Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Saturday, December 10, 2011

A partir de Agosto.Boom de Autenticidade.Grupos de Evolução


Em Agosto deste ano começa o ciclo da revelação direta sobre a Humanidade e termina o ciclo de revelação indireta. Até agora tem existido uma cortina que separa o consciente, que é composto por toda a Humanidade, e o super consciente deste planeta que é composto pelas nossas realidades internas e pela Hierarquia da Terra. 

A partir de Agosto, inicia-se o ciclo em que terminam as etapas de ouvir, ver e entra-se na etapa de tocar. A realidade interna deste planeta, a partir de Agosto, passa para uma etapa em que toca, falando em termos ocultos, a realidade exterior. Por isso os Irmãos têm vindo a recolher na maior parte de nós, as visões, as clariaudiências, as percepções intuitivas e os processos de instrução interna direta, porque a partir de Agosto, o processo torna-se direto. Sempre que existe uma visão, uma percepção subtil, uma intuição, está a acontecer um transporte entre uma realidade de um nível e uma realidade de outro nível através dos filmes etéricos que fazem a passagem, e isso corresponde às etapas de instrução por visão, por audição, não no sentido apenas da clariaudiência e da clarividência, mas mais profundo ainda, que é a capacidade de quem, com o equivalente subtil desses sentidos, reconhece o som sem som, a supra cor, a super presença, essa etapa em que certos éteres eram utilizados para intermediar a aproximação do fogo cósmico à Terra, termina em Agosto e começa a etapa do toque, o que significa que a relação com a Terra, enquanto projecto cósmico, passa a ser uma relação de experiência, de calor e de total e sólida participação nessa realidade. 

A fé que é um mecanismo de delegação entre dimensões, irá ser cada vez menos necessária, porque os espaços entre essas dimensões vão começar a tocar-se, e o transporte do fogo será de tal forma intenso, que a experiência humana é uma experiência de divisão entre os que estão vivendo o processo ascendente da Terra, os que estão ainda observando e os que estão ainda consumindo e vivendo o processo superficial comum. 

A divisão vai-se dar por desfasamento energético para além de toda a linguagem e para além de todos os protocolos aurículos, cármicos e simpáticos. A partir de Agosto dá-se a fundação na Humanidade da Hierarquia. Isto significa que o contingente da Humanidade encarnada que tem estado mantendo acesa, custe o que custar (com os pés banhados no sangue do seu próprio coração, para usar a expressão do Mestre Tibetano), a tocha da consciência supra física, estes seres serão, completa e definitivamente fundidos na aura hierárquica. 

O poder do verbo, do sol interior, desses 12 ambientes da separação espiritual que são os Ashams, destas agências cósmicas da Terra, irá aumentar vertiginosamente após esse mês. A Hierarquia a partir deste ano sobe um patamar, efetivamente. Parte da hierarquia que até agora tem estado ligada ao planeta Terra, abandona a Terra e segue para planetas superiores, ou para sistemas não físicos ou não subtis de evolução, e de entre os seres encarnados, está previsto o seguinte: todos os aspirantes terão acesso ao convívio com um discípulo firme; uma parte desses aspirantes torna-se efetivamente discípulo, isto é, o elemento vacilação, curiosidade, experimentação, vamos a ver o que isto dá, é definitivamente expulso das suas auras e o 1º Raio da filiação ao núcleo emerge e implanta-se definitivamente nas consciências destes seres. Isto é o problema dos aspirantes; os discípulos estão passando, em meses, por processos iniciáticos em massa, o que significa que aqueles que agora são discípulos, irão receber a primeira iniciação, os que têm a 1ª iniciação irão receber a 2ª ou 3ª iniciação, os que têm a 2ª iniciação, irão, em grande parte, fundar ou manifestar novas expressões, novos epicentros de serviço, isto é, adquirem a 3ª iniciação e com a 3ª iniciação, um dos problemas é que o discípulo não se consegue manter equilibrado no plano material da 3ª iniciação, se não prestar imediatamente o serviço em torno dele, faz parte do processo. 

Toda a Hierarquia da Terra translada-se um patamar. Cada um de vós tem de manter a tocha acesa em função de portais deste tipo, é muito importante a forma como cada um destes seres está passando este portal. De facto a Terra, enquanto uma massa psíquica, entra em intercepção efetiva com o campo psíquico da estrela local do Sol e transporte do fogo através de véus, termina rapidamente e muitos seres humanos irão ter a erupção espontânea do amor divino. 

O tempo que temos neste momento é o de alinhar os corpos 24 h/dia, de manter a sua vida emocional consciente de um amor maior, de manter a sua vida física consciente de uma super matéria ainda desconhecida na Terra mas em formação, de manter a sua vida mental consciente da grande mente que sustenta todas as frotas, todos os comércios mentais da Terra, estar oceanicamente ativo e alinhado de forma que aqueles que podem preparar um campo de vibração simpático ao choque térmico do tipo de fogo que se prepara para descer, possam fazê-lo em serviço. 

Muitos de nós irão sentir uma necessidade muito forte de durante esse mês, organizar com aqueles que estão mais diretamente ligados com eles, etapas de retiro, de silêncio, de oração grupal e períodos de recolhimento. 

O tipo de esteira em que a Terra desliza neste momento, pede àqueles seres que são parte da Hierarquia, não mais continuem visualizando-se a si mesmos como ligados à Terra. Quando se fala em elemento terra, ancorar, estar na Terra, não tem nada a ver com a terra psicológica que as pessoas julgam. O “estar na Terra sem ser da Terra” é a Terra como projecto cósmico, como grande escola de estabilização dos elementos, é o mistério do quadrado que guarda o processo de ancoragem e não esta contínua filiação a elementais mais pesados e a forças mais densas que dão às pessoas a sensação de pertencer ou de estar na Terra, o que é apenas uma sugestão neural, uma sugestão dos sentidos. Ninguém está na Terra. O que está na Terra é o nosso corpo de astronauta, esta organização de ácidos nucleicos, tudo o mais busca o céu, o deleite da comunhão com o Divino. Então o que é que é estar na Terra? Obviamente que o nosso corpo físico também busca uma super matéria e uma experiência de suspensão do envelhecimento celular, até que alguma coisa aconteça com o corpo físico em sub raças posteriores a esta. 

É pedido que estes seres entrem ritmicamente em ativação das suas memórias pré natais. Existe uma zona no córtex que contém estável a memória pré natal, não quem tu eras nas vidas anteriores, mas quem tu és, sem vidas anteriores, e nem com vidas anteriores, é quem tu és quando não pertences à encarnação física, aquilo que é o teu templo interior e onde são processadas as sínteses e as fusões de conhecimento de encarnação em encarnação. Ali existe uma memória e nessa memória estão os registos de consciência que cada um de nós se comprometeu a altivar do lado de cá do véu de Maia. 

Não é só ser atraído para baixo, tem um método, um ritmo, uma forma de vir a estar aqui, uma forma de encarnar, tem uma metodologia de adquirir encarnação, e a maior parte dos seres que têm estado em preparação acelerada neste planeta nos últimos 50 anos, são seres que estão filiados a conselhos, eles trazem ao longo da sua coluna vertebral uma responsabilidade hierárquica, têm programado para se ativarem em momentos chave do planeta, é pedido que eles ativem, invertam o circuito da memória do passado e comecem a praticar a memória do futuro e a memória da vida pré natal, antes de adquirir a encarnação presente. Eles trazem um compromisso perante a sua mónada e perante os conselhos do cosmos em manter acesa a chama da consciência, do serviço, da doação integral ao plano divino. Num certo nível de vibração cada um de nós é um processador de voltagem, é um nódulo da consciência do Cristo, um estabilizador de campo responsável por acontecimentos cruciais neste planeta. Vocês são asas e coração. A ativação desta memória tem uma facilitação ao longo do mês de Agosto. Certas injeções de luz irão ser aceleradas e potencializadas durante esse mês, e muitos irão ter consciência do seu compromisso cósmico, não uma consciência por decalque moral, isto é, quando nós temos consciência que o bem deve ser provavelmente para cima e o mal deve ser provavelmente para baixo, não, trata-se da experiência, na consciência, de um diálogo consigo mesmo e de um diálogo com um Mestre ou um representante de um conselho que lhes passou o estímulo e a bateria equivalente ao compromisso assumido. 

Cada um de nós antes de encarnar avaliou o estado vibratório como um todo, a oportunidade que a encarnação oferecia e avaliou o problema planetário, e perante isso, determinou para si uma meta que pode ser a 1ª, 2ª, 3ª e, em raros casos, eventualmente, a 4ª iniciações. 

Após a assunção deste compromisso, o outro lado da Hierarquia passou-te um potencial de vibração, de capacidade de auto superação que se encontra adormecido dentro de nós. Esse potencial, essa força, essa energia de quebra gelos existe em nós e ela é diretamente proporcional ao tipo de compromisso que nós assumimos perante os Irmãos. 

A partir de Agosto, à medida que a Terra entra em intercepção com a frequência solar, começam os translados em massa de seres que não podem suportar a vibração da Terra, isto é, começa o retirar do planeta de grandes quantidades de seres humanos, eventualmente dos planos astral e mental e de planos límbicos, que não têm mais condições de continuar encarnados ou ligados a este planeta. Assim como esses seres contêm dentro deles um potencial de violência, a luz que precisa de se instalar neste planeta é sentida por eles como uma violência, como uma invasão, então, o Universo, na sua misericórdia, leva-os até à órbita que lhes corresponde. 

Enquanto este drenar da Humanidade, que não tem um padrão vibratório da nova Terra, começa em massa, é necessário que estes seres que têm mantido essa tocha acesa, sem saberem até muito bem como, nem porquê, encontrem o seu ponto. O facto é o término do período de oscilação, de vacilação, de coragem intelectual e de necessidade de ingerir grandes quantidades de informação heterogênea, o indivíduo começa a ter a experiência de uma comutação do princípio residente. O princípio residente em nós, até agora, tem sido o fruto de uma civilização, de uma cultura. O novo princípio residente é uma entidade estelar que vai descer e que vem polida, brilhando, não é preciso fazer nada, ela simplesmente encaixa, entra e comuta o princípio residente, isto é, preparemo-nos para sermos neo habitados por um outro ser. É um caso de possessão colectiva, só que desta vez é a pomba que os profetas viam descer sobre a humanidade possível. Então, esse processo de descida da pomba começa em Agosto, efetivamente, com destruição, inclusive, de camadas etéricas e com o aninhar-se das faculdades aladas, de nascido do céu, e não nascido da Terra, respectivamente, no centro da cabeça, no centro do coração com triangulação com as mãos. A vibração residente está presente no centro oculto da cabeça, no centro do coração, o tal coração cósmico que temos vindo a estudar, não o coração psíquico que corresponde ao chacra cardíaco, e obviamente nem o físico, mas esta zona de hiper resposta ao governo central do Universo que se situa ligeiramente à direita do centro do peito, aí o princípio residente começa a fazer-se sentir. A característica de comutação desse princípio residente, é a ausência de vacilação perante o caminho. Vocês sabem que é por ali porque não há alternativa em termos de conhecimento direto. Termina, portanto, a etapa do conhecimento indireto. Começa a ser drenada, anulada, adormecida, aquietada, a etapa dos instrutores passando informação fria, as pessoas vão começar a afastar-se dos espaços teóricos e o mantra da mudança de milênio é: “Eu preciso de actuar”.

Friday, November 4, 2011

Suprema Reverência(Neves Eternas)


O grau em que todos nós nos encontramos, o próximo limiar a que um indivíduo possa tocar e ser tocado, tem a ver com o desenvolvimento dentro de si de uma espada de fogo, de um convector da sua energia psíquica, de forma que ele possa atravessar a região sagrada, a região das muitas verdades. Porque para um ser que ama a limpidez, todas as regiões e patamares são sagrados, no entanto, a maior parte de nós está mais ou menos estabilizado numa zona (plano intuitivo) onde existem muitas verdades com milhares de nuances, com milhares de configurações.

A maior parte de nós encontra-se, há anos, nesse nível intuitivo. É uma zona válida e fascinante, no entanto, a integração de um ser à sua hierarquia (que acontece em várias fases) e a comunhão entre o coração, a consciência profunda e o foco director da sua hierarquia, esta conexão faz-se através da criação de uma espada de luz, de um concentrado que atrai, que alinha, que axializa toda a energia psíquica de um ser que se encontra investida em muitas verdades possíveis e há um momento em que este ser, que é tocado por correntes crísticas, necessita de mudar de plano, necessita de se transladar interiormente para outra esfera e a única forma de um ser sair de um foco intuitivo superior (nível causal) para um foco espiritual (nível de fogo vivo) é reunir o melhor de si, com a mais pura vibração que ele encontrar, de uma forma progressiva, articulada, mas encontrar o eixo, a linha onde as muitas verdades dentro de nós, o bom, são superadas para se poder chegar ao sublime.

Para mudar de plano o ser necessita de concentrar a sua energia psíquica num eixo de aspiração, num querer cumprir-se na sua vocação de ser, num concentrar toda a sua energia na sua vocação de infinitude e desaburguesar-se espiritualmente. É o indivíduo concentrar a sua energia psíquica como uma espada, de forma que essa energia, em sincronia com os seus guardiões do fogo sagrado, ligue o sistema energético que está latente em nós, que é vida, e que é vivo, de forma que passe de uma promessa a um movimento, a uma acção.

O campo etérico, que é informação viva, tem 7 níveis de frequência e cada nível reflecte um plano da criação. As duas camadas mais profundas do teu corpo etérico, o corpo gemátrico, são os reflectores do nível divino e do nível do EU SOU. Elas fazem um processo reflector entre o nível do EU SOU e a vida na forma. Esses planos mais profundos do corpo etérico estão desligados. A ligação entre os teus níveis superiores e o corpo gemátrico que está por detrás do corpo etérico à espera de acordar, esse nível de sustentação da existência na forma, contém os protocolos da Ascensão, desde a ampola de luz branca intenssíssima na base da coluna vertebral capaz de transformar pó em luz (que é a própria presença da Mãe divina. Essa estrutura etérica, profunda, uma vez revelado o seu segredo, um raio de luz parte da base da coluna para cada célula do teu corpo. Para que essa ampola se quebre é necessário que a própria pineal já tenha recebido a descida do fogo do Universo.

Para que se dê continuidade de consciência entre o que acontece abaixo do cérebro e o que acontece acima do cérebro e para que sejam feitas as ligações é fundamental o indivíduo decidir-se por reunir as suas forças num centro, para deste centro fazer uma espada. Esta espada é um sistema termo-acústico que contém as contrapartes internas do calor e as contrapartes internas do som. São os níveis internos, secretos, daquilo a que aqui em baixo temos como símbolo o calor e o som. Entre o nosso sistema energético criado para uma apreensão do mundo e a Vida, há um salto imenso. É um abismo.

Nós, do ponto de vista da evolução superior, estamos enterrados debaixo da terra. Isto a que aqui em baixo chamamos Ascensão, do ponto de vista cósmico, é só o nascimento. Do ponto de vista das consciências superiores, nós somos sementes lançadas à terra. Quando se fala em Ressurreição, isto é, quando o ser se desliga do físico cósmico e aquilo que para nós é uma ascensão, do ponto de vista cósmico é o nascimento do ser, até então ele é um embrião.

Parece longe, não é? Parece que nunca vamos lá chegar. Claro, porque o indivíduo está a ver isso com os olhos psicológicos com os quais se auto avalia ao nível de: se é capaz de conduzir bem um automóvel, uma empresa ou uma família.

Existe um chamado para o ser que Sabe, aquele ser que, apesar de toda a sua ignorância, apesar de todos os seus limites, acontece dentro dele o milagre de ele Saber e, paradoxalmente, quanto mais ele se abandona nas terras do não saber, quando ele finalmente chega à ignorância, que é uma coisa extremamente difícil de alcançar, dá-se então o milagre glosiológico de que nada sabendo, ELE VÊ.

Neste contexto, todo o nosso trabalho é um trabalho cuidadoso de nós nos calibrarmos para dentro da ignorância.

Nós conseguirmos chegar a este lago interno onde somos banhados pelo orvalho do silêncio e, uma vez banhados pelo orvalho do silêncio, e essa ignorância secreta se apropriar da nossa psique profunda, dá-se uma pacificação. Quando o indivíduo compreende que aquilo que ele tem de saber é-lhe devido pelo Cosmos, que aquelas pedras sobre a superfície do rio que ele tem que pisar, é competência do Universo, de Michael, da Ordem de Melchizedeque, quando sabe que, se o coração dele está no sítio certo, as pedras se materializam e que o que ele tem que ver e realizar e os corpos de conhecimento que ele tem que contactar são-lhe devidos, o Universo deve àquele que é puro de coração todos os tesouros – é uma lei.

Quando um ser se estabiliza nesta majestade interior, nesta segurança de que, pela pacificação do coração, pela purificação do ser, todas as portas até Orion estão abertas.

Entre a consciência de um ser e a descida do fogo que se aninha na pineal e no coração, existe o equivalente a camadas de material impermeabilizante que são configurações electromagnéticas, alietórias, criadas pelos irmãos que optaram por transformar a Terra e outros planetas num feudo. Esses seres criaram um ruído no campo electromagnético planetário até ao nível das nossas sinapses (disparos de luz que são ou não permitidos entre as células nervosas do nosso cérebro). A matriz de controle vai a este detalhe e isto gera como que um impermeabilizador entre a consciência cerebral e o ser que nós somos. O que impede a ligação é o material que está num certo nível do plano etérico que forma uma ampola em torno dos nossos crânios e que tem uma relação activa/retroactiva com o nosso pensamento e com o que nós nos permitimos.

Dentro de uma certa frequência de consciência, tu estás fortalecendo esse campo isolador e as intuições podem ser maculadas ou brilhantes em função desse campo.

O coração tem uma porta que só se abre por dentro e para que esse sacrário do Homem se abra é necessário que a consciência exterior atinja uma vibração exactamente igual à chama trina.

O facto de os pássaros se aproximarem de Francisco de Assis é só um símbolo no mundo concreto, do facto de ele ter penetrado no seu próprio coração e ter mudado o campo vibratório em função disso.

Nós andamos em torno deste lugar sagrado dentro de nós e, às vezes, há um pequeno toque, mas para que eu possa ser um habitante do meu coração, eu preciso de desenvolver uma auto reverência profunda, ou seja, eu necessito de me levar a sério.

Um dos grandes obstáculos a essa penetração no sacrário é que o indivíduo, lá no fundo, não se leva a sério, ele não acredita que ele é o que ele sabe que ele é. É um conflito entre fés: entre uma fé indígena que diz que ele é fogo vivo e uma contra fé baseada num residual biográfico dele que o puxa constantemente para a identificação com o seu passado.

A espada de luz que temos que sintetizar dentro de nós tem no seu punho o próprio coração humano, e depois, a lâmina estende-se do coração ao Ajna e à pineal, e a ponta penetra no 8º ou mesmo no 9º chacra. É só encontrar esta espada dentro de nós. O coração é uma jóia que o divino encastrou no Homem.

O coração é Paz, Vida e também Amor.

Existe uma membrana que está no nível mais alto do plano intuitivo que só se abre para o nível espiritual puro quando tu vais dizer o nome da cidade sagrada (Shamballa), mordes os lábios e dizes para o teu coração: “nem isto eu sei!”. É a Suprema Reverência. É aquilo a que a igreja católica chama “a Unidade do Espírito Santo”.

É preciso encontrar esta vibração. A mesma membrana que existe nos nossos níveis internos (entre o alto nível do intuitivo e o nível do fogo sagrado) existe na passagem da humanidade da superfície da Terra para os mundos intraterrenos. Essa membrana não há como atravessá-la senão no estado de Suprema Reverência.

Thursday, October 6, 2011

O Despertar do Guerreiro Sagrado VI


O nosso principal problema enquanto guerreiros em formação, consiste aparentemente, em gerar um núcleo de sinceridade central absoluta.

O estado de um guerreiro carmim implica o trabalho de trazer para o centro os elementais que compõem os nossos corpos, toda a força centrífuga da nossa personalidade. Quando um ser se aproxima da formação do guerreiro sagrado, ele passa de centrífuga a centrípeta pela força da tracção do sinceridade do ser. Daí que a primeira condição deste tipo de ser, é a sinceridade maciça, à qual a consciência do Ocidente gosta de chamar o Cristo em nós. O primeiro contacto com o Cristo em nós é uma sinceridade que não admite contaminação, as periferias do teu ser não vão perceber nada do que está a acontecer, mas eu sei que no centro está a ser fermentada a luz dessa sinceridade central absoluta.

Estás completamente livre de estabelecer protocolos artificiais com os outros e com o mundo, se assumiste que este é o primeiro problema, é com isto que tu precisas de te enfrentar. Se eu estou trabalhando este estado, se estou exigindo de mim próprio esta sinceridade no centro, eu estou a fazer o trabalho do mundo, estou a fazer o trabalho da civilização, eu estou desperto na Terra.

Este estado zômbio desta figura contemporânea que nós vemos nas ruas de um lado para o outro, é porque ele é muito sincero para com os seus próprios desejos, para com as suas próprias circunvalações mentais. Esta força, esta esfera psíquica de desejo que envolve os seres humanos e os liga compulsivamente ao exterior, na condição guerreira ela é invertida, é transformada no desejo puro do ser. E quando o desejo é transformado nesta aspiração, não existe uma transmutação gradual do desejo ao centro do ser em aspiração, é-te pedido para manter a aspiração no mais alto de ti que for humanamente possível.

Neste momento, o desejo foi aumentado na humanidade até ao ponto em que ele se torna psicologicamente desagregador. Isto é uma benção que os Mestres nos fizeram, eles aumentaram o desejo, a energia investida em cada minuto decuplicou nos últimos dez anos, donde que, o desejo está incurralado entre um querer que não tem limites e a sua reversão, a sua transformação em aspiração. Sem o desejo não há aspiração, a aspiração é a transformação do desejo em querer ir além do que nós somos.

Tudo o que nós desejámos desde o início era uma escola que nos ensinava que nós não somos completos e que a nossa incomplitude tem uma resposta. Quando nós não estamos preparados para receber a resposta, nós íamos funcionando por níveis: físicos, emocionais, mentais, e agora chegou ao limite para que os seres humanos tenham estrutura no seu carma, na sua vida, para transformar o desejo em aspiração, e a aspiração é a flor da sinceridade.

Tu entras no conduto que conduz à formação dos guerreiros, quando a sinceridade no centro da consciência se transformou numa esfera hermética incorruptível. Nós estamos aqui a lidar com o problema dos Mestres que consiste em transformar a humanidade inteira numa entidade responsável e livre de todo o obscurantismo da história, livre de todo o passado. Se um indivíduo não é sincero, ele não pode ser tornado livre porque ele não ía utilizar o poder que desce para os seus próprios fins.

Na insinceridade para com o nosso ser interno (nós não estamos num ponto em que possamos falar de ignorância, nós não somos seres ignorantes o suficiente para dispensarmos a iniciação e a sinceridade), a etapa confortável da ignorância, terminou. Se eu fizer um esforço eu posso indutar a minha consciência até ficar quase ignorante outra vez, mas o germe do Mestre que já foi plantado em mim, não vou poder eliminá-lo. Esse germe, esse grão dourado no centro da consciência, exige uma postura.

Esta atitude de a consciência exterior aceitar que entrou num processo de sacralização, de sintonia axial com as lentes de aumento da energia cósmica com as quais a Terra está ligada, (Andes peruanos, Himalaias, Sol, Sírios, Centro da Galáxia, nós temos uma série de lentes que canalizam a energia nova para a Terra) estão a fazer descer sobre este planeta frequências e realidades que não confirmam em nada o passado, que não auxiliam o passado a sobreviver, que exterminam as forças que se mantêm escondidas.

A sinceridade é a condição básica do guerreiro. A sinceridade de ti para contigo mesmo na câmara oculta da tua consciência. Existe um núcleo no centro da nossa consciência tridimensional, de vigília, na parte do nosso ser cósmico que conseguiu atravessar o limite cerebral, e instalar-se na superfície da função neurológica. Essa parte vive o que lhe apetece até que o ser, no centro, além de tudo, diz: “Muito bem, agora o ciclo das experiências terminou, tu precisas de controlar o centro”.

Estar centrado, significa estar equidistante até mesmo dos nossos próprios desejos, significa olhar para a nossa natureza, como se olhasse-mos para a natureza de qualquer outro ser, significa desapaixonarmo-nos de nós mesmos para começarmos a amar-nos.

A História está a entrar em colapso, os processos dialécticos têm muito pouco para dar ainda ao Mundo. Se é o capital ou se é o estado centralizado ou se é uma economia de mercado livre ou uma economia planeada que vão dar de comer a um indivíduo que está a morrer de fome, esta questão dialéctica terminou, o que há é grandes quantidades de bens materiais acima do Equador e grandes quantidades de carências abaixo do Equador. Então, vem a lei e diz: “Tens dois cobertores, dás um cobertor ao teu irmão e ficas com um cobertor”. Ponto final. É aqui o fulcro da consciência que a transformação precisa de acontecer. Isto é o próximo paradigma económico. A próxima economia chama-se, amar insondavelmente.

O próximo paradigma económico acontece, quando cada vez mais seres humanos se sentirem completamente miseráveis com a sua acumulação de bens materiais, enquanto o planeta tem setenta por cento da população em pobreza profunda.

O coração vai-se transformar numa equação económica. Diariamente o nosso ser interno põe-nos situações muito específicas à frente para testar o grau de conexão que nós temos com ele.

Quando se diz que a história vai entrar em colapso, é porque o método que a história utiliza que é de choques entre opostos já produziu os seus frutos. Choques entre oposto foi uma coisa fantástica para o século onze, no final do século vinte, há um terceiro vértice que está a chegar para harmonizar os opostos, esse vértice no homem exprime-se através do coração. Tem a ver com a inauguração no centro do nosso ser de uma luz. No momento em que a sinceridade central emerge de um Cristo que dá o primeiro toque da sua presença dentro de ti, tu és um ser com a primeira iniciação. A primeira iniciação acontece, quando a consciência central é admitida no seio da sinceridade. O Cristo vai chegar através de cinco biliões de raios solares que vão encarnar em cada ser humano - Esta é a segunda vinda do Cristo.

Era possível que ele descesse num corpo físico no Canadá ou em África, o perigo, é que ele ia convexionar num ponto aquilo que é a tarefa da Humanidade, de criar um amplexo de consciência aquariana, e, assim, ficava a Humanidade à volta de um ponto.

A técnica que está a ser usada pela Hierarquia, é uma aproximação da chama crística, em graus, ao centro do nosso ser. O processo é lento para que a consciência tenha tempo de se ir adaptando, de ir percebendo o que lhe está a acontecer. Tu está a ser transformado num Cristo, isto significa que os nossos corpos vão ter as suas energias substituídas.

O que é que é um corpo astral? Onde o antigo fogo da humanidade, que é regido pelo aspecto fricção, acção, movimento, desejo, foi sendo drenado gradualmente, para fora, e os Irmãos fizeram entrar no teu corpo astral energia vinda da estrela mais próxima do planeta, não calor, esperemos, mas, uma frequência de gnose que uma estrela representa. Isto chama-se - segunda iniciação.

O nosso trabalho, hoje, é estar simultaneamente consciente da Terra e de que nós somos um ser celeste, aqui. A consciência é um campo que se desenvolve a partir de um centro para a periferia e vai assimilando em graus cada vez mais profundos, a realidade em torno dela. Então, o que é que está no centro da tua cons ciência? Se nós pusermos lá um eu, estamos a fazer existencialismo, agora, se nós pusermos um Eu, já fica mais interessante. Isto é terceira iniciação.

Na primeira iniciação o ser trabalha a sua sinceridade, a sua dedicação, a sua consciência de sacralização, a sua conexão axial, até que essa sinceridade irrompa em luz e nesse momento o Cristo, a consciência cósmica central, nasce em ti e tu não consegues apagá-lo mais em nenhum momento da tua existência - guerreiro carmim.

Nós temos aspiração pelo Mestre, não apego. Se nós temos apego por coisas, como é que o Mestre espiritual vai destruir a imagem tosca e de 6º Raio velho que tu tens dentro de ti acerca dele?

Portugal está a passar por um Boom exotérico, o que vai acontecer é que as pessoas vão tirar a Santa Maria para pôr o Mestre Morya e a relação é a mesma, e nós temos que criar uma rampa de descolagem da nossa consciência, e o resgate é na zona límpida, contemporânea, avançada, elíptica. É outra energia!

As pessoas pedem coisas aos mestres, isto é tudo para ser queimado, isto é exactamente a casa onde o Senhor não pode descer. O nosso problema é muito subtil, porque nós já não somos ignorantes, nós queremos informação e visitas interiores, e estas visitas, a doçura, a ternura, a força, a amplitude, a coragem, a nobreza deste ser que chega dentro de nós e diz: “por favor, eu quero fundir-me em ti”.

Se calhar astrologicamente ele só se vai fundir quando tiveres quarenta ou cinquenta anos, mas o ponto é que eu preciso de trabalhar a casa, de me ver livre de tudo o que não corresponde a essa chegada. Este é um ver livre que corresponde à conquista do Sol sobre a Lua.

Tu sabes que aconteceu a primeira iniciação porque um dia tu levantas-te da cama, abres os olhos e dizes: "Não sou o mesmo!" e ao mesmo tempo todos aqueles assunto que podiam enganchar-te por baixo, não engancham.

Na primeira iniciação, os seres humanos são levados frente a mananciais de fogo estelar que estão residentes na Terra, (pequeninas porções de Sol foram trazidas para a Terra e escondidas no interior de montanhas em templos secretos) esses fogos estão lá e se a tua hipófise ou o correspondente no corpo astral e no cérebro de luz, for tocado com um percentual de luz desse fogo, acontece a primeira iniciação, no sentido em que há uma relação entre as glândulas que produzem uma nova vibração ao nível da caixa craniana e a partir desse momento, o Cristo pode descer um grau, ancorar, e não se vai mais embora. Acabou o homem comum.

Na segunda iniciação, eles tiram toda a matéria do corpo astral em graus - a vibração do corpo astral muda completamente - de repente, a paz instala-se totalmente naquele ser - guerreiro azul.

Na terceira iniciação, toda a consciência é impregnada com aquilo que estava no ser.

Nos três casos são colocados três níveis de sinceridade diferentes. Em todos os casos, sinceridade é vitória.

Consciencializar, significa, antes de fazer qualquer movimento interno de entrega, eu ter uma clareza mental muito alta àcerca do núcleo ao qual eu me vou entregar. Eu preciso de sentir esse núcleo.

Thursday, September 29, 2011

O Vinho e a Árvore da Vida

O ser apercebe-se que a parte mais preciosa dele mesmo, o próprio vinho da vida, de alguma forma, lhe é negado. O ser apercebe-se de que algo absolutamente crucial lhe escapa entre os dedos, e se ele tem a lucidez necessária, ele olha para o seu círculo de existência e é como se ele visse as migalhas dele próprio, como se o vinho cósmico que ele é, não conseguisse chegar aos seus próprios lábios e há esta imensa ambiguidade psicológica de um ser sentir que é muito, e simultaneamente, não conseguir beber directamente da fonte.

À medida que o pó se vai acumulando sobre os teus sapatos, vais criando uma enorme nostalgia de ti mesmo, uma saudade aguda de um olhar tão transparente que não há nome sobre a Terra capaz de o definir.

Ele vai caminhando e o pó do caminho vai-se acumulando sobre ele. Ele lembra-se desse olhar, dessa impecável cristalinidade inconsciente no qual o real se reflecte nele sem distorção. A realidade interior ou exterior estavam tão justapostas, que a imagem da cidade sagrada que está impressa no nosso coração, a imagem da cidade dourada e o próprio mundo à sua volta, devido à incrível cristalinidade do seu olhar, estavam justapostos.

A saudade de uma consciência telescopicamente poderosa, tanto na compreensão do que está em cima como na compaixão e no amor do que está em baixo. Ele lembra-se esses tempos, desse estado de consciência, do vinho que ele precisava para ele mesmo e que o coração era como uma ferida, uma vindima e uma fonte. Era uma vindima plena e uma fonte clara, cristalina. Nesses dias ele sabia porque Sabia.

Desde o âmago da consciência onde habita a pulsação do sagrado, no secreto, no silêncio, até aos vestígios de pólen nas suas impressões digitais, tudo estava saturado do mesmo vinho, tudo estava saturado da mesma loucura santificada. Existia um contínuo, um feixe neural de luz entre a experiência de ser e a de existir. Ser e existir estavam em paralelo, em fase. Isto é algo que tu sabes.

O centro psíquico de um ser, a zona onde nem os anjos nem os demónios podem entrar, a zona no ser humano que até os anjos reverenciam, esse sacrário em nós pulsa constantemente gerando uma curva na consciência, levando-a a refluir para dentro do cálice buscando embriagá-la com o vinho do ser, o êxtase que reside no centro do cálice.

Por mais que este pássaro colorido da nossa consciência busque visitar todas as Amazónias, o elástico crístico do coração, constantemente, o traz de retorno a casa. A força atractora do íman dentro de ti, a cada viagem, te traz de novo a casa.

Estamos embriagados de nós mesmos e não damos por isso. Este coração, antes de ser amor no sentido projectivo da palavra, ele é êxtase. Eu necessito de encontrar o alinhamento, o aprumo, a rectificação, a paixão e a poesia energética capaz de destravar o gatilho do cobre do nosso próprio coração.

Este ser busca embriagar-se de si mesmo. Cada ser busca deixar de estar contido numa câmara oculta e permitir que o líquido mágico se espalhe por toda a sua psique. Cada ser é um sol, uma embriaguez, uma ciência e também um destino.

Estamos neste processo de descobrir, gradualmente, o que é que significa magnetismo cósmico. À medida que o trabalho espiritual se aprofunda, ele passa do nível da informação partilhada para o chamamento ao desvelar desse magnetismo.

Um grupo espiritual, a partir de um certo momento, ejecta-se a si próprio da fase da informação e entra na fase da revelação.

A revelação está relacionada com a transformação de cada ser num contentor do bem e do mal, do passado e do futuro, do consciente e do inconsciente, a transformação de um ser numa ampola capaz de aceitar o problema do mundo. Nós já compreendemos algumas fases desse problema: que temos uma tarefa; que fomos amorosamente deslocados para uma zona exótica da alma grupal da humanidade e ocupamos a situação de pioneiros; que somos multidimensionais; que não começamos nem terminamos.

A fase em que este trabalho vai entrar é a de revelação do ser magnético em cada um de nós. Eles vão retirar-nos do nível da informação e vão colocar-nos no nível da experiência directa da dor do mundo, do problema planetário, ou seja, o mundo vai ser colocado nas tuas mãos por holograma.

A única forma de um ser lidar com esta “pomba” é encontrar a forma do seu vinho correr. As forças que compõem a arquitectura da Terra, neste momento, são tão dialécticas, tão claras, tão definitivamente antagónicas entre si, que nós vamos precisar de um nível novo de magnetismo e de energia. Eles vão colocar o nosso coração em ligação directa com o íman cósmico, o chacra cardíaco de Alfa/Ômega.

Um ser magnético é um ser que reúne a maior parte da sua constelação psíquica em torno do coração. Talvez se possa continuar a chamar a isto Amor.

A amor tem um elemento mágico encantatório de concentração, foco, alinhamento, auto penetração no nosso próprio centro magnético. No entanto a nossa capacidade primeira é a de aprender a nos embriagarmos com a nossa própria ciência, mas esta é a embriaguez dos sábios.

O portal que liga a humanidade de superfície aos mundos internos, especificamente ao reino sacerdotal de Liz é, numa primeira fase, um portal magnético. Os nossos Irmãos dos universos paralelos, representam, em termos psicológicos, uma alta concentração em torno do íman no centro do ser. Há muitas gerações eles aprenderam a beber de si mesmos, a encontrar o caminho para a sua própria vinha, eles aprenderam a colher as suas próprias uvas, a pisá-las e a beber o elixir do coração.

Dizem-nos que, para que um ambiente espiritual possa ser tocado pelos mundos internos, necessita de um grau de vibração magnético ou de filiação ao íman cósmico.

O primeiro sinal de que estás a entrar em ressonância com esse atractor, é que observas uma grande parte da tua actividade interior centrar-se, à espera – como um caminhante no fim de uma grande jornada, como um místico que sente que alguém lhe acendeu a vela e no entanto ele vive sozinho –, em torno do seu próprio coração. O nível de irradiação do íman tem de aumentar.

Há 3 grandes escolas: a escola da ignorância da qual o indivíduo só sai quando tem consciência da sua ignorância, porque se ele não tem essa consciência não pode passar para a escola que vem a seguir; a escola preparatória e depois a escola avançada.

Estes 3 grandes degraus são portais entre a consciência da humanidade e o eixo crístico universal.

A consciência da humanidade está mergulhada na escola da ignorância, e está certo.

A consciência ascensa dos 200 Mestres da Hierarquia são o final daquilo a que se pode chamar escola avançada.

O Egipto representava a escola avançada, a Grécia a escola preparatória. O continente indiano representava a escola preparatória e o Tibete a escola avançada.

A consciência é levada por um labirinto até estar completamente cheia de sede. Se ela não chega à condição de uma sede aguda, não encontra a saída do labirinto. O indivíduo não sai do labirinto enquanto não é atingido por uma sede que o toma por inteiro. Esta sede é arquetípica, ela é a condição que resulta da nossa sinceridade existencial.

Se o indivíduo está perante a vida de uma forma sincera e correcta e mantém esta postura, rapidamente esgota o labirinto. O labirinto perpetua-se através da nossa incrível capacidade de mentirmos a nós mesmos, de nos escondermos de nós próprios, de escaparmos à nossa própria voz, de sermos surdos em relação ao nosso próprio canto interno.

Deixa-te tomar pela sinceridade, pelo poder que o centro tem de ecoar em todas as camadas do ser. Não há como o indivíduo beber de si próprio sem esta sinceridade estrutural.

O primeiro passo para que eu sinta de facto as pérolas e os espinhos, é uma sinceridade parecida com uma espécie de pobreza, uma cristalinidade extraída de regiões míticas do nosso ser.

É extremamente difícil chegar a esta sinceridade dado o nível cosmético da nossa cultura. Se eu consigo esta sinceridade, então o meu coração é ferido pelo Cristo e eu posso começar a sangrar. De que é que serve amar intensamente se não somos sinceros o suficiente para nos deixarmos tomar por esse amor? Este problema não é um problema de amor, é um problema de transporte. Como permitir que o amor desça à 3ª dimensão?

Se um ser atinge essa condição de sinceridade, o olho divino vira-se para ele instantaneamente. A sinceridade é a loucura dos sentidos. Esta sinceridade reduz o labirinto existencial ao mínimo, o que equivale a dizer que, na proporção que um indivíduo mente a si próprio, o labirinto existencial amplifica--se e um dia ele descobre que está numa Nova Iorque interna. A dimensão da escola da ignorância depende exclusivamente da sinceridade de um ser. Em que nível e com que materiais é que ele é realmente um peregrino?

O indivíduo encontra a saída do labirinto quando diz para si próprio: “Este corpo tem dois relógios: um de mortalidade e um de imortalidade, eu não sei qual dos dois vai ser posto em movimento, se o que dispara as hormonas do envelhecimento e conduz à morte física, se o da imortalidade que faz com que a pineal despolete hormonas praticamente desconhecidas da humanidade”.

Quando o indivíduo se coloca para si mesmo utilizar o tempo que tem à sua frente para encontrar o vinho, para se deixar atrair pelo íman cósmico, para se tornar um ser magnético, quando ele diz para si próprio: “Eu aceito o meu próprio magnetismo cósmico. Eu aceito ser ferido pelo Cristo”, se ele consegue transformar isto em algo central mantendo a flexibilidade psicológica, o labirinto começa a desaparecer e a vida transforma-se. Essa é a colheita da sinceridade, eu saio da escola da ignorância e entro na escola preparatória.

A vocação do coração é reproduzir o som do grande sino no centro do Universo. As fraternidades Melkizedeque, as universidades cósmicas, os grandes atractores, os avatares de Vishnu, aquele que ama com uma consciência estelar, tudo isto são expressões em torno do íman cósmico, do coração do Pai.

A vocação do nosso coração é vibrar como um filho, é tornar-se, de alguma forma, uma rosa mística e é libertar o seu perfume. Essa vocação implica a geração de um campo electromagnético que sai do coração com dois pólos e que vai incluindo todos os seres à nossa volta. Feliz daquele que algum dia se encontra na condição de não ter a mínima noção de quem é que ama. Implica incluir o deus que está no centro de todas as coisas.

A escola preparatória diz, que depois de saíres da escola da ignorância, primeiro tens que encontrar o centro de ti próprio unir-se ao seu centro psíquico.

Eu saio da escola da ignorância para aprender a amar-me a mim mesmo praticando quietude, preciso de me estabilizar como um pássaro deixando-me voar. Eu tenho uma total fé no poder do meu centro de surpreender e encantar a parte externa de mim mesmo.

Amar-se a si próprio significa encontrar o centro do ser que é aquilo em ti que permanece enquanto tudo o mais muda. É a permanência na alterância. Isso é a escola preparatória.

O que é a transmutação da mente e do emocional?

As pessoas sempre que falam em carma é carma negativo, raramente pensam em carma positivo. Dentro de nós existe algo comparável a um vaso alquímico que é constantemente aquecido por um fogo. Sempre que a minha mente e as minhas emoções geram algo descontrolado, a tendência é esse material ficar a andar à volta. Tu podes expulsar aquilo, mas muita coisa que vem do meio ambiente fica a andar à volta naquilo a que se pode chamar o campo ambiental em torno de ti, à espera da oportunidade para voltar a entrar. Estou a falar de formas pensamento e de algo que eu desconfio que não me leva para uma maior consciência de mim.

Todo o material que te divide em dois, que fortalece a cortina entre consciente e inconsciente no qual está a mónada, o eu superior, etc. e o material que faz circular a energia entre os centros internos e externos de ti mesmo, devia ser amado.

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