Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

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Wednesday, December 7, 2011

A Cura pelo Fogo Interno: As Mãos, O Olhar e A Voz II

2. 

Na conferencia de hoje vamos continuar a falar, em níveis muito profundos, do que pode significar neste momento, neste planeta, a energia de Virgem. 

Quando LYS surgiu na nossa consciência, em 1989, o sentimento que existia era como se o futuro quisesse assimilar o passado e o presente ao mesmo tempo. Existiu obviamente um impacto sentimental, afinal uma boa parte do nosso ser continua suspensa entre mundos... 

A possibilidade do encontro e da união como essa parte do nosso ser que, temos vindo a chamar o piloto do Paraíso, a Mónada, é o eixo crucial de toda a existência. 

Um dos impactos que essa partícula Lys produzia era a sensação de futuro, o sentimento do encanto fulminante do futuro vir ao encontro do presente. Na altura perguntamos à guardiã de Lys, Auriahne, o que a palavra Lys significava nos mundos internos, ao que responderam: “Significa simultaneamente fonte e água.” 

Foi-nos dito também que Lys continha o arquétipo síntese do ser humano, que existem arquétipos para todos os aspectos do nosso ser, isto é, cada aspecto do nosso ser é uma espécie de embaixador nesta dimensão, de uma raiz arquetípica guardada noutra dimensão: o nosso coração é o embaixador nesta dimensão de uma raiz noutra dimensão, a nossa mente é a embaixatriz da dimensão mental de uma raiz noutra dimensão, o nosso corpo emocional é uma embaixada da dimensão emocional de uma raiz noutra dimensão. Se nós pudéssemos, de uma forma fenômeno-lógica, seguir até á raiz entraríamos naquilo a que se chama correntes de sustentação do sistema. 

A sede maior do nosso sistema encontra-se em Sírius, é daí que partem as grandes correntes que sustentam o sistema ao qual a Terra pertence. Estas correntes operam no sentido complementar à evolução, elas são o antídoto do processo da natureza. A natureza é vida mas também morte, a natureza é bela mas frequentemente é cega, ela é a nossa irmã e a nossa mãe, é a pele, a superfície de um grande esforço cósmico para se chegar ao Divino. 


Sírius envia em direcção à Terra 12 Raios que são as correntes de sustentação da vida, como véus indescritíveis nos quais os mundos são bordados. Cada mundo é como uma rosa bordada num véu como um ornamento bordado num imenso véu, tecido pelas correntes de sustentação do sistema dos mundos ao qual a Terra pertence. Estas correntes de sustentação têm a sua origem Sírius e Sírius por sua vez é bordado noutro véu que tem a sua origem nos grandes portais para o Paraíso a que chamam Órion. A Terra é um planeta que está bordado num véu que por sua vez está conectado com a relação polar Sírius-Plêiades. 

A Bíblia começa com a referência a um jardim, esse jardim ou realidade edênica é descrito como um círculo com um centro onde existe uma fonte; junto a essa fonte está a Árvore da Vida a partir da qual divergem quatro rios em direcção ao mundo. No final da Bíblia, em vez do círculo, aparece um quadrado que desce sobre a Terra. Este quadrado no ocidente chama Jerusalém Celeste – também contém um centro e no interior está a Árvore da Vida e a ela estão ligados quatro rios, tal como no Jardim do Éden. 

Em ambos os casos a Árvore da Vida está ao pé de uma fonte, só que no caso do Jardim do Éden as correntes estão a sair num movimento divergente em direcção ao mundo e no caso dos rios da Jerusalém Celeste as correntes estão a entrar num movimento de convergência rumo ao centro. O movimento da água é inverso; podemos dizer que a água que sai da fonte junto à árvore, no início do ciclo humano, representa a dádiva da água para os mundos e a água que entra na fonte, no final do ciclo humano, representa o retorno dos mundos ao centro. 

No primeiro jardim existe uma árvore e uma fonte que emana através dos quatro rios e no segundo jardim existe quatro rios que retornam à fonte – representando a potência das nações, a carga psíquica das nações a regressar à sua raiz, a sua fonte. Tanto a fonte como a árvore são quase coincidentes e têm a ver como a palavra raiz – “radix”. 

Entre o Jardim do Éden e a Jerusalém Celeste passa-se todo o ciclo humano, aquilo que Sri Aurobindo chamava “The Human Cicle”. O Jardim do Paraíso, onde se dá o início do ciclo, é o lugar de unidade de todas as coisas ainda não diferenciadas. Isto significa que no interior desse campo, as correntes de sustentação do sistema nas quais o mundo está bordado são mais importantes, tem mais presença do que o próprio mundo. 

É a isto que se chama o estado primordial do ser humano, a consciência Adamica original, na qual as correntes de sustentação do sistema são mais legíveis, mais presentes do que o próprio mundo, do que a corrente sensorial que confirma a materialidade do mundo. 

As correntes de sustentação do sistema, cuja raiz é a fonte de Sírius, sobrepõem-se na experiência da vida, às correntes menores planetárias – aas correntes de Gaia, as correntes dos sentidos, as correntes dos ciclos humanos, do espaço e do tempo – sobrepõem-se porque são mais fortes. É essa força maior que representa a saída, o movimento divergente da água da Árvore da Vida, a partir das quatro direcções em direcção a todo o planeta. Este imenso véu de uma luz branco cristalino, no qual o planeta está bordado e no qual estão inscritas as correntes de sustentação da vida, é aquilo a que se chama o éter primordial ou a Virgem. 

A evolução humana e terrestre representa a passagem deste jardim circular, no início do ciclo – que tem como principal alegoria elementos botânicos como plantas, sementes, frutos – para a condição da consciência do ser no fim do ciclo, a Jerusalém Celeste, que é cúbica e tem como principal alegoria os minerais topázios, diamantes, ouro, ametistas, rubis... Então tempos este círculo botânico de onde a água sai e depois o quadrado mineral para onde a água retorna. Podemos dizer que no início, na condição adâmica original o véu predomina sobre o bordado. 

Durante todo o ciclo humano as correntes que saem do Jardim do Éden levam o homem a explorar o bordado e a conhecer todos os seus estados; este é o processo histórico e cultural ligado ao movimento divergente das águas para fora do Paraíso. A Jerusalém Celeste corresponde ao processo de retorno, o movimento convergente das águas em direcção ao centro. 

Estamos a falar da energia de Peixes e de Virgem, simbolizados por um cubo que representa ambas as energias perfeitamente fundidas: Peixes, a energia da unidade e Virgem, a energia da precisão; precisão que em espiritualidade se chama pureza. Depois de cumprido todo o ciclo humano, a precisão faz todo o sentido pois é o resultado e a condição indispensável para a construção do vaso ou do cálice de recepção que poderá ancorar a Cidade Celeste. 


“Era uma vez uma Virgem ou uma Deusa branca completa em si mesma e absolutamente transparente. Esta deusa vivia em comunhão com o seu habitat interior e exterior, que pode ser visto como a montanha branca. Na base desta montanha existia uma imensa floresta e para além desta, estava o desconhecido. A Deusa continha os códigos de toda a criação, de todas as possibilidades, ela é primordial pois está no início da história. 

Há um momento em que a Deusa sente necessidade de se doar, mas não sabe a quê, nem como. A sua primeira reacção é começar aos poucos a descer a montanha até á orla interior da floresta, no entanto, quando tenta atravessá-la não consegue. Ela vai tentando por vários caminhos mas não consegue e nesse momento descobre que na passagem para o exterior existem quatro caminhos que vão dar para além da floresta. Neste momento, interroga-se: “Eu estou aqui nesta montanha e busco a forma através da qual me posso doar?” e uma voz dentro de si responde, “Tens quatro caminhos, tens que te dividir em quatro e no entanto permanecer uma, cada uma das tuas divisões vai percorrer cada um dos caminhos, mas tu mesma agora não os podes atravessar.”. 

Então esta Deusa branca, Lux Aeterna, concentra-se e divide-se em quatro deusas e cada uma delas começa a entrar na floresta, emanando uma cor: vermelho, verde água, azul água e dourado. No entanto, a Deusa Mãe permanece do lado de dentro dos quatro caminhos e tem a estranha experiência de passagem do Um ao quatro. À medida que as deusas avançam, tornam-se cada vez mais poderosas; cada uma delas vai-se tornando cada vez mais absoluta dentro da sua existência fragmentada. No momento em que cada uma chega à orla da floresta e vê o mundo e pode começar a criar vida. 

A primeira deusa que se diferenciou foi a Deusa do Fogo, depois a Deusa do Ar, depois a Deusa da Água e finalmente a Deusa da Terra – todas elas são aspectos da Deusa mãe, que ficou na montanha Branca. Estas deusas são quatro grandes correntes de força que permitem a existência da psique humana e da alma individual. Se não houvesse esta diferenciação da força divina em quatro, não podia haver consciência e existência humana. 

Estas deusas começam a criar e a nutrir toda a Criação combinado-se entre si gerando formas e seres. A Deusa dourada, que corresponde ao elemento fogo, é a deusa do entusiasmo, da irredutibilidade da fé, da criatividade, do brilho, da genialidade e do riso cósmico. A Deusa azul, elemento ar, guarda o movimento, as ligações, as articulações, as adaptações e a compreensão. A Deusa da água guarda o desejo, a possibilidade de ligar à Terra, é a força do desejo de vida sem a qual a Terra não se ligava às outras duas nem as outras duas à Terra. A Deusa da Terra é a deusa da forma, da materialização. 

Estas quatro deusas depois de se afastarem muito da floresta começam gradualmente a entrar em amnésia, esquecendo-se gradualmente da Deusa branca, a Deusa mãe. À medida que este esquecimento acontece as coisas começam a ficar complicadas e confusas pois começam a conter mais elementais do mundo que vieram nutrir, do que energia Una da origem. Deste processo resulta uma Terra suja, uma água turva, um ar desassossegado, irriquieto e ansioso, e um fogo que já não sabe o que veio nutrir nem porque está a arder. Até que há um momento em que estas deusas sentem que se continuarem esquecidas vão acabar por se destruir a si próprias, perdendo não só a sua Origem como também o motivo e o gozo da Criação. A partir de certa altura, torna-se absolutamente essencial que reencontrem o caminho para a floresta e assim que esse caminho de retorno acontece, surge uma coisa maravilhosa: começam a ficar cada vez mais transparentes, mais puras, mais límpidas. 

Ao fazerem o caminho de volta à origem para se alimentarem, para se nutrirem, as suas cores, vermelho, azul, verde e dourado começam gradualmente a ficar translucidas. Essa transparência, a pureza original, não pertence a nenhum dos quatro elementos, ela é guardada pela quinta-essência, que é também a primeira: o éter primordial. É isto que significa a energia de Virgem, a pureza é aquilo que a quinta-essência dá às quatro sem as destruir nem dissipar, mas misturando-se com elas, tornando-as transparentes – a quinta-essência é o elemento de permeabilidade ao Divino.


O que é maravilhoso neste processo é que à medida que retornam começam a descobrir que quando se aproximam da Deusa mãe, os quatro caminhos unificam-se. Então, depois do ciclo divergente e expansivo, quando as quatro deusas retornam ao centro, os quatro caminhos que antes eram completamente independentes e fragmentados começam a unificar-se e a fundir-se. Neste momento de retorno à Deusa, de retorno à fonte de onde emergiram, aquilo que eram quatro caminhos funde-se num e finalmente a Deusa Branca, a Tara Branca, Kuan Yin, a energia da Virgem Cósmica, pode atravessar a floresta ate chegar ao mundo dos Homens, a isto chamamos Jerusalém Celeste. 

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