Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Despertar do Guerreiro Sagrado VI


O nosso principal problema enquanto guerreiros em formação, consiste aparentemente, em gerar um núcleo de sinceridade central absoluta.

O estado de um guerreiro carmim implica o trabalho de trazer para o centro os elementais que compõem os nossos corpos, toda a força centrífuga da nossa personalidade. Quando um ser se aproxima da formação do guerreiro sagrado, ele passa de centrífuga a centrípeta pela força da tracção do sinceridade do ser. Daí que a primeira condição deste tipo de ser, é a sinceridade maciça, à qual a consciência do Ocidente gosta de chamar o Cristo em nós. O primeiro contacto com o Cristo em nós é uma sinceridade que não admite contaminação, as periferias do teu ser não vão perceber nada do que está a acontecer, mas eu sei que no centro está a ser fermentada a luz dessa sinceridade central absoluta.

Estás completamente livre de estabelecer protocolos artificiais com os outros e com o mundo, se assumiste que este é o primeiro problema, é com isto que tu precisas de te enfrentar. Se eu estou trabalhando este estado, se estou exigindo de mim próprio esta sinceridade no centro, eu estou a fazer o trabalho do mundo, estou a fazer o trabalho da civilização, eu estou desperto na Terra.

Este estado zômbio desta figura contemporânea que nós vemos nas ruas de um lado para o outro, é porque ele é muito sincero para com os seus próprios desejos, para com as suas próprias circunvalações mentais. Esta força, esta esfera psíquica de desejo que envolve os seres humanos e os liga compulsivamente ao exterior, na condição guerreira ela é invertida, é transformada no desejo puro do ser. E quando o desejo é transformado nesta aspiração, não existe uma transmutação gradual do desejo ao centro do ser em aspiração, é-te pedido para manter a aspiração no mais alto de ti que for humanamente possível.

Neste momento, o desejo foi aumentado na humanidade até ao ponto em que ele se torna psicologicamente desagregador. Isto é uma benção que os Mestres nos fizeram, eles aumentaram o desejo, a energia investida em cada minuto decuplicou nos últimos dez anos, donde que, o desejo está incurralado entre um querer que não tem limites e a sua reversão, a sua transformação em aspiração. Sem o desejo não há aspiração, a aspiração é a transformação do desejo em querer ir além do que nós somos.

Tudo o que nós desejámos desde o início era uma escola que nos ensinava que nós não somos completos e que a nossa incomplitude tem uma resposta. Quando nós não estamos preparados para receber a resposta, nós íamos funcionando por níveis: físicos, emocionais, mentais, e agora chegou ao limite para que os seres humanos tenham estrutura no seu carma, na sua vida, para transformar o desejo em aspiração, e a aspiração é a flor da sinceridade.

Tu entras no conduto que conduz à formação dos guerreiros, quando a sinceridade no centro da consciência se transformou numa esfera hermética incorruptível. Nós estamos aqui a lidar com o problema dos Mestres que consiste em transformar a humanidade inteira numa entidade responsável e livre de todo o obscurantismo da história, livre de todo o passado. Se um indivíduo não é sincero, ele não pode ser tornado livre porque ele não ía utilizar o poder que desce para os seus próprios fins.

Na insinceridade para com o nosso ser interno (nós não estamos num ponto em que possamos falar de ignorância, nós não somos seres ignorantes o suficiente para dispensarmos a iniciação e a sinceridade), a etapa confortável da ignorância, terminou. Se eu fizer um esforço eu posso indutar a minha consciência até ficar quase ignorante outra vez, mas o germe do Mestre que já foi plantado em mim, não vou poder eliminá-lo. Esse germe, esse grão dourado no centro da consciência, exige uma postura.

Esta atitude de a consciência exterior aceitar que entrou num processo de sacralização, de sintonia axial com as lentes de aumento da energia cósmica com as quais a Terra está ligada, (Andes peruanos, Himalaias, Sol, Sírios, Centro da Galáxia, nós temos uma série de lentes que canalizam a energia nova para a Terra) estão a fazer descer sobre este planeta frequências e realidades que não confirmam em nada o passado, que não auxiliam o passado a sobreviver, que exterminam as forças que se mantêm escondidas.

A sinceridade é a condição básica do guerreiro. A sinceridade de ti para contigo mesmo na câmara oculta da tua consciência. Existe um núcleo no centro da nossa consciência tridimensional, de vigília, na parte do nosso ser cósmico que conseguiu atravessar o limite cerebral, e instalar-se na superfície da função neurológica. Essa parte vive o que lhe apetece até que o ser, no centro, além de tudo, diz: “Muito bem, agora o ciclo das experiências terminou, tu precisas de controlar o centro”.

Estar centrado, significa estar equidistante até mesmo dos nossos próprios desejos, significa olhar para a nossa natureza, como se olhasse-mos para a natureza de qualquer outro ser, significa desapaixonarmo-nos de nós mesmos para começarmos a amar-nos.

A História está a entrar em colapso, os processos dialécticos têm muito pouco para dar ainda ao Mundo. Se é o capital ou se é o estado centralizado ou se é uma economia de mercado livre ou uma economia planeada que vão dar de comer a um indivíduo que está a morrer de fome, esta questão dialéctica terminou, o que há é grandes quantidades de bens materiais acima do Equador e grandes quantidades de carências abaixo do Equador. Então, vem a lei e diz: “Tens dois cobertores, dás um cobertor ao teu irmão e ficas com um cobertor”. Ponto final. É aqui o fulcro da consciência que a transformação precisa de acontecer. Isto é o próximo paradigma económico. A próxima economia chama-se, amar insondavelmente.

O próximo paradigma económico acontece, quando cada vez mais seres humanos se sentirem completamente miseráveis com a sua acumulação de bens materiais, enquanto o planeta tem setenta por cento da população em pobreza profunda.

O coração vai-se transformar numa equação económica. Diariamente o nosso ser interno põe-nos situações muito específicas à frente para testar o grau de conexão que nós temos com ele.

Quando se diz que a história vai entrar em colapso, é porque o método que a história utiliza que é de choques entre opostos já produziu os seus frutos. Choques entre oposto foi uma coisa fantástica para o século onze, no final do século vinte, há um terceiro vértice que está a chegar para harmonizar os opostos, esse vértice no homem exprime-se através do coração. Tem a ver com a inauguração no centro do nosso ser de uma luz. No momento em que a sinceridade central emerge de um Cristo que dá o primeiro toque da sua presença dentro de ti, tu és um ser com a primeira iniciação. A primeira iniciação acontece, quando a consciência central é admitida no seio da sinceridade. O Cristo vai chegar através de cinco biliões de raios solares que vão encarnar em cada ser humano - Esta é a segunda vinda do Cristo.

Era possível que ele descesse num corpo físico no Canadá ou em África, o perigo, é que ele ia convexionar num ponto aquilo que é a tarefa da Humanidade, de criar um amplexo de consciência aquariana, e, assim, ficava a Humanidade à volta de um ponto.

A técnica que está a ser usada pela Hierarquia, é uma aproximação da chama crística, em graus, ao centro do nosso ser. O processo é lento para que a consciência tenha tempo de se ir adaptando, de ir percebendo o que lhe está a acontecer. Tu está a ser transformado num Cristo, isto significa que os nossos corpos vão ter as suas energias substituídas.

O que é que é um corpo astral? Onde o antigo fogo da humanidade, que é regido pelo aspecto fricção, acção, movimento, desejo, foi sendo drenado gradualmente, para fora, e os Irmãos fizeram entrar no teu corpo astral energia vinda da estrela mais próxima do planeta, não calor, esperemos, mas, uma frequência de gnose que uma estrela representa. Isto chama-se - segunda iniciação.

O nosso trabalho, hoje, é estar simultaneamente consciente da Terra e de que nós somos um ser celeste, aqui. A consciência é um campo que se desenvolve a partir de um centro para a periferia e vai assimilando em graus cada vez mais profundos, a realidade em torno dela. Então, o que é que está no centro da tua cons ciência? Se nós pusermos lá um eu, estamos a fazer existencialismo, agora, se nós pusermos um Eu, já fica mais interessante. Isto é terceira iniciação.

Na primeira iniciação o ser trabalha a sua sinceridade, a sua dedicação, a sua consciência de sacralização, a sua conexão axial, até que essa sinceridade irrompa em luz e nesse momento o Cristo, a consciência cósmica central, nasce em ti e tu não consegues apagá-lo mais em nenhum momento da tua existência - guerreiro carmim.

Nós temos aspiração pelo Mestre, não apego. Se nós temos apego por coisas, como é que o Mestre espiritual vai destruir a imagem tosca e de 6º Raio velho que tu tens dentro de ti acerca dele?

Portugal está a passar por um Boom exotérico, o que vai acontecer é que as pessoas vão tirar a Santa Maria para pôr o Mestre Morya e a relação é a mesma, e nós temos que criar uma rampa de descolagem da nossa consciência, e o resgate é na zona límpida, contemporânea, avançada, elíptica. É outra energia!

As pessoas pedem coisas aos mestres, isto é tudo para ser queimado, isto é exactamente a casa onde o Senhor não pode descer. O nosso problema é muito subtil, porque nós já não somos ignorantes, nós queremos informação e visitas interiores, e estas visitas, a doçura, a ternura, a força, a amplitude, a coragem, a nobreza deste ser que chega dentro de nós e diz: “por favor, eu quero fundir-me em ti”.

Se calhar astrologicamente ele só se vai fundir quando tiveres quarenta ou cinquenta anos, mas o ponto é que eu preciso de trabalhar a casa, de me ver livre de tudo o que não corresponde a essa chegada. Este é um ver livre que corresponde à conquista do Sol sobre a Lua.

Tu sabes que aconteceu a primeira iniciação porque um dia tu levantas-te da cama, abres os olhos e dizes: "Não sou o mesmo!" e ao mesmo tempo todos aqueles assunto que podiam enganchar-te por baixo, não engancham.

Na primeira iniciação, os seres humanos são levados frente a mananciais de fogo estelar que estão residentes na Terra, (pequeninas porções de Sol foram trazidas para a Terra e escondidas no interior de montanhas em templos secretos) esses fogos estão lá e se a tua hipófise ou o correspondente no corpo astral e no cérebro de luz, for tocado com um percentual de luz desse fogo, acontece a primeira iniciação, no sentido em que há uma relação entre as glândulas que produzem uma nova vibração ao nível da caixa craniana e a partir desse momento, o Cristo pode descer um grau, ancorar, e não se vai mais embora. Acabou o homem comum.

Na segunda iniciação, eles tiram toda a matéria do corpo astral em graus - a vibração do corpo astral muda completamente - de repente, a paz instala-se totalmente naquele ser - guerreiro azul.

Na terceira iniciação, toda a consciência é impregnada com aquilo que estava no ser.

Nos três casos são colocados três níveis de sinceridade diferentes. Em todos os casos, sinceridade é vitória.

Consciencializar, significa, antes de fazer qualquer movimento interno de entrega, eu ter uma clareza mental muito alta àcerca do núcleo ao qual eu me vou entregar. Eu preciso de sentir esse núcleo.


Para que a consciência global unificada (o Cristo), supra planetária, possa tomar posse do Planeta, é necessário que haja vários núcleos com vários seres com a terceira iniciação espalhados por todo o Planeta. Só após a terceira iniciação é que existe um mastro, uma definição absoluta de entrega daquela unidade de vida aos planos internos. Só após esse estado de consciência, é que é possível os Irmãos fazerem ancorar a energia que vai transformar o Planeta. Antes disso, existem toques, visitas, ancoragens por períodos definidos. Agora, a descida acontece após a presença de um potencial de seres com a terceira iniciação. Seres cujo físico, o emocional e a mente estão dentro da vibração do ser interno. E tudo o que é pedido neste contexto, é sinceridade, frontalidade.

Está a ser pedido que ao mesmo tempo que a parte humana faz o binário dela, em cada momento disponível, eu me entregue, me una com o meu ser interno, é este que contém o poder para deslocar os comportamentos indevidos, e para te fazer passar de patamar em patamar.

Estas três iniciações são as três portas que estão à nossa frente e que se abriram para grandes contingentes da humanidade a partir dos anos 90. Em cada portal há uma pergunta que é feita e que é: Quem és tu? E quando na terceira iniciação diz: “eu sou um pequeno tu”, entraste na zona hiper estável da relação com a presença.

“Meu Deus, mas como isso está longe de mim!”

Esta descida do 2º Raio a toda a humanidade, esta segunda vinda de Cristo sob a forma de uma energia de raio, neste caso o 2º, dentro de cada ser humano, é uma necessidade do sistema solar. A Humanidade precisa de ser iniciada, e tu és parte da humanidade. Nós estamos a falar da lei dos desígnios transcendentes, não estamos a falar da lei do carma nem das nossas necessidades quotidianas.

A parte da humanidade que não pode acompanhar a ascensão planetária, já tem uma casa linda à espera dela noutro planeta.

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Assim como o Divino tem a obrigação de nos alimentar ele tem a obrigação de nos planificar sexualmente. Não estamos a falar de satisfazer. Existem camadas e camadas de medo e de inconsciência por detrás dos nossos comportamentos instintivos de sobrevivência.

Se eu estou a levar uma vida completamente focalizada no ego, eu estou a utilizar sistemas, corpos, possibilidades para alimentar algo que não é do divino. Agora, no momento em que eu me dirijo ao Divino, o meu aparelho digestivo entra na regência do Divino e ele é que tem de o alimentar. Se se instala inércia - “o divino vai-me alimentar” - e eu fico à espera que o homem da pizza toque à campainha, aí a coisa não funciona!

Na sexualidade é a mesma coisa, se tu pensares em não ter uma erecção, a primeira coisa que acontece, é uma erecção. Uma coisa conduz imediatamente à outra, portanto, isso é uma coisa do foro divino, é não pôr o pensamento nisso.

Nós não estamos aqui a falar de uma sexualidade magra, pela oposição de uma sexualidade gorda em que tudo o que entrar é óptimo. Eu tenho só que deixar de ser guloso sexualmente. Eu tenho que começar a dizer: “bom, está aqui a minha pizza que escolhi em termos sexuais, mas esta piza vai-me levar aonde?” E em vez de eu ficar ansioso numa lógica de pecado e não pecado, que é uma coisa de há quatrocentos anos atrás, eu preciso ver com o melhor da minha consciência o que é que aquilo é. Não vou ficar a ver eroticamente, e com a minha inteligência eu tentar dizer: “bom, está aqui a pizza, agora, quem é que pôs a pizza sexual aqui? Krishna, como é que é? Isto é um problema teu não é um problema meu”! E tu vais orando e vais dizendo a Krishna: “Krishna leva a pizza!” E se Krishna não levar a pizza é porque aquela pizza é para tu comeres. Nós precisamos ter cuidado para termos uma sexualidade magra e não uma sexualidade gorda, para não sermos obesos eroticamente, mas sim, moderadamente castos.

Falar sobre sexualidade, ou falar sobre purificação, ou sobre sobrevivência, é todo um universo. Ao mesmo tempo que eu percebo que aquilo é colocado à minha frente - o que quer que seja - porque o Divino conhece as minhas reais necessidades, e nós estamos a falar de uma coisa que é inteiramente hormonal, ligado à imaginação, ligado ao nosso poder de criar com a mente, ligado às nossas carências afectivas. A palavra sexo é tão vaga, eu sou capaz de imaginar 500 coisas que as pessoas chamam sexo, nenhuma delas é sexo. Nós somos vítimas de uma educação vitoriana, puritana, errada.

O meio termo fica no amor. O meio termo é assim: sexo sem rosto, é Marte; sexo com rosto é Vénus. É toda a diferença entre pornografia, erotismo, e erotismo superior. Sexo com olhos que brilham e agradecem de felicidade, é amor.

Depois do judaico-cristianismo ter posto a parra a nível genital, veio a sociedade contemporânea e pôs a parra no rosto. Todo o paradigma da pornografia consiste em pôr uma parra no rosto. As funções do corpo, do corpo astral e da mente devem propiciar a obra do Divino.

Se tu sais de uma refeição com uma dor de estômago e com a sensação que acabaste de fazer uma estupidez nutricional, tu comeste demais e comeste o que não devias. Se eu me envolvo sexualmente com indivíduos que correspondem ao meu processo, se o meu ser interno esteve presente naquele acto sexual e o ser interno do outro também esteve presente, eu saio dessa experiência energizado.

Sexualidade que te energiza, que abre o teu coração e que te põe na varanda a olhar para os passarinhos, é uma sexualidade do espírito. Uma sexualidade que te desvitaliza e que corta a tua sensação de norteamento, social, psicológico e espiritual, é uma sexualidade que o teu ser interno não está a reconhecer.

O tantra é uma disciplina altíssima, que implica uma qualificação total do desejo. Os casais da nova Terra vão utilizar elementos tântricos, na proporção em que eles são necessários para a descida do novo casal.

O verdadeiro tantra é uma coisa que os ocidentais terão sempre muita dificuldade em compreender, porque é a sacralização da energia sexual, isso vai ser realizado por esta humanidade. O verdadeiro tantra, fazer amor ou não fazer amor é rigorosamente igual.

O trabalho deste ser em formação é que ele está a ser purificado nos seus corpos, está sendo trazido do limbo dos automatismos para zonas de consciência cada vez mais abrangentes. Tudo passa a ser um acto consciente cada vez mais. Nós temos actos no dia a dia perfeitamente automáticos, e o que os Irmãos estão a preparar em nós é ultra consciência a cada momento. Estar desperto, e não automático.

A energia sexual continua a manifestar-se nas regiões que exprimem essa energia, o que se passa, é que a tua consciência vive essa descida da energia para essa zona laranja, procriativa, mas a consciência não desce. O problema dos Mestres em relação ao abuso dessas zonas do ser, é porque elas estão sendo utilizadas da forma antiga, elas fazem com que a consciência desça. Eu preciso de manter a minha consciência límpida. A consciência está sendo transformada num diamante e ela não deve ser nunca, por nenhum motivo, opalecida.

Esses estados de consciência que não querem que a Terra evolua, essas forças involutivas presentes neste planeta disseram: "isto é um planeta sexual"! Utilizando uma linguagem simbólica, o que aconteceu é que a pérola da sexualidade foi roubada pelas forças involutivas e guardada por uma serpente no fundo de uma caverna.

As forças involutivas não se interessam nada com o que tu andas a fazer com os teus genitais, elas ficam todas contentes é porque cada vez que tu vais para essa zona do teu ser a tua vibração desce, a Hierarquia depois não consegue contactar contigo e tu ficas enclausurado nessa zona. Este é que é o ponto. As forças involutivas não focalizam actos, elas focalizam vibração.

Agora, existe uma sexualidade sagrada, existe uma alimentação sagrada, existe.

Aquilo que nós já fazemos com a alimentação, que é comer com gratidão, comer consciente que aquele alimento é uma parte da formação do nosso templo físico, tu vais pondo de parte aquilo que não sentes que te corrresponde, até que há um momento em que pura e simplesmente aquilo é a tua alimentação exacta. E quando tu comes, comes com gratidão, com consciência da subtileza daquilo, com consciência de ausência de carma que aquela alimentação tem. Com a sexualidade é a mesma coisa.

Eu preciso de me interessar cada vez mais por tarefas altruístas, por tarefas que digam respeito à luz dos outros, porque uma boa parte das forças dos corpos que vivem na zona subdiafragmática através do trabalho altruísta sobem para o coração e exprimem-se através do chacra laríngio isso é a verdadeira transmutação da força.

Há pessoas com imensa energia básica, isso é fantástico porque esses indivíduos têm muito para dar a nível da implantação da luz na Terra.

De onde é que vem a energia? Quando se fala de energia sexual de onde é que ela vem? Ela vem do Divino através do chacra básico da Terra.

Tu podes excitar a energia sexual no sentido espiritual, em oração, porque se eu não estou aberto para o espírito, essa energia ao subir vai suprimir as zonas que lhe correspondem em termos biológicos. É fundamental eu viver uma vida de oração para que haja espiritualidade, e se eu tenho essa vida de oração, gradualmente a energia básica encontra o seu caminho para se exprimir através do chacra cardíaco, depois através do chacra laríngio e assim sucessivamente.

Qualquer força subdiafragmática, qualquer força básica em nós é um discípulo teu. A tua potência, a tua raiva, a tua sexualidade, a tua necessidade de te experimentares, tudo isso tem que estar incluído em ti, mas tem que encontrar uma ondulação pela qual vai pertencendo cada vez mais ao Divino até que tu chegas à condição de krishna que é o arqueiro que dispara uma flecha. Este trabalho tem a ver com o guerreiro carmim.

Nos próximos dez anos, centenas de milhar de seres humanos vão receber a 1ª, a 2ª, e a 3ª iniciação. Neste momento, há três ou quatro obstáculos e um deles é que nós ainda não conseguimos ser suficientemente sinceros, para que a força do 1º raio monádico possa trabalhar através de nós. 1º Raio, igual a sinceridade. Agora, como a sinceridade é uma coisa à qual nós não estamos habituados porque nós vivemos numa sociedade cosmética, nós vivemos constantemente a tentar convencer alguém de alguma coisa, em vez de te convenceres a ti a caminhares como o Divino, e depois tudo acontece por acréscimo, como eu não estou a fazer esse trabalho, a sinceridade transformou-se numa espécie de meditação para nós. Para eu poder ser claro, absoluto e sincero com a minha relação com o espírito, passa por eu fazer meditação, porque a estática social, a estática entre as pessoas, a troca de elementais de baixa qualidade entre os seres humanos é tão constante, que nos esquecemos que isso existe.

Existe conhecimento para ser passado que é completamente fascinante. Está relacionado com Portugal, com níveis internos de Portugal, com a engenharia da ascensão, com a iniciação da Terra, com a nova Raça, com o novo código genético e assim sucessivamente, e este conhecimento é fascinante, é poderoso.

Se nós dissermos aqui, que nós temos de chegar a um ponto de tranquilidade e de união com o Divino, em que tu estás a lavar a loiça e em cima da colina a 500 metros diante de ti pousa um disco, prateado, de uma geometria e de uma impecabilidade não terrestre, e pousa silencioso e tu dizes: "aquilo deve ter 40 metros de diâmetro" e continuas a lavar a loiça. Se eles te chamarem, tu paras de lavar a louça, sais, atravessas a colina, e vais ter com eles. Se eles não te chamarem, tu olhas e continuas a lavar a louça. Este é o ponto de controle e de união com o Divino que é necessário atingir.

Para cada hora de exposição a ambientes negativos, nós precisamos de desenvolver vinte minutos de exposição a ambientes positivos. Eu preciso de distinguir muito bem três coisas: passar provas na grande cidade; transmutar forças na grande cidade; e outra coisa completamente independente é contacto com o nosso ser interno. E o que nós muitas vezes estamos a fazer, é que nós estamos achando que só se vive e só se passam provas no Rossio, lutando contra as forças. Isto é uma condição extremamente ingénua, que é nós julgarmos que podemos passar 24 horas por dia da nossa existência exposto a forças involutivas, isso vai desgastar o percentual de energia cósmica que o nosso ser interno já conseguiu fazer descer até nós. Para cada dia de trabalho eu preciso de quatro horas - cada ser sabe qual é o seu ponto de equilíbrio - de usufruto de Deus e não a lutar contra forças involutivas. Uma coisa é as forças que nós atraímos e depois são difíceis para nós de as pormos para fora, e geralmente são difíceis porque estamos a atrair mais do que aquilo que nos corresponde e se nós atraímos muito, então temos de fazer um trabalho interno também muito profundo. Se eu atraio muitas forças involutivas para a minha órbita, das duas uma: ou eu sou uma espécie de enviado que veio aqui para transmutar forças colectivas, o que é possível; ou então eu estou desequilibrado em relação ao contacto, eu estou a fazer mais serviço do que contacto.

Cuidado com esta ratoeira, que é as pessoas que acham que tudo o que há a fazer é serviço e esquecem-se do contacto. Tu recebes energia cósmica para o serviço durante o contacto e o contacto não tem a ver com o estar exposto a forças involutivas, não tem a ver com o lutar contra nada, nem com nenhum processo psíquico, tem a ver com tu ires para o sítio onde foste chamado durante um ou dois dias, ou duas horas ou vinte minutos, e isso faz com que o teu ser interno ancore na tua estrutura e a partir daí, quando tu vais para o cenário de serviço novamente, pode vir um porta aviões, não tem importância nenhuma se o contacto esteve à altura desse porta aviões. O que eu acho é que muitos de nós só pensam em serviço e não fazem contacto.

O contacto tem a ver com eu suspender todos os conflitos em mim, metodicamente, isto não significa que os conflitos desapareçam, significa que durante vinte minutos, três dias, um mês, eu opto por não focalizar os conflitos, eles continuam lá mas eu não os alimento durante aquele período eu não lhes dou energia, não penso absolutamente em nada senão no Divino e isso faz com que o Divino encontre por onde passar e ancorar em mim, porque ele só precisa que a minha mente e a minha estrutura estejam estabilizadas o suficiente para ele ancorar, isto é o contacto. E nesse sentido, a partir de certo momento, a pessoa sabe muito bem que, para cada tempo de serviço, precisa de um tempo de contacto.

CONTINUA....

Por André Louro de Almeida                16/12/1998

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