Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Sunday, January 8, 2012

Reconstruir a Aliança

1ª. Parte: 

A “sacralidade”, não que isso seja um objetivo no princípio – a “sacralidade” – mas porque sacralidade é elevação. É o único meio de chegarmos à “união”. De fato, a sacralidade – o santo – o sagrado, é algo que só tem sentido para a oposição ao profano, para a oposição do mundo, para a oposição à ascendência que o Ser faz à vida externa. Mas, a sacralidade em si, ela não é o motivo que nos move, ela não é exatamente a nossa casa. Ela é uma estalagem ao longo do caminho. E, existem estalagens que, por conter de tal forma concentrados alguns aspectos essenciais da meta, podem parecer a meta...E, a sacralidade, o estado de santidade é um desses...é uma dessas estalagens... 
A medida que o Ser se vai despindo das suas identificações externas; e, a medida que ele vai direcionando corretamente a sua identidade para o Divino, essa prioridade vai se instalando – “Vida Santa” vai se instalando. E, a prova é que consiste justamente em não conter o erro à estalagem.

É não conter o erro de ficar ali na vida santa; mas, perceber que a vida santa, é um meio de transporte para a união. De fato, com todo nosso conhecimento, com toda nossa boa vontade, com toda a nossa capacidade de serviço – caso ela tenha sido instalada – com toda nossa experiência, com todo esse salto ou “afair” espiritual, que nós adquirimos nos últimos 100 anos, (eu digo 100 anos porque esse é um trabalho que tem sido feito por milênios, mas nos últimos 100 anos a coisa tornou-se consciente) – com todo este...com todo este aparato, a única qualidade que nos colocará à frente a união; e, que é a qualidade que substancia a união, que transfigura um Ser desintegrado num Ser integrado - a única qualidade é o AMOR. Não existe nenhuma outra qualidade que traspasse o homem, que atravesse o homem, que vá produzir a síntese final. O amor é a gota. É a faísca Divina, que nos transforma no próprio Pai - a partir do qual, nada mais há de se acrescentar, nada mais há a dizer.. É, justamente por isso, que o amor é a maior Lei. Ela é a maior do universo. Todo o universo foi fundado, todo o universo foi erguido, todo o universo foi estruturado em função dessa lei; em função de exprimir esse objetivo. Porque o amor, realmente ele é o “ômega” de todo o processo, ele é o final de todo o processo. De todas as qualidades que traspassam o homem, de todas as qualidades que o Ser...isto não diz respeito ao homem... isto diz respeito ao homem, diz respeito às mônadas, diz respeito ao Avatar, diz respeito aos mentores siderais, às consciências “quadrantes”, diz respeito aos seres galácticos... A única qualidade que o Pai nos pede, a única coisa em relação a qual, o Pai nos pede, a única coisa que o Pai está interessado em nós, é a capacidade de O amarmos. Porque, antes que este amor seja vertido para o meio ambiente, antes que este amor seja vertido para os outros, ele primeiro deve ser o “amar-se a si mesmo”, porque a lei diz: -“Amai-vos uns aos outros como a vós mesmos”. Enquanto eu não me amar a mim mesmo, eu não vou poder amar os outros. O fundamento da lei, não é “amai os outros”- o fundamento da lei é: “Amai- vos a vós mesmos” ; depois, amai os outros com essa medida, com essa qualidade, com essa convenção. Mas, como é que esse Ser, como é que um ser separado se pode amar a si mesmo? É impossível! Ele pode criar uma série de ficções, ele pode criar uma série de lendas a cerca de si próprio; mas, “amar” no sentido da compreensão da raiz cósmica - ele vai ter que transfigurar esse movimento de união, não de si para si, no sentido do ego separado, mas de si para a transcendência, de si para o Pai. É aqui que surge o amor. E esse é o único amor que nos deve mover. É é o único amor que o Pai quer ver em nós. Não tem outro amor. 

A única coisa que o Pai nos pede, é que O amemos. Essencialmente, o que o Pai pretende do Ser criado, é que ele manifeste o amor ao Criador; é que ele manifeste esse vórtice, essa vontade, essa aspiração para a união e essa anti-visão no seu próprio núcleo – no âmago do Ser criado – essa anti-visão do que é a união com o Pai. O Pai não pretende que nós O possamos compreender. O Pai não está interessado em nossa apreciação Cosmo-cógnica; na nossa apreciação da gênese do universo; na nossa apreciação da arquitetura cósmica. O Pai não está interessado na nossa qualidade como “ocultistas”, como “cirurgiões do processo cósmico”. O Pai não está interessado na nossa capacidade de interagir, de compreender o universo. O Pai não está interessado na nossa capacidade de organizar a vida, de organizar a nossa relação com o meio. O Pai não está interessado se quer no nosso serviço. Ele não está minimamente interessado no nosso serviço, porque o serviço é uma coisa que é útil ao plano; mas, nós aqui não estamos a falar do plano – estamos a falar do Pai.
Todas essas qualidades - entra a ação, a luz oculta, a capacidade de distinguir os fenômenos ocultos, a vontade para servir ao plano, a capacidade de servir ao plano; - todas essas qualidades, são qualidades que dizem respeito ao percurso do Ser; dizem respeito ao movimento do Ser em direção à Divindade, e, dizem respeito ao serviço que o Ser faz ao longo do seu percurso. Mas o objetivo não é servir, o objetivo do Ser criado e aquilo que o Pai pretende que o Ser criado emane, não é um serviço, não é a consciência de serviço, nunca foi...

A consciência de serviço é uma distração ao longo desses teus processos. É uma utilidade ao longo desses processos... se quiserem é um “pragmatismo” – é uma forma direta de compreender a vontade de Deus e de colaborar com Ele. - Tudo isso é útil ao longo do processo, no processo, pelo processo. Agora, a única qualidade, o único estado de Ser, que não tem haver com o processo, mas que é a própria essência da divindade manifestando-se em nós, é o AMOR – essa é a única qualidade que o Pai pretende ver desenvolvida em nós, que o Pai pretende ver instalada em nós. Mas, é o amor a Ele – é a capacidade de amarmos a Ele. E é aqui que surgem as situações: - “No meio de tudo isso, no meio de toda esta caminhada, nós estamos amando o Pai; nós estamos com o amor, reduzindo a zero, a distância que nos separa Dele. Porque o amor reduz a zero a distância que nos separa do Pai. O amor é o momento final; é o momento mais alto. É o momento de coroação; de todo e qualquer processo cósmico”. 

Quando uma entidade “meta-galática”, ou seja quando uma entidade que supervisiona as galáxias termina a sustentação de um avatara, termina um... Quando as suas mãos – digamos - deixam de sustentar todo um quadrante cósmico que compreende várias galáxias; e, a essência daquele “quadrante cósmico” é sintetizado no centro cardíaco dessa entidade meta-galática, esta entidade está por um fio distanciado do Pai. Do nosso ponto de vista não há distância nenhuma; mas, do ponto de vista dessa grande entidade, ela tem o seu percurso por percorrer. Ela recolhe no seu lençol de inteligência logoica, ela recolhe todas aquelas estrelas, todos aqueles mundos, quando eles estão prontos para serem novamente absorvidos no seu alento. E, quando ela fez essa absorção, quando aquilo que os hindus chamam “NOITE DE BRAHMA” está completa, esta Entidade meta-galática eleva-se. 

Não é a inteligência logóica que produz elevação; não é a unipresença, a unisciência dessa Entidade que produz a elevação. Esta entidade funde-se no Pai, exatamente como uma colher de água quando é derramada no oceano. Esta entidade funde-se no Pai, pelo puro amor... pelo puro amor. A essência desse amor que dirige um diretor galático para cima, não é diferente do nosso simples e cotidiano amor a Deus. Existem diferentes potências: - é diferente em grau, em potência... é diferente no ângulo de incidência, é diferente na forma que esse amor, ao mesmo tempo que se dirige para o Pai, ele vivifica um universo de essências – que são as essências que compõem um diretor galático, uma entidade meta-galática. Existem essas diferenças em potência. Mas, a essência, hah...a essência, meus irmãos, é rigorosamente o nosso amor cotidiano ao Pai. É bom que fique presente, é importante que fique presente; que, quando nós olhamos aquela planta, que nos atrai...e, quando nós somos convidados pelo Ser Interno a fazer aquela mudança de consciência e ver que de fato nós não estamos à procura da planta; aquilo que nos atrai, não é a planta, mas a forma com que o Pai fala através da planta. A forma como aquela planta é uma palavra no discurso do Pai; é uma palavra no imenso discurso do Pai, no discurso cósmico... Quando nós percebemos o que estamos ali a fazer, quando olhamos para aquela planta ou para aquela flor; quando há acima da gratidão pela beleza da flor, acima da elegância mental, da elegância intelectual; quando percebemos que aquela flor é um ser lógico, é um ser inteligente, é um ser que manifesta uma organização...e, acima da elegância interna mais abstrata...que nós percebemos que aquela planta manifesta simetria, manifesta um equilíbrio de cores, manifesta uma verdade, mesmo no plano formal, no plano físico ela manifesta uma verdade... acima disso tudo, está o Amor; está a capacidade de nós nos unirmos àquele Ser...Mas depois nós percebemos porque há aquele “clic” na consciência. Nós percebemos que não é aquele ser, é através daquele ser ao Pai. Esse amor que nos parece uma coisa entre os mundos intermédios, parece-nos uma coisa assim, cotidiana; esse amor em essência, é o mesmo amor que anima uma Entidade meta-galática e que faz com que esse imenso rosto – que é uma entidade desse tipo – faz com que esse imenso rosto, essa imensa face do Pai, se recolha no seio do Pai...É sempre o AMOR. É aí que fica no ar a pergunta: - “Nós estamos amando o Pai?” - “Nós estamos realmente comprometidos com essa união?” – “Nós estamos realmente caminhando por essa união? Pelo motivo dessa união?”... O Pai não está interessado minimamente no nosso serviço. Ele não está interessado que o Ser transcenda o ego. Ele não está interessado que o Ser elabore uma arquitetura do processo cósmico. O Pai simplesmente procura que o filho, que a criatura, O ame! Nada é quando nós dizemos “procura”... o Pai – a síntese cósmica – não tem características psicológicas. Ele é vazio de qualidades, Ele é vazio de características. Contudo aquela característica em nós, aquela qualidade em nós, que mais rapidamente, mais diretamente, nos coloca no âmago do Pai, e, que não diz respeito ao processo cósmico, portanto, não diz respeito aos obstáculos, não diz respeito aos planos, não diz respeito à interação com a matéria, com as substâncias... a única qualidade é AMA-LO. Ao mesmo tempo que o Pai te atrai para Ele, tu podes atrair o Pai para ti através do AMOR. 

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