Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Caminho de Retorno(Uma introdução ao nosso duplo dimensional)


Quando este Fogo que vocês são, quando este Facto Central assume a experiência terrestre, os seus prolongamentos de consciência, os seus veios de consciência, as suas ramagens de Luz, quando este Facto Central, em nós, assume a experiência terrestre, as suas ramagens, os seus prolongamentos luminosos, passam por portais dimensionais.


Então, estar aqui, usar esta túnica biológica, sentir o calor do vento, relacionarmo-nos nesta dimensão, estar aqui, já é uma experiência interdimensional.

Para que o Fogo/Vida/Consciência que cada um é, para que este Fogo/Vida/Consciência pudesse ancorar, exprimir-se através da temperatura terrestre, através do campo evolutivo Terra, ele teve que emanar prolongamentos dele, ao longo de lentes dimensionais, diafragmas dimensionais. Então, nós estamos tendo uma experiência interdimensional. Só aqui. Porque esta não é a tua origem.

Tu és um ser criado no Céu, és um ser criado no Oceano, és um ser criado no seio geratriz do Supremo, és pura intenção criadora, és uma emanação dos dínamos paradisíacos... Então, estar aqui é uma experiência, já razoável, de ter atravessado portais.

Então, esta ideia de que se atravessa portais, e de que existem portais, e de que os portais se atravessam..., tu conheces muito bem, cada um dos portais que deverá reconduzir-te a Casa. Pelo simples motivo de que tu fizeste o caminho para cá. E estes seres fazem o caminho de retorno exactamente pelos mesmos portais, e na mesma sequência, em que fizeram o caminho na direcção da vida, na direcção da manifestação.

Quando tu desces, tu estás sendo sujeito à lei da manifestação, à lei da experiência, à lei da limitação. E quando acontece a inflexão na consciência e tu retornas, estás sob a lei do retorno. Cada portal atravessado, é um velho conhecido teu, no caminho de retorno. Cada aferidor vibratório que tu encontras no caminho de retorno, foi um adaptador vibratório no caminho de descida. Isto é: quando a Centelha emana os seus prolongamentos, para que ela possa criar núcleos de atracção de causa e efeito nos planos em que ela se vai manifestar, ela passa por aferidores, por adaptadores vibratórios. Cada adaptador vibratório produz uma monumental amnésia no teu ser. E nós estamos no sétimo adaptador vibratório. Somos seres sete vezes monumentalmente amnésicos! Profundamente amnésicos!

Então, a experiência do retorno, a experiência da inflexão da consciência e o ajuste do ser, e a gradual sincronia do campo vibratório do teu ser com cada um dos sete portais, é uma experiência de cura (com algumas aspas), é uma experiência de cura de um tipo cósmico de amnésia. É uma experiência - retomando Platão durante uns segundos - é uma experiência de reminiscência, de recobrar a memória, após uma série de pancadas interdimensionais que te trouxeram a este jardim.

Mas em termos ocultos, em termos uterinos - no sentido sideral - em termos da Shakti, da Força, do Facto, tu és um Deus perigoso movendo-se, começando a despertar.

E era muito importante que eu começasse a combinar a minha capacidade de amar, a minha capacidade de incluir, a minha capacidade de magnetizar, a minha capacidade de dar e receber amor..., era muito importante que eu começasse a combinar isto, com a suspeita da entidade terrível que é o meu Ser Central. Não é só sorrisos! Não é o benzinho! Não é uma experiência domingueira! Não é uma experiência de bem-estar, não é uma experiência confortável... O Divino não é uma experiência agradável. É o êxtase! E o êxtase, isto é, aquela experiência suprema, acontece pela combustão do material humano, do material que te reveste! É pela combustão! É pela experiência de ser, de alguma forma, consumido, diminuído, na horizontal. Bom, e ampliado na vertical.

Estes portais são, exactamente, as alfândegas entre dimensões, que fizeram o ajuste da Força/Vida/Consciência do campo Monádico, o ajuste, o afunilamento, a adaptação, os prolongamentos, de forma a que essa estrela bendita, que é o centro do nosso ser, pudesse interlaçar-se no voto da biologia ascendente, no voto do homem natural, na força de aspiração do homem natural - pudesse acontecer um interlaçamento disso. Na verdade, como estamos cansados de saber, tu não és apenas um animal sofisticado, porque existe essa estrela bendita, perigosa, terrível, insistente, predatória. Predatória de quê? Predatória do meu comodismo. Predatória do meu sono. Predatória da minha inércia. Predatória das minhas certezas. Predatória da minha fórmula. Porque esse Facto Central, essa Irradiação directa, não é uma fórmula. Não é transportável. Não é partilhável, no sentido comum do termo. Não é adaptável. Ela já se adaptou sete vezes, só para que tu possas sorrir um pouco!

E esta ampola, esta cápsula, este centro de Fogo transformador, encontra-se impedido de seguir viagem e de se reunir às suas irmãs nos planos superiores, encontra-se impedido de seguir viagem, porque os seus prolongamentos, as suas raízes planetárias, as suas ramagens, para baixo, estão ainda prisioneiras. Estão entrelaçadas para além do grau elegante, harmónico, lúcido, para além do grau inteligente. Elas encontram-se entrelaçadas com a Terra, com o material terrestre.

Quando a tua estrela emanou, o filamento de luz, força, poder e amor, destinado a ancorar no homem natural, ele atravessou vários portais. Sete portais, em princípio. E cada portal produziu uma distorção no campo de vibração Divina descendente. E exactamente a experiência de abraço à biologia terrestre, a experiência de abraço ao mundo que se revela no tempo, a experiência de abraço à grande escultura Terra - há esta esfera arquitectónica que é a Terra - esta experiência de abraço implica uma sequência gradual de distorções exactas, de reduções, adaptações, rotações...

Cada portal contém, no sentido em que nós o atravessamos, na direcção do polo substancial da manifestação cósmica - que é este nosso alegre hidrogénio, que vem por aí fora desde o Big Bang, no qual nós, no fundo, estamos sentados... - cada portal contém uma emanação do teu ser. Para que essa adaptação possa acontecer entre a estrela do teu ser e a substância evolutiva, têm que acontecer rotações, adaptações das ramagens de Luz, angulações, gramagens de força, até que ela adquire o tipo de distorção que lhe permite reconhecer a vibração de um plano.

Isto é tão verdade num planeta sagrado, quanto é verdade num planeta em quarentena - como é o caso da Terra. A Terra é um Planeta em quarentena, um Planeta suspenso em relação aos circuitos tractores principais. Em relação à Força de tracção central, Cósmica, Superior.

Tudo o que vocês têm aí como Escola Esotérica, como Escola de Mistério, como Yoga avançado, como pensamento alquímico, como pensamento simbólico..., tudo o que vocês têm aí, são instrumentos de compensação, em relação a uma tradição central que foi quebrada, após a qual a Terra entrou em quarentena. Tudo o que está aí é compensação. São tentativas de manter o homem num ritmo evolutivo, cósmico, superior, quando as correntes principais tiveram que se recolher.

Então o teu Ser real, a tua Verdade, a tua Vida, foi distorcida, reduzida, angulada, adaptada..., até que aquilo que é, geometricamente falando, uma esfera, pôde entrar em ressonância com aquilo que, geometricamente falando, é um cubo. Então a tua Mônada, o teu Atman, é, contém, vibra, esfera. E a experiência terrestre, com os seus flamingos e as suas girafas, a sua generosidade, esta cornucópia de cor e biodiversidade, é um cubo. Não tem nada a ver com o Outro lá em cima.

E é por adaptações sucessivas, por reduções de potência, por filtragens, que o impacto do Divino, neste Planeta, produz, inclusive, a explosão de cor e de biodiversidade. Porque se fosse directo, não havia nem explosão de cor, nem biodiversidade. Era outro fenómeno que acontecia.

Então, nós temos estado lidando com dois factos extremamente simples, de entrar em ressonância com; extremamente simples de amar; extremamente simples de compreender; que é este Deus central e o caleidoscópio em torno. E um sistema de redução de potência e de adaptação de potência, que produz sequências de distorção.

Contudo, à medida que tu foste descendo - porque se nós falarmos aqui para a personalidade, temos que dizer: à medida que fores subindo, fores fazendo ascese, te fores purificando, te fores transformando, fores limando, fores sendo humilde..., mas nós não estamos a falar para a personalidade! Por isso é que, se tu não estás a perceber nada, óptimo! Porque não é com essa parte, que não percebe nada, que nós estamos a falar! É com a outra parte que sabe isto de trás para a frente e da frente para trás. É com essa parte que nós estamos a falar! A que não está a perceber nada, é mesmo assim! Nós estamos comunicando com a que já sabia perfeitamente que isto ia ser dito. Que até não percebe porque é que não se vai mais depressa! É com essa que nós estamos a falar. Não é com a outra que acha que se está a ir depressa de mais - este ser, lá, no centro, quando tu começaste a descer, eras composto por um Fogo que não reconhecia operação nenhuma. Nem precisava. Consta que em Glória não há grandes métodos a seguir. Em Glória não há grandes esquemas, não há grandes sequências a cumprir. Em Glória não grandes tráfegos, não há grandes operações. É Glória e já está!

Mas no processo de adaptação, ele foi utilizando a mente do Pai, utilizando um transístor matricial de potência, chamado Adão Kadmon - o homem primordial - que corresponde ao conjunto, à soma de frequências que permitem o Divino ancorar no carvão. Esse homem primordial é um circuito matricial, uma escultura de intencionalidade e Luz, que o Pai mantém sempre, constante. É um íman cósmico. Um atractor Divino. Esse homem matricial - para o qual não há exactamente genoma conhecido - esse homem matricial foi sendo utilizado pelo Fogo Puro para começar a vestir várias vestes.

E estas vestes, do ponto de vista gnoseológico, são identidades. São consciências. São seres. Isto significa, meu irmão, que tu deixaste um ser, cada vez que tu atravessaste o portal! Tu deixaste uma parte da fórmula total do teu ser! Um aspecto do perfume! Um ângulo da equação total!

E cada portal, no sentido descendente, produz amnésia. Mas para que a amnésia não fosse irrecuperável, o Divino retira do Fogo descendente uma emanação. E mantém-na à espera, no portal! Isto significa que à medida que tu ias descendo como um dardo de fogo para dentro da matéria pura, em cada um dos sete planos tu deixaste uma emanação do teu ser: 1, 2, 3, 4... Então, existem seres que estão a comer batatas fritas e dizem: Ah! Eu sou um extraterrestre!... Talvez não seja bem assim! Talvez tu tenhas entrado em contacto com o teu duplo na quinta dimensão! Que é um dos seres, um dos revestimentos, uma das películas identidade, uma das tessituras identidade, que tu deixaste num dos portais quando desceste.

Então, nós deixámos um embaixador de nós mesmos em cada portal cósmico.

Desde o Centro Celeste Supremo - que é onde tu realmente nasceste - desde a Grande Plataforma na inalterância, a Grande Placa na permanência, lá, no indizível, no inefável, desde aí, até aqui ao 24 de Julho, tu deixaste um embaixador.

E esta reconstituição do eixo original, (que nós temos estado a aprofundar nos encontros), e que corresponde à activação, em nós, da divinização da matéria - a tal antena no cóccix que contem o poder de divinizar a matéria, entre outros, como alguns de vocês já devem ter observado.

Esse eixo original, que começa aqui, no oitavo chakra e termina no primeiro chakra, este eixo original não começa no oitavo chakra - estávamos só a adaptarmo-nos à realidade mais completa. Ele começa muito acima do oitavo chakra: num décimo segundo, ou num décimo terceiro chakra - num centro, que jamais abandona a casa do Pai. E ele está em ti, aqui e agora! Porque ele não é nem temporal, nem espacial. Então, existe um décimo segundo, ou um décimo terceiro chakra (não sei bem), que mantém constantemente o Fogo em si próprio. Sem adaptação e sem distorção. Sem processo. Sem impulso evolutivo.

E quando este peregrino começa a reencontrar os condutos electromagnéticos - porque no fim, ninguém dá passo algum por saber coisas, ou por achar coisas, ou por amar coisas só (por amar, sim), tu dás o passo, porque tu encontras o veio electromagnético, o veio de magnetismo Divino, que vem do íman cósmico até ao próximo minuto do teu ser.

É esse rastro que nós temos que reencontrar! Nós somos aves perdidas! E estamos em busca do campo electromagnético que nos dá o norte. E isso é frequência! É prazer! É alegria! É vibração! É ardência! É incandescência! É isso que nos vai fazer regressar ao caminho!

Ninguém larga uma etapa, enquanto ela for minimamente encantatória. As pessoas largam etapas, quando a incandescência, quando a experiência de paixão, a experiência de vida, a experiência de ser, quando o gozo muda de plano. Nesse momento tu largas uma etapa. Os seres evoluem de gozo em gozo; de alegria em alegria; de fruição em fruição. É claro que há uma educação e um refinamento desta fruição. Há uma educação da paixão. Paixão tem que encontrar o seu centro. Tem que se tornar numa paixão com um olho no centro. E não apenas um bólide protótipo, descoordenado, fazendo voltas em torno de uma pista nas 24h a ver que velocidade é que consegue atingir. Não, não. Paixão, com a serenidade no centro. É nesse momento que o indivíduo muda de plano. Muda de nível vibratório.



Então, quando este ser está reencontrando o seu caminho de retorno, ele tem estes portais em frente a ele. E o caminho de retorno é uma reconstituição do teu verdadeiro rosto. É uma cirurgia facial. É um retorno à verdadeira identidade. É uma reconstituição da identidade.

Cada vez que o Fogo, ao descer, deixava uma identidade guardada, justamente essa separação de um nível de identidade para dentro de outra dimensão é que constitui a amnésia. A amnésia é uma perca de identidade.

E à medida que eu vou entrando nessa porta estreita - estreita se tivermos falando de parâmetros horizontais; se tivermos falando em termos verticais, não tem fim - à medida que eu vou entrando nessa porta estreita, à medida que eu me vou disciplinando por alegria - não é disciplinando por nada abaixo de alegria. Porque se um indivíduo se disciplina abaixo da alegria, torna-se um indivíduo insuportável. Não há paciência! Um indivíduo que se disciplina por alegria uniu duas funções complementares da estrutura psicológica humana: disciplina e alegria. Uniu-as. Fundiu-as numa outra experiência desconhecida: a alegria da disciplina; a disciplina da alegria. Mas é só um detalhe. À medida que o ser vai entrando, ele encontra um portal

O que é um Portal?

Enquanto eu estou concentrado, emantado, em quem eu sou, enquanto eu acho que sei quem eu sou, enquanto eu sei tudo, enquanto eu acho tudo, enquanto eu compreendo tudo, enquanto eu estou no controle, não há portal! Há vida humana.

A experiência do portal é o que acontece quando tu começas a passar por um esgotamento das baterias de energia que alimentavam uma identidade. Um tipo de ser.

E a nova identidade, que é um ângulo de visão da realidade a partir do qual tudo volta a fazer sentido. E se eu estou vivendo, e há um momento em que nada faz sentido, é porque aquele centro está a ser desactivado - aquele centro a partir do qual eu tenho a experiência do mundo. Nós para termos uma experiência do mundo - isto é um dado psicológico - tu para teres uma experiência do mundo, tens de ter um centro, a partir do qual a experiência acontece. Quando a experiência começa a passar por uma transfiguração, e quando as coisas perdem um bocado o sentido, e quando há uma desorientação momentânea, tu estás na chamada zona nula. Estás entre uma dimensão e outra.

E é porque eu encontro quem eu era, quando me deixei a mim mesmo numa dimensão mais alta, que tudo volta a fazer sentido subitamente. Mas é um novo sentido! Então, tu tens esse ser que és tu próprio, que te aguarda do lado de lá do portal. Não é o Mestre. O Mestre é uma operação de charme. O Mestre não passa de uma operação de charme. De um processo de ajuste e de atracção. Quem tu vais encontrar do lado de lá do portal, é o ser, o anjo, o facto, a vibração, o abraço, o amor, a realidade que tu deixaste para assumires a distorção seguinte.

Então se eu compreender a minha autodefinição actual, como filha de uma sequência de distorções até à adaptação da força divina à matéria, se eu compreender isto, eu estou a criar um estado mental que facilita o filme ao contrário. Isto é: a distorção, a rotação, a adaptação, acontecer no sentido inverso. E nesse momento, tu reencontras o teu duplo dimensional! Tu reencontras o guardião!

E quando tu olhas para dentro dos olhos do guardião, e quando tu consegues ter essa coragem de manter o olhar para dentro dos olhos do ser que te aguarda na dimensão seguinte, tu vais compreendendo que é o teu ser! És tu próprio! Só que és tu próprio, num coeficiente de lucidez, estabilidade, simetria, inalterância, bondade, compaixão...

E o portal atravessa-se na oração e no silêncio.

Ninguém atravessa portais expondo-se. Ninguém atravessa portais falando do processo que está a acontecer com ele. Ninguém atravessa portais, fazendo isto que eu estou aqui a fazer: falando de portais.

Tu atravessas o portal no silêncio! No secreto! Incógnito! Misterioso! Um viajante oculto! Um peregrino! A capa da sinceridade! É desta forma que o ser atravessa o portal.

E a entidade que está do lado de lá, absorve-te.

E, momentaneamente, existe realmente uma ausência de definição. Pode durar horas, ou dias, ou semanas, minutos..., mas há uma ausência completa de definição. Realmente tu tens uma experiência de vazio. E a partir desse momento, és absorvido, acoplado, assimilado, numa dimensão mais alta do teu ser. Por isso se chamam aos portais, iniciações.

A travessia de um portal é feita por similitude vibratória.

Quando a imagem do teu ser, distorcida nesta dimensão actual, conseguir, por momentos que seja, reflectir a imagem da dimensão seguinte, o portal absorve-te e anula-se, enquanto portal. Só existe portal, porque existe diferencial vibratório. Dissemelhança. E a benção do portal é tu sentires o obstáculo que ele representa. Então, um portal e um obstáculo..., portal não significa passagem. Significa obstáculo!

Significa uma experiência de identidade dividida. Significa que factos, lampejos, partículas do outro ser, já te contaminaram o suficiente para tu saberes que este do lado de cá não é o real.

Então o fenómeno da travessia do portal, o fenómeno de transição entre dimensões, é muito parecido com uma espécie de hesitação da Alice no País das Maravilhas, no momento em que ela não sabe qual é a real: se é a que está no espelho, se é ela. Esta experiência quando tu dizes, eu sou um sonho, e aquele que me aguarda além do portal, sou eu!

Esta experiência é a alquimia necessária da psique. Mas para isto, eu tenho que amar a consciência de que não sei quem sou. De que sou um mistério para mim mesmo. De que transporto o mistério. Porque se eu não transporto o mistério, então eu estou identificado com o facto biológico ascendente, com o processo natural, com o veículo homo sapiens, sapiens. Eu estou identificado com ele.

E esta consciência de que eu transporto um mistério em mim, e de que eu não me conheço o suficiente para ter uma opinião final sobre mim, quanto mais uma opinião sobre seja quem for... Porque esta coisa de eu saber que sou um mistério, serve, principalmente, para eu deixar de emitir opiniões. Sobretudo aquelas opiniões que danificam o campo vibratório dos outros. Porque se tu não sabes quem tu és, pára! Pára! Porque o que está a falar, é o que não sabe! Não é o que sabe!


Então, tu tens esse outro ser que te aguarda, e que se prepara para te assimilar, absorver. E é claro que eu sinto este campo invisível! Eu sinto que esta realidade deve ser verdadeira, mas que está muito longe!... - Quando é que ele se cala?... Porque isto é outra estória!... Isto não tem a ver comigo! O meu problema é outro... Eu sou um ser humano..., eu tenho defeitos..., eu tenho... - vocês percebem, como é que funciona o mecanismo da retenção? Todo o material medroso, atávico, mesquinho, reaccionário, que permanece em nós, deseja que isto seja real algures por volta de 2200! Algures no teu futuro... - Isto deve ser assim, mas não é nesta encarnação de certeza! Porque nesta encarnação eu tenho ciática, nesta encarnação eu tenho uma hérnia discal, nesta encarnação não sei onde é que pára o meu marido, nesta encarnação o meu filho só me dá problemas..., porque é que ele está para ali a falar de portal, e de identidade, e de transição... - vocês percebem, como é que funciona o mecanismo da antiga identidade? Ela está-se a defender! Quem te colocou na situação em que tu estás, foi a velha identidade, não a nova! Não esta de que nós estamos aqui a falar! Porque essa, tu não conheces! É a velha autodefinição, é a velha forma de existir, é a velha planta, que quer reagir à nova plantinha! É a velha árvore que está a não querer ser desenraizada e ceder espaço para a nova plantinha! É a velha árvore a vampirizar a seiva da nova plantinha!

Então, este tipo de mecanismo, que fica por detrás da situação a dizer: mas eu não sei, eu só quero ser feliz, o que é que eu estou aqui a fazer?..., vocês percebem, eu só quero um pouco de harmonia, eu só... Isso não existe!! Isso são exactamente as forças organizadas do cenário que o indivíduo está a resgatar-se de, a sair de, a abandonar! Foi esse conjunto de forças que criou toda a prisão dimensional em que nós estamos! Prisão dimensional! Prisão dimensional!! Prisão dimensional!!! O indivíduo é prisioneiro!

Enquanto eu não chego (isto tem sido dito centenas de vezes no planeta), enquanto eu não chego a uma reverência pelo meu ser total, enquanto eu não chego a uma reverência completa em relação ao meu ser, eu mantenho-me na prisão dimensional.

Então, cultivar a auto-reverência é começar a transportar-me para o eu, que está do lado de lá do portal.

Eu preciso de estar comigo, como quem está com o Mestre!

Não estar comigo, como quem está com uma bolsa velha! Como quem está com uma roupa para deitar no lixo! Como quem está com algo que não nos interessa! Como quem está com uma velha raposa conhecida, da qual nós sabemos tudo... Não sabes nada! Tu não fazes ideia quem tu és! Esse cantinho da casa em que tu tens vivido, não és tu! Porque sem auto-reverência, tu fortaleces as paredes da prisão! As energias que chegam a ti vêm para te divinizar! Pára de achares que sabes quem és! Pára o desleixo! Isto é um desleixo, esta familiaridade que nós temos connosco - é que nem sequer é com o vizinho do lado..., porque então aí passa para um nível... é melhor nem falar... - este achar que eu sei quem eu sou, todas estas definições de ti, só te aprisionam mais na dimensão terrestre! Porque elas não invocam o próximo ser! A próxima identidade! O anjo que tu deixaste, a parte, a emanação de ti próprio, que ficou a guardar a passagem dimensional para a nova dimensão!

Tu és lindo! Se tu te pudesses ver nos planos internos..., tu és lindo!! Tu, nos planos internos, és Luz! A tua essência, o teu arquétipo é Luz! Luz tecida pela Mãe Divina! E tem uma que ainda é assexuada, e depois tem outra que é andrógina..., e está lá tudo!!

Então, por favor, chegou o momento de este ser lúcido adquirir lucidez emocional em relação a si próprio! Sem uma reverência, sem uma postura connosco mesmos, tu és um mendigo de emoções! Tu és um mendigo de avaliação dos outros! Tu és um mendigo de aprovação dos outros! Sem eu reconsiderar uma postura, uma correcção, uma verticalização, um retorno ao eixo, um retorno ao centro, sem eu retornar a esta reverência, a esta sacralidade... Não é para sacralizar nada fora de nós! É para sacralizar a relação contigo próprio. Começa por aqui. Esta é a primeira pedra. É para sacralizar a relação do indivíduo consigo próprio. Este é o ponto.

Esta sensação de depressão endémica, e de auto-rejeição das pessoas, é vaidade! Esta sensação de que eu sou péssimo, e de que eu..., é vaidade! É não olhar em frente para o portal! Esta sensação de falta de amor-próprio, falta de auto-reverência... - vocês sabem, quando se usa a expressão auto-reverência, está-se a tentar evocar aquilo que, antes, estava fechado no sacrário dos templos, para a consciência de nós mesmos.

A hóstia é de ti para ti próprio! Esta hóstia, que estava lá no momento culminante do ritual católico, lá no momento do sacrário, esta hóstia, agora, é de ti para contigo mesmo!

E como é que se faz isto?

Tendo a humildade de aceitar a própria Divindade. Porque é preciso muito mais humildade para aceitar a Divindade Central, do que para a rejeitar. É o contrário do que as pessoas julgam.

Então eu preciso de me banhar, baptizar, regenerar, em águas desconhecidas! E preciso de iluminar o antigo olhar sobre mim próprio, e renascer na visão que tenho de mim mesmo. Porque há uma visão que te desfasa do portal, e uma visão que produz similitude vibratória com o portal. Portanto, há um olhar de nós para nós mesmos, que te vibra, que te arruma, que te organiza, em função da energia do portal.

O principal vodu é o que tu fazes a ti próprio!

Quando o conhecimento está começando a estabilizar-se no éter, quando o éter da Terra é constantemente banhado de informação Cósmica Superior... - cada árvore, cada antena! Cada criança, cada PBX para os planos superiores! E o principal vodu, é este vodu que o indivíduo faz sobre si mesmo. Esta força que tu pões no eclipse da entidade que vem a seguir.

Então, é muito mais confortável manter a tristeza endémica, crónica, da velha entidade gasta, rota, rançosa..., é muito mais confortável isto, do que a alegria - porque a alegria, nesta etapa, é extremamente desconfortável! Continua tudo a ser o contrário do que as pessoas julgam! A alegria não é o que as pessoas querem: as pessoas querem felicidade. Aquela felicidade em que fazes a lista e encomendas! A alegria é desconfortável, porque ela exige que as crostas do velho ego, comecem a cair no chão.

Não há alegria com ego! Ego e alegria são opostos!

Então, a Alegria Central, aquela que regenera a fibra do teu ser, aquela que põe a electricidade realmente em circulação, aquela que subtiliza os chakras, essa Alegria é uma ameaça à felicidade.

E todos estes seres estão a começar a ser alinhados com um portal, porque muito simplesmente já não se atravessam portais sozinho.

Na Atlântida, os seres atravessavam o portal em grupos de três. Durante os últimos milénios, os seres atravessavam o portal em grupos de sete. Só muito atrás, é que havia iniciações solitárias. Tecnicamente não é possível contactar a potência de Shamballa (eu peço desculpa por esta linguagem ortodoxa), tecnicamente não é possível contactar a potência de Shamballa isoladamente. Isoladamente, o ser contacta Lys-Fátima. Ou as portas de Medjugorje, na Juguslávia. Isoladamente, tu contactas as Energias de Aurora, as Energias de Cura. Ou contactas o grande Centro de ERKS na Argentina, que é o Centro que guarda, justamente, a vibração dos portais.

Mas a travessia, já só é feita grupalmente. A travessia de um portal de consciência implica que a tua vibração se universalize. Que tu tragas mais da humanidade para dentro de ti. Que tu tragas mais do grupo humano para o centro das tuas preocupações. Que tu comeces a iniciar-te na ciência do contentamento. Que é uma coisa do qual nós não sabemos nada. Porque nós vivemos num queixume de manhã à noite! Este discípulo contemporâneo vive num queixume de manhã à noite! Parece que está pregado numa cruz! De facto está. Mas aqui, aqui, há um ponto extremamente sensível, que é a ciência do contentamento. A ciência do apaziguamento. A ciência da pequena voz que soa no centro do teu ser. A ciência desta pequenina voz! A ciência do contentamento. Este contentamento - eu não sei se é necessário elaborar muito este ponto, porque é uma coisa que toda a gente sente - este contentamento é a capacidade de eu sorrir porque existo, e encontrar (este é um ponto que está no ar nos últimos encontros) a gratidão central, simples, incondicional, porque fui admitido, porque existo, porque estou presente na experiência evolutiva.

Este contentamento é o momento em que o peregrino se dá perfeitamente bem com as migalhas. Está toda a gente no banquete da Nova Era, e ele está noutro ponto, lá, quieto, com as migalhas. O contentamento significa capacidade de deixar vir o real, e deixar ir o irreal. É toda uma ciência que a alma está a desenvolver, de educação da parte de carbono aqui em baixo.

E estes portais, onde te aguarda a tua nova identidade - de tal forma nova identidade, que antigamente dava-se um novo nome, quando elas atravessavam certos portais. Quando elas atravessavam certos portais, era como se o nome antigo não lhes servisse mais. Era necessário dar-lhes um novo nome. Isto acontecia nas comunidade Essénica, nas comunidades Monásticas, na Índia e, assim, sucessivamente. Porque a nova identidade sempre esteve lá. Ela não nasce em absoluto. Ela rompe na tua consciência. Ela atravessa as teias e instala-se na tua consciência.

Estes portais só podem ser vividos em grupo. Como?

Quando um conjunto de seres, na maior liberdade - é melhor nem insistir muito nisso - quando um conjunto de seres começa a construir, entre si, similitude vibratória, quando o Mestre, que está cansado de receber a nossa devoção - caso não saibam, os Mestres dos planos internos não podem mais com a devoção dos discípulos. Porquê? Porque nesta altura dos acontecimentos, nós já devíamos ter devoção pela pessoa que está ao nosso lado. Ainda estamos devotos do Mestre Morya! Ser devoto do Mestre Morya não é trabalho! É um Mestre!... Quer dizer, é básico, não?! Ah, eu tenho muita devoção por Buda! É pena não ter devoção pela mulher a dias lá de casa! Porque ter devoção por Buda já está feito! Inclusive, ele não precisa! Bom, do ponto de vista esotérico muito interno, pode até ser útil, para ele e para ti. Agora, a esta altura dos acontecimentos, a devoção é para com as pedras da calçada! Será que isto é irrealista? Será que isto é impossível? Será que isto é um milagre psicológico? Eu não sei. O indivíduo precisa de entrar nesta condição de bodhisattva na qual as pedras da calçada recebem compaixão. Na verdade, recebe tudo o que apanhar o teu campo vibratório.

Isto significa, que eu tenho que amar, sobretudo num ambiente espiritual de qualidade, eu tenho que amar a pessoa que está ao meu lado. Não o Mestre! Deixa o Mestre! É o indivíduo que está ao teu lado que tem de receber o amor que tu estás a canalizar para o Mestre! É claro que isto é uma questão de linguagem! Porque a partir de um certo plano, não há Mestre, nem indivíduo ao teu lado! Mas enquanto a linguagem, num certo nível de consciência, é útil, quem está a precisar do amor é o ser que está ao teu lado, à tua direita, à tua esquerda. Esse é que veio para receber o teu amor.

E é quando um núcleo, quando um ambiente de aprofundamento espiritual, consegue criar este campo uno de vibração, que então os Irmãos mandam um relatório para os planos internos a dizer: olhem, está ali um malmequer que parece que já deu flor.

Porque antes disso, enquanto não existe um amor que circula entre todos os seres que se estão coligando com o ambiente, enquanto esse amor não flui como Vida, como Vida que vai alimentar as partes mais desnutridas - porque há aqui pessoas que têm uma grande generosidade de amor, e há pessoas que estão subnutridas de amor - e os Irmãos, nos planos internos, procuram que este milagre, esta vibração, circule. Que vá saindo de ti. E que vá se espalhando por todos os indivíduos que estão aqui presentes. E que vá colmatando as carências. Porque é assim: estes seres já amaram muito no passado. Senão, não eram capazes de suportar nem cinco minutos do que está aqui a ser dito. Já se doaram profundamente. Já aspiraram profundamente. Mas souberam fazer isso individualmente. Ou souberam fazer isso no seio da família. Ou no seio de uma congregação abstracta qualquer.

E o trabalho actual é que estas portas só se abrem, e tu só tens a tua nova identidade entregue ao domicílio, assim, absolutamente limpa, dourada, virgem, purificada da longa marcha no deserto, só tens esta nova identidade, quando eu sou capaz de viver o amor em grupo. A doação, a desmultiplicação, também na horizontal. Os Fogos que rompem a tela do portal e que te colocam uno com a parte do teu ser que sempre te aguardou do lado de lá, e que tu sabes perfeitamente o que é...., tu conheces muito bem esse olhar! Tu conheces muito bem o ser que está do lado de lá do portal!... Tu não conheces é outra coisa! Então, tu sabes muito bem quem é esse ser. Esse ser, essa essência, esse olhar, esse abraço, essa realidade, é o Facto Vibratório que tu mais buscas na vida. É o Facto Vibratório essencial que tu mais procuras nesta existência. O resto é Disneylândia! É aquele ser, é aquela outra Joana. A Joana busca uma Joana. O Carlos busca um Carlos. O José Manuel busca um José Manuel. E as relações humanas têm sido usadas para recauchutar a ausência, o furo, o vazio, produzido por esta união, por este matrimónio vertical.

Então, vocês não esperem apaziguamento da dor emocional sem iniciação. Não existe! Não há apaziguamento, não há cura, não há paz, não há harmonia, não há matar a sede de vazio... Isto está a ser dito, porque há um trabalho psicoterapêutico no ar, que está a acontecer com alguns seres, com bastantes inclusive, então isto está a ser dito. Não há terapia abaixo - há paliativos - mas não há terapia abaixo da descoberta, do alçar, da guindagem e da assunção de um novo estado do ser. De um novo nível de identidade. Não há! Cá em baixo, o plano astral é um sistema de vasos furados: tu queres tirar a água, mas ela está sempre a cair de novo para o poço. O plano astral, meu irmão, ele está danificado! Ele, inclusive, podia fazer passar a pura água do amor. Sempre! Mas ele está danificado. Os níveis terrestres, tridimensionais, estão contaminados, bloqueados. Então, não passa nada. Ou passa muito pouco. Por isso é que é necessário manifestação sistemática de núcleos de vigília. Porque um núcleo de vigília, em oração pela Terra, vinte e quatro horas por dia, esse núcleo é uma central, um dínamo de transmutação da contaminação astral psíquica da Terra. Isso é outro assunto.

Não há cura de carência emocional, não há cura de desorientação psicológica sem iniciação! Não existe! É assim: desiste de mentir a ti próprio! A esta altura dos acontecimentos, o indivíduo já só está a tirar areia para os seus próprios olhos!

E essa cura vibratória, essa cura do corpo astral, essa planificação do corpo astral, acontece no momento em que os Irmãos abrem as comportas e um Raio do Fogo do Senhor do Mundo penetra a equação de um colectivo, de um ambiente de aprofundamento e sincronizadamente, em semanas, todo o ambiente muda de plano vibratório.

Isto significa que os abraços internos, que completam e curam, começam a acontecer sincronizados. E o poder de Luz do ambiente ao qual tu estás coligado - e não estamos necessariamente a falar deste ambiente - o poder de Luz do ambiente ao qual tu estás coligado actua exponencialmente sobre a tua estrutura interior. É na proporção em que uns vão vivendo o processo em sincronia, que aqueles que têm mais registos traumáticos, mais registos ansiosos, mais registos neuróticos, mais carência, mais dor, mais bagagem emocional para resolver, que esses vão, ao contactar a turbina do grupo, a turbina colectiva, tendo esse material antigo resolvido. Há dores em ti, que tu não tens qualquer poder para resolver! Isto será expropriar o poder do indivíduo? Será roubar-lhe o poder? Porque, como vocês sabem, há escolas de pensamento que dizem: tu és o Divino, tens o poder de resolver tudo em ti... É equivalente. Eu, aqui, estou a falar para a personalidade. Porque quem se queixa é a personalidade. A lamúria é a personalidade.

E será que lamúria inclui alguma ausência de respeito pela dor alheia? Será que esta palavra inclui...? Não! Esta palavra vem para deixar claro que um grupo de cura não é um grupo de ombro! Grupo de ombro, é quando as pessoas põem as imagens do Mestre e vão chorar, uns para os ombros dos outros, os problemas deles! Isso existe, como vocês sabem... É um grupo de ombro! É um grupo em que se passa uma barrela pseudonãoseiquê... e depois as pessoas ficam ali, no plano astral, anos, décadas!...

Grupo de cura não é grupo de ombro! Grupo de cura é um grupo que te devolve ao teu poder, sim! Mas ao teu poder que te aguarda lá dentro! Então o indivíduo não faz o trabalho, o que é que ele está à espera? Se o indivíduo julga que o trabalho acontece, ele está atrasado! Está nos níveis dos tempos em que vinham os redentores. Não! Não! O próximo redentor vem para baptizar com Fogo! Baptizar com Fogo é outra história! É outro assunto. Quando Eles vierem por aí abaixo, é com Fogo! Baptismo de Fogo! Isso é uma coisa do oitavo chakra, que te coliga com os chakras superiores onde estão as entidades cósmicas ocultas do teu ser. Os teus duplos Divinos, dimensionais, intraterrenos... Isso é um outro baptizar. Não vêm aqui para curar emocional directamente.

Então, é o teu ser interno que vai fazer isso através de uma sistemática vida de oração. Uma sistemática vida de recolhimento e activação do mais puro do teu ser.

E aqui, entra um pormenor importantíssimo, que é assim: Quando os portais se abrem, cada ser, no espaço de três meses (eu disse três meses, podem ser dois ou seis..., eu não sei. Mas é assim um espaço. É definido, não é uma coisa vaga.) cada ser precisa de reunir o mais puro que ele conseguiu realizar nesta vida. Precisa de dizer : eu vou gerar momentos dourados para mim. Eu vou trazer o mais puro à minha consciência. Ele precisa de reunir isto, de novo. Se são memórias de infância, são memórias de infância. É um lugar geográfico onde tu, de repente, sentes que estás resolvido quando vais a esse sítio, então é esse lugar geográfico. É uma relação com um ser, então é uma relação com um ser. É o fim de uma relação com um ser, então é o fim de uma relação com um ser.

Mas ele precisa de reunir o mais puro que ele já encontrou, que ele já contactou, nesta vida. Reunir isso num núcleo de luz, num feixe de luz, e ficar firme naquela luz, meses. Firmes naquela luz! Porque como eu disse, atravessa-se com silêncio e com oração.

Isto significa que para a Assunção, Assunção, para a Assunção de um novo patamar, este ser precisa de reunir o mais puro que ele tem. Qual é o mais puro que tu tens?

E essa vibração precisa de ser trazida da memória, da consciência, da estante, para aqui: para a região da hipófise – pineal. Precisa de ser trazida para esta região; mantida aqui, constantemente. Constantemente.

Quando tu estás nesta região, quando tu estás polarizado nesta região, digno, nobre, sereno, correcto, as vozes da tristeza não entram. As vozes do passado não entram nesta região. Conhece o Templo em ti no qual a voz, a força, a memória, que te puxa para o teu passado e que activa a tristeza, não entra. Mas para isso eu preciso de trazer a energia, sistematicamente, para esta região aqui: ou seja, para a zona da pineal e da hipófise. Manter a energia aí. A concentração aí. E passar da vibração do plexo solar, para a vibração do chakra cardíaco.

Um trabalho autêntico é sempre conduzido por várias Hierarquias e alguns Serafins. Perante um trabalho autêntico, eu tenho que usar a auto-reverência que eu pratico perante mim próprio, e projectá-la para o ambiente. Não interessa um reverência feita à pressa, porque alguém inventou que há uns Serafins, vocês entendem? Eu primeiro tenho que construir um reverência secreta perante o núcleo do meu ser. Porque senão, eu não tenho mel. Eu estou seco. E ninguém dá o que não tem. Ninguém dá esse trabalho oculto que fez, nele próprio.

Então, eu preciso de reconstruir primeiro a auto-reverência, saber que eu estou em metamorfose do terreno para o celeste, que eu estou numa vigem gradativa, e vai haver realmente uma metamorfose, inclusive física. A metamorfose é total. À medida que as portas vão sendo atravessadas, e à medida que o teu campo vibratório vai sendo assimilado na tua contraparte que te espera na dimensão interna, o impacto é ao nível do ADN. Porque cada entidade que te espera guarda segredos relacionados com o teu ADN. Então a coisa é física, inclusive. Mas eu preciso, de cada vez que penso no trabalho espiritual que eu amo - porque as coisas neste ponto já estão no nível do amor, ou não.

Então, este núcleo chegou ao momento em que necessita de aprender a trabalhar com Luz.

Quando se fala de que o núcleo (isto é uma coisa que é válida para os grupos na maior parte do planeta), quando se diz que um núcleo tem que trabalhar a continuidade de consciência, significa que ele tem que aprender a transportar uma vela ao vento. Isso tem a ver com a continuidade de consciência. Com a dificuldade que este humano tem, em manter-se acima do medíocre. Então, continuidade de consciência é só eu sair da mediocridade. Não é nada de complicado! É eu deixar de ser um pálido reflexo do que eu quero ser, e passar a ser o que eu sou! Simples! Isto faz-se parando de queixarmo-nos do que nos acontece, ou não acontece - geralmente é do que não acontece - e reconstituindo o templo na zona da cabeça, onde não entra a voz do queixume.

Eu necessito de trazer esta auto-reverência, esta consciência de que há uma porta, uma entidade mais alta, e um processo de identificação, seguido de um processo de assimilação nessa entidade mais alta. E eu preciso de seguir isto, e depois de conquistada, compreendia, desenvolvida esta auto-reverência, começar a trazer essa reverência para o trabalho.

Um trabalho não tem uma aura de reverência e de aprofundamento autêntico, porque cada ser não atingiu a condição da auto-reverência.

Então, a continuidade de consciência, neste contexto, é eu ser capaz de transportar uma vela em qualquer condição atmosférica. E não inventar nenhuma desculpa para o facto de não cuidar dessa vela.

Então, neste processo de aprender a gerar continuidade de consciência, a minha voz, a minha comunicação, o som, o timbre, a consciência, a gramagem de Luz que eu coloco em cada palavra, precisam de se renovar profundamente.

O plexo solar não gosta de ouvir isto! Porque ele sabe perfeitamente que o reinado dele termina! Porque o que define o plexo solar - o que é que define o plexo solar? - o que define o plexo solar é que nós somos todos boas pessoas! E ninguém tem que se armar em esperto! E ninguém tem que ir com a vibração à frente! Mas quem é que ele julga que é?! Anda cá! Toma mais um copo! Vocês sentem como é que funciona o plexo solar? Ele funciona como um nivelador por baixo! Um normalizador pela base! O plexo solar joga a favor da média que a humanidade atingiu. Por isso é que ele é plexo solar. Ele apanha o denominador comum da tua cultura e da tua civilização. É isso que vibra nesta região.

O que significa que ele vai sempre procurar, fingir, fazer passar na tua consciência, uma disciplina espiritual assumida como um acto de isolamento e de pretensiosismo em relação às pessoas à tua volta. Isto é o milagre do plexo solar a esta altura dos acontecimentos!

Qual é o maior serviço que, neste momento, um ser pode fazer pelo seu irmão?

Qual é o maior serviço que tu podes fazer pelos seres que estão em tua casa? Pela tua família?

Eleva a tua vibração!

Traz a imagem que tens de cada um deles para o coração! Mantém a imagem que tens de cada um deles no coração! Não deixes a imagem deles sair do coração! Expande o teu coração! Como se disse no último encontro, reconstitui essa aura, o círculo perfeito dos bodhisattvas! Diminui a intensidade psicológica, de forma que a intensidade espiritual possa suplantar a intensidade psicológica! Dá à Luz o teu amor!

Tu és capaz!

Bom, obrigado pela vossa presença!

UMA CONFERÊNCIA POR ANDRÉ

Belém, 13 de Julho de 2001

(Transcrição por Emília Simões)

Aúdio Conferência

Download: http://www.4shared.com/mp3/EKpyp_E2/Andr_Louro__2002__-_O_Caminho_.html?

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