Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Saturday, December 24, 2011

Livro - Trabalho Espiritual com a Mente

A instrução interna emerge dos níveis profundos do ser à medida que a mente silencia. Quem estiver aberto a ela poderá cruzar a ponte entre o lado material e o espiritual da mente e entre a mente e o coração. Isso se faz com simplicidade e consciência iluminada pela pureza do serviço ao Bem.


Trechos extraídos deste Livro:

páginas - 19, 20, 21, 28, 29, 31, 32, 35, 36, 41, 44, 45, 46,47, 42, 53, 54, 55, 56, 57, 59, 60, 61, 63, 64, 65.

A MENTE CONCRETA


Pensar é uma atividade que, na maior parte da humanidade, fixa a mente em coisas concretas, externas e visíveis.

Quando a pessoa ainda não aprendeu que pode controlar seu pensamento, este se torna desenfreado. E quanto mais desenfreado, mais a mente se fixa em coisas externas e concretas e mais difícil se torna concentrá-la em coisas abstratas, elevadas. Assim, a mente se distrai, se dispersa e se mantém voltada para o que os sentidos apresentam.

(...) Quem está consciente do próprio estado de dispersão e está em uma busca espiritual quer concentrar-se, porque só assim consegue centralizar a energia mental e direcioná-la para os níveis mais elevados da existência.

Entretanto, para conseguir concentrar-se, não basta simplesmente querer, nem mesmo fazer exercícios sistemáticos. A concentração só ocorre de fato quando a pessoa renuncia àquilo que a atrai, agrada ou contenta e se volta prioritariamente para a busca espiritual.

No passado foram criados muitos exercícios de concentração adequados para a mente daqueles tempos. Mas em geral os que faziam os exercícios tinham uma vida organizada, harmoniosa, sadia e disciplinada.

Não é o caso da maioria das pessoas de hoje. Atualmente, nossa civilização estimula o consumismo e uma forma de vida desordenada, comandada pelos desejos. Se alguém fizer hoje os exercícios de concentração criados no passado e viver como a maioria vive em nossos dias, cedendo aos apelos dos desejos, não conseguirá se concentrar porque lhe faltará certo ascetismo em sua vida diária, imprescindível para a concentração.

Além disso, com o passar dos tempos, a consciência e a mente humanas se desenvolveram e os vários níveis de consciência na mente se aproximaram. Portanto, os antigos exercícios de concentração não são mais adequados à mente atual.
Quando se pratica o ascetismo, ou seja, quando se renuncia a tudo o que dispersa, quando se repele tudo o que não leva aos níveis espirituais, quando se controlam os próprios impulsos no dia-a-dia, a concentração pode finalmente ocorrer. (...)

A MENTE PSÍQUICA

(...) A maioria das pessoas chega a perceber a parte psíquica da mente, mas não a desenvolve. Como a humildade e a obediência não são virtudes habituais na vida comum, é difícil encontrar alguém que viva conforme as indicações superiores acolhidas por essa parte da mente. Dessa forma, a mente psíquica se atrofia, ou não se desenvolve, no melhor dos casos.

 Muitos ficam mais de uma encarnação diante do limiar do desenvolvimento da mente psíquica: percebem algo superior, mas não se rendem aos seus ditames. Vivem tudo o que no fundo já não gostariam de viver. Vêem que estão perto do que realmente querem, mas não sabem como alcançá-lo.
Sem obediência e humildade, ninguém ultrapassa esse limiar.

Obediência quer dizer seguir o caminho indicado pelos níveis superiores do próprio ser. Se alguém identifica a sedução de alguma força antagônica ao crescimento e cede a essa força, está desobedecendo ao chamado superior. Também é considerado desobediência não realizar aquilo que já se sabe ser o correto.

Humildade é saber que, apesar dos passos dados, há tanto caminho a percorrer que proporcionalmente o trecho já trilhado nada representa.

Quando o indivíduo cultiva em si mesmo a obediência e a humildade e responde aos impulsos superiores, desenvolve a mente psíquica de forma natural, sem necessidade de realizar nenhum esforço ou exercício. (...)


DA MENTE MATERIAL PARA A ESPIRITUAL


À medida que o indivíduo utiliza a mente concreta, a intelectual e a psíquica como instrumento e não mais se subordina a elas, esses três lados da mente começam a se unir, a se harmonizar e se fundem em um pequeno núcleo com as melhores vibrações de cada um.

Assim o lado material da mente vai ficando mais receptivo aos impulsos superiores.
Ao se processar essa união na mente, as características do seu lado material vão-se atenuando. As vozes da crítica, da discriminação, dos julgamentos, dos preconceitos, das preocupações, dos raciocínios vão-se calando.

Quando a mente já está num relativo silêncio e mais ou menos limpa de negatividade é que o individuo sente o impulso para mergulhar naquela parte dela que não conhece ainda, mas sabe que existe.

Aos poucos a mente descobre os seus limites e reconhece a existência de um núcleo mais profundo, que começa a atrair a consciência. Até aqui a mente soube dessa existência teoricamente. Mas agora começa de fato a perceber que existe algo maior vivendo em seu interior.

Essa parte da mente que começa a perceber um núcleo mais profundo dentro de si mesma e que diz: “Sei que aquilo sou eu” é a mente espiritual ou o lado espiritual da mente.


O LADO ESPIRITUAL DA MENTE

O lado espiritual da mente começa a emergir quando o silêncio vai-se instalando no lado material. Percebe-se então que o lado espiritual da mente - ainda desconhecido - se relaciona com a natureza, objetos, animais, pessoas, conceitos, com o mundo enfim, de forma bem diferente da forma de se relacionar do lado material.
A pessoa fica então bastante interessada e, em alguns casos, até mesmo desesperada para se relacionar com as coisas daquela maneira nova, apesar de ainda não saber como. É uma crise muito positiva, que não deve ser abafada, pois leva a grande expansão. Para superá-la, é necessário ter fé e cultivar ainda mais o silêncio. Nessa etapa a pratica de retiros periódicos pode ser de grande ajuda. (...)

A MENTE ABSTRATA

(...) Além dos níveis superiores de cada ser, existem Hierarquias e naves-laboratórios que realizam a cura de corpos emocionais ou de aspectos deles. Esse material já curado pode ser incorporado ao corpo mental, pois na próxima etapa da evolução humana os corpos mental e emocional se fundirão em um só. (...)

O INTELECTO SUPERIOR

(...) é preciso que os servidores, as pessoas de boa vontade que se dispõem a ajudar o próximo, descubram como entrar nesse serviço superior. Para isso é necessário que não se envolvam com o que é supérfluo, não essencial, com o que os desvia da meta, com o que não é coerente com o seu propósito.

A Terra também deverá entrar em serviço. Precisa tornar-se um planeta sagrado assim abrir espaço no Universo para que planetas ainda em formação comecem a sua vida planetária. Os seres humanos, por sua vez, devem evoluir de embriões de gente para gente de verdade. E vão consegui-lo somente quando trilharem o caminho do desenvolvimento mental. (...)


A descoberta do potencial oculto da mente humana começa com a pacificação da mente concreta, impulsionada pela opção por uma vida equilibrada harmoniosa. A mente intelectual é desenvolvida por meio da aspiração, que gradualmente transforma as células cerebrais. Surge então a mente psíquica, que, por sua vez, é desenvolvida pela humilde obediência aos impulsos que os níveis superiores transmitem à mente intelectual. A certa altura, os três núcleos da mente material se fundem e vão-se aquietando mais e mais.

(...) Se a pessoa acolher a crise da mudança com fé e silêncio, é a vez de a mente abstrata sair do estado de latência. Essa mente começa a captar pensamentos superiores, que não se originam do raciocínio da mente concreta. Ao seguir as indicações desses pensamentos e ao se dedicar ao serviço altruísta, a pessoa desenvolve o intelecto superior e seu ser é atraído à aura de uma Hierarquia. Ela passa a atuar como um prolongamento dessa Hierarquia e seu serviço ao Plano Evolutivo se consolida, atingindo esferas cada vez mais amplas. (...)


A PONTE ENTRE A MENTE E O CORAÇÃO

(...) Outra forma de nos abrirmos, também a partir do trabalho com os sentimentos é acolher sem conflito um dos primeiros impulsos dados pela Hierarquia a quem se propõe evoluir: a dissolução dos laços com a matéria. Se percebermos esse estímulo, poderemos colaborar evitando a criação de novos laços. Dessa forma, estaremos simplificando o nosso destino.

Quando começam a florescer sentimentos como desapego, auto-esquecimento e serenidade ou ausência de conflitos psicológicos, quando passamos a dar mais importância ao plano Evolutivo e às necessidades que se apresentam do que à nossa pessoa, é sinal que a Hierarquia já está trabalhando conosco. Não é necessário que apareça para nós nem que sonhemos com Ela, pois o contato já está se processando.

Á medida que esse contato interno e silencioso com a Hierarquia se vai estabelecendo e transformando nossas vidas, cria-se um estado de equilíbrio em nosso ser e nós nos vemos de repente dentro do Amor, um Amor que não conhecíamos antes. Ao sentirmos e aprofundarmos esse Amor, a Hierarquia passa a contar conosco como um canal para seu trabalho.

Nossa forma de compreender o outro então se amplia, e toda a vida se expande, porque percebemos o quanto a humanidade, os animais, os vegetais e os minerais são necessitados desse Amor. E essa compreensão ampliada é outro sinal de que a Hierarquia está nos instruindo. (...)
(...) Esse processo se dá no coração, no nível cardíaco, não na cabeça. Quando a mente reconhece que algo profundo do qual ela não participa diretamente está em andamento, pode-se produzir nela certa aridez ou resistência. É preciso saber lidar com essa situação, pois o apoio da mente pode ajudar muito. (...)

A CONSTRUÇÃO DA PONTE

A mente comum não tem acesso à vida interna. O mental coletivo da humanidade hoje é um campo de atrito e de conflito, onde as forças involutivas estão soltas. A Hierarquia não pode descer a esse nível, pois a desarmonia dele é tão grande que sua luz o desintegraria.

Para que nossa mente possa apoiar o trabalho evolutivo é preciso cuidar dela. Caso contrario, haverá uma permanente cisão entre a mente que se rebelou, não compreendeu, não concordou e resolveu agir por conta própria e a Hierarquia, que trabalha nos níveis supramentais.

Uma forma de incluir a mente no processo de elevação espiritual que o coração já experimenta é o estudo de assuntos sagrados. Ler o ensinamento espiritual e refletir sobre ele, sistematizar o conhecimento transmitido pela Hierarquia, relacionar os conceitos de várias escolas de pensamento espiritual, identificando o que elas têm de comum e de mais elevado são praticas que podem auxiliar a mente a não se desviar do caminho e a não se tornar obstáculo para o crescimento espiritual.

Outra possibilidade de trabalho mental é a constante lembrança do Eu Espiritual que vive em nosso interior. Se, durante o dia, ao executarmos as tarefas concretas, nos lembrarmos e reverenciamos o nosso Eu Espiritual, começamos a estabelecer uma conexão com ele e nos abrimos para contatos ainda mais elevados.
Podemos também nos lembrar com freqüência da Hierarquia interna da Terra e pensar que fará um trabalho sobre nós. A fim de manter a mente ocupada com esse assunto, podemos, entre outras coisas, ler sobre ele, ouvir palestras a respeito, orar, refletir sobre as qualidades de determinada Hierarquia que nos inspire devoção.

 Outro instrumento poderoso para manter presente a lembrança da Hierarquia em nossa consciência são os mantras.

O USO DE MANTRAS

As Hierarquias não têm nome algum na realidade onde estão. Mas algumas delas, por trabalharem no intimo das pessoas e saberem de todas as suas dificuldades, deixam-se até nominar para que a mente humana possa localizá-las e conectar-se á sua potente energia. Assim, enviam-nos um som material que pode ser pronunciado. E se a Hierarquia é para nós representada por um nome, não deveríamos hesitar em repeti-lo mentalmente, pois os nomes das Hierarquias são mântricos.

Quando mentalmente repetimos um mantra, isso abre um espaço na mente para energias de níveis mais elevados, mesmo que ela não saiba nada sobre isso. A mente precisa de ajuda e de compreensão, e podemos fazer uso dos nomes da Hierarquia como mantras para regenerá-la e concentrá-la em assuntos acima dela própria.

Pronunciar o nome de uma Hierarquia ou pensar nele pode preencher o vazio da mente, curar a sua aridez e incompreensão.
Mas os efeitos dessa pratica não ocorrem apenas na mente: o emocional e o etérico também recebem estímulos de cura, porque todas as partes do nosso ser vão se unindo com as transformações que os mantras provocam.

Há partes da mente que e rebelam contra esse processo interior e que duvida, mas deveríamos persistir sem nos preocupar com isso. As Hierarquias dévicas, as Hierarquias a serviço da raça e do Manu* estão permeando de amor esses corpos para que eles possam fazer sua síntese. Teríamos apenas de manter a mente ocupada com assuntos que dizem respeito à realidade interna.

ANTUAK, MISHUK E VISNUK

Antuak, Mishuk e Visnuk são Hierarquias que autorizaram a humanidade a denominá-las. Essas Hierarquias estão muito coligadas com o nosso processo evolutivo, e podemos percebê-las dentro de nós, cada uma com sua energia específica.

Antuak nos confere outra qualidade de querer. Na sua presença, começamos a buscar coisas elevadas como nunca fizemos antes, de forma desconhecida. Esse querer pode ser muito poderoso e transmutar nosso querer antigo. Se nos dermos conta de sua energia, podemos entrar em dialogo consciente com Antuak e enviar-lhe uma oração de agradecimento.

A presença de Mishuk fica clara quando a qualidade da nossa aspiração se sutileza de tal maneira, que começamos a aspirar a coisas desconhecidas, abstratas e indefiníveis. Nossa aspiração vai se tornando completamente livre de forma, aspiramos a qualquer coisa que venha do alto.

E podemos considerar Visnuk presente quando a atitude de entrega aos níveis superiores se torna inabalável. Percebemos que estamos entregues de fato quando, mesmo nas situações em que a mente aponte a necessidade de cuidado, continuamos firmes na postura de não interferir com a personalidade. Isso é indicio do trabalho de Visnuk em nós.

A presença da Hierarquia é percebida com o cardíaco direito, plano em que todos esses sentimentos superiores podem se estabelecer. Ali se forma um tal núcleo de atração, de sabedoria, de percepção, que começa a atrair o núcleo cerebral e outros núcleos ainda mais elevados. Por isso dizemos figuradamente que o centro cardíaco está à direita do corpo. É uma forma de dizer que nosso coração já não é nosso, já está na Hierarquia, está um pouco fora do corpo, já se ligou com algo transcendente.

(...) A ponte que liga coração e mente é a mesma que nos liga ao infinito.(...) 


A repetição mental ou pronúncia dos nomes das Hierarquias apresentados é por si uso um poderoso mantra. Mas há outros mantras já disponíveis, que incluem os nomes das Hierarquias mencionadas neste livro. Esses mantras estão em Irdin, pulsar essencial que dá origem a todos idiomas. Apresentamos aqui alguns deles como alternativa para o trabalho com a mente.

Nunca é demais enfatizar que no trabalho com os mantras é fundamental uma atitude de reverência e ausência de expectativas.

ANTUAK SAITI

Sintonia com energias de transmutação. Abertura para o perdão, para a harmonia e para o equilíbrio interior.

ANTUAK SAITI
ANTUAK SAITI
ANTUAK SAITI

SAITI
SAITI
SAITI

ANTUAK SAITI
ANTUAK SAITI

ANTUMINA IKU SAGUA
ANTUMINA IKU SAGUA

ANTUAK SAITI IMU
ANTUAK SAITI IMU

SATUMINA NAIRU SAGUA
SATUMINA NAIRU SAGUA
SA SA SATUMINA
SA SA SATUMINA

ANTUAK SAITI
ANTUAK SAITI
ANTUAK SAITI

Pronúncia (a sílaba tônica é a sublinhada):

Antuac saiti/ Antuac saiti/ Antuac saiti/
saiti/ saiti/ saiti/ Antuac saiti/ Antuac saiti/
satumina icu sauá/ satumina icu sauá/
Antuac saiti imu/ Antuac saiti imu/
satumina nairu sauá/ satumina nairu sauá/
sa sa satumina/ sa sa satumina/
Antuac saiti/ Antuac saiti/ Antuac saiti

Chamado ao mundo interior e oferta de si.

MISHUK MISHUK MISHUK

SAITI NARUA IKU SAGUA

SAITI MANAI KIKI SAGUA

MISHUK MISHUK

SABANARA KIKI SHIKU

SAIBANARA KIKI SHIKU SAGUA

MISHUK

SAIBANA SHIRI KITUK

SAIBANA SHIRI KITUK

MISHUK MISHUK MISHUK

Pronúncia ( a sílaba tônica é a sublinhada)

michuc michuc/ michuc /saiti naruá
icu sauá/saiti manai quiqui sauá/michuc
michuc/sabânara quiqui sicu/saibânara
Quiqui sicu sauá/michuc/ saibana siri
Quituc/saibana siri quituc/
michuc michuc/ michuc

VISNUK SAITI

Saudação e entrega. Reconhecimento da Hierarquia sacerdotal.


VISNUK SAITI

VISNUK

VISNUK SARUA ITI

VISNUK

SAITI VISNUK

VISNUK SARUA ITI

VISNUK

Pronúncia (a sílaba tônica é a sublinhada):

visnuc saiti/visnuc/visnuc saruá iti/
visnuc/ visnuc saiti/saiti visnuc/
visnuc saruá iti/visnuc


Informações sobre este livro: http://www.irdin.org.br/acervo/detalhes/4478

Download deste livro: http://www.4shared.com/office/5A8gluK0/2006-Trabalho_Espiritual_com_a.html?

Áudio sobre este livro: http://www.irdin.org.br/acervo/detalhes/4540

Novas considerações sobre o trabalho espiritual com a mente: http://www.irdin.org.br/acervo/detalhes/6214







Friday, October 14, 2011

Radiancia

O despertar da humanidade que vive na superfície da Terra, implica várias operações simultaneamente. 

Vamos aprofundar quais são essas operações, ter uma noção mais clara e definida que for possível daquilo que não nos está a acontecer e se podermos perceber o que nos está a acontecer, melhor.

O despertar da Humanidade de um planeta que está à beira de um salto entre dimensões, é apenas uma das operações de que toda a engenharia sideral precisa de levar a cabo, para que o planeta passe de um estado tridimensional para um estado quatridimensional. Isto significa que o órgão do planeta que representa o "Eu Consciente" desse planeta, terá o seu espectro alargado - a consciencia dilata-se até abranger a 4ª dimensão. Na quarta dimensão temos a experiência de que somos eternos, de que somos IRMANDADE e de que o tempo é uma operação do nosso próprio subconsciente - é não uma existência em si, mas um fenómeno de percepção.

Um planeta de 4ª dimensão não significa que as montanhas vão ficar transparentes, ou os cisnes azuis, ou as plantas emanem som, ( isso seria um planeta de 6ª dimensão? ). Um planeta de 4ª dimensão significa que a dimensão em que a divindade oculta se exprime para a substancia, para a energia e para as formações exteriores, já abarca a 4ª dimensão, isto implica, no reino humano, uma estabilizaçaõ da consciencia e da vontade acima do plano mental.

As operações que estão em curso têm 3 níveis: Primeiro, o corpo astral e o corpo mental estão a passar por uma fusão. Estão a ser preparados dentro de nós uniões entre certos níveis do sentimento. A antiga mente e o antigo espectro conhecido de sentimentos e de emoções passa para o nível de manutenção de equilíbrio psicológico e têm muito pouco para nos dar como estímulo evolutivo actual.

A nível abaixo da consciência, a mente e o veículo emocional estão a começar um processo de integração de síntese. Nós vamos ter novos sentimentos, vamos ter uma maior presença do fogo do magnetismo transcendente, do magnetismo aglutinador, onde antes tínhamos energia de discriminação e de pureza mental, assim como vamos ter conhecimento directo a partir do coração.

Quando a antiga mente e o antigo centro de resposta senciente que é o coração são desactivados, uma síntese maior – até então oculta - pode vir ao de cima. Nós vamos começar a amar não apenas com o coração mas também com a Luz no Centro da Cabeça, e vamos começar a compreender, a inteligir com o coração. Nós somos seres mentalmente em mutação. A nossa mente está sendo transformada e está-se a dar a activação em toda a Humanidade que poder responder a esse estímulo, de funções até agora desconhecidas no hemisfério cerebral direito. É aqui o laboratório da nova mente.

A nova mente não é composta nem pelo hemisfério cerebral esquerdo nem pelo direito, ela é composta por núcleo que está agora a ganhar potência e que integra as duas coisas, isto é, eu toco violino e faço especulação matemática como se fosse a mesma coisa - a divisão entre lógica e contemplação omniabarcante desaparece.

Antigamente ou tocava violino ou fazia contas de matemática, porque são funções que se distribuem simetricamente na topografia do cérebro. E o que os Irmãos maiores estão a preparar, é uma união dessas faculdades nas quais o ser humano comum irá ser iniciado, absorvido, irá ter a sua mente absorvida por uma mente que pré existe à divisão entre inteligência e amor: assim emerge a SABEDORIA.

Esta fusão altera completamente toda a nossa noção de vida e toda a nossa resposta preceptiva à realidade que nos envolve.

Amar e compreender nunca estiveram tão próximos. Compreender e amar nunca estiveram tão unidos. Agora, eles vão passar a ser uma mesma expressão.

O primeiro nível do que está a acontecer com cada um de nós, é essa união entre dois veículos, duas naturezas que muitas vezes se distanciavam, é por isso que cada um de nós não está quer usar o intelecto antigo, tem a impressão que está a utilizar um veículo do princípio do século, assim como quando se envolve em químicas emocionais também percebe que está a fazer uma viagem ao museu da vida emocional da humanidade dentro dele.

Nós estamos sendo convidados a olhar para a nossa vida interior e começar a distinguir as peças de museu e criar uma distanciação inteligente - no Oriente chama-se a isto desapego - em relação a essas peças de museu dentro de nós de forma a que a energia cósmica possa começar a remover, transformar, a dissolver ou a transmutar esses habitantes interiores. Este é o primeiro nível.

O segundo nível, é que o nosso eu superior (que até esta fase tinha estado estabilizado acima da mente, permitindo-se centrar em cada pausa entre os pensamentos, permitindo-se visitar-nos em cada momento em que nós atingimos o mínimo de quietude mental) o eu superior está a transladar-se rapidamente do quarto plano para o quinto plano.

As nossas almas estão a começar a estabilizar-se no quinto nível. Elas estão subindo de nível. Este núcleo dentro de nós está-se transladando para um novo patamar de vibração que não é mais o nível intuitivo. Isto significa que o nível intuitivo passa a ser uma actividade normal a partir desta fase de desenvolvimento da Humanidade.

Agora nós olhamos para a nossa existência e mais uma vez constatamos que estamos abaixo do normal, mas isso é um problema de cada um de nós. O que seria neste momento normal é que em cada 20 decisões nossas, 18 ou 17 sejam guiadas pela intuição e a intuição nasce com o poder do amor.

A intuição é tu teres um livro aberto frente a qualquer situação. Como o livro é sagrado e o seu conteúdo é secreto, só através da porta do amor os Irmãos podem abrir o livro, antes disso eles estariam expondo à voracidade da mente aquilo que deve permanecer sagrado. Entretanto todos estes seres têm um manancial de sabedoria imenso à sua disposição.

O sábio do alto da montanha mudou-se para dentro de ti e pelo poder do amor, de um cuidado e de um compromisso inteligente de me identificar com a dor do mundo (que é uma das experiências menos agradáveis do amor), pela minha capacidade de me unir àquilo que sofre neste planeta e não permitir uma distanciação fria (excepto a distanciação mínima para eu estar abstracto em relação a essa dor, senão não faço nada), eu tenho um compromisso total com o problema do Homem.

O equipamento que está sendo ligado, a leitura, os momentos de silêncio, as sincronias misteriosas, as convergências, o amigo espiritual, a frase certa, o objecto certo, o dia certo, tudo isto é demasiado precioso para ficar conveccionado no nosso problema apenas, então, existe esta turbina que nos está convidando a ampliar a nossa mesa de trabalho até que esta possa absorver a Dor do Mundo.

As nossas almas ocupam o nível actualmente que era ocupado por aquilo que a tradição ocidental chamava o “anjo da guarda”. Não todos os seres humanos indistintamente, mas a porta está claramente aberta - as almas lidam com energia de luz, elas são entidades térmicas, onde elas sentem que o fogo, o calor da realidade profunda existe, elas deslizam suavemente na direcção desse calor, elas são entidades térmicas - ocultamente falando, isto é são atraídas pelo calor do amor e da devoção.

Quando as almas se transladam para esse 5º plano, todo o teu interior entra num efeito de pressão composto por aquilo que antigamente se chamava o "chamamento", todo o nosso interior se torna Acolhimento e isto porque a alma que estava antes ocupando o papel de Krishna, aquele que guia a carruagem dos três cavalos - físico, emocional e mental - a alma iluminou os cavalos, largou as rédeas, e está-se transladando para o plano espiritual, que é o plano onde é possível ela ser completamente dominada, absorvida, possuída pela energia da Mónada, pela energia átmica. Isto é o segundo nível do que está a acontecer connosco. Por um lado, os níveis mais altos do plano emocional, do plano dos sentimentos, portanto, aquilo que corresponde aos sentimentos superiores, está-se integrando a mente profunda, e a mente profunda já não funciona mais fora dos sentimentos superiores, aliás, a mente profunda é uma consequência da coexistência de nossa consciencia com os Sentimentos Superiores.

                                                                         * * *


A energia que é preciso gastar para ficar à superfície da existência é cada vez maior. O cansaço não tem a ver com não ter encontrado o caminho, o cansaço nesta etapa tem a ver com ter encontrado o caminho e não estar assumindo o caminho. É uma coisa muito diferente.

A energia que eu tenho que gastar para estar fora do caminho é cada vez mais alta, assim como a energia centrífuga que os vestígios desta civilização mantêm activos, é cada vez maior, o poder da manipulação visual, sonora e da informação é cada vez maior. Isto é percebido quando tu chegas a casa e não tens absolutamente nada para fazer, e há um chamamento interior para ficares numa quietude dinâmica e tu consegues encontrar alguma coisa para fazer, há sempre mais uma coisa para fazer quando o espírito chama. Muitas pessoas chegam a casa, a casa está completamente arrumada, existe apenas o pó do dia anterior e elas vão limpar a casa (!) , isto significa incapacidade de penetrar no templo interior.

O décimo telefonema, pela décima vez, ao décimo amigo, é incapacidade de penetrar no templo interno, estas coisas têm que ter nomes cada vez mais claros. O contínuo remanejamento de objectos, a contínua preocupação do ritual exterior, nesta fase dos acontecimentos, é uma incapacidade de estar frente ao templo e frente à chama.

A terceira operação é a construção do corpo de luz. É a construção em nós de uma sub entidade viva, que corresponde, numa simbologia da crisálida e da borboleta, exactamente à borboleta. Enquanto a Mónada está no quarto plano ela é uma crisálida sob o ponto de vista esotérico, ela está em sarcófago, aprendendo a transmitir sob a forma de dor, impulsos para que a personalidade perceba qual é a vibração.

A quarta operação oculta em nós, que é o despertar do campo monádico na Humanidade inteira, a alma é admitida a esse 5º nível, ela pode voar acima do controle constante sobre a personalidade. Ela começa a tornar-se activa no nível onde antes era passiva, ela recebia intuição do núcleo de fogo, e passava para o consciente de cada ser. Ela deixou de ser passiva no nível onde recebia a intuição, subiu, e aí tornou-se ainda mais activa sobre a nossa intuição, ela está a começar a preparar aquilo a que se chamou "as núpcias". O corpo de luz é a veste na qual a alma pode tornar-se presente a esse património interior, é a veste através da qual a alma pode fazer fusão com a energia cósmica que vem da Mónada.

Toda a auto consciência do sistema solar é uma doação, uma tocha de Siriús e a alma apaga a energia que vai desde a primeira palpitação da consciência, até à sublime. Se a energia que activa a auto consciência vem da estrela Siriús, a energia que activa a vontade e poder monádico, e portanto, a vida, vem de uma outra estrela que não está a Via Láctia, está noutra dimensão. Então estas estrelas agitam-se um pouco e toda a Humanidade é iniciada.

O que é que nós temos à nossa frente? Quatro operações: a fusão do emocional no mental; a síntese do emocional e do mental; um terceiro tipo de percepção ao qual nós podemos chamar senciência (uma consciência sensível e uma sensibilidade inteligente), este tipo de progressão, esta capacidade do acto humano seguir este rasto, que é um novo rasto, nós antes seguíamos outros rastos, outros labirintos, outros processos, íamos pela esquerda ou pela direita, éramos seres emocionais ou fazíamos contas de matemática, fazíamos as duas coisas ao mesmo tempo, a energia segue o pensamento e o pensamento ou estava dividido ou estava unido por carência. Há um fundo que não está preenchido e muitos pseudo sentimentos emanam desse fundo. Esses rastos são os dois rastos conhecidos e há todo um grande processo de cura da humanidade que se está desenvolvendo - há uma quantidade enorme de curadores que está disponível cada vez mais. Mas o que nós estamos aqui a tratar é de outro rasto, que é quando tu sabes qual é a direcção, o teu coração está completamente activo e se te pedirem para escreveres um tratado, tu escreves um tratado com o coração. ...?..., é uma inteligência articulada, límpida, cristalina, mas que vem impregnada da força de coesão magnética cósmica do qual o nosso coração participa

Esta fusão entre os corpos emocional e mental está em curso, o translado da alma do 4º para esse nível mais alto está a acontecer neste momento, a formação do corpo de luz está também a acontecer e está-se a dar ao mesmo tempo o despertar do campo das mónadas, é muita transformação, é uma arquitectura nova dentro de nós.

O que é que significa para nós o despertar do campo monádico? Nada, para o eu consciente esta expressão não tem utilidade nenhuma. O despertar do campo monádico é útil para a vida da alma, ela passa a estar ...?... por um fogo activo e não apenas por um fogo latente.

O homem de há cem anos atrás era portador de um fogo latente, de uma capacidade de se auto dirigir para a luz latente e essa capacidade foi activada, as mónadas passaram de uma estado de brasas ocultas para chamas activas. O percentual de energia destinada a operações de direcção, decisão, reunião do disperso e de síntese é muito alta.

Esta chama tendo despertado colectivamente de uma forma central, permite a irmandade entre os seres humanos.

Sunday, October 9, 2011

Nível Mental, Corpo Mental e Mente

Nível Mental

Quinto subnível do nível físico cósmico. Subdivide-se em mental concreto, onde atua a mente racional e analítica, e mental abstrato, onde atua a mente superior. É qualificado pelas energias do conhecimento ou ciência, o Quinto Raio e pelo elemento fogo. Está passando por grandes transformações, para capacitar-se receber voltagens mais potentes do fogo elétrico ou solar que se deve refletir no mundo externo.


Corpo Mental

Assim como o plano físico é composto de uma parte concreta (sólidos, líquidos e gases) e outra sutil (quatro estados etéricos), o plano mental possui uma parte concreta, racional, e outra sutil, abstrata. De modo geral, corpo mental designa o veículo de expressão do ser humano nos níveis concretos do plano mental, qualificado pela lógica, dedução e análise; já o seu veículo de expressão nos níveis mais sutis do plano mental é denominado corpo mental abstrato ou corpo mental superior. Na etapa atual da evolução humana, cabe à mente a percepção da realidade interna. A pureza do corpo mental é condição básica em toda a ascensão, não apenas por ele ter grande influência sobre os corpos mais densos (o astral e o etérico-físico), como também por desempenhar papel central nas unificações que hoje ocorrem nesses corpos . Um arquétipo sublime fornece às Hierarquias e aos devas construtores as diretrizes para a formação da mente humana. Quando esta se torna receptiva à luz interna, entra em sintonia com as irradiações desse arquétipo que lhe corresponde e que é parte do arquétipo-síntese do ser humano. À atual Raça coube o desenvolvimento do corpo mental e sua integração com realidades espirituais. Todavia, em seu percurso, o homem desviou-se da meta evolutiva e afastou-se da sua fonte de equilíbrio. As distorções decorrentes desse distanciamento foram várias. Quando razão adquiriu o controle sobre alguns movimentos do homem, os desejos dele eram muito densos e capazes de envolve-la; assim, a mente concreta não pôde unir-se à abstrata nem reconhecer os padrões arquétipos que deveria expressar. Por outro lado, por atrofia das qualidades mentais positivas, tais como o discernimento, o homem rendeu-se ao prazer, à superação e ao sentimentalismo, abrindo portas ao medo e à ignorância, do que decorreu a desvitalização da própria atividade mental e a polarização da própria atividade mental e a polarização da consciência em níveis inferiores aos que lhe estavam destinados. Quando o ser contata, por meio do alinhamento, o arquétipo da mente humana, experimenta cura profunda. Esse é um dos portais a serem transpostos no caminho da sua comunhão com energias monádicas


Mente

Pode designar tanto o corpo do homem no plano mental, quanto a Consciência Única e toda a sua gama de manifestações. Considerando-se a primeira acepção, a mente exprime-se de dois modos: o concreto e o abstrato. A mente concreta é instrumento de criação dos pensamentos; constitui-se da substância e das forças dos patamares mais elevados desse mesmo plano. A mente concreta precisa ser educada, e hoje esse processo pode transcorrer com maior intensidade e rapidez que antigamente. Realiza-se pela persistência na aspiração a unir-se com o centro da própria consciência e na intenção de não se deixar conduzir só pelo mecanismo dedutivo-intelectual. A mente concreta tem a função de elevar a vibração das células cerebrais, o que resulta da sua convergência para temas elevados. Tendo cumprido essa função, deveria renunciar ao predomínio, a fim de não se tornar obstáculo ao conhecimento intuitivo. Exercício de ver em cada indivíduo e em cada situação o que têm de melhor auxilia a correta formação da mente concreta, bem como sua transcendência. Essa mente, com seu poder de análise e dedução, vê tanto o positivo quanto o negativo, e então julga. Ao preparar-se para perceber a realidade essencial da vida e dos seres, no entanto, o homem observa aspectos negativos só de relance e quando isso for ajudar algum processo de transformação; ao mesmo tempo, mantém-se atento para focalizar os aspectos positivos. Assim, a agudeza e a capacidade crítica vão-se transformando no dom de captar a realidade dos fatos, que não é aparente. O nascimento de uma nova consciência no homem inclui a reestruturação da mente concreta. Isso não significa reordenação apenas, mas sobretudo transmutação desse corpo e desse nível de existência, o que é ajudado pela concentração no mundo interior, pelo serenamento do raciocínio. A mente concreta precisa de paz, de reconhecer algo superior que a pode ampliar sem ser complacente com as tendências em geral cultivadas por ela. A concentração da mente concreta nasce da renúncia voluntária do indivíduo ao que atrai e dispersa, não surge de modo artificial. É fruto da vontade, da sua decisão de manter-se numa vibração específica, de selecionar a faixa de energia na qual a consciência deve polarizar-se. Decorre do reconhecimento do amor que o espírito tem à vida física. Ainda que a mente concreta seja campo de conflito para o homem de hoje , pode transformar-se em campo de serviço. Conforme uma lei do ocultismo, ‘’a energia segue o pensamento’’. Nessa lei está a semente do processo criador-destruidor – no mundo material, para o homem, e no cosmos, para os Logoi – processo que parte da substância da Mente de Deus. A mente concreta, raciona, por ser composta de material opaco e inerte, é incapaz de transcender a si mesma, mas quando tocada pela mente abstrata, espelho de energias intuitivas e espirituais, pode trabalhar em conjunto com ela.


Extraído do Livro Glossário Esotérico de Trigueirinho



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