Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

domingo, 6 de novembro de 2011

Do Homem Adormecido ao Homem Ascensionado

Para que a presença consciente dos níveis superiores do Universo possa banhar e entrar no nosso circuito, ela está sempre submetida à imagem ou consciência que um ser tem de si mesmo.

Neste momento a energia que pode ser acumulada está sendo submetida a uma membrana psíquica, a uma imagem que nós temos de nós próprios.

Existe sempre um culto da imagem. Essa imagem é um compósito de biografia, vitórias, derrotas, coisas que nós consideramos perdoáveis e imperdoáveis a nós mesmos, coisas que nos ofendem profundamente e estão na nossa constituição paradoxalmente (a constituição de um ser ofendendo a constituição de um ser). A mancha cultural que gravita em torno de um indivíduo é que espelha também parte do que ele acha que ele é, os pais que ele teve nesta encarnação, a imagem que as pessoas têm delas é um mosaico extremamente complexo de matérias completamente diferentes.

A imagem que temos de nós mesmos, do ponto de vista da forma como a nossa consciência ficou desde a queda da Atlântida, é uma imagem de fragmentos colados.

A energia que pode impregnar um ser está directamente delimitada (e expandida) pela noção que temos de nós próprios.

Da mesma forma que uma pessoa que sofre de aneurexia nunca verá a imagem que está no espelho, vê sempre a imagem que está no seu inconsciente, e assim como um veterano de guerra por mais que o Estado, a lei, a justiça, qualquer cosmética que os governos inventem para justificar o que fazem, por mais que o Estado lhes explique que o facto de ele ter morto 15 pessoas naquela emboscada era a única maneira de salvar a missão, a imagem que ele tem dele próprio pode ter ficado cronicamente danificada. A medalha que lhe põem no peito é uma tentativa do inconsciente colectivo, através do Estado, curar a imagem distorcida que o indivíduo ficou dele próprio. Podíamos continuar a dar exemplos de como existe uma imagem no nosso consciente e no nosso semi consciente que distorce, adapta, limita o caudal de energia cósmica que pode chegar até nós.

Imagem não é apenas a consciência de si no sentido filosófico, imagem é um campo vibracional com 7 níveis. Cada um destes 7 níveis actua sobre cada um dos 7 níveis do teu corpo etérico.

A imagem não é etérica, a imagem é um campo vibracional que pode ter origens inferiores, horizontais ou superiores, mas todos estamos sofrendo ou desfrutando de uma imagem de nós mesmos. Essa imagem é uma pré-figuração que é anterior às funções psíquicas em termos da nossa capacidade de detecção. Esse campo vibracional condiciona, molda o mental, o emocional, o etérico.

Isto é um assunto extremamente sério!

A imagem que temos de nós mesmos está sob controle. O que tu pensas de ti próprio está sendo controlado. Tu não és livre de pensar o que queres de ti mesmo. Esse controle é exercido por uma malha que desvia continuamente a imagem de si para um poderoso fetiche à escala mundial.

Existe uma imagem de culpa, de medo, de profunda rejeição e de auto negação, de pessimismo e inadaptação a si próprio, como uma voz que está sempre dizendo, no nível da psique, que tu não vales nada. Isto é emitido pelas forças involutivas a partir de grandes centrais vibracionais.

A imagem que temos de nós próprios não tem tanto a ver com o coeficiente de luz ou de sombra que nós produzimos no dia a dia. Nós fomos programados para estarmos cegos para a nossa luz e estarmos hiper sensíveis em relação aos momentos sombrios do nosso desempenho.

Esta programação tem pontos concretos: Roma; México; Indonésia; ... . Pontos específicos onde estão as bases que alimentam uma distorção na consciência colectiva no acesso a nós mesmos o que implica que, quando tu fazes um acto positivo nem dás por isso. O controle é tal que impede o indivíduo de perceber a beleza do seu acto e quando um indivíduo faz um acto compulsivo, neurótico, esquizóide, negativo, ele regista-o de uma forma aguda.

Nós estamos dando 90% de atenção aos nossos actos de menor qualidade e quase nenhuma às expontâneas emissões de luz que se libertam de nós a partir do Antakarana.

Depressão colectiva vem do facto de haver uma distância entre o que um indivíduo, um povo, uma civilização sabe o que é e aquilo que pode fazer, e a imagem que tem de si próprio.

Quando se observa uma pessoa que tem uma percepção de si de baixo valor ou que não tem uma boa relação consigo próprio, essa pessoa pode ter uma experiência de achar que ela é única nesse aspecto – problema de auto aceitação – e depois nós observamos que é uma epidemia geral. “Todo o mundo” tem um problema de auto aceitação! Dá para desconfiar!!

Estamos a lidar com um fenómeno de proporções planetárias. É um contra-arquétipo, é um fetiche, um totem, um ídolo vibracional e electromagnético, negro, guardado, lá, nos conclaves dos “outros senhores”. Isto é emitido e através do inconsciente colectivo, atinge a tua psique e tinge a percepção que tu tens de ti próprio.

A consciência é um fluxo sem limites que, apenas levemente, atravessa o cérebro físico. A consciência é uma emanação pura dos mundos de fogo que atravessam o Universo até atingir ao de leve o nosso cérebro, e o que ela busca fazer é tocar, energizar ao máximo e retornar à Fonte. Quando a consciência consegue fazer todo este circuito, nós falamos de um ser gnóstico. Sri Aurubindo, Cristo, eram seres gnósticos. Um ser gnóstico é um ser cuja consciência parte do divino (mónada e de além da mónada), atravessa o cérebro ao de leve, consegue assimilar o caleidoscópio do mundo, trazer todas essas vibrações para si, tornando-se, pela experiência dessas vibrações, um ser psicologicamente maduro e fazer o circuito de novo até à origem. Quando a serpente consegue morder a sua própria cauda nós falamos de um ser gnóstico.

A consciência é este fluxo transparente, belíssimo, sem explicação, que se dirige ao mesmo tempo para fora e para dentro procurando-se a si mesmo.

As antigas tradições da Cabala dizem que Deus criou um espelho para se ver a si próprio. Deus queria contemplar a sua própria face. A consciência é o resultado disso, ela liberta-se de ti, flui por todas as coisas e depois ela busca retornar à pineal.

A natureza da consciência é regressar ao divino. Quando a consciência sai de ti e não consegue retornar, criou-se uma imagem. Existem tantas imagens quantas distâncias em relação ao fogo central que tu és.

Se a consciência se expande para fora e no momento de retornar fica presa no/a amante, isso é o que se chama idolatria ou culto da imagem.

A imagem que trazemos quotidianamente sem nenhuma revelação especial, é a soma de todos os sítios onde a nossa consciência ficou presa. A dificuldade de trazer a consciência para “casa” acontece porque a imagem que temos de nós mesmos está sob controle negativo. Isto compreende-se pela epidemia de más relações consigo mesmo que a humanidade tem. Abrange toda a gente.

O centro intraterreno de Lis/Fátima é o guardião das 4 imagens sagradas que ligam o homem adormecido ao homem ascensionado. São 4 modeladores electromagnéticos que são imagens de ti mesmo e que se deverão sobrepor à imagem que tu tens de ti próprio (imagem construída e implantada por forças contrárias à evolução universal). Se nós conseguirmos largar mão da nossa imagem negativa, se conseguirmos renunciar ao prazer de nos auto destruirmos, um dos pontos de partida para um alinhamento com a verdade de Lis é o ser conseguir o milagre de dizer: “Este problema de a percepção que temos de nós próprios não ser positiva é um problema universal. Todos estão sob a mesma programação”.

Que cada um tenha uma biografia distinta para chegar a essa erosão na relação consigo próprio, que cada ser tenha uma forma distinta de lá chegar, isso é outro assunto, agora, que todos chegam lá por algum motivo misterioso é algo que tem de ser analisado por um indivíduo consciente, e cada vez que nós visualizamos criativamente essa imagem culpada, negativa de nós mesmos, nós estamos regando as flores do mal. Quando a energia chega a ti ela fica submetida a esta imagem, por isso ela não se consegue implantar em nós porque a imagem que temos de nós mesmos reflecte a descida da chuva de Metatron.

No início da Terra, para que as mónadas, estas centelhas de luz pudessem exprimir-se neste planeta, a energia do Logos solar e a energia do Logos da Terra em combinação com Gaya e com a Mãe do Mundo geraram a psique arcaica (a alma colectiva da humanidade anterior a cada um de nós ser um indivíduo, não tem consciência de si), a alma-grupo da humanidade inteira. A psique arcaica contém o potencial de fundir biotipos (seres humanos físicos) à mónada.

Esta psique arcaica foi-se fragmentando e criando psiques de tribos, de grupos, psiques nacionais, todas elas suficientemente infantis e obscuras (porque vêm da grande ignorância). À medida que a fragmentação foi aumentando foi dando origem a famílias vibracionais, grupos de almas que ainda mantêm a mesma nota vibratória. Só depois desta ramificação da psique arcaica em grandes grupos (as 12 tribos de Israel. No Egipto fala-se da fragmentação de Osíris) só depois da psique arcaica se ter dividido em quadrantes: Norte, Sul, Oriente, Ocidente, depois dividiu-se em tribos, depois em família, e foi-se granulando até que, de uma psique colectiva, de um clã há um líder que emerge e então pode dizer-se que nasceu uma alma individual.

Enquanto as nossas mónadas são indivíduos cósmicos, à partida, as nossas almas não são, elas tornaram-se indivíduos ao longo da evolução o que significa que somos todos irmãos.

A nível monádico não somos irmãos mas no plano da alma somos irmãos. Esta fragmentação permite que cada mónada use uma alma individual para viver num ser humano.

A psique arcaica foi-se fragmentando, fragmentando, até que temos estes biliões de indivíduos, alguns completamente a dormir debaixo do tapete de uma família, outros debaixo do tapete de uma cidade ou de um comportamento colectivo, outros dormindo debaixo do medo, a psique arcaica vem do passado mas sempre que um indivíduo rompe com a psique arcaica, torna-se um líder, um ser autónomo, uma força criadora, dinâmica, centrada num propósito superior.

Todas as psiques que resultam dessa alma universal que todos somos, à medida que elas se vão especializando ao longo de muitas vidas, elas convergem todas para um ponto ômega – Cristo (corrente cósmica superior que muitas vezes encarna a função ponte do Universo).

Entre a psique arcaica que vem do início dos tempos e a paz galáctica em que todos os fragmentos de almas se fundem numa única entidade cósmica, existe uma ponte a que chamamos “o Cristo”.

Então, nós temos a fragmentação da psique arcaica afastando-se todos uns dos outros, esquecendo-se que a raiz é a mesma e que a multiplicidade de almas é “um partir o pão” num acto de generosidade para com a multiplicidade, a liberdade e a criatividade divina. Mas é um partir o mesmo pão. A nossa alma é pão da mesma farinha da tua alma. A psique arcaica é a farinha original da qual todas as almas foram concebidas.

Esse eixo crístico é um íman que chama todas as partes de Osíris perdidas pelos desertos. Tem uma parte de Osíris que está disparando um morteiro no Iraque, tem outra parte que está salvando uma vida em Nova Iorque, tem uma parte de Osíris que está pintando um quadro em Espanha e tem outra parte assaltando alguém. É sempre Osíris. É sempre a psique arcaica que foi desmembrada para que cada mónada pudesse ter uma psique individual para se exprimir através de um ser humano.

A psique arcaica é criada como uma psicoesfera. Biliões de mónadas começam a energizar, essa psicoesfera fragmenta-se, nascem milhões e milhões de almas como num big bang, mas neste caso um big bang interno. Depois dessa ejecção das psiques em múltiplas direcções e choques surge o grande recapitulador, o Cristo, o Krishna, os avatares de Vishnu, Buda, Vivecananda, Ramakrishna, Aurobindo, Yogananda, mas também Julius Evel, alguns cristos da América do Sul ou a mulher novilha do Búfalo Branco, um ser crístico feminino que nasceu entre os Sioux, etc.. Esses seres são os recapituladores quando a fragmentação atinge um nível crítico. Essa energia recapituladora Melkizedeque encarna para devolver a estas psiques fragmentadas a noção do Adão Cósmico para onde nos dirigimos.

Então, o nosso exercício é ver a Ceia de Leonardo na galáxia, de forma que o lençol da Ceia seja a própria Via Láctea e Cristo, ao centro, é feito do rosto de cada um de nós. O Cristo galáctico é a reunião de todas as psiques, de todas as almas numa mesma plataforma de bioplasma estelar, fundindo numa comunhão de almas que transcende a fragmentação de Osíris e recupera o corpo de Osíris. Nós estamos caminhando para um banquete, para uma síntese.

Há um Adão planetário que é a psique arcaica e há um Adão cósmico que é para onde nós nos dirigimos.


Lis guarda o arquétipo do Adão cósmico, guarda a imagem do homem primordial. Lis guarda o íman que atrai todas as almas para o banquete cósmico.

Existem 4 etapas para um ser se afastar da imagem negativa que tem de si próprio, a tal imagem que é controlada cuidadosamente pelas forças involutivas. É muito importante estar atento ao que pensamos sobre nós próprios, especialmente se for destrutivo, porque não vem de nós.

O trabalho de Lis nos próximos tempos é substituir a imagem que temos de nós próprios por outra.

A primeira imagem que Lis vai trazer até nós é a imagem da Liberdade.

A segunda imagem é a imagem sagrada da Mutabilidade.

A terceira imagem é a imagem do Cristo ou a ponte em nós e
A quarta imagem que Lis vai implantar em nós é a imagem do Adâo cósmico que produz Ascensão.

Quando a mónada encarna ela não encarna, ela monitoriza um ser humano. O que encarna é uma vibração mínima da alma no tórax.

Nós somos compostos por 5 princípios angélicos, um princípio monádico, uma alma e uma personalidade.

Estes princípios angélicos também vertem sobre outras mónadas que pertencem ao teu grupo de mónadas. Estes 5 princípios angélicos são tu, a mónada que encarna é tu, a psique, a alma que tu tens é tu e a personalidade que tu tens também é tu. Portanto, há um fio de identidade.

Quando a mónada foca uma nova encarnação e a alma é chamada de novo a encarnar, invariavelmente 5 princípios angélicos não podem descer. São concentrações de fogo monádico que estão em campos de evolução anjo. Eles existem no nível de evolução angélica mas são também tu. Ou seja, nós somos humanos e anjos ao mesmo tempo.

Lis é um centro coordenado por muitas sacerdotisas, por alguns hierofantes entre os quais Seraphis Bay e, claramente, por aquilo a que nós chamamos Serafins.

Um Serafim é um anjo completamente branco. São anjos de fogo branco. Os Serafins ligados a Lis têm a tarefa de aproximar as imagens sagradas de nós mesmos da nossa consciência. Eles são transportadores de imagens.

A primeira imagem – Liberdade – implica quase que a encarnação de um princípio angélico “EU SOU EU”. Dito de uma maneira superficial é completamente demagógico, agora, voltando a dizer “EU SOU EU”, psicologicamente, isto é o processo de individuação. Extrair-me a mim mesmo do que resta em mim da psique arcaica.

A nossa alma (a parte da alma que encarna) é colorida por todos os nossos esforços de individuação, porque a nossa psique ainda não é completamente individual porque está submetida à genética, ao passado, à nação, aos medos, etc..

A primeira tarefa de Lis é ajudar os seres humanos no seu processo de liberdade cultural, independência de pensamento, liberdade de movimento. Não adianta a pessoa querer ascender se nem culturalmente ela é livre!

O primeiro trabalho de Lis é reflectir o “anjo da liberdade” para dentro da nossa psique de forma que essa força angélica – Individuação – essa espada da liberdade, possa entrar na zona controlada pela matriz de controle onde está a imagem inerte de ti para ti mesmo, que ela própria inventou para te paralisar, para te comer a tua energia psíquica, a tua criatividade, porque se isso desaparece e as 4 imagens descem, tu ascendes fisicamente. Estou a falar de campos vibracionais radicais que vêm do nível interno de Lis/Fátima e são plasmados em ti, e cada um tem o seu, porque Lis lida com a individualidade do ser.

Este movimento de autonomia tem de nascer porque este é o primeiro grito da alma para fora da psique arcaica em que ela se torna plenamente indivíduo. Partes da nossa psique já estão ligadas à mónada, partes da nossa psique estão ligadas à psique arcaica e a alma vive este efeito suspensório constantemente.

A primeira tarefa de Lis é atrair para baixo a força angélica através de serafins que possam estimular o amor no indivíduo a uma posição cultural lúcida. O indivíduo tem de se transformar num original.

A energia monetária, nos próximos anos, vai seguir os seres autónomos porque a sociedade está precisando de seres que demonstrem o poder da individuação, e a energia monetária, numa sociedade, é sempre levada para ela vencer a próxima crise. Se assim não for não há mais sociedade, não há mais dinheiro, é o colapso. A sociedade, secretamente, sabe investir naquilo que são as soluções da sua próxima crise.

A primeira coisa que Lis vai fazer é limpar os nossos pés da poeira ancestral das civilizações que nos precederam: Suméria, Egipto, Grécia, Roma, Europa medieval, de forma que o indivíduo sinta esta frescura da água sagrada de Lis nos seus pés: “Meu Deus, como eu sou livre e não sabia!” e nesse processo dá-se a incorporação da imagem sagrada da liberdade – INDIVIDUAÇÃO.

A segunda imagem relaciona-se com iniciação.

As etapas são: IndividuaçãoIniciaçãoTransfiguraçãoAscensão.

Lis guarda as 4 imagens sagradas de ti capazes de remover estes fetiches que foram instalados em nós e plasmar uma imagem tão bela de ti para ti próprio que a energia cósmica não pode fazer mais senão descer.

Além deste processo de individuação que significa que eu tenho de dizer ao meu pai o que devo dizer ao meu pai, eu tenho que me individuar, tenho que preencher o plexo solar com energia viva, dizer Sim, Não, Talvez com todo o amor do mundo e depois disso aí estar claro, forte, preenchido, eu tenho uma nova imagem de mim, eu sou aquele que se move dentro de uma cultura e é um criador cultural. Podes descobrir que sabes tocar piano sem nunca o ter feito. Se vocês se desinibem do vosso passado, não se sabe o que é que pode acontecer em termos de dons revelados.

É invocar a energia de Lis para limpar os canais criadores. As ideias que nós temos que não realizamos nunca viram-se contra nós. As vocações não realizadas transformam-se em demónios.

Este primeiro anjo é um anjo de liberdade, de criatividade e é uma nova imagem sobre nós mesmos, aquela que diz que é Sol, que cria, aquela que é seminal perante o mundo à sua volta.

Depois de esta imagem estar implantada vem o processo de iniciação porque a iniciação não acontece com seres que são medrosos, anulados, subservientes, sonolentos, inertes, sem cor, sem sal, sem intensidade. É mais fácil pegar num grande pecador e fazer dele um grande santo do que pegar num burguês e fazer dele seja o que for.

Então, esta imagem que Lis vai trazer é a imagem da mutabilidade permanente. Esse processo de mutabilidade ensina-nos a receber o fogo solar e a deixar as nossas reacções corriqueiras (fogo de fricção em excesso) desaparecerem. A mutabilidade é o poder iniciático, ele diz-te: “tu mudarás”. Esta segunda força angélica acelera a nossa adaptabilidade, flexibilidade, a nossa inteligência, a nossa compreensão, acelera o processo de assimilação/eliminação que nós conhecemos do aparelho digestivo mas é muito forte e muito real no nível psicológico e espiritual.

Lis vai estimular o sentido de liberdade nas pessoas para formar um povo capaz de ancorar a energia crística e isso não é possível com um povo querendo ser agradável, bonzinho, amoroso. Ele ancora a energia crística porque, primeiro, tu “te pões a caminho” – Individuação.

A psique colectiva portuguesa, porque descende da psique arcaica, nas reacções imediatas é completamente mesquinha, mas, em profundidade, é o tal “povo que lava no rio e que talha com o seu machado as tábuas do seu caixão”.

Esta frase significa que estamos a lidar com um povo que conhece profundamente os elementos, que sabe estar próximo do fluxo, é um povo psicologicamente maduro em nível profundo. A psique colectiva portuguesa já está bem diferenciada da psique arcaica original. A probabilidade de regredir para níveis de violência ou de xenofobia primária é muito baixa.

Esta segunda imagem de Lis – Iniciação – é belíssima porque ela ensina-nos a mudar, a largar, a deixar ir, a despegar-se, a apanhar o novo.

Nós temos a imagem de nós próprios como aquele que é sempre o mesmo, aquele que eu conheço, aquele que não tem reverência por si próprio. Segunda imagem – Iniciação – mensagem: “Sê um mistério para ti mesmo”. Isto não é uma imagem de nós próprios? Alguém olha para o fundo de si próprio e vê lá uma esfinge?... Não vê!!!... Mas está lá! Só que o indivíduo não vê a esfinge porque os raios são todos desviados pela matriz de controle.

Um ser não sabe nada sobre si próprio, realmente. E é por isso que ele pode abraçar o anjo da mutabilidade e fundir-se em auto reverência ao seu próprio mistério.

A terceira imagem que Lis vai fazer descer sobre nós é a imagem crística original do teu ser. Enquanto a primeira imagem é de libertação, a segunda imagem é de diversidade, mutabilidade, a terceira imagem é fixa, completamente estável.

Liberdade MutabilidadeFixação

Fixação em quê? No corpo crístico do Eu Superior. Há um código/luz que guarda o teu rosto entre os 23 e os 28 anos de idade como ele é acima do planeta, acima das encarnações, acima dos traços biográficos.

O exercício é: Como seria o teu rosto de adulto caso não tivesses vivido nenhum parto terrestre? Se tu não tivesses nem pai nem mãe, se a carne tivesse sido impregnada apenas pela força da tua alma e se tu tivesses ficado em animação suspensa flutuando no ar até aos 28 anos, que rosto é que tu terias? Esse rosto da criança eterna é o Cristo como uma imagem sagrada. Se nós conseguíssemos sentir o que somos acima do planeta!

Se uma pessoa faz o trabalho de Individuação – liberdade – e se vive essa mutabilidade sagrada, é preciso ser muito anjo para ser livre e é preciso ser muito anjo para aceitar a mutabilidade.

Depois de uma pessoa viver a incorporação destas duas imagens sagradas – como se incorporasse um anjo – porque há forças angélicas por cima da nossa cabeça que pretendem encarnar em ti – esse terceiro elemento que é a imagem da Transfiguração (mudar de figura) a força electromagnética que está no corpo crístico encarna em ti. Lis está a preparar isso para todos nós, Liberta-te e muda e depois vem a plasmagem da imagem crística em nós. Sente a intensa beleza do teu corpo crístico.

A incorporação desta imagem sagrada elimina milhares de anos: de pensamento controlado à distância; de carma; de vida subjectiva;...

Essa energia transfiguradora, essa imagem sagrada trazida pelos anjos de ti como um cristo, como um avatar de Vishnu, como uma presença, é a grande dádiva de Lis à Humanidade.

Há 7 anos quando começámos a falar de Lis mais abertamente, é que Lis guardava a imagem do Homem Primordial – Adão Kadmon. Essa é a quarta imagem.

Depois da Transfiguração vem a descida do Homem Cósmico.

Depois do Cristo ainda há uma outra imagem que é a imagem do ser junto ao Pai.

A nossa personalidade, a nossa vida humana, a nossa vida pessoal é uma mãe, é uma incubadora, é um útero. Tu, o Cristo, o Filho, ainda não nasceu.

A nossa personalidade é um útero, ela existe para dar à luz um ser que ainda não nasceu.

Feita a descida da primeira imagem sagrada que Lis guarda vem, então, a quarta imagem que é o Adão Cósmico. O Cristo é a parte.

Essa quarta imagem é um terrível campo de fogo que vem directamente da mónada, espalha-se pelo teu sistema nervoso, pelo sangue, pelas membranas, é um fogo ardente imenso. Essa descida do Pai ao corpo é a sexualidade vertical.

A Mãe preparou tudo, o Filho está no posto, a Identidade está transfigurada, a pessoa tem Fogo.

Lis trabalha nessa quarta imagem, na substituição das imagens dentro de nós, dos falsos ídolos pelas verdadeiras imagens sagradas.

Quando esse fogo desce a matéria é introjectada em antimatéria, as células despertam para a eternidade e tu deixas de ser um ser físico como nós o entendemos.

Veste-te com reverência, come com reverência por ti mesmo, caminha com reverência, move-te com a elegância de uma suspeita do Cristo interno. Cuida de ti.

Lis necessita que primeiro eu faça um efeito de auto espelho, só depois é que eu posso ser um espelho de Lis para o mundo.

Pai, energias serafim, Seraphis Bay, sincronizadores de ascensão, operadores verticais, dínamos de consciência crística, liguem-se às verdadeiras imagens de mim mesmo.

Por André Louro de Almeida                           17/0/2005

Transcrição de Alice Jorge

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