aí a mónada interfere partindo-lhe uma perna, ou dando-lhe um divórcio, uma falência... (grandes acontecimentos que mudam o curso), assim como nós para fazermos contacto com o divino em nós temos de seguir o corredor interior que conduz à vibração da alma. Chama-se a isto a psiquisação de um ser.

Ser Psíquico com P grande, do ponto de vista da transformação da Terra, significa estar consciente da vibração da alma e irradiar essa vibração. Muitas vezes a energia necessária para fazer contacto com a alma é dispersa em experiências psíquicas com p pequeno. Nesse corredor tu tens que persistir. Um dia tu dizes aos outros “escuteiros”: “Bem, eu tenho que ir andando.” E começas o processo de ir para o fundo de ti mesmo, cada vez mais. Dizes a funções da tua psique que elas já tiveram o seu tempo para se exprimirem e que agora vais precisar da energia subjectiva para atravessares um corredor que, como é muito poucas vezes atravessado, está atravancado de ruídos e de coisas velhas. É mesmo a viagem heróica. E tu começas essa viagem para dentro de ti através do coração. Tens que te tornar instintivo/intuitivo em relação à alma.

Se eu tenho sede eu bebo água... eu preciso responder à minha alma no mesmo nível. Como é que isto se faz? Canalizando 90% da nossa atenção para dentro do ser e, à medida que fazes isto, é como se o túnel se iluminasse, aí tu podes começar a atravessá-lo até que um dia chegas realmente à vibração da alma, em que o poder da alma já está tão fortemente invocado que ele vem à superfície. Só depois desta etapa de psiquisação é que se dá o contacto com a mónada.

Nós temos 3 etapas:

1ª: Purificação, harmonização psico afectiva, ajuste que, em termos psicológicos, contém também Individuação – tornar-se único.

Existem coisas que nós assimilamos, comemos e fazemos que não permitem a viagem cósmica e é preciso drenar esses materiais – Purificação.

Tu tens que dar a cada parte do teu ser a atenção necessária para ele estar em paz – Harmonização – fazer as pazes com todos os aspectos de si próprio.

Quando fazemos uma personalidade é como fazer escultura. Tu pegas no bloco pré moral e os teus pais e a sociedade começam a esculpir e tu continuas a esculpir. Isto é o estágio em que tu estás a construir uma persona (parte de ti virada para fora para se adaptar à sociedade e aos outros).

Se a persona tivesse sido esculpida por Deus ou até pela tua consciência lúcida..., ótimo. O problema é que ela foi esculpida pelos nossos preconceitos, medos, família, meio socio-económico, cultural.

Depois da máscara estar construída tens a estátua que fizeste de ti mesmo e a maior parte das pessoas pensa que só tem isto, mas não, tem toda uma pilha de lascas ao lado que era tudo aquilo que tu achaste que não era digno em ti de ter direito a viver, e tu ignoras esta pilha de lascas e dá-se a primeira neurose.

A neurose começa quando tu selecionas partes que consideras nobres, higiênicas, educadas e aceitáveis e partes que tu consideras que não têm nada a ver contigo, que não são o teu projecto. Se tivesse sido o teu “eu superior” a tua mónada a fazer a escultura....

Yung descobriu que 90% das lascas que tu deitas para o inconsciente são pedras preciosas. Grande parte do que rejeitaste em ti ao construíres a tua personalidade estava manchado por medos, necessidade de sobreviver, de se adaptar, de ser reconhecido. Tudo isto é válido mas como foi o ego, ele não tem nenhum problema em pegar numa parte preciosa de ti e lascar e deitar fora, desde que ela não tenha a ver com o seu projecto ambicioso.

E é assim que muitos homicidas são tratados em penitenciárias, dando-lhes um animal de estimação: um cão, um gato, um esquilo (têm de ser pequeninos) e o que se observa em psico terapia é que se dá uma imensa mutação na psique de um homicida quando aprende a cuidar de um pequeno animal. Ou seja, na construção da persona ele lascou partes fundamentais da psique e enviou-as para o inconsciente, nomeadamente, o amor, a ternura, o cuidado, e o trabalho foi ajudar a trazer aquele pedaço fundamental que estava no inconsciente para o consciente para curar a pessoa.

Individuação é ir buscar todas as partes adormecidas, esquecidas, importantes para esculpir uma nova persona, desta vez não pelo ego mas pela alma.

O contacto monádico é antecedido por uma etapa de purificação (deitar fora do campo vibratório o que ele sente não ser a sua aura). O processo de purificação implica ir vendo dentro de mim quais são as reações do profundo àquilo que eu faço na superfície. Basta inquietação, isso já indica que a alma não está a nutrir daquela ação. Eu tenho que ir sentindo a reação, no meu interior, a cada coisa que eu faço. Isto parece óbvio! E a maior parte dos seres que estão a ser preparados para o contato direto com a Confederação Intergaláctica está preso de coisas óbvias.

Então, esta lei “age para fora mas vê para dentro” é fundamental senão não há Purificação.

A Purificação conduz à harmonização (falar com todas as partes de mim próprio e dar a cada uma delas o que é necessário). A alma nunca vai interferir no processo de harmonização porque ela precisa dessa harmonia para a outra fase – Individuação – em que tu te tornas dono de ti.

A Individuação é o teu sol (energia de Leão), o teu poder de teres um rosto, um nome, uma vibração única, seres um ser original. Isto é fundamental para a formação de mestres na Terra.

Purificação é um processo de iluminação, mas primeiro eu tenho que ouvir como é que o meu centro reage. É muito diferente construir a persona quando tínhamos 18 anos de idade, ninguém estava a ouvir o seu interior. Quando construímos a persona aos 18/28 anos só estamos a ouvir o meio ambiente.

A pergunta que normalmente se faz a um jovem é: “Então, o que é que fazes, não fazes nada?”. Esta pergunta é incrivelmente angustiante porque ele aprende que tem que estar a fazer qualquer coisa porque senão não é aceite. E a resposta é: “estudo ou trabalho”.

Esta lógica faz com que a persona seja esculpida rejeitando coisas mágicas, sublimes, intensas que são enviadas para o inconsciente porque não são nem estudo nem trabalho.

Ao contrário do que aconteceu entre os 18 e os 28 anos as pessoas agora são chamadas a desfazer a personalidade – decomposição/reconstrução universal. Isto acontece na desestruturação e reconstrução da nossa personalidade ouvindo a voz interior.

Eu sei que está a acontecer a desconstrução porque uma coisa que era incrível para mim há duas semanas atrás agora já não me diz nada. É quando a psique tira o investimento do exterior e começa a construir dentro de ti. Então, passas por este processo em paz, o que ás vezes é impossível, aí a pessoa sofre, vive o drama, despede-se de partes velhas de si própria... em paz, e, à medida que isto se desenvolve, estás eliminando o que não és e harmonizas-te e depois vem a etapa de individuação que é um esforço cultural e espiritual na direção de ti próprio.

Um dos grandes paradoxos da cultura contemporânea é que a cultura das massas (baixa cultura) reage, castiga as pessoas que assumem a individuação, mas a cultura de topo, a cultura dos originais é aquela que fica e premeia, recompensa as pessoas que assumiram a individuação.

A alta cultura ama a individuação porque é uma cultura de autor e não de consumo.

Individuares-te é tornares-te autor dos teus dias e seres capaz de fazer dos teus dias um ato criador. É não viver automaticamente. É a conquista de um rosto único, um rochedo indefinido onde estão as caras indefinidas de milhões de pessoas.

Depois destas 3 etapas: Purificação energética; Harmonização psico-afectiva e Individuação, começamos a entrar em contacto com o processo de nos tornarmos psíquicos, isto é, cada vez mais uma expressão da alma.

Purificação é responder à disciplina interior, é ser capaz de ser intérprete da sua própria disciplina.

Ouve-te e observa o que a energia é mas aceita que, assim como há um saudável caos dentro de ti também existe, organicamente, como parte estrutural, uma impecável disciplina do espírito, sem esforço, sem culpa, sem mágoa, sem sacrifício, mas por um processo de auto assimilação daquilo que é o potencial que tens para vires a transformar-te numa daquelas garças.

Eu preciso de ouvir a voz que fala simultaneamente sobre libertação e disciplina.

Disciplina é dar uma dignidade cósmica ao “animal selvagem”, é dar uma qualidade selvagem e cósmica ao ser cultural e, já agora, é encostar um pouco de paixão selvagem à entidade cósmica. Nós precisamos coordenar estas coisas em nós.

Purificação, Harmonização e Individuação são acontecimentos psicológicos mas esta segunda fase que é a Psiquisação, que é tornar-se cada vez mais o Eu Superior, tu assistes a uma substituição de energias em ti até que tu fazes ligação aos Espelhos. A fase final do processo de Psiquisação é quando a tua aura foi ligada ao sistema óptico do Universo.

Purificação é uma drenagem de matérias que não têm a ver com o teu campo vibratório.

Harmonização é complementar à Purificação e respeita todas as partes do teu ser, é dares a cada parte a sua dignidade.

1º. Purificação – é drenar, é largar o que te puxa para o fundo (é a alma que rege)

2º Harmonização – é dignificar, respeitar todas as partes do ser (gera paz, equilíbrio psico afectivo)

3º Individualização – é tornares-te tu próprio

4º Psiquisação – é a ligação da tua aura ao sistema óptico do Universo.

Por André Louro de Almeida          25/06/2004

Postagens populares