Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Friday, October 14, 2011

Imperil. Anura

Cada ser que está hoje trabalhando os seus dons de entrega e cada ser que nasce já com uma tarefa definida, nasce com uma vontade imperiosa de cumprir o seu desígnio.

Todo o servidor nasce selado com uma voltagem eventualmente oculta de vontade espiritual pura. Este nível supra pessoal de vontade será, durante toda a encarnação dele, a garantia saudável de uma profunda frustração existencial. Com o tempo, à medida que os ciclos cármicos, instintivos, afectivos, profissionais da encarnação se vão cumprindo, a frustração do servidor aumenta. Este nível de vontade permanecerá como um vértice agudo dentro dele lembrando-lhe constantemente que ele não nasceu para cumprir ciclo básico. Estes ciclos básicos da existência de um ser são comuns a toda a espécie animal.

O que o indivíduo é, realmente, na dimensão cósmica da existência, não se ocupa dos ciclos básicos bem como o mestre dele, os mestres assensos, estes vórtices, não se ocupam da nossa vida elementar. Tu percebes que estás a começar a irromper além da membrana de sensibilidade de um mestre assenso quando o indivíduo dá graças a Deus pela sede profunda que sente, quando ele compreende a benção da insuficiência da vida humana.

Quando um ser declara, na paz, que ele aceita que não está nesta dimensão para viver a vida tridimensional, ele começa a vibrar no horizonte de contacto. Observa-se nestes seres que quando a vida terrena encontra resposta e eles têm realização em nível de ego e encontram equilíbrio afectivo, económico, físico, psico-afectivo, quando eles encontram este equilíbrio e a vida lhes deu o que eles desejavam, é apenas para começar a sede.

Muitas vezes, é quando estes ciclos de evolução terrestre se cumprem que o indivíduo pode perceber o quão distanciado ele está da felicidade humana.

Inversamente, quando um indivíduo não tem preenchimento humano, é apenas para ele igualmente perceber o quão para além ele está. A activação desta vontade espiritual superior deve ser feita independentemente do ciclo da vida do indivíduo ser harmonioso ou desarmonioso.

Nenhum estado tridimensional limita a assunção da tarefa porque esta vontade de servir a Terra anuncia-se à superfície da consciência como sede e isto é profundamente independente da vida exterior.

Nós estamos numa época de síntese, de além vida humana, uma época de contacto com o fogo que transforma, o que significa que é pelo contacto com aquilo que o indivíduo é que o serviço dele pode acontecer.

Nós sempre oscilamos entre 3 níveis de identidade: identidade humana – terrestre; identidade alma – supra terrestre; identidade divina – transcendente. Nós somos as 3 simultaneamente. A identidade terrestre usa o fogo de fricção para se garantir a si mesma. Significa que se o indivíduo não está em fricção com alguma coisa, ele não sente a sua identidade terrestre. Se a pessoa tem a sua identidade toda enclausurada neste nível, ele tem pânico de não estar em fricção. Enquanto nós estamos em fricção o resultado é a animação do 1º nível da identidade, do eu sub cerebral, abaixo das funções neurológicas porque a alma é um nível de identidade que existe acima do cérebro.

À medida que o indivíduo aprende a renunciar a essa energia de fricção e aprende a trazer para dentro dos veículos do nosso ser o fogo solar que corresponde à identidade alma, eu começo a entrar na paz profunda. A paz profunda drena o fogo por fricção, as acumulações no sistema nervoso da energia imperil.

IMPERIL é o termo do mestre Morya para o excesso de fogo fricativo.

O trabalho de permissão implica que o indivíduo renuncie a uma identidade, supere o sabor da pequena escala e vá atingindo aquilo a que se chama ANURA, em Sânscrito - o coração majestoso. Anura cura imperil.

Este mantra anura é uma energia fortíssima e a tradução mais próxima de nós é “coração majestoso”.

Coração majestoso é o estado do homem frente à montanha na qual a presença majestosa do inorgânico se funde dentro dele. Tanto em Yoga como em Tai-chi existem muitas meditações associadas à montanha.

Esta cumutação progressiva do fogo fricativo pela paz profunda implica renunciar a uma identidade. Quando um ser deixa de estimular o seu fogo fricativo, ele deixa de se sentir a si próprio enquanto ego, o que implica uma espécie de anestesia existencial.

À medida que o indivíduo vai permitindo que a nova escala o atravesse, e que se vai sentindo irmanado com o Grande Kenyon, com as cordilheiras, com o poder do mar sobre as falésias, à medida que ele vai encontrando este coração majestoso no qual o coração pára de maravilha perante a natureza da criação, esta é a raiz do ser, é com isto que hoje se faz a frente de transmutação planetária, é com anura, não com a ansiedade perante o que acontece à nossa volta.

Este encantamento do coração, quando ele passa do nível compensador dos impactos exteriores, de compensar a dor do mundo com a ordem psíquica que vem dos níveis profundos, este nível psíquico do coração ainda é o serviço que o psíquico faz ao homem e à evolução planetária, enviando harmonia do fundo funcionando como amortecedor. Este coração psíquico que nós temos é o coração bálsamo, bálsamo em ti e bálsamo nos outros, contudo isto não é ainda o coração majestoso – anura. Isto é o psíquico tentando criar uma escola de equilíbrio. Anura é o que acontece quando o teu coração revela a sua função esférica, quando este centro entra em sintonia com o chamado templo da esfera, que é o ponto neste planeta que guarda o mistério entre a matéria e a antimatéria, entre a materialização e a desmaterialização planetária, entre o movimento pendular matéria/antimatéria; expressão/implusão no divino; revelação do ruído do verbo que gera a manifestação ou retorno do verbo ao próprio centro porque se o mundo foi criado pelo verbo, então ela é impludida pelo silêncio.

Neste planeta existe essa esfera – é o guardião do contínuo, do jogo de forças que estabiliza a Terra, guarda o equilíbrio entre manifestação e abstracção cósmica, entre matéria e antimatéria.

Dentro desta esfera existe o silêncio absoluto, a explosão de todo o movimento. Este planeta não podia existir se essa esfera não fizesse a compensação entre o universo matéria e o universo antimatéria e o ponto é que esta esfera de silêncio total não está apenas na Argentina, ele está também em ti.

É nesta esfera que entra a consciência quando o indivíduo atinge o estado neurológico do sono profundo sem sonhos. É neste silêncio absoluto que anura é possível.

O fogo solar é uma energia capaz de calar uma multidão com um olhar. Isto é o que faz um avatar. Consta que grande parte do trabalho de Jesus era permanecer sentado sem dizer nada.

O ponto central de um círculo representa o silêncio absoluto, é o equilíbrio do pêndulo, é o silêncio surdo que emana das grandes montanhas e quando eu começo a perceber este silêncio maior na minha consciência, esta amplificação do coração cura tudo porque participa da lei inversa à lei da manifestação.

Este silêncio absoluto pede hoje para ser recebido no nosso ser.

Há seres que têm experiências de anura e têm que ficar sentados, quietos, porque 10 segundos de coração majestoso e é curado o sistema nervoso, o fogo fricativo é drenado para fora de ti.

E com anura vem o néctar. Eu preciso de trabalhar esta renúncia à pequena identidade que vive de fogo por fricção, tanto assim que quando começamos a perceber a chegada da vibração majestosa….

O fogo por fricção no homem contemporâneo atingiu níveis patológicos. O kundalini actuando no sistema nervoso gera fogo por fricção, especialmente quando isto é multiplicado pela ignorância– corresponde ao 3º Raio cósmico, ou seja, há aspectos já superados pelo universo, da electricidade a que se chama “Espírito Santo”, mas eles estão em nós ainda como uma actividade residual ou como sustentação da vida.

Quando este fogo supera os limites saudáveis da animação de uma personalidade, começa a acumular-se no sistema nervoso, no corpo etérico, nos chacras, nos meridianos, etc.

Este fogo é vermelho vivo sem luz e sempre que o indivíduo percebe que estamos muito senhores do nosso nariz, isto abre as portas ao fogo por fricção e ele vai-se acumulando no sistema nervoso – esta acumulação chama-se imperil (perigo imperioso).

Toda a irritabilidade, todo o movimento yang ou a energia de Carneiro em excesso, revela a acumulação de imperil e o psíquico funciona como uma corrente balsâmica, sempre tenta compensar o fogo por fricção em excesso – pequena voz da consciência. O imperil em excesso mata.

Quando há ataques cardíacos numa determinada percentagem dos quadros superiores do sexo masculino o que está a acontecer é uma intoxicação por imperil.

O imperil tem contrapartes extremamente tóxicas: afecta o fígado, o baço, o nosso poder verbal, a clareza mental e a visão. Afecta o estar.

Estes servidores estão a começar a ancorar graus de anura e estão aprendendo a renunciar a uma experiência de si.

A vontade espiritual está em ti porque é um selo, nós não a encontramos porque não estamos alinhados com o propósito da encarnação, se o indivíduo aceitou a proposta da matriz de controle, automaticamente é ligado a essa matriz porque ele aceitou o planeta treva.

A grande vantagem de estarmos ligados pelos centros inferiores à matriz de controle é que é justamente por aí que tu podes começar a emanar luz para dentro da matriz de controle.

Esta atitude de abrir-se para ancorar a totalidade da tarefa permite pôr em movimento a vontade espiritual donde que, aquilo que é um ser bastante frágil antes de se ter unido à sua tarefa, pode-se vir a revelar um ser extremamente potente. A vontade espiritual abre caminho para o Cristo, para a paz que ensina, para o culto da alegria e da paz.

É muito importante que nos próximos tempos eu comece a considerar a despedida do meu velho ser porque a outra identidade tu não sabes qual é, mas se o imperil e o fogo por fricção estão para o ego assim como anura está para a nova identidade, que nova identidade é esta?

Esta escola da paz profunda diz: “senta-te e ama majestosamente”, “reencontra o poder dilatador da solenidade do coração”, isto é a natureza do teu ser imediatamente para dentro e para cima em relação ao fogo por fricção, agora, eu tenho que renunciar.

Nós estamos aprendendo gradualmente a substituir imperil por anura, irritabilidade por coração majestoso e a renunciar ao ego que pode ser magoado, ofendido, agradado, desagradado, de forma que esta fricção possa sair completamente dos nossos corpos, que o indivíduo possa quebrar a ansiedade pela imagem que temos perante os outros e nós mesmos. É quando o indivíduo quebra este espelho que o rosto do ser interno pode ser anunciado.

Por André Louro de Almeida                     08/02/2002

Thursday, October 13, 2011

A Morte – Um Amanhecer Parte IV


Quando nós começamos a compreender que é pela morte que se sai da tumba e não que se entra na tumba, quando chegamos a este nível de liberdade, a tendência é para ajudar, o mais possível, a alma a atrair a parte encarnada para si. Nesse contexto, a cremação é o ideal, mas a cremação não deveria ser feita antes de 72 horas. Os fluidos subtis ligados ao sangue também fazem parte da evolução planetária e levam 72 horas até que esse hímen subtil que está associado à matéria sanguínea (estes 5 litros de sangue foram animados, durante décadas, pela vibração do eu superior e não desce um fio de prata sobre mais nada neste planeta senão em nós. Isto é, o cordão umbilical espiritual que liga a mónada aos corpos é único no reino humano).

A actividade, durante décadas, desses cordões de luz foi a de espalhar luz por todo o corpo através da mónada usando o cordão de prata e o nosso sangue tem escrito, nos seus cristais, o teu nome cósmico (o sangue seco observado ao microscópio forma cristais em forma de estrela de David e as combinações desses cristais de sangue têm o código da tua alma, isto é, o verbo que te anima. O nosso sangue é codificado com a informação da nossa mónada e da nossa alma).

Quando um ser desencarna existe um fluido luminoso extremamente belo que se começa a separar da massa sanguínea e esse fluido demora 72 horas a ser totalmente drenado.

Os próprios órgãos contêm os seus tesouros de luz, assim, um ser que morreu há três horas não é uma coisa morta, ele tem fluidos eléctricos, electromagnéticos, subtis, astrais, vibratórios, tipos de prana que estão residentes e que levam 72 horas a ser totalmente retirados pelo próprio poder dos fotões solares porque isso é um material superior. Esses fluidos são conduzidos a reservatórios de vibração.
A cremação é o ideal porque ela revela para o ser desencarnado o quão o corpo dele é uma forma pensamento, é um jogo de forças e apenas uma formação momentânea de funções e à medida que ele viu o corpo queimar-se (e isto é preciso que o ser não tenha desencarnado já completamente bem) ele é liberto. O poder do fogo corta as últimas ligações à matéria. Por isso é que em todas as culturas onde existe uma percepção razoável do processo oculto da morte se faz a cremação e não o enterro (e depois temos o Tibete em que os corpos são dados a comer às aves. Há informação nova que indica que matéria humana não deve ser reintegrada ao reino animal. A matéria humana é um nível muito específico, é substância iniciada, os nossos corpos não são substância comum, então eles não deveriam passar por mecanismos de decomposição como o do aparelho digestivo dos animais).
No caso dos índios, ao colocarem os corpos em nível aéreo, os fluidos saiem muito mais rapidamente pela acção do Sol ou pelas correntes atmosféricas.

A cremação liberta o ser que desencarnou da associação com o corpo. Enquanto que no enterro, se aquele ser não conseguiu fazer uma distanciação suficiente, ele ainda tem referencial geográfico do corpo dele (ainda está num sítio) daí a mitologia de que os cemitérios não são sítios muito saudáveis. Além disso, quando se enterra um corpo, todo o processo de decomposição atrai elementais do plano astral denso. O que acontece no processo de queima é o oposto, não fica nenhum referencial que possa atrair elementais densos, donde que, do ponto de vista esotérico, é muito mais puro, é o poder do fogo que liberta esses partículas.

Quanto mais cuidadoso for o trabalho de facilitação do ser que desencarna menos probabilidade há de ele se identificar com o corpo. É muito importante quando se trabalha com um ser que está no fim da vida facilitar a desidentificação com o corpo.

No caso de um ser que está a desencarnar, podem-se fazer certos exercícios como por exemplo: pôr um objecto leve de papel ou um copo numa mesa ao lado da cama e dizer ao ser para ele se manter imóvel, fechar os olhos e visualizar uma mão de luz que está a apanhar o copo. Portanto, ele fecha os olhos e visualiza que apanha o copo com o seu corpo astral. O que acontece é que ele já está a aprender a sair do corpo antes do momento de desencarnar; ou convidar o ser a pôr-se de pé sem se levantar (isto é algo muito curativo para um doente terminal porque ele está já a fazer esse processo naturalmente, não é uma violação da lei trabalhar com ele exercícios suaves de saída do corpo), pôr uma música muito cuidadosa e depois pedir-lhe para ele ir até ao canto do tecto do outro lado da sala – claro que temos que ter um doente terminal muito especial mas eles vêm aí, as pessoas que estão em transição e querem viver este processo conscientemente.

Se estes exercícios de desidentificação com o corpo são bem sucedidos, enquanto o ser está do lado de cá, se o facilitador disser: “vou escrever um número com um marcador e vou pô-lo na sala do lado e tu vais lá ver”. Se é um doente terminal, a probabilidade de ele durante a noite sair e ir ver o número, voltar e dizer-te na manhã seguinte qual era o número, é razoável. Se ele te disse: “É o número 4” e tu vais lá dentro buscar o número 4, ele sabe que está a começar a sair do corpo e isto, do ponto de vista da eliminação da ansiedade é imensamente benéfico. Ele começa a ter uma forma objectiva de avaliar o quão ele não é o corpo. Facilitar a desidentificação através destes pequenos exercícios é muito libertador, é como se o ser, no momento de desencarnar, fosse viver em definitivo aquilo que ele já estava a experimentar nos 15 dias anteriores.

Há uma imensa subtilização da Terra, ela hoje é um elevador de luz, está rapidamente a subir de dimensão, então, muitas leis que eram válidas há 100 anos atrás não são mais hoje. Isto significa que um suicida (ele pode-se suicidar por um profundo ideal dentro dele, há pessoas que se suicidam desencantadas com o mundo, os suicidas não são todos iguais e antigamente colocavam-se os suicidas todos na mesma “caixa”) se o suicídio vem de uma percepção de um outro mundo, se há uma esperança utópica que não foi correspondida, então há um ideal dentro dele e por esse fio de ideal ele tem possibilidade de muito mais rapidamente sair da condição de inubelamento em que ele fica após a morte. Agora, se o suicida é passional, meramente existencial, horizontal, aí é muito mais complicado mas mesmo assim ele não tem que ficar aqueles anos todos porque o planeta está em subtilização e um dos planos que está a ser lavado pelas naves que estão a fazer a reciclagem dos vários veículos da Terra(porque uma nave laboratório não lida com pessoas, lida com o planeta como um todo), elas estão a elevar a vibração astral da Terra. Para isso Eles tiveram que abrir as portas do baixo astral de forma a que haja um período de lavagem (é como lavar os estábulos). Isto é, foi dada autorização para que forças densas pudessem-se libertar e apoderar de povos, de empresas, de uma forma muito densa e muito legível para quem souber ver.

Essas forças involutivas estão no canto do cisne neste momento. Quanto mais elas berrarem mais elas estão no fim, quanto mais estridente, agressiva, barroca for a expressão do mal mais isso significa o canto do cisne porque Eles abriram os porões, as “coisas” vêm, têm um tempo e à medida que elas se vão expondo, vão sofrendo o varrimento de limpeza profunda que as naves laboratório estão a operar sobre o plano astral terrestre.

As pessoas que trabalham com catarze, com fenómenos de transmutação, com alquimia, têm consciência do que isto significa à escala planetária. Nós estamos numa fase alquímica de libertação do planeta.

Por André Louro de Almeida            02/02/2002

A Morte – Um Amanhecer Parte III


Nós podemos observar com algum detalhe a sequência de desligamento dos núcleos que se exprimem através da natureza humana.


Nós temos níveis do ser que estão guardados para se manifestar, apenas, em civilizações superiores. Temos níveis que, estão constantemente em assembleia com consciências supremas, existem níveis do teu ser que concomitantemente ao nível humano que encarna, estão trocando caudais de energia viva com reinos paralelos, donde que, nós somos poliédricos a nível de consciência e esta face (consciência de vigília) é apenas uma face do poliedro, do diamante da tua consciência.

Aquilo a que chamamos eu é um fragmento da identidade total, e aquilo a que chamamos “a minha vida” é uma fracção da tua vida e a minha identidade é uma acoplagem de níveis supremos de luz à consciência terrestre, é um casamento dimensional.

A beleza desta constatação é eu perceber o poder de tensão criado entre o núcleo divino do nosso ser adimencional e este pequeno prolongamento que se ancora neste computador biológico a que chamamos o nosso corpo. Este efeito de tracção entre o nível divino do ser e este prolongamento é extremamente potente.

À medida que este planeta entra nos portais de consagração que o irão levar à condição de planeta sagrado, habitado por uma humanidade lúcida, vivendo uma consciência de síntese, à medida que este ritual global cósmico envolve toda a Terra e a espuma quântica de luz vai lavando toda a fragmentação e acelerando a emergência de uma civilização superior na Terra começa a ganhar estabilidade (neste momento já existem duas civilizações no planeta em paralelo, uma visível que está a terminar e uma invisível a preparar-se para nascer). O que os seres humanos lúcidos estão hoje a fazer é a contribuir para a tessitura do veículo que vai permitir o encarnar da “Nova Jerusalém”.

O processo de desvelar o que tu verdadeiramente és, a revelação da luz suprema no interior da humanidade, no sentido oculto de uma acção concentrada de agentes cósmicos com a Hierarquia espiritual da Terra já tem 20 anos (na verdade vem sendo preparada há séculos) e à medida que esta desfiltragem acontece, a diamante oculto começa a queimar as máculas da consciência superficial.

À medida que estas desfiltragens vão acontecendo e que os níveis profundos do ser se vão anunciando à consciência colectiva, começa-se a poder falar de uma educação para uma transição consciente porque a acção dos níveis superiores de consciência sobre a consciência humana tridimensional é cada vez mais potente. O processo de saída definitiva do corpo será cada vez mais simples, mais belo, mais sereno.

Se antes (meados do séc. XX) existiam imensos hiatos de informação em relação à morte, e a nossa percepção da morte encontrava-se, do ponto de vista metafísico, num estado de desenvolvimento idêntico ao da idade média – é como se tudo tivesse evoluído excepto estas disciplinas essenciais acerca das passagens Interdimensionais – hoje, é durante a vida que o indivíduo opta conscientemente pelo tipo de morte que quer ter – inconsciente ou consciente.

Em relação à morte, a luz dos níveis internos é cada vez mais intensa sobre a nossa consciência. É como se essa luz estivesse a descongelar as cortinas psíquicas que nos separam da verdade, da nossa realidade maior. Essa acção libertadora da luz pura começou.

Quando se fala de um desencarnar consciente, implica que, durante a vida, o ser viva totalmente aberto às dimensões superiores porque a ideia de morte é dissipada do consciente ao longo dos anos. Se eu transformo esta vida num hino de fusão entre os núcleos do nosso ser, então onde está a morte? E onde é que está a vida? Estes dois conceitos quebram pelo poder da luz em nós.

Observámos já que à medida que os 7 centros vibratórios são desactivados existem quebras de percepção, adormecimentos, mas que cada chave que é desligada do lado de cá corresponde ao ligar-se de uma chave do lado de lá. Como os disjuntores dum quadro de electricidade.

Quando o eu superior desliga o 1º centro, ele liga o correspondente nos planos subtis. O trânsito de informação e percepção que existia ao nível do 1º centro, que tem a ver com o calor, a vitalidade, com a energização prânica do corpo físico através do sangue, etc., o chacra da raiz é como um vórtice de aspiração de energia telúrica vinda do interior da Terra.

Uma das diferenciações evidentes da energia telúrica, uma vez combinada com a energia dourada que vem do nosso nível divino, é o calor do corpo, donde que, quando o eu superior desliga este centro o ser sente frio forte e peso nas pernas e nos braços.

Quando é desligado o 2º centro há uma perca de mobilidade dos membros e o calor concentra-se no cérebro e no coração – é o mesmo mecanismo da hipotermia.

Se eu estiver vivendo o processo de uma forma lúcida, sem ansiedade, consciente do ritual sagrada de passagem entre dimensões, eu torno-me consciente da imensa leveza que emerge quando as minhas pernas se tornam pesadas. Se eu estou reagindo ao processo da morte, eu fico preso à percepção do peso, eu fico ligado ao quadro de disjuntores que está a ser desligado, mas se eu adiro ao processo, eu identifico-me com o quadro e com as contrapartes subtis de tudo o que eu vive nesta dimensão.

O ser começa a sair do seu corpo escorregando para trás e para cima. Claro que nesta altura já perdeste a visão e a audição e estás-te a tornar clarividente e clariaudiente. Isto não é uma coisa que o indivíduo queira ou não queira, isto são mecanismos extremamente exactos, tanto no encarnar como no desencarnar.

Se nós compreendermos a ordem, a beleza, a precisão, o pulsar que é trazer uma vida a este planeta desde a concepção, no sentido do acto sexual, até ao dar à luz, o processo de trânsito entre dimensões contém a mesma ordem, a mesma beleza e a mesma benção.

À medida que vais perdendo contacto com a realidade objectiva entras no plano astral.
Quando o ser sai do conjunto de fusíveis físicos que estão a ser desligados, ele perde contacto com a realidade concreta e automaticamente é ligada a realidade subtil.

Tu começas a perder visão periférica e à medida que ela se aproxima do cinza , subitamente tu tens acesso à clarividência, isto é, sobre o cinza começam a formar-se imagens que já não são do plano objectivo, começam-se a perceber os campos de cor e de luz, as auras, a vibração cromática da sala, começa-se a ter acesso a uma realidade iridescente.

Sabe-se que 80% das pessoas não se prende ao corpo neste momento, o que significa que os seres humanos, de uma maneira geral, colaboram com o processo do desencarnar pelo menos na etapa de superação do veículo físico. Então nós temos este ser que começa a flutuar no meio ambiente.

Para que o caminho de retorno ao corpo seja totalmente fechado é necessário que o teu ser mais alto dê um puxão muito forte no cordão de prata. Este cordão é o ponto de partida daquilo que na criança que nasce corresponde ao cordão umbilical.

Este fio de prata é como uma trança trina que parte do coração da mónada e ancora em 3 pontos: no nível astral; no etérico e no físico. Tal como o cordão umbilical bombeia sangue venoso e recebe sangue arterial, este sutratman é trino e bombeia energias muito específicas.

A parte desse fio que ancora no templo que temos no centro da cabeça (entre os hemisférios cerebrais existe uma concavidade e uma glândula, a pineal. Essa concavidade é um templo. Ela pode não estar funcionando como um templo, ela pode não ter sido activada, mas essa é a função potencial, única dessa concavidade) ela ancora um dos 3 fios vindos do cordão de prata, o fio que transmite vontade espiritual pura. Esta transmissão é feita através de disparos de luz que, morfologicamente, parecem letras de fogo como no alfabeto hebraico. São traduções para a nossa dimensão, de disparos de luz que alimentam o nosso psiquismo profundo com vontade espiritual. Vontade espiritual é um dos tesouros do mundo, é ela que mantém o ser alinhado com aquilo que foi o contrato vibratório que ele fez com o infinito antes de nascer. Esses disparos de luz só a pineal pode captar e transmite uma tradução desses disparos electromagnéticos à hipófise, que por sua vez transforma isso em hormonas. Essa vontade espiritual é o feixe de tracção constante com a mónada, é isso que te mantém na vertical.

O outro fio que sai da mónada ancora no coração e ele transmite amor incondicional e o 3º fio ancora na cóccix com alguns aspectos no plexo solar e transmite luz e actividade inteligente.

O ovo com a serpente enrolada é um símbolo alquímico, é um símbolo do fio que transmite a vida superior de novo enrolado em torno do ovo, isto é, da perfeita arquitectura divina que guarda o nosso ser maior.

Quando o ser sai do corpo o fio de prata é cortado e agora entramos na etapa de errância e o ser pode ficar errando durante horas, meses ou décadas, ou séculos, a probabilidade são semanas. Em casos de elevada densidade um ser pode ficar séculos num processo de errância nos níveis subtis e no caso de uma espiritualidade consciente ao longo da vida, o ser pode ficar horas apenas no mundo subtil.
Nós não desencarnamos uma vez mas no mínimo 3 vezes. Da mesma forma quando uma alma se dirige à nossa dimensão ela não encarna uma só vez. Quando ela atravessa o útero e nasce , ela já tinha entrado por várias portas subtis. Quando o ser emerge no mundo físico a partir da mãe, é o nível mais denso de ligação à matéria (3º nível) porque para que ela se possa identificar com o útero ela tem que atravessar vários portais.

Quando num grupo de almas (a alma, no seu próprio plano é de uma beleza indiscritível) uma alma assume nascer, em função de necessidades de aprendizagem, de crescimento, da oportunidade, da lei, do serviço, há muitas portas para entrar nesta dimensão, mas quando ela se decide, ela começa a ser envolta por uma frequência mais baixa do que aquela que lhe é natural e essa frequência luminosa é como um envelope que começa a espremer a parte que vai encarnar (porque a totalidade não encarna) e essa parte começa a emergir pelo poder compressivo desse envelope electromagnético e isto é relativamente doloroso para a alma porque ela está a perder o contacto gradualmente (no sentido de liberdade), ela continua a ter contacto, mas passa a ter um prolongamento preso à Terra. Ela continua com a visão do plano, mas a força compressiva começa a puxar uma parte dela (núcleo psíquico) que se vai prolongando para baixo e há um momento em que este núcleo psíquico tem um túnel, que é equivalente a um poço de forças centrípetas que funciona como um agente de focagem extremamente exacto na direcção da região cármica ou de serviço e da porta astrológica ao qual aquele ser psíquico tem que assistir.

Uma das afirmações mais belas da astrologia é que o tempo é uma qualidade não uma quantidade.
Este poço faz com que esse núcleo psíquico tenha que entrar e atravessar a porta do tempo sobre a qual não há encarnação. O mapa astrológico é a tua porta do tempo que o teu ser psíquico tem que atravessar. É uma data, é uma hora. Quando ela nasce no físico já teve que se adaptar a vários compressores de vibrção. O processo de desencarne é exactamente o mesmo no sentido inverso.

No momento em que se dá o desligamento final, permanece uma chama no coração que é o psíquico e essa chama puxa para si o eu consciente. Por isso é que é muito importante que o ser aceite, porque se eu estou reagindo ao processo de desencarnar eu estou a tentar expulsar-me para fora da lei que me vai acompanhar.

Esse recolhimento profundo que se dá no ser à medida que ele se vai desligando, corresponde à fusão do eu consciente tridimensional com o centro psíquico (chama púrpura violácea no centro do coração) e é esta chama que puxa os corpos: o astral e o mental uma vez que o físico vai ficar ali na cama.
Como eu vivi, assim eu estarei na esfera subtil, totalmente hermética a relação. Se eu penso num lugar eu estou lá, se eu penso numa vibração eu sou exposto imediatamente àquela vibração, não tenho concha biológica para me defender do mundo das frequências e das vibrações.

Todo o ser que esteja a ter uma experiência mediúnica relativamente descontrolada, e se esse ser tem tendências mediúnicas, ele sabe que pode ser um pouco incomodado. Basta ele produzir uns choques térmicos debaixo do chuveiro com água quente seguida de água fria, para a entidade se ir embora, ou pôr Bach, Vivaldi ou Mozart porque é um tipo de expressão musical que activa a tua percepção exterior, que corta, em grande parte, o contacto com o plano astral. Os nossos irmãos espíritas têm imenso conhecimento sobre como ampliar a percepção objectiva de forma a diminuir o elemento subjectivo da percepção.

Este ser no plano astral não tem mais como tomar banho quente e frio ou ouvir Vivaldi, então este ser está vagando, e esta condição (bardo) pode ir de horas a séculos, e como eu naveguei em vida, assim eu navego no bardo.

A forma de eu passar horas ou minutos nesse nível subtil antes de me dirigir às regiões superiores é viver como se já não estivesse nesta dimensão, é estar no mundo sem ser do mundo. Trata-se de aprender a deixar que a beleza passe por ele, amá-la, assimilá-la e deixá-la afastar-se se for o caso. Esta é a arte dos sábios, que consiste em viver tudo profunda e intensamente sabendo que é uma ilusão. Eu preciso viver como quem está num sonho, vivendo esse sonho em profundidade desde que eu nunca renuncie à consciência de que é um sonho e é assim que nós preparamos uma morte consciente e uma estadia no mundo subtil que dura poucas horas.

A Morte – Um Amanhecer Parte II

Nós tentámos aproximar os portais da morte e do nascimento como dois rituais sagrados extremamente exactos no seu desenrolar e justamente porque são rituais cósmicos, no sentido em que essa passagem a que chamamos morte é uma analogia do imenso processo contínuo, perene, de descida de vida una aos suportes que ela utiliza para se exprimir, à medida que nós vamos compreendendo a relação entre a vida una que constantemente paira e varre a matéria, e vamo-nos tornando cúmplices desta vida una que sobrevoa e cria forma de se ligar à substância, a morte vai-se desvelando para nós.

Há uma relação directa entre o tipo de olhar que eu lanço para o fenómeno à minha frente e a forma como eu recebo a resposta. Se eu lanço um olhar superficial, imediatista, um olhar que é filho da superfície dos sentidos, se eu lanço esse olhar superficial à morte, o que me é devolvido é exactamente esse olhar, isto é, eu fico limitado pelo nível em que eu próprio me candidatei a compreender a morte.
À medida que este olhar se aprofunda, e isto só pode ser feito através de um crescimento integral do ser, a minha compreensão da morte altera-se totalmente.

Os rituais do nascimento e da morte têm muito em comum, é como se fossem dois aspectos do mesmo impulso. A mesma vida una que varre toda a substância planetária e se exprime através de vasos que são as nossas formas nesta dimensão, retorna a si mesma no final de um ciclo de vida.

A parte do nosso ser que se exprime nesta dimensão é infinitesimal. A maior porção da nossa consciência não está nesta dimensão o que significa que nós vivemos em múltiplas dimensões simultaneamente. O principal do nosso ser é livre, voa, transcende, ele não está limitado ao pequeno prolongamento dele que se exprime através do corpo e quando o ritual de devolução da vida à sua própria esfera acontece, essa pequenina parte da alma que encarna (psíquico) retorna à sua fonte, ao seu eu superior, e à medida que eu vou compreendendo o nascimento, através do qual a vida que tu és, por um acto de amor ao planeta, se prolonga e se adapta e sofre num processo e limitação gradual até se ajustar a um nível de expressão, esse pequeno prolongamento do eu superior que nasce, está comprimido, está sob a lei da limitação, donde que a morte está submetida à lei inversa da limitação – libertação.

Se eu considero que a criança que corre para ti e te pede para andar de baloiço domingo de manhã no parque enquanto o Sol te bate na cara, se eu considero isto uma experiência de beleza e harmonia, as mesmas leis, os mesmos criadores que esculpiram para nós este potencial de alegria e plenitude estão presentes no momento da morte, a ordem é a mesma, a beleza e o ritual são os mesmos.

Se eu sou capaz de me espantar com os pequenos e os grandes rituais da vida, o ritual da morte não é excepção, ele é exactamente filho dos mesmos operadores que geram tudo o mais: a vida, o nascimento, a reprodução, a criança….

As leis são as mesmas, o autor é o mesmo, é sempre ELE. Da mesma forma que Ele se convexiona e se vai adaptando a dimensões inferiores pela lei da encarnação, esta lei da limitação que provê o nascimento de um ser é a tradução do poder atractor, estabilizador e de fruição que a natureza e a esfera planetária fornecem a um ser.

A Terra. com este caleidoscópio multicolorido de potenciais e possibilidades é encantatório. A Terra vista clarividentemente, tal como foi pensada pelos geradores originais, ela é uma festa de cor, luz, vida e som. Isto que nós vemos como biodiversidade quando observamos os reinos, do ponto de vista da vida oculta, é muito mais espantoso. Esse poder atractor, essa promessa de festa da vida que o planeta contém em si exercer ciclicamente, uma atracção de interacção, de casamento da sua alma, de união dos níveis planetários que evoluem e que respondem à marca sublime que a tua alma imprime na esfera planetária enquanto estás encarnado.

Mas se o poder de atracção da esfera terrestre acontece, o poder de atracção da esfera celeste, ciclicamente, faz-se sentir.

Então este aspecto do nosso ser que encarna está sujeito a dois potentes himens: a Terra com a sua promessa encantatória de possibilidades e os níveis de luz pura com a sua promessa de paz absoluta, de alegria não dialéctica, de plenitude sem contrastes.

O nosso ser psíquico oscila entre estes dois himens ciclicamente, donde que nós nascemos por atracção e morremos por atracção. O ritual de superar os veículos através dos quais nos exprimimos nesta dimensão é um ritual de amor e é muito importante, nesta nova educação para a morte que tem que emergir nos próximos tempos, que inclua a compreensão que morremos por amor.

Se a esfera celeste, com o seu poder magnético de nos chamar de novo para casa, não nos chamasse, e se não houvesse, por lei, uma necessidade de o psíquico retornar à sua origem para se refortalecer, para se miscigenar com a sua luz original, provavelmente haveria uma muito maior tendência para as pessoas se manterem agarradas è esfera terrestre, senão pelo soçobrar do corpo físico, por motivos biológicos bem conhecidos, ainda que o mecanismo da morte física contém muitos mistérios a nível de oxidação celular, etc., pelo poder de retenção do plano subtil no momento em que o ser abandona o corpo físico.

O psíquico, este pássaro de fogo, oscila entre as duas esferas: ele sente a atracção multi colorida do potencial terrestre e ele não pode não responder porque a Terra evolui através do seu sal, e o sal da Terra é este psíquico encarnado, ele oscila entre este mergulho e o poder atractor da sua origem.
Se eu poder perceber o ritual de passagem entre dimensões como a resposta do meu ser oculto ao seu criador, eu começo a entrar na dimensão oração da morte, da dimensão meditativa da morte. Este momento em que o ser é puxado para fora do corpo é um momento de amor.

Se nós podermos sentir o amor que deveria estar presente no momento da concepção, o amor que está presente no momento do nascimento e o amor que está presente no momento da morte, nós começamos a ter a relação com esse momento da nossa existência muito mais subtil e amoroso.
Se as famílias não desenvolverem a capacidade de amar aquele que está a mudar de dimensão, que seria o ideal morrer em casa, é basicamente o que a lei espiritual pede, irão surgir com certeza neste planeta ambientes que propiciam o processo de desencarnar, tal como há ambientes próprios para o processo de encarnar.

Eu necessito de distinguir 3 esferas básicas para compreender o processo da morte; existe a esfera material; a esfera subtil; e acima do mundo subtil a esfera ardente.

A esfera material é a que nós percepcionamos através dos 5 sentidos físicos e ela compreende o mundo físico concreto, nos seus muitos níveis: mineral denso; gasoso; líquido; etérico…

No espectro de estabilização de energia que compõe o planeta, a seguir aos níveis físicos concretos, existem os níveis subtis que compreendem o plano astral e o plano mental do planeta, o oceano de força, de emoção, de força de senciência, de sensibilidade e de força de desejo que marcam o plano astral e a esfera do pensamento, a esfera mental.

Estas duas esferas; astral; mental e uma boa parte do mundo causal, o mundo onde as leis que qualificam a vida tridimensional estão mais presentes, formam a esfera subtil.

Acima do mundo causal existe o plano espiritual, acima do plano espiritual existe o plano monádico onde se encontra o nosso espírito actualmente e acima do plano monádico existe o plano divino, tudo isto são esferas de vida (física, astral, mental, intuitiva, espiritual, monádica, divina) e nós temos expressão em todas estas esferas.

Nós não temos consciência de todas mas existimos em todas elas, o que significa que nós somos simultaneamente o vagabundo errante e o rei sábio. Nós não temos apenas um mas vários núcleos de consciência.

O eu consciente que existe abaixo do cérebro encontra-se fortemente polarizado no físico, no emocional e no mental.

Nos planos internos do teu ser começam os reinos subtis e nos reinos profundos existe a esfera ardente, o nível ardente do ser onde a vida sempre se renova ao segundo (se é que podemos falar de tempo nessas dimensões). A vida é fogo puro, ela não usa a forma nos níveis ardentes e o teu ser é este funil de consciência que se encontra apertado à medida que o indivíduo se identifica com estas esferas concretas e vai abrindo, permanece aberto respondendo às esferas ardentes.

Morrer implica eu superar os meus corpos, não apenas na esfera concreta mas também no mundo astral e no mundo mental, ou seja, o ritual sagrado de ir além da dimensão física é sempre triplo. Nós julgamos que o indivíduo já morreu quando ele saiu do corpo físico e o cordão de prata foi cortado, mas ele pode ainda não ter morrido, ele simplesmente morreu para o corpo físico mas ele precisa morrer para o corpo astral e, se ele poder, morrer para o corpo mental.

Nós adquirimos veículos quando nascemos e hoje o desencarnar para o qual nós vamos ser educados é um desencarnar que precisa de implicar a esfera física, os mundos astral e mental. Eu tenho que morrer três vezes. A morte é um processo de amor e uma imensa expansão.

Se a esfera física é a que eu percepciono através dos 5 sentidos, cada um deles tem uma contraparte no mundo subtil: visão – clarividência; audição – clariaudiência; locomoção – teletransporte (capacidade de eu me transportar a velocidades muito rápidas na esfera subtil); o tacto tem uma contraparte subtil. Toda a minha esfera de percepção é a tradução, no mundo físico, da verdadeira percepção subtil e o processo de desencarnar é o processo em que os sentidos físicos vão sendo desligados e automaticamente a sua contraparte subtil desperta de forma que, do lado de cá vemos uma pessoa a perder faculdades durante aqueles 45 minutos em que se dá o processo da morte, o observador deste lado vê uma diminuição de qualidades mas o que está a acontecer é uma ampliação imensa de qualidades.

Quando a mónada dá a ordem para que o indivíduo desencarne (nós estamos a descrever um núcleo no nosso ser que não está nesta dimensão mas és tu e é um núcleo director, profundamente yang na sua relação com a alma e a personalidade, tão yang que não convém que as pessoas façam contacto com isso sem saber o que está a acontecer, porque o poder de auto revelação e de coesão total do teu ser com esse núcleo é imenso donde que, a mónada apresenta-se a um ser raramente ao longo da vida).
Um ser que vive simplesmente uma vida de boa vontade, a mónada tem momentos em que toca a consciência desse ser, são as experiências de pico na nossa vida e só a mónada pode dar a ordem para um ser desencarnar.

Ninguém desencarna sem que a mónada tenha dado ordem excepto em situações de homicídio ou de suicídio. Mesmo em situações de homicídio especula-se entre os intuitivos que a mónada autoriza que aquilo aconteça, porque depois o homicida tem que dar uma enorme volta aí pelas leis planetárias até perceber o que é que fez. Se a mónada da vítima não permitir o desencarne a bala vai dar mil voltas dentro dele mas não atinge um órgão vital.

O que se passa num suicídio (isto é um território muito secreto e profundo da consciência individual) é que o eu consciente interferiu em leis monádicas, isto é, a esfera do eu consciente fez um acto que se substituiu à esfera ardente do teu ser e isto faz com que todo o ritual do desencarne seja profundamente comprometido, danificado. O que caracteriza o suicídio é a ausência de ritual.
O eu superior que antigamente estava identificado com o nível causal, hoje está no nível espiritual, subiu uma dimensão. Houve uma iniciação de todas as almas nos anos 80, a alma deslocava-se num nível de vibração muito próximo da mente superior e neste momento o plano anímico é o plano espiritual. Quando a mónada dá a ordem a alma começa a despoletar o processo de desligamento dos chacras.

O primeiro chacra a ser desligado é o centro raiz. No momento em que isso acontece, o ser que vai desencarnar sente um frio muito forte nas extremidades. Esse frio começa nos dedos e vai-se prolongando ao longo dos membros e todo o calor do corpo se concentra no coração e no centro do cérebro.

Este frio não é o frio comum que nós experimentamos em contacto com a atmosfera, este frio tem a ver com a retirada da vida daquelas zonas e vai-se concentrar no coração e no centro do cérebro e o indivíduo reconhece que este frio faz parte do processo.

A centelha divina avisa que o ser vai desencarnar semanas antes, senão mesmo meses. Todo o ser humano sensível tem a informação que tem X de dias antes da mónada dar a ordem final. É comum encontrar anciãos que estão perfeitamente conscientes que têm 4 dias para resolver dois assuntos.
Vamos fazer uma distinção muito grosseira: corpos densos; corpos subtis e veículos ardentes. Os corpos densos é o físico e o campo etérico nos seus níveis mais densos. Os corpos subtis são: o corpo emocional ou astral e o corpo mental. Os veículos ardentes são o próprio óvulo no qual a alma existe no plano espiritual. Esse óvulo é uma fonte de irradiação de luz branca extremamente potente.
Quando o segundo centro é desactivado o ser começa a experimentar imobilidade, ele deixa de poder mexer os pés, as pernas e os braços e o que permanece móvel são os olhos, a boca, os músculos do rosto e alguns aparelhos de sustentação de vida: os pulmões e o coração. Acontece também uma inversão astral. O ser deixa de estar tão sensível aos movimentos à volta dele.

À medida que o terceiro centro é desactivado perde-se a visão periférica, vê-se apenas num ângulo mínimo em frente aos olhos.

Quando o plexo solar é desligado dá-se um primeiro estágio de coma na qual a espinal medula começa a perder electricidade rapidamente, dá-se uma paralisia progressiva da espinal medula e toda a sensibilidade se concentra no rosto e no coração. Tu já não te podes mexer e dentro de segundos não consegues falar mais mas a sensibilidade aumenta profundamente porque cada desactivação destas, que é uma diminuição de algo nesta dimensão, é uma activação de algo na outra dimensão.
Gradualmente, todo o interesse pelo nível exterior do teu ser começa a desaparecer rapidamente, dá-se uma inversão psíquica, o teu ser psíquico deixa de estar atento ao mundo e começa a preparar-se para a morte.

É como que um movimento fetal em termos psíquicos, fechar-se sobre si próprio para escotar a voz guia que vem da alma. Deixa de haver interesse pelo que está à volta, o mundo exterior começa a ganhar uma qualidade onírica, o ambiente à volta começa a ter a mesma validade que um sonho e o ser vira-se totalmente para dentro.

Quando se fala de uma educação para o desencarnar consiste em ajudar o ser a respeitar esta sequência de procedimentos vindos dos planos internos.

Minutos antes de se dar o desencarne chegam os anjos responsáveis pelo processo. Enquanto que a alma está desligando os chacras, os anjos estão preparando o meio ambiente astral para a ligação do túnel entre as dimensões. Estes anjos ligados à vibração violeta, vêm para activar o túnel entre dimensões, significa que o plano astral vai ser superado pelo ser que morre e para isso há um conduto entre o plano astral e o plano mental superior e depois o nível ardente. Este conduto é comparável a um túnel e estes anjos já estão presentes no momento em que os chacras começam a ser desligados.

A Morte – Um Amanhecer Parte I

Vamos tentar tocar ao de leve o véu que constantemente se mantém à nossa frente em relação à morte.

Vamos aprofundar a questão da morte tal como ela é apreendida subjectivamente por nós, enquanto vivos, a forma como a morte é concebida pela nossa actual cultura e em que grau é que a relação que temos com a morte não é, em grande parte, um condicionamento cultural.

O 1º nível é uma observação genérica sobre as concepções da morte em termos individuais e colectivos.

O 2º nível irá concentrar-se no mecanismo da morte em termos ocultos, isto é, naquilo que foi possível reunir pelos observadores mais atentos e pelos intuitivos ao longo dos séculos, bem como o que tem sido transmitido de dimensões superiores da vida para o consciente da humanidade sobre este assunto.

Vamos trabalhar neste 2º nível aspectos sobre a morte, mais exactamente a sequência de etapas que o nosso ser vive naquilo a que culturalmente se chama morte.

O 3º nível foca a morte consciente, a educação do homem para a morte consciente, a vivência de todas as etapas comuns do processo de desligamento da consciência em relação à natureza que ela utiliza para se exprimir nesta dimensão, mas sobretudo a cooperação consciente do indivíduo no momento em que ele abandona esta dimensão.

A morte consciente será, no futuro, um assunto comum e cedo ou tarde começarão a surgir facilitadores do trânsito entre dimensões. É outro tipo de terapeuta, é um ser que acompanha o irmão que supera esta dimensão e está ao lado dele e que tem uma percepção profunda, tanto quanto possível, das etapas de desenlace da vida compactada que se exprimia naquele corpo de retorno à sua origem.

A formação destes facilitadores de morte consciente, no futuro, serão tão comuns quanto os facilitadores do processo inverso (médicos, parteiras) que assistem à entrada de um ser na nossa dimensão.

Um dos grandes hiatos da nossa compreensão das portas entre as dimensões – e é um aspecto que revela bem onde a nossa civilização tem dificuldade de penetrar – é que nós não temos o equivalente à parteira no momento da morte, mas estes seres vão entrar em formação em breve: devido à natureza intensa com que a história está a alcançar o seu clímax; devido à forma como as forças de convexão da história estão a levar as pessoas a fazer grandes sínteses culturais; devido à intensidade com que as disciplinas estão a ser levadas a se casar sob a pressão da própria síntese descendente, a forma como esta síntese está a transpirar à superfície dos acontecimentos humanos impondo, facilitando as mãos a darem-se, os corações a se unirem, os olhares a se encontrarem e no plano académico, as disciplinas a explorarem mais os espaços interdisciplinares de forma a que uma percepção luminosa do conhecimento possa vir ao de cima. À medida que o poder de unir actua nos níveis profundos do unive
rso, esse poder de tornar coeso, de fundir no amor a realidade planetária, à medida que esse poder emerge e a Terra definitivamente entra na sua fase alquímica mais evidente, os facilitadores do desencarne, os seres que desenvolveram a capacidade de irradiar o tipo de energia, de magnetismo e de doçura, à medida que se formam e ocupam os seus postos, vamos ter uma nova função na humanidade. Esta função é belíssima porque ela contém a antítese da angústia que a maior parte de nós associa à ideia de abandonar esta dimensão.

Uma morte inconsciente tende a produzir um nascimento inconsciente e uma morte profundamente consciente tende a produzir um renascimento profundamente consciente também. Quanto mais lúcido é o estado do ser no momento em que ele é aspirado para as dimensões superiores, menos material intermediário (astral, mental) é associado ao seu campo vibratório, e no percurso descendente mais directa é a relação entre a sua luz essencial, o seu centro de vida, de energia pura e a forma que ele está criando como suporte para se manifestar nesta dimensão.

A relação que uma civilização tem com a morte diz muito do estado dessa civilização. Quanto mais avançada, transparente, serena, amplificada for a relação que o consciente colectivo de uma civilização tem com esse momento de clivagem na nossa consciência, quanto mais profunda, limpa, serena, integrada for a relação que a cultura tem com a morte mais se percebe o quanto da verdadeira vida se exprime através dessa civilização e usar essa civilização como um instrumento de revelação.
Civilizações são instrumentos utilizados pela vida tal como os nossos corpos físicos são veículos de ascensão colectiva. Uma civilização é sempre um sistema tractor da consciência colectiva.
Quanto mais permeável à luz que emana do centro do cosmos for uma civilização, mais ela irradia luz, clareza, limpeza, percepção clara sobre a morte.

Quanto mais ampla é a visão da vida que uma civilização tem, mais tranquila, mais competente, mais sublime é a percepção que essa civilização fornece no momento de desencarnar.
Há aqui uma relação extremamente íntima entre a compreensão que uma cultura tem da vida e a leitura do mundo que essa civilização faz e a forma como ela se relaciona com o mundo. Quanto mais profundo, penetrante e vasto é o olhar daquele que conhece o mundo e da civilização em que ele se insere, mais sublime é a concepção da morte e esta curva é um pouco invariável, é directamente proporcional. Quanto mais bela é a concepção da vida mais bela é a concepção da morte.
Se observarmos a forma como os tuaregues, os lapões, os esquimós, os índios das Américas do Norte e do Sul vivem, quase que se intui a forma como eles morrem. Existe uma passagem sem descontinuidade em termos de consciência entre a forma como esses seres vivem e a forma como eles se deixam aspirar para as dimensões superiores. São aquelas culturas que mantêm vivo um fio de tradição. Tradição entendida no sentido ortodoxo de a conexão com o princípio nutriente, vital, como algo que foi recebido na fundação daquela civilização e que foi respeitado ao longo dos ciclos de desenvolvimento e amadurecimento dessa civilização.

Tradição no sentido ortodoxo é o respeito por uma semente, por um conjunto de factos ocultos que foi colocado no berço da civilização.

Todos estes povos têm uma forma de compreender o Universo que não entra em fricção com a forma com que eles se deixam levar para as dimensões superiores de vida.

Para os índios Hopi, por exemplo, a concepção de aqui inclui tudo o que eles vêem no horizonte num ângulo de 360º e a concepção de agora vai desde o bisavô ao bisneto.

Para um europeu contemporâneo aqui significa o bairro dele e agora significa um período de 45 minutos aproximadamente.
Para um norte americano aqui é o quarto onde ele está e agora são aqueles 5 minutos. Isto significa que o foco da consciência foi perdendo raio, foi-se fechando e as pessoas ficaram extremamente eficazes em extensões de espaço e de tempo muitíssimo curtas. A eficácia não se discute, o pragmatismo está lá.

Este europeu e este americano são extremamente eficazes no aqui e agora a que se propõem mas se alguém for assassinado na rua, do ponto de vista do americano não foi no aqui dele, ou seja, a consciência dele, que avança por segmentos, não inclui o que está fora dessa concepção de aqui e agora, houve uma miopia da consciência.

Enquanto que nos povos tradicionais a concepção de aqui e agora é vasta, articulada e sempre dependente de uma concepção pelo menos mística e mágica da realidade, actualmente, no homem contemporâneo a nossa concepção de aqui e agora mirrou até ficar do tamanho de um alfinete, ele vive como se não fosse morrer porque o agora dele são aqueles 5 minutos.

Há aqui uma equação da consciência que os sistemas directores da nossa civilização deixaram escapar e isso é a capacidade de expandir o aqui e agora para além do momento que ele vive, tanto para o passado como para o futuro. Isto significa que um ser que vive no estado amplificado de consciência, como os esquimós por exemplo, ou os índios dos planaltos centrais da Colômbia, quando um ser vive neste estado amplificado de consciência, ele sempre actua consciente de que a morte está presente, entrelaçada, conectada com o processo de vida. Isto significa que os actos dele são saturados de uma reverência e compreensão da fragilidade de estar nesta dimensão.

É interessante observar que ainda há alguns anos atrás morria-se em casa e o corpo não era imediatamente escondido. Mesmo no ocidente a família participava do processo de levar o corpo do sítio de onde ele tinha sido desactivado para o sítio onde ele iria ser entregue aos reservatórios de matéria planetários (cemitério). Havia uma relação mais quente com o processo de morte, da mesma forma que se nascia em casa morria-se em casa.

Os jovens, as crianças, tinham uma assimilação directa do facto morte. 80% das pessoas são traccionadas para as dimensões superiores em instituições de saúde, asilos e casas de repouso. Surgiram estes “especialistas” em tratar de cadáveres de forma que a família não tenha que se ocupar daquele aspecto, então nós pagamos para sermos colocados a uma distância confortável deste facto absolutamente essencial que é o cadáver. Nós evitamos a assimilação telepática e a proximidade com o ser que está superando esta dimensão. A forma como os mass-média tratam a morte contribui para isto.

A morte geralmente é apresentada como um episódio violento, isto é, a morte natural ninguém sabe muito bem o que é, tirando, obviamente, técnicos de saúde e pessoas que já têm intimidade com esse processo.

Este vácuo que existe entre o consciente da humanidade e a morte (presença de um cadáver) esta distância é equivalente à distância que nós temos em relação à nossa própria essência. A nossa incapacidade de ficar serenos, em compaixão perante a morte, da nossa própria dificuldade de comunicação connosco mesmos em níveis profundos. Há uma incomunicação interna essencial entre o eu consciente e os seus níveis psíquicos, a parte da alma que se liga a esta dimensão, há uma ruptura dos canais, e no momento em que a lei cósmica nos mostra claramente o que é forma e o que é conteúdo, nós não somos capazes de separar, porque não temos o hábito de ir ao encontro do nosso próprio conteúdo, vivemos no nível da forma e então, naquele momento, aquele corpo é tudo o que restou da pessoa que desencarnou.

Uma vasta parte do nosso córtex está envenenado com a ideia de morte. Nós construímos a nossa arquitectura de micro flashes luminosos que compõem as funções cerebrais e só a ideia de morte é dos pensamentos mais venenosos que o nosso cérebro tem de suportar toda a vida porque ela é, simplesmente, falsa.

A forma como a morte é assimilada na nossa cultura, transmitida, cultivada e por mais cosmética espiritual que seja colocada em torno do facto, em termos de compromisso do ser para com aquilo que ele considera real, nós ainda estamos no nível da aparência e, neste sentido, todo o trabalho de formação destes futuros facilitadores da transição entre dimensões começaria primeiro por um compromisso de amor entre a consciência tridimensional e o seu centro irradiante.

A capacidade de casar mundos está na base da eliminação do medo e da morte.

Portugal: Sol Interno


E, a Sua chegada obedece a uma estratégia Cósmica de elevação integral de mundos. Ele vem para libertar o coeficiente da sua própria consciência, que se encontra prisioneiro. E o coeficiente da sua própria consciência que se encontra prisioneiro, somos nós! E, Aquele que vem, é o prolongamento Cósmico Superior de ti mesmo!


Começa a estar aberto o Portal da continuidade de Consciência neste Planeta. Ou seja, o grande diafragma na nossa Consciência Colectiva Superior, onde o indivíduo se apercebe como o prolongamento da Fonte. Não apenas como ser criado, mas também como co-criador com a Fonte.

E isso que se prepara para descer, no Planeta Inteiro, é a própria Existência Cósmica Superior da Humanidade. É a própria respiração Cósmica, Livre, Alegre - no sentido Cósmico, da Humanidade.

E esse Raio, essa concentração do Divino, já está atravessando a atmosfera. Isto significa que, tal como nos tem sido ensinado, a Energia Crística, a Consciência Cósmica Superior, vem por dentro, como nós vamos ver.

Mas simultaneamente, independentemente do facto de cada um de vocês ser uma Pedra Viva, da ancoragem do Cristo, dessa Energia Cósmica Superior na Terra, independentemente de cada um de vocês ser uma pedra d’Isso, esse Raio satura, simultaneamente, a atmosfera. Como se a atmosfera pudesse ser percebida como um banco de informação, uma matriz carregada de informação.
E até agora, de uma maneira geral, a informação que tem saturado este planeta é uma informação velha, desactualizada, arcaica.

E esta ancoragem, progressiva, d’Aquele que vem, remove a velha vibração, a velha frequência em todo o planeta e instala um novo Raio. Uma Nova Presença. Uma Nova Realidade. A origem deste Raio, potentíssimo, de Amor e de hiper Lucidez, de uma combinação impensável de Poder, Amor e uma precisão Lúcida, este Raio tem origem além do nosso sistema, além das estrelas mais próximas... Ele poderia ser descrito como o Raio de tracção de toda a Galáxia!

E este planeta, como vocês sabem, tem estado sobre uma profunda quarentena. A opção colectiva, antiga, desta humanidade, em combinação com todo um jogo de forças, que começou a ganhar consistência no fim da Atlântida, esta combinação de factores, esta conjuntura, fez com que a Vida se retirasse da Terra. Porque “Vida” não é, obviamente, matéria animada! Isso é prana, é vitalidade... Vida não é um corpo, cujo coração bate e o sangue circula. Isso não é considerado Vida, do ponto de vista Cósmico! Vida não é percepção, nem é experiência, nem é a experiência vital. Vida é tu saberes, tu experimentares o que está além de qualquer explicação. De qualquer forma. De qualquer suporte. Vida é este Leite Divino, que é vertido sobre o nosso ser, constantemente. Ou melhor: que poderia ser vertido sobre o nosso ser, constantemente.

E, estar Vivo, aos olhos da Lei Cósmica Superior, implica, simplesmente, o Ser pulsar a sua consciência, além de qualquer suporte que ele utilize. Significa o Ser pulsar a sua consciência, além do imediato. Estar Vivo significa saber, por osmose, por união, a quem nós pertencemos. Isso significa beber disto, desta realidade, pela taça do coração. Estar Vivo é beber da taça do coração. Abaixo desta taça, nós podemos falar de semi-vida, de para-vida, de quase-vida, de pro-vida... Mas, estar VIVO, do ponto de vista Cósmico Superior, é beber desta Taça, é beber deste Leite, é comungar deste Pacto com o Divino. Todo irradiante!

E, depois da quarentena a que o planeta foi remetido, a consciência colectiva entrou numa distorção específica, numa fractura... e como Vida não é apenas um poema metafísco... Vida é incandescência! Vida é Paixão Cósmica, Supraplanetária, Livre! Vida é essa pulsação UNA do Universo com o Divino e do Divino com o Universo. Como isto a que se chama Vida é demasiado potente para poder ser filtrado por uma consciência distorcida, os Irmãos recolheram a Vida. A Vida foi escondida de nós. A Vida foi guardada. Ficámos com a vitalidade. Mas não com a Vida!

E, quando as pessoas terminarem a etapa, legitima, de curiosidade sobre o esoterismo clássico, que estuda os sete Raios, tu sabes que terminaste esse estudo, porque chegas a uma percepção pura, directa, do sétimo Raio. Que é a União, a Síntese de todos os outros. Que é fusão de todos os outros. Quando um ser consegue saborear este sétimo Raio, de Síntese, ele começa a estar preparado para começar a receber os cinco Raios Superiores. Ao todo, formam doze. E são os outros cinco, que são Vida! Os sete conhecidos até agora, são uma preparação para a Vida. São uma preparação do Cálice. São um burilar do Cálice. São preparatórios. Mas Vida, é o que é transportado por aquilo a que Jesus chamava Vida Mais Abundante: Os cinco níveis de Energia que são menos conhecidos na nossa dimensão. E esses níveis têm estado guardados, filtrados.

E, à medida que o planeta se encontra, também ele, com a sua própria Realidade Profunda, ele pode receber Vida. Ele pode receber o Plano Original. Ele pode receber o que esteve sempre guardado.

Isto é apenas uma introdução, obviamente, ao que nós, hoje, podemos aprofundar.

No teu Interior, nos últimos anos, tem vindo a ser preparado um ninho, tem vindo a ser preparado um receptáculo, uma câmara.

E todos vocês se aperceberam disso, no momento em que algo, além do psíquico, além do mental, algo num nível muito profundo se agitou dentro de vocês: Esta experiência de reconhecer uma estrela, uma micro estrela, vibrando dentro de nós; esta experiência de ser vivido pela Energia Cósmica, de repente. Isto é: de não estar mais em busca de nada. De não estar mais sedento de nada, que venha de fora. De superar o nível dialéctico, dispersivo da informação.

E esta experiência de ser vivido por dentro, de estar a ser vivido, demonstra, para nós, o quão secreto, o quão vasto, o quão terno e meticuloso, é o trabalho do Ser Maior dentro de nós, e o trabalho da Hierarquia Espiritual dentro de nós.

Esta realização de ser pulsado, de ser vivido, de ser habitado por uma Energia Superior, demonstra o trabalho de escavar dentro de nós, no âmago do nosso próprio ser, um porto de chegada. Um ancorador. Um ponto de união com o Raio que se está a aproximar da Terra. Antigamente, nós chamávamos a esse Raio, Cristo. Ou O Cristo. E hoje, que estamos, eventualmente, (quem estiver...), a viver uma Síntese da Cultura Planetária e a tornar-se pós-planetário, isto é, a começar a olhar para o Cosmos, e ver a Terra a partir do Cosmos. Começar a Ver a Terra com os olhos do Cosmos. A ver a Terra como um verdadeiro peregrino entre dimensões. E ver o Planeta de uma forma muito clara, como quem está de passagem. Sem comprimir este planeta com uma expectativa demasiado grande, em termos de experiência. Aquele ser que sabe, que está passando por aqui: Esta é a experiência Terra. Depois seguem-se outras. Esta capacidade de ver o planeta de fora para dentro, do Cosmos para a Terra, é trazida por esse Raio, à medida que Ele se vai instalando no nosso interior.

E o trabalho, que esse Centro está a fazer em nós, é dissipar tudo o que não pertence à Vibração que Ele vem instalar. A primeira fase, que essa Energia produz, é uma Limpeza. Uma Purificação. À medida que Ele se vai alojando no interior das pessoas, à medida que tu vais sendo possuído por essa Energia Central, tu tens os olhos, o olhar, transformado. Tu sabes que a coisa está a acontecer, porque tu não consegues mais, ver só o ser que tens à tua frente. Tu Vês sempre a Sua Luz!

Este Raio era antigamente chamado o segundo Raio – o Raio do Amor-Sabedoria, e vem do Centro Galáctico, vem lá de cima mesmo, do centro da Galáxia. E agora, a humanidade está curando a sua distorção (independentemente da distorção à superfície aumentar), mas a humanidade, em nível profundo, está curando a sua distorção, e então, essa voltagem pode ser derramada de uma forma bem mais directa.

Vocês estão a ser preparados para receber Fogo, no interior de vocês.

Vocês estão a ser preparados para receber uma permanência do Divino. Não uma visita. Não um toque. Não uma experiência. A experiência, a visita, o toque, fazem parte do que passou.

Agora, como nós temos insistido nestes trabalhos, a própria Presença veio para se instalar permanentemente em nós. E um dos sintomas, um dos sintomas desse amplexo energético, que está descendo sobre a humanidade como um todo, é que o indivíduo não consegue mais, apenas ver o outro, como uma constelação psíco-afectiva. Ou como um jogo bioquímico. Ou como um ser psicológico. Ele não consegue mais. Por mais que ele tente, ele não consegue. Isto é, ele vê o outro e, simultaneamente, Vê, com os olhos internos, a Luz dele. E esta realização da Luz no outro, é o Cristo descendo em nós. É essa Vida, que vem curar a ferida, em que a humanidade se transformou. E quando isso se instala, tu Vês a Luz do outro. Tu Vês o outro a partir de fora; como se estivesses a bordo de um vaso orbital, no qual o que conta, é o grau Luz que já irradia através de cada um de nós. Isso é que conta para os Irmãos do Espaço. Para os Irmãos que se estão a preparar para ajudar o Planeta. O que conta, é a Luz que se irradia de nós!

Essa visão, essa realização, está a bater à porta e vai romper. Um dia, tu chegas ao teu local de trabalho e não consegues ver mais ninguém. E não é nenhum encandeamento místico, nem é nenhum fenómeno esquizóide. Tu não vês mais ninguém. Tu apenas vês Luz, exprimindo-se biologicamente. Exprimindo-se através de um envelope de tipo homo-sapiens. E isto é um passo à nossa frente! Basta que o indivíduo aceite Aquilo, que está a chegar dentro dele. Basta que nós - e isto é um ponto fulcral para os próximos tempos – nos coliguemos através de uma imensa permissão, através de uma vasta permissão, que é a realidade, que nós mais temos que trabalhar hoje; é só necessário que o indivíduo se coligue com o que ele já está a receber. Que ele se coligue com a Luz que ele é.

Hoje, com a saturação da vinda da Luz, tu precisas de uma espiritualidade de permissão. Isto é, de uma espiritualidade que se limita a abrir a porta, e a não saber mais nada, senão que quer abrir essa porta. E que trabalha para abrir a porta. E abre. Esta capacidade de abrir a nossa porta íntima ao Raio Cósmico, que está a criar um denominador comum belíssimo, na humanidade inteira, que são os indivíduos que estão abrindo a porta. Eles entram num denominador comum. Aquilo a que se chamaria o Avatar Grupal. Esta capacidade de abrir a porta e receber é o ponto. E este é um trabalho de permissão. Um trabalho de perca de si. Um trabalho de perca de si. Não de perca de identidade, nem de substituição dele por uma coisa qualquer inventada fora dele. É um trabalho de perca de si.

Nós estamos em plena floração. Há uns anos atrás, nós éramos pétalas fechadas sobre si próprias. E, quando tu te encontras abatido, se é o caso, pede ao teu Eu Superior para mostrar a Rosa do teu coração. Para mostrar o compasso de abertura em que se encontra o teu Ser Psíquico. Em que se encontra a força da Alma, abrindo-se nas trevas da velha história, tal como Ela se encontra saturada no nosso código genético antigo. Pede isto! Pede para ver a abertura da Flor! Pede para veres-te a ti mesmo como o Pai te Vê! Pede este olhar! Pede a lavagem do antigo olhar e pede este dom! Pede o dom de te veres como o Outro te Vê! E aceita. Aceita essa travessia que a Energia Pura, vinda dos níveis superiores de consciência está realizando em nós. Como nós temos dito, torna-te plástico ao ponto de que, cada traço que a Energia produza dentro de ti, não seja apagado. Não seja dissipado.

Este Raio, como nós temos dito, está preparando doze pontos no planeta, que são os doze principais ancoradores da sua Energia. Isto é, esta Energia Superior, ao mesmo tempo que se prepara, num grau, para beijar, para sobrevoar, para transformar toda a humanidade, Ela começa por doze epicentros em todo o planeta. Isto é, o Cristo, ao chegar à atmosfera, porque vocês não esperam que venha um Ser, uma Mónada... não é assim... O que vem é o próprio Divino, sob a forma de um Raio! O que é um Raio? É uma Mónada que liga planos entre si. Um Raio é o próprio Uno, projectando-se para fora do seio da transcendência e cavalgando ao longo dos planos, até ancorar na dimensão onde Ele pretende actuar. Um Raio é isto. É uma acção dinâmica, pura, do Divino. Não é uma ideia. Não é uma identidade. Não é um ser, no sentido comum. Um Raio é uma ejecção do Divino. E é tremendamente dinâmico.

E este Factor, esta nova Presença do Divino na Terra, que teve que se recolher, porque a lente da consciência colectiva não permitia a sua presença, (Ele teve que se recolher e retornar em grande parte...) deixou uns fios, como nós temos visto. As escolas de Mistério são pequeninos fios que ele deixou. Mas o Divino não existe para escolas de Mistério! O Divino existe para a transformação planetária! Para a tracção do Planeta até à Luz!

E este Factor, este Raio, ao se aproximar da Terra, Ele sofre uma defracção em doze Energias. Nem sequer sabemos se são exactamente os doze Raios como um todo. Ele sofre uma defracção em doze pontos. E essas Energias estão preparando Embaixadas! Quando as pessoas dizem, “Vamos fazer um centro Espiritual em Portugal!” Não se faz Centro Espiritual em Portugal! Portugal é um Centro Espiritual! Do Norte ao Sul!

E este povo não resolve o seu problema de identidade, este povo não ganha clareza, enquanto funcionar apenas como uma entidade sócio-política! Enquanto o diálogo entre os seres estiver no nível reivindicatório! No nível entre classes, no nível... eu não sei!... Nem vamos entrar por aí. A situação, nesta zona do mundo, resolve-se quando as pessoas baixarem os brinquedos, pousarem os brinquedos e mergulharem realmente na bacia Psíquica, na bacia da Alma desta região!... E, aí, Portugal é um Sol! Deixa de ser uma Lua, que é o que ele tem sido, e passa a ser um Sol! Isto é, Portugal é Lua, no plano físico, no plano emocional, no plano mental, no plano intuitivo... ele é Lua nisto tudo. Portugal é Sol no plano Espiritual! É aí que se encontra o Vórtice Irradiador! Por mais que eu invente nos outros níveis, não funciona. Porque, não foi para isso, que a Engenharia Planetária gerou esta região e gerou este país.

Esta zona foi gerada para irradiar a partir do Espiritual! Do Espiritual para baixo, Portugal é passivo. Do causal para cima, no plano Espiritual, existe um Sol, que faz ressonância com o grande Sol do Peru, do lago Titicaca, na Bolívia. Há um Sol colocado nos planos profundos deste país e que funciona como um cone e que abrange, no primeiro nível de acção, toda a região central de Portugal. Toda a região central está dentro desse Coração, desse Íman, desse Magneto! E depois, por camadas sucessivas de acção, cada vez mais indirecta, até ao extremo Norte e ao extremo Sul, incluindo uma boa parte do Atlântico. O ser lúcido, que está trabalhando nesta zona do mundo, tem como serviço, unir-se à parte dele que está nessa quinta dimensão, ao seu Espírito, à sua Energia Pura! Sem nome. Sem forma. Sem embalagem. Sem título. Sem currículo. Sem workshop. Sem… É com a Energia Pura que ele tem que fazer o contacto!

Espelhar a vida(Templo Esfera)

Como tem sido aprofundado, a etapa na qual os nossos instrutores, à escala global, se ocupavam da transmissão de uma nova informação, a etapa em que a informação era o fulcro da instrução, essa etapa, como nós temos aprofundado, ela terminou.

Isto significa, que a informação que possa ser veiculada para o planeta, daqui para a frente, ela casa com a vibração do ser. Ela casa com o estado de um ser. Sempre foi assim. Num certo sentido, toda a informação contém a sua contraparte labiríntica. E, toda a informação Espiritual sempre contém essas duas partes: o nível cristalino e, simultaneamente, o seu próprio sistema de defesa, que é, para dizê-lo de alguma forma, labiríntico. E, até hoje, sempre funcionou assim. A informação chegava a um ser e, o que o ser já tinha feito com a informação de que ele dispunha até àquele momento - e isso deveria ser uma transformação, uma transmutação do conhecimento em Sabedoria, através da vida, através da prática... - e, sempre que a Nova Informação chegava à Aura de um ser, verificava o grau em que o ser vivia a informação de que já dispunha. E, se o ser, realmente, estivesse transformando informação em Sabedoria, então, eram-lhe despidos os véus que a própria informação traz. Porque, toda a informação Espiritual, tanto desvela como ainda vela mais; tanto amplia (a mesma informação), tanto amplia a Luz, como a protege. Depende do que o ser já frutificou da semente anterior.

E, sempre que a informação chegava a um ser, ela passava por uma filtragem: e, ou se tornava opaca, seca, composta de conceitos para o mental, ou revelava o seu poder libertador e o seu poder transformador.

E isso, que sempre foi verdade, a partir da etapa em que nós nos encontramos, torna-se crítico. Torna-se agudo. A forma como o conhecimento foi transmitido a vocês, até hoje, e a forma como a informação chegava até vocês, até todos nós, essa fórmula não é mais aplicável ao grupo de serviço planetário. E vai ser transferida, em larga escala, para a Humanidade como um todo. Isto significa, que aquilo que, até agora, tem chegado a vocês, há décadas, e o trabalho que vocês têm feito há décadas, vai passar a ser o método que a Hierarquia usará, nos próximos dez anos, em toda a Humanidade. E vocês mudam de método. A Lei da Hierarquia afirma, que toda a consciência ocupa um patamar. E, que a consciência não respira Luz, se não Servir para baixo e se não Amar para cima. Se não se Abrir para cima. Esta Lei da Hierarquia afirma, que a nossa consciência é como um coração: Ela tem uma pulsação, uma respiração. Nada de novo.

E esta consciência, ela precisa de se abrir, para receber e, depois, processar e emitir para os níveis de consciência, que precisam de receber a TUA Consciência! Isto significa, que tu és um elo. Em termos estruturais, tu és um elo! És um irmão! Irmão significa estar exactamente no ponto, que a Luz designou para ti! E ver o outro, sempre no ponto que a Luz designou para ele! Irmão é este estado, este estado de irmandade... Irmão é este estado, em que tu vês a Eternidade no Outro! Tu vês o Outro na Eternidade! E constróis a partir daí. E irmão significa, também, ocupar um Posto na grande corrente do mundo, na Grande Corrente, na Grande Máquina Mundo. Nas Grandes Pétalas Mundo. Ocupar um Posto nessa Arquitectura Planetária!

E, quando um elo assume a tensão que lhe é devida, isto é, quando ele recebe o que deve receber e, quando ele transmite o que deve transmitir, sem alimentar nenhuma opinião mental sobre isso, sem alimentar nenhum argumento sobre isto, quando um ser assume o seu posto, os mundos evoluem, a grande tracção galáctica acontece e o orvalho da Luz chega às terras mais ressequidas! E esta TRANSMISSÃO é a VIDA em TI!...

Donde que, gradualmente, o ciclo do patamar de consciência ao qual tu pertences, se cumpriu.

No patamar de consciência, em que nós temos estado, não há mais nada para fazer!... Este patamar de consciência, esta atitude de ter abertura e interesse por uma influência Espiritual, esta boa-vontade para com a Luz, esta obediência ao que vem de Cima, num grau, num certo grau, esta abertura, isto já não serve para nada! Este estado que tu ocupas, agora tem que ser deixado livre para a Humanidade inteira ocupar! Esta combinação entre boa-vontade, burguesia e espiritualismo, não é mais o ponto, não é mais o teu trabalho! Já está bem! Já está feito! Estes seres que foram convocados, que transmitam a Luz que eles devem transmitir!! E a cadeira que tu ocupas, não te pertence mais!... Essa cadeira, que tu estiveste preparando durante décadas, essa cadeira que tu estiveste preparando, na qual hoje te sentas e na qual te encontras estável, não te pertence mais!... Esse posto é para toda a Humanidade agora! Tu tens que sair daí!! Porque, se tu continuas aí, tu estagnas, tornas esclerótica a Seiva Divina na Terra! Neste momento, continuar a querer coisas Espirituais, continuar com ideias sobre assiduidade ou não assiduidade Espiritual, continuar a cumprir ritmos que combinam vida burguesa, vida familiar, com vida Espiritual... Isto não serve para nada, hoje!... Tentar calibrar a coisa humana com a coisa não humana, a Inspiração que vem do Alto com a nossa própria onda, isto não ancora mais Luz!! Isto é o trabalho, de milhões e milhões de seres, a partir de agora!... Não o teu! O teu é outro! É o elo seguinte, é o Novo Patamar Energético! É uma outra coisa! E, se tu não sais daí, a Humanidade não pode ocupar o lugar onde tu estás!... Porque tu és um elo entre a Escola Terrestre Profunda e a Humanidade de superfície! A Humanidade como um todo. Tu estás nesse ponto intermédio. Mas este equilíbrio de Forças, e estes Patamares de Consciência, já cumpriram a sua função.

Os Irmãos, neste momento, estão Energizando, estão Vitalizando, estão Transmitindo um Impulso, para que os servidores subam todos um degrau. De forma que, a Humanidade inteira possa ir para o sítio, onde vocês estão neste momento sentados. Porque, sem o translado maciço da consciência dos servidores, do nível da boa-vontade para o nível do Fogo, não é possível abrir a porta. Vocês são a Chave! Vocês são a Chave!

As Leis Cósmicas não permitem uma intervenção directa sobre a Terra, enquanto a Chave dos Dez Justos não for virada. Não for rodada. Agora, um indivíduo tem que saber, onde é que ele pára neste contexto... isto porque, se o indivíduo ainda está a pensar, se ele é um justo ou um injusto, ou se este assunto é para ele ou se é só para uns eleitos, então ele está des-sintonizado... Tu só és exposto à vibração que te corresponde!...

Então, este posto, que o ser ocupa há décadas e há várias vidas, das quais os últimos meses para alguns e os últimos anos para outros são só uma recapitulação, isto é, um trazer ao de cima aquilo que já tinha sido construído em vidas anteriores, e a emergência dessa Luz aprisionada, que vocês acumularam em vidas anteriores e, os últimos anos para alguns e meses para outros têm sido o abrir a comporta do Plano Causal. Que é onde se encontram todos os Actos Luminosos que vocês fizeram, desde que se separaram do reino animal. É um vasto Oceano de Luz, que paira sobre as vossas cabeças e que é um bateria intensíssima, fulgurante, que contém todos os pequenos actos, todas as micro ternuras, todos os micro momentos de Luz, que vocês permitiram vibrar, da harpa do vosso ser. Sempre que isso foi permitido, isso acumulou-se, algures, num plano de consciência. No Plano Causal. E está aí, há muitas vidas. São os chamados Tesouros no Céu.

E esta etapa, em que vocês têm estado, também tem sido uma etapa de tomar consciência desse nível Causal, onde existe o acúmulo de Luz no vosso ser. E tornar-se sensível, permeável, a esse acúmulo de Luz. Mas esta fase, na qual o indivíduo ocupava um posto de boa-vontade, que era quase sempre um híbrido cultural, entre a vida de superfície e a civilização à qual ele pertence e coisas que ele percebia internamente... esta fase do híbrido, terminou! Nós precisamos sair daí! Precisamos de deixar o lugar que ocupamos, vago, para a Humanidade inteira ocupar a partir de agora! Esse lugar é estimulado pela transmissão de informação. O posto que vocês ocupam. O posto que nós ocupamos, como um todo. Até hoje, tem sido estimulado pela transmissão de informação. E a informação, a etapa da informação terminou também. Para os servidores encarnados. A grande informação Espiritual, hoje, vai ser conduzida para a Humanidade como um todo. E, essa etapa corresponde à transmissão da Lei e da Luz, à Humanidade como um todo. Numa linguagem actual. Este é o momento, em que a Humanidade, como um todo, vai acordar para a transmissão popular do conhecimento. (Nós vamos entrar numa etapa de espiritualismo pop...) Com todas as grandes oportunidades que isso implica e com todos os problemas que isso implica.

O servidor, hoje, necessita de dar um salto em consciência e assumir a etapa seguinte. E deixar de se impressionar com a mutação planetária! Isto é muito importante! A etapa de informação está terminada. E todo o indivíduo, que se move em função da informação, vai fazer par com o despertar colectivo da Humanidade! Se a nossa motivação é a informação que colhemos, o indivíduo vai fazer par, vai-se alinhar, com a massa que está em despertar sincronizado. E vai bem. Mas não é o trabalho, hoje!... O trabalho, hoje, não é cuidar da informação que chega até ti!... É cuidar onde a informação cai. É cuidar do receptáculo onde a informação vibra!... Já não se trata da guitarra, mas da acústica!

E este translado, esta mutação sincronizada de todos os servidores, tem de acontecer, de forma a que se crie um Vácuo Invocador, para a Humanidade inteira aspirar a ocupar o lugar que nós, agora, ocupamos. Ou que ocupamos há décadas. E, como se disse, ele precisa de ser deixado completamente livre.

Na proporção em que o conhecimento e a informação Espiritual se vai tornando mainstream, se vai tornado um conhecimento comum, a Hierarquia necessita do SER-ESPELHO. E este estado, este estado Espelho, é o estado que está à nossa frente para assumir.

Até agora, nós temos combinado a vida exterior com um bocadinho da vida interior. Digamos, 70% de vida exterior e 30% de vida interior. Quando são 30%! Se o servidor, se mantém nesta equação, ele sufoca!... E tu sabes, que estás a ser chamado, pelo grau de sufoco em que te encontras! Não pelo grau de iluminação em que te encontras! Pelo grau de sufoco em que o indivíduo se encontra!... Porque, para mudar de elo, para mudar de patamar, o indivíduo tem que sufocar no patamar em que estava! E, o patamar em que ele vivia, tem que desertificar! Ele tem que sentir, que o patamar em que ele estava com as suas rosas, e os seus cisnes, e os seus cristais de quartzo, tudo isso.. ele tem que começar a sufocar, dentro do templo que ele próprio construiu! E, quando vocês sufocam dentro do templo que vocês próprios construíram, vocês começam a mudar de dimensão! Vocês começam a entrar em contacto com os motores Hierárquicos! Com as Turbinas de translado de consciência! Mas para isso, o indivíduo tem que sufocar, onde antes se sentia bem! Ele tem que não encontrar oxigénio, onde antes era um oásis, para ele! Estes nossos altares com o Mestre Morya e com o Saint Germain, e com as velinhas, e com o incenso, e com os sininhos, e com os CD, e com os cânticos... Isto tem que ir tudo pelos ares!... Porque isto já se transformou num demónio (com as aspas que vocês quiserem...) já se transformou num demónio, impedindo a tua progressão!! Acabou o Tempo!!! Vocês estão entrando na terceira fase. Do ouvir, do ver, do sentir, do tocar, do calar.

Vocês estão a entrar noutra fase do Mistério! E, a distância entre os núcleos de consciência: eu do lado de cá do Altar e o meu guru do lado de lá do Altar, esta etapa terminou! Por isso o Altar terminou! O Altar, agora, é a vida, o pão com manteiga!... Isto é que é o Altar! Isto é que é o Novo Sétimo Raio! Vocês não acham, que o 7º Raio vem por aí abaixo para conviver com o antigo 7º Raio do ritual!... Ele vem para começar a colocar o Divino no QUOTIDIANO!... Essa é que é a acção de Saint Germain, hoje!

À medida que o ser se funde com o seu Fogo Interior, (nós já vamos ver alguns aspectos sobre isso), ele deixa o lugar vago. Muitas vezes, justamente o ser que estava ao teu lado, na família, na profissão, no teu ambiente, o ser que estava ao teu lado, não pôde assumir o ponto para o qual tu estavas a chamá-lo, verbalmente e militantemente, justamente porque tu estavas a chamá-lo verbalmente e militantemente! E a verbalização e a militância eram yang ! E essa atitude yang, no posto onde o outro tem que entrar, não lhe permite entrar! Vocês percebem? Tu estás a ocupar a cadeira para onde ele deveria ir! Esta militância e esta verbalização yang da coisa, não ajuda o outro a ocupar a cadeira!...

E, o que as pessoas estão a observar, é que hoje, hoje, (se calhar há três anos não era assim), mas, hoje, com o descenso dos Cinco Raios Secretos, dos Cinco Raios Cósmicos, dos Novos Raios, que com os outros sete formam os doze Raios deste Sistema Solar, hoje, com essa descida de Radiação mais potente, quando um indivíduo se silencia, quando um indivíduo se interioriza, quando ele se torna Energia e não discurso acerca de Energia, quando ele se torna Energia, o outro, em pouco tempo, senta-se no lugar para onde tu o estavas a chamar, há anos. Ou seja, tu vais entrando na gruta da Iniciação e o teu irmão vai-se aproximando da porta. A Lei garante isto! A lei da Hierarquia!

E, se o teu irmão, lá em casa, não dá o passo, - porque isso é uma situação que as pessoas falam muitas vezes: é do impasse familiar; em que um faz o trabalho e os outros não. Mas, se o irmão não dá o passo, provavelmente, tu também não estás a dar!... Porque, tu estás ali, num ponto, onde o outro consegue conviver contigo. É quando o outro, não conseguir mais conviver contigo, que ele dá o passo. É quando o grau de Fogo for de outro nível, é que ele dá o passo!

Nós entrámos numa etapa de activação da qualidade de Espelho, da qualidade de Reflexão, em nós. Nós estamos a entrar numa etapa, em que o ser, é convidado a Espelhar uma Realidade Superior.

Em níveis Altos da Consciência Planetária, existe uma Civilização que não tem forma. Ela ainda não encarnou na Substância Planetária. Nesses níveis mais Altos, existe toda uma Arquitectura de Luz, que tem como centro, aquilo que nós vamos estudar hoje, com o nome, O Templo da Esfera. Essa Civilização é a Nova Terra. Ela encontra-se nos níveis Superiores da Terra, neste momento. Nos níveis de ultra-estabilidade vibratória. Nos níveis em que a Terra, de alguma forma, é Permanência. Ela encontra-se, aí, estacionada - essa Super Civilização. Uma Super Terra!...

À medida que as soluções tridimensionais se esgotam, isto é, à medida que as soluções económicas, estatísticas, políticas, mentais, clínicas - à medida que as soluções científicas se esgotam - à medida que o homem aprende que a realidade não é isso, e à medida que os recursos do conhecimento instituído chegam ao fim, a humanidade vai entrar num estado de pasmo com a sua ignorância! Ainda vai demorar um bocadinho, mas são só.... mais cinco minutos! Até a humanidade ficar completamente paralisada pela sua profunda ignorância! E, quando a Humanidade, tal como um indivíduo, quando a Humanidade sente essa profunda ignorância, então ela é discípulo! Antes disso, ela não é discípulo. Só quando ela sente a profunda ignorância, a inarticulação, quando a Humanidade sente, que a sua cartografia, que os seus mapas não correspondem à realidade, quando se dá esta desmontagem dos edifícios do conhecimento e a Humanidade fica nua, perante os mistérios do Universo! Outra vez! Mas desta vez, num estado sintético. Não num estado primitivo, supersticioso. Que também é um estado de nudez perante o universo. Não. Num estado sintético, pós-histórico.

E como nós temos visto, a história está toda estudada para produzir um colapso, agora. Para produzir uma espécie de entropia acelerada, agora. E, à medida que isso acontece e vastos sectores da espécie em que tu vives começam a regressar ao espanto fundamental, então a humanidade pode receber alguma coisa! Esta atitude, esta postura de espanto e de abertura em relação ao Mistério do Universo, é uma Invocação. É um chamado à Sabedoria Pura. À Revelação. A constatação dessa Ignorância Sagrada, (não estamos a falar de qualquer ignorância, estamos a falar de um estado Sagrado de Ignorância), a constatação dessa Ignorância Sagrada cria uma postura colectiva que permite Revelações. E, a humanidade está a conseguir, lentamente, chegar a essa ignorância. A essa postura.

E na proporção que este estado de Invocação se desenvolve, este grupo de 144.000 elos, que se encontram distribuídos pelo planeta inteiro, vários milhares por vários países, estes 144.000 elos serão deslocados para um ângulo muito específico: que é o ângulo Espelho. Eles são deslocados para um ângulo, no qual a Nova Civilização descendente começa a usar a Aura deles, para se Espelhar para a consciência colectiva. Isto não diz respeito ao maravilhoso mundo das informações espirituais!...Isto diz respeito, à captação no Secreto, no Silêncio, no Sagrado. Três coisas que nós, praticamente, nada sabemos: Secreto, Silêncio e Sagrado. Isto diz respeito à captação no Secreto, no Silêncio, no Sagrado, da vibração da Energia, toda descendente, da Nova Terra! Dessa Super Terra, que se encontra nos planos Superiores e está a começar a descer.

E, a postura destes operadores, destes seres, consiste em chegar a uma condição de extrema precisão vibratória. Quase todo, para não dizer todo, quase todo o pensamento que acontece quando nós estamos distraídos, não serve para este trabalho! Todo o sentimento que acontece porque o indivíduo está desalinhado, e não é pouco - sentimento - não serve para este trabalho! O problema que está à nossa frente, para que tu possas sair do nível da boa-vontade, é uma fidelidade milimétrica, a uma vibração extremamente potente, que vem de uma civilização secreta, lá, que os Mestres criaram e que se prepara para encarnar. E trata-se de a pessoa sentir a dor, de não canalizar a Nova Civilização. Ele tem que ter consciência da dor. Isto é, quando ele trai o seu propósito profundo, isto tem que chegar à dor! Porque ainda não está chegando à dor! Está chegando ao “lá me distraí eu outra vez!” Ainda vai aqui: “passei um dia desconcentrado!...” Isto tem que chegar ao ponto, de a pessoa se sentir completamente anulada, perder o sentido da vida, se não está canalizando, cirurgicamente, essa Nova Frequência!

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