Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O Vinho e a Árvore da Vida

O ser apercebe-se que a parte mais preciosa dele mesmo, o próprio vinho da vida, de alguma forma, lhe é negado. O ser apercebe-se de que algo absolutamente crucial lhe escapa entre os dedos, e se ele tem a lucidez necessária, ele olha para o seu círculo de existência e é como se ele visse as migalhas dele próprio, como se o vinho cósmico que ele é, não conseguisse chegar aos seus próprios lábios e há esta imensa ambiguidade psicológica de um ser sentir que é muito, e simultaneamente, não conseguir beber directamente da fonte.

À medida que o pó se vai acumulando sobre os teus sapatos, vais criando uma enorme nostalgia de ti mesmo, uma saudade aguda de um olhar tão transparente que não há nome sobre a Terra capaz de o definir.

Ele vai caminhando e o pó do caminho vai-se acumulando sobre ele. Ele lembra-se desse olhar, dessa impecável cristalinidade inconsciente no qual o real se reflecte nele sem distorção. A realidade interior ou exterior estavam tão justapostas, que a imagem da cidade sagrada que está impressa no nosso coração, a imagem da cidade dourada e o próprio mundo à sua volta, devido à incrível cristalinidade do seu olhar, estavam justapostos.

A saudade de uma consciência telescopicamente poderosa, tanto na compreensão do que está em cima como na compaixão e no amor do que está em baixo. Ele lembra-se esses tempos, desse estado de consciência, do vinho que ele precisava para ele mesmo e que o coração era como uma ferida, uma vindima e uma fonte. Era uma vindima plena e uma fonte clara, cristalina. Nesses dias ele sabia porque Sabia.

Desde o âmago da consciência onde habita a pulsação do sagrado, no secreto, no silêncio, até aos vestígios de pólen nas suas impressões digitais, tudo estava saturado do mesmo vinho, tudo estava saturado da mesma loucura santificada. Existia um contínuo, um feixe neural de luz entre a experiência de ser e a de existir. Ser e existir estavam em paralelo, em fase. Isto é algo que tu sabes.

O centro psíquico de um ser, a zona onde nem os anjos nem os demónios podem entrar, a zona no ser humano que até os anjos reverenciam, esse sacrário em nós pulsa constantemente gerando uma curva na consciência, levando-a a refluir para dentro do cálice buscando embriagá-la com o vinho do ser, o êxtase que reside no centro do cálice.

Por mais que este pássaro colorido da nossa consciência busque visitar todas as Amazónias, o elástico crístico do coração, constantemente, o traz de retorno a casa. A força atractora do íman dentro de ti, a cada viagem, te traz de novo a casa.

Estamos embriagados de nós mesmos e não damos por isso. Este coração, antes de ser amor no sentido projectivo da palavra, ele é êxtase. Eu necessito de encontrar o alinhamento, o aprumo, a rectificação, a paixão e a poesia energética capaz de destravar o gatilho do cobre do nosso próprio coração.

Este ser busca embriagar-se de si mesmo. Cada ser busca deixar de estar contido numa câmara oculta e permitir que o líquido mágico se espalhe por toda a sua psique. Cada ser é um sol, uma embriaguez, uma ciência e também um destino.

Estamos neste processo de descobrir, gradualmente, o que é que significa magnetismo cósmico. À medida que o trabalho espiritual se aprofunda, ele passa do nível da informação partilhada para o chamamento ao desvelar desse magnetismo.

Um grupo espiritual, a partir de um certo momento, ejecta-se a si próprio da fase da informação e entra na fase da revelação.

A revelação está relacionada com a transformação de cada ser num contentor do bem e do mal, do passado e do futuro, do consciente e do inconsciente, a transformação de um ser numa ampola capaz de aceitar o problema do mundo. Nós já compreendemos algumas fases desse problema: que temos uma tarefa; que fomos amorosamente deslocados para uma zona exótica da alma grupal da humanidade e ocupamos a situação de pioneiros; que somos multidimensionais; que não começamos nem terminamos.

A fase em que este trabalho vai entrar é a de revelação do ser magnético em cada um de nós. Eles vão retirar-nos do nível da informação e vão colocar-nos no nível da experiência directa da dor do mundo, do problema planetário, ou seja, o mundo vai ser colocado nas tuas mãos por holograma.

A única forma de um ser lidar com esta “pomba” é encontrar a forma do seu vinho correr. As forças que compõem a arquitectura da Terra, neste momento, são tão dialécticas, tão claras, tão definitivamente antagónicas entre si, que nós vamos precisar de um nível novo de magnetismo e de energia. Eles vão colocar o nosso coração em ligação directa com o íman cósmico, o chacra cardíaco de Alfa/Ômega.

Um ser magnético é um ser que reúne a maior parte da sua constelação psíquica em torno do coração. Talvez se possa continuar a chamar a isto Amor.

A amor tem um elemento mágico encantatório de concentração, foco, alinhamento, auto penetração no nosso próprio centro magnético. No entanto a nossa capacidade primeira é a de aprender a nos embriagarmos com a nossa própria ciência, mas esta é a embriaguez dos sábios.

O portal que liga a humanidade de superfície aos mundos internos, especificamente ao reino sacerdotal de Liz é, numa primeira fase, um portal magnético. Os nossos Irmãos dos universos paralelos, representam, em termos psicológicos, uma alta concentração em torno do íman no centro do ser. Há muitas gerações eles aprenderam a beber de si mesmos, a encontrar o caminho para a sua própria vinha, eles aprenderam a colher as suas próprias uvas, a pisá-las e a beber o elixir do coração.

Dizem-nos que, para que um ambiente espiritual possa ser tocado pelos mundos internos, necessita de um grau de vibração magnético ou de filiação ao íman cósmico.

O primeiro sinal de que estás a entrar em ressonância com esse atractor, é que observas uma grande parte da tua actividade interior centrar-se, à espera – como um caminhante no fim de uma grande jornada, como um místico que sente que alguém lhe acendeu a vela e no entanto ele vive sozinho –, em torno do seu próprio coração. O nível de irradiação do íman tem de aumentar.

Há 3 grandes escolas: a escola da ignorância da qual o indivíduo só sai quando tem consciência da sua ignorância, porque se ele não tem essa consciência não pode passar para a escola que vem a seguir; a escola preparatória e depois a escola avançada.

Estes 3 grandes degraus são portais entre a consciência da humanidade e o eixo crístico universal.

A consciência da humanidade está mergulhada na escola da ignorância, e está certo.

A consciência ascensa dos 200 Mestres da Hierarquia são o final daquilo a que se pode chamar escola avançada.

O Egipto representava a escola avançada, a Grécia a escola preparatória. O continente indiano representava a escola preparatória e o Tibete a escola avançada.

A consciência é levada por um labirinto até estar completamente cheia de sede. Se ela não chega à condição de uma sede aguda, não encontra a saída do labirinto. O indivíduo não sai do labirinto enquanto não é atingido por uma sede que o toma por inteiro. Esta sede é arquetípica, ela é a condição que resulta da nossa sinceridade existencial.

Se o indivíduo está perante a vida de uma forma sincera e correcta e mantém esta postura, rapidamente esgota o labirinto. O labirinto perpetua-se através da nossa incrível capacidade de mentirmos a nós mesmos, de nos escondermos de nós próprios, de escaparmos à nossa própria voz, de sermos surdos em relação ao nosso próprio canto interno.

Deixa-te tomar pela sinceridade, pelo poder que o centro tem de ecoar em todas as camadas do ser. Não há como o indivíduo beber de si próprio sem esta sinceridade estrutural.

O primeiro passo para que eu sinta de facto as pérolas e os espinhos, é uma sinceridade parecida com uma espécie de pobreza, uma cristalinidade extraída de regiões míticas do nosso ser.

É extremamente difícil chegar a esta sinceridade dado o nível cosmético da nossa cultura. Se eu consigo esta sinceridade, então o meu coração é ferido pelo Cristo e eu posso começar a sangrar. De que é que serve amar intensamente se não somos sinceros o suficiente para nos deixarmos tomar por esse amor? Este problema não é um problema de amor, é um problema de transporte. Como permitir que o amor desça à 3ª dimensão?

Se um ser atinge essa condição de sinceridade, o olho divino vira-se para ele instantaneamente. A sinceridade é a loucura dos sentidos. Esta sinceridade reduz o labirinto existencial ao mínimo, o que equivale a dizer que, na proporção que um indivíduo mente a si próprio, o labirinto existencial amplifica--se e um dia ele descobre que está numa Nova Iorque interna. A dimensão da escola da ignorância depende exclusivamente da sinceridade de um ser. Em que nível e com que materiais é que ele é realmente um peregrino?

O indivíduo encontra a saída do labirinto quando diz para si próprio: “Este corpo tem dois relógios: um de mortalidade e um de imortalidade, eu não sei qual dos dois vai ser posto em movimento, se o que dispara as hormonas do envelhecimento e conduz à morte física, se o da imortalidade que faz com que a pineal despolete hormonas praticamente desconhecidas da humanidade”.

Quando o indivíduo se coloca para si mesmo utilizar o tempo que tem à sua frente para encontrar o vinho, para se deixar atrair pelo íman cósmico, para se tornar um ser magnético, quando ele diz para si próprio: “Eu aceito o meu próprio magnetismo cósmico. Eu aceito ser ferido pelo Cristo”, se ele consegue transformar isto em algo central mantendo a flexibilidade psicológica, o labirinto começa a desaparecer e a vida transforma-se. Essa é a colheita da sinceridade, eu saio da escola da ignorância e entro na escola preparatória.

A vocação do coração é reproduzir o som do grande sino no centro do Universo. As fraternidades Melkizedeque, as universidades cósmicas, os grandes atractores, os avatares de Vishnu, aquele que ama com uma consciência estelar, tudo isto são expressões em torno do íman cósmico, do coração do Pai.

A vocação do nosso coração é vibrar como um filho, é tornar-se, de alguma forma, uma rosa mística e é libertar o seu perfume. Essa vocação implica a geração de um campo electromagnético que sai do coração com dois pólos e que vai incluindo todos os seres à nossa volta. Feliz daquele que algum dia se encontra na condição de não ter a mínima noção de quem é que ama. Implica incluir o deus que está no centro de todas as coisas.

A escola preparatória diz, que depois de saíres da escola da ignorância, primeiro tens que encontrar o centro de ti próprio unir-se ao seu centro psíquico.

Eu saio da escola da ignorância para aprender a amar-me a mim mesmo praticando quietude, preciso de me estabilizar como um pássaro deixando-me voar. Eu tenho uma total fé no poder do meu centro de surpreender e encantar a parte externa de mim mesmo.

Amar-se a si próprio significa encontrar o centro do ser que é aquilo em ti que permanece enquanto tudo o mais muda. É a permanência na alterância. Isso é a escola preparatória.

O que é a transmutação da mente e do emocional?

As pessoas sempre que falam em carma é carma negativo, raramente pensam em carma positivo. Dentro de nós existe algo comparável a um vaso alquímico que é constantemente aquecido por um fogo. Sempre que a minha mente e as minhas emoções geram algo descontrolado, a tendência é esse material ficar a andar à volta. Tu podes expulsar aquilo, mas muita coisa que vem do meio ambiente fica a andar à volta naquilo a que se pode chamar o campo ambiental em torno de ti, à espera da oportunidade para voltar a entrar. Estou a falar de formas pensamento e de algo que eu desconfio que não me leva para uma maior consciência de mim.

Todo o material que te divide em dois, que fortalece a cortina entre consciente e inconsciente no qual está a mónada, o eu superior, etc. e o material que faz circular a energia entre os centros internos e externos de ti mesmo, devia ser amado.

Quando uma solicitação insistente do teu vital, do teu mental superficial, do teu emocional, te obriga a enviar para esse forno alquímico esses materiais que queres rejeitar, eles ficam em vaso fechado dentro do forno e calcificam. Eles são transformados, de algo que te incomodava, numa pedra preciosa desde que consigas levar isso para esse forno dentro de ti, aquilo vai ganhando outra natureza. É uma transformação completa. É aquilo a que Jesus chamava “tesouros no céu”.

Nesta escola preparatória somos convidados a amar o próprio centro do ser. Como é que se faz isso? Sentando-se e esperando que o centro do ser dê o seu sinal e, VIBRAR GRATIDÃO. Sentar e colocar a mão direita sobre o coração. Nós temos que dar à luz o nosso próprio coração. Cultivar o foco em torno do cardíaco porque assim como o indivíduo não sai da escola da ignorância se não encontrar a lei da sinceridade, ele não permanece nem sai da escola preparatória enquanto não criar o foco no centro do ser. Esse foco traz-te o coração do lado de lá da cortina para a superfície, só depois disso entras na escola avançada e passas, de teres encontrado o deus no centro de ti, para encontrares o deus no centro de todas as coisas – “amai-vos uns aos outros como a vós mesmos”. O indivíduo tem que encontrar uma disciplina do coração e, automaticamente, o amor transpira nele.

O que a escola preparatória diz é: “Primeiro conhece a tua chama. Primeiro torna-te digno de te amares a ti próprio” de forma que, quando um irmão te incomoda, aquele que vive em busca do seu próprio coração, tudo o que ele tem a fazer é reconhecer este irmão, que ainda não conseguiu fazer aquela extracção do coração da superfície, mas tu permaneces fiel ao centro do teu ser. Perdoar é compreender que o projecto do outro está numa fase, não no fim.

Primeiro tenho que cuidar da sinceridade, a seguir concentrar-me no meu ser psíquico, na imaculada vibração do tórax.

É completamente legítimo que um indivíduo que vem de uma sociedade cinzenta quando encontra o mundo da sabedoria e lhe é dito que, primeiro encontrará um tesouro no coração e esse tesouro é ele, que aceite a cristalinidade da nova consciência, que aceite o esvaziamento da piscina astral e a reentrada da nova água, que aceite a regeneração do envelope electromagnético. Que aceite a mutação. Se o indivíduo entra em contacto com esta escola preparatória, fica fascinado e com demasiada consciência de si durante o acto de se amar.

Este processo de ligar ao centro e extrair o coração do lado de lá da cortina psíquica para o lado de cá fazendo que o coração nasça no cardíaco, vai romper claramente – 2ª iniciação, Baptismo. Esse amor que sai de ti espontaneamente é energia crística e só acontece porque a 2ª iniciação se consumou.

A cada iniciação a consciência é admitida num novo patamar da Hierarquia.

A 1ª iniciação – Nascimento – é quando o indivíduo descobre, de uma forma indelével e sem retrocesso, que há um caminho. Atinge principalmente o corpo físico etérico, certos alimentos saltam fora da sua órbita, sem esforço. Na 1ª iniciação 25% do elemental do corpo, do eu básico, passa a ser parte da vida da alma.

Na 2ª iniciação 25% do astral passa a ser tomado pela vida da alma. Chama-se iniciação porque, definitivamente, a alma penetrou a rede electromagnética do corpo e está-lhe introduzindo a sua vibração. Abre-se uma passagem entre o amor que ele sabe que é e o amor que circula nele. As pessoas estão cheias de Amor porque é que elas não O conseguem dar umas às outras?

Na 2ª iniciação o coração começa a atravessar a cortina, a vir ao de cima e não é preciso pressa nem ansiedade. Se tu forças o trabalho espiritual é porque há algo correspondente no nível psicológico de que tu estás a fugir.

Ex.: Se eu forço o amor crístico é porque eu ainda preciso de ter 4 ou 5 amantes no plano psicológico para me saciar a nível humano. Como eu não assumo essa experiência nesse nível, eu passo para o nível do amor espiritual e eu forço, e faço aquilo combinado com uma vibração astral/emocional e o meu coração, que é a jóia, retrai-se. Todo o Eros negado transforma-se em excesso emocional no plano espiritual. Toda a experiência humana legítima que não é vivida serenamente, no seu próprio plano, é transplantado para o inconsciente e vai-se manifestar sob a forma de uma fixação infantil em torno: da ideia do amor que impede o Amor de circular; da ideia da autoridade espiritual que impede o verdadeiro poder espiritual emergir e se manifestar; da ideia do mágico e do extraordinário que impede os irmãos, realmente, procurarem o mágico e o extraordinário.

Madame Blavatski começou a ter problemas porque o Mestre Morya, sistematicamente, aparecia (materializava-se) para tomar o pequeno almoço com ela. Isto só é possível fazer porque Blavatski estava completamente madura no Serviço. Implica que eu não transplantei preenchimentos legítimos e nobres no nível humano para a arena das coisas espirituais. Eu aceitei viver o que é de César e o que é de Cristo em compartimentos distintos.

Quando estás na escola preparatória os Mestres observam se realmente estás a fazer o trabalho de amar o centro do teu ser, a câmara etérica onde vibra a chama. À medida que contactas o campo magnético superior, à medida que o íman cósmico irradia dentro de ti, tu entras na escola avançada. Tu saíste do estágio de atravessar o corredor psíquico que liga a superfície do coração ao profundo, saíste por cima.

Na escola avançada é dito: “elevar-se do centro de si mesmo ao centro das coisas”.

Na escola preparatória encontrar o centro de si mesmo e perseverar unindo-se ao seu ser psíquico.

Quando temos um Derviche dançando, o que ele está fazendo é expulsando a matriz de controle do seu próprio campo magnético.

No caso dos Derviche o coração toma o ponto central, a cabeça é abandonada ligeiramente para trás. Ao rodar sobre si próprio a coluna de cristal começa a acender (coluna de cristal capaz de trazer a informação de Orion para dentro do corpo, encostando-se, activando a espinal medula) assim como o coração, e ele começa a brilhar. Ele gira em torno do seu próprio eixo, é a escola preparatória. Os mais avançados perdem o invólucro que constitui a consciência de si e entram na escola avançada.

A escola avançada é acerca da tua consciência ser ligada à Árvore da Vida.

A escola preparatória é acerca da consciência exterior ser ligada à consciência interior.

Na escola preparatória a tua consciência adentra-se, adentra-se, e quanto mais para dentro mais o exterior brilha. Depois da lei da sinceridade eu entro na lei do foco ao coração. Isto é altamente afim com o processo psicológico da Individuação. Isto é, eu estou-me a encontrar pelo caminho como um artista, um pensador, um estilista, um amante, um pai, etc.. As minhas qualidades brilham. É essa centelha que está à espera de ser reconhecida e tomar conta da palha psicológica que nós somos.

Há um momento em que a consciência escapa ao próprio invólucro individual e é quando tu descobres, gradualmente, que normalmente não há centelha, de que a mónada é uma ilusão que a mónada tenta ultrapassar. A tua mónada não é um núcleo é uma onda daqui até Orion. A tua mónada é uma permanência ao longo da Árvore da Vida. É uma ramificação da própria Árvore da Vida. É uma corrente daqui até ao Pai e do Pai até aqui, sempre – 6ª dimensão.

Na escola avançada tu descobres o que Jesus disse: “o filho do homem não tem onde descansar a cabeça”.

A tua mónada é um fluxo circular ao longo da Árvore da Vida. E, quando tu descobres que não há mónada, entras num nível avatar.

A escola avançada pega num ser que encontrou a vibração sagrada dentro de si, começa a ajudá-lo a compreender que não é um ponto mas um rio. Quando ele descobre que é parte da grande corrente descobre o centro de todas as coisas. Há um rio que és tu e toda a nossa necessidade de paixão é uma sede desse vinho que não está longe, ele está na vinha plantada no centro do teu coração, mas a chave para a vinha é uma atenção sincera à entrada da vinha. A cada dia que passa eu posso escolher estar atento à entrada da vinha ou ir buscar o vinho a outros cálices.

Este vinho é a mais elegante felicidade humana porque é uma combinação de paixão com ciência, com poesia. Há algum cientista que depois de ter compreendido em profundidade parte da natureza do Universo que não comece a fazer poesia? O indivíduo precisa de se calibrar para receber o seu vinho, sem esforço. É uma paixão!

À medida que vais bebendo esse vinho vais-te fundindo com o teu próprio centro, um dia ele dispara e tu dissolves-te na Árvore da Vida.

A Árvore da Vida são os “pipelines” de vida que ligam os reinos evolutivos aos reinos divinos. Partem do grande trono no centro da Galáxia e espalham-se por ramificações ao longo da estrutura gravitacional da Galáxia que permitem, com grandes braços, sustentar planetas e sistemas. Estes grandes “pipelines” fazem circular fogo branco e estão no plano astral cósmico. Um dia a tua mónada é liberta depois de assimilar a tua personalidade e obtém permissão para sair da praia cósmica para o oceano cósmico.

A nossa mónada está na praia cósmica brincando com a conchinha da personalidade. Quando terminar esse processo, ela vira-se para o oceano cósmico e salta, nesse momento ela descobre que não era um núcleo mas todo o oceano. Ela já é isso mas a nossa consciência não o pode registar.

Quando a mónada sai do 6º plano – monádico – atravessa o plano divino, e entra no astral cósmico e dissolve-se. Nesse contexto diz-se que o ser entrou, gradualmente, na escola avançada.

Estamos a falar de 3 grandes capítulos da evolução do Homem.

Escola da ignorância onde grande parte de nós tem estado.

Escola preparatória na qual o indivíduo descobre a imaculada vibração do centro de si e presta reverência a essa vibração sem se ocupar excessivamente dos outros.

Feito esse trabalho de extrair o coração pela superfície, o túnel interno para o oceano cósmico começa-se a abrir, então, tu passas de príncipe do espaço para o rei da sabedoria universal.

Actualmente as escolas preparatórias são, principalmente, os grupos espirituais e os ambientes espirituais de qualidade. A partir do momento em que começas a fazer o “Trabalho” tanto tu como o grupo onde tu estás tem oportunidade de fazer contacto com as fraternidades e as irmandades cósmicas, hoje, elas são as representantes das escolas avançadas para nós.

Um segundo de verdadeira experiência de si (bem aventurança) cura em profundidade décadas de desilusão e amargor.

Tu poderes caminhar um pouco na colina, ao entardecer, os protocolos energéticos que te ligam à matriz de controle serem aliviados pela alta concentração da psique e tu poderes saborear de ti mesmo esta eucaristia interna, limpa décadas de escola de ignorância.

Para mim é uma honra e uma oportunidade sagrada poder-vos falar nisto e poder sentir a vossa resposta e é um grande privilégio poder trabalhar com um grupo de pessoas que está progressivamente a alinhar-se com Orion.

Por André Louro de Almeida          10/09/2004

Transcrição de Alice Jorge

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