Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O Som(A Alma)


Quando trabalhamos com o I a consciência é chamada para a câmara no centro do cérebro, a pineal. Essa câmara tem espaço suficiente para nós colocarmos seres que nos são queridos e que nós sentimos que precisam de um estímulo ao nível da lucidez espiritual e de clareza e luz.

Um dos trabalhos que se pode fazer é trazer para o centro da pineal esses seres (um de cada vez) e não importa onde eles estejam, vão receber o resultado dessa evocação, desse som.

Quando trabalhamos com o A e o O estamos próximos da região da garganta e do coração e, nesse momento, também é possível trazer para o coração os seres que façam parte do nosso caminho, que sentimos que necessitam da expansão do Amor dentro deles.

O canto sagrado é uma ferramenta que tem a idade do próprio Homem, actua nos níveis mais altos do éter, e quando transmitido à distância, actua com uma incrível precisão. Quanto mais alto é o nível do éter – os elementais, as forças que a energia tem que enfrentar no seu deslocamento no espaço – quando é um nível etérico muito alto, as pessoas que vos amam passam a estar dentro da vossa pineal e recebem um banho de energia.

O outro ponto é que o som deve tornar-se mais importante, mais presente, mais activo do que a vontade de criar o som.

Quando se começa a trabalhar com o canto sagrado, começa-se com a vontade de produzir som e, geralmente, o volume sobe a níveis muito altos até que há um momento em que as coisas se transferem e vocês descobrem que é o som que está a criar-se a si próprio dentro de nós e nós somos apenas o instrumento através do qual o som acontece.

Então, trata-se, cada vez mais, de respirar as vogais. As vogais são as matrizes fonéticas de todas as línguas criadas, da limpidez do espaço da mente, do emocional e da ligação entre os níveis superiores de um ser e os níveis no espaço e no tempo e quando, a partir de um certo momento, o som entra em nós, nós somos levados nas asas do som.

A ALMA

Existe uma etapa em que um ser já não se preocupa com a questão: “o que é que eu vim aqui fazer”, “quais são as minhas coordenadas”, “qual é a minha tarefa”. Tudo isso fica para trás porque o ser sabe que isso é a expressão exterior de uma tarefa. Ele confia e não se interroga mais. Ele sabe que é portador de uma tarefa.

Existem 4 estágios na relação com a alma:

O 1º é de descoberta da alma;

O 2º é de contemplação da alma;

O 3º é de respiração da alma;

O 4º é de fusão com a alma.

Esta matriz é repetida pela alma num plano mais interno na sua paixão pela inteligência infinita, ou seja, pelo Homem.

Nós estamos percorrendo estes 4 estágios e, à medida que eu me vou reconciliando, descobrindo, comungando com isto, a própria alma, no seu próprio plano, está a abrir-se para a inteligência infinita.

Estes estágios: Descoberta; Contemplação; Respiração; Fusão, são muito comparáveis à própria forma como a vida de um ser vai passando duma vagem que sai do solo, para uma haste, de uma haste, para um botão e deste para uma flor e, finalmente, acontece a cor e o perfume que, sendo radiações muito altas, são inteiramente dependentes da raiz.

A descoberta da alma é algo que 80% da população mundial está, muito lentamente, a fazer neste momento.

A etapa de descoberta é a primeira fase de desfilamentação de ligações sinápticas muito antigas, impressas no holograma neural que é o nosso cérebro, e esses cristais de sinapses tem padrões específicos que correspondem às etapas da iniciação do mundo.

Então nós temos impressões sinápticas lemurianas, atlantes, arianas, guerreiras mediterrânicas, impressões sinápticas do sacro império católico e depois, por detrás disso, estão impressões potenciais de sinapses que são pleiadianas e da grande catedral iniciática que aqui nós chamamos Sírius e alguns resíduos de impressões sinápticas de ligações cerebrais que são arcangélicas.

Cada vez que um indivíduo passa por uma destas transições; Descoberta e Contemplação da alma, Respiração e Fusão com a alma, ao longo destas transições são apagadas ligações muito antigas no nosso cérebro e a corrente eléctrica fica livre para fazer novas ligações segundo protótipos latentes que estão dentro de nós que vêm de muito antes da Terra existir.

Então, a história da evolução da consciência é a história da desconstrução das ligações sinápticas. Na proporção em que o ser vai avançando nestes 4 estágios, são libertas ligações específicas dentro de nós. Algumas foram inventadas pelo egoísmo colectivo, outras são ligações culturais, outras são criações extraplanetárias menos luminosas, e esse material está todo aqui sob a forma de padrões geométricos e vibracionais, e nós sabemos que o que tem que mudar é a mente, e o cérebro físico é só um intérprete da mente.

Uma pessoa cuja mente está submetida à inércia do cérebro físico, é uma pessoa incrivelmente previsível, isto no sentido redutor, negativo asfixiante da palavra previsível, porque ele funciona segundo padrões que são iguais para milhões de indivíduos. Reacções previsíveis tornam opalina a relação entre a mente superior e a realidade.

O trabalho pleiadiano e de Sírius (de cima para baixo) na purificação da mente é um trabalho de laboratório por ultra sons. Eles desfazem nódulos no corpo. Até há uns tempos, as principais formas de esses nódulos serem desfeitos a partir de inteligências pleiadianas e de Sírius, eram os lóbulos frontais dos golfinhos que são, simplesmente, um instrumento avançado de Sírius. Essa enorme massa cerebral (a totalidade da população de cetáceos) era usada principalmente como um transmissor de ondulações (como nós usamos os ultra sons), essa massa encefálica poderosíssima utilizava como veículo de transporte os oceanos e, através da nossa própria ressonância amorosa (oceanos/água, água/corpo emocional, corpo emocional/corpo causal), a frequência de Sírius era enviada para dissolver nódulos, quistos.

O trabalho, hoje, já pode ser feito de Hierarquia para ser humano, basta um ser entregar a sua mente todos os dias, um ou dois minutos para pedir que os nódulos, as sementes cármicas que estão ali presentes na mente sejam dissolvidas. Este trabalho é de cima para baixo, ou seja, mudando a vibração da mente, o cérebro começa a desaprender camadas de civilização, no sentido socrático de desaprender. O cérebro começa a dispensar camadas de aprendizagem supérflua e as ligações que vão surgindo são as ligações dos pensadores originais, dos grandes criadores da versão Homem para esta Galáxia.

Assim como existe este processo de cura de cima para baixo, quando a atmosfera muda e o cérebro começa a ficar impregnado das vibrações colectivas e esses padrões que estão dentro de nós são outra vez activados, constelados, e ganham força, eles influenciam a mente. Deixa de ser a mente a influenciar o cérebro, passa a ser o cérebro a influenciar a mente. Então, quando o cérebro envia os sinais para a mente reduz a luz, quando a mente superior envia sinais para o cérebro, aumenta a luz do cérebro. Isto indica que nós temos um problema.

Quando tu fazes a descoberta da alma (1º estágio), que é onde a humanidade está a entrar hoje, uma das primeiras realizações é a separação clara dentro de nós entre a consciência e o instrumento. Quando a pessoa consegue dizer: ”eu não sou o meu corpo”, as energias poderosas da alma começam a acumular-se no coração e no cérebro e a alma começa lentamente a ganhar poder sobre o ser. A nossa vida passa a ser uma vida criativa ao longo destas 4 etapas.

A história individual e colectiva do encarnar da alma em nós é a história da arte, da criatividade, do pensamento. Depois do processo de descoberta, chega-se a um estágio em que o indivíduo entra num estágio estético, ele começa a contemplar a alma. Ele sente a liberdade que ele é no nível da alma, a sua imensidão, harmonia e liberdade.

É neste estágio que o indivíduo pergunta “qual é a sua tarefa”, e só muito raramente é que uma tarefa é revelada.

Quase sempre que vocês recebem uma resposta às vossas perguntas, não vem do alto, são as Hierarquias nos planos intermédios que respondem às perguntas dos seres humanos, porque as Hierarquias nos planos superiores não lidam com esse tipo de cognição.

Uma das características da vida da alma é a Alegria e a fórmula da Alegria está directamente relacionada com a Respiração da alma (3º estágio). Respiração da alma é o que acontece quando o indivíduo não se interroga mais mas apenas procura manter o seu eixo alinhado com o fuso vibracional da alma, e é ao mesmo tempo suficientemente conservador para manter bem presente todo o bom senso da sua espécie e suficientemente louco para não querer saber de nada que não seja a pura Alegria, a pura expressão da Luz, a pura infância reencontrada.

Quando nós perguntamos: “qual é a nossa tarefa”, nós estamos a olhar para a frente e quando nos interrogamos “se valeu a pena”, estamos a olhar para trás. Este Ser Maior que nos nutre e é a fonte de toda a harmonia e estabilidade, essa qualidade da alma de vir ao de cima quando nós estamos bem presentes no campo criador que está à nossa frente, a mensagem da alma é a forma como o Universo se apresenta a nós todos os dias, e a capacidade de lidar de uma forma fresca e límpida com o cenário onde acordas todos os dias, coloca-nos ligados a essa mente.

Nós chamamos Respiração da alma, que é onde é necessário os servidores entrarem, a um estado de embalo e de calor. É o que acontece quando o ser parou por um acto voluntário toda a actividade retrospectiva, prospectiva e quando ele não tem dúvidas sobre si. Quando não existe actividade relativisante em excesso, quando não há especulação a mais mas sim criatividade.

Nós começamos a respirar a nossa alma quando abandonamos a dúvida.

Tu és uma alma encarnada. Esta alma tem recursos, visões, poderes desconhecidos.

O poder da alma se revelar em nós é total, desde que um indivíduo saiba ficar quieto e confiar no processo. A alma necessita de uma combinação de bom senso e loucura para encontrar o ponto ideal para agir. É quando há uma motivação para a descoberta, o desconhecido e o perigo, no sentido superior do termo, para o risco ou aquilo a que se chama “o temor a Deus”, que a alma pode actuar.

A Respiração da alma é o que acontece quando uma boa parte do meu material humano é levado para dentro, para a luz da alma, para ser dissolvido. Uma parte da energia da alma é doada ao ser para repor aquilo a que tu renunciaste.

Tudo o que nós enviamos para dentro para ser resolvido deixa um espaço no consciente e a energia da alma envia uma parte de si para esse espaço no consciente. Trata-se de o indivíduo ficar na fé de que ele está sendo criado a todo o momento. Se na Descoberta da alma muito material lemuriano e atlante é desprogramado e se, depois, na Contemplação da alma mais peças de museu neurológico são retiradas de nós, quando começamos a Respirar a nossa alma, todo o cérebro começa a ser reconfigurado para a luz que vem de cima – luz da alma. É como escavar até encontrar a água pura.


Ora, a pergunta: “qual é a minha tarefa” é perfeitamente legítima em termos filosóficos, existenciais e até em termos vivenciais e, de uma maneira geral, as respostas a essa pergunta vêm de planos intermédios, não vêm de planos de grande luz. Quando vem uma declaração de qual é a nossa tarefa, a probabilidade de aquilo ser falso é de 90%, como se dos planos intermédios vem aquilo que o indivíduo quer ouvir. Quando tu transcendes o plano desta pergunta ficas num nível vibratório permeável e a condução pura na direcção da tarefa começa. E a tarefa é uma coisa que ninguém quer ver de frente.

Quando um ser ama profundamente a vida a tarefa já não precisa ser uma anunciação consciente.

O que nós sabemos sobre a alma é que ela precisa de situações inesperadas para se revelar. Em arte chama-se a isso improvisação. Geralmente, quando estás a improvisar, isto é, quando estás liberto de uma linha programática, as energias da alma vêm imediatamente ao teu encontro.

Quando é que foi a última vez que eu realmente improvisei? Quando é que foi a última vez que eu me entreguei ao momento criador sem esta neurose mental do passado e do futuro? Quando é que foi a última vez que eu me entreguei?

A partir do momento em que começas a fazer as primeiras linhas, em que começas a arriscar para além da imobilidade, vai-se formando um novo tipo de adrenalina que é a adrenalina que não fixa o imperil (resíduo nervoso vermelho destrutivo que se forma nos centros nervosos) mas uma adrenalina a que Mestre Morya chama “os cristais azuis”.

Quando um ser está a viver sempre dentro do cérebro condicionado por reacções, as grandes linhas de menor resistência da nossa espécie, de uma maneira geral, ele vive a reagir ao mal. Isso produz, juntamente com a formação de adrenalina, que dá acção, excitação, movimento, interesse, é depositado, pela própria adrenalina que circula no sangue, nos canais nervosos no plano etérico, mas muito próximo do físico, pequeninos grãos vermelho vivo a que o Mestre Morya chamava “imperil”.

Este imperil acumula-se na rede nervosa que limita o espaço da alma na próxima reacção a seguir, ou seja, o terreno da alma vai diminuindo. Tu tens uma discussão, ficas carregado de imperil, daí a pouco, para ires conduzir vais ter que fazer um esforço maior. E o homem, tal como ele se encontra hoje, está constantemente a acumular esse material microscópico, granulado, vermelho, ao longo do sistema nervoso, o que o coloca numa situação de irritabilidade latente, o tempo todo. E o imperil envenena as transmissões nervosas e depois é preciso o indivíduo tomar ouro e mais não sei o quê para afastar o Alzheimer e o Parkinson que tem a ver com uma acumulação, ao longo de várias vidas, de imperil.

À medida que o acto criativo se desenvolve, a energia da alma vem imediatamente ao de cima. Perante uma improvisação a energia da alma é chamada à vida. Quanto mais bloqueios um indivíduo tem menos ele arrisca em improvisar porque ele sabe que, com esses bloqueios, não vai acontecer nada! Mas, quanto menos o indivíduo improvisa mais bloqueios tem. Então por que lado é que vamos começar?

Porque quando tu improvisas tu estás a criar um grande canal através do qual a tua alma actua.

Um dos esforços da Hierarquia e dos devas que lidam com o aparelho humano é levar-nos a improvisar, a fazer coisas em que estamos impregnados de uma vibração mais profunda.

Se um ser humano tiver os meios mínimos, se tiver confiança emocional em si próprio e a confiança daqueles que lhe estão próximos, todos os seres humanos revelam dons instantaneamente.

Os dons vêm da alma e se não existe um círculo de amor à volta de ti e se a actividade crítica é muito mais alta do que a actividade generativa, então já se forma o primeiro bloqueio. Se eu perante mim mesmo não tenho a loucura radical de me apoiar emocionalmente nas minhas experiências criativas, forma-se outro bloqueio. E se não existem as ferramentas básicas há um terceiro bloqueio.

A alma tem de nascer. Nós somos outros onde a alma vai nascer. Outro que parece ter vida própria até à 3ª iniciação. Depois da 3ª iniciação, o útero está pronto para, na 4ª iniciação, dar à luz a força da alma e para outros processos mais altos e profundos se desenvolverem.

Depois da 1ª etapa de Descoberta da alma, onde vocês já não estão, depois da etapa da Contemplação da alma, da qual estão a sair gradualmente, entramos na etapa de Respiração da alma. Isso implica mais força, confiança, elegância, fé, menos pergunta mesquinha na cabeça.

Quando eu me precipito voluntariamente para dentro de uma situação que eu não domino e tenho fé em mim, tenho fé que sou uma alma, portanto, a pedra de fundação desta nova fase está firmada, é como se uma entidade de luz viesse pelas costas e incorporasse em mim e fizesse todas as coisas, que é o que acontece com os grandes pianistas. É quando eu consigo atingir o nível de um grande pianista, na vida, que a alma está sendo respirada. Para que se atinja esse nível é necessário pegar na contemplação da luz e torná-la uma pedra. Dizer: “Eu sou uma alma e isto é completamente transparente para mim”. Portanto, eu tenho que erguer a minha coluna vertebral, confiar nos recursos desta alma, dissipar os morcegos à retaguarda e as falsas estrelas à frente e ficar limpo, nobre, e então este protocolo obsoleto entre a mente e o cérebro que está constantemente a viciar--se, de repente, explode. É quando tu sentes que a tua mente de luz está a entrar no cérebro e o cérebro está a ceder passagem para a luz da mente, o que significa que sinapses tenebrosas estão a quebrar…

Se eu sou uma alma, quando eu consigo afirmar “eu sou uma alma”, e isto se transforma num poder existencial e não numa contemplação estética, que nós passamos da Contemplação da alma para a Respiração da alma. Esta afirmação tem que ganhar corpo, tem que ancorar e, se eu sou uma alma, Eu Sou Luz.

Então, eu tenho que confiar na Luz.

Isto são ondas que estão constantemente a prolongar-se e todas as nossas ondas juntas dão uma imensa harmonia.

Se nós conseguirmos fazer este translado para uma 5ª. dimensão de consciência e passar a respirar a alma, tu sentes-te sustentado pelos braços da realidade.

Para que é que é este drama todo se eu estou ondulando com todas as folhas do planeta, se eu sou uno com todas as árvores?

As formas tradicionais de trazer a alma para a vida sempre estiveram ligadas à magia. A magia é a expressão da alma e a teologia é a expressão da morte. A magia é o que vem ao de cima em nós quando entramos numa situação que não dominamos com toda a confiança do mundo. Isto é o que acontece no nascimento, a confiança da alma ao vir para esta encarnação, depois vão-se acumulando celofanes que isolam a passagem da energia da alma até que ela fica amordaçada dentro de nós.

Tira o celofane. Respira. Afirma com toda a estatura: “eu sou uma alma, eu sou uma força cósmica”.

Agora, tudo o que nós afirmamos tem um período de validade muito curto, porque depois da afirmação eu tenho que parar e respirar a alma, o que significa que eu tenho que saber improvisar e quanto mais tu inventas mais a alma está presente, mais estável é o teu campo vibratório, mais profundo é o poder de nutrição da mente superior no cérebro.

Então, o ócio é o grande inimigo da alma. Isto equivale a dizer que o trabalho é uma das formas fundamentais de fixar a alma no corpo, mas o trabalho que tem um equilíbrio entre planeamento e improvisação (trabalho criativo).

A Respiração da Alma é o que acontece espontaneamente quando, depois de fazeres um arco de círculo, a própria energia dinâmica do 1º arco de círculo te leva para o 2º arco de circulo, depois para um 3º, depois para um 4º e tu respiras a alma porque, ao mesmo tempo, não sabes e sabes o que está a acontecer e vais vendo as coisas a materializarem-se e isto é a “Dança da Vida”.

Numa 1ª fase tu descobres a “dança” (que até pode ser renovares o apartamento) como movimento puro, que equivale à descoberta da alma. Na 2ª etapa, que é a etapa de contemplação a alma, tu começas a dançar como uma forma de tomares consciência do espaço. Tu começas a perceber que o movimento pede espaço e que o espaço torna-se vibrante pelo movimento e são duas entidades inter penetrantes, o espaço e o dançarino. Isto equivale à etapa da Contemplação da alma.

De repente tu descobres a dança como Transformação do espaço que equivale à etapa da Respiração da alma.

Dança como movimento.

Dança como consciência do espaço – Contemplação da alma.

Dança como transformação do espaço – Respiração da alma.

Existem gestos dos braços, de tal forma inspirados, que basta um gesto desses e muda completamente a vibração de uma sala. Jesus tinha uma quantidade de mudras e de gestos muito específicos.

Vocês estão sendo chamados para uma relação entre movimento, dança e as etapas de união com a alma. Quando se começa a descobrir o movimento, isso equivale à descoberta da alma. Estas coisas não são transmissíveis facilmente. Cada pessoa tem de encontrar isto dentro de si.

Na dança como transformação do espaço, temos, por exemplo, a tribo da Amazónia, pintados de azul e vermelho, dançando em círculo para chamar as energias cósmicas para o Thotem de forma a fazer convergir, através das losangos e dos quadrados e das merkabahs no plano etérico, fazer descer em espirais de fogo a energia cósmica e afastar o caos, o rosto do ódio, o rosto mórbido da negação porque “quem canta e quem dança seus males espanta”.

A dança é fundamental para libertar isto, e quando tu atinges o nível de dançar para transformar o espaço, as sinapses fotografam a qualidade instalada dentro do cérebro. A dificuldade é desmontar fórmulas sinápticas atlantes, lemurianas e ligadas a Zeta Reticulai e a Alpha Draconis, principalmente, e aos grandes impérios negativos que forçam a natureza do pensamento a gravitarem em torno de grandes fantasmas.

Quando tu danças para transformares o espaço atinges um nível vibratório equivalente à Respiração da alma.

E o estágio final é a dança como Fusão com o espaço, porque o corpo e o espaço deixam de ser pólos.

Quando a alma começa a vir ao de cima nestas quatro etapas – Descoberta, Contemplação, Respiração, Fusão – a própria vida vai-se transformar.

A vantagem das artes axiais é que elas concentram os símbolos, as energias e as forças e criam mutações.

Vamos dançar. Vamos relacionar o corpo e a alma com o movimento e a expressão até que a identidade vibratória do teu ser consiga vir ao de cima com tal força, que vai apagando camadas de evasão exteriores que se implantaram no corpo.

O grande dançarino, Shiva, é a meta. Shiva tem um anãozinho negro que ele pisa, que é o caos. A dança cósmica é uma dança ao serviço do Cosmos, com o máximo respeito pelo caos criador.

Quem diz dançar (uma pessoa pode nesta vida não ter um aparelho físico que lhe permita dançar) diz mover os braços e o pescoço ou, simplesmente, cantar, mas uma coisa é certa, quanto mais profunda for a relação do corpo com o espaço, mais o cérebro regressa à vibração original, à vibração dos Elohim, que é uma vibração tão pura que hoje em dia só algumas ilhas do Pacífico ainda mantêm essa vibração: Bora Bora; Novas Hébridas; Nova Caledónia; Micronésia.

Este não é um assunto da mónada é um assunto da alma.

André Louro de Almeida      06/02/2006

Transcrição de Alice Jorge

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