Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Logos Planetário

LOGOS PLANETÁRIO – Consciência regedora de âmbitos planetários ou de setores do sistema solar; Há dois escalões de Logoi planetários: maiores e menores. Os Logoi planetários maiores constituem canais para trasformação e transporte da energia do sistema solar. Assumem conduzir a obra do Logos solar e estão diretamente vinculados a ele. Governam o relacionamento entre partes do sistema e deste com outras esferas de vida siderais. Regem círculos de existência, que são setores de manifestação do sistema solar; tudo o que existe nesses círculos de existência é vivificado, conduzido e plasmado pela indução, direta ou indireta, dos Logoi planetários maiores. Quanto aos Logoi planetários menores, são prolongamentos dos Logoi planetários maiores e regem campos de expressão, parcelas dos círculos de existência que podem incluir a vida de planetas, asteróides ou outros corpos celestes; sua trajetória abarca a evolução dos reinos da Natureza. Um Logos planetário pode manifestar-se em mais de um sistema solar concomitantemente.

Um ciclo de manifestação de um Logos menor é composto de doze ciclos de expressão. Cada ciclo de expressão, por sua vez, é uma etapa evolutiva demarcada pelo desenvolvimento de doze Raças: sete Raças-Monádicas e cinco Raças-Princípios. O número de campos de expressão num círculo de existência depende do grau evolutivo do Logos planetário maior que o rege, ou seja, das Iniciações cósmicas já alcançadas por ele. Todavia, nem todos os campos de expressão a ele associados estão necessariamente em um mesmo sistema solar: ele pode reger também campos que se achem em sistemas cujos sóis façam parte de um mesmo grupo. As fases da manifestação de um Logos planetário maior, e portanto de um círculo de existência, são preparatórias para as Iniciações que o Logos deve alcançar: na primeira fase, o círculo de existência tem até três campos de expressão; na segunda, até sete e na terceira, até doze. No atual ciclo de manifestação deste sistema solar, apenas na segunda fase alguns dos campos de expressão podem chegar a existir nos subníveis mais densos do nível físico cósmico; na primeira e na terceira fase eles se encontram em estados sutis. Essas fases estão implícitas no triângulo de Pitágoras, cujas relações matemáticas correspondem ao processo evolutivo logóico. Embora esse processo seja gradativo e componha-se de etapas sucessivas, estas são também concomitantes, se percebidas na totalidade da existência cósmica. Em resumo, a criação e o desenvolvimento de um universo planetário fazem parte da ascensão de consciências logóicas; são o meio pelo qual se aperfeiçoam, exercitam-se na aplicação de leis cósmicas e fornecem condições para uma infinidade de mônadas, que integram seus diversos reinos, evoluírem.

Também os campos de expressão , regidos por Logoi planetários menores, passam por etapas evolutivas. A primeira constitui-se da ‘’encarnação’’ do Logos e do aprendizado das leis que regerão seu relacionamento com a matriz cósmica a partir da qual se moldarão as formas nos diversos níveis de existência. Essa fase diz respeito à interação do Logos menor com os Regente-Avatares aos quais mônadas e Princípios estão ligados. O Logos atrai para seu campo de expressão mônadas e Princípios cuja energia corresponda à que ele está desenvolvendo. Assim, os que irão participar da vida naquele universo são incluídos na aura do Logos. Nessa etapa primordial, a energia canalizada pelo Logos compõe-se basicamente de fogo radiativo (fogo cósmico), pois o poder imanente a esse fogo é capaz de despertar a sintonia adequada nas mônadas e no Princípios, de conduzi-los para o campo de expressão e de agrupá-los segundo sua qualidade de vibração. Tais agrupamentos delineiam a estrutura energética que o campo de expressão logóico terá nos níveis inframonádicos e são fruto da ativação do fogo cósmico no âmago de cada um desses prolongamentos dos Regentes-Avatares.Estão também relacionados à capacidade de Logos pata manejar esse fogo de modo que impulsione o descenso da energia dos Regente-Avatares até níveis divinos e espirituais. Portanto, a primeira fase da evolução logóica tem como característica essencial o surgimento dos grupos de mônadas e dos grupos de Princípios. A etapa seguinte exige do Logos o manejo do fogo fricativo e do fogo elétrico conjugados com o fogo cósmico. Se o campo de expressão chega aos planos concretos, ou seja, se ele ativa a matéria do nível mental, do emocional ou do físico do plano físico cósmico, o fogo fricativo assume papel importante; nesse caso, uma das metas da segunda etapa é fazer com que a energia do campo de expressão penetre o nível causal, levando-lhe o tom da essência do Logos, o que na harmonia cósmica contribui para o aprofundamento da grande obra da Criação, já que parte do propósito dessa obra é conferir qualidades sutis à substância dos níveis manifestados. O Logos deverá direcionar as forças da matéria para que no caminho de retorno possa elevar todos o seu universo criado a níveis supramentais e, depois, a níveis imateriais.

Enquanto a primeira fase tem como característica o aprendizado no qual o Logos reúne elementos para desenvolver seu campo de expressão, a segunda traz-lhe a oportunidade de aplicar o que aprendeu. Ativar as mônadas para projetarem sua energia nos níveis inframonádicos e fazerem surgir os diversos núcleos de consciência que habitarão esses níveis requer o despertar do caráter dual, polar, delas. Esse caráter permite o surgimento de um campo de tensão que realiza dois movimentos simultâneos: 1° -Com a parcela de fogo cósmico emanado da mônada são criados os vórtices essenciais que dizem respeito à construção dos núcleos de consciência espiritual, intuitiva e causal dos seres. 2° - Com a parcela de fogo elétrico, também emanado da mônada, são construídos os envoltórios dos núcleos de consciência espiritual, intuitiva e causal dos seres. Na formação do corpo causal, que habita níveis que fazem fronteira com a vida concreta, o fogo por fricção surge como elemento fundamental para a criação dos átomos permanentes dos corpos materiais. Considerando-se a circulação da energia nos seres, esses átomos são formados pela atuação do impulso enviado ao centro da alma pela mônada, que por sua vez foi estimulada pelo Regente-Avatar, e este pelo Logos. A esse impulso, permeado pelo fogo cósmico, a alma responde por meio da irradiação do fogo elétrico, e os dois fogos, o cósmico e o elétrico, ao constatarem a substância densa dos níveis concretos, desencadeiam a manifestação dos átomos permanentes, para a ação da alma sobre os corpos materiais. De início, são formadas almas-grupo, que possibilitam a evolução da consciência no reino mineral, no vegetal e no animal. À medida que o mecanismo de criação e de controle das almas-grupo vai sendo aprendido por um conjunto de mônadas, esse conjunto traslada-se de um reino para o outro, até que ao transferir-se do animal para o humano torna possível o surgimento de almas individuais. Esse passo, que culmina no amadurecimento completo das almas e na sua perfeita sintonia com os impulsos monádico, é uma das importantes Iniciações de um Logos e determina o começo do seu caminho de retorno à Origem.

Quando o nível causal absorve a qualidade da energia do Logos, o campo de expressão logóico como um todo inicia esse caminho, a sua elevação aos níveis imateriais. Em um ser humano, tal processo reflete-se na fusão da alma na mônada. Para isso, o Logos, por transmissores intermediários, envia à mônada estímulo adicional, ativando-lhe o centro irradiador do fogo cósmico, fogo que deve descer ao nível causal e promover a combustão dos átomos permanentes. A energia liberada por esses átomos é acrescentada à da alma. A absorção da essência dos átomos permanentes pela alma é impulsionada pela energia proveniente do plexo cósmico do Logos. No presente, essa é uma das energias de maior potência entre as irradiadas pelo Logos com o propósito de auxiliar a ascensão dos seres humanos. Ela é capaz de atravessar os níveis de consciência que separam dos planos da existência material a vida interna do Logos e chegar ao centro da alma. Essa absorção dos átomos permanentes é marcante na trasncendência da ilusão formal. Aumentando pouco a pouco a incidência desse impulso sobre a mônada, o Logos dinamiza os núcleos de consciência inframonádicos, levando-os a integrarem-se na mônada, que então resplandece e se aproxima de sua fusão no regente monádico. A absorção da alma pela mônada é impulsionada pela energia proveniente do centro cardiáco do Logos. Nesse processo o amor logóico começa a ser percebido mais profundamente pela consciência do indivíduo, que se vai tornando então sobremaneira receptivo à vida interna, que passa a exercer sobre ele intensa atração, fruto da penetração dessa energia logóica na mônada.

A segunda fase da evolução de um Logos planetário menor é caracterizada, portanto, pelo surgimento dos núcleos causais no universo logóico, pelo seu amadurecimento e pela elevação-fusão no núcleo monádico. Já a terceira fase é caraterizada pelo ingresso da energia do campo de expressão na vida imaterial, o que inclui a integração dos Princípios e a absorção das mônadas na consciência dos regentes monádicos. Tal integração e absorção são estimuladas pela irradiação do centro cerebral direito do Logos, que confere aos regentes monádicos a capacidade de absorver em si esses seus prolongamentos e de controlar certas leis de criação no plano físico cósmico. Nessa fase, o campo de expressão logóico vai-se elevando, para que no final do ciclo toda a vida nele existente ingresse na imaterialidade. Os núcleos de consciência e os seres que não têm possibilidade de ascender à vida imaterial entram em adormecimento para prosseguir sua trajetória evolutiva numa manifestação futura daquele mesmo Logos ou de outro com energia semelhante. Ressalve-se que os termos ‘’plexo cósmico’’, ‘’centro cardiáco direito’’ e ‘’centro cerebral direito’’ estão sendo usados como referenciais, segundo a lei da analogia.

Em síntese, três Iniciações logóicas ocorrem durante a formação, o desenvolvimento e a desmaterialização de um campo de expressão: –Quando o Logos desperta e atrai os prolongamentos dos Regentes-Avatares para constituir os grupos monádicos e os grupos de Princípios que formarão o seu campo de expressão. – Quando ativa as mônadas para almas individuais serem criadas, ou seja, quando ocorre a individualização. – Quando estimula os Regntes-Avatares a ponto de estes absorverem seus prolongamentos.

O grau de participação do ser humano nesse processo, como receptor de impulsos logóicos em cada uma dessas etapas, é determinado pelo despertar do seu regente monádico, e a mônada é o núcleo pelo qual esses impulsos fluem até a faixa vibratória a que se destinam, ou seja, aos átomos permanentes, à alma e à própria mônada. Nas fases finais de um círculo de expressão, um aspecto oculto da consciência logóica ativa-se e, potentíssimo, atrai toda a vida dos campos de expressão para o repouso no Incriado.

Extraído do Glossário Esotérico de Trigueirinho

p. 264-266

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