Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

domingo, 15 de janeiro de 2012

Paz Galática II

Esta renovação do vínculo entre o Kundalini Humano e o cosmos era premente como preparação para a actual etapa de iniciação global, devido à acção da Humanidade no plano da guerra, do exercício indevido de poder, da submissão ao poder monetário e no uso inconsciente da sexualidade. 

Na cena de unção dos pés de Jesus pelo óleo precioso é figurada, não só simbolicamente dada a natureza dos Seres implicados, o entre a Kundalini da Humanidade, representada por Madalena, e o Amor Cósmico. 

Madalena, neste contexto representa a abertura do portal da Terra, abertura celebrada por Ordens como os Sufis, os Templários, os Derviches, ou a ordem de Mariz, portuguesa, entre outras. 

Estas Prdens activaram uma matriz vibracional através de pontos comporta onde acontece a ligação entre o Céu e a Terra (desde Jerusalém, Constantinopla, Assis, Languedoc, passando pelas ilhas espanholas, chegando até mesmo aos Açores). 

Assim se formou a malha – matriz templária – a partir da qual, para o Hemisfério Norte, poderá ser liberto um novo e elevado potencial da energia kundalínica da Terra e dos Homens, sob a regência da energia branco – cristal da Mãe Divina. 

Madalena, em sincronia com a Mãe Divina e a Energia Crística, é um nome-código que reúne as consciências femininas coligadas com a abertura das comportas alquímicas da Terra, ordem de seres que actua como hierofante da substância e da vida psico-física, em ligação a pontos de intervenção alquímica e re-plasmante como a Serra do Roncador, no Brasil. 

Seres como Helena Roerich, Teresa de Ávila ou hildegaard Von Bingen pertencem a essa Ordem feminina. 

O seu trabalho consiste em verificar o grau da sincronia entre o Amor e a Vontade em grupos espirituais avançados, invocando junto à Mãe Divina um retorno da força kundalínica estelar, através do éter primordial, uma realidade distinta da actividade kundalínica meramente vital-elemental, actividade muitas vezes isolada da sua origem estelar superior. 

Esta ordem opera a ligação entre a potência oculta da Terra e a Humanidade. 

Não nos referimos pois a uma Madalena específica mas sim a toda uma ordem feminina alquímica, no entanto a representante desta ordem que esteve com Jesus, Maria Madalena, é uma das principais Hierarquias a considerar. 

O trabalho de extração da energia do âmago da Terra, já pelnamente activada pela informação galáctica (não nos referimos a Kundalini no seu estado antigo e arcaico) é o seu trabalho sublime – a combinação da força plasmante, de freqüência equivalente ao vermelho, coma Luz Abstraente da Mãe – de freqüência branco-transparente, manifestando assim a pureza e a translucidez pura do estado rubi. 

Preparam-se assim as comportas da Terra – vórtices de Kundalini-Luz, regiões onde o Céu e a Terra se casam – onde há autorização celeste para que a Kundalini planetária seja dinamizada e liberta e onde um ponto do fogo do Céu também presente, em união de amor. 

Todo o desejo natural, com a sua beleza e vitalidade saudável, se regula e se adapta ao Plano Divino pela presença da Mãe do Mundo, encontrando novas expressões e canais para se realizar e se planificar, renovando a vida planetária e revelando a natureza espiritual das polaridades. 

Um dia, estando em atitude de observação serena, sob uma grande árvore, foi-me mostrado o mapa de Portugal em azul escuro. Sobre este plano ascendiam-se vinte e um pontos de vibração intensificada, em tons de ouro e branco. E um vigésimo segundo ponto, mais amplo, central parecia alimentar todos estes pontos secundários. 

Então a expressão “Terras de Santa Maria” fixa-se na minha consciência. 

O nome portal está associado a zonar de rearranjo etérico de influência e de impressão telepática sobre o nosso Eu Superior e deste para a nossa consciência de vigília; são um alento transmitido à Alma. 

Como exemplo podemos referir os 21 portais menores de Portugal, assunto a aprofundar em livros futuros, se a situação planetária o permitir. 

Esses portais podem ir ao ponto de o alento galáctico ser tão forte que um indivíduo pode desmaterializar-se e passar por certos aprendizados num mundo interno. Há vários relatos de casos desses em Portugal, predominantemente associados a certas serras e montanhas. 

No mundo interno – uma esfera planetária inviolável pela humanidade histórica – existem doze centros intraterrenos, transferidores da radiação da Trindade Paradisíaca para a Humanidade. Ambos tem a si coligados portais e vórtices. 

Um portal é uma entidade feminina – actua no psíquico e nos corpos. Um vórtice é uma entidade masculina – actua na ligação Kundalini – Lux Aeterna – Fogo Cósmico. 

A criação de um vórtice é o processo através do qual a energia superior começa a percorrer os cinco centros superiores e os cinco centro-Terra até se unirem no Coração Radiante. 

Dentro de um tubo de luz, em torno do corpo, uma espiral de fogo rubi transparente move-se em sentido contrário a uma espiral de fogo azul. É uma dupla espiral de fogo. 

Quanto mais a espiral vermelha liberta o fogo da Mãe Divina com informação galáctica interna à Terra, mais impulsiona a vida celular para o fogo sagrado. 

Como vimos a energia da Mãe ascende no sentido horário, a energia Celeste descende num movimento anti-horário. 

Testemunhos desta realidade foram deixados, em linguagens arcaicas, porém expressivas e sublimes, pelas antigas culturas do Egipto, Turquia, Maia, Tibetana, Celta, Hebraica e, mesmo da grande escola escandinava. 

Para que o portal Céu possa ser aberto é necessário que o portal Terra seja igualmente dinamizado, em equilíbrio mútuo. Quando tal se dá sincronizadamente cria-se um pilar de fogo – um corredor vertical. 

A acção dentro do pilar é um vórtice. Estes vórtices mantém-se ligados ao reino humano na presença de um grupo de iniciados sincronizado com o ponto médio entre o Céu e a Terra. 

A energia coordenada pela Ordem de Madalena – ou Ordem de Ísis – abre a contraparte Terra do vórtice: atinge pessoas, animais, plantas, e regiões geográficas, atraindo o Fogo Cósmico para baixo, através de um coração pleno de vida consciente – Agni. 

A presença omnipenetrante de um dos principais Hierofantes planetários, Elias, a energia da “Carruagem de Fogo” e dos “Altos Conselhos”, abre as portas do Céu. 

A Energia Crística é apresentada à Humanidade em ciclos, por gradações sucessivas, mas sempre é feita uma preparação para essa descida, uma pré-anunciação, preparo na consciência da entidade-Humanidade a cargo da Hierarquia conhecida como Elias. 

Sempre que a radiação do 2º Raio Cósmico, o amor numa escala sideral, se aproxima da Terra, é enviado um ser ligado ao arquétipo de Elias. 

A sua energia funciona como elevador universal e se, por absurdo, actuasse isoladamente, desenraizaria as pessoas do seu mundo. Assim, a energia de “Elias” e de “Madalena” posicionam-se em sincronia, criando tensão entre si. 

“Madalena” entoa o cântico de libertação da Kundalini-Luz da Terra para a Ascensão da matéria terrestre. Esse cântico só acontece nas oitavas em que há consciência em grau suficiente para sustentar a iluminação da matéria, que, atingindo um estado virgem, ou cristalino, passa a existir como corpos físicos compostos de bioplasma, estruturas orgânicas num estado saturado de inteligência divina, e em que a história natural foi substituída pela vida estelar livre. 

Essa é a condição dos planetas suprematizados, plenos de luz e vida, na 6ª e 7ª dimensão. 

Quando um planeta passa para a 7ª dimensão desaparece do mundo da forma natural e estabelece-se em um mundo de formas arquetípicas. Muitas vezes, desenhando padrões abstratos, pude sentir essa instrução tentando chegar ao meu consciente. 


Para que estas comportas possam ser abertas, está a ser formado, por impulso da Hierarquia células de sintonia axial, grupos que estão a aprender a transformar-se num cálice duplo: tanto para receber a energia de Ascensão de Elias, ou de Hierarquias de acção equivalente, como a energia Kundalini-Cristal que a compensa. 

Como se descreveu em capítulos anteriores, abaixo dos sete chakras da coluna vertebral, temos cinco centros, o ultimo dos quais mergulha no Coração de Cristal, e temos igualmente cinco centros acima da coluna vertebral, o último dos quais penetra no fogo do Trono Galáctico. 

Tal como a serpente que morde a sua própria cauda, o último dos centros-Terra e o último dos centros-Céu são o mesmo em potência, amplitude e significado cósmico. 

E esse é o mistério da Paz Galáctica, morada do nosso coração e actividade suprema. 

Como vimos o centro da base da coluna lida com prana. Abaixo deste, os centros lidam sucessivamente com a vida Elemental, as moléculas, os átomos, informação subatômica e nível dos quanta, quarks e outras partículas. 

O caminho experimental percorrido pelas actuais ciências positivas tem sido no sentido descendente, do muladhara até ao quinto centro-Terra. 

A dificuldade de avanço no actual paradigma científico, no âmbito da Física de Partículas, está no facto de que apenas foi feito o caminho descendente, ignorando-se o processo da subida da consciência do Observador ao quinto centro acima da coroa. Só quando este estiver ligado e reconhecido a informação recolhida abaixo terá um sentido final, porque os dois centro extremos são Um. 

A realização velada pelo quinto centro-Terra, abaixo do muladhara, é a realização da divindade da matéria. No quinto centro acima da coroa realiza-se a materialidade de Deus. 

A “materialidade” de Deus ou a “divindade” da matéria são percepções complementares que se unificam num todo convergente quando ambos os centros extremos são reconhecidos e activados simultaneamente. 

Apenas pela concorrência simultânea e simétrica de ambos os centros, o centro-Terra profundo e o centro-Céu altíssimo, na consciência de um ser, pode a chave do Reino ser revelada. 

Este reconhecimento dos centros extremos, trabalho de Avatares Logoi junto à Humanidade, desvela um décimo oitavo centro, síntese numérica do Plano Mental Cósmico, portal para os mundos de pura forma, pura luminância, pura radiação. 

Existe pois um centro unificador de todo este conjunto, o centro da Paz Galáctica, em que tanto a informação terrestre mais profunda como a informação celeste mais alta são precisamente a mesma, anulando a oposição entre sujeito e objecto numa realização supracósmica da própria Criação. 

O trabalho de Madalena-Ísis impulsiona a abertura nos seres humanos para a divindade da matriz celular física-etérica, despojando o corpo das antigas associações à energia kundalínica. 

O trabalho de Elias – entre outros enviados como Ptah, Ra, Enoch e Toth – abre os seus centros superiores à radiação do Grande Sol Infinito. 

Ao trabalhar num projecto de pintura predominantemente geométrico vi os centros superiores do ser humano, acima da cabeça, como tronos de energias e consciências supremas, através de nomes derivados da tradição judaica-cristã. 

O oitavo centro, sincronização e cura ligado a Rafael. 

O nono centro, expansão e alegria cósmica, ligado a Uriel. 

O décimo centro, da Transfiguração, ligado à entidade Cristo, o próprio Eloham Criador. 

O décimo primeiro, da comunicação cósmica, ligado a Gabriel. 

O décimo segundo, da libertação ligado a Michael, o Arcanjo executivo de Eloham-Eloha. 

E o décimo oitavo, o centro da Paz Galáctica ligado a Metatron. 

Deixei de pintar nesse momento, pois a Reverência, silêncio e um sentimento compacto, mas natural, de humildade haviam tomado conta do meu ser. 

A abertura das comportas entre o Céu e a Terra sincroniza-se com o trabalho de grupos de vocação crística no plano físico, grupos estimulados internamente pelo conselho de UR, um conselho de Ultimidade, ancorado nos planos internos da Argentina. 

Entre outras tarefas, um grupo crístico está encarregado pela Hierarquia de elevar os éteres de uma região geográfica ao nível magnético necessário para uma ligação Céu/Terra local. 

Nestes grupos, as pessoas aprendem a morrer para si próprias, renascendo num outro plano de realização. 

Toda a ciência de iniciação consiste em antecipar a morte – morte iniciática, transcendência de estados psicológicos. Este ponto da crise de crescimento de um ser situa-se no pólo oposto do entretenimento, que muitas vezes procura fazer esquecer a realidade da morte iniciática. 

A vivência de uma iniciação implica o reconhecimento de que a morte de estados psicológicos superados é portal de uma Vida ampliada. 

O individuo morre para a infância, para a adolescência, para o estado adulto e, se o fogo interno foi dinamizado em grau suficiente, morre para si próprio, supera uma imagem de si mesmo, aderindo com todo o seu ser a uma imagem superior que o Alto lhe doa, reflectida no seu plano causal. 

“Madalena” e “Elias” estão encarregados de criar um pilar e um vórtice para a Ascensão de grupos crísticos. 

Há que definir onde se opera este trabalho. 

O Imaginário é o resultado do nosso poder criativo pessoal nos corpos subtis, capacidade criadora desenvolvida ao longo de eras, com inúmeras formas de expressão e resultados complexos, muitas vezes divergentes. 

Mas Imaginal é o nível sagrado da imaginação. É o plano onde o resultado de uma aquiescência imagética invocativa pode ser, e é, preenchido por energias superiores. 

Quando se visualiza algo superior, se o ser se encontra liberto de esteticismo, exoticismo ou fantasia, pode passar do meramente imaginário para o mundo imaginal. 

Assim a repetição de um acto imaginal cria uma base que pode ser ocupada pela radiação e a presença de uma Hierarquia. 

Por exemplo, a visualização de Elias envolto em fogo pode vir a ser preenchida, ao fim de uns dias, pela própria energia de Elias. 

Assim, há um momento em que o imaginal se “acende”, passando de uma imagem criada pelo individuo para uma imagem sagrada que a Hierarquia aprovou e energizou. 

Para trabalhar no nível imaginal, que contém vibrações devocionais e místicas, seria necessário, primeiro, abrir-se à condução dos núcleos superiores, presença galáctica descendente. 

Depois de centrar-se no cristal perfeito no âmago da Terra irradiando uma luz transparente, presença-informação galáctica ascendente, que atravessando o Kundalini da Terra, purifica-o. 

Pela combinação de ambas as presenças o corpo astral e mental superior é vivificado por uma corrente de comunhão com a realidade. A devoção de amplitude cósmica, dinâmica, verdadeira e integral, e possível somente na presença unificada do âmago da Terra e do Trono do Céu. 

Ao terminar o projecto de pintura recolhi-me. Então foi-me mostrado “Elias” e “Madalena” como pólos Norte e Sul da Terra. 

Nessa Imagem a insígnia da união pelo fogo, a Agni Yoga, em caracteres orientais, flamejantes, pairava sobre o mundo, envolvendo-o em amor, um amor vital e intenso, puro e inteligente, oceânico. 

[André Louro de Almeida, em Terra Última – páginas 281-302]

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