Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Livro - Encontros com a Paz

Este livro aponta ao leitor, com clareza e simplicidade, uma direção a tomar para que a harmonia seja possível nos tempos que se anunciam e relembra as bases da senda ascensional. Transmite-lhe impulsos adequados para o crítico momento atual, aproximando sua consciência das Hierarquias que trabalham pela evolução e dos grupos internos que colaboram para a unificação da Terra com os mundos superiores. Assim, sem que ele perceba, vai sendo transformado: suas chagas são curadas, seu passado é lavado, e a leveza da entrega aos níveis profundos instala-se em seu ser. Uma nova luz sobre os processos de contato com a realidade espiritual faz-se vislumbrar neste livro, tornando acessíveis alguns portais que marcam o caminho para um iminente futuro de paz.


Trechos extraídos deste livro:

páginas. 9, 10, 11, 13, 17, 25, 34, 35, 36, 42, 43, 44, 47, 64 e 65.

Num conflito, de qualquer tipo e em qualquer nível que se dê, não há vencedores. Na verdade, onde há luta, opressão e jogo de forças não pode haver vitória. Por não cultivar a paz, o ser humano ignora as leis da vida superior e, pouco a pouco, constrói obstáculos que posteriormente terá de remover para alcançá-la.

Os estados de ânimo possíveis ao homem têm origem em diferentes níveis de energia; vinculam-se, portanto, a planos de consciência distintos. Um estado de irá, por exemplo, provém das mais densas esferas da existência e é alimentado por forças retrogradas. Por outro lado, estados de paz e de silêncio exprimem energias de esferas de existência elevadas, e suas raízes mais profundas tocam a vida incorpórea e imaterial. Estes últimos, todavia, são praticamente desconhecidos da humanidade da superfície da Terra de modo geral.

Os estados de paz e de silêncio começam a instalar-se no ser quando sua consciência se torna apta a receber emanações de níveis desprovidos de formas, níveis de pura abstração, onde movimento algum perturba a neutralidade. No início essas emanações são nele incorporadas muito lentamente, ao longo de várias encarnações; porém, quando inicia sua trajetória ascendente, ou seja, quando o impulso evolutivo que recebe o reconduz mais rapidamente ao mundo imaterial, seu relacionamento com energias transcendentes é avivado e esse ritmo se dinamiza. (...)

(...) A paz é uma aspiração íntima de muitos, mesmo dos que no mundo externo se encontram dominados por forças de conflito.

Essa aspiração é sobrenatural e imanente, pois decorre da ligação de cada um com a própria realidade interna, ligação que sempre existe, mesmo que inconsciente, pois sem ela a vida não poderia manifestar-se.

Á paz não se chega por meio de embates e de lutas. O caminho para alcançá-la é o da renúncia ao uso das forças de atrito, o que inclui a percepção da unidade com mundos internos que, como degraus,[/tea] vão sendo galgados até que a consciência se aproxima do que não tem forma, do que não pode ser definido nem descrito com palavras. É algo que já não move os sentidos nem se lhe revela por meio da linguagem que estão acostumados a compreender; é um estado que os eleva sem os excitar, que os vivifica sem os instigar a agir como sempre o fizeram.

Quando a amplidão desse estado toca a consciência, desaparece do ser o sentido de desligamento da fonte, sentido que quase todos os homens experienciam e que é para eles motivo de insegurança. O absoluto torna-se-lhes mais claramente presente e por isso a essência oculta da vida faz-se mais próxima. Esse estado auxilia a elevação da vida humana, e é premente que aflore na superfície da Terra.

Diz a Hierarquia: Acima do burburinho e da agitação do mundo, mas próximos aos que os buscam, estão a paz e o silêncio como portas abertas a uma realidade que deverá ser pelo homem alcançada.

Enfrentar as forças do ego e da maldade arraigadas à vida material da Terra não é uma tarefa que o homem comum possa desempenhar. Mesmo os escalões responsáveis pelas religiões organizadas perderam as chaves ocultas dos ritos que lhes permitiriam controlar essas forças. A quem se devota à evolução é mostrada a inutilidade de combatê-las ou desafiá-las, apontando-se-lhe, porém a necessidade de estar ciente da sua existência e do modo como trabalham, para que possa precaver-se contra suas redes dissuasivas.

Sendo a fascinação da vida formal uma das armas mais empregadas por elas, o conhecimento filosófico-científico, desapaixonado e imparcial, é importante auxílio a todo aquele que queira libertar-se do seu domínio. (...)

(...) Em um passado relativamente distante, a humanidade, ignorando quão profunda era a sua rebeldia, invocou forças que satisfizeram suas ânsias e instintos, e a elas prestou culto, desviando-se desse modo das sendas elevadas que lhe estavam acessíveis.por isso, mais do que em qualquer outro reino da Natureza, os véus da ilusão recaíram sobre o ser humano, que assim perdeu sua mais preciosa dádiva: a consciência da divindade que habita seu interior.

À medida que alguns indivíduos isolados conseguiram penetrar o próprio universo interno e romper esses véus, o elo do homem com a energia divina foi sendo pouco a pouco reencontrado. Porém, por mais que esses pioneiros se dedicassem a transmitir aos demais o que recebiam, a maior parte da humanidade não foi capaz de acompanhá-los. (...)

(...) A cobiça tem raízes tão enfronhadas no mal, que normalmente elege como objeto de interesse o que estimula forças dissuasivas. Por isso, quando o ego ambicionar poder, faça-o reconhecer o valor da humildade; quando exigir conforto, conceda-lhe simplicidade; quando reclamar alimento para suas pseudocarências, nutra-o com a paz espiritual. Trata-se de afiná-lo com energias sutis.

A plena doação realiza-se quando alguém oferece algo que lhe é necessário e não sente a sua falta.Se o homem percebesse que o objetivo da vida não é acumular coisas ou desfazer-se delas, mas sim transmitir uma qualidade de energia superior a tudo o que faz, haveria menos problemas neste mundo. Quantos desgastes seriam evitados se ele aprendesse a nada ambicionar!

Abdicando de suas supostas necessidades, o homem passa a tudo acolher com gratidão. O segredo da paz está, portanto, em ele se desligar de buscas e expectativas. Quem nada espera pode ver nos diversos eventos a obra da Graça, e dessa atitude advém imensa calma. (...)

(...) Um indivíduo ciente do caminho que lhe cabe percorrer torna-se espontaneamente humilde. É mais fácil um principiante gabar-se de suas qualidades do que os que já trilharam certo percurso. Estes sabem que as virtudes que possuem não provieram do seu potencial humano, e que, calando-se, tornam-se mais dignos daquilo que receberam. A humildade forma a base dessa senda. Se o homem reconhecesse os danos decorrentes da vaidade, cuidaria de mantê-la bem afastada de si.

Quando se pede autorização interna para realizar uma obra evolutiva e esse consentimento íntimo é dado, conta-se com um respaldo espiritual que previne erros e desarmonias.Por outro lado, realizar algo por conta própria pouca ampliação traz à consciência, por mais que durante a execução se tente cultivar a humildade. É bom lembrar que a obediência é uma qualidade aprimorada principalmente por meio das situações que se apresentam na vida material, e que é indispensável para que se possa penetrar em esferas de existência superiores. Quem não a observa não está preparado para atuar em níveis sutis?. (...)


(...) Na vida de serviço impessoal, quem reclama, mesmo que aparentemente tenha razão, está agindo sob a influencia do ego humano. Segundo a lei espiritual (que em muito difere da lei dos homens), devemos estar prontos para viver com alegria e serenidade qualquer situação que se apresente. O ato de colocar em relevo pontos que podem ser aperfeiçoados, sempre que realizado numa atitude de neutralidade, é um auxílio à evolução; contudo, não se deve confundi-lo com o ato de reclamar, que é intrinsecamente ligados às forças do ego.

A reclamação é própria de quem não assumiu por inteiro a decisão de seguir o caminho evolutivo. Muitas vezes ocorre de os aspirantes à vida espiritual que se deixam atrair pelos sentidos e se tornam fascinados pela matéria considerarem agredidos quando limites lhes são colocados a fim de preservá-los de movimentos que de um ponto de vista superior são supérfluos.

Diante disso, comumente esses aspirantes não percebem a ajuda que lhes está sendo dada e se queixam. Se agem desse modo é porque certos aspectos da vida espiritual ainda não estão maduros na sua consciência externa, embora nos seus níveis internos uma energia de rara beleza possa estar atuando. É preciso dar condições para que neles aflore o potencial que se acha ainda aprisionado na forma.

Os fanáticos não podem reconhecer a verdade, ainda que ela esteja a chamá-los. Tampouco os presunçosos cumprem seu destino maior, pois ao caminhar tropeçam no manto da soberba. E os gananciosos, que estão sempre ao encalço do próprio bem, ficam perdidos na mesquinhez até decidirem libertar-se da ambição que os cega.

O ser humano muitas vezes vê-se num quarto escuro e pede luz, mantendo, no entanto portas e janelas fechadas; permanece apegado ao estado em que se encontra, e deixa assim de ver que a claridade está ali, disponível para todos. (...)

(...) É sábio coligar-se com o universo desconhecido que existe no centro do próprio ser, desligando-se então de todo o resto. Esse universo não se encontra em lugar físico algum, é um estado no qual não há os conflitos que a vida externa apresenta. Da interação com ele emerge a capacidade de permanecer em paz diante de situações que no momento não podem ser transformadas.

Quanto mais o homem reage contra circunstâncias que pensa serem desfavoráveis, mais entra em choque com as forças do nível em que elas se desenvolvem.

Enreda-se assim nas teias do jogo cármico, adiando desnecessariamente as mudanças que poderiam ocorrer... Essa capacidade de aceitar a condução superior amadurece quando se deixa de lutar com eventos que se dissolvem por si mesmos na hora certa.

(...) Muitos motivos alguém pode ter para estar impaciente. Mas que não procure justificar essa condição. Para ser útil ao desenvolvimento do Todo, é necessário ter compaixão aos demais, porém vigilância e rigor consigo mesmo. Os que assumiram servir à evolução devem cultivar em si próprios um estado que estimule outros a buscar a serenidade. Em períodos de transição, a harmonia e a paz são grandes fontes de auxílio.

Mesmo que a princípio não se perceba a importância da serenidade, á medida que ela se instala é possível notar os seus reflexos naqueles com quem se entra em contato. Então se compreendem os benefícios advindos do apaziguamento de certas tendências e da não submissão aos apetites sensoriais.

Uma inabalável abertura à transmutação de forças densas presentes nos corpos materiais de um ser traz à sua aura cristalinidade, transparência e limpidez. Mas é necessário, além dessa contínua abertura, coragem e firmeza para não ceder ao assedio das correntes negativas que, por enquanto, circulam no planeta. (...)

(...) Os contatos do homem com a sua mônada são o berço para o surgimento da paz de uma existência completamente nova, que tem como base sutilíssimo estímulos dos planos internos a projeção dessa existência na vida material é como a cúpula de um templo: precisa de colunas para manter-se. É, no entanto desconhecida; manifesta-se por ser este um dos desígnios que lhe cabe cumprir. Sua presença vem, instalar-se, e deve ser nutrida. Os que conseguem percebê-la são imediatamente atraídos por ela. Não há chamado nem resposta, mas apenas reconhecimento e adesão. Quando emerge, eles espontaneamente se voltam para contemplá-la e, pelo seu poder, redescobrem-se e renascem.

Esses seres, renascidos, aprendem pouco a pouco a lidar com a revelação que em suas mãos é colocada. Antes de tocar propriamente o poder do fogo, brincam com pequenas chamas. Seus primeiros alvos são as reações negativas e as resistências que restam, e que tanto os importunam no início da senda interior; enquanto existem, todavia, servem-lhes de instrumento de aprendizagem. Nessas fases preliminares aprendem a dominar o fogo da matéria com fogos mais potentes, e assim o inferior vai sendo absorvido e transformado pelo Mais Alto. A criação dos moldes para materialização de novos padrões principia nesse ponto. (...)

(...) Quem tem aspiração a assumir a vida espiritual, que se oferte e não espere estar preparado, pois os preparados já não encarnam na terra para evoluir. Inúmeras e importantes oportunidades se abrem quando o indivíduo ousa por em pratica o que seus núcleos internos lhe transmitem como aspiração.

Se existe condições para tal passo e ele é dado, o indivíduo se coloca em posição equivalente à dos que poderiam deixar um vício, mas dão ouvidos aos hábitos e resistências dos corpos materiais e não o fazem. Todavia, a decisão de avançar é uma prova pela qual cada ser tem de passar — não se pode tomá-la por outro.

Às vezes sinais que não dependem do livre-arbítrio vêm mostrar que certas decisões já têm respaldo interno para serem assumidas nos níveis conscientes. E nada mais acertado do que alguém se render aos próprios núcleos superiores; afinal. Que preocupação pode haver pelo futuro quando se está entregue àquele que conhece o destino a que todos devem chegar? (...)


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