O nosso principal problema enquanto guerreiros em formação, consiste aparentemente, em gerar um núcleo de sinceridade central absoluta.
O estado de um guerreiro carmim implica o trabalho de trazer para o centro os elementais que compõem os nossos corpos, toda a força centrífuga da nossa personalidade. Quando um ser se aproxima da formação do guerreiro sagrado, ele passa de centrífuga a centrípeta pela força da tracção do sinceridade do ser. Daí que a primeira condição deste tipo de ser, é a sinceridade maciça, à qual a consciência do Ocidente gosta de chamar o Cristo em nós. O primeiro contacto com o Cristo em nós é uma sinceridade que não admite contaminação, as periferias do teu ser não vão perceber nada do que está a acontecer, mas eu sei que no centro está a ser fermentada a luz dessa sinceridade central absoluta.
Estás completamente livre de estabelecer protocolos artificiais com os outros e com o mundo, se assumiste que este é o primeiro problema, é com isto que tu precisas de te enfrentar. Se eu estou trabalhando este estado, se estou exigindo de mim próprio esta sinceridade no centro, eu estou a fazer o trabalho do mundo, estou a fazer o trabalho da civilização, eu estou desperto na Terra.
Este estado zômbio desta figura contemporânea que nós vemos nas ruas de um lado para o outro, é porque ele é muito sincero para com os seus próprios desejos, para com as suas próprias circunvalações mentais. Esta força, esta esfera psíquica de desejo que envolve os seres humanos e os liga compulsivamente ao exterior, na condição guerreira ela é invertida, é transformada no desejo puro do ser. E quando o desejo é transformado nesta aspiração, não existe uma transmutação gradual do desejo ao centro do ser em aspiração, é-te pedido para manter a aspiração no mais alto de ti que for humanamente possível.
Neste momento, o desejo foi aumentado na humanidade até ao ponto em que ele se torna psicologicamente desagregador. Isto é uma benção que os Mestres nos fizeram, eles aumentaram o desejo, a energia investida em cada minuto decuplicou nos últimos dez anos, donde que, o desejo está incurralado entre um querer que não tem limites e a sua reversão, a sua transformação em aspiração. Sem o desejo não há aspiração, a aspiração é a transformação do desejo em querer ir além do que nós somos.
Tudo o que nós desejámos desde o início era uma escola que nos ensinava que nós não somos completos e que a nossa incomplitude tem uma resposta. Quando nós não estamos preparados para receber a resposta, nós íamos funcionando por níveis: físicos, emocionais, mentais, e agora chegou ao limite para que os seres humanos tenham estrutura no seu carma, na sua vida, para transformar o desejo em aspiração, e a aspiração é a flor da sinceridade.
Tu entras no conduto que conduz à formação dos guerreiros, quando a sinceridade no centro da consciência se transformou numa esfera hermética incorruptível. Nós estamos aqui a lidar com o problema dos Mestres que consiste em transformar a humanidade inteira numa entidade responsável e livre de todo o obscurantismo da história, livre de todo o passado. Se um indivíduo não é sincero, ele não pode ser tornado livre porque ele não ía utilizar o poder que desce para os seus próprios fins.
Na insinceridade para com o nosso ser interno (nós não estamos num ponto em que possamos falar de ignorância, nós não somos seres ignorantes o suficiente para dispensarmos a iniciação e a sinceridade), a etapa confortável da ignorância, terminou. Se eu fizer um esforço eu posso indutar a minha consciência até ficar quase ignorante outra vez, mas o germe do Mestre que já foi plantado em mim, não vou poder eliminá-lo. Esse germe, esse grão dourado no centro da consciência, exige uma postura.
Esta atitude de a consciência exterior aceitar que entrou num processo de sacralização, de sintonia axial com as lentes de aumento da energia cósmica com as quais a Terra está ligada, (Andes peruanos, Himalaias, Sol, Sírios, Centro da Galáxia, nós temos uma série de lentes que canalizam a energia nova para a Terra) estão a fazer descer sobre este planeta frequências e realidades que não confirmam em nada o passado, que não auxiliam o passado a sobreviver, que exterminam as forças que se mantêm escondidas.
A sinceridade é a condição básica do guerreiro. A sinceridade de ti para contigo mesmo na câmara oculta da tua consciência. Existe um núcleo no centro da nossa consciência tridimensional, de vigília, na parte do nosso ser cósmico que conseguiu atravessar o limite cerebral, e instalar-se na superfície da função neurológica. Essa parte vive o que lhe apetece até que o ser, no centro, além de tudo, diz: “Muito bem, agora o ciclo das experiências terminou, tu precisas de controlar o centro”.
Estar centrado, significa estar equidistante até mesmo dos nossos próprios desejos, significa olhar para a nossa natureza, como se olhasse-mos para a natureza de qualquer outro ser, significa desapaixonarmo-nos de nós mesmos para começarmos a amar-nos.
A História está a entrar em colapso, os processos dialécticos têm muito pouco para dar ainda ao Mundo. Se é o capital ou se é o estado centralizado ou se é uma economia de mercado livre ou uma economia planeada que vão dar de comer a um indivíduo que está a morrer de fome, esta questão dialéctica terminou, o que há é grandes quantidades de bens materiais acima do Equador e grandes quantidades de carências abaixo do Equador. Então, vem a lei e diz: “Tens dois cobertores, dás um cobertor ao teu irmão e ficas com um cobertor”. Ponto final. É aqui o fulcro da consciência que a transformação precisa de acontecer. Isto é o próximo paradigma económico. A próxima economia chama-se, amar insondavelmente.
O próximo paradigma económico acontece, quando cada vez mais seres humanos se sentirem completamente miseráveis com a sua acumulação de bens materiais, enquanto o planeta tem setenta por cento da população em pobreza profunda.
O coração vai-se transformar numa equação económica. Diariamente o nosso ser interno põe-nos situações muito específicas à frente para testar o grau de conexão que nós temos com ele.
Quando se diz que a história vai entrar em colapso, é porque o método que a história utiliza que é de choques entre opostos já produziu os seus frutos. Choques entre oposto foi uma coisa fantástica para o século onze, no final do século vinte, há um terceiro vértice que está a chegar para harmonizar os opostos, esse vértice no homem exprime-se através do coração. Tem a ver com a inauguração no centro do nosso ser de uma luz. No momento em que a sinceridade central emerge de um Cristo que dá o primeiro toque da sua presença dentro de ti, tu és um ser com a primeira iniciação. A primeira iniciação acontece, quando a consciência central é admitida no seio da sinceridade. O Cristo vai chegar através de cinco biliões de raios solares que vão encarnar em cada ser humano - Esta é a segunda vinda do Cristo.
Era possível que ele descesse num corpo físico no Canadá ou em África, o perigo, é que ele ia convexionar num ponto aquilo que é a tarefa da Humanidade, de criar um amplexo de consciência aquariana, e, assim, ficava a Humanidade à volta de um ponto.
A técnica que está a ser usada pela Hierarquia, é uma aproximação da chama crística, em graus, ao centro do nosso ser. O processo é lento para que a consciência tenha tempo de se ir adaptando, de ir percebendo o que lhe está a acontecer. Tu está a ser transformado num Cristo, isto significa que os nossos corpos vão ter as suas energias substituídas.
O que é que é um corpo astral? Onde o antigo fogo da humanidade, que é regido pelo aspecto fricção, acção, movimento, desejo, foi sendo drenado gradualmente, para fora, e os Irmãos fizeram entrar no teu corpo astral energia vinda da estrela mais próxima do planeta, não calor, esperemos, mas, uma frequência de gnose que uma estrela representa. Isto chama-se - segunda iniciação.
O nosso trabalho, hoje, é estar simultaneamente consciente da Terra e de que nós somos um ser celeste, aqui. A consciência é um campo que se desenvolve a partir de um centro para a periferia e vai assimilando em graus cada vez mais profundos, a realidade em torno dela. Então, o que é que está no centro da tua cons ciência? Se nós pusermos lá um eu, estamos a fazer existencialismo, agora, se nós pusermos um Eu, já fica mais interessante. Isto é terceira iniciação.
Na primeira iniciação o ser trabalha a sua sinceridade, a sua dedicação, a sua consciência de sacralização, a sua conexão axial, até que essa sinceridade irrompa em luz e nesse momento o Cristo, a consciência cósmica central, nasce em ti e tu não consegues apagá-lo mais em nenhum momento da tua existência - guerreiro carmim.
Nós temos aspiração pelo Mestre, não apego. Se nós temos apego por coisas, como é que o Mestre espiritual vai destruir a imagem tosca e de 6º Raio velho que tu tens dentro de ti acerca dele?
Portugal está a passar por um Boom exotérico, o que vai acontecer é que as pessoas vão tirar a Santa Maria para pôr o Mestre Morya e a relação é a mesma, e nós temos que criar uma rampa de descolagem da nossa consciência, e o resgate é na zona límpida, contemporânea, avançada, elíptica. É outra energia!
As pessoas pedem coisas aos mestres, isto é tudo para ser queimado, isto é exactamente a casa onde o Senhor não pode descer. O nosso problema é muito subtil, porque nós já não somos ignorantes, nós queremos informação e visitas interiores, e estas visitas, a doçura, a ternura, a força, a amplitude, a coragem, a nobreza deste ser que chega dentro de nós e diz: “por favor, eu quero fundir-me em ti”.
Se calhar astrologicamente ele só se vai fundir quando tiveres quarenta ou cinquenta anos, mas o ponto é que eu preciso de trabalhar a casa, de me ver livre de tudo o que não corresponde a essa chegada. Este é um ver livre que corresponde à conquista do Sol sobre a Lua.
Tu sabes que aconteceu a primeira iniciação porque um dia tu levantas-te da cama, abres os olhos e dizes: "Não sou o mesmo!" e ao mesmo tempo todos aqueles assunto que podiam enganchar-te por baixo, não engancham.
Na primeira iniciação, os seres humanos são levados frente a mananciais de fogo estelar que estão residentes na Terra, (pequeninas porções de Sol foram trazidas para a Terra e escondidas no interior de montanhas em templos secretos) esses fogos estão lá e se a tua hipófise ou o correspondente no corpo astral e no cérebro de luz, for tocado com um percentual de luz desse fogo, acontece a primeira iniciação, no sentido em que há uma relação entre as glândulas que produzem uma nova vibração ao nível da caixa craniana e a partir desse momento, o Cristo pode descer um grau, ancorar, e não se vai mais embora. Acabou o homem comum.
Na segunda iniciação, eles tiram toda a matéria do corpo astral em graus - a vibração do corpo astral muda completamente - de repente, a paz instala-se totalmente naquele ser - guerreiro azul.
Na terceira iniciação, toda a consciência é impregnada com aquilo que estava no ser.
Nos três casos são colocados três níveis de sinceridade diferentes. Em todos os casos, sinceridade é vitória.
Consciencializar, significa, antes de fazer qualquer movimento interno de entrega, eu ter uma clareza mental muito alta àcerca do núcleo ao qual eu me vou entregar. Eu preciso de sentir esse núcleo.