Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Sunday, October 23, 2011

Despossuir-se de si - 4ª Iniciação

O que está em movimento é a cura, a instrução, a elevação e, finalmente, a fixação da consciência na região do teu ser que é o Eu Crístico. A velocidade com que a nossa civilização se desloca é extremamente alta neste momento. O coeficiente de seres que opera ao longo do seu próprio eixo, que pode receber a luz e o antídoto para a nossa civilização, pôs em movimento: cura, instrução, fixação da consciência no planalto interior. O planalto do cristo interno é eterno, sempre está presente chamando e hoje a operação de resgate ou ascensão está dividida em 3 sectores: um deles relaciona-se com a cura; outro com a instrução e o 3º com a fixação definitiva da consciência no seu verdadeiro patamar.

A consciência do dia a dia é uma consciência que perdeu o trono, está exilada e o que está em acto é uma acção trina: cura, modelação e fixação.

Se olharmos com consciência para a própria consciência nós apercebemo-nos de uma respiração e de um brilho, de uma força/luz emergindo do centro e espalhando-se à nossa volta. A consciência que nasce no Ajna e que é nutrida pelo fogo do coração é tão clara e tão próxima de tudo o que nós procuramos! Esta consciência do teu ser plana a cima da mente. É como se cristal líquido se derramasse do centro do teu cérebro para a superfície da testa e é aceso pela luz do coração.

Esta clareza pode-se experimentar quando se sentam em majestade, praticam a coragem interna, a capacidade de encontrar a própria consciência, de não ter medo de a usar como uma coroa, quando caminham como leões e o vosso campo electromagnético ganha amplitude, solidez.

Quando praticamos o destemor a consciência central que está sempre pulsando e sendo retida lá dentro, lutando como um cavaleiro para atravessar os espinhos da nossa dispersão e atingir a superfície, essa consciência central é o primeiro estágio do eu crístico – Cristo significa tocado pelo Pai, em contacto com a fonte.

Tu és este espectro de consciência mas a partir de um certo nível em ti, tu és claro, e aí há um toque do grande caudal que é o Cristo universal. O Universo depende de um olho cristalino imenso que vê e ao ver, funciona como uma porta interdimensinal infinitamente ampla entre o fogo criador e a Criação. Esse olho que se recusa fechar é o Cristo. O Cristo é a consciência cósmica que consegue concatenar-se e compactar-se ao ponto de vir até nós, são os avatares, os enviados Melkizedeque.

Os avatares seriam inúteis se não houvesse, efectivamente, uma capacidade em nós de os acompanhar. Seria um insulto à nossa dor, ao nosso caminho se o avatar permanecesse eternamente distante e nós eternamente espectantes. Existe uma química poderosa entre o olho que tudo vê e a nossa própria realização.

Quando se fala do destemor, em termos espirituais, fala-se da capacidade de um ser permitir-se ser atravessado pela mais alta consciência residente nele. Não ter medo de si mesmo é a primeira condição do guerreiro espiritual.

Quando um indivíduo se senta e pratica o destemor, a consciência de diamante, ele senta-se e toma consciência da Consciência. Toma consciência de que é uma fonte de cristal líquido que é a vibração mais necessária na Terra inteira. Este é o Grande Serviço permitir que o anel da consciência cristalina se instale em nós e não seja rejeitado.

Quando se fala em cura estamos a lidar com o que de nós existe em excesso ou em defeito.

Quando se fala em instrução fala-se do estímulo da consciência comum e quando se fala em fixação da consciência é porque um dia, quando menos esperas, depois de uma prática de querer estar consciente num nível superior, o hierofante, aquele que sabe, aquele que te conhece, obtém autorização cósmica superior, para fixar a tua consciência acima, para sempre. É uma fixação. E, a partir desse dia, tu transformas-te numa lente capaz de reprogramar centenas de consciências se for necessário.

Vocês estão a entrar ao mesmo tempo em 3 escolas: escola de curadores; escola de instrutores e escola de hierofantes. O corpo do Cristo (os 144000 enviados) necessitam recuperar, reactivar, tomar posse em si mesmos, destas 3 funções. Eles vieram simultaneamente como curadores, como instrutores ou sacerdotes e como hierofantes e para que vocês possam encontrar aquele ponto na existência onde a paz maior se instala, para que nós possamos chegar à Paz maior, nós somos amorosamente conduzidos para quem somos, e quem somos contém a paz maior, o caminho é triplo.

Como é que se entra numa escola de curadores?

De uma maneira muito ampla, todos os curadores estão sob a égide da Mãe do mundo, todos os instrutores ou sacerdotes estão sob a égide da energia crística e todos os hierofantes estão sob a égide do Pai ou Sanat Kumara.

A régua com que nós nos medimos não é a da Hierarquia. Quando um ser humano ouve uma instrução, sente uma vibração, é posto em contacto com um amplexo, ele está pronto. Não adianta eu utilizar as minhas réguas para me avaliar a mim mesmo porque não há régua humana que diga que um indivíduo está pronto. A forma como nos avaliamos a nós próprios não serve. Os mecanismos do ego são de protelar o processo do destemor, é de considerar que o ser ainda não está pronto mas quando vocês têm uma realidade à vossa frente que vibra numa dimensão mais interna, vocês nem teriam como reconhecê-la se não estivessem prontos.

É muito importante esta mensagem “O tempo é agora, o trabalho é o amor e tu estás pronto”.

Todos estes seres têm uma memória dentro deles de uma paz profunda, de uma inalterância, de uma respiração do ser que reflui sobre si próprio.

Esta é a memória de nós mesmos. Nós estamo-nos aproximando porque a partir de 4ª feira passada todo o Grupo atravessou um portal. Houve uma benção e o Grupo foi aceite porque um ambiente de trabalho pode ser aceite ou não, ele pode ou não receber uma benção hierárquica, ele pode ficar anos à porta, aspirando, repetindo fórmulas ou pode ser aceite. E este trabalho, 4ª feira passada, entre a meia noite e as 3 da manhã foi aceite. Significa que Eles abriram a porta e nós estamos a atravessar.

O primeiro sinal da mudança são estas 3 escolas à nossa frente. Se tivéssemos que usar uma palavra mais ligada à dor e ao sofrimento no mundo usaríamos a palavra Serviço porque a pequena consciência só se pode fixar na grande consciência por uma universalização e à medida que a amplificação do ser se dá, para um observador exterior aquilo parece serviço à humanidade porque realmente, no teu raio de alcance, a dor tende a diminuir, mas do ponto de vista interno, tu estás-te a universalizar, isto é, os teus actos, a tua consciência, o teu dar e receber, está-se a fundir, gradualmente, na grande rede holográfica que é a Humanidade. Tu já não és um homem, tu vais-te transformando no Homem.

Começa uma alternância, depois uma convivência fortíssima de vibrações pessoais e supra pessoais.

Como é que se entra numa escola de curadores de instrutores ou de hierofantes?

A partir do momento em que este ambiente foi aceite grande parte da clarificação é feita por deslocamento holográfico, por concentrados de conhecimento que existem nas câmaras de ascensão na Terra ou nos corações propulsores das naves-mãe. Isto significa que muitos de vocês vão ter acesso à informação por holograma. Depois de se aprender muito na escola o que fica é uma nova forma de estabelecer redes neurológicas e novos tipos de sinapses. Aprender é ligar de uma nova forma os neurónios sob o ponto de vista biológico. O que fica, juntamente com a memória alterada, são novas ligações neurais, novas ligações entre as células nervosas e novas sinapses.

Os nossos veículos: mental, mental superior e causal já estão a passar grande parte do tempo a bordo das naves.

O nosso mental superior e o nosso causal já começam a fazer o movimento livre entre a superfície e o interior das naves-mãe. O campo etérico de uma nave-mãe contém todas as matrizes desde a física até à divina o que significa que o corpo causal, uma vez encontrado o campo etérico das naves-mãe, recebe geometrias sagradas que vão modelar as sinapses e as associações neurais até tipos de conhecimento completamente alucinantes, mas ao mesmo tempo, lógicos, serenos e estáveis.

Então, nós estamos a aprender por modulação livre do corpo causal. Trata-se de uma pedagogia cósmica ondulatória que restabelece o conhecimento de fundo do Universo em cada partícula à medida que as partículas vão sendo aceites na grande corrente da Árvore da Vida.

A nova instrução (avançada) acontece por modulação de geometrias de luz directamente no corpo causal, portanto, abaixo da alma, acima da mente, criando tensores electromagnéticos capazes de, em poucos segundos, ensinar o nosso córtex a ver uma coisa que não via segundos antes. Portanto, o novo conhecimento dá-se por configuração do conhecimento profundo do universo no nosso próprio corpo causal em função do grau de abertura de um ser e em função da sua capacidade de praticar o que recebe.

Quando um ser não vive aquilo que recebe, pelo menos com o seu melhor, ele cria frustração com o conhecimento e mais tarde revolta contra o conhecimento.

Se eu não vivo o que já recebi, em pouco tempo posso começar a ficar revoltado com o pouco que recebi e, no fundo, eu só estou revoltado comigo mesmo por não estar a conseguir começar pelo princípio. Inversamente, quando tu consegues, pelo menos, aspirar a viver uma parte do que já recebeste, então eles começam a levar o teu corpo causal (1/7 do teu ser) – acima do corpo causal é fogo espiritual e abaixo, na mente, é linguagem. O verdadeiro conhecimento, o conhecimento capaz de ver o que se passa com a espinal medula de uma pessoa, ou com o sangue, ou com os ossos, ou com as vidas anteriores, ou onde é que está o bloqueio no plano astral, acontece sempre abaixo do fogo da alma e acima da mente superior. Acontece no nível causal ou intuitivo.

A partir do momento em que o trabalho foi aceite o que eles estão a fazer connosco é acelerar, estimular o nosso corpo causal para ancorar, fixar em nós terminais dos computadores cristalinos do Logos.

Uma nave-mãe é, ela própria, um holograma do Trono e contém os 7 corpos do Universo porque também ela é um holograma.

O envelope de calor de uma galáxia e o de uma nave-mãe são iguais, isto significa que tanto a actividade radiante de uma galáxia como a de uma cidade flutuante são idênticas.

Uma cidade flutuante como “a Pomba” que é a grande nave de Samana, ou Atla que é uma das grandes naves embaixadoras de Sírius ou a Alfa/Ômega que é a nave que representa o Conselho Celeste Superior, ou as várias naves Alfas que são essencialmente naves de cura, são micro galáxias que podem ser endereçadas a planetas em crise ou em fase de crescimento.

O campo etérico de uma nave-mãe é comparado a uma sobreposição de sólidos geométricos desde o cubo à esfera com todos os intermédios (ecosaedro, tetraedro, octaedro...).

Este campo etérico contém informação instantânea desde o comportamento dos átomos até ao plano divino. Cada sólido geométrico é um conjunto de tensores, isto é, pontos de força capazes de ensinar, em segundos, a nossa biomassa a praticar sinapses que não conhecia antes. É a iluminação instantânea ou o conhecimento directo. Toda a actividade fosfórica do cérebro é geométrica. Se olharmos à distância vemos uma descarga eléctrica mas se entrarmos nessa descarga eléctrica ela vai ficando cada vez mais traduzível por princípios matemáticos e geométricos exactos, ou seja, pensar é praticar geometria exacta.

Estes sólidos geométricos que existem entre o cubo e a esfera representam tensores, pontos de fixação a partir dos quais são feitas outras ligações nos nossos neurónios. Esta massa de vida pode ser ligada por vectores paralelos entre si, formando 90º, 45º, 150º, etc., os disparos podem ser de todos os tipos.

Saturday, October 22, 2011

Espaço Liminal – Autoridade Espiritual

O tema que vamos abordar é crucial para a nossa situação de seres que estão gerindo uma lucidez espiritual crescente num ambiente tão complexo como as sociedades urbanas onde nos encontramos. É crucial para a estruturação da consciência de indivíduos que não só são responsáveis pelo seu mundo interno, como se apercebem que estão sendo chamados a tornarem-se responsáveis por sectores do despertar colectivo: nas empresas onde trabalham, em casa, na família, na rua. Ao mesmo tempo que se estão tornando lúcidos e responsáveis perante uma fala divina dentro deles, simultaneamente, percebem que não podem descolar essa ampliação de consciência das pessoas à sua volta.

Segundo Yung a individuação é feita consigo e com os outros.

Este tema relaciona-se com a sequência mais evidente, em termos psicológicos e espirituais, dos próximos tempos: crise individual; perca de referências; espaço ritual; contacto com uma energia regeneradora; cura, iniciação e retorna à consciência social.

Eventualmente vamos observar pequenos e médios holocaustos individuais – momentos em que alguém à nossa volta, ou nós próprios, vivemos uma crise na qual o investimento, o emprestar conteúdo à realidade à nossa volta fica sem sentido.

De repente o mundo é um grande desconhecido à espera de ganhar significado. Como o significado que a nossa cultura, como um todo, dá à realidade tem um prazo de validade, isto é, a leitura que, como uma tribo global, nós fazemos do planeta e da situação cósmica em que nos encontramos esgotou o seu potencial propulsor, e como uma civilização é uma teoria acerca do que é que a realidade é, quando se esgota esta projecção a civilização cai. Que ela continue a movimentar-se é porque as pessoas têm que comer todos os dias. Tem a ver com manutenção instintiva, biológica – sobrevivência.

Uma civilização pára quando não encontra mais sentido ou quando esse sentido cumpriu a sua função como combustível, foi queimado, chegou ao fim. Claro que se observa que as grandes instituições continuam a funcionar, mas elas antes (anos 50) estavam a funcionar sobre uma série de sentidos possíveis: progresso, modernidade, humanismo, existencialismo no sentido positivo da palavra, etc., tudo isso chegou ao fim, as pessoas estão fazendo as coisas porque têm de ser feitas.

A nossa vida é uma vida de emergência e a suspensão deste tecido civilizacional em que nos encontramos dá-se através de pessoas. As nossas crises individuais são o nosso maior contributo para a salvação da Humanidade. Quando um indivíduo entra em crise começa o processo de cura, o processo real. Claro que quem observa acha que se passa algo de errado mas o que está a acontecer é que ele chegou à doença xamânica, diferente de uma psico patologia vulgar.

A ferida xamânica é quando um ser, sem conseguir explicar porquê, sente que foi atingido no seu mecanismo de projecção, isto é, a sua forma de dar valor às coisas e à realidade, de repente, “alguma mão perversa” carrega no off e ele não consegue mais projectar um valor sobre a realidade. Tem a ver com a expressão popular “não me encontro a mim mesmo”. Mas a expressão mais próxima da iniciação é: “já não sou quem eu era”.

A única forma da nossa civilização parar é através de um esgotamento, de uma perca de combustão e os esgotamentos são individuais.

Esgotamento físico – cura-se com vitaminas, repouso, alimentação equilibrada, respiração, contacto com o mar e a natureza.

Esgotamento emocional – em que a pessoa amou muito e está cansada, esvaziou a sua capacidade afectiva, a sua capacidade de se dar e esgotou porque não houve uma alimentação, não houve um circuito, ela era a única fonte de afecto numa circunstância que pode ser na casa, no escritório, etc.. Este esgotamento acontece, obviamente, no casal e até no relacionamento da pessoa com a própria vida.

Esgotamento mental – que os estudantes conhecem bem.

A psicologia clássica geralmente pára aqui, mas existe um 4º tipo de esvaziamento do depósito que é o Esgotamento psíquico.

A nossa psique é o nosso aparelho de projecção: projecta os nossos valores internos no mundo e este recebe-os. O brilho do mundo somos nós que o realizamos. Assim como estas colunas de som emitem ondas na atmosfera que deslocam moléculas e os nossos tímpanos traduzem estas moléculas em som.

O brilho do mundo é exactamente o mesmo: Os pinheiros batidos pelo vento; os golfinhos; o vermelho do sangue; o laranja eléctrico dos líquenes; a brancura dos moinhos....

O ser humano é um dos vértices do grande triângulo da cognição e portanto ele faz o mundo. Isto é um processo cognitivo. O Pai é a raiz que mergulha no infinito e fornece o 2º vértice que é a energia que fornece as tramas vibratórias, malhas, matrizes, ondas dentro de ondas. São tapeçarias de energia. É preciso o 3º pólo, que somos nós, para fazer o mundo. Se não estivesse ninguém nesta sala o que havia aqui eram tramas de energia.

Esgotamento psíquico – é o que acontece quando a psique não consegue mais recriar um mito suficiente para amar a realidade.

É mais grave, profundo e sério do que os outros tipos de esgotamento.

Nestas circunstâncias esse momento é de grande dignidade.

Para Yung essa ferida xamânica acontece na meia idade (entre os 35 e os 45 anos) hoje sabemos que pode acontecer bastante antes ou depois.

A psique, o interior de um ser, nessas circunstâncias, precisa de ser regenerado, precisa de ser investido de um poder, de um amor, de um íman e de um significado de fogo.

Uma das experiências mais básicas da consciência é que nós estamos divididos em dois como se uma pesada cortina de teatro tivesse sido colocada dentro de nós, existindo um pequeno palco que é consciência diurna quotidiana e depois tens tudo o que tu és além dessa cortina. O que está além da cortina são os poderes criadores vibratoriamente intensos do teu próprio espírito. Essas forças criadoras são potências que emanam significado, energia, são anteriores à experiência da vida e estão marcadas dentro de ti, não se podem tirar, são o hardware psicológico.

O ponto dentro de nós onde é feita a convivência entre a consciência diurna e a potência arquetípica chama-se “espaço ritual” ou “liminal” (porque está no limiar entre dois grandes mundos dentro de nós).

A vossa tarefa como sacerdotes da Ordem de Melkizedeque é ajudar a humanidade a entrar no espaço liminal ou ritual e depois ajudar a humanidade a sair do espaço liminal e a voltar para a construção de uma nova sociedade.

Uma iniciação mal feita é aquela em que o iniciante é levado pelo iniciador ao espaço liminal e depois, porque o iniciador não é um autêntico hierofante, não sabe tirá-lo de novo do espaço liminal e trazê-lo para uma nova construção social. Isto é, ele vai ao espaço liminal para regenerar a psique esgotada.

Não há nenhuma hipótese de regenerar um esgotamento psíquico que não seja através do mergulho no espaço liminal ou ritual.

Isto é um assunto extremamente sério porque tem a ver com a cura da humanidade nos próximos 10 anos. O novo problema não é físico, emocional ou mental, é psíquico, depende do mito, do significado e do fogo dentro dos seres humanos. É no espaço ritual que o ser humano pode pousar a função egóica, e “nu”, ser investido do poder do arquétipo e a única forma da psique regenerar é quando ela recebe a potência de um arquétipo.

O que é o espaço ritual ou a atmosfera liminal? É uma região da consciência onde o consciente e as grandes potências arquetípicas se tocam. Se elas se tocam demasiado tempo (se o indivíduo fica demasiado tempo no liminal) ele começa a ser absorvido pelo poder do arquétipo, e pode ser uma cura porque o arquétipo é uma tremenda força sagrada, é um nutridor, um fortalecedor, mas tem conta, peso e medida.

O que acontece hoje em dia é que muitos “hierofantes por combustão expontânea”, estão levando as pessoas para um espaço liminal mas não têm facilidade em fazer com que elas retornem de novo à consciência social. Um dos problemas na Nova Era é que está a criar uma multidão de habitantes do espaço liminal. A situação extrema é quando uma rapariguinha irlandesa lê um livro que a leva internamente a alinhar-se com a energia tremenda da sacerdotisa cósmica. Como é um arquétipo, isto é, um poder super consciente, qualquer toquezinho deixa-te electrizado, nem consegues dormir.

A vantagem/desvantagem das drogas nos anos 60 é que as pessoas tomavam o cogumelo, a função protectora do consciente e do ego era dissipada porque havia uma alteração da química do cérebro e entravam em liminal. Nesse espaço liminal tudo é arquetípico. Uma criança não é “aquela criança”, é outra vez A Criança Cósmica. Uma árvore não é “aquela árvore”, é A Árvore. Tudo ganha um poder significante, radical, tudo fica saturado de significado

Pode-se dizer: “mas isso é uma condição desejável!”. Não é, porque se tu és levado ao liminal e recebes o bombardeamento dos arquétipos sem saber como retornar ao espaço do ego, ao espaço da consciência de vigília, não liminal, tu começas por receber o poder dos arquétipos e daí a pouco começas a receber a influência da sombra. Isto é, o arquétipo em excesso destrói o consciente porque o consciente, em si, é uma adaptação do poder criador de um arquétipo às circunstâncias exteriores que ainda não são finais, isto é, há uma curva histórica enquanto que o arquétipo não tem curva nenhuma.

A capacidade de uma sociedade receber um arquétipo é extremamente limitada. A última vez que um ser canalizou um arquétipo a sério foi logo pregado numa cruz. Há um desfasamento entre canalizar directamente um arquétipo e a capacidade da sociedade o receber, assim como o nosso ego protege, filtra, regula o poder do sagrado.

O contacto com a força arquetípica é entrar em êxtase. Se há uma fusão entre o poder térmico do arquétipo e a psique, o êxtase (estar fora de si) fixa-se e o ser não consegue retornar à personalidade diurna, o arquétipo devorou o ego e isso é uma sombra.

Lembram-se dos Pink Floyd, dos Water Boys, a canção “Too high, too far, too soon, you saw the whole of the moon”? E o que é que aconteceu? Syd Barrett é muito LSD!!! As estruturas do ego ruíram e ele foi assimilado pelo mundo dos arquétipos.... O projecto integral, a construção do 2º e do 3º Adão ficou suspenso e ele ficou preso no espaço liminal, que é o que se chama “liminóide” ou “lunático”. Já não consegue vir para o quotidiano, está em constante ritual.

A nossa sensação é que isso é desejável, no entanto, o tempo histórico e o processo dialéctico das sociedades e da humanidade à nossa volta ainda não tem o poder de encaixe para um ser em constante ritual, digamos, seria Shambala nos Restauradores.

Friday, October 21, 2011

Portais de Limiar-Signos Cósmicos

Vamos hoje lidar directamente com um coeficiente do corpo de luz de Elias que é um dos responsáveis máximos, juntamente com Samana, pela ascensão da Terra. Significa que uma pequena percentagem da consciência desse Hierofante interplanetário é doada à sala. Chama-se a isso divisibilidade do espírito.

Nós estamos muito longe da ideia clássica de que a presença de Elias está aqui nesta sala, nós estamos lidando com um invólucro electromagnético que é um coeficiente da radiação total do corpo de luz disso que, em tempos, foi um ser humano chamado Elias.

Existe em nós uma vida maior e uma vida menor. Existe uma vida de fundo encostada, como duas superfícies polidas que se unem perfeitamente, à própria raiz e à própria razão da existência e essa vida de fundo em nós é a parte do nosso ser que não contém qualquer mistura, ela permanece livre.

Então, nós temos uma parte do nosso ser que está misturada, numa diálise constante, com o mundo, com os outros e com a nossa própria subjectividade, e essa parte do nosso ser é feita de misturas, combinações, complexidades, e depois existe em nós a vida maior que não tem mistura e isso vive mais em nós do que a vida menor. Nós só dizemos maior e menor pelo tipo de foco e de abrangência que cada um destes núcleos constitui. A vida menor usa a consciência para criar o mundo. O mundo é um denominador entre milhões de consciências, é uma estabilização de uma dimensão e para que essa dimensão exista tem que haver um acordo entre as nossas consciências diurnas, o nosso dia a dia, isso tudo entra na fórmula que constitui a dimensão do mundo. E o nível em nós que não tem mistura, tem um foco e uma abrangência, não de um mundo, mas de mundos, não de um dia, mas de dias, e esse nível em nós que não se mistura, não se associa nem se identifica com nada, reconhece a sua presença nos outros.

A minha região pura reconhece, instantaneamente, a tua região pura. Nas regiões mais abaixo, na vida e na consciência onde há mistura, existe uma grande necessidade de troca para estabelecer contacto, mas nessa região que permanece unida à raiz do próprio Universo, aquilo que em mim é límpido reconhece aquilo que em ti é límpido porque aquilo que é da raiz detecta o que é da raiz em cada momento, em cada pessoa, em cada circunstância e isto é simples.

Independentemente do grau de mistura e de confusão que vocês sentem aqui em baixo, vocês são mais ou menos convidados a tolerar, a viver aquilo que em vós não tem mistura e que é a pulsação de origem que é extremamente activa. Isso que não tem mistura sempre se sobrepõe e constitui uma base, sempre está presente, basta que eu seleccione a maior parte da minha consciência para quilo que em mim não tem mistura.

Quando olhamos para as nossas sombras, elas são energizadas pelo nosso próprio olhar. A maior parte das vezes, se não existe um trabalho de cura profundo, elas ficam mais fortes e quando olhamos para as nossas luzes a mesma coisa.

Sempre que eu dirijo a consciência para a parte de mim que não tem mistura, que é pura, límpida, que nasceu no céu, todo o meu ser é impregnado, em ondas, por essa presença, e aquilo em nós que tem mistura precisa, desesperadamente, daquilo em nós que não tem mistura. Antigamente nós chamávamos a esta parte do ser: mónada, atman, centelha divina. O problema destas palavras é que elas criam, no córtex, sinapses especificamente endereçadas para criar a ilusão de que compreendemos o que estamos a dizer.

Existe uma região em nós que é como uma terra onde o Sol nunca se põe, que é feita de nada, e, no entanto, exerce uma pressão criadora sobre toda a parte em nós que é misturada.

O objectivo do Comando Estelar é aumentar a capacidade de um ser humano ancorar, em si, o primeiro aspecto do Universo. Elias lida especificamente com essa electricidade suprema a que Blavatsky chamou “Fogo Cósmico”. Lida com matéria/anti matéria, partícula/anti partícula, universo/anti universo, tempo/eternidade, ciclos evolutivos/arquétipos cósmicos.

Assim como um planeta recebe uma constelação de arquétipos, isto é, de forças divinas que vão pré determinar o comportamento dos povos e essa família de arquétipos (pai, mãe, filho, herói, messias, bem, mal, iniciação, árvore da vida, elixir da eterna juventude, etc.) marcará as grandes auto estradas da nossa evolução psicológica.

Uma galáxia recebe 22 arquétipos que são os signos cósmicos. Aparentemente uma galáxia contém um centro de poder – Pai, um centro de amor – Filho e um centro de modelação de luz – Mãe.

O Trono é trino. Em torno do Trono, que geograficamente se situaria no centro de um disco galáctico, existem 22 portais. Significa que o Trono actua com uma incrível precisão numérica, geométrica, gemátrica e até semântica ou semântrica, isto é, o Trono actua numa incrível precisão semântrica.

No final vamos ouvir uma peça musical que, se tivesse de fazer uma lista de 10 peças musicais poderosas esta era a primeira. Ela relaciona directamente o caos criativo, primordial, com as altas frequências de organização de força nas regiões do Trono. Em certos momentos há descontinuidades imensas, essas descontinuidades são portais cósmicos. Sente-se claramente as mudanças de carga electromagnética entre portais, só que esses portais são portais que terminam num limiar consciencial, rompem o envelope electromagnético que modela a consciência para dentro do limiar anterior, e ejectam a consciência para dentro de um novo oceano de consciência superior.

Na verdade, assim como a visão é uma alucinação controlada, a lucidez é uma loucura controlada. Um óptico poderá dizer que a visão é uma alucinação mantida estável. Como todos partilhamos da mesma alucinação chamamos a isso “realidade objectiva”.

A consciência, desde o náutilus passando pelos cavalos marinhos, pelos gatos domésticos, pelos cavalos, pelos seres humanos, pelas hostes angélicas, pelas irmandades cósmicas, pelas ordens de Michael, Enoch, Melkizedeque, Metatron e, finalmente, as coroas de vibração em torno do Trono, a consciência e a lucidez é a loucura divina tornada estável para patamares de percepção.

Quando digo loucura estamos nos antípodas da palavra tal como ela é usada em psicologia clínica, estamos a falar de quando a consciência encontra a sua própria raiz, ela fica livre de quaisquer atributos, ela torna-se consciência pura que é o próprio combustível do campo Merkaba.

A Merkaba, o vosso corpo de luz em torno do corpo físico, para ser activado, depende do amor, mas a sua nutrição é a consciência pura, é eu ser capaz de perceber que todo o ser é um todo e cada todo é absolutamente completo. É quando eu revelo a mim mesmo a natureza hermética da minha individualidade cósmica que o campo merkaba tem piloto. Não admira que ele esteja travado no caso dos seres humanos em geral. Estes portais são controles de linhagem. Para cada plano, para cada dimensão a consciência (do próprio Deus) é comprimida. Nós só somos conscientes na medida em que participamos da consciência divina no grau em que ela foi criada para esta dimensão. Ninguém tem consciência, Deus é consciência. Nós fomos admitidos ao patamar de consciência de 3ª dimensão.

A nossa consciência é como um anel que sobe ao longo de um eixo. O anel em si é vazio, quem lhe dá conteúdo é o divino. Existe uma frequência para a 3ª dimensão e um portal de limiar. Além desse portal existe a consciência do mesmo Deus desdobrada para a 4ª dimensão, e assim sucessivamente. O que acontece aos iniciados é que a consciência é admitida a um oceano de consciência superior que sempre lá esteve e aquilo que és na 6ª dimensão, já lá está, uma vez que Deus é a consciência de tudo, independentemente do tempo.

Quando dizemos que o ser foi iniciado, essa palavra só é válida do ponto de vista da evolução dele (de baixo para cima), porque do ponto de vista da totalidade, ele simplesmente se uniu a uma parte dele mesmo que sempre existiu e que o esperava.

O adepto, e até mesmo o avatar que vocês são, já está vibrando nas piscinas superiores de consciência divina, agora, o anel da nossa consciência ainda está subindo e descendo da 3ª para a 4ª, bate em certas frequências da 4ª dimensão e retorna num fluxo para a 3ª dimensão.

A nossa consciência é um anel ao longo do eixo crístico do teu ser nivelado. Esse eixo contém todos os andares de consciência que tu podes ser.

Quando jogamos rugbi a consciência altera-se, ficamos todos um pouco mais na idade do bronze, a consciência vai ao encontro duma região do anel que está mais abaixo.

Quando as pessoas se apaixonam há uma projecção mística e mútua das divindades latentes em cada um dos dois, o que faz acelerar o anel da consciência, praticamente, até à 4ª dimensão superior.

Quando um cientista faz uma descoberta, a consciência rompe o limiar da 3ª dimensão e entra claramente na 4ª dimensão por momentos. Quando grandes dançarinos, pintores, chefes de estado são tomados por uma força superior, a consciência rompeu o envelope electromagnético da 3ª dimensão e é admitida a uma secção do eixo mais acima, só que o eixo não pára, ele vai desde o náutilus, que tu eventualmente foste, até ao Trono.

Quando falarmos, no futuro, em eixo crístico universal, ele existe como uma realidade máxima enfeixando todos os eixos crísticos individuais.

Quando nos identificamos com o anel, estamos nos identificando com a experiência da consciência num patamar, mas se tu vais um pouco mais para o fundo começas a sentir que podes subir e descer, começas a movimentar-te ao longo do eixo crístico individual.

Quanto mais eu tomo consciência desse eixo crístico mais eu consolido o pilar de luz que, por desígnio cósmico, me foi entregue realizar. E é aqui que chegamos aos 22 signos cósmicos que são portais no Trono.

Os portais de limiar são zonas onde há autorização da Hierarquia para romper com o campo electromagnético que mantém o anel da consciência circunscrito a uma secção do eixo vertical. De uma maneira geral, se as pessoas não fizerem um intenso trabalho interior, a nossa consciência tem uma viagem média entre algumas frequências do reino animal e algumas frequências angélicas, a maior parte do eixo são as frequências humanas propriamente ditas.

Thursday, October 20, 2011

Oposições

Foi dada autorização para que a Humanidade se começasse a perceber a si própria como seres irradiantes e focos criadores. Isto implica que o ciclo da Terra está a chegar ao fim e uma nova potência está a revelar-se dentro de nós.

Estamos numa etapa de mudança de poderes, de governo, de actor, dentro de nós.

Uma das naturezas da criação é a tendência para operar segundo matrizes que se repetem a si próprias – hologramas – leis que se reproduzem a si mesmas umas às outras, que se vão fixando em planos cada vez mais concretos e uma dessas leis é que o Universo funciona por trindades, por triângulos amorosamente ligados por sinergias trinas.

Nós somos, exactamente, uma expressão da mesma força criadora que gera um planeta, e a estrutura em nós é igual. Um planeta tem uma crosta, um manto e um núcleo de fogo. Nós temos uma personalidade, uma alma e uma mónada, é exactamente a mesma matriz.

O que é que se passa dentro de nós? Que céu e que inferno competem pelo trono da nossa consciência? Porque é que quanto mais lúcido eu me torno mais vastas são as regiões de sombra e de luz que me é dado conceber? Porque é que esta escada em caracol é tão complexa? Porque é que não basta abrir a cortina e deixar o Sol entrar, porque é que quando isto acontece alguma coisa terrível se move lá atrás no profundo da casa? Porque é que a entrega de si não é um facto simples, imediato e consumado?

Esta estrutura trina (crosta, manto, núcleo) que se reflecte em nós como uma personalidade, uma alma mediadora e um núcleo criador absoluto no centro de nós, foi criada para demonstrar, perante a Lei Suprema, que o Amor conquista tudo. Então, nós somos uma destilaria de Amor.

Esta crosta, a personalidade, tem a vocação do mundo. O mundo, a grande horizontal, é a legítima vocação do ser. O mundo é para ser assimilado pela natureza da personalidade. Negar o mundo é frustar a personalidade.

Esta crosta, que por natureza está virada para fora, tem a vocação predatória perante a grande vastidão. A qualidade predatória é sentir que não estou satisfeito com os meus horizontes. Esta pequena aldeia está esgotada. O meu coração humano tem sede de toda a gente e de toda a parte, ele quer o mundo em todo o detalhe, em toda a sua carga poética e com toda a violência das sua contradições. Ele quer o mundo porque estruturalmente ele é um amante do mundo, essencialmente do grande desafio que é posto à personalidade humana.

Não temas a extensão. Aqui tens os oceanos, aqui tens as crateras, aqui tens todos os corações de todas as mães, de todas as crianças, de todos os velhos, aqui tens toda a arquitectura e aqui tens todas as doenças, toda a alegria, todo o medo, toda a fome, o êxtase físico e a agonia da morte, são todos teus. Tens o profundo dos oceanos e as aves do céu com asas de uma brancura onírica e toda esta imensa amplitude é tua. E como Gapeto encheu o mundo de mistério, Pinóquio vive a grande alegria de todos os dias de manhã olhar pela janela, o Sol ter-se levantado e é um novo dia... e eu não sei absolutamente nada mas preciso de abraçar o mundo.

Esta vocação para o mundo é um dos grandes fermentos da cultura, da nobreza, da poesia, do acto estético, científico, social e esta crosta que envolve o manto e o núcleo recebe um mandamento: “Vai e explora. Vai e conhece. Não te satisfaças com os grandes azuis e os grandes vermelhos, não percas a percepção dos delicados turquesas, dos esmeraldas, dos verdes água, dos ocres, não temas a extensão”. Então, existe em nós este poderoso ser que vê com um olhar poderoso, generoso, exacto, a Grande Extensão. E é absolutamente fundamental para uma saúde psíquica profunda a visão clara, amorosa, do grande oceano das possibilidades exteriores porque há uma vocação como: a invenção dos dias; a invenção da vida; a invenção da experiência.

O mundo está cravejado de contradições e se a vocação da personalidade é abraçar o mundo com as suas rosas e os seus espinhos e é expor-se como um idiota santo ao mundo, se a vocação da personalidade é este chamamento poderoso para a extensão, para a pilotagem, quando os altos contrastes se formam à nossa frente, quando as grandes contradições se anunciam, quando as luzes e as sombras parecem tão interpenetradas umas nas outras como dois gémeos siameses e tu não sabes onde pôr o bisturi... Alguém já teve a experiência de não ser fácil fazer um juízo moral, como falar da eutanásia: e uns acham, completamente, sim e outros acham, completamente, não, mas tu não és nem a pessoa que está na cama a sofrer, nem o cirurgião?! Quando a luz e a sombra, a verdade e a mentira, a beleza e a fealdade, a perversidade e a santidade estão tão interpenetradas numa mesma malha... Porque é que os lobos são tão predatórios e tão belos ao mesmo tempo!? É muito complexa a Grande Extensão!

A natureza divina coloca-nos toda a complexidade, todos os opostos, todos os contrastes para que, perante os opostos, tu sintas a impotência total da crosta para resolver o mundo.

Quando a personalidade humana compreende a “ópera “ com estes contrastes todos e percebe que o coração humano quer o poder de saber o que vem a seguir, a crosta, a personalidade, pela sua vocação para explorar o máximo do mundo, ela, entregue a si própria, gera o predador sombrio, gera uma entidade desordenada. O que éramos nós sem alma e sem mónada? A vocação de conhecer o mundo é a parte do ser total que está virada para fora, a nossa personalidade que é convidada a conquistar o Universo.

O que é interessante é que tu partes à conquista do mundo e enquanto os contrastes, os opostos, estão em baixo nível de tensão, tu encontras recursos dentro de ti, isto é, o 4º Raio está na sua primeira fase de elaboração, tu não sentes o conflito, portanto, escavas a busca do equilíbrio da harmonia à superfície de ti mesmo. Digamos, tu vives uma espiritualidade como um gato arranhando a superfície do sofá. De vez em quando oras uma oração com 2 milímetros de profundidade, ela não chega ao manto.

Enquanto os contrastes do mundo são suaves a nossa oração é um esgravatar à superfície da crosta.

Este nível do percurso psicológico no qual os contrastes estão numa tensão mínima, invoca um mínimo de interiorização.

Estão-se a montar cenários históricos que vão fazer com que o Pinóquio e a Heidi fiquem sem saber o que fazer. Quando se diz que foi dada autorização para o Homem se sentir a si mesmo como fogo, significa que vamos ter que fazer um furo hertziano até à mónada, até à centelha divina dentro de nós. Como ninguém faz nada se não vir uma tremenda parede à sua frente ao mesmo tempo que vê 220km no conta quilómetros, enquanto isto não acontece ninguém se mexe, e como a situação mundial é de que o Homem se sinta como fogo, imagine-se o que está a ser preparado para a revelação do espírito, que tipo de ventos vão soprar!

Nós, como personalidade, somos um espelho reflector do grande potencial secreto sobre a natureza das coisas, mas se eu não tenho consciência disto eu não reflicto nada, eu sou um conquistador. Tu vais-te ocupando de grandes extensões externas sem nenhuma penetração no manto.

O Universo vai abolindo, cada vez mais, os contrastes, os opostos, a consciência das contradições, a consciência do bem e do mal, da luz e da sombra, de que não é fácil julgar o outro e à medida que a dualidade vai ampliando a sua potência e quando a dualidade aumenta a sua potência de tal forma que tu estás a falar de ecologia com a luz acesa, que por sua vez está a queimar a atmosfera em termos de centrais termoeléctricas, e quando tu já não sabes distinguir a economia branca da economia negra... Hoje há uma miscenização das duas economias (branca e negra) está tudo misturado e onde a miscenização está mais avançada é na América Latina e na Rússia. Houve uma quebra de fronteira.

A única solução é a criação de bancos transparentes, bancos como cristal de quartzo, bancos que se comprometem a utilizar vastos recursos económicos para construir um projecto de Humanidade.

É quando o Pinóquio começa a descobrir que o gato e a raposa não são assim tão amigos mas por outro lado ele também não se teria transformado num menino de verdade se não tivesse arriscado e é nesta proporção que a personalidade começa a passar do nível de esgravatar à superfície da crosta – que é o espiritualismo confortável dos nossos tempos – para um mergulho no manto, para uma autêntica abertura ao poder do manto. Enquanto eu sinto poder pessoal para resolver os meus conflitos, os meus contrastes, as minhas contradições, estamos no mundo da crosta.

Há duas realidades associadas à personalidade: o carma e os pólos em desequilíbrio dentro de nós que marcam fortemente as vidas das pessoas, isto está associado ao fogo de fricção. Às vezes são os grandes sofrimentos que humanizam as pessoas pelo que, talvez o sofrimento não seja assim tão mau. O carma e os contrastes estão ligados à personalidade com a qual lida a toda a hora. Essa ligação é o fogo dos contrastes, dos conflitos.

Há 6 grandes grupos de oposição e contradição dentro de nós relacionados directamente com o zodíaco e a vida da personalidade, é a vida do homem zodiacal, dos contrastes entre os signos.

A lei do carma rege a vida da personalidade e a lei da crosta do planeta. A seguir dá-se a etapa de transição da crosta para o manto, aí sais gradualmente da lei do carma e entras na lei do darma que é também a lei da harmonia dinâmica, tu começas a criar equilíbrio entre todos os contrastes. Na arquitectura do Universo o Divino criou esta personalidade criada para fora e diz: “Vai, conquista, o mundo é a tua arena de experiência”. O que ele não diz é que não há na personalidade nenhuma chave capaz de resolver e equilibrar o mundo, isso pertence ao reino da alma.

A alma guarda todas as chaves, todas as respostas que curam os contrastes do mundo, isto é, a lei da crosta é expandir para o exterior, por um processo de intensa paixão, então, ela faz isto mas não tem nenhuma resposta, não tem luz.

A luz é a solução verdadeira para cada segundo da vida. Luz é a resposta autêntica de um plano superior para cada problema da tua existência. Tu tens que gerar luz instantaneamente e ao segundo. Cada situação na vida é um convite do teu ser maior a escavar mais fundo em ti mesmo. A vida exterior é uma estratégia para te levar para o interior. A vida exterior é uma metáfora através da qual tu vais percebendo escalas de contrários, de vibrações cada vez mais difíceis de definir – híbridos – e à medida que se vê a tremenda hibridação entre a sombra e a luz neste planeta, em que se vê a neurose da freira e a santidade da prostituta, tu dizes: “isto é um híbrido!” Nesse momento tens que usar a luz viva, a luz que nasce no minuto. Esta luz é puro amor porque se eu já sei como é que se resolvem as coisas eu já estou fixo na crosta. A luz viva é a grande delícia e a grande dor do mundo, é a capacidade de extrair a luz da sombra ao minuto.

Enquanto não nos habituar-mos que a grande delícia é também a grande dor não compreendemos a natureza de Cristo e vamos achar que ele sofreu na cruz... Não sei que factores psicológicos estavam ali a actuar! Se calhar sofreu... e... não sofreu, é toda outra psicologia!

Quando olho uma gota de água num microscópio razoável eu nunca mais vou beber água na vida porque aquilo é um terror! A gota de água é, por excelência, a imagem da verdade interior e da transparência do espírito até ao dia em que a pomos num microscópio.

Nós estamos num universo em que há uma mescla de oposições, de contrastes, e nessa mescla, enquanto eu estou numa experiência argonómica psicologicamente falando, eu vou adormecendo, é a rejeição do 4º Raio, e, um dia, alguns pregos sagrados aparecem na minha almofada!... Quando chegamos à experiência de impotência que é, afinal, a nudez perante o grande Poder, quando o sol da personalidade se põe num lado do horizonte, o sol do manto, o sol da alma, levanta-se do outro lado do horizonte. Portanto, a noite escura psicológica é a alvorada do espírito.

Se a lei da personalidade é a lei dos contrastes e dos opostos, em que uma coisa não pode dar lugar à sua oposição ao mesmo tempo, a lei da alma é a lei dos paradoxos, a lei da harmonia.

O que é a integração dos opostos? O que é casar as oposições dentro de nós? A imagem bíblica é um leão e uma ovelha a conviverem no Paraíso! Não é isto uma imagem de harmonia? É um completo paradoxo! Isto é possível?

Enquanto que o mundo da personalidade é um mundo de julgamento, imediatista, o indivíduo só entra no seu templo interior, no templo do manto, quando começa a perceber que para passar da crosta para o fogo no centro do planeta de si tem que se ir despindo, constantemente, da imagem que tem das coisas e de si mesmo, tem que ficar poderosamente terno, ternamente perigoso, tem que se transformar numa suástica de amor, num predador de luz. Tudo paradoxos! Tu tens que ir descobrindo, gradualmente, que a partir da personalidade todos os julgamentos dizem uma verdade para rejeitar o seu oposto.

A alma enuncia verdades que nunca têm oposto porque contém todos os ângulos de uma coisa. Enquanto estamos na crosta nós temos opiniões rígidas e muito fortes sobre os comportamentos das pessoas, sobre o mundo, sobre as coisas, à medida que o poder da alma se vai miscigenando e impregnando na nossa personalidade, à medida que o manto é conhecido, à medida que o amor se instala, porque o núcleo de fogo, a mónada, já nem é amor, é criatividade em estado puro, é outra coisa! Mas a alma é esse amor profundo que vive dentro de nós e está sufocado pela nossa visão dual (quando eu vejo uma coisa não vejo o seu oposto; quando um amigo me desaponta eu esqueço-me das horas em que ele me encantou). As emoções não são isso, um olhar fixo no extremo? E quando faço uma coisa com a qual me sinto mal, gero um sentimento de culpa e não consigo criar energia a partir de tudo o que eu fiz bem até hoje. Eu perco a noção vibratória da minha média energética. Ficou cego para o que eu sou integralmente e é quando não vejo integralmente que se instalam os grandes ditadores, que se instalam as grandes manipulações colectivas, que se instalam as grandes visões superficiais das pessoas, que se instala a perca de poder pessoal. Tu vês a força, a luz, a clareza e o amor do outro e não vês o teu. Quando se fala de integrar opostos também se fala disto.

A tua alma conhece os cenários de harmonia, ela contém as chaves de todas as harmonias, portanto, a alma conduz à Paz.

Para harmonizar dois opostos em nós cada um deles tem que ceder alguma coisa ao outro, eles equilibram-se mutuamente.

Há opostos no Universo porque a verdade está no centro. A freira e a prostituta, o que é que está no centro? No centro está a mulher que aprendeu tudo o que uma freira pode ensinar a uma prostituta – o que não é pouco – e tudo o que uma prostituta pode ensinar a uma freira, o que também não é pouco. Ao meio está a mulher que resulta destas duas poderosas figuras arquetípicas – Afrodite/Sofia. Nenhum ser está completo se cria uma e destrói a outra. Mas podia falar do rei e do mendigo ou do individualista e do idealista, são tudo opostos em nós. No centro está o que a alma vai fazer connosco. A alma vai casar todos os contrastes em nós e não nos pode entregar ao fogo sagrado da mónada enquanto não estiver cumprida a lei da harmonia.

O carma é o que acontece quando somos arrastados para um pólo rejeitando o outro. O darma e a lei da harmonia é o que acontece quando cumprimos o trabalho da alma, quando escavamos para além da crosta e a água fresca da alma inunda a nossa psique e, de repente, ficamos imobilizados pelo poder do amor.

A imobilidade extremamente dinâmica produzida pelo poder do amor chama-se PAZ. O amor é uma disposição psicológica aguda para integrar todos os factos presentes numa situação de uma pessoa.

Amar é tentar compreender o outro em todos os seus aspectos. Amar-se a si mesmo implica aceitar todas as faces de si e nessa aceitação extrema ser liberto das superfícies do poliedro e entrar na jóia central. Isto pode ser o trabalho de uma vida inteira. Amar-se a si mesmo é o trabalho, mas isso implica eu aceitar todas as faces de mim.

Yung só é fundamental na história do Sec. XX porque ele olhou para onde ninguém queria olhar, que foi para dentro, mas em vez de olhar para dentro, para a suprema luz, ele olhou para a sombra, para aquilo que é mais primitivo em nós, mais inadaptado, mais primário e amou isso. Afinal um olhar de 50 anos sobre a sombra, – que foi o que yung fez entre outras coisas – é Amor!

A sombra é tudo o que tu achas que não és, mas és. A sombra é o nosso egoísmo, o nosso lado mesquinho, a nossa mentira permanente, o preferirmos manter-nos na ignorância, o pensamento que temos acerca dos outros em função das aparências, tudo o que em nós é rude, primitivo, inadaptado, tosco, é aquele aborígene original que trazes destro de ti. Yung ajudou a parte primitiva do ser humano a vir à superfície.

Nós estamos a aprender a observar com um olhar delicado, cuidadoso – isto é uma grande conquista psicológica colectiva – e porque há mais alma no ar é que ficou tão difícil um ditador americano, ainda que aparente ter sido eleito por uma democracia, convencer o mundo de uma guerra em relação a um ditador não americano.

Há 60 anos era muito mais difícil porque as pessoas só tinham duas posições, hoje há mais, não é tão simples dizeres três coisas e fazer uma guerra! Este aumento do pensamento e da visão de vários ângulos, por minuto, é uma grande protecção, é a alma a emergir.

O amor implica eu aceitar ver todos os ângulos de um ser. O amor é integração, é uma percepção de todas as faces da realidade.

O que a alma está a tentar fazer em nós é nascer para esse poder de dignificar tudo no outro e em nós mesmos. Enquanto estamos na lei do carma estamos presos à crosta, não se pode sair da Terra, só se pode sair mecanicamente e virtualmente, isto é, através de um foguetão. Quase tudo o que se tem feito para chegar a Marte já leva a mensagem do Universo, “Não é assim!” Então as sondas estatelam-se, desaparecem..., não funciona, porque não é pela crosta que se sai da Terra, é pelo manto e depois do manto pelo núcleo de fogo e quando tu chegas ao núcleo de fogo acontece a Ascensão. Ascensão é o nome que se dá à intensificação do coeficiente de luz num ser até que a lei da morte se quebra.

Wednesday, October 19, 2011

Distorção Espaço-Temporal-Campos Merkaba




A primeira evidência é que dentro de nós existe um agente, uma presença, que constantemente nos impulsiona para a frente e que excita, amplifica, combate, insiste, imprime-se em nós. Vida espiritual é um acordo consigo mesmo para lidar com essa presença da forma mais lúcida e directa possível. Vida artística, política, científica também é lidar com essa presença só que no vector espiritual um ser aceita a natureza divina dessa presença e expõe-se progressivamente ao calor, à propulsão disso dentro dele e com o melhor da sua vontade procura coordenar, submeter tudo aquilo que nele é moldável e plástico a essa presença, o que define a vida espiritual como uma invocação constante.

Tu percebes que passaste de uma vida de boas intenções para uma vida espiritual quando o instinto do divino é o teu primeiro instinto, o que significa que o indivíduo não sabe para onde vai, não sabe quando o vento sopra na vela ou quando vem uma corrente que o leva mais depressa. Ele não vê completamente o que está do lado de lá mas ele só sabe que lhe disseram para pôr a mão no leme.

Visa espiritual é este processo de combinar o espírito com o quotidiano , mas como acerca do espírito a consciência cerebral não sabe quase nada, então, a assunção de uma vida espiritual é um acto oculto, interno, muito mais profundo do que a mente e os nossos melhores sentimentos.

O mais alto potencial de um ser, em termos morais, é agarrar no leme e mantê-lo alinhado com aquilo que ele concebe que é o puro mistério, isto é, doar o seu livre arbítrio à vontade dos Anciões dos Dias e aceitar a metamorfose do livre arbítrio ao automatismo solar super consciente.

O acto fundamental da consciência, umas vezes bem outras vezes mal, consiste em um ser agarrar aquele leme com todo o seu amor, com sentido crítico de urgência espiritual, com sentido de fraternidade universal, e ainda que ele não saiba quando o vento vem, manter o leme alinhado com o norte.

Neste momento as forças que constituíram a gaiola dourada dentro da qual o Homem está prisioneiro estão fragmentando o conhecimento espiritual em moléculas cada vez mais pequenas. Isto é, vamos ouvir cada vez mais falar sobre cada vez mais coisas no plano da mente e esse tipo de elaboração, que é legítima, pode consumir a carga psíquica diária para alinhar o leme.

Cada ser, todos os dias, necessita fazer todos os dias um redireccionamento do seu veículo com aquilo que ele magneticamente sente que é a direcção.

Sai do plano mental e tornar-se um intuitivo estável, que é o plano onde as grandes coisas acontecem mas também o principal se perde. A matriz cristóide vai tomar o mental todo até ao fim do mental superior. A única forma de um ser flutuar acima da “torre de babel” é o cultivar de uma linha magnética entre vontade, amor e sentido de orientação.

Só quando um ser se encontra forte no nível intuitivo é que ele pode começar a lidar com o mental outra vez.

O que é a vida espiritual? O que é responder a esse enxofre alquímico dentro de nós (mónada) que sempre te propulsiona para a frente? Quer o indivíduo seja um sábio ou seja um ignorante, voltar a fazer este “reset” da nossa postura perante a mónada é fundamental para aumentar a carga magnética no corpo causal e estabilizar a mente e criar anticorpos mentais.

Este chamamento para que um ser se ligue por uma linha de luz, por uma compenetração do seu próprio magnetismo interno é Lei.

Para que o indivíduo flutue acima do bombardeamento que está a acontecer no plano mental e mental superior, ele tem que largar o mental superior, desistindo de uma descrição do mundo. Se isto é feito sem amor, sem elevação, sem o vínculo com os agentes superiores do próprio indivíduo, isto é, com os núcleos supremos desse ser ele cai no obscurantismo, na superstição.

Trata-se de, sempre que a mente superior não vê, a pessoa pousar amorosamente a mente superior e vincular-s, por uma acção ígnea, trina (consciência central, centro do coração, base da coluna vertebral), e enviar a sua melhor vibração para o alto

Para que um ser atravesse um portal ele necessita de recolher, durante meses, a sua melhor vibração e entregá-la ao plano causal.

A nossa mônada desde sempre que está impulsionando a evolução. Nós temos um monitor que tem as contrapartes superiores da audácia, da ousadia, da tenacidade e da agilidade. A nossa mónada começou a influenciar-nos quando nos desligámos do plano animal (nascimento da alma) depois influenciou-nos na emergência da inteligência, depois na emergência da inteligência criadora, depois a nível do intelecto depois ela está-nos influenciando para o processo de individuação e, finalmente, a mónada gerará a situação de ascensão.

Na sua primeira visita ela liberta-nos de um “nevoeiro” que é o psiquismo potentíssimo de uma alma grupal no reino animal, depois ela faz nascer a inteligência, depois a inteligência criadora, depois o intelecto, depois faz-nos chegar à individuação. A mónada é o tractor de fundo da nossa existência.

É pela consciência cada vez mais emergente, mais profunda de que a partir de um certo ponto de trabalho interior, de grau de esforço, o indivíduo descobre que já não há mas nada a fazer senão reunir o seu melhor num feixe central e esperar.

Quando um ser percebe que a única coisa que ele poderá fazer a partir de um certo ponto de refinamento é reunir os seus materiais, trazê-los para casa, cuidar do centramento, do alinhamento, dos condutos de fé, cuidar de saborear não saber, mas não sabendo sabe porque sabe que a direcção magnética é aquela

O esclarecimento e a compreensão é um alinhamento da mente e ninguém é esclarecido até se tornar um intuitivo. A passagem para o plano intuitivo é um salto e tu tornas-te estável nesse plano porque o que quer que aconteça no mental, no emocional e no físico não abalam o vínculo sagrado vivo (antakarana).

....tem de haver desencantamento, desapontamento, angústia, desencontro, desfasagem, tem de haver uma sensação de incompletude para que a pessoa possa encontrar o nível em que ele próprio é magnético. Vida espiritual é o processo de se deixar assimilar nesse magnetismo superior.

Um ser templo é um ser que se foi ajustando dentro da aura de civilizações avançadas da Terra. Há um momento em que os operadores internos, os seres que regem o ciclo de expansão da nossa consciência, eles retiram praticamente todo o éter da caixa torácica e instalam uma frequência que antigamente existia apenas no interior do sacrário dos templos. É uma cirurgia avançada.

O sacrário descende directamente da Arca da Aliança que era um contentor que servia para conter aquilo a que o Antigo Testamento chama Shekinah ou Presença Divina.

Esses 4 sacerdotes que transportavam a caixa dentro da qual estava esse “facto” que era um “quantum” da consciência de um dos astronautas do comando estelar que é também um Melkizedeque instrutor, doou uma parte da sua síntese divina pelo processo da “divisibilidade do espírito” e fixou essa poderosa vibração no éter, e assim, muitos milhares de anos depois da Atlântida, uma tribo passou a ter uma visão.....

Os templos de ascensão da Atlântida todos tinham um núcleo central onde se dava o impacto da radiação divina, o que produzia uma ionização da atmosfera. Em torno das cidades principais, que eram basicamente circulares, existiam templos de pedra branca formados por 12 grandes colunas e no centro, eventualmente, uma base cristalina onde os sacerdotes em contacto mais ou menos directo com o comando estelar da hierarquia angélica tinham activado Shekinahs, isto é, Presenças na atmosfera.

Esta Presença na atmosfera é um percentual da força criadora superior transladada plano a plano, transladada gradualmente até um nível tão potente no éter que ioniza a atmosfera. Trata-se de uma malha de radiação electrónica não afectada pela História.

As naves templo são, especificamente, zonas geográficas que irão receber grandes vasos extraterrestres.

O processo de substituição da antiga tela etérica e a colocação da nova tela etérica faz parte do programa de desligar os templos terminando assim a Era de Peixes e activar triângulos e grupos de seres templo começando, em termos ocultos, a Era de Aquário.

Essas Presenças (Shekinah) podem ser deslocadas dos grandes templos para ser colocadas em pessoas no tórax e, em breve, muitas dessas pessoas irão ser responsáveis pela manutenção dessa chama sagrada dentro delas.

Pode-se perguntar: “qual é a diferença entre a chama trina com a qual todos nascemos e a recepção da presença divina no tórax?” É que a chama trina é para a evolução individual e à manifestação da alma na Terra a Shekinah estimula a evolução de centenas de milhar de pessoas. Sabe-se que Madre Teresa recebeu essa força dentro dela

Vão ser formadas no mundo inteiro zonas onde as naves templo irão começar a descer. Isto é, para que uma nave templo ancore na Terra é necessário que um ser templo forneça o ponto de ligação, permita uma ruptura da lei do carma que impede a aproximação da Hierarquia cósmica. Uma nave templo é um transportador, em grande escala, da Presença e da Hierarquia de Orion neste planeta.

Uma nave templo aproxima-se da Terra por um processo de distorção espaço-temporal. A Ilha de S. Miguel é uma das zonas de distorção espaço-temporal. Uma distorção espaço-temporal está relacionada com a forma como os átomos funcionam e o instrumento usado para produzir essa distorção é a Merkaba. São campos de luz que giram em torno de si próprios a uma velocidade extremamente alta. A intensidade vibratória desses veículos acelera em milhares ou milhões de anos a vida na matéria. Essa aceleração significa que forças prisioneiras começam a ser libertas e alteram o comportamento.... Um átomo está em 3 espaços simultaneamente: no espaço linear; no espaço de transposição e no hiper espaço.

Ouvir Ver Tocar Saber Calar

A evolução espiritual é a conquista de uma consciência mais objectiva, exacta, plena e profunda de si, ela não é apenas qualidades e virtudes, ela assenta numa redescoberta da identidade, o fim de um mito e o início de outro mito.

Existe uma etapa de chamamento em que a luz se adapta a nós, é como uma espécie de visita. De repente a vida fica iluminada, sente-se uma pressão espiritual de dentro para fora vinda do nada. A luz simplesmente se adapta a ti. Nesta etapa estão a entrar milhões de pessoas.

Na etapa a seguir a luz já não se adapta a ti. É quando, depois de meses ou anos de forte estímulo espiritual, um dia a pessoa tem a sensação de que se andou para trás, de que alguma coisa se perdeu, tem-se a sensação de ter havido um obscurecimento. Significa que a luz que te veio visitar se tornou exigente e ela recolheu-se para um outro plano porque ela está a pedir algumas mudanças.

Nesta segunda etapa, enquanto a pessoa não faz mudanças muito profundas, a luz torna-se rarefeita.

Há dois tipos de angústias: a de estar fora do caminho – sentida pela alma; e uma tremenda angústia por estar dentro do caminho – sentida pela parte exterior da personalidade (ego), porque ela sabe que, no momento em que entras a sério no caminho interno não há retorno.

Essa angústia está associada à dilatação das categorias da natureza do ser para a luz.

A angústia vem da pessoa sentir que as partes infantis do seu ser não podem continuar a imperar, é parecida com a angústia da criança cuja mãe a deixou na escola e vai embora – angústia de crescimento.

Isto tem a ver com o eixo astrológico Câncer/Capricórnio. É o impasse entre continuar associado às coisas familiares que estão na escala das nossas pequenas decisões ou a pessoa começar-se a associar progressivamente ao programa de resgate da Terra e começar a perceber que não pode continuar a ser infantil e essa angústia está em todos nós.

As pessoas que não a sentem é porque têm algumas ilusões sobre isto, porque o efeito de servofreio da energia superior impulsionante para cima é incompatível com os ângulos infantis do nosso ser, e se antes nós já tínhamos a maturidade para perceber onde éramos infantis, depois, quando a responsabilidade começa a descer, nós temos a luz para deixar de ser infantis.

A conexão com o programa de resgate da Terra, regido por Jesus, Michael, Enoch, Melchizedeque, etc., e a assunção da tarefa e o deixares-te transformar numa pena dessa ave que vai levantar a Terra inteira faz-se por uma depressão.

É através de uma depressão sagrada, quando tu estás sem saída, porque enquanto o indivíduo tem saída ele não deprime, enquanto o indivíduo tem mais um truque, ele mantém os hábitos ancestrais activados no inconsciente ou no semi consciente, tem todo o poder do passado do lado dele. São 5000 anos de história escrita a alimentar a fixação do homem no chão (inércia, estupidez, ignorância).

Esta primeira fase em que há um processo de chamamento e a luz se adapta a nós já ficou para trás e o primeiro sinal disso é que a luz se vai embora. Aqui tu mudas de plano, de nível, subiste um degrau. A luz já não se adapta a ti, és tu que tens que ir ao encontro dela.

No início a luz impregna-te totalmente e tu entras num estado de graça, depois essa luz retira-se para um outro plano e tu tens que começar a encontrar o caminho para ela. Há assuntos que vão ficando para trás como: deitar no lixo a agenda com os amigos da primeira fase. Esotericamente chama-se a esta fase – O DESERTO.

Na fase em que a luz vem ao nosso encontro tu tens O JARDIM e podem ser anos assim e um dia, a luz desaparece totalmente e tu não fizeste nada de errado só que mudou o método de instrução e é a luz que busca que tu te movas na direcção dela, alteres coisas e vivas uma transformação.

Na 3ª fase já estás bem dentro da aura de resgate e nem te deste conta. Aí a luz retorna com toda a força para te transformar completamente.

Depois do DESERTO a alma já pode comunicar à mónada que a lei da persistência, do silêncio, da coerência, da aspiração, foram cumpridas. Nesse momento a mónada despoleta o poder de transformação. Ficas outro ser.

Sem passarmos por estas três fases a qualidade do que tu podes transmitir ao mundo é muito limitada.

Quando se chega à 3ª fase tu percebes que coisas que dantes eram difíceis para transformar ou para fazer se tornam extremamente fáceis. Tu descobres que há uma transformação.

A câmara da ignorância é a escola da vida. Isto, de uma maneira geral, é onde a humanidade vive. A seguir a esta câmara de ignorância, existem os grupos internos. Todos os seres que respondem à vibração superior são admitidos num dos 12 grupos internos da Terra – as 12 Tribos de Israel.

As tribos de Israel não são, obviamente, nenhuma circunstância étnica ou antropológica judaica, elas são um código para os 12 grupos internos da Terra.

Vocês já não estão na câmara da ignorância nem na escola da vida, vocês foram ligados a um grupo interno.

Os grupos internos estimulam a luz da alma o que significa que, quando tu és integrado a um grupo interno, fazes parte de uma família. Este caminho dentro dos grupos demora uns anos. A pessoa tende para a luz, há um grande estímulo da alma, há uma luz que vem de dentro, há como que uma voz, e, ao fim de uns anos (e hoje em dia cada vez menos) acontece um cataclismo em ti. Quando tu percebes que não há nada na vida humana comum que possa atenuar a tua sede. Quanto tu estás no deserto a morrer de sede tu és admitido numa das 12 escolas de mistério da Terra. O Deserto serve para ficarmos com sede.

A Lei não tem a mínima necessidade de te colocar às portas de uma escola de mistério enquanto tu “estás fazendo turismo”. Enquanto eu consigo adornar a minha vida eu estou numa escola psicológica mas, dentro de uns meses, as portas das escolas de mistério vão voltar a abrir. Elas sempre estiveram abertas mas dentro de tradições muito estritas (Sufis, Egípcias, Rosacrucianas).

Vocês têm estado no “deserto”, uns mais outros menos. É uma circunstância na qual uma luz vai e vem, de repente parece que se vai embora completamente e não se vê mais nada, é um processo intermitente. Isso é o método através do qual a ligação da alma a um grupo interno é fortalecida.

Daqui a uns meses, um ano, Eles vão abrir de novo a passagem de milhares e milhares de indivíduos do nível dos grupos internos para o nível das escolas internas. A diferença é que não é a personalidade que entra nas escolas mas a alma, porque cá fora, tu continuas a descascar cenouras.

O que as escolas internas fazem é ajudar a alma a ver a suprema realidade, ou as muito altas e belas ilusões. A alma tem que aprender a distinguir, dentro de um mar de luz (que é onde ela vive) um fio de luz maior que é o veio magnético que a liga à sua hierarquia. É estar na aura de um Mestre Ascenso. Há uma fusão da tua aura individual com a aura de uma hierarquia.

A alma é um psicólogo, ela constantemente harmoniza a nossa vida.

Tuesday, October 18, 2011

O Som e o Silêncio

Os nossos corpos são constituídos essencialmente por substância vibrante, são matéria que vibra e eles não têm como se afinar por si, eles não têm aquilo que, esotericamente, se chama “princípio”, eles são o caudal mas não são a Fonte. Donde que, a passagem de um estado automático de existência para um estado desperto, implica que um ser encontre dentro de si o seu próprio diapasão, o seu próprio tom.

Existe um caminho em 4 etapas para encontrar esse som porque curar e ser são a mesma coisa, soar e ser é a mesma coisa, soar e curar é a mesma coisa e um dos trabalhos fundamentais hoje é a pessoa observar-se, invocar-se, recriar-se como um sino de cristal para o seu próprio som.

Para que um ser tenha uma vida mântrica, o trenário inferior precisa de se calar. O nível humano do teu próprio ser precisa de treinar o silêncio. Só quando o silêncio acontece no físico, na mente e no mundo emocional é que o 4º plano soa. Só que a afinação para o silêncio, um conjunto de hábitos em torno do silêncio começa sempre num pequenino ponto de luz no centro da mente. Depois da mente estar inundada de silêncio, e o emocional responder com o mesmo ponto irradiando silêncio, a luz do espírito envia mais uma sonda até ao etérico, e esse ponto no etérico gera cura do sistema nervoso em profundidade.

Para que um ser aceite a disciplina sagrada do silêncio ele necessita ter amor ao verdadeiro som e uma consciência matemática, lúcida, clara, de que o trenário inferior não é nada, não sabe nada, não vai para lado nenhum.

Este trenário inferior (físico, emocional e mental) são 3 anjos cegos mas quando chega o toque do mantra que vem de dentro de ti, e se este trenário inferior se deixa banhar pelo silêncio, então o mantra da tua alma soa.

Nós necessitamos de aspirar à luz da mente, necessitamos de focalizar uma purificação mental, cuidar que esta mente não seja um museu de coisas arcaicas e o que ainda é mais perigoso, de artefactos mentais de vanguarda, que são belos, úteis, dinâmicos, penetrantes, expansivos mas não são matéria dos 4º e 5º planos.

Este Homem altamente subtil, sofisticado, mental que colhe, por assim dizer, o fruto esotérico dos últimos milénios ainda não atravessou a porta do silêncio. Este homem e esta mulher do novo milénio tem de aprender a atrair para si matéria do 4º plano, que é uma radiação doce, altamente energética, viva, que se traduz, no plano mental, por silêncio. Enquanto nós não sentirmos que esta mente tem de ser entregue aos pés do rei interno, nós temos este imenso portal em ogiva azul cobalto que nos liga com esferas sagradas da Terra, esferas essas que na Idade Média, no centro da Europa, eram simbolizadas pelo unicórnio, pelo cisne, pela harpa, pela união em torno do cálice.

Estes símbolos de Lis correspondem a uma vibração que os nossos corpos querem aprender e a passagem entre a esfera do querer e a esfera do ser é através de uma membrana que transforma a matéria mental em silêncio.

É por amor que a mente muda de substância, nem sequer é necessário arrumar as ideias melhor ou pior, excepto se o indivíduo está de tal forma confuso, obscurecido, que ele precisa recapitular a luz da mente, mas se o indivíduo já passou as pestanas por essa luz mental, é o momento em que ele precisa de entregar a mente à transubstanciação.

Qual mente?

Trata-se de substituir um elemental da mente por um deva de um plano intuitivo. Fazer encarnar nesta mente uma sustância superior. E isto é algo que se vê, que se compreende e se eu vejo e compreendo, eu sou um candidato à transubstanciação porque quando esta mente é transubstanciada, quando eu coloco a mente no cálice e o elevo, o som, o código exacto da tua essência, que é tudo o que o mundo precisa de ouvir e é tudo o que o indivíduo precisa de ser, esse código exacto instala-se no Ajna, depois na Laringe, finalmente, no Plexo Solar.

A apetência para o silêncio, e o silêncio é Lis.... não se trata de arrumar a mente com o melhor ou o pior material porque quer o indivíduo vá para uma coisa como “Conversas com Deus” quer vá para uma coisa mais refinada como “As Chaves de Enoch” é o melhor material, mas esta mente é para mudar de substância, é para sair um líquido e entrar outro. O que significa que, sem qualquer recuo para o plano do obscurantismo medieval, para uma morte da mente, o indivíduo necessita de renunciar à mente porque isso é a chave dos planos luminosos que vêm de dentro: “Espírito de vida banha o meu sangue, espírito de luz banha a minha mente, banha o meu ser, espírito do amor banha a minha sensibilidade, banha as minhas emoções, espírito de vida banha o meu código genético”. Eu não sei que espécie de matéria mental extraordinária é que é necessário para fazer isto!

A transubstanciação da mente é um assunto muito delicado porque depende do amor a uma verdade ainda mais profunda do que toda a verdade que até agora foi possível conceber.

O indivíduo avança por amor a verdades cada vez mais profundas e a focagem vai-se dando progressivamente, até que, aquilo que ele julgava que era vago se torna definido e ele ama, mas para que o som do ser interno da alma se instale, estes corpos precisam de chegar ao silêncio e quando chegas ao silêncio, finalmente, ouves o som. E este avanço na direcção do silêncio faz-se por acréscimo de lucidez, duma lucidez quebra-gelos que avança no desconhecido.

A nossa alma está ansiosa por soar a sua palavra. O som da alma só pode ecoar na caixa acústica da personalidade e esta caixa acústica deverá ter-se transformado, nos próximos tempos, à medida em que tu avanças no teu caminho, nesse sino de cristal de forma que, quando a alma soa, tu libertas ondas cristalinas. Isto é uma coisa da inocência.

Nós precisamos encontrar uma elegância para a recepção do som que nós somos. É mais um processo de amor à verdade, amor ao que está além da cortina de ti próprio, de elegância na forma de usar a nossa humanidade. À medida que te firmas magneticamente nessa voz, é uma tomada de posse de camadas de vibração que agem sobre o éter à tua volta e que são a tua verdade, mas tem de haver um desassossego no psíquico, uma busca pela verdade além da cortina.

Estas 4 etapas são: comunicação; resposta; reorientação, união. Na união o teu som, a dimensão viva do ser transpira à superfície da personalidade e fecunda o mundo à nossa volta, mas a primeira fase, que é a fase de estabelecer uma comunicação com a alma é de grande humildade secreta.

Como é que se faz a comunicação com o ser interno? Como é que isto se torna vivo, real?

O ternário inferior necessita de se ajoelhar perante o quaternário superior. Isto é, os teus níveis: divino, monádico, espiritual e causal, este quaternário superior, é real que eles são impotentes na terra sem o ternário inferior (físico, emocional e mental) mas este nível trino precisa pôr uma impressão doce, persistente, cuidadosa, sistemática, vinda de ti mesmo sobre eles. Esta impressão doce é como carimbar-nos a nós mesmos a partir de dentro.

Espírito da luz invade a minha mente. Espírito da vida banha o meu sangue. Espírito do amor toma conta do meu cardíaco, do meu plexo solar, do meu astralismo.

Estas coisas, neste momento, já devem estar transformadas num murmúrio constante por detrás da consciência e ao mesmo tempo que tu devolves esta imensa solenidade receptiva, devolves um sentido de humor radical para com a própria personalidade. Actualmente as pessoas ficam muito solenes acerca de si próprias e desenvolvem um sentido de humor para com os Irmãos do espaço como se eles estivessem connosco ao pequeno almoço. É exactamente o contrário. Para com Eles e para com as radiações que vêm dos mundos superiores eu posso permanecer um “teen ager” e assimilá-las como algo a que eu tenho direito, mas isso não me dá acesso aos níveis superiores. A atitude de sentir os Irmãos como iguais a nós está profundamente certo e profundamente errado e neste paradoxo a pessoa tem de se saber movimentar.

Para que um indivíduo se liberte do controle da mente superior ele necessita de uma solenidade profunda para cima e na vertical e um sentido de humor quase yunguiano para com a minha própria personalidade

Então o que é que significa o som de um ser? Significa que uma vibração torna à mente e transmuta a matéria mental mas para eu receber essa vibração eu necessito cultivar silêncio e se o indivíduo está todo viciado no ruído planetário, vai doer! O silêncio dói porque ele é como álcool na ferida da personalidade.

Monday, October 17, 2011

As 4 Tribos das Plêiades

Aquilo que vai plasmar a tua tarefa não és tu mas o Espírito em ti.

Então a pergunta: “O que é que eu estou aqui a fazer?” pode ser substituída por uma acção interior de recepção desse “único factor” que pode mudar o planeta.

Nós andamos a repetir, há anos, que somos instrumentos do Alto. Esta frase tem que parar de ser afirmada com a laringe e entrar no silêncio. Aliás, tudo tem de entrar na câmara do silêncio para que aquilo que vem realizar a Tarefa possa entrar neste sistema energético e actuar. É aqui que as coisas ficam sintéticas porque não importam as qualidades e os defeitos de uma pessoa porque, às vezes, uma pessoa que tem muitas arestas, muito material psicológico por resolver, consciente da impotência perante a complexidade da sua personalidade, é essa pessoa que mais facilmente atinge essa condição essencial, essa loucura de fundo de saber que é o Espírito que vai fazer as coisas.

Quando nos desequilibramos em cima de um muro produzimos adrenalina e também melatonina que é a hormona do êxtase (líquido produzido pela pineal). Essa hormona encontra-se em grande quantidade: no êxtase estético que dura segundos; no abraço entre dois amigos; no esforço para realizar algo em que se acredita profundamente; na exposição ao Sol com a consciência que o Sol é um deus; na experiência íntima entre um homem e uma mulher onde existe uma consciência das almas presentes; na experiência de ser contactado pela energia superior na oração; na contemplação e na experiência de estar lidando, com alegria, com uma criança. Isto são estados que produzem melatonina em pequenas e médias quantidades.

Quando há uma situação de risco são produzidas duas coisas: adrenalina, porque o corpo multiplica por 3 ou 5 a sua capacidade de reacção, e melatonina que é a forma que o corpo tem de traduzir o êxtase, de estar completamente no vazio e para que o espírito se funda com o corpo é necessário que o ser humano esteja vibrando, 100% do tempo, na clareza de propósito.

Quando se diz que a etapa de informação terminou significa que a informação continua no ar mas que agora precisamos de uma transfiguração.

Nós estamos numa época de revelação, antes precisávamos entrar num mosteiro para contactar o facto de sermos um ser divino, hoje basta deslizar um pouco para além do mental e... já está. Esta experiência está a descer e não há como parar. Ela foi decretada, há mais de 15 anos, pelo concelho Alfa/Ômega (12 Mestres Ascensos) que regula a velocidade de revelação – o que é que do fogo que tu és já podes receber.

O Concelho Alfa/Ômega do qual fazem parte seres como Elias, Moisés, etc. regula o diafragma do teu fogo interior. Então, foi decidido que o Homem pode começar a experimentar-se como fogo. O problema é que ele precisa gastar cada vez mais energia para se dispersar, para não receber o fogo, e há muita gente que não o quer receber.

O fogo é uma síntese da identidade que é a maturidade psicológica final, isto é, o que é infantil em nós não sobrevive ao contacto com o fogo.

Para que o espírito se fixe em mim eu preciso estar 100% do tempo na clareza de propósito, vibrando para mim e para os outros a minha real intenção existencial. Isto é o portal da 5ª dimensão. 4ª dimensão é acerca da intuição, das sincronicidades, aquilo que Yung dedicou tantos anos a estudar. Que é aquela frase que nós dizemos tanto: “Não há coincidências, as coisas não são por acaso”. Isto é a 4ª dimensão, é o mundo dos ajustes, da linguagem, do interno tentando dizer pela décima milionésima vez aquilo que tu estás cansado de saber. Claro, que se o indivíduo ainda não está cansado de saber, ainda vai ter que aturar muitos momentos mágicos, muitas sincronicidades porque ele ainda não está cansado de saber que ele nasceu para encarnar o espírito – Transfiguração.

Saturno quando passa por uma casa astrológica é como uma vassoura cármica. Quando ele entra numa casa astrológica ele varre aquela casa carmicamente, aquela área da vida. Vem tudo ao de cima, fica claro, em termos do nosso passado e da nossa consistência o que aquele sector da vida é. Saturno é um objectivador do carma, a consciência de que eu nasci para dar corpo a um anjo e a declaração disso perante a humanidade, com a máxima clareza e serenidade o que eu vim fazer.

É muito mais poderosa a auto fecundação, a geração de uma ideia superior quando ela é feita na estabilidade, na paz, como se o sistema nervoso não fosse chamado para o assunto. Eu preciso de me sentar naquela pedra, sentir o calor do chão, conseguir ver os nuances dos turquesas no oceano à minha frente, respirar a atmosfera, estar plenamente consciente desta terra sobre a qual eu caminho, isto é uma coisa da clareza, da estabilidade e da firmeza profunda, é uma coisa de Buda que falou da Impermanência: “Tu nasces e morres a cada momento” é a condição essencial para gerar altas doses de melatonina.

Tu estares aberto: dá-se um descongestionamente da medula oblongata e o fluido cerebral e todos os conteúdos vibratórios que vêm do cérebro podem-se distribuir muito mais profundamente ao longo da coluna vertebral.

É quando nós nos relacionamos com a realidade a partir da tradição, do passado, dos hábitos – consciência de Saturno – que todo o nosso passado é projectado para a frente e vai colorir, naquilo que vem ao encontro directamente do Criador, sem mancha, sem opinião.

Esta capacidade de estar na corda bamba, esta capacidade de equilibrista no mundo (em que tu tanto podes fazer uma coisa completamente tola como uma coisa santa e só dependes do espírito) trata-se de confiar plenamente no espírito que está por detrás, o que significa descongestionar a mente, a óptica, o foco, estar aberto.

Para eu estar aberto eu tenho que contactar as vibrações da 5ª dimensão porque na 3ª dimensão, no plano mental, tudo se joga pelo seguro. A vida é uma agenda.

Para que eu contacte essa 5ª dimensão eu tenho que tocar o portal dela, para isso eu preciso sintetizar todas as minhas vibrações, todos os dias, numa única concepção.

Tu ficas ali sentado, completamente consciente de que estás encarnado, sem abstracção metafísica. Tu estás-te a aproximar da 5ª dimensão quando o teu problema é ser e fixar aquele fogo sagrado nas linhas KA – Espírito.

O corpo tem uma série de linhas KA que são meridianos de energia divina da 5ª e 6ª dimensão formando uma estrela de 5 pontas, tal como no desenho de Leonardo (da Vinci).

Estas linhas estão no nosso corpo energético desligadas até 2008 e nós estamos a receber autorização progressiva para activar as linhas KA. Elas estão directamente ligadas às tribos de anjos das Plêiades que têm autorização para activar essas poderosas linhas azul eléctrico ao longo do corpo.

São estas linhas que fixam o espírito na personalidade. Enquanto as linhas KA estão desligadas nós somos seres que estão, o tempo todo, na 3ª dimensão tendo experiências da 4ª dimensão: de sincronicidade, de significados profundos, de ajuste, de confirmação.

A 5ª dimensão, o contacto, a acção, implica a activação das linhas KA. São essas linhas que, uma vez despertas, permitem o sistema “eu superior/mónada” encarnar. Nós estamos aqui para dar à luz a nossa 5ª dimensão.

Quando eu dou por adquirido que as sincronicidades, os avisos, os sinais, os momentos especiais, os toques, as graças, os bálsamos são a linguagem da 4ª dimensão, são a nossa personalidade, quando isso para mim, de alguma forma, passa a ser natural e quando eu aprendo a não me agitar sensasionalmente, astralmente, com o toque da 4ª dimensão, isto é uma coisa que acontece dentro do triângulo Amor – Gratidão – Humildade.

A Lei diz que tu és amado como se fosses o único ser no Universo. O amor divino não é quantitativo, tem uma identidade específica para cada um de nós.

Que imensidade está plantada no teu coração? O amor de Deus é a condição agronómica e meteorológica para que as sementes que Ele plantou no nosso coração desabrochem. É uma lei divina que os sinais (que são um reflexo desse amor) cheguem até ti.

É uma lei maior que, ninguém desce ao mundo sem uma equipe de apoio.

É uma lei maior que, tu estás integrado a uma família interna.

É uma lei maior que, tu não podes ser deixado sozinho.

Nós, psicologicamente, somos seres alfalógicos, evoluímos de Alfa para Ômega. Espiritualmente somos seres omegalógicos, vimos do ômega enfiar as nossas lindas cabeças no alfa, o que significa que somos loucos. Só que é uma loucura parecida com a de Deus. Foi Ele que criou um espectro vibratório tão abrangente, o Universo podia ter parado no hidrogénio! Mas não parou, existe chumbo, mercúrio, metano, diamantes minerais, ele é físico também e nós aceitámos a loucura completa até à base, isto é, a experiência integral e isso torna-nos extremamente cúmplices do Divino, estranhamente próximos daquilo que julgamos que estamos longe.

E se a Humanidade inteira fosse um avatar?

Para que eu possa bater à porta da 5ª dimensão preciso de ter dado como uma segunda natureza toda esta questão dos sinais. Dentro do triângulo Amor/Gratidão/Humildade eu preciso de dar todo esse nível como concebido, estruturado, assimilado. A lei diz que eu tenho que receber sinais, então, eles vão vir. A nossa criança interior vibra com os momentos incríveis que o espírito nos dá, é perfeito, a criança sente-se tocada pelo pai, pela mãe.

Agora, o contacto com as escolas internas e de mistério faz-se quando, naquela pedra frente ao mar, sem adornos, sem abstracção metafísica, perfura o sono. Eu estou aqui e uma vez aqui eu declaro, concebo, realizo que isto é um sonho mas eu tenho que estar bem firme aqui em baixo e, ao sentir que é um sonho, eu defino a minha existência como encarnar o espírito dentro deste sonho. Então, se o contacto com a 4ª dimensão é uma subida, o contacto com a 5ª dimensão é uma descida para subir uma oitava e estas tribos angélicas ligadas às Plêiades, elas apresentam-se em cada ciclo de crescimento da Humanidade.

Em cada momento de colheita os pleiadianos são permitidos aproximar-se pelos Senhores do Carma. Eles são os anjos e os extraterrestres.

As naves das Plêiades são naves etéricas azul eléctrico. São vasos de transporte de consciência, de mónadas e de almas, têm um formato elíptico porque no Universo tudo o que corresponde à lei veicular é elíptico. Essas naves estão próximo desde os anos 50, mas é a partir de agora, especificamente nos próximos anos como informação e a partir de 2008 como acção. Foi-lhes dado permissão para activar as linhas KA, os meridianos de Deus no corpo etérico. Não se trata dos meridianos que fazem circular prana (medicina tradicional chinesa). Não se trata da concepção de que regiões do corpo, nas suas contrapartes etéricas como os rins, por exemplo, acumulam a vitalidade de uma pessoa porque essa vitalidade é eminentemente planetária e tem a ver com energia prânica, com calor.

Os circuitos KA são filamentos, como laser, azul eléctrico incandescente que atravessam o corpo de alto a baixo, de um braço até à perna oposta e têm, na medula oblongata, o seu ponto de alta frequência.

O nosso coração é inexpugnável, a matriz de controle jamais pode entrar no coração porque a chama do coração está numa cápsula etérica que está duas oitavas acima do corpo etérico como um todo. O nosso corpo etérico processa vitalidade, ele contrai-se quando a pessoa está no meio de toxinas, perde vitalidade quando a pessoa está na poluição das ruas, na poluição psíquica, tanto assim que as pessoas ficam com um ar mais envelhecido. Ele expande quando as pessoas estão em contacto com um habitat divinamente energizado (natureza, mar, pessoas que nos amam).

No coração há um templo que está no ponto adâmico, ele nunca decaiu do ponto da vibração do homem original. É uma região do ser que nunca abandonou o Éden. Se há uma geografia sagrada para o planeta inteiro, existe uma anatomia sagrada e um dos factos fundamentais é que a chama do coração está numa catedral que se mantém igual ao tempo adâmico.

A medula oblongata não é inexpugnável e a matriz de controle colocou aí as suas agulhas, as suas infiltrações electromagnéticas e têm mantido as linhas de luz divina (KA) dentro do corpo etérico desligadas.

Estas 4 Tribos Angélicas das Plêiades, a Tribo de RA, a Tribo de AN, a Tribo de MA’HAT e a Tribo de P’TAH são os enviados da engenharia superior para retirar as infiltrações da matriz de controle, retirar as cordas e os laços de dependência entre as pessoas, os laços de dependência entre a nossa concepção do mundo a partir do interno e o impacto que o mundo exerce sobre nós amortecendo a nosso concepção do mundo. Tudo isso tem cordas (estamos agregados como um rebanho. Há um redil e esse redil funciona por cordas subtis como cordões umbilicais que nos ligam a centrais de limitação) e essas cordas (que estão no plano etérico astral) atravessam a aura, têm uma elasticidade indeterminada, e estão associadas, por carma ou por intervenção negativa (inteligências que interferem no processo de ascensão do Homem e da Terra), atravessam a aura, são formadas entre os 7 e os 21 anos de idade.

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