Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Despertar do Guerreiro Sagrado XII

Dentro da ampola humana trava-se o encontro decisivo do drama universal. Dentro do ser humano acontece o forjar de um dos elos essenciais da cadeia cósmica, um elo que não existe e que compete ao homem gerar. Esta afirmação tem pelo menos 6 mil anos.

Foi ligado o circuito de fogo entre os seres humanos. Está inaugurada para a humanidade inteira, a possibilidade da troca do fogo entre seres humanos, um tipo de ignição, de acção pura, que não depende especialmente dos nossos estados de espírito, por estranho que isso nos pareça.

A capacidade e a possibilidade de tu seres activado como um centro emissor do poder que liberta, não depende apenas das pequenas alterações do quotidiano, mas tem a ver com uma grande onda que abrange dezenas de encarnações. Esta encarnação é uma encarnação de síntese, ela não está a acontecer para que cada um de nós tome decisões entre luminosodade e obscuridade, nós já não estamos nesse patamar. Nós estamos sendo chamados a escolher entre o bom e o óptimo, entre o óptimo e o excelente, entre o excelente e o sublime, daí a subtileza das provas. Já ninguém neste final de milénio está sendo preparado para escolher entre o bom e o mau, essa escola terminou há várias encarnações, para todos nós. O nosso problema é que temos perante nós o óptimo e o sublime. Nós estamos sendo chamados para desenvolver uma velocidade de escape planetária em relação à Terra e conquistar a consciência orbital estável.

Os nossos veículos estão sendo preparados, secretamente, para permitirem o encarne da parte de nós que é nascida no céu. Existe um núcleo, uma realidade em ti que é nascida fora do espaço, fora do tempo, acima do carma, acima do darma, acima do serviço. Existe um núcleo em ti, um facto oculto inamovível, que é nascido no céu. A origem dele é o próprio Cristo, é uma parte que está aqui para realizar o elo dourado, para contribuir para a forja do elo de ouro que deverá ligar de uma forma terna, doce, sensível, poética, está aqui para gerar esse elo com a base da criação, com os graus da substância. A "tua terra natal" não tem nada a ver com a ternura de infância, isso é um grau microscópico de uma experiência de sensibilidade, quando comparada com a verdadeira saudade da origem.

Nascido no céu. Tu és uma emanação, momentânea da super consciência cósmica e esta origem tornou-se activa, ela passou do estado de semi ocultação, até ao momento em que a alma começa a desenvolver a qualidade da invocação contínua.

Quando se diz que as nossas almas passaram do 4º para o 5º plano, significa que nós temos estes pássaros de luz dentro de nós, que se cansaram de brincar com jogos humanos (tu podes não estar cansado, mas a tua alma já está), é por isso que se pode dizer com segurança, que a prova e o trabalho desta encarnação não é uma prova entre o bem e o mal, porque a nossa alma não está mais disponível para continuar a brincar com experiências humanas. A qualidade da invocação que a nossa alma está a desenvolver hoje, a precisão, a luminosidade, o calibre da meditação que a nossa alma já está a desenvolver, retirou-a pura e simplesmente do 4º plano e fez com que ela entrasse naquilo a que podemos chamar meditação e invocação contínuas.

Antes, nós rezávamos o Pai Nosso quando nos lembrávamos disso, quando alguém nos lembrava disso, ou quando de repente nos caía um piano em cima da cabeça e era necessário rezar um Pai Nosso. Actualmente, não é preciso mais esse processo em níveis reais, porque a nossa alma no 5º plano, ela é uma oração perene. Mais do que nunca, o trabalho de oração é um trabalho, agora, de actualização, nada mais, porque o nosso ser interno a nível da alma, entrou em oração contínua. Qualquer oração é uma repetição de um facto que já existe em nós, isto significa, que estamos sendo convidados a passar do estágio das orações intermitentes, das referências, do ter que me alinhar com o meu ser interno, para o estágio de ficar alinhado o tempo todo, porque se me mantenho alinhado com a minha realidade central, tu libertas de ti a energia da oração como um perfume.

Dentro de nós aconteceu a fundação daquilo a que se chama o 5º nível. Houve uma mudança de oitavas, houve um deslocamento inter níveis. Como a hierarquia da Terra passou toda ela a prova que tinha a passar neste século, ela subiu um nível, as almas passaram do 4º para o 5º nível e o teu eu consciente está sendo chamado a entrar no quarto nível, por isso é que se fala em seres de 4ª dimensão.

O que é que significa ser consciente na 4ª dimensão? Significa estabilidade na luz, não se trata de objecto referencial da luz, o símbolo, o livro sagrado, o Buda, o incenso, o mestre, tudo isso passou, a porta está aberta para que estes eus conscientes devam tornar-se estáveis na luz sem nenhuma espécie de muleta - nós podemos usar esta expressão (muleta) agora, há 20 anos atrás não podíamos, porque o Buda, o livro, o amigo espiritual avançado, tudo isso era legítimo, agora, a partir do momento em que se deu a transição oculta, os nossos eus conscientes precisam ir para o ponto que lhes corresponde, e isto liberta a nossa alma para ocupar o seu verdadeiro lugar e iniciar o processo oculto ligado à construção do corpo de luz.

Nascido no Céu. Esse ser em ti que nasceu no céu, está começando a sentir a mónada, está a começar a sentir uma libertação em relação às camadas compressivas que mantinham a personalidade no mesmo binário há séculos. Quase tudo o que tu fizeste até hoje foi feito pelos teus avós e pelos teus pais, não tem nada de novo, praticamente toda a nossa experiência a nível da personalidade é uma reorganização dos mesmos elementos que foram vividos pelas gerações anteriores, qual é o interesse disto? Tem uma grande vantagem, tu não morres de fome. É necessário que este ser consciente contacte o tédio imenso que está acumulado no seu semi consciente, com o facto de ele perceber de que toda a luta horizontal, toda a experiência de enganar o próximo, é um remanejamento de forças, é como se não houvesse nenhuma diferença entre estares a viver no século XX, ou no séc. XVIII ou no Séc. X, não existe libertação, actualização, a personalidade humana comum vive com camadas de hábitos, recapitula etapas que a espécie já viveu.

Claro, tu não morres à fome, se tu repetires os actos da espécie, a espécie alimenta-te. Isto é uma coisa dos anos 60, isto os hipies tentaram deixar claro, depois eles próprios afundaram-se nas suas próprias contradições, são energias dos anos 60, não é para repetir o que as gerações anteriores fizeram, gerações estas subjugadas pelo consciente esquerdo do cérebro. O consciente esquerdo, é uma capacidade cerebral que nós temos, de gastar em armamento por minuto, mais do que num ano se gasta na saúde mundial. Bastava um neurónio ou dois do consciente direito começar a berrar para dentro do consciente esquerdo, para este começar a pôr em questão as coisas.

Se eu ainda não contactei uma insatisfação incompleta com o jogo de forças mundial, então eu estou fazendo um trabalho de repetição de coroa da espécie, isto não é espiritual, isto é uma coisa da mente cristalizada, adormecida, obscurecida.

Com os discípulos mundiais, com estes seres à escala planetária que são agentes secretos da luz cósmica na Terra, dá-se o fenómeno oposto, tu estás sendo preparado para te transformares numa realidade estacionária de luz orbital - o ser a que se resolveu chamar discípulo mundial, isto é, um ser que está a começar a tornar-se consciente de que ele é um de cinco biliões de avos da humanidade e de que ele é uma consciência orbital em processo de encarnação progressiva.

Esta é a prussessão do ciclo psicológico: primeiro eu vejo-me a mim próprio como um coitado que sofre, um ser que vem do passado, nascido na Terra e que vai tentar chegar ao céu. A inversão de polaridade planetária e a nova energia que está a descer, reformula completamente a forma como nós nos deveremos relacionar com o facto oculto dentro de nós, tu és um nascido no céu com dificuldades de aterragem. É outro campo vibratório. Isto significa que a identidade que antes estava retida na parte social e cultural, escapa-se, fica uns tempos sem saber o que fazer, que é o que vai acontecer com todos nós durante algum tempo, já nos devemos estar a sentir pós culturais, pós sociais, pós económicos e depois de tu te sentires pós tudo, ficas no vazio até que começas a perceber que o teu eu estava lá em cima à espera, e que aquilo a que tu chamavas eu, era um reflexo e a partir daí, começas a funcionar como um nascido no céu tentando entrar dentro dum computador biológico, dentro de uma natureza humana.

Tu és um anjo físico, será que nós conseguimos começar a funcionar com este novo paradigma? Eu sou um anjo físico.

O que é que significa para mim, nascido no céu? O que é que significa para mim a minha origem ser supra planetária? Para que é que serve esta consciência ? Em que é que isto não se vai transformar numa forma de alienação? Em primeiro lugar, é que de facto tu és nascido no céu e a verdade nunca é alienante, e em segundo lugar, à medida que funcionas como um anjo encarnado, isto é, como uma mónada exprimindo-se através de uma consciência monádica, tu transmites para fora um hálito luminoso que os outros seres humanos vão beber como se fosse água no centro do deserto, tu sabes que é real porque tu começas a matar a sede aos outros seres, simplesmente! Quer eu queira quer não.

Nós tínhamos amigos para conversar, para ir ao cinema, para uma série de trânsitos horizontais, o que Eles estão tentando produzir em nós é a capacidade de libertar e receber fogo espiritual, puro, entre seres humanos, trata-se de estar frente ao teu amigo, como se estivesses frente ao teu Mestre interno, este trabalho é muito simples e muito exigente, porque eu preciso de começar a fundar nas minhas relações, aquilo que foi fundado na minha alma no 5º plano, senão dá-se um descompasso. E agora vem o alibi das forças involutivas. "áh, mas eu vou passar a ficar sozinho, ninguém me vai entender!" O encontro que está a acontecer aqui, está a contecer igual em 20, 50 pontos do planeta, portanto, não há mais sozinho, o que há é uma requalificação das relações humanas, é tirá-las de um nível e colocá-las noutro nível.

Os seres que estão sendo colocados à nossa frente, estão ali para dar e receber fogo espiritual, isto é, a capacidade que dois seres humanos têm de se libertarem mutuamente. O que Eles estão tentando inaugurar em nós, é a capacidade de dois seres humanos trocarem energia espiritual pura, do 5º nível para o 5º nível, com as personalidades concordando ou não com isso. Este trabalho consiste em conseguir transmitir fogo, um agente libertador puro para dentro do outro ser e receberes o mesmo sinal vindo do outro. Isto vai-nos colocar acima das árvores, podem vir dilúvios, pode haver banca rota mundial, pode haver fragmentação da falha de Santo André, não tem mais a ver contigo, se tu és um processador do fogo, tu estás na nova Terra vibratoriamente.

Se eu me encontro transmitindo e recebendo espiritualidade pura - as pessoas no plexo solar emanam uns cabozinhos que tentam ver onde é que o teu plexo solar tem os mesmos ganchos, é um protocolo entre hábitos sociais, então "aquilo" começa a sondar o teu plexo solar, a scanarizá-lo para ver qual é o conjunto de hábitos semi conscientes que podem ser activados por ti, e vice versa, e ao fim de 15 minutos, está feito o relatório do teu ponto como um ser social, comportamental, etc.. O fogo puro consiste em deixar que o protocolo aconteça como se não estivesse a acontecer, não é cortar o protocolo, senão transformamo-nos em criaturas anti sociais, por isso deixamos o protocolo acontecer como se não acontecesse. Tu percebes logo que estás a ser scanarizado porque as pessoas emitem. E este trabalho de ter atenção ao protocolo, significa estar consciente de que todas as forças da antiga humanidade estão tentando sobreviver ali, naquela relação.

Nós estamos encarnados para inaugurar, fundar, transformar, realizar, implantar, nós não estamos encarnados para repetir, clonar, fotocopiar, aquilo que os nossos pais e os nossos avós fizeram. Nós somos criadores, nós somos nascidos no céu, somos seres que introduzem algo de novo em cada minuto, incansavelmente, nesse sentido, à medida em que o protocolo normal acontece, há este destaque tranquilo, eu fico para além do protocolo, percebendo o protocolo, e em cada oportunidade eu permito que o fogo - que é o que desconecta os protocolos, os hábitos comuns - entre no meu sistema, tu passas a ser um transmissor do fogo.

Isto significa criar situações inesperadamente novas, criativas. Recria-te, desconstroi, reconstroi, não há perigo porque no centro estão os Irmãos.

Se eu me fosse desconstruir em nome do meu psicanalista, eu chegava um dia ao gabinete dele feito um quadro cubista, com um olho em cima, outro em baixo, um braço nas costas, "olhe eu desconstrui-me como o senhor me disse" e o psicanalista não percebe nada do que está a acontecer e começa ele a ficar desconstruído, e é um pouco o que pode estar a acontecer por aí.

Só quando a terra calcada é remexida é que pode receber oxigénio, nós precisamos de mexer em zonas em nós que estão instituídas, que têm uma estabilidade de frequência igual ao banco alemão, estão paradas e cristalizadas desde que tu nasceste, nunca receberam oxigénio, é preciso remexer as ervas daninhas.

Este ser nascido do céu busca entrar em nós, é o oposto de uma incorporação mediúnica.

É pela intuição, é porque tu permites que o campo central de consciência vá produzindo uma inibição de cada vez mais qualidade, que a tua energia aumenta. O cansaço, o desalento, a depressão, a repetição de experiências, o bater constantemente às mesmas portas, tem a ver com o facto de eu estar a utilizar o meu livre arbítrio à moda antiga, e este ser de dentro, está procurando escalpelizar gradualmente a faixa de frequência do livre arbítrio, não porque a nossa liberdade venha diminuída, mas porque ela precisa aumentar na vertical, nós precisamos do nosso livre arbítrio para ousar mais longe. Esta escalpelização vai acontecendo até que tu ficas com uma realidade individual extremamente simples, significativa e valiosa. O cansaço desaparece porque tu não estás mais a fazer o que o teu ser interno não quer fazer. Vejam o descompasso, o nosso ser interno passou-se para o 5º nível, nem nos avisou, ele está lá em cima voando já no ar puro da espiritualidade límpida e nós cá em baixo precisamos tornar-nos síncrones com isto, isto é, qualificar cada vez mais a nossa existência.

Há muitos seres que dizem que precisam de se libertar e de se interiorizar, mas se observarmos a vida deles, ela tem de tudo um bocadinho, são umas vidas vastas, amplas, socialmente fantásticas e isto mais o serviço de prata que as pessoas têm lá em casa, é um peso tremendo! Nós estamos literalmente identificados com os nossos mecanismos de segurança, uma parte está ligada a objectos, a territórios e a garantias materiais, como é que a ave de luz pode voar? Como é que eu posso transitar para zonas mais altas, se eu não largo a força e a atracção das zonas mais baixas? Eu preciso de me tornar leve como a ave de luz no centro do meu ser, mas cada vez que eu ponho um objecto, ou uma circunstância, ou uma situação de parte, eu tenho que ter muita consciência que estou a fazer isso em nome da ascensão, da união com o meu ser interno. Quanto mais eu me torno leve, mais eu forneço uma matriz de substância à altura da aura.

Tu és nascido no céu, quais são as tuas necessidades? No nível causal existem necessidades específicas tão importantes para o nosso equilíbrio, quanto as necessidades físicas, emocionais e mentais, tu tens autênticas zonas de frustração espiritual - o nosso corpo causal para ser eficaz como intuitivo, precisaria de uma hora de silêncio por dia - enquanto um ser supra mental, da vida intuitiva, que recebe verdades internamente (isto é uma realidade em nós, não é um poema) eu sou, tu és um ser supra mental, a mente é o terceiro aspecto do teu ser, tem mais quatro por cima da mente. As necessidades do veículo causal são incrivelmente exactas.

Para que tu sejas um ser físico precisas de comer. Para que possas ter consciência sensível emocional, tu precisas de aspirar à beleza, precisas trocar ternura e afecto com outros seres humanos. Acima do corpo emocional as pessoas têm necessidades mentais, assim como eu preciso de comer, o nosso veículo causal precisa de silêncio, de recolhimento. O corpo causal pode ficar fortemente inibido pela presença das outras personalidades, mesmo que sejam personalidades alinhadas, se até mesmo estas podem impedir o fortalecimento do corpo causal quando estamos em trabalho uns com os outros, imagina a vida comum que nós temos?

Outra necessidade profunda do corpo causal é a de significado, é a necessidade de perceber que tudo o que existe está teleologicamente pendurado num ponto que tem significado, num ponto puro. Quando as pessoas dizem: "Mas isto está a ficar tudo sem sentido, a minha vida não tem sentido" aquilo é o sinal de que as pessoas não estão a alimentar o seu veículo causal, esqueceram-se que são seres intuitivos, porque o significado desce através do veículo causal.

Quando um designer diz que o ovo é uma obra de design perfeito, isso é feito de duas coisas: de uma longa reflexão acerca do design e do significado do ovo. E esta coisa do significado da presença pura daquela forma, não é atribuído de fora para dentro, o que é que significam as coisas, não do que é que elas são feitas, mas a função filosófica pura de cada coisa, que é isso que atribui sentido e é isso que torna fecunda a nossa vida intuitiva.

Outra necessidade do corpo causal é o magnetismo. O ser humano precisa de sentir que está sendo atraído, amado por algo superior a ele. Se eu não sentir que sou amado por Deus, eu deixo de funcionar, ou então vou gastar uma imensa energia semi consciente e inconsciente a preencher essa brecha. E eu não posso sentir que sou amado por Deus, por nada menos do que o meu nível causal e a sua contra parte, no plano psíquico cardíaco. Isto não se faz sem silêncio e recolhimento.

É neste nível, nesta estação pura, neste laboratório acima da nossa mente, por detrás do nosso coração superficial, que residem os tesouros do amor e da cura. Eu começo a sentir-me curado à medida que me deixo absorver na minha natureza profunda. Eu começo a sentir que feridas muito antigas perdem o seu apoio na minha consciência - nós somos seres apegados tanto à dor quanto ao prazer, há pessoas que não largam a sua dor, aquilo torna-se o bilhete de identidade psicológico delas, se lhes tiram aquela dor, elas têm a sensação que ficam um pouco perdidas num deserto de luz, então, nós temos esta circunstância interessante, que são seres humanos que não querem sequer largar as suas dores, e a energia já anda por aí muito ocupada, preparando a iniciação da humanidade, o colapso da história e a revelação do Cristo cósmico na Terra e nós estamos agarrados às nossas dores. Deixa a dor ir embora! A dor existe para transmitir uma informação espiritual, que é, não é por ali, ou tu tens que pôr uma benção acolá, ela é um sistema de aviso, como eu não oiço o outro sistema de aviso que é o deleite, que é um outro vinho, como eu estou habituado ao vinho velho, não consigo sentir o vinho novo, a outra paixão, a dor, é uma outra paixão.

É preciso ter muita atenção neste ponto, porque a energia já está a querer levar camadas de dor para fora da nossa experiência e nós continuamos com a colecção, com esta filatelia das nossas dores todas, com uma pinça e uma lupa! Há pessoas que se lembram do que lhes fizeram há quinze anos atrás! E estes seres precisam de se libertar! Deixa ir a dor e tu vais ver que o que fica é estabilidade, uma alegria serena, uma paz profunda e uma competência perante as forças do mundo, cada vez maior.



P: Como é que podemos ter consciência do estado em que estamos?

R: Através da curva, da descida, da capacidade de reagir às coisas que nos magoam, se a curva é muito longa, significa que uma boa parte da nossa consciência ainda está alimentando aquela dor, a curva é rápida a descer, o elemento dor desaparece rapidamente, significa que uma boa parte da nossa consciência já esqueceu e nós percebemos que se nos magoaram, se calhar alguma coisa está errada connosco, ou com o outro ser e passamos a ter uma atitude de compaixão.

Por André Louro de Almeida                  08/02/1999

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