Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ascensão. Mãe Divina. Formação de Grupos

A Terra iniciou, desde os anos 50, aquilo a que se pode chamar um regime preparatório para a ascensão, e no final dos anos 80, terminou esse regime e passou à fase de engenharia planetária que dispara a consciência terrestre e o Homem para uma nova dimensão. A ascensão da Terra é um assunto muito pouco conhecido do conhecimento exotérico clássico, no entanto, aconteceram roturas na transmissão do conhecimento, e hoje existem seres que já estão aprendendo a reactivar nos seus corpos, capacidades de anular gradualmente a dimensão três e se transladar para a próxima dimensão de consciência e estão a fazer isto de uma forma muito natural.

A ascensão da Terra implica três factos básicos: o primeiro é aquilo a que se poderia chamar a Shakti de Gaia, a energia kundalínica planetária, será libertada num grau muito maior do que, para efeitos na espiral histórica, que oficialmente começa na Suméria há 5 mil anos, seria necessária.

Para produzir o ângulo de evolução histórica, tal como nós conhecemos, era necessário 1 grau de actividade térmica, no sentido oculto, da Shakti planetária. A radiação, aquilo a que Helen Roerich chamava o “fogo subterrâneo”, a radiação vinda do núcleo da Terra era emitida e libertada e transpirava através dos vossos aparelhos receptores num grau. Um dos motores essenciais da ascensão planetária, é a libertação desse fogo (kundalini da mãe Terra) num grau mais alto.

O outro facto básico prende-se com a abertura do diafragma esférico a que os teósofos chamam “o anel não passa” ou “a concha protectora” e filtrante em torno do planeta, a permissão para que este planeta receba mais fogo do espaço, ou seja, o grau de fogo divino descendo sobre a terra por quilómetro quadrado, está a aumentar vertiginosamente e o grau de fogo da Mãe, (mãe, não no sentido teosófico superior, apenas, mas da mãe no sentido do próprio mecanismo interno da Terra) esse fogo central está a ser liberto também num grau mais intenso, com mais consequências do que até agora. Entre esta chuva de inspiração divina, cujo coeficiente de impacto está a aumentar no planeta todo, e que tem uma característica descendente, ou que pode ser descrito como fogo descendente e a erupção gradual da shakti planetária – nós temos dois agentes que podem ser associados a cargas eléctricas; esta sahkti planetária contém um poder invocador poderosíssimo, ela é um nível de invocação que não inclui, num sentido bruto, a Humanidade. É simples, a matéria tem o divino nela aprisionado, o divino é imanente à matéria, ele está na matéria, simplesmente. Isto acontece em graus de sonolência do divino na matéria e à medida que um planeta se aproxima de um portal dimensional, (a presença divina no âmago da matéria) o divino, que está latente sob a forma de uma radiação em potencial, começa a ser excitado pelo macro magnetismo do portal. É como se tivéssemos o próprio Cristo adormecido no fundo de uma gruta muito obscura, e atravessados todos os dragões e todas as serpentes, lá no fundo, o próprio divino está lá no âmago dos átomos. Um exemplo (traduzindo a coisa para uma linguagem científica do séc. XX) da presença do divino no âmago da matéria, é aquilo a que se chama a força nuclear forte, isto é, a energia que mantém a coesão do núcleo, protões e neutrões e que é, exactamente, a energia que é violada numa explosão nuclear. É por cisão, por destruição do núcleo atómico que se obtêm reacções em cadeia, que depois dão Hiroxima.

Este poder, energia nuclear forte, é uma consequência da presença do divino na matéria em estado imanente. Esta presença no âmago da matéria, quer dizer, nos joelhos, nas orelhas, na nuca, na base da coluna vertebral, em termos da ciência dos chacras, este poder não está ali apenas para garantir uma estruturação do tecido evolutivo, de forma estática, isto é, para manter a coesão da matéria, indefinidamente, de forma não evolutiva, enquanto nós vamos fazendo os nossos processos pessoais apsicológicos, não, este divino aprisionado na matéria, faz parte da propulsão universal. Quando o divino gera uma situação evolutiva de ?da amplitude do universo, uma parte dele é retida no âmago dessa super convexão de leis e de forças às quais se chama matéria, ele fica lá, ele auto aprisiona-se à experiência substancial. E aquilo a que se chama o divino transcendente, é a mesma coisa não aprisionada nessas teias. O divino que fez o sacrifício cósmico, imenso, de se submeter a uma convexão e uma cristalização ao ponto de ficar retido dentro da substância, mantém uma polaridade negativa receptora, aspirante, invocadora, em relação ao grande pássaro dourado que é o divino transcendente.

Então, nós temos este oceano de substância universal, do qual os nossos corpos físicos são um infinitésimo acidente, e este oceano de substância universal contém fixo, no seu âmago, um aspecto da Mãe divina – shakti. Estamos a falar de sexualidade a uma escala cósmica e o divino transcendente, o tal pássaro dourado, mantém o bombardeamento transcendente sobre o oceano e a proximidade, os ângulos de descida do divino transcendente sobre o mar universal, produzem um agitar-se do divino aprisionado no coração da matéria.

Isto significa que, como num plano superior, transcendente, tanto a shakti aprisionada na matéria – nós estamos a falar das células dos nossos corpos – como o divino transcendente, eles são um. Então, o drama espaço temporal, esta força imanente, irá impreterivelmente buscar, por todos os meios, reunir-se de novo ao divino. Há uma tendência, inalienável, da substância ascender e reunir-se ao Pai - não estamos a falar da consciência, estamos só a falar da substância.

Esta divisão metódica do todo, nestes dois aspectos, fornece a propulsão universal, ou seja, se puseres uma parte de ti próprio, que está ligada a ti com uma intensidade magnética, irresistível, dentro de uma caixa, a milhares de quilómetros de distância, ao abrires os teus braços, a caixa começa a ser atraída para ti. Isto é a propulsão universal. A matéria move-se, a substância contém capacidades de resposta qualitativamente mais refinadas com o passar das eras, a matéria evolui, as espirais giram sobre o seu eixo, tu tens 36,5 graus centígrados no corpo, os golfinhos saltam quando Sírius está num determinado ângulo em relação à Terra e ninguém sabe bem para quê, os vulcões rugem, os ventos sopram, as rodas do céu movem-se porque a Mãe arde de aspiração para retornar ao Pai. Isto é propulsão universal. Este aprisionamento de um aspecto da Mãe – porque há aspectos da Mãe não aprisionados, obviamente, é o Espirito Santo – no âmago da matéria, funciona como uma mola – todos os átomos do universo são terríveis molas preparadas para o retorno à luz una –, por isso a cura dos nossos corpos, a cura do físico, do etérico, do emocional, da mente, é feita pelo circuito da Mãe divina, porque a Mãe teceu os corpos e a Mãe contém o acesso aos aspectos dela própria que estão retidos nos núcleos dos átomos, do ponto de vista da Mãe, é tudo um sonho.

Então, nós temos esta deusa adormecida que só o beijo do príncipe pode acordar, como na “Branca de Neve”. A nível local, neste planeta, foi decidido libertar um maior grau de acção da força imanente do planeta. À medida que esse maior grau da energia dos fogos subterrâneos começa a despertar, todos os reinos – o reino dos elementos, o vegetal, o animal, o humano, o angélico – é-lhes dado sair da amnésia cósmica, também num certo grau.

Então, nós temos esta deusa que está a começar a despertar no âmago da matéria terrestre, e a descida do fogo do espaço, directamente, num grau mais alto sobre a Terra.

O terceiro facto básico é que algo está no meio deste processo de aproximação entre estas duas forças, e isso é a lente formada pela consciência da humanidade inteira. Esta lente é um nivelador e um adaptador dos dois fogos. O Logos, do qual nós somos uma parte, não pode dar um salto e inventar que não tem este aspecto, que é a Humanidade. A entidade suprema que rege e nutre de consciência divina o nosso planeta, actua através de três centros – Shambala, Hierarquia, Humanidade. Tu és um cinco biliões de avos dum órgão do Logos, dum facto divino potentíssimo. Este é o ponto, a recondução da consciência e a reconstituição da memória cósmica que nós precisamos de fazer.

Nesta descida do fogo do espaço, que é uma resposta à invocação do kundalini planetário, as nossas consciências são reguladores de intercepção, somos pontos de encontro entre o grande fogo que desce e o grande fogo que ascende.

Uma dimensão é formada por um contínuo. Um contínuo é uma relação hermética entre o resultado das forças de gravidade – a massa, a aceleração e a quantidade de energia que acontece em cada situação – isto é, um contínuo é uma organização de leis. Nós só nos estamos a ver uns aos outros porque estamos dentro da mesma organização de leis. Eu tenho aqui esta parede e é um problema se eu decidir pôr em questão a existência desta parede, porque, numa fase primária do conhecimento, eu vou ter de utilizar instrumentos que estão no mesmo nível de ilusão da parede para conhecê-la. Se eu uso um instrumento que está num mesmo nível de ilusão da realidade que eu pretendo conhecer, eu consigo analisar factos perceptivos - uma mão ilusória batendo contra uma parede ilusória, dá-me um tipo de ilusão.

Uma dimensão é uma esfera de leis nas quais entram a consciência, o amor e o grau de libertação de luz da matéria. Tu mudas o grau de amor, mudas o anel de consciência e já estás a fazer uma mutação dimensional. A tua consciência é um instrumento essencial no despertar da matéria. A tua consciência é que activa a memória do divino na matéria. Tu és o Adão, és aquele a quem foi pedido que atribuísse nome às coisas do jardim. O que é isto? Atribuir nome às coisas do jardim é irradiar o mantra que vem dos níveis supremos e ao atravessar a tua consciência, desperta a inteligência natural, a inteligência das coisas do jardim. Atribuir nome é espelhar código entre o divino e a substância. Quando se diz que tu és um Adão, significa que tu és um espelho entre chamas de fogo do Pai e a necessidade profunda da substância de despertar de novo para o Pai. A Humanidade é esta função, este ponto de equilíbrio, esta tessitura sagrada.

À medida que o anel da tua consciência se expande, a Hierarquia pode contar com um dos elementos da equação dimensional em processo de progressiva resolução, ou seja, tu tens um cone de luz que se estreita até ao anel da tua consciência e que se afasta do anel da tua consciência, é como uma ampulheta. A tua consciência é o fulcro central da ampulheta, tu fazes o tempo. O raio da circunferência da tua consciência marca a cadência do tempo. Quanto mais ampla for a tua consciência menos a luz é aprisionada no anel da tua consciência. Quanto menos a luz for aprisionada menos o tempo existe.

O que é uma mudança de dimensão à escala planetária? Desde 1997/98 começámos a sair da dimensão três e estamos a entrar na dimensão três e meio. A terceira dimensão é composta por um tipo de força de gravidade, um tipo de energia nuclear, um grau de amor e um grau de inteligência. Quando uma humanidade inteira decide que esta é a realidade em que nós nos combinámos encontrar, nós estamos a estabilizar os cones de luz neste nível de realidade. Nós marcámos encontrar-nos nesta estação de ilusão cósmica, e é agradável! Contudo, é uma prisão como outra qualquer. Então, nós combinámos encontrar-nos nestes níveis para aprendermos com estes níveis, para trocarmos entre nós com estes níveis, mas tu começas a perceber que um planeta vai mudar de dimensão quando todas as soluções (físicas, emocionais, mentais) da terceira dimensão não funcionam mais.

O grau de energia que somos obrigados, pela equação planetária, a processar por minuto é muito mais alto do que o dos nossos pais, avós ou bisavós. Nós estamos a receber, pela planta dos pés, energia telúrica num grau muito mais potente, e se acrescentarmos o facto de que o 7º Raio predomina – este é um raio que facilita a materialização – isto só aumenta o tipo de energia que através do éter chega até nós vinda de baixo. Isto significa que os bloqueios que todos nós temos ao longo dos chacras, estão a ser detectados a uma velocidade muito maior.

A geração anterior à nossa podia viver uma vida inteira com 2, 3 chacras bloqueados. Qual o problema? Não era suposto o indivíduo acordar naquela encarnação! Não é mais possível! O impacto, a energia subterrânea ascendente, que invoca, que chama, que atrai o fogo do espaço, o impacto, destas duas potências sobre os sete chacras, é fortíssimo, os bloqueios não podem continuar, vão saltar como disjuntores. Então, vocês vão ter o administrador da empresa que se vai embora e não volta mais, porque aquilo não era a vida dele, depois, vão ter divórcios em série, na ordem dos 70%, porque estes casamentos são todos feitos com base em carências afectivas, não em amor. Ou os indivíduos se amam e a equação inter sexual é de amor, de generosidade, de abundância, ou senão, não funciona mais.

Com a actividade macro energética deste planeta, o tipo de relação matrimonial que as pessoas têm não é real, era real para os anos 50. As pessoas estão a passar por processos de divórcio porque têm que reencontrar a integridade energética, o fluxo pleno e é neste fluxo que se poderão dar processo de atracção entre os sexos para uma outra etapa do planeta, se ainda for o caso. Nesse sentido, assim como os casamentos estão a saltar como pipocas, as relações pais/filhos estão a saltar, os governos não podem funcionar porque estão num nível que não aguentam esta energia, a medicina não pode funcionar mais porque ela está numa leitura do homem que não aguenta este casamento cósmico que o planeta vai viver.

Nós estamos numa esfera no espaço na qual está a descer o divino e a despertar a matéria, vamos acordar! É muito importante começar a sair da velha caixa, da caixa do conhecido e começar a perceber que estão a começar a ser activados funcionamentos, possibilidades, abertas portas que não tem nada a ver com a actual civilização humana!

Na proporção em que a humanidade encontra o seu ponto exacto neste casamento cósmico que a Terra vai viver, a curva de passagem da Terra para a nova dimensão é mais lenta ou mais rápida. Quanto mais flexível, rigoroso e simultaneamente poético, exacto e simultaneamente livre, disciplinado e simultaneamente espontâneo for a nossa existência, quanto mais lucidez e intuição poderem conviver em nós, quanto mais lúcido, do ponto de vista oculto, que é saber se há energia presente numa situação ou não, ter qualidade não chega, a nova divisão é: coisas que transportam energia superior e situações que não transportam essa energia. Eu posso fazer um filme irrepreensível sob o ponto de vista cinematográfico e ser completamente negativo do ponto de vista cósmico. Eu posso elaborar cultura irrepreensível do ponto de vista da dialéctica que se pretende e ser completamente inútil do ponto de vista cósmico. Qualidade não serve! Energia, potência, radiação, amor, fogo, magnetismo, potencial ascendente, potencial impacto transformador, luz, este é o problema.

Nós estamos a ser dilatados, energizados para processarmos muito mais energia do que até hoje estávamos habituados. Tradicionalmente, desde o Taoísmo até à Cabala, o Homem é uma ligação entre o céu e a Terra, é um fusível. Esse fusível vai começar a tornar-se incandescente. A função humana, neste planeta, vai mudar. Antes os seres humanos “pastavam substância”. As plantas, as pedras, os pássaros, os animais, as montanhas, os elementos, pedem a vossa instrução, é o contrário do paganismo, e contudo, inclui os princípios básicos do paganismo. No paganismo a ideia é: os deuses estão misturados com as forças naturais e eu aprendo com a natureza. Isso é super válido para o homem urbano contemporâneo, completamente cinzento e intoxicado, mas do ponto de vista da evolução cósmica superior, tu és habitado por uma mónada, por um guerreiro divino descendente, por um vórtice de fogo. Enquanto eu não colocar isto na minha consciência como o facto principal da minha vida, eu não consigo atrair a próxima porta iniciática, eu fico no nível de pastar substância.

Se tu te concebes como um ser divino prestando um serviço a um orbe, a um corpo celeste, então tu regressas à condição adânica e começas a poder dar nome às coisas do jardim, isto é, passar os códigos electromagnéticos de ascensão para todo o mundo à tua volta. Nós tinhamo-nos esquecido que éramos deuses nesta criação!

A humanidade não serve mais para a mesma coisa. Então, nós temos estes três factos básicos para compreender a ascensão planetária: o facto de que o fogo divino está a descer num grau mais alto; o facto de que a matéria está a despertar e que o kundalini está a ser activado num grau mais alto e o facto de que é na tua consciência que se vai dar o encontro entre estas duas forças. Agora, a tua consciência é uma ramificação de um centro de poder e de amor coordenado por um Mestre de sabedoria. Tu não estás só neste processo.

Com o passar dos séculos, os comportamentos colectivos destilaram para os planos etérico e mental massas rígidas de formas pensamento. Elas são vampiros que obsecionam a opinião pública. Quando se assiste a uma falha gigantesca subitamente numa placa tectónica, o que está a acontecer é que o fogo ascendente da Mãe estava-se a tentar libertar naquela zona. Esta actividade vulcânica não é, necessariamente, destrutiva, ela faz parte do metabolismo da ascensão, parte da actividade vulcânica é um dos propulsores da ascensão da Terra, há outros. Então, quando temos uma súbita actividade vulcânica e desencarnam 6000 pessoas, o que aconteceu do ponto de vista interno, é que as forças da Mãe estão-se a tentar libertar naquela zona, por resposta ao aumento de voltagem da energia divina no planeta, e o potencial telúrico e electromagnético está a tentar libertar-se e não encontra, na lente humana, o ângulo, a atitude, o amor, a humildade, a cooperação, a consciência grupal necessária para atravessar o espectro humano do planeta.

O planeta vai desde o núcleo de ferro incandescente até ao Logos, o Homem é um ponto intermédio no espectro. Esse fogo subterrâneo ao tentar libertar-se, não encontra passagem e produz destruição, caos. Quando temos núcleos de meditação, de vigília constante, estabilizando no espaço uma forma pensamento superior, tu estás a criar um conduto para o fogo subterrâneo se encontrar com o fogo do espaço, e estás a elevar a região onde isso acontece.

Quando o casamento tenta dar-se em certas regiões do Globo e encontra resistência, encontra formas pensamento arcaicas, encontra funcionamentos colectivos superados pela consciência média da humanidade, dão-se acontecimentos violentos do ponto de vista geológico. Está nas mãos do homem, transformar e optar se o processo de ascensão planetária vai acontecer como uma sinfonia ascendente apoteótica ou se vai ter um episódio global um pouco complicado. É a consciência humana que define a qualidade e o tipo de transição que vamos ter. Nada de novo, afinal é a consciência humana que define que tipo de família é que tu vais ter e o que é que acontece dentro das quatro paredes da tua casa! Portanto, é normal que seja a consciência humana, como um todo, que defina que transição é que o planeta vai viver.

Quando os Irmãos dão autorização para que um arco da espiral evolutiva seja percorrido pela consciência humana, subitamente, um indivíduo, na tribo, consegue dominar o fogo, e ele é um ponto na geometria de ascensão do Homem e representa um grau de fusão entre shakti ascendente e o Pai descendente. Quando se chega a uma outra etapa, de repente, há um que fica rebolando pedras por uma encosta e descobre a roda. Então, tu tens o fogo e a roda, e a invenção da agricultura, depois a invenção da escrita. E vais tendo estes nexos essenciais na evolução da “tua casa” até que um dia tens a imprensa, tens a máquina a vapor. Isto são nódulos da espiral ascendente humana e correspondem a graus de casamento, de intercepção do Pai planante, descendo, e da Mãe aprisionada na matéria, subindo.

Se observarmos aquilo a que no tantra pode ser chamado um iantra, uma imagem gráfica, e que é conhecido exotericamente como o “escudo de Melquitzedec”, temos um círculo com um triângulo amplo que se intercexiona com outro triângulo amplo, sem formarem uma estrela de David. Depois temos outro triângulo menos amplo que se intercexiona com outro menos amplo e assim sucessivamente. Isso chama-se, em termos internos “o escudo de Melquitzedec”. Isso guarda os protocolos de fusão entre a deusa aprisionada dentro de ti, Humanidade, e o pássaro dourado, planando acima, o deus transcendente. Isso guarda os protocolos de fusão e as etapas dessa fusão.

Antigamente nós tínhamos grupos espirituais que eram formados por afinidade humana, tipos de pessoas que gostavam de certos tipos de pessoas, depois nada funcionava porque as pessoas estavam a tentar agradar umas às outras e quando isso acontece, já estão todas descentradas, fora do equilíbrio essencial para que a energia pura circulo no ambiente.

Depois tivemos grupos teóricos, cuja função é partilhar e organizar informação, é transmitir ideias, é actualizar a mente em termos daquilo a que se chamavam as coisas exotéricas. Existiam ainda os grupos mágicos, isto é, grupos de pessoas que têm uma noção comum sobre o que eles acham o que é o bem. Enquanto eu acho que sei o que é o bem, eu estou no nível da magia.

Então, nós tivemos até hoje, grupos, na era de Peixes, por atracção, por devoção. Na verdade, as pessoas estavam apaixonadas por si próprias dentro daquele grupo. Depois há os grupos que funcionam para passar informação e que podem e devem ter episódios de energia pura, mas essencialmente a função desses grupos é receber e fornecer informação. Depois, os grupos mágicos que têm a mania que sabem o que é o bem, fixaram o modelo da coisa e estão a tentar materializá-la a todo o custo.

Estes grupos não estão preparados para lidar com a voltagem planetária, neste momento, porque têm a sua genealogia no nível mental ou no nível das boas intenções. Grupos que se sentam para enviar energia para Moçambique, ou para o hospital Y, ou para os nossos irmãos de Timor, é completamente válido! O que acontece é que, de uma maneira geral, o que sai daquelas cabeças são formas pensamento perfumadas, que não chegam, porque tu estás a mandar aquilo com o teu umbigo, com a tua vontade humana. No fundo tu estas a fazer idealismo, era muito mais eficaz se o indivíduo estivesse ligado a uma organização filantrópica e enviasse cobertores, comida, o que for, para as zonas. Isto são grupos mágicos. Grupos que têm uma noção muito forte e definida do que é o bem.

Estes grupos não têm como lidar com a voltagem que neste momento se manifesta no planeta. Estão a ser formados grupos que têm que fixar fogo na aura grupal e a forma como estes grupos vêm a ser é fundamental na forma como esses grupos vão funcionar depois. Antigamente funcionavam por ideias, por informação ou por boa vontade. Actualmente formam-se por atracção magnética, porque o indivíduo sabe que aquele é o ponto dele naquele minuto e é ali que ele tem que estar e o sinal de que tu sabes, é que não há nenhum tipo de esforço em estar ali. A situação é espontânea. Os grupos de Aquário, funcionam não só em níveis informais, mas principalmente, a forma como os seres se vão coligando e a rede e o amor que se vai formando entre as pessoas, não é produzido a nível humano. Ninguém tem que agradar a ninguém, cada ser precisa de se encontrar dentro, primeiro. Os novos grupos não servem para substituírem a vida interna e a oração que precisam de fazer sempre. Antigamente os grupos eram formados para substituir a carência de ritmo espiritual nas pessoas, isto é, eu não tenho ritmo espiritual e o grupo fornece-me o impulso. Se isso permanece, a lógica grupal resvala para a era de Peixes, porque estamos a usar o grupo como um ponto de chegada, mas o grupo deve ser um ponto de partida, isto é, o grupo é o que acontece quando eu faço o meu trabalho interno e é o fazer o meu trabalho interno que as telas no meu coração se vão dissolvendo. A oração não serve para que te aconteçam coisas, ela serve para que sejam retirados, gradualmente, véus, e à medida que esses véus são retirados, a consciência do ser interno vai-se apoderando da consciência exterior, e é pelo grau de posse que a consciência central do teu ser tem sobre a consciência exterior, que tu podes reconhecer o núcleo ao qual tu pertences. Não há outra forma. Tanto assim que, se eu me mantenho num nível de consciência mais artificial, eu descubro que vou a cinquenta mil coisas e ainda não encontrei a COISA. Agora, quando eu faço o meu trabalho pelo meu próprio ritmo, quando eu cuido do meu alinhamento, da minha qualidade interior, quando eu não adormeço, eu começo a ser pilotado pelo meu ser interno que me vai colocar no sítio certo, no momento certo, com as pessoas certas. Estes novos núcleos são formados por atracção magnética, as pessoas simplesmente sabem que naquele momento, naquele dia, àquela hora, é ali que devem estar.

Um núcleo estabilizado desta forma, tem como ponto de partida as energias que circulam nele – não a vontade da personalidade, não a vontade humana, não a vontade de um indivíduo ou de um grupo de discípulos – tem a batuta de um maestro que não está no plano físico, um Mestre. E um grupo assim formado por atracção magnética, pelo fogo dourado do coração, pelo reconhecimento simples, transparente, do ponto em que devo estar, canaliza energia do nível espiritual. Não canaliza energia do nível intuitivo ou da mente superior, mas começa a tornar-se permeável ao fogo do espírito e é ele que te pode utilizar, ou ao núcleo como um todo, para chegar lá, a Timor, se for esse o caso.

O que está a acontecer aqui, efectivamente – não é “este” a falar e os outros a ouvirem – nós não temos nenhuma possibilidade humana de saber, porque nós estamos 3 horas alinhados com o nosso ser interno e este é que é o trabalho, porque nos planos subtis, isto forma um núcleo de luz num mar de sombra que é o mental colectivo. No mar de sombra esse núcleo de luz é um diafragma que permite energias de uma dimensão supra mental atravessar-nos e irradiarem para onde elas tiverem que ir. Eu não sei o que é que os anjos estão a fazer com este trabalho!

O tipo de trabalho que pode criar zonas de lente correcta para a nova voltagem planetária, são trabalhos que não têm nascimento no mundo dos homens, eles são o fruto da dedicação de cada um, individualmente, ao seu centro. Este tipo de situação que não é formalizada, nem cristalizada, permite uma articulação que é afim com o fogo do plano espiritual.

A próxima etapa planetária não tem nada a ver com informação, tanto assim que a informação exotérica é cada vez mais. Quando algo entra na mente colectiva, aquilo já não é o ponto do trabalho. O próximo problema a enfrentar é: “o meu grau luz”. Como é que eu estou fixando luz no meu ser? Luz, esta é a carência. Os Irmãos estão usando o despertar do kundalini planetário para subtilizar os corpos humanos. Shakti de gaia, isto é, a força kundalínica da Terra pode ser usada de duas formas: dá para fazer uma orgia ou uma ascensão, porque é fogo subterrâneo! Daí que, de repente, a espécie humana civilizada começou a interessar-se por todas as práticas sexuais mais exóticas que se possam imaginar. Claro! Porque a potência que vem dos níveis inferiores está a aumentar e a acção de shakti, despertando, numa consciência não refinada, surge como uma espécie de mega Maya. Este interesse colectivo fortíssimo por tipos exóticos de actividade sexual, faz parte do despertar da Mãe! Tenho imensa pena! Porque é a interpretação em chacras não suficientemente trabalhados, de uma potência universal.

Esta ascensão vem para casar-se com o deus descendente e começar a redimensionar todo o nosso ser. Se esta energia ascendente é interpretada segundo a velha Terra, não fica pedra sobre pedra, é fortíssima porque é uma energia cósmica, divina, que está adormecida na matéria, começa a subir através da planta dos pés, chacras dos joelhos, cóccix, área genital, plexo solar, coração, e aí, ela encontra-se com o pássaro dourado descendente. É no coração que vai ser feito o casamento. Tanto assim que todos os tratados ocultos dizem que o problema neste momento é passar do plexo solar para o coração. Esta é a nova polarização.

Quem tiver que perdoar é melhor perdoar ontem, porque quem não estiver polarizado a nível de coração, começa a ser traccionado para os níveis: plexo solar; sexual; sobrevivência, porque é uma coisa muito potente que está a vir por baixo. E é só no coração onde o casamento dos dois agentes cósmicos acontece. Tudo o que estiver fora disto vai-te levar para o passado.

As coisas têm leques, a partir dum certo grau não é mais real, se as pessoas interpretarem este impulso para a exploração sexual indefinida, vão estar activando memórias ancestrais da humanidade. Nem é preciso fazer terapias regressivas. Ficas aprisionado em vidas anteriores, mesmo!

O ponto de encontro das forças é no nosso coração, é o único em nós que contém potencial alquímico para fundir o Pai e a Mãe ascendente. Os Irmãos, os operadores que estão por detrás da Humanidade, estão usando esta potência ascendente para ampliar o fogo num ponto no cóccix chamado “a morada da imortalidade”, essa zona contém uma luz branca, oceânica, aprisionada. Ela é o equivalente em ti da shakti universal. Na base do cóccix há um núcleo que está ligado a Seraphis Bay, ao 4º Raio e à chama da ascensão, ele contem um potencial de ascensão desconhecido. Essa força vem para transformar a natureza dos corpos, completamente, mas isso só acontece correctamente pela gradual apropriação da nossa consciência pelas energias do Pai.

Este processo produz uma subtilização acelerada do ser, menos água no corpo físico, mais ar. Um transbordamento no corpo etérico para além das fronteiras do corpo físico.

Se observarmos um pássaro clarividentemente, vamos ver que o corpo etérico do pássaro é bem maior que o corpo físico. O grau luz dele, a partir das asas, é imenso em proporção ao corpo. É porque ele tem esta expansão que ele pode apanhar correntes, pode voar, não é só mecânica de voo. Como um exemplo do grau de subtilização a que o corpo humano já chegou, com o despertar da matéria e a descida da força divina, temos neste momento na Nova Zelândia, no Canadá, no Brasil e nos Estados Unidos centenas de seres que há 10 anos não se alimentam de nada (wwwvivendodaluz.com). Já há seres como nós que não comem absolutamente nada há 2 anos, 7 anos, 9 anos. São seres que estão ali, que têm os seus empregos, que desenvolveram uma metodologia gradual que implica a assimilação de luz, de prana, através dos olhos e a sua retenção na pituitária, esta acumula essa luz e dispara-a directamente para os canais linfáticos e alimenta a células. Nós temos uma função de fotosíntese adormecida e o que eles dizem é que estão aprendendo a atrofiar a área do plexo solar e a desatrofiar a do coração. Não comem nada há anos! O objectivo não é não comer, mas poder demonstrar que a nossa forma de ler a realidade - realidade médica, anatómica, bioquímica - está essencialmente errada, porque em termos académicos, não come, morre. Não comer é normal! Claro que tem passos, são 21 dias de transição, e tem que ser feito com inteligência e pode não ser o objectivo interno de muitos de nós. O que é importante perceber é que essa barreira do mental colectivo caiu. E é uma questão de tempo até não se falar de outra coisa. Isto foi só para ilustrar o que já é possível com a intercepção entre a energia divina que está a começar a descer e fixar-se no 8º chacra (acima da cabeça) e a emanência da Mãe divina.

Verdadeiramente, a nossa próxima etapa é aprender a fixar o fogo, a luz nos nossos corpos e tornarmo-nos mais subtis ao ponto de podermos fixar em nós, energia espiritual. A forma mais simples de um ser se deixar guiar na actual hiper actividade informativa, em termos espirituais e exotéricos é ele definir para si como meta, o seu grau luz. A informação tem de ser filtrada até encontrares, exactamente, aquela que te corresponde. E o que neste momento os Irmãos observam é qual o grau de luz que a nossa aura está a reflectir.


André Louro de Almeida       21/05/2001

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