Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

sábado, 1 de outubro de 2011

Experiência espiritual. Malha Melquitzedec

O que é ter uma vida espiritual? O que é que distingue a experiência espiritual de uma experiência psicológica ou de um vislumbre intuitivo? O que é que nos acontece que é definitivamente do nível do espírito e não pode ser comprometido com uma comoção psíquica ou psicológica e não pode ser confundido com um vislumbre intuitivo, com uma percepção interior?

A primeira grande experiência espiritual de um ser, acontece quando ele consciencializa que é amado. O berço de toda a experiência espiritual autêntica é uma experiência de amor e o que distingue uma experiência do espírito de uma experiência psicológica, e que quando tens a certeza de que és intensamente amado, com um amor que quebra a linguagem, dissolve as estruturas mentais, torna pálidos os sons do mundo, no momento em que a experiência do amor que não tem explicação não mais te abandona, quer a crónica quotidiana seja agradável ou desagradável, estás a aprender a vibrar no nível do espírito puro.

O trabalho não é ficar no nível intuitivo que é o nível de visão, de percepção, de realização, de elaboração, porque por mais directo e intuitivo que seja, a intuição é ver, é experimentar uma realidade interior a partir de um processo de apreensão dessa realidade. O que define a passagem do nível intuitivo para o nível do espírito, esse 5º nível, é uma experiência fundamental de amor. É muito importante que eu saiba nutrir este amor com mais amor. Quando um ser é chamado para uma atmosfera de natureza espiritual, ele está a ser chamado para uma experiência de cura afectiva total. Cura afectiva, porque a experiência espiritual autêntica, purifica as experiências de infância e resgata aquilo a que os terapeutas chamam “a criança interior”. Devido ao nosso poder de acumular opiniões sobre nós próprios, devido à fabulosa capacidade que o ser humano tem de se magoar a si próprio, constantemente, e de inventar formas de tortura subtil para se negar a si mesmo, o cordão umbilical de luz que nos liga à mãe divina está danificado pelos nossos sentimentos de culpa, pelas nossas opiniões, pelo nosso absolutismo, pelo nosso perfeccionismo, pela nossa intransigência para connosco próprios, porque nós não fomos designados para forçar a perfeição, nós fomos designados para sermos perfeitos, que é uma coisa muito diferente.

Eu preciso de compreender que, tal como eu sou amado , preciso de me abandonar, de me deixar ir, não para os braços dum guru qualquer ou de um esquema, mas para os braços deste amor que me preenche, que está por detrás dos meus dias. Assim como eu preciso de desenvolver uma sensibilidade crescente ao amor que vem dos níveis superiores e internos da vida, preciso também de me libertar do perfeccionismo, para ver se posso começar a ser Perfeito. De me libertar da intolerância para comigo mesmo, de aceitar que eu sou barro nas mãos da minha mónada. Como mónada tu és o deus dourado, mas como personalidade nós somos barro, matéria moldável, e esta intransigência que as pessoas trazem oculta dentro delas, castigando-as na direcção de uma perfeição a todo o custo, é uma forma subtil de orgulho, porque o ser está a tentar forçar-se a trabalhar a si próprio, a maior parte das vezes, sem fazer a única coisa necessária, que é, abrir a porta através da oração, do alinhamento, da união, da invocação, do apelo, da aspiração, abrir a porta às verdadeiras mãos, as únicas que podem mexer neste barro.

Eu tenho que aprender a atar os sapatos e a orar ao mesmo tempo, eu tenho que esquecer que existe uma coisa chamada oração. Será que a oração é destilar palavras sábias, poemas místicos? Oração é estar aberto, rendido, entregue ao centro da própria consciência, é só isto. E eu preciso de desenvolver uma capacidade de estar aberto o tempo todo.

A etapa de preparação terminou, vamos ver se saímos do nível intuitivo, finalmente, porque no nível intuitivo tu ficas quieto, fechas os olhos e já aconteceu a experiência intuitiva. Uma experiência intuitiva não é uma experiência espiritual, senão não existia plano mental, plano intuitivo, plano espiritual. O plano intuitivo vê “a coisa”, no plano espiritual, tu começas a ser aquele que antes via.

Existem três malhas de consciência que envolvem a Terra neste momento. Existe uma malha à qual se pode chamar, de uma forma um tanto ou quanto tradicional, a cintura de Melquitzedec. Esta malha é uma rede cristalina, ela existe no plano etérico e contém os graus luz de sustentação da consciência no nível do sacerdócio de Mequitzedec. Não significa que um indivíduo que se firma nessa malha de consciência que envolve toda a Terra é um Melquitzedec, significa que ele está reentrando naquilo a que se chama o sacerdócio Melquitzedec.

Esta malha conduz a uma segunda malha, uma rede universal de consciência que se pode definir como malha crística. Ela irrompe através do cérebro etérico e funda um templo no centro do teu cérebro físico. A malha crística tem um poder penetrativo tremendo. Acima da malha crística existe aquilo a que se pode chamar o “corpo de luz planetário” ou “Mercaba planetário” ou “Holóide planetário” que é o veículo através do qual o planeta vai dar o seu salto.

Na malha Melquitzedec tu tens uma coordenada à tua espera. Neste momento entrámos numa fase de activação, à escala planetária, dessa malha Melquitzedec. Significa que todos os seres que, de uma forma indirecta, sentem poder tractor, electromagnético, e o amor imenso da energia Melquitzedec, estão a ser atraídos para essa malha, que é um campo sustentador de consciência que unifica as frequências dos seres que estão coligados com ela. Trata-se de começar a ficar sustentável num outro nível de consciência. Esta malha Melquitzedec utiliza pontos de distorção espaço temporal distribuídos pelo planeta inteiro. São poços onde o espaço e o tempo se comportam de maneira diferente e aí que existem os nexos da malha Melquitzedec. É claro que isto levava-nos aos Templários, aos Cátaros, mas o nosso trabalho não é fazer estudo exotérico de coisas antigas, o nosso trabalho é hoje.

A malha Melquitzedec é formada por milhões de triângulos que, somados, formam uma esfera cristalina em torno da Terra. Quando eu chego ao contacto com este campo de sustentação da consciência, eu tenho pela primeira vez a oportunidade de entrar num estado de ser que não tem mais retorno e os seres que hoje estão a ser dinamizados, purificados, curados, alinhados, simplificados, sintetizados, precisam entrar em fase com a coordenada que lhes corresponde no sacerdócio Melquitzedec. E o sacerdócio Melquitzedec, é não estar mais no plano intuitivo. É deixar todo este folclore espiritual da nova era para trás, é entrar no fogo.

O trabalho agora, significa o indivíduo orar, estar aberto o tempo todo. Quem pode lidar com isto são os seres que vão fazer a activação do corpo de luz planetário. Como é que eu me relaciono com isto? Esta malha que envolve o planeta foi construída por aquilo a que antigamente se chamava os “Mestres assensos”, nos níveis em que Eles, em termos do carma cósmico, podem trabalhar.

Nós temos que fazer o trabalho de subir do mental para o intuitivo, depois do intuitivo pedir a experiência do amor. Como é que eu vou receber o amor interno se o meu corpo emocional parece um sótão cheio de trastes? Como é que eu vou receber a experiência suprema se o meu corpo astral, que é onde essa experiência se deve reflectir, está cheio de fotografias de experiências antigas?

Os níveis onde a ave pede para pousar estão saturados de lixo na maior parte dos seres humanos, mesmo, e muito especialmente, dos que estão a responder ao chamado. Este ser que está sendo chamado não vem para a experiência da felicidade mas para a experiência da alegria e enquanto o discípulo não distingue felicidade de alegria, não pode atravessar a porta do intuitivo para o espiritual.

Felicidade é quando o que a personalidade quer, acontece. Alegria é a experiência central de sermos amados e de termos encontrado o caminho, e de sentirmos as mãos embaladoras da mãe divina trabalhando os nossos corpos.

Existem milhões de seres profundamente felizes que não conhecem alegria de espécie nenhuma, porque feliz é estar satisfeito. Enquanto o divino diz: “Segue”, ele não está a dizer: “Sê feliz” mas, “conhece a alegria”; “esvazia-te para que eu te possa preencher com essa alegria”, “torna-te receptáculo”.

Estes seres que estiveram construindo essa rede Melquitzedec, deixaram os casulos de luz no qual cada ser que está respondendo ao chamado se irá impregnar. E nós entrámos numa etapa em que os Irmãos estão activando a rede Melquitzedec.

Aquilo a que antigamente se chamava o “sacerdócio de Melquitzedec”, traduz-se hoje pela capacidade de nos tornarmos estáveis no plano espiritual. Então, o sacerdócio de Melquitzedec é Ser. Os outros sacerdócios têm a ver com “apontar para”, “indicar”, “dizer onde fica”, “ler e reflectir sobre a sagrada escritura”. A energia de Melquitzedec acontece no momento em que o indivíduo deixa de ver com a visão interior e passa a ser aquilo que ele vê. Há aqui um plano reflector que desaparece, tu tornas-te mais unificado.

Ser significa vibrar constantemente o que tu sabes que é o teu potencial, mesmo que eu ainda não tenha realizado esse potencial, eu renuncio a esquecer-me do potencial. Não te é pedido, nesta etapa, o processo de instantaneamente ser a coisa, mas é pedido que o indivíduo, no plano da consciência, não renuncie ao potencial quando tu compreendes que tu és o potencial, que és o que está oculto em ti, o que ainda não atravessou a rede, o que ainda não se pôde plasmar cá em baixo, o que ainda não conquistou os anéis em torno de ti, e à medida que eu consigo passar dias inteiros alinhado com este centro do ser, eu estou a entrar nos tractores de Melquitzedec.

Um exemplo de que um indivíduo começou a estar estável no plano espiritual, é que ele nunca mais atribui responsabilidades a nada fora dele. No nível do espírito, assim que acontece uma desarmonia fora de ti, instantaneamente, vais procurar a raiz dela dentro de ti. No nível mental, o mundo, as antipatias, as simpatias, as químicas pessoais, tudo aquilo que é a vida comum, o indivíduo contém esta ideia mental de, culpa de, a culpa foi daquele, foi daquilo. Não. Sempre que um indivíduo está em situação desarmonizada, se ele já está vibrando no nível espiritual, ele esquece a questão dos outros, ele vira-se para dentro e arranca a coisa dentro dele, porque segundo a lei cósmica, o sábio atravessa a batalha e nenhuma flecha o atinge, o ego dele não está lá, as limalhas do carma não são atraídas pelo íman do ego e a flecha não o atinge. Se eu estou em nível mental, em nível emocional, acontece uma coisa desarmónica à minha volta e eu começo à procura de quem é o responsável. O responsável és tu, porque tu és o responsável da tua realidade, e no nível espiritual, o indivíduo deixa de brincar aos efeitos e vai buscar as causas, e nunca – excepto em situações aberrantes – tenta buscar as causas fora dele. Isto é o que define um ser em consciência espiritual estável. É completamente pragmático. À medida que o ser se estabiliza nesse nível, começa a desenraizar as sementes de desarmonia que ainda restam dentro dele. O ser que não contém nenhuma desarmonia dentro dele – o caso de Buda – gera um vácuo em torno do seu campo que desorganiza as forças de fricção, de ruptura. Se eu estou no nível da personalidade, acontecem coisas, mas, neste momento, estamos a ser puxados para o nível do espírito puro e neste nível não te acontecem coisas, tu estás a fazer acontecerem coisas, tu tens mecanismos e tens que os observar até que todo o teu lençol fique passado a ferro, sem um vinco, para que a tua consciência se transforme numa base límpida, sã. SER não é ser correcto. Está nas nossas mãos desenvolver uma elegância existencial que me torne um ser energeticamente correcto.

Elegância existencial significa compreender, pelo amor, qual é a verdadeira necessidade do ser que eu tenho à minha frente. As work shops ensinam as pessoas a fazer, a saber, a atingir coisas, não há nenhuma que ensine as pessoas a ficar quietas, a ver se as funções divinas delas, que já lá estão prontíssimas, podem começar a vir ao de cima. É toda a diferença entre perfeccionismo e o facto de estarmos destinados a ser perfeitos.

Precisamos reaprender a ficar completamente humildes, quietos, nulos, transparentes, sem um grão de poeira na tela reflectora, de forma que, pela lei do amor tu sabes qual é a necessidade do ser que tens à tua frente.

Eu preciso de estabilizar psiquicamente o meu ser ao ponto de eu reproduzir a possibilidade de transdução entre planos. Um cristal de quartzo, que é um tradutor de frequências entre planos, é aquilo a que se chama um transdutor, ele traduz e transporta, é como um espelho. Um cristal é um reflector entre dois níveis, ele tem uma inteligência específica ligada às energias de Virgem e tem uma energia específica que faz a leitura daquele estado de consciência, e depois retransmite para o nível com o qual está coligado nos planos superiores, quando o cristal está activado. Activar um cristal é uma coisa que as pessoas não sabem fazer desde a Atlântida. Quando um indivíduo começa a atingir a condição de um ser espelho, já é o cristal que aprende com ele. À medida que te ligas a essa malha mais alta, tu aprendes a reproduzir, nos teus corpos, a condição cristalina.

A cura é quando o indivíduo atingiu o círculo perfeito, isto é o que se chama um espelho. Um ser espelho, reflector, um tradutor de dimensões, é um ser que se transformou num zero. Isto é um amor imenso pelo ser que tens à tua frente, porque tu renuncias a tudo, excepto a estar inteiramente disponível como transdutor, como passagem.

Os seres que estão a transitar do nível intuitivo, do nível de referir, de laborar, de falar das coisas do espírito, estão agora a transitar dos planos internos para o fogo vivo, que é o plano espiritual. À medida que eu atravesso isto, nos planos internos eu começo a ser evocado na construção do meu corpo de luz que permitirá a descida da consciência crística, isto é a união e a passagem da malha de Melquitzedec para a malha crística.

Esta transição começa em 2008 à escala planetária. Neste momento estamos sendo chamados a assumir o potencial sacerdotal do nosso ser. Potencial sacerdotal é a capacidade de ser, e de ser uma ampola de harmonia, de alegria, de amor e de clareza ao longo do caminho. O sacerdote não é um indivíduo que oficia um rito como na era de Peixes, o sacerdote da era de Aquário é o ser que chama a si as partes constituintes de si mesmo, estes anéis psicológicos em torno da tua realidade central começam gradualmente a aquiescer, e à medida que estes anéis amam o centro do ser, ele revela-se, e quando um centro dum ser se revela e pulsa, aquilo é um sacerdócio. Ele limpa e sacraliza o ambiente onde está.

A transição deste nível sacerdotal para a malha crística começa em 2008, agora estamos a ser chamados para a consciência de Melquitzedec. Todos os dias chega até ti um quantum de energia que se distribui pelos sete chacras fazendo a manutenção e equilíbrio do ser humano. O corpo de luz começa a ser construído, tecido, fortalecido, quando tu começas a reenviar, para cima, a energia que chega até ti vinda do alto.

Toda a energia de oração enviada para a mónada, uma parte chega à mónada, mas o principal fica estabilizado no plano espiritual para a construção do corpo de luz, então, esta coisa de guardar tesouros no céu, é completamente técnico porque na aspiração, na oração e na união com os níveis internos, o indivíduo dirige-se ao divino dentro dele e dispara a sua energia.

A lei para a tecitura do corpo de luz – tirando aspectos básicos, como o magnetismo correcto ao nível da vida energética exterior – que é aquilo que mais cedo ou mais tarde resgata a tua consciência, é a lei do acto incondicional.

Quando um acto é feito tendo como objectivo a glória oculta que deve revelar-se na criação, a energia vai directa para o plano espiritual. Eu faço ou não amor em nome da glória oculta, eu concebo ou educo uma criança em nome da glória oculta. Eu começo a sentir gratidão por motivo nenhum, não é sentir gratidão porque me aconteceu isto ou porque o dia correu bem, eu preciso sentir gratidão pela própria gratidão. A gratidão, o serviço, o amor incondicionais, a instrução passada sem nenhum interesse por coisa nenhuma, senão para que a glória se manifeste, isto acumula energia no 5º plano, e a construção do corpo de luz é feita desta forma.

Quando os seres começarem a ficar estáveis na malha crística, 2001/2012, começam todos a saltar para o nível do mercaba planetário. O código monádico pode ser disparado por setas, do mesmo modo que um determinado código activa ou desactiva uma conta bancária.

Existe aquilo a que se pode chamar mónadas código, que é uma centelha divina, residente num ser humano, que contém a chave da 4ª dimensão para a região onde ele está a viver e esta chave é electromagnética, gravítica, é ao nível da massa, é ao nível do comportamento celular, é ao nível do sistema nervoso, da consciência, do espírito. É uma chave total, contém reversores da realidade. Depois da malha crística, eles vão activar a mercaba planetária – corpo de desmaterialização e rematerialização da Terra. Os seres que têm ligação com esse trabalho, saltam do planeta. A nossa meta imediata são 3 coisas:

– Continuidade de consciência (eu preciso de me responsabilizar pelo que acontece entre um estímulo espiritual e outro estímulo espiritual);

– Grau luz (devo responsabilizar-me para que os meus corpos físico, etérico, astral, mental, libertem luz);

– Aprender a fazer as coisas por motivo nenhum ou pelo mais alto dos motivos (quando aprendes a fazer as coisas em nome da glória oculta, tu ganhas asas).

Não há 1 anjo que trabalhe por obrigação. São seres de fogo, vivem em êxtase.

Por André Louro de Almeida     09/06/2001

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