Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Livro - O Nascimento de uma Nova Humanidade

A humanidade que habitará a superfície da Terra no ciclo futuro exprimirá maior integração à vida que transcorre em níveis sutis do cosmos e se relacionará de modo mais livre e profundo com seus núcleos de consciência. As transformações pelas quais o homem moderno deve passar para que esse novo ciclo se manifeste incluem o conhecimento da constituição energética do seu próprio ser e do universo em que habita, bem como a vivência das leis espirituais. Este livro procura fornecer bases para que essas transformações possam ocorrer nos que já se deixaram sensibilizar pela necessidade de a Terra expressar padrões de vida mais elevados. O advento da nova humanidade é fruto da adesão desses seres ao fluxo de energias que os encaminha para a libertação. 


Trechos extraídos deste livre:

páginas. 17, 18, 19, 24, 25, 28, 29, 30, 32, 33, 34, 48, 49, 52, 62 e 63. 


Há possibilidade de alguma mudança na difícil situação atual da Terra?

A energia de síntese começa a ingressar no planeta, dando início à formação de uma unidade mental entre os homens. Em geral, a ciência, a religião, a política e os demais setores da atual civilização fixam-se em seus próprios conceitos e pouco se abrem para compreender imparcialmente o que outro setor representa. Criam seu universo particular e distanciam-se da Totalidade, esquecendo-se de que ela vela tanto pela formação de uma rocha como pela evolução dos deuses.

Essa situação não mudará antes de o planeta chegar a estados ainda mais caóticos e conflituosos. Entretanto, cada indivíduo que internamente se abre à unidade colabora com a transformação do mundo material.

A percepção interna está desenvolvendo-se em muitos seres – o que é valioso para a formação das bases dos tempos futuros. No universo interior, impalpável aos sentidos materiais, estão as chaves para os impasses nos quais a humanidade hoje se encontra; só mergulhando nele ela poderá receber o alento de que carece. Todavia, a sutilização da vida terrestre – ou sua interiorização – já teve início, e se consumará a despeito de o homem ter ou não consciência do que realmente se passa no planeta. (...)

Diante de tão poucos resultados aparentes, onde encontrar estímulo para prosseguir o caminho interior?

No decorrer da evolução, certos aspectos que a humanidade deve desenvolver vão sendo estimulados e, mesmo que nem todos os indivíduos consigam exprimi-los, passam a fazer parte do legado interior do reino humano. Hoje, apenas um pequeno número de seres é capaz de compreender os avanços ocorridos em áreas sutis da vida planetária e com eles colaborar conscientemente.

 Porém, ainda que desconhecidos pela maioria dos homens, esses avanços geraram frutos que estão sendo aos poucos integrados à vida interna e externa da Terra como um todo. Permeiam cada ser, e no interior deles silenciosamente irradiam o impulso que os leva a metas sublimes. A intensidade de tal impulso varia de um indivíduo para outro, dado que não existem dois seres no mesmo ponto evolutivo.


Como saber a maneira correta de se estar diante do que se vive hoje na Terra?


A verdade e a energia adequada para cada situação encontram-se em níveis profundos do ser. Para que se manifestem, é preciso alcançarem a sua consciência externa, pois assim ela pode absorvê-las e espelhá-las. Somente quando uma vibração supra-humana é plenificada na vida material de alguém é que ela se torna acessível a outros indivíduos que buscam exprimir os padrões superiores inerentes a ela. Por isso é sempre necessário que os seres que atuam como canais da energia interior estejam abertos ao aprofundamento daquilo que essa energia traz.

Os que respondem ao chamado interno, ainda que não o percebam, são acolhidos na aura de grandes consciências; por elas são estimulados a mergulhar em universos desconhecidos, a penetrar áreas que o véu da ignorância até então mantivera inacessíveis. Mesmo assim, esses indivíduos deparam-se com situações nas quais uma parcela da matéria que os compõe reage a tal oportunidade. Mas, como decorrência do contato com essas grandes consciências, a parte mais elevada do ser gradualmente vai adquirindo controle sobre as demais, levando os seus corpos a uma maior integração e capacidade de servir.

Uma inefável gratidão emana dos que são tocados pela chama do amor dessas consciências. Por meio dele podem penetrar os mistérios da vida. 


O amor que unifica todo o universo, que funde matéria e espírito, revela-lhes que a mesma essência anima a ambos. Demonstra-lhes que no âmago do visível e do invisível há uma única energia, que caminha ao encontro do que, por ser absoluto e tido abarcar, não pode ser contido em palavras.

As grandes consciências que irradiam esse amor-sabedoria e às quais se acercam os que respondem ao chamado constituem a Hierarquia da Terra, cuja obra no decorrer dos tempos é como um fio de ouro que desenha em todos os planos da existência o símbolo da libertação. Vertem sobre o planeta o seu serviço para que a lei se cumpra, ao mesmo tempo que, ao doar-se, se trasladam para níveis mais sutis da existência.

Como é a consciência do homem?

(...) O núcleo central do homem, a chispa divina, é denominado Regente-Avatar* ou Oitava Mônada. É, para efeito deste estudo, o indivíduo em evolução. Dele partem doze prolongamentos: sete dão origem às sete mônadas, núcleos de consciência que se encaminham para a vida no universo material; os outros cinco, denominados os cinco princípios do Regente, encontram lugar nos limiares da imaterialidade.
Cada mônada perfaz sua trajetória evolutiva ao longo dos vários estratos do universo em que habita. Desenvolve sucessivamente os atributos que lhe permitem retornar ao regente, núcleo central de onde emanou.

Assim, quando nos referimos ao processo evolutivo de uma mônada, na realidade o estamos fazendo ao do regente por meio dessa sua projeção, o núcleo monádico. Mas, como vimos, há núcleos maiores dos quais o Regente é parte, e que estão evoluindo por seu intermédio. Desse modo, percebe-se que existe uma consciência única, que se vai revelando no decorrer da existência cósmica por miríades de partículas. O Todo está inteiro em cada partícula, apesar de por elas expressar apenas facetas de sua magnitude. 


Para que a força-vida-consciência emanada pela mônada possa manifestar-se no mundo material, nele ela se projeta, criando em cada um dos níveis densos um vórtice-semente que a abrigará, e que será revestido por aquilo que se denomina corpo, ou veiculo de expressão do ser. Esse envoltório é o meio de contato da consciência com o universo à sua volta, sendo composto da matéria existente no nível em que ele próprio se encontra. Responde, portanto, a leis específicas, pertinentes àquele estrato da consciência universal.

Há, todavia, uma peculiaridade nesse processo. Assim como o Regente não pode projetar-se diretamente em estratos densos, e para isso necessita de prolongamentos – as sete mônadas –, também a força-vida-consciência que emana da mônada necessita de um núcleo intermediário entre os corpos materiais e a sua energia, de modo que ela possa alcançar os planos concretos do universo físico cósmico. Dessa maneira, em determinado patamar entre a vida do ser no universo concreto e a mônada, esse novo núcleo de consciência, denominado núcleo causal ou alma, é criado.

É na passagem da vida do reino animal para o humano que surge a alma individualizada, única para cada mônada. Antes disso, nos reinos infra-humanos, as mônadas exprimem-se por intermédio de almas-grupo.

Temos, portanto, um vórtice-semente em cada nível de consciência; porém, há três núcleos básicos que compõem a estrutura do ser : o Regente, a mônada e a alma. Simplificadamente, poderíamos dizer que a mônada está no centro da alma, e que o regente está no centro da mônada.

Esses três núcleos básicos promovem e permitem o desenvolvimento da consciência do ser em fases específicas, até que ele atinja o ápice da evolução como ente individual, o estágio de Avatar**. Nessa trajetória, depois de projetar-se na densidade da existência, farão o caminho reverso: assim como foram emanados, serão reabsorvidos no núcleo-origem. (...) 


Então o ego deixa de existir?

Nessa repolarização o ego não deixa de existir. Se o ser necessita encarnar nos planos concretos, ele precisará de veículos, de uma personalidade – e o ego é um canal para transmissão da força-vida-consciência para esses níveis. Todavia, com a integração da personalidade na alma, a vontade do ego, essa sim, deixa de existir, passando a reinar, soberana, a vontade da alma. É somente a partir de então que a alma pode exprimir-se livremente por intermédio do ego e dos corpos materiais.

Até quando a alma se expressa?

Tendo dominado e absorvido o vórtice egóico, a alma ascenderá a um nível superior. Assim, nova repolarização da consciência ocorre. A primeira foi do ego para a alma. Esta segunda será da alma para o corpo de luz.

Quando o corpo de luz está formado e a consciência pode nele polarizar-se, diz-se ter havido o nascimento da personalidade espiritual. Vimos que a trajetória da consciência houve a formação da personalidade humana. Esta integrou-se à alma. Agora nasce a personalidade espiritual, tendo como foco central o corpo de luz. Nele, a força-vida-consciência, que no decorrer da evolução foi vivificada no âmago do núcleo causal, pode expandir-se a âmbitos antes inacessíveis.

Portanto, assim como a alma alcançou a realização de exprimir-se por intermédio de uma personalidade humana (o arcabouço psíquico do ser com seus três corpos materiais), a mônada chegará à realização de exprimir-se por intermédio da personalidade espiritual: o corpo de luz, o corpo causal e a personalidade humana integrada.

A partir de então, o fogo monádico, força-vida-consciência emanada pela mônada, poderá atingir de maneira pura os estratos materiais, com potência suficiente para queimar os últimos laços que prendem o ser ao mundo concreto. 


A mônada se unificará com o regente, que nessa fase estará prestes a ascender ao estágio de Avatar e a penetrar em definitivo a imaterialidade da existência no universo astral cósmico.

Poderia falar-nos sobre esses arquétipos?

O estado mental do ser tem correspondência com o estado dos corpos físico e emocional. O equilíbrio mental facilita a permeabilizaçao desses dois outros corpos à indução dos respectivos padrões arquetípicos.

Cada corpo do ser é plasmado segundo parâmetros emanados de Hierarquias Construtoras de âmbito sideral, parâmetros que são captados de uma matriz cósmica, ou seja, do arquétipo do homem. O arquétipo de um corpo emite um padrão vibratório que, pelo trabalho de Hierarquias espirituais, de devas e da mônada, servirá de suporte para a criação desse corpo. Ele é a idéia a partir da qual o molde do corpo é plasmado. Fixa, em nível interno, as categorias que serão expressas por esse corpo, sua área de ação e a meta que, como patrimônio de uma Raça, se propõe alcançar.

Há para a formação da mente humana um arquétipo sublime e um modelo que fornece às Hierarquias e devas construtores as diretrizes do seu trabalho. Os arquétipos atuam como diapasões para o afinamento da vibração dos corpos assim criados.

Quando a mente do homem se abre à luz interna, ela se coloca na sintonia que lhe permite contatar as irradiações do arquétipo do corpo mental humano. Esse arquétipo é apenas um dos que estão reunidos no arquétipo-síntese do ser humano, que tem sido chamado de estado adâmico – estado que compreende a perfeita união dos corpos do ser e que existe, imperecível, nos níveis profundos do cosmos, como uma síntese. (...)

Como lidar com os conflitos inevitáveis?

A cada mudança de ciclo, eleva-se a voltagem energética que permeia o planeta. Esse processo reflete-se em cada ser vivente e, especialmente hoje, facilita a aproximação da energia monádica à consciência externa dos indivíduos, trazendo transformações em todos os níveis da existência.
Essas reestruturações demandam reajustes no ser, o que muitas vezes provoca conflitos. Nesses momentos, é preciso paciência consigo mesmo. Compaixão amor-sabedoria, energias que fazem parte da arte de viver.Se nos níveis internos de um indivíduo há a decisão de assumir uma vida estritamente espiritual e de pureza, ele pode defrontar-se com resistências do eu consciente e dos corpos ao buscar realizá-la. Quando essas resistências emergem, as ligações da matéria dos corpos com forças negativas podem ocasionar distorções de conduta. Porém, se o eu consciente reconhece suas limitações e se empenha em entregar-se, dá-se uma purificação, preparo requerido para a cura total que poderá ocorrer posteriormente.

Não é indicado manter a atenção nas próprias dificuldades. Segundo a lei espiritual, a Vontade Suprema sabe, antes de nós, o que nos é necessário. Urge, sim entrega e vigilância. Desse modo pode-se prosseguir sem muitos erros. O auxílio interno está sempre disponível e, graças a ele, em muitos momentos é possível não se deixar enevoar, nem permitir que a energia se disperse.

Esse auxílio vem ao encontro do ser de uma maneira indescritível, desde que ele persista em sua ascese mesmo sabendo que a perfeição está distante do que ele exprime; que confie na manifestação da vida divina e que avance sem se deixar abater pelas quedas.


Qual o papel do silêncio nesse processo de ascensão da mente?


As Hierarquias velam pela evolução dos seres. Por já terem vivido a superação do labirinto mental, é-lhes dado auxiliar a humanidade nesse trajeto e guia-lo no desenvolvimento de suas potencialidades.

O silêncio é um dos portais de saída desse labirinto. Despojada de conceitos, preenchida de simplicidade, a mente alcança a libertação. Ao esvaziar-se da memória humana, reencontra a plasticidade e a maleabilidade necessárias para cooperar com o Plano evolutivo.
Despida e silenciosa, permite que a consciência, transportada pela chama da fé e pelo amor, seja tocada pela eternidade.

A correta seleção dos estímulos do meio externo facilita o estabelecimento da pureza nos canais do ser – pureza fundamental para o contato com a vida interior.

A sintonia com a vida interior implica no retorno do ser à essência; mas só diante da luz monádica ele encontra sua mais profunda identidade, seu verdadeiro desígnio. A partir de então, dissolvem-lhe as percepções distorcidas da verdade, as opiniões pessoais, a especulação e a busca, pois sua consciência mergulhou e fundiu-se no grande oceano de vida.

A vida interior é repleta de paz dinâmica. É pura por natureza, não pode ser contaminada. Sob sua ótica, todo o universo, antes percebido como realidade externa, adquire nova qualidade: a de existir “dentro” do núcleo espiritual que é a essência de cada ser. Essa abrangência é uma forma de sabedoria; nela, toda a manifestação transforma-se num único impulso de redenção. A delicadeza das nuanças, a adaptabilidade e a beleza de cada expressão da vida demonstram o amor infinito contido na Criação.



Informações sobre este livro: http://www.irdin.org.br/acervo/detalhes/35




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