Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Estrela Semente

P.: O que é uma Estrela Semente? Os jovens que hoje vemos - tão desenquadrados da sociedade e incapazes de se integrarem neste mundo degradante - serão eles casos de Estrela Semente? Como identificá-los e como podemos ajudá-los?

R.: Um ser Estrela Semente é uma alma completamente unida à nova Terra, alguém cuja alma já absorveu a vibração de um planeta de 4ª ou de 5ª dimensão e que pertence a civilizações imateriais, já resolvidas do ponto de vista da dualidade. Isso não significa que uma ESemente não erre ou não entre em dualidade uma vez em serviço na terceira dimensão. Pelo contrário, justamente pelo facto de não estarem mais identificados com a frequencia 3D podem, durante um ciclo, ser ineptos, inconsequentes e erráticos. Porém, cedo ou tarde, a poderosa memória de sua origem estelar irrompe e tornam-se servidores muito uteis do Plano Cosmico para a Terra.

Um ser Estrela Semente – esta expressão, é claro, só faz sentido aqui; a alma, lá, nos níveis superiores, não é uma Estrela Semente, é o que É – é uma alma que, durante milénios, integrou uma civilização de consciência cósmica superior, e que fixou em si os códigos de luz capazes de dinamizar o nosso éter, o nosso consciente colectivo, na direcção de um planeta de 4ª ou de 5ª dimensão.

Quando a aura de um planeta se torna permeável às correntes de vibração ‘estrela’ e se expande até incluir, mais assumidamente, o impacto da aura da estrela local que inspira a vida nesse Sistema, dá-se a fusão entre essas duas auras.

Nós estamos dentro da influência espiritual do Sol, da sua gravitação e do seu calor. Contudo, a fusão entre os campos evolutivos terrestre e solar ainda não ocorreu. Por outras palavras, a vibração terrestre ainda não assimila, integralmente, o Verbo. E o Verbo, do ponto de vista local e da mecânica dos corpos celestes, é sempre administrado por um Logos estelar, por um grande vórtice divino que aceita expressar-se através da combustão do hélio e do hidrogénio, uma vez que nem todos os Logos estelares se ligam a estrelas.

O que é fundamental quando se trata da irradiação de uma estrela sobre um planeta, (para além dos níveis conhecidos: calóricos, gravitacionais, electromagnéticos, cromáticos, etc.), é o que a estrela “diz”, qual o mantra que emite.

Na Terra, o reino que tem interpretado o Verbo de uma forma mais fiel, é o reino vegetal. Assim é porque o reino angélico é o reino de ligação, e, ainda que haja hostes destacadas para assistir a um planeta, elas não são exactamente terrestres. Assim, o reino que permaneceu mais fiel ao impacto da estrela local é o vegetal, um reino totalmente fototrópico, que se eleva e firma raízes na terra para poder chegar mais alto. É um reino que conhece profundamente a lei do coração livre. De facto, a planta cresce e fortifica, e quando alguém do reino humano a poda, ela cresce ainda melhor. Esta lei que diz que, depois de cortada, a planta ganha mais força - é a lei da libertação pela entrega. Assim sendo, o fruto é criado em glória; existe pela lei de fundo da criação que diz que um ser se aproxima do Pai através da total doação de si, pelo auto-esquecimento. Portanto, existe uma ressonância profunda entre a teorgia da estrela e a teorgia (obra de Deus) da planta.

O Sol irradia; e, quando atinge o ponto mais alto de consumação, ocorre uma explosão gravítica e o Logos eleva-se com a síntese da experiência. Nasce uma supernova.

Esta doação ao reino das estrelas tem a sua mais fiel expressão dentro do reino vegetal, pois ao cortar uma planta, ela desenvolve-se ainda mais.

Nesta dádiva constante de si mesmo se reconhece a natureza estelar da expressão do reino vegetal, pelo que o fruto é produzido em glória à criação. Assim, fazer algo em glória é o que seres Estrela Semente precisam de aprender na Terra. Realmente, eles não vêm só irradiar.

A lei estelar diz: dá-te até à consumação da tua última partícula. Contudo, estrelas e planetas não estão em cima uns dos outros, existe espaço entre si. A expressão «dá-te até à consumação da tua última partícula» não significa «desvitaliza-te até à morte sem saberes como podes reabastecer-te». Esta expressão não significa que um indivíduo se dê criando níveis de familiaridade com aqueles a quem se dá, até ao ponto de dar um dedo e, de repente, descobrir que já lhe comeram o braço... o que é o normal num servidor espiritual!

Isto é uma ingenuidade de 2º raio. O problema de um ser de 2º raio é: «Eu amo, logo tenho o direito de me aniquilar em nome dos outros». Isto de eu dizer: «Eu amo-te, portanto posso crucificar-me», é uma necessidade messiânica. Porém, o 2º Raio – amor/sabedoria – é: «Eu amo, portanto, tenho que ser manso como a pomba, lúcido e vigilante como a serpente.

Exprimir amor é um caminho relativamente simples para os seres de 2º Raio – onde se incluem os seres Sementes de Estrela – porque, neste sistema solar, a energia de síntese é o amor.

Todavia, o principal obstáculo à plena expressão do amor é a sabedoria. Nós temos o amor mas não temos a sabedoria que nos diz como, quando, a que distância, com que intensidade, em que ângulo e com que ritmo é que esse amor deve ser expressado. Assim, um belo dia, este aprendiz de messias, ao descobrir que ama, lança-se de cabeça na boca do tubarão. E, porque é devorado, acha que adquiriu o direito de entrar no céu. Mentira! Ele tem que voltar, outra vez, para amar intensamente sem ser usado.

Amar de uma forma lúcida, vasta e ampla mas sem ser usado é a escola do 2º Raio: amor/sabedoria.

Um ser Estrela-Semente vem das estrelas, estagiou em planetas onde não existe moeda, onde há uma relação telepática entre os cetáceos (15 vezes maiores do que as nossas baleias), onde a economia é tal que cada ser tem acesso a tudo o que a civilização produz e se responsabiliza por aquilo que usa.

Num planeta de 4ª dimensão, a relação entre a respiração do Logos e a sua humanidade é imensa; qualquer ser desliza permanentemente na brisa ultra inteligente, lúcida e doce do Logos.

A quantidade de água do corpo de um ser que vive num planeta de 4ª dimensão anda pelos 20% (na nossa é de 80%). Significa isto que as emoções estão integradas na vontade/luz da alma que rege aquele ser. Além disso, o seu nervo óptico foi ampliado acima dos ultravioletas e abaixo dos infravermelhos, o que significa que todos são clarividentes.

O facto de nós não conseguirmos ver os nossos irmãos dos planos subtis é um problema de transporte de luz para dentro do cérebro. Realmente, ao nível da retina, tu estás a ver esse irmão; o nervo óptico, porém, devido à compressão do corpo etérico (depois da Atlântida o corpo etérico foi perdendo luz, sendo que o nervo óptico é a primeira zona de transporte de informação a ser afectada quando um ser perde luz), não leva essa informação para o cérebro. Ao nível de retina tu vês tudo, mas essa informação não é transportada até ao córtex e, portanto, a imagem não se forma.

Num planeta de 4ª dimensão, os seres têm um corpo etérico que vai para além do corpo físico. Na Terra, isso só acontece com os pássaros. Por isso, eles usam correntes de vibração e de frequência etérica para se elevarem; não se trata apenas um processo mecânico.

Enquanto que, na Terra, o teu corpo etérico está retido pelo corpo físico, num planeta de 4ª dimensão o veículo etérico vai para além do físico. Quer isto dizer que tens acesso à informação/luz do ser que está à tua frente.

Num planeta de 4ª dimensão, não são permitidas cidades com mais de 20.000 habitantes. Exceptuam-se as congregações principais que funcionam como a hipófise desse planeta, e onde é feita a síntese da qualidade do trabalho que é explorado nas várias cidades satélites a essa, que é a principal. Como não são permitidas aglomerações com mais de 20.000 seres, o campo electromagnético nunca se degrada. Na Terra, em cidades como S. Paulo, por exemplo, que acolhe 18 milhões de habitantes, a frequência de vibração é bem diferente: a comunicação degrada-se e a indiferença entre os seres impõe-se em quase toda a parte.

Num planeta de 4ª dimensão, as casas são orgânicas, não têm ângulos rectos e são fotosensíveis: quando a luz atinge um certo nível, o material quase cerâmico que compõe a estrutura das casas, aumenta ou diminui a opacidade e a translucidez para manter a luz equilibrada dentro da casa.

Durante o dia, num planeta de duas estrelas – como no caso de Sírius – tudo tem duas sombras; há dois ocasos e dois amanheceres.

As casas são sempre divididas em três patamares ou níveis:

O 1º nível corresponde ao plano da personalidade; nele se executam as tarefas diárias, a alimentação (isto se o planeta for de 4ª dimensão, pois na 5ª dimensão ninguém come!): Aqui, existe um convívio de nível exploratório, trabalho de cura, de regeneração, de investigação do universo. Este 1º nível é regido pelos aspectos construtivos e estimulantes da Mãe divina.

No 2º nível – que parecem sinos enormes – é totalmente dedicado ao Filho. Quer isto dizer que se vive o aprimoramento da consciência pura mantido com os espelhos que existem em regiões específicas do planeta. Estes espelhos captam impulsos celestes, informação arcangélica, impulsos de zonas suspensas, de inalterância do fogo puro. Toda esta informação viva, depois de disparada para a aura planetária, é captada pelas famílias no 2º nível da casa, onde é feito o trabalho de ligação ao Logos do planeta e às energias construtoras do Filho. É, pois, uma zona de meditação e estudo.

O 3º nível é transfigurador. Uma vez aí, está-se no templo, em silêncio. Mas não existem religiões organizadas. porque as religiões administram grandes verdades, válidas somente durante alguns séculos; cada casa tem a sua antena e o seu sacrário próprio. Arquitectonicamente falando, este 3º nível contém uma expressão sacerdotal. Este sacrário, centro de todas as casas, é concebido por forma a que a Presença, a luz pura, irrompa e vibre ali, viva. Este 3º nível é a antena cósmica da casa.

Portanto, cada casa tem uma zona de trabalho (1º nível), uma zona de consciência pura e de aprofundamento (2º nível), e uma zona de adoração (3º nível).

Num planeta de 4ª dimensão a gravidade está controlada. Qualquer ser tem uma placa com cadeiras que se desloca no espaço a velocidades variáveis e que pode levar várias pessoas. Essa placa não usa uma alimentação própria; a liga de materiais que compõem este veículo contém uma fórmula que repele a gravidade planetária. Pela própria constituição molecular, o veículo mantém-se sempre a uma certa distância do chão. Está estabilizado através do controlo da gravidade e é usado como um tapete voador na descoberta da intenção do Logos.

Não existe uma agricultura. Findorn é um microscópio desta nossa Terra que vai ser um planeta de 4ª dimensão; será o futuro da Terra...

Seria bom que não olhássemos para isto como um processo de escape, de fuga e de alienação em relação à nossa 3ª dimensão porque, então, estas informações tornam-se um ópio. Isto é uma coisa normal, planetas de 4ª dimensão é uma banalidade no universo. Isto faz parte da grande escala galáctica. Não é preciso que fiquemos num nível encantatório ou de indiferença; precisamos de amar estas informações, ver a nova Terra como se fosse um bebé, como um feto em forma de planeta tentando nascer através das tuas dores, do teu sofrimento construtivo.

Como ainda existem com base em configurações de carbono, de matéria que responde excessivamente à força de gravidade, a tarefa destes planetas superiores, em termos de penetração no futuro infinito, é descobrir como poderão activar, em tudo, a informação/luz cristalina.

Eles não sabem o que é uma guerra há muitos milhares de anos.

E não existe diferença entre as disciplinas que aprofundam – não há matemática e poesia, metafísica e ciência; tudo faz parte da mesma filiação à verdade.

Estes, são planetas de grandes exploradores da realidade; a verdade é conferida ao minuto pela evidência da permanência, de uma doçura no ar, de uma harmonia inexplicável. Eles têm o instinto da harmonia contínua; já não vivem um processo de harmonia através do conflito como na nossa dimensão. O 4º Raio não existe num planeta de 4ª dimensão; o nível da questão assenta em outro horizonte de 4º Raio: como embelezar a beleza, como aperfeiçoar a perfeição.

Eles trabalham a verdade ao minuto. A questão da luz imaterial do ser interno tem a ver com a formatação da consciência que está presa ao nosso sistema nervoso, esta consciência que tem que perceber se é verdadeiro ou falso. Isto é o nosso problema, não o deles. Neles, o processo é muito mais rápido porque vivem no plano intuitivo. Como a mente já passou para o nível inconsciente, eles são completamente racionais, totalmente intelectuais, enciclopédicos e lógicos. E, dado que estas nobres funções da mente passaram para o inconsciente, não são focalizadas. Se, acaso, ocorre um momento de derrapagem a esse nível, a informação surge imediatamente, já não de cima, mas de baixo, e o mental dá uma ajuda.

Nestes planetas, a mente – que para nós é o palco – já é a cave!

Eles vivem no plano intuitivo, o nível do ser que honra tudo o que acontece.

Esta é, também, a zona onde somos bombardeados de luz, a luz que dissipa qualquer confusão mental que possa surgir; uma luz de instrução, que ocorre quando tu sabes que é por ali e não há discussão nenhuma dentro de ti. Nós temos um íman encarregado de nos orientar. E «orientar» significa virar para a luz, ligar à luz.

Tu tens direito a ser orientado! Há uma lei que diz: «Todo o ser humano tem direito inalienável à sua instrução superior, assim ele se saiba abrir para ela. Os que estão acima têm o dever, o darma, de servir, de instruir, de transmitir aos que estão em baixo”.

Nestes planetas mais altos cumprem-se duas leis: uma delas diz: «Cristalifiquem o vosso planeta». Neste sentido, eles têm de começar a despertar, na matéria, princípios de organização idênticos ao cristal... enquanto nós temos pedacinhos, fragmentos ou manchas de cristal no reino mineral (embora haja os cristais de quartzo transparentes que foram encontrados recentemente no México e têm o tamanho de um prédio de cinco andares)!

O cristal de quartzo ocorre quando um grau de vibração crística se exprime através do reino mineral; quando é expressão do Pai, tu tens a radioactividade, quando é o Filho, tens estruturas cristalinas.

Quando um planeta é elevado para um certo limiar de vibração, todo ele entra em celebração. Então, a civilização passa a viver em adoração permanente porque vai sair do tempo definitivamente, vai libertar-se de tipos de matéria associados à gravidade.

Se é assim no plano da matéria, imaginem o que ocorre no plano da consciência!

O 2º aspecto do Criador – o Cristo Cósmico – desce integralmente na matéria que compõe o planeta, pelo que as moléculas são organizadas segundo princípios simétricos que não impedem a passagem da luz – como num cristal. À medida que o Cristo desce e começa a organizar a matéria, as serras, os vales, as montanhas, as árvores, os corpos físicos, etc., começam a ficar translúcidos. São códigos do Filho que descem totalmente na substância receptora. No entanto, isto ocorre em graus porque a substância exprime qualidades oriundas da Mãe e do Filho. Todavia, quando um planeta de 4ª dimensão salta para a 5ª dimensão, perde a organização da massa, perde história e, com isto, toda a substância se torna cristalina.

Na nossa pineal temos um acumulador de partículas de quartzo. Trata-se de um ponto onde, sempre que se bebe água mineral, a sílica se começa a acumular, ou seja, começamos a formar um cristal dentro de nós. Quando os Irmãos insistem em que bebamos água mineral e não da torneira, isso tem a ver que Eles estão a procurar aumentar o índice de microcristais no sangue e muito especialmente na pineal no centro do córtex.

Esse cristal que se vai formando, a partir dum certo momento, começa a descodificar o alfabeto vivo, as línguas de fogo, os desenhos do Pai que têm a memória do Adão primordial. Ocorrem, porém, muitos hiatos na informação. Ao se acender uma luz aqui e outra ali, ficam sete por acender. Estas são as luzes que vamos ter de acender por nós mesmos, senão caímos numa doutrina completa e acabada. Se tudo for dito, de A a Z, deixamos de estimular a nossa capacidade de auto-revelação.

Assim, tudo o que não está a ser dito é o trabalho de casa.

Este material está a ser exposto sem complexidade para deixar a coisa leve, livre; que cada um resolva o resto por si, para não cairmos noutra doutrina. Convém que ponhamos a turbina de auto-revelação em movimento com o mínimo de paternalismo. É um tipo de respeito que os Irmãos têm por ti: estimulam certas ligações neurónicas no teu cérebro mas, depois, és tu que tens de ir encontrando a forma de preencher o que aparentemente não sabes.

Quando estes planetas passam para a 5ª dimensão toda a substância é sagrada. Quando se fala de estruturas geográficas todas em cristal significa que o Filho - o aspecto ‘consciência cósmica’ - irrompeu totalmente no seio do suporte sustentado – aspecto Mãe (isto é o cristal). Depois, quando o planeta passa para a 6ª dimensão há uma explosão radioactiva, entra mesmo no termo nuclear, e então sim, passa para os reinos de fogo.

Uma estrela de fogo é um ser que traz uma memória muito forte de planetas, de civilizações, de nutrições superiores, de relacionamento e de cura superiores. Ele já não compreende bem as terapias alternativas quanto mais a alopatia.

Um ser Estrela Semente traz com ele vibrações de planetas e de mundos que já viveram uma intercepção entre o campo vibratório planetário e o campo estelar, ou seja, os cinco reinos desse planeta: o mineral, o vegetal, o animal (não falaremos de pássaros de 13 metros de envergadura, azuis, que servem de meio de transporte), o reino humano, o dévico, o angélico e o reino dos Mestres. Tudo está dentro do propósito do Logos e eles sabem, para além de qualquer dúvida, que não são daqui, que não têm nada a ver com esta civilização. Estes seres Estrela Semente sentem que não conseguem interagir em continuidade com a nossa civilização; ao mesmo tempo, há uma memória constante de um futuro/eternidade onde existem civilizações superiores possíveis, reais. Eles não têm nenhum processo de expansão de consciência a fazer quando enfrentam a questão da ajuda extraterrestre à Terra; para eles, isso está resolvido à partida.

Não é trabalho seu deixar de comer irmãos menores porque, simplesmente, são vegetarianos. Uma série de coisas que, para o homem, são conquistas vibratórias, já estão feitas neles. Estes serem trazem consigo um imenso amor, uma imensa capacidade de união e vocação de serviço; quando não estão em serviço sentem-se profundamente desvitalizados e quando são obrigados a viver vidas pessoais sentem-se estupidificados porque da região donde vêm isso é pré-histórico. A ideia de propriedade privada é-lhes agressiva; até a luz do Sol lhes é agressiva. Cansam-se com o Sol, com os automóveis, com pequenas discussões.

Porém, os jovens que vemos desenquadrados da sociedade não são necessariamente Estrelas Semente.

Temos dois tipos de jovens. Temos o jovem que conseguiu romper a barreira do: “vamos evitar que mais entidades negativas encarnem enquanto lavamos o nosso planeta”; mas como as pessoas usam a energia sexual como quem faz palavras cruzadas, as portas abrem-se. O acto sexual é um acto interdimensional fortíssimo. É claro que todos os actos do nosso quotidiano são interdimensionais, mas quando chegamos ao sexual, estamos a lidar com forças. Então, abrem-se portas. Se esta energia é usada como uma forma de alegrar o dia, os “outros”, que estão desejosos de entrar nesta dimensão, vêm por aí abaixo. É assim que vamos ficando com uma humanidade de baixa vibração.

Temos muitos jovens que não deviam estar cá, pois não correspondem ao projecto em curso. Vêm de zonas de estacionamento de almas cuja síntese de vida não corresponde à nossa civilização. Ou, então, estão profundamente atrasados em relação à nossa civilização. São almas que estavam em bancos vibratórios para nascerem noutros planetas que não este. Mas a Humanidade é responsável pelo que faz e pelo que traz à Terra. Portanto, se estamos alegrando o dia através da actividade sexual, vêm almas que não têm nada a ver com a nossa civilização. Todavia, eu não posso criar uma espécie de xenofobia cósmica. Se o indivíduo que vive a assaltar as pessoas está ali, ele passa a ser um problema da nossa dimensão e eu não posso limitar-me a decidir que vá para o planeta dele fazer a confusão. Ao invés, tenho de fazer três vezes mais trabalho vibratório, tenho que amar três vezes mais, tenho que vibrar três vezes mais alto para compensar os jovens que estão nestas condições... e que são a maioria.

Há, porém, um grupo de jovens intermédio de imensa qualidade. Não são Estrelas Semente, mas simplesmente ninguém lhes apresentou um projecto de civilização de construção do homem à altura do seu idealismo cósmico. São seres que vêm de vidas onde conviveram com o ambiente essénio e rosacruciano, com o ambiente maçónico de qualidade, com o dos índios norte-americanos. Têm ligações profundas com as civilizações pré-colombianas não violentas – nomeadamente os Maias; chegam com ligações fortíssimas a civilizações e culturas tradicionais onde é a busca do divino que coordena a civilização.

Há 30% de jovens que procura uma proposta de planeta, que tenta encontrar, hoje, os ambientes de não violência, de amor, de união, de construção em comunidade que eles conheceram nos essénios, nos nazarenos, no lamaísmo, nos ambientes da Índia nos últimos cinco séculos. Estes seres vêm com um profundo idealismo mas não o conseguem articular com um pai que diz: ”tens cinco profissões à escolha”, todas elas desactualizadas, profissões que o planeta produz milhares por dia, e nem assim melhora a sua condição.

Nós precisamos de produzir um tipo de ser que não estamos a ser capazes de criar. Este jovem que vem de tendências espirituais na Terra, chega aqui e não se identifica com nada. E como são seres muito fortes internamente, o primeiro sinal que mostram é a revolta, talvez uma revolta niilista, sem sentido.

Talvez ele pertença à Era do Bronze e obrigam-no a estar aqui, num planeta em que ele já não pode andar a abrir cabeças com um machado. Se assim for, ele tem que ir para uma época em que há uma série de guerras bárbaras, primárias, onde poderá exprimir a sua agressividade. Como não pode fazer isso aqui, manifesta uma revolta constante, como se tem visto.

Esta é a revolta niilista, mas também temos a revolta com substância. Assim, o trabalho do educador contemporâneo é tentar perceber que tipo de revolta é que tem pela frente: se niilista, se revolta com substância. Se é uma revolta com substância, o que este jovem está a dizer é: “parem de tentar ensinar-me porque foram vocês que puseram o planeta no estado em que está! Não me venham ensinar a fazer o que vocês têm feito”. Este ser pede um outro tipo de civilização e é por isso que, no Alentejo, já há três comunidades espirituais.

Os pontos que podem trazer os jovens à nova experiência já estão a nascer.

Um ser Estrela Semente é outro caso. É um ser que não se identifica com a nossa civilização, mas sim em níveis muito mais profundos. Tu sabes que és uma Estrela Semente porque reconheces que uma parte de ti não pode encarnar; existe uma dicotomia. Tu percebes, claramente, que uma vasta parte de ti já foi consciente. Percebes que já viveste com essa parte porque uma civilização permitiu essa união entre os vários núcleos do ser... em vez de excluir esse núcleo superior e super-estimular o núcleo consciente inferior, tridimensional até que ele se convença de que é o rei do teu processo e acabe por expulsar a alma e a mónada. Isto é o que a nossa civilização faz: alimenta uma educação toda virada para a divisão entre mónada, alma e personalidade. Esta Estrela Semente faz o esforço de se identificar com um planeta que não é o dele e desce em serviço; e enquanto não começa a servir sente-se doente: ele tem alergias, é altamente sensível a vírus, sente o mal acumulado num objecto (psicometria), sente os poços vibratórios nas casas, nos sítios; é um ser que não consegue integrar-se na nossa civilização... nem tem, minimamente, de se integrar! Esta tua não-integração é o trabalho; não tens que ter rendimento ao fim do mês, não tens que ser produtivo, que ser afável, não tens nenhuma obrigação para com esta civilização, tu vieste em serviço, vieste trazer luz a um mundo doente. O que tens que assumir é a tua espiritualidade. Este ser tem de assumir, totalmente, que não é daqui e está contribuindo para a transformação. Enquanto não serve, a Estrela Semente está alienada, sente-se mal. A Estrela Semente não tem de se adaptar mas também não tem que fazer o culto do marginal. Ora, é aqui que o ser Estrela Semente não está a conseguir assumir o serviço. Como se sente profundamente ligado a civilizações mais altas, faz o culto do: “Eu não sou de cá”, o que pode transformar-se num complexo de superioridade que deita tudo a perder.

Este ser precisa de olhar para o mundo e perceber que é um ser em serviço, precisa de perceber que quer a sua realização, quer a descida dos níveis superiores do seu ser para dentro desta encarnação. Tanto assim é que a Estrela Semente tem imensas dúvidas quando não está a servir, sente-se errático. É só quando se liga à Luz e transmite (a outra parte dele, noutra dimensão, desce até ao chacra da coroa, penetra e estabiliza o seu campo), que entra na lei do serviço.

Um ser dentro da lei do serviço recebe dez vezes mais do que aquilo que deu. Este é o ponto de um ser Estrela Semente. Ele precisa de servir, em vez de ficar no paradigma de: “não sou de cá” - a primeira fase de um não-terrestre em serviço na Terra. Isso é legítimo até uma certa fase; mas isso, depois, pode transformar-se naquilo a que James Redfield chama “o drama do distanciado”, ou seja, “estou longe, não tenho nada a ver, já agora alimentem o meu drama”. Não assume que está aqui para dar. Desta forma, ao usar a energia desta civilização - que já tem tão pouca! - e a energia dos outros, ele transforma-se num vampiro.

Na segunda fase, o ser Estrela Semente aspira a servir. É nesse momento que ele encontra outras Estrelas Semente, é aqui que ele descobre que, realmente, não tem de se identificar. Então, ele sai desse patamar de vibração. Ou seja, o ‘pertenço’ e ‘não pertenço’, deixa de ser problema, e entra no patamar de transmissão de luz.

Um ser Estrela Semente não tem o direito de não gostar de si próprio porque, voluntariamente, vir da 4ª ou da 5ª dimensão para a 3ª dimensão, aos olhos do Supremo, o principal está feito.

Observa bem o amor que te trouxe a este planeta. Existem muitos outros, lá, na 4ª dimensão, que não vêm aqui para esta confusão. Tu vieste à esfera terrestre para construir, para trazer luz. Este cerimonial significa o reconhecimento de um estatuto profundo, significa a união com o programa que vai levar a Terra a mudar de dimensão; este cerimonial é para trazer o máximo de consciência cósmica à superfície do teu ser. Tu sabes que, em ti, esta questão da Estrela Semente é autêntica, porque ao mesmo tempo em que assumes este trabalho, és aspergido por uma profunda humildade.

Quando a coisa não é autêntica, tu sentes como que uma promoção («Fui promovido a Estrela Semente!); mas quando é real, sentes a humildade de Ashtar Sheran, um dos extraterrestres de Luz que opera sob a regência de Michael. Tu sentes a humildade dos Irmãos de consciência intergaláctica, (para não falar da humildade de S. Francisco de Assis). Um sinal essencial de que tu és um ser Estrela Semente, é que, nesses momentos de consciencialização, não há nenhum gozo egóico; ao invés, sentes o alívio de teres encontrado o teu estatuto sobre este planeta.

Como ajudar um ser Estrela Semente? Pacificando-o.

Os florais da Amazónia, todos inspirados em orquídeas (que ainda não chegaram a Portugal), vêm, todos, para os Estrelas Semente. Os florais são revelados por patamares de vibração. Esse grande discípulo, Edward Bach, revelou o nível da personalidade dos florais; depois, os florais da Austrália e da Califórnia revelam o nível Antakarana (o fortalecimento da ponte entre a consciência externa e o interno) Estes florais contêm vibrações que vão ao encontro de alguns dos principais problemas das almas evoluídas encarnadas, como por exemplo, o problema da definição sexual. Uma alma evoluída - porque ter pairado, durante séculos, em zonas de vibração andróginas, pode demorar bastante tempo até achar piada ao facto de ter sexo masculino ou feminino. Em relação a um ser Estrela Semente nem se fala!

Agora repara: passas séculos de androginato e, de repente, tens uma erecção!

É confuso. Um indivíduo tem de trabalhar este processo. Um indivíduo chega aqui e tem necessidade de ter filhos (isto acontece especialmente com as mulheres), mas lá, do nível donde ele vem, isso não existe. Então há muitos seres Estrela Semente que não se identificam com os seus papéis sexuais, nem com os económicos, familiares, intelectuais, etc. Os florais da Califórnia vêm para ajudar alguns destes grandes dilemas dos jovens.

Finalmente, temos os florais de S. Germain e os da Amazónia que estão directamente relacionados com ligação entre a consciência cósmica e a terrestre.

O ser Estrela Semente precisa, antes de mais nada, de se pacificar, de perceber que vieram milhares de outros Estrelas Semente, e não vieram para actuar sozinhos. Eles vêm em grupos de 3, 7, 12, 24 ou grupos maiores, para trabalhar em conjunto. Então, a pacificação de um ser Estrela Semente passa por fazer as pazes com a encarnação; depois, libertar-se da ideia de ser mais ou menos do que outro ser, e estar junto das necessidades prementes da Humanidade. Um ser Estrela Semente tem de passar luz. Como é uma espécie de ampola do futuro encarnada num mar de passado, ele tende a ser colocado em ambientes onde possa passar luz. Ele precisa de aprender a irradiar em qualquer momento.

O ser Estrela Semente tem de sair da mediocridade, de estar zangado com a civilização, congratular-se pela assunção da sua tarefa e começar a irradiar incondicionalmente à sua volta. Ele não precisa de dizer que veio de Alfa Centauro; só tem que ficar quieto, completamente em paz e deixar que o seu Eu Maior cuide da tarefa, porque não há nada que seja mais programado do que um ser Estrela Semente. Então, passa da fase de Estrela Semente para a fase de Trabalhador de Luz. Ser uma Estrela Semente e não se adaptar à nossa civilização e cultura não é um problema, é uma constatação; agora, ficar lúcido, começar a irradiar, abrir o campo, deixar fluir... tu nem imaginas o amor que vais receber quando assumires isto!

Esta carapaça de autodefesa, que vem do hábito de estar desidentificado de uma determinada cultura, deve dar lugar a uma parabólica de transmissão de códigos de luz, amor e força.

Perante as mudanças que estão a ocorrer, o teu irmão vai ficar desesperado, deprimido, ansioso, vai sentir que não vale a pena, vai sentir profundas rupturas referenciais. Nós estamos numa civilização em mutação acelerada, e os campos electromagnéticos que mantinham os comportamentos intermédios estão desactivados. Assim, ou estamos na luz ou somos necessariamente atraídos para a sombra. O campo de indefinição morreu.

Há uma separação no ar. Apocalipse é, desde sempre, uma coisa do quotidiano dos povos. Apocalipse não é uma data, é uma vibração na consciência, é quando tu sentes a separação entre o trigo e o joio. O processo apocalíptico faz parte da evolução da consciência. Todas as épocas são eminentemente apocalípticas porque contêm uma confusão entre o trigo e o joio; mas também contêm uma proposta de separação. Mas como os Irmãos Maiores mantinham a sustentação da confusão do trigo e do joio, o índice de vibração apocalíptica, reveladora, era baixo. Agora, porém, como Eles desligaram o cinturão, essa frequência da consciência vai aumentar. É uma flor que desabrocha na tua consciência – a auto-revelação é uma progressiva separação entre os campos. E o teu irmão vai viver isto de uma forma difícil, ansiosa e complexa.

As nossas referências culturais são misturas entre luz e sombra. A Carmen de Bizet, Shakespeare, Chopin, toda a nossa cultura é uma combinação de luz e sombra, com um esforço de encontrar a luz partindo da sombra.

Não há uma cultura da luz absoluta, assim como não há uma cultura das trevas absolutas.

Vai aparecer uma cultura da luz e vai aparecer uma cultura das trevas. Vão surgir hábitos quotidianos, formas de ser e de estar totalmente ligados à luz ou totalmente ligados a uma ausência possível de luz. E o teu irmão vai viver esta crise com dificuldade.
Como ajudar um ser Estrela Semente?

Ele é um ser totalmente programado, não vem para viver de forma errática. Ele tem de aceitar essa primeira crise de concordar com o que ele próprio definiu, tem de se pacificar com a situação planetária e começar a trabalhar por assunção de vibração. Ouve a voz e dá voz ao que ouviu. Isto significa vibrar, emanar e deixar que se espalhe. Mas não sabe o amor que vem ao seu encontro porque o deserto é vasto, a Treva é muita e a sede é profunda.

O ser Estrela Semente é uma porta, por isso é que a humildade é básica. Se tu não és humilde, o teu irmão bate com o nariz na porta. Mas ele precisa que alguém vibre uma certeza total em relação ao programa da luz, à nova Terra e àquilo a que podíamos chamar “O Comando Orion” (Gabriel, Michael, Uriel, Rafael, etc...), associados ao Cristo, ligados a Metatron.

Quando falamos em extraterrestres de luz, estamos a falar dos comandos que obedecem a este Comando de Orion onde estão os Conselhos que determinarão o momento em que a Terra será erguida do túmulo. É realmente uma pena que nós venhamos de religiões que alimentam a culpa e a dicotomia entre o homem, os arcanjos, a frequência superior e as hierarquias cósmicas. A verdade é que quando se introduz, de novo, o comando celeste, as pessoas sentem isso como vasto e distante.

“Minha culpa, minha tão grande culpa”! Arcanjo para um lado, culpado para o outro: assim não se faz nada! Deixa de usar a culpa como um argumento para a preguiça, porque enquanto te sentires culpado não podes fazer nada.

Este ser Estrela Semente, depois de assumido e de verificada a humildade, tem toda a liberdade para começar. E começa por aprender a estar quieto de uma forma criativa; depois, as pessoas são trazidas até ele, o que não acontece se ele não estiver aberto.

Existe uma atracção entre o sedento e o poço. E o Divino, na sua misericórdia, jamais deixa que o sedento não encontre o poço.

Ajuda-se um ser Estrela Semente contribuindo para que ele se assuma como um poço; quando ele se assume como poço, aparece a sede. Então, entra em serviço e está curado; então, através da assunção do serviço, a ampola de luz maior pode começar gradualmente a aproximar-se até ancorar no 8º chacra. O ser Estrela Semente precisa saber por que está cá. Quando recebe o amor do sedento e quando este amor circula, acabou a crise existencial.

Se a Estrela Semente é um jovem, temos de deixar de o envenenar, de lhe dizer o que o mundo é ou deixa de ser, porque o mundo está em mutação aceleradíssima.

É pelo índice de luz em nós que mantemos o compasso com a grande respiração da Mãe. Portanto, cuidado ao dizer a um jovem o que é ou não é; é preferível criar condições para que um jovem se exprima e diga o que pensa. Menos paternalismo e mais cooperação. Como o jovem não tem a totalidade da informação e da clareza, vai pedir ajuda e, nesse momento, há uma educação.

A educação por solicitação é que enobrece o crescimento da consciência do ser à nossa frente; não a educação por receita do que é estar neste planeta.

Por André Louro de Almeida                 13/10/2001

2 comentários:

  1. Olá quero deixar aqui a minha enorme gratidão pelo texto, sou Estrela semente e estava em crise, o texto me ajudou de tal forma que nem imagina, foi quase um balde de agua para que eu acordasse e parasse de me sentir desajustada e desistir de tudo, agora vou confiar plenamente no plano do Amor, gratidão eterna!!!!!!!!

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    1. Fico contente que o texto tenha te ajudado de alguma forma, mas os agradecimentos não devem ser direcionados a mim e sim ao autor. Acredito que algo abstrato tenha te guiado até aqui, possivelmente teu ser interno, tua Alma. Direcione teus agradecimentos para o Alto, teu próprio ser Interno. Grande abraço

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