Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

sábado, 5 de novembro de 2011

Livro - A Morte sem Medo e sem Culpa

Podemos ter uma compreensão inteligente das leis da morte e retirarmo-nos com tranquilidade da vida terrena ao chegar o momento. A personalidade pode deixar de ser obstáculo para que essa transição se mostre como a grande aventura que é. Como conseguir isso? Se durante a vida terrena tomamos consciência do nosso mundo interior, ficamos mais livres do controle e das influências das forças materiais. Lúcidos em esferas sutis do universo e de nós mesmos, vemo-nos capazes de contatos supramentais e de experiências além da imaginação. Transcendidos estados de medo e de culpa, a transição chamada morte revela-se então nova oportunidade de evoluir, um passo a mais no reconhecimento daquilo que verdadeiramente somos.

Trechos extraídos deste livro:

páginas. 45, 46, 47, 48, 50, 51, 52, 63, e 67.


Depois de passar por várias espécies de vegetais, a vida manifesta-se em uma árvore preciosa como a Paineira, e, assim, transmite-nos o que plantas mais primárias não nos poderiam transmitir. Na linha da evolução humana, a vida também passa de encarnação em encarnação, liberando cada vez mais luz até que esta, no homem evoluído, se expresse através do surgimento de maior capacidade de compreender os fatos e as leis do universo.

Se os seres humanos tivessem já a visão etérica, assistiriam, por ocasião da “morte”, á grande atividade que se desencadeia naqueles corpos dos quais a vida se retira, quando todos os átomos que compõem suas células retornam á fonte de origem. Com isso, muita substância-luz é liberada no plano astral, para que, com a destruição da forma, profundas transformações possam acontecer nos níveis psíquicos. Nesse processo, dentro do possível, os apegos do individuo e sua ilusão sobre a imutabilidade da matéria são desfeitos. A chamada “morte” facilita também o seu contato com novas idéias, que lhe trazem outras perspectivas, porque vêm de um estado de consciência mais elevado do que o mental pensante.

A retirada da energia vital dos corpos materiais é um ritual necessário, que rege toda a vida planetária. Produz transformações em todos os reinos da Natureza, e eles com o tempo, apresentam cada vez menor oposição á influência de novos tipos de energia que vêm para aperfeiçoá-los.

A Paineira não tem medo de morrer. Só no reino humano e, em parte no reino animal, existe esse temor. Os outros reinos não o conhecem e restituem com naturalidade o que pertence ao reservatório geral essencial do planeta, para que essa substância vá formar novos corpos e novas formas de vida, levando consigo as experiências que já fez.

Vidas maiores emanam ordens para que vidas menores se retirem da forma, liberando substâncias que são necessárias para futuras expressões. Abrindo-nos para uma visão mais ampla, tomamos conhecimento de que os sete sistemas planetários envolvidos nesse processo, quanto mais conscientes forem da vida total, mais se movimentarão de acordo com ela, observando com exata precisão os momentos em que a restituição é necessária. O medo da morte é contrário ao ritmo cósmico e, portanto, precisa ser eliminado. Como se sabe, baseia-se no terror que sentimos pelo processo final de rompimento com o corpo físico, no horror pelo desconhecido, na dúvida quanto à imortalidade de nosso ser, na dificuldade de deixar para trás coisas e pessoas queridas, na memória subconsciente de experiências anteriores de mortes dolorosas ou difíceis. Essas causas são conhecidas pela medicina esotérica.

Entretanto, a causa principal do medo da morte reside em nosso apego à forma, e no pouco contato que temos com a alma, o núcleo imortal-reencarnante. O temor básico que o homem, bem como alguns animais, apresenta, é de não sobreviver a essa experiência tão necessária. Isso, porém, ainda é assim, devido à falta de conhecimentos com relação ao processo de desencarnar.

De certo ponto de vista, quanto se desce para a encarnação, “morre-se” para uma vida mais ampla, consciente e livre, esquecemo-nos pouco a pouco de nossa origem cósmica, à medida que passamos a nos identificar com os corpos materiais nos quais entramos e com a substância mais densa em geral. Isso que, em certo sentido, pode ser considerado “morte”, é, no entanto, nos níveis psicológicos e terrenos, comemorado como “nascimento”. Quando mais tarde, no final da encarnação, “renascemos” nos níveis sutis, porque voltamos totalmente para lá, aqui chora-se a nossa “morte”.

Invertem-se as realidades, produzindo-se emoções e sensações inoportunas para a transição tanto de quem vai para o mundo imaterial, quanto de quem chega para fazer uma aprendizagem nos níveis físicos, astral e mental da essência.

Para o núcleo reencarnante do homem, submergir na vida da forma equivale a afastar-se temporariamente da lucidez que possuía; não fosse o serviço que vem prestar aqui, não haveria nisso nenhum sentido para a alma já evoluída. Por tal motivo, uma vida sem a idéia altruísta de serviço é árida e destituída de seu propósito maior. (...)

(...) Enquanto vivemos encarnados no corpo físico, quase nunca somos conscientes de nossas conexões com o universo. O corpo físico é feito com elementos da Terra, e nos adaptamos a eles por uns tempos. Como vimos, ao vivermos tal processo. Necessário inclusive à evolução desses elementos, perdemos gradualmente a percepção de nossa ligação com mundos mais desenvolvidos em consciência também chamados mundos sutis. Coaraci, por exemplo, embora não se lembrasse, pouco antes de desencarnar compareceu como alma a um círculo onde outras almas, em nível sutil de consciência, ensinaram-lhe uma espécie de oração que dizia: “É hora de restituir o corpo físico ao lugar de onde veio”. A partir do momento em que lhe deram essa força, Coaraci estava preparado para “morrer”, ainda que ele não tivesse memória, aqui na Terra, desse sonho. E assim aconteceu. Chegando a hora propícia para o acidente, ele tudo abandonou, sem resistência. Ninguém soube, porém, desses fatos internos, porque em geral as pessoas conhecem apenas a crônica dos acontecimentos que se percebem com os sentidos humanos.


(...) Normalmente, a consciência do corpo físico luta para que a alma não o abandone. Além disso, nas pessoas emotivas, a luta trava-se também no corpo astral, ou emocional, que não quer deixar a vibração terrestre. Já no caso de indivíduos polarizados na mente, é esta que mais os prende à Terra, com seus argumentos contrários à partida deste mundo. Nos seres mais evoluídos não existe nenhuma espécie de conflito nesse sentido. Coaraci desencarnou como estes últimos, porque não teve tempo para dualidades, nem para questionamento das circunstâncias que se apresentaram - recebeu a graça de passar rapidamente para os outros níveis.

Dessa forma foi poupado, também, das cenas melodramáticas que as pessoas mais ligadas ao indivíduo que desencarna costumam desencadear em volta dele. Essas reações, chamadas “afetivas”, perturbam os últimos momentos da encarnação terrestre, que na verdade deveriam ser os mais tranqüilos possíveis, pelo que veremos.

(...) À medida que o coração físico pára de bater, vê-se toda a encarnação de uma só vez. Mesmo que disponha, como no caso de Coaraci, de apenas milésimos de segundos, essa imagem é nítida; por um momento, vemos o que se passou em toda nossa vida segundo o ponto de vista daquela parte do nosso ser que tudo observa.

Esse ponto de vista é muito sintético; por isso pode-se tê-lo em um só quadro, as conseqüências de cada ato sendo sentidas, o efeito dos pensamentos tornando-se pungente naquele instante. Enfim tomamos consciência de tudo o que realmente ocorreu durante a encarnação.

Compreendemos, nesse ponto do processo do desligamento, o quão superficiais fomos, e quanta infelicidade poderia ter sido evitada. Experimentamos, quase sempre, imenso remorso. É como se fôssemos conscientes espectadores de nós mesmos, e, entrando em contato com essa realidade, transformamo-nos. Vemos o que fomos, o que provocamos, e tudo o que praticamos. Vemos os entes que conhecemos assim como são na realidade. “Que fiz dos dons de minha vida? Reconheci-os? Desperdicei-os? Que fiz das minhas forças?” Tais indagações, documentadas em vários livros clássicos, surgem então em cada um de nós.

Nesse instante, tudo o que foi a via terrena parece irreal; mas, por outro lado, a existência universal mais ampla ainda não nos é clara. É preciso passar por isso, mantendo a atitude positiva. A qualidade do pensamento que então tivermos será um dos fatores que determinarão a qualidade do ambiente que encontraremos na próxima encarnação ou nos mundos sutis. Outras causas também entram na encarnação na construção dos passos futuros de nossa vida. Porém, nossos últimos pensamentos e reações são para isso fundamentais.

O próprio Coaraci não sabe o que pensou diante desse quadro e dessas constatações. Mas, certamente, a alma de Monte Santo veio para junto dele naquele momento – pois todo o bem que tenhamos feito durante a vida que estamos deixando vem em nosso auxílio nessa hora. De alguma forma, a Paineira esteve nessa síntese, como também o curral. Nada ficou excluído de semelhante quadro.

Entretanto, precisamos ter a coragem, nesse momento único, de ver os fatos com clareza e, ao mesmo tempo, tudo ao abandonar nesse átimo de segundo, desembaraçando-nos do passado, tanto no que ele teve de agradável, como de menos cômodo. Fica claro então que a existência terrestre não passou de uma espécie de sonho, e essa impressão deve impregnar todo o Ser.

(...) O silêncio é absolutamente necessário no aposento do individuo que está para desencarnar. Na maioria dos casos, sua consciência, do ponto de vista cerebral, ainda está ali, mesmo logo após a agonia final. Qualquer rumor em torno, qualquer sinal de agitação é recebido por ele muito aumentado e constitui motivo de perturbação.

(...) Quando há silêncio em volta, e compreensão pelo que está ocorrendo, o Eu superior parte com muito mais segurança e clareza, e o veículo físico tem oportunidade de fazer a preparação devida (...).
(...) A situação emocional planetária precisa ser transformada o quanto antes. Principalmente se houver transições coletivas para o plano astral, através de cataclismos ou de experiências bélicas desencadeadas pelo homem, o pânico deveria ser eliminado ao máximo possível. Uma multidão passando em estado de agitação para o plano astral significaria uma considerável desordem psíquica e um enorme desequilíbrio para esse nível da consciência planetária. Não me refiro só ao reino humano, mas também a muitas vidas de outros reinos da Natureza, que estão em organização ou em trabalho criativo nesses níveis e que seriam prejudicadas (...).


Áudios de Trigueirinho que ampliam este tema:

A morte sem medo e sem culpa:




Série a morte sob controle:






Áudios que Trigueirinho fala sobre a questão da morte: http://www.irdin.org.br/buscar?busca=morte&autor=1&media=0&x=24&y=16&input_form_busca=1

Clemente - A Ciência da Morte:http://www.irdin.org.br/acervo/detalhes/3454

André Louro de Almeida:

A morte é simplesmente o nascimento em sequência invertida, um ritual de retorno á Luz: http://vontade-espiritual.blogspot.com/2013/08/a-morte-e-simplesmente-o-nascimento-em.html

A Morte - Um Amanhecer




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