Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Jesus, Cristo e Samana


JESUS – Inúmeras interpretações foram tecidas em torno da vida e da natureza de Jesus. O Novo Testamento, relato mais difundido de seus atos, foi montado com textos escolhidos em concílios cristãos, sob critérios em geral dogmáticos e unilaterais. Ademais, seu sentido original foi deturpado, voluntária ou involuntariamente, com o decorrer do tempo e com as traduções sucessivas. Assim, conhecimentos verdadeiros sobre esse membro da Hierarquia espiritual fizeram-se cada vez mais raros. Relatos semelhantes ao da concepção sobrenatural de Jesus, conforme descrita nos Evangelhos, são encontrados na Índia, em relação a Krishna, e no Egito antigo, em relação às suas divindades.

O mito criado em torno de Jesus serviu de fundamento para uma religião exotérica que depois se dividiu em várias facções, cada qual detendo perspectivas mais ou menos transcendentais da mensagem que esse ser veiculou. Algo incomum sempre pairou sobre a sua natureza. Rudolf Steiner (1861- 1925) apresentou obra notável a respeito dos Evangelhos, com base nas informações que colhia dos arquivos *akáshicos. Muito revelou sobre a genealogia de Jesus, esclarecendo a aparente contradição entre os Evangelhos.

Além disso, explicou como, do ponto de vista esotérico, os corpos de Jesus foram formados tanto por substâncias primordiais, equivalentes ao que havia na Terra antes da queda do homem (o que lhe concedeu saúde e pureza inigualáveis), quanto por elementos que, depois de comporem os corpos sutis de um antigo avatar, foram preservados para essa finalidade. Os corpos de Jesus foram preparados no decorrer de várias encarnações para a tarefa futura que teriam.

Na hora do Batismo, no Jordão, foram cedidos à entidade Cristo, conforme revelou também Alice A Bailey em sua transmissão do ensinamento do Mestre tibetano D.K. (Djwall Khul).

No processo de encarnação de Cristo em Jesus, aplicou-se uma variante da lei de transmutação com características diferentes das de uma simples transmutação monádica.

Por isso não se podem estabelecer os limites entre a manifestação de Cristo e a de Jesus a partir do momento em que essa interação se deu. O que se conhece da vida de Jesus dá testemunho do seu ensinamento. A entidade cósmica que se exprimiu por seu intermédio manifesta-se aos homens de acordo com a capacidade de eles acolherem sua energia e de acordo com o seu nível de consciência. Jesus deu-se conhecer como Cristo, ao impulsionar nesta humanidade predominantemente o desenvolvimento da alma.

À medida que o contato do homem como o nível anímico se estabelece, a energia crística aflora de modo mais potente e estimula o seu progresso cósmico: o despertar e o desenvolvimento da mônada. Agindo no plano monádico, essa entidade é denominada Samana. Jesus não se dirigiu a determinado povo, sua mensagem é universal, como toda a obra da Hierarquia; nasceu hebreu, mas seguindo um destino mundial e com implicações em toda a humanidade da superfície da Terra. Paul Brunton, em seu livro a Realidade Interna, comenta a origem extraterrestre de Jesus. Segundo H.P. Blavatsky, Jesus tinha entre suas funções a de trazer a esta humanidade ensinamentos de origem divina, alicerce de uma nova civilização. Sua palavra a princípio irradiou-se pelo Ocidente.

Ele sabia que teria poucos seguidores enquanto estivesse no mundo material e, também, qual seria o desfecho de sua encarnação. Não veio para fundar organizações, mas para lançar sementes no íntimo dos seres humanos; como não correspondeu ás expectativas dos seus contemporâneos, cristalizados na letra morta das escrituras, foi renegado.

Apesar das tendências retrógradas e da falta de compreensão da maioria, sua tarefa foi cumprida, pois a energia crística, o amor-sabedoria, ancorou no interior do planeta, possibilitando implantar hoje um novo código genético, mais sutil, na parcela resgatável da humanidade. Essa energia, ademais, permitiu à alma humana polarizar-se no nível intuitivo, podendo desvincular-se da regência de certas leis restritivas, como por exemplo a do carma material. Ressalta-se que as palavras “O Reino está dentro de vós” são uma síntese de um grande ensinamento, cuja essência só agora começa a ser vislumbrada pela humanidade. É no próprio universo interior que o ser humano encontra as origens da sua existência, as causas do que se passa no mundo tangível e o destino que o aguarda. Com essa premissa, mais facilmente se pode compreender a obra de Jesus e a de outros enviados da Hierarquia, bem como colaborar nela.

CRISTO - O termo em grego significa ungido; do ponto de vista da evolução cósmica, refere-se à consciência que exprime a essência das leis universais. A vida crística é a aplicação e a vivência corretas dessas leis. Na atual civilização, esse nome tomou conotações sectárias e ideológicas distantes de sua acepção genuína. Cristo é o nome dado também a uma Entidade de alta evolução que, por intermédio de Jesus, exprimiu a energia do Segundo raio Cósmico de modo singular na face da Terra. Mas, com maior freqüência, o termo refere-se à energia em si, e não a essa Entidade que a manifestou.

Como consciência, representa a realização divina que um dia a humanidade inteira vai atingir.

Como Avatar, revelou-se por intermédio de vários instrutores que no decorrer das épocas vieram ao plano físico para conduzir o homem na senda espiritual. Cristo é energia cósmica de unificação, e não um indivíduo; está em todos e exprime com liberdade nos que prenunciam etapas futuras de aperfeiçoamento do gênero humano. É a síntese da vibração do centro do sistema solar, o sol espiritual, vibração de natureza atrativa que contribui para reconduzir à Origem o universo criado. Todos os que personificam essa energia imaterial e sublime podem ser denominados Cristo.

A verdadeira transformação da consciência é consumada por essa energia - tudo o que o indivíduo tem de fazer é não colocar empecilhos à sua atuação e, pelo contrário, facilitá-la com o cultivo do despojamento e do desapego, pois ela opera no sentido de libertá-lo das ilusões do mundo formal; é o caminho, a verdade e a vida.

A energia crística auxilia-o a transcender o ego e leva-o a estados mais amplos. O espírito crístico é sintético; é a qualidade da consciência da **Hierarquia planetária e anota que a coloca em sintonia com o propósito solar. Como decorrência da manifestação dessa energia de um modo bastante avançado e aperfeiçoado há dois mil anos, por um ser encarnado, a estrutura planetária mudou fundamentalmente. As possibilidades de contatos internos, a evolução da alma e o despertar monádico expandiram-se na Raça Humana da superfície terrestre depois dessa irradiação nos planos concretos.

E, desde que se compreenda a cura como o estabelecimento, na forma, da vibração correspondente à idéia que lhe deu origem (seja essa forma os corpos de um homem, uma célula ou um átomo material), a energia crística pode ser considerada curativa, pois é intermediária entre o padrão arquetípico e o mundo exterior. Quando Cristo se manifestou em Jesus, ele o fez não só naquele ser mais também nos Apóstolos, estes chegaram a realizar curas e a expurgar forças involutivas da aura de seus semelhantes, mesmo quando Jesus estava encarnado. A energia crística determina a tonalidade da vibração deste sistema solar e de todos os corpos que dele fazem parte, sem se limitar, entretanto, a esse âmbito.

O fato de esta galáxia ser qualificada pelo Segundo Raio Cósmico é uma das razões pelas quais lhe foi possível abrigar uma conjuntura planetária desequilibrada como a da Terra. Duas consciências distintas prestaram serviço por meio dos veículos de Jesus: o seu próprio ser, elo entre a humanidade e a Hierarquia planetária, e a Entidade Cristo, elo entre a Hierarquia planetária e a solar. Por essa interação abriu-se a possibilidade de consciências atuarem diretamente nos planos materiais sem passar pelo nascimento físico, utilizando-se para isso dos veículos de um ser encarnado.

Nesses casos, não é necessário tampouco a transmutação monádica: a consciência expressa-se apenas pelo período necessário ao trabalho evolutivo que lhe cabe nos planos materiais.

Tal processo, todavia, em nada se assemelha ao das incorporações de seres humanos terrestres desencarnados em pessoas sensitivas; a sublime interação de Cristo e Jesus guarda as chaves da união do homem com essência da vida, por ele denominada Pai, e é referência para a sua realização hoje. Essa interação não foi de todo desvelada, exceto nos planos internos, a certos Iniciados. Agora, porém, com os impulsos trazidos pela transição planetária e com a consumação da fase começada há vinte séculos, muitos véus rompem-se e a aproximação da humanidade à Hierarquia pode efetivar-se de maneira inédita na história da Terra. Quando Cristo encarnou utilizando os corpos de Jesus, propiciou-o uma conjuntura não apenas planetária e solar, mas também cósmica: nos níveis internos, Sirius, Sol, Vênus e Terra se alinharam.

O início da nova fase tornou-se possível para o planeta. Cristo representava a ligação do Sol e da Fraternidade de Sirius com a Terra, e Jesus a ligação da Terra com o Sol por intermédio de Vênus; na unificação da consciência de Cristo e Jesus, e no serviço por eles prestado ao permear a matéria terrestre, o circuito energético Terra - Vênus - Sol - Sirius pôde ser consolidado. As energias que fluíram nessa conjuntura especial estavam imbuídas das emanações cósmicas de ***Sirius. Grande foi à potência dessa manifestação crística, preparada durante épocas pelas Hierarquias e por manifestações anteriores. Segundo Rudolf Steiner, Vishva Karman era o nome de Cristo para os antigos Rishis da Índia, e Ashura Mazdao era o nome de Cristo para Zoroastro.

SAMANA - Grande Entidade que desempenha a função de ponto focal da Operação Resgate. Polariza-se em níveis além do sistema solar, de onde atua sobre a Terra e se relaciona com outras galáxias. Na Terra, sua potente energia ancora no centro intraterreno de Miz Tli Tlan e de lá se esparge para os demais comandos dessa operação. É o principal canal para o fluir da essência solar à órbita terrestre.

Rege Conselhos, Hierarquias e outras consciências provenientes de diferentes pontos do cosmos para colaborar na consagração deste corpo celeste. Expressão de puro amor-sabedoria. Samana é prolongamento da vida logóica galáctica. Esta galáxia e este sistema solar têm como energia essencial o Segundo Raio Cósmico ou energia crística. Nessa época, a vibração de Samana permeia toda a aura da Terra; possibilita que, em ondas de vida, as Mônadas sejam encaminhadas para seu destino. Com início da transição global, o contingente energético ativo em âmbito terrestre e solar foi elevado, o que favoreceu o ingresso da vibração de Samana na aura planetária. Samana veicula a Luz dos Signos Cósmicos com os quais a Terra deve interagir; é mensageiro e representante de Congregações e Conselhos Intergalácticos e símbolo do poder supremo que, com o máximo de harmonia possível, transfigurará este orbe.

Entre suas tarefas está a de impulsionar a elevação da Terra, para dela mesma surgir quem a representará nos órgãos que conduzem e determinam a evolução da vida cósmica. Nestes tempos, sua energia une-se à do Logos planetário e permeia consciência dos seres que aqui evoluem. Essa síntese realizada por Samana fornece as bases para a Operação Resgate. Portador do fogo cósmico, Samana transforma o estado energético dos seres, estabelece neles um equilíbrio que conta com maior proporção de vibrações sutis.

Estimulação especial às Iniciações adveio da presença de Samana na aura da Terra; aproximou os grupos internos e Escolas solares e Fraternidades cósmicas. É por seu poder que a chama invisível do despertar arde nos níveis supramentais, abrindo as portas do cosmos para a vida terrena. A energia de Samana distribui-se por todos os rincões; e tudo eleva e dignifica. Sua consciência é como um prisma que reparte luz única nos diversos tons que devem penetrar a consciência terrestre. É também um transformador que ajuda a potência das energias disponíveis à capacidade de acolhê-las. Tendo imanente o amor cósmico, integra os diversos níveis de consciência que compõem a Terra.


Cuida da redenção do planeta e do translado de milhões de Mônadas dos vários reinos da Natureza, e seu corpo é formado por miríades de consciências, em diferentes escalões. Jesus, no passado, expressão desta Entidade cósmica suprema. Simbolicamente, pode-se dizer que Samana é a Mônada dessa entidade, e Jesus a alma. Portanto, Samana e Jesus são um só ser inonimável que os funde e transcende.

Extraído do livro Glossário esotérico de Trigueirinho

Download do livro Glossário Esotérico: http://www.4shared.com/get/uClEzai4/1994-Glossrio_Esotrico.html

Conferências sobre Samana(André Louro de Almeida)

Samana: http://vontade-espiritual.blogspot.com.br/2011/09/samana.html

Samana. Grupos de Serviço: Instrução, Cura, Espelho. Três possíveis cenários à escala mundial. Oração: http://vontade-espiritual.blogspot.com.br/2011/09/samana-grupos-de-servico-instrucao-cura.html

Download da conferência em áudio: http://www.4shared.com/get/6iim0COp/Andr_Louro__1997__-_Samana.html










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