Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Fogo Monádico

Como está a ficar claro para alguns ambientes neste planeta, como está a ficar progressivamente límpido para alguns ambientes na Terra, o processo pelo qual o Planeta está a passar, o que está em acto, o que está a ser estimulado, é uma libertação da Luz retida, da Luz aprisionada, da Luz potencial em todas as partículas terrestres, em todas as partículas deste planeta.

Isto implica, como é do conhecimento geral, que cada partícula, cada veículo, cada árvore, cada consciência, cada órgão, cada governo, cada estrutura, tem a sua base, a sua sustentação, em níveis de Luz, que permanecem mais ou menos ocultos, em função da transparência da consciência, da transparência do tecido vivo, da transparência do governo, da transparência do indivíduo.

A base, a base de toda a existência, a base de manifestação, a base de exteriorização, seja do que for, é Luz.

E toda a realidade, toda a manifestação, toda a construção, toda a partícula, toda a célula, todo o átomo, seja uma realidade complexa, estrutural, seja uma realidade aparentemente simples, tudo é construído sobre uma contraparte luminosa. Tudo é construído sobre uma Luz oculta.

E este teu Planeta, este nosso Planeta, está a passar por uma fase intensa de libertação da Luz aprisionada no seu âmago. O Oceano de Luz-Vida-Consciência que existe no âmago, no centro da manifestação planetária - não no centro geográfico! Nós não estamos a falar no centro topográfico, no centro geográfico - no Centro, no sentido ontológico: o ponto mais secreto, mais alto, mais profundo - aquilo a que os ambientes teosóficos chamam o Logos, o Verbo Planetário. Ele está preparando-se para emanar uma Nova Sílaba. Um novo Som. Um novo Princípio ordenador do contínuo, dentro do qual nós existimos. É a engenharia planetária que está a passar por uma mutação. A crise humana é um aspecto da re-génese que o planeta está a viver. A crise humana é um fragmento, é um fotograma, de todo um imenso processo global, macrocósmico, que o planeta está a viver.

E ainda que, do ponto de vista humano, encarnado, tridimensional, consciente, a realidade à nossa volta seja uma experiência de percepção bastante estável e bastante sólida (quando é sólida), do ponto de vista Cósmico, este Planeta está a ser falado! Dito! Cantado!

Quando se diz que o Verbo manifesta a realidade, isso significa que existe um núcleo de uma incomensurável amplitude de Consciência-Poder que fala planetas. É comparável ao milagre eventual, de um poeta ler o seu poema, e ele materializar-se à frente dele. Isto é: É comparável à materialização das nossas palavras.

Um Planeta é possível porque existe uma Consciência que segura, aprisiona, convexiona, o grande fluxo, a grande corrente, o grande caudal de energia livre, num ponto. E aprisiona, prende, fixa, esse imenso caudal de energia livre, noutro ponto. Vocês reparem que, para vocês terem um som, numa corda, numa corda de uma guitarra, vocês precisam de dois pontos. Uma corda para produzir som, necessita de estar presa de dois pontos. No caso de uma guitarra, um ponto fixo - que é aquilo que na ordem de Melchizedeck se chama o ponto Alfa - e um ponto de progressiva afinação, até tu teres o som que corresponde à nota que tu queres tocar na guitarra - que é aquilo que na ordem Melchizedeck se chama o ponto Ómega.

E, o que o Logos, o Verbo deste Planeta faz, (deste ou de qualquer planeta) consiste em focar o seu poder estabilizador do Grande Caudal - e quando falamos do Grande Caudal, estamos a falar de todo o bombardeamento de Raios Cósmicos, de Energia Cósmica, que não se encontra aprisionada por ondas de gravidade, e que não se encontra aprisionada por nenhuma constante; trata-se de níveis de Luz e correntes de Fogo que não estão submetidas a nada. E o que este Verbo, o que este Criador Cósmico do teu Planeta faz, é segurar o Grande Caudal num ponto e noutro ponto: o ponto Alfa-Ómega. E é a estabilização do Caudal em dois pontos, que gera aquilo a que nós poderemos começar a chamar o Holograma Planetário. Ou seja, a construção de um sistema hermético, consciência-objecto: a nossa consciência está constantemente reflectindo e alimentado o mundo à nossa volta, e o mundo à nossa volta está constantemente reflectindo e alimentando a nossa consciência. É uma espécie de loop, um feedback de consciência.

E o que é que isto significa? Em que é que isto é pragmático para nós?

Pelo simples facto de que a velocidade do sangue nas tuas veias, a temperatura do teu corpo, o processamento mental, os estados neuróticos, os estados de tristeza, os estados de angústia..., tudo isso existe dentro de uma afinação do Holograma; ou seja: é porque o Logos decidiu cantar este Planeta e afiná-lo segundo um determinado diapasão. O que vocês têm, e sempre teremos, é um imenso Caudal de algo que ninguém sabe rigorosamente o que é, não está definido, não tem nome possível... Os nossos irmãos da Física usam a palavra energia, que é uma palavra que foram buscar à Filosofia Grega, aos pré-socráticos. Então, é uma palavra da Filosofia. Não sabemos o que é. É uma palavra que tem tanto significado como outra qualquer.

E este imenso Caudal - que não está definido e não se sabe o que é, e que não tem exactamente origem, por mais espacialmente que queiramos indicar um ponto algures por onde as Galáxias saíram, não se sabe exactamente de onde vem, como é que funciona... - este imenso Caudal é usado, num momento, pelos Logos para criar estruturas arquitectónicas. O nosso corpo é uma estrutura arquitectónica. O nosso corpo está dentro do Holograma. O nosso corpo tem um ponto Alfa, situado vinte centímetros abaixo do primeiro chakra, e um ponto Ómega, situado vinte centímetros acima do sétimo chakra. Ou seja, o nosso ponto Ómega está neste ponto, aqui, exactamente nesta região geográfica, acima da cabeça, e o nosso ponto Alfa está na base, entre as pernas.

E nós estamos a passar estar informação, porque, como nós vamos começar a estudar lentamente engenharia de Luz, e vamos começar a estudar lentamente o veículo Merkabah - aquilo a que biblicamente se chama a Carruagem de Fogo - nós precisamos começar a compreender, como é que esse Veículo Interdimensional configura a relação hermética, entre a nossa consciência e a realidade à nossa volta. Se o veículo Merkabah é activado - se ele fosse activado instantaneamente num dos seres desta sala, todos os outros transformar-se-iam em raios de luz, em fios luminosos. Instantaneamente! Ou seja: era uma questão de poucos segundos, até tu começares a ver fios de luz a dissiparem-se da impressão visual que os outros projectam sobre ti. A alucinação controlada, que é a visão - caso vocês não saibam, a visão é uma alucinação controlada. É uma alucinação mantida dentro de um nível de frequência. E caso nós ainda não tenhamos dado por isso, tudo o que te está a acontecer é uma alucinação controlada! E toda a realidade, o casamento hermético entre a consciência e a esfera, dentro do qual nós evoluímos, é uma alucinação controlada.

É quando a Carruagem de Fogo, o Veículo Interdimensional em torno do homem - que é o próximo assunto, ou seja, nos próximos quinze anos, todos os grupos esotéricos, que estão a fazer o contacto, vão começar a colocar esta questão no ar: a activação do Campo Merkabah. Primeiro, porque o campo Merkabah é o campo que faz conexão com as Auras de Resgate; que te permite ler a Nova Informação; que te permite ires tornando-te telepático em relação à Nova Terra. Depois, porque o campo Merkabah está em ressonância com o campo Merkabah do Planeta.

É porque o Planeta está ser gradualmente envolvido, também ele, numa Carruagem de Fogo, que nós estamos a ser envolvidos, microscopicamente, na nossa própria Carruagem de Fogo. Este Campo é a tradução local, individual, a Merkabah individual - Merkabah ou Holóide. Holóide é o termo que nós vamos começar a usar, porque, como vocês sabem, nós temos pouca tendência para o sincretismo e para fazer estudos comparados, e Merkabah é um termo Egípcio, é um termo Hebraico e Egípcio, e é óptimo em relação a uma certa tradição. Holóide, veículo do Todo, é o termo útil hoje. (Mas no final, são só palavras e também não nos preocupamos muito com isso.)

A activação deste campo em torno do homem, segue a par da activação da Merkabah do Holóide planetário como um todo, da Iniciação da Humanidade, e do fim da História. Tu tens esse Imenso Fluxo, que é comparável a um cilindro de Luz, totalmente livre. Mais livre que o fotão. Menos compactada, menos convexionada que um fotão.

Este Imenso Caudal não tem ponto de aplicação! Nós, para fazermos um círculo, precisamos de um ponto de aplicação: o centro. O compasso precisa de um centro. Para haver realidade, para haver as estruturas arquitectónicas planetárias, é preciso um ponto de aplicação: uma consciência.

Nós estamos em Infinito! É onde nós existimos! Essa é a dimensão que não pode ser desmontada! Que não tem categorias!... Essa é a dimensão Livre! E essa é a dimensão a que a nossa consciência aspira! A dimensão Infinita é a dimensão, à qual a nossa consciência se dirige! A nossa consciência não sabe fazer outra coisa, senão dirigir-se ao Infinito!

Porquê?

Porque ela foi criada para isso. Nós somos conscientes para nos dirigirmos ao Infinito. Somos conscientes, porque partimos de um ponto de relativamente alta ignorância, e sofremos todo este processo dialéctico até começarmos a navegar em dimensões mais altas. Mas a consciência no seu âmago, na sua configuração original, tal como ela foi realizada pelos Elohim, a consciência dirige-se, inadiavelmente, impreterivelmente, para o Infinito. Ela procurará, constantemente, inverter este anel, até que o anel tenha de novo a largura do próprio tubo.

Voltando atrás: Este anel vai-se estreitando e transforma o tubo do Infinito, da Energia Universal, que ninguém sabe o que é, e que não é feita de coisa nenhuma... - não se sabe o que é. É um facto ontológico inclassificável. Simplesmente existe - e este Imenso Caudal (e imenso já é uma expressão relativa), este imenso Caudal está ali, sem passado! Sem presente! Sem futuro! É coesão num estado Imenso!... E a estória da consciência é a estória deste anel que começa a afunilar o tubo no seu ponto de aplicação. Porque existem tantas realidades quanto consciências! Porque o tubo está disponível! O Grande Caudal está disponível, para quem quiser convexionar, que convexione! Quem quiser limitar a passagem do fluxo, que limite! Quem quiser sentir a realidade no nível em que puder, que o faça!

Então, nós somos Mónadas que estão a ter uma experiência no reino da limitação. Somos Mónadas que estão a aprender as delícias da limitação. Somos Centelhas Divinas que estão a usufruir do privilégio de estarmos aqui, todos tetraplégicos, na matéria..., ou seja: nós somos este aprendiz, aqui, em baixo, mas a nossa Mónada, no plano dela, ela é uma circunferência que tende para o Infinito. Não sei se vocês me estão a seguir: Ela não aprisiona o fluxo, nem faz realidades subjectivas. Nem faz sub-realidades. Ela está constantemente vibrando tendencialmente para não aprisionar o tubo.

Agora, observem: quando este anel da consciência se convexiona a partir dos vários planos - porque ele, lá, no nível da Mónada é equivalente (na verdade é no nível do Avatar que é equivalente), mas na Mónada é tendencialmente equivalente ao próprio fluxo. É isso que se chama in Glória. In Glória é a condição da consciência, cujo diâmetro (com muitas aspas, esta palavra diâmetro), é equivalente à própria amplitude do fluxo universal. Não há passado, não há presente, não há espaço, não há tempo, não há eu... Então, a Mónada está lá, nessa realidade, nessa imensa interpretação fiel do próprio fluxo. Por isso se usa a expressão Fogo. Quando se usa a expressão Fogo Monádico, Fogo Divino, dentro de nós, nós estamos a falar dessa realidade, que, por ser tão terrivelmente ampla, só pode ser compreendida pela nossa consciência como algo equivalente a um Fogo. Existe um Fogo, no sentido de uma Presença, que não admite mais nada senão ela mesma. É isto que significa Fogo Monádico: é uma Presença que exclui, ou sintetiza todas as outras presenças. Todas as outras realidades. Isto é o Centro do teu ser! Agora, este centro mantém-se aninhado, de certa forma oculto, porque, se ele se começa a desdobrar aqui para baixo, as pessoas começam a entrar num processo pós-histórico, supracivilizacional, transcultural. Este Fogo sintetiza as operações. Ele casa as operações. Funde as operações dentro de nós.

Nesse nível Monádico, que és tu mesmo - Mónada és tu! Mónada és tu!! Mas és tu idêntico, de amplitude equivalente, ao Grande Caudal. É o próprio Caudal com um pequenino ponto de aplicação. O suficiente para criar uma entidade Divina dentro do Caudal. Isto é a Mónada. E a Mónada está lá, in Glória! Ou seja, ela não limita o Caudal.

Quando saímos do plano Monádico para o plano Espiritual, então tu já tens uma razoável limitação. E portanto, aquilo que era o Grande Cilindro - se vocês quiserem ver - começa a formar gradualmente dois cones. Quando entras no plano da Alma, tu já tens claramente o Cilindro próximo do centro. E quando entras no plano do eu-consciente tridimensional, é como se esse anel, que é a nossa consciência, estivesse convexionado quase até um ponto. Um ponto tão minúsculo, que os psicólogos espirituais inventaram a expressão ego para definir este ponto extremamente minúsculo.

E nós somos conscientes em vários níveis simultaneamente. Ou seja: Assim como nós temos um núcleo de consciência nesta dimensão extensa em que existimos - um núcleo de consciência que nos dá a ilusão do espaço, do tempo, do outro, do corpo..., - temos, simultaneamente, os outros núcleos de consciência que, gradualmente, se vão dilatando até se tornarem equivalentes ao Grande Fluxo. Ao Grande Rio. Isto é a nossa realidade.

Nós somos compostos, não por uma consciência, mas por múltiplas consciências em paralelo. Por múltiplas consciências, organizadas telescopicamente para dentro do Infinito. Nada de novo.

Agora, esta realidade, esta mecânica, como um predador, está em cima de ti, ao minuto! O tempo que nós estamos a viver é um tempo, em que os núcleos mais altos estão começando a absorver, a dissolver, os núcleos mais baixos.

A nossa Alma está-se a preparar para assimilar o eu consciente. Assimilar, significa que o eu consciente com todas as suas qualidades, é absorvido pela Entidade Central, deixa de existir como um motor próprio, e a Alma instala-se à superfície da consciência. E, simultaneamente, a Alma está a ser preparada para se fundir com a Mónada. Claro, que isto tem uma longa história! Não pode ser dito, assim, em três palavras! Concerteza! Mas em termos muito amplos, muito gerais, esta é a temperatura da história neste momento. Esta é a temperatura do Planeta! O Planeta tem uma temperatura! Esta é a intensidade com que ele opera! É neste nível que as coisas reais estão a acontecer! É no nível da fusão, num grau, entre núcleos dentro de nós!

E tudo o que está em acto, é uma Escola Planetária de emergência, ou melhor: a Escola sempre esteve aí, só que nós não a víamos. Então, havia uns eleitos, que despertavam um pouco antes do que a humanidade - isto há mil, mil e quinhentos anos - e dirigiam-se a essas Escolas. Hoje, o processo é global. É maciço. Trata-se de a humanidade que está despertando, de uma forma sincronizada, aprender a reconhecer a Escola. A Escola está no ar! A Escola está, simultaneamente, na atmosfera e no teu íntimo! A Escola está a nascer para nós. Ou talvez se tivesse que dizer: nós estamos a nascer para a Escola.

E este despertar colectivo - o que é um despertar colectivo?

É quando o último ser, que tu estarias à espera que se abrisse para o conhecimento Espiritual, começar a falar justamente disso. Isso é que significa um despertar colectivo. É porque a rede de resistência, da inércia mental, da inércia dos seres humanos, está a começar a ceder. E à medida que essa rede cede, à medida que a inércia mental, a inércia da consciência, a inércia do ser, a capacidade do ser ancorar Luz, à medida que isso vai cedendo, os seres mais insuspeitáveis começam em busca da Luz. Os que tu menos esperares!

Quando se fala do Verbo Planetário, do Logos Planetário, da Palavra que estrutura o Planeta, nós estamos a falar de uma Entidade, lá, suspensa na inalterância - porque, Essa, então, está bem no Grande Caudal, e que, para efeitos de evolução, não sabemos exactamente como; é um nível que não está ao nosso alcance. Ela prende o Grande Caudal num ponto e noutro ponto. E tem com isso uma corda. E uma corda produz um som. Esse som é o ordenador profundo do nosso contínuo. Isto é a forma como, neste Planeta, a Energia está estabilizada num imenso Cristal - que é um palpitar na Eternidade... o Planeta, toda a História dele, é, assim, um palpitar no seio da Eternidade!... E a chave do contínuo é a Palavra Divina para este Planeta. Ou seja: é o Nome oculto do Logos Planetário. É o Som... Ele ao tocar o Imenso Caudal num ponto e noutro, tem uma corda (tudo com muitas aspas), através da qual gera um Som. Esse Som estabiliza espaço, tempo, matéria, energia, e todas as forças constituintes da matéria, do emocional e da mente.

Onde se quer chegar com isto, é que o Logos está a produzir uma reafinação do Planeta. Isto é, a transição planetária e a passagem do planeta para uma Nova Dimensão, significa que a Corda, que aqui é um símbolo dos quatro pilares que mantêm a dimensão terrestre - quais quatro pilares? Os Físicos conhecem-nos bem: são as quatro forças fundamentais do Universo - isso está a ser reajustado. É como se o Divino Tocador de Cítara, que tocava há algum tempo uma melodia, tivesse decidido tocar a melodia noutra oitava. Então, está a começar a afinar toda a corda, todas as cordas do seu instrumento, para, digamos, mais agudo. Nós não sabemos se á mais ou menos agudo. É qualquer coisa. É melhor não especular muito..., porque é assim: claro que há uma ressonância entre estas disciplinas! Entre a Mente Logóica e a Música. Há uma ressonância. Mas é difícil estabelecer princípios rígidos entre estas coisas. Mas sabe-se que o Logos está a mexer com as Leis Planetárias. O que significa que Ele está a afinar, está a aperfeiçoar a sonoridade dos elementos que constituem o nosso Planeta.

Em função de quê?

Em função de um Som, em função de um Timbre, que Ele contempla. Em função de uma Terra paralela. De uma Terra que existe - porque, se o Logos é capaz de organizar matéria, ao ponto de tu teres um Planeta, Ele é capaz de ter sonhos bastante potentes!... Talvez possamos mesmo definir que a Terra paralela, a Terra perfeita, existe algures na mente do Logos, e que essa Terra paralela é completamente visitável.

E em função dessa Terra Perfeita, dessa condição Edénica planetária, o Logos está a afinar o instrumento planetário. Ele está a afinar todas as cordas. Ou seja:

O Verbo está cantando, para este Planeta, outra Canção!

E à medida que Ele eleva a canção que sustenta o Planeta, o grau Luz aprisionado dentro de nós, é liberto num novo grau. Ou seja: nós existimos, porque somos uma combinação, um ponto de equilíbrio, entre substância e Luz; entre Consciência e substância. Entre Luz-Consciência e substância. Nós somos um ponto de equilíbrio. Somos um casamento possível.

Esta afinação, que o teu Planeta está a viver, e este aperfeiçoamento do Timbre, do Som Ordenador para o físico, do Som Ordenador para o grande mar astral da Terra, do Som Ordenador para o grande óvulo mental da Terra, o aperfeiçoamento do Som Ordenador para o nível Intuitivo da Terra, tudo isto está em acto, tudo isto está no ar... Este aperfeiçoamento do Som que sustenta a Terra está reflectindo-se em nós. Ou seja: nós começámos a gerar um novo grau Luz. Nós somos reveladores antropomórficos da Luz. Somos válvulas que disparam Luz-Consciência no Universo.

E esta condição de diafragmas da Luz, de seres que injectam Luz Cósmica dentro do espaço e do tempo - por isso é que nós temos uma Mónada. Nós somos diafragmas que injectam Luz - esta condição está a mudar. Ou seja, o diafragma vai mudar de velocidade. Vocês estão a ser reconfigurados em todos os planos para que o grau Luz, capaz de ser transmitido por um ser humano, aumente.

E esta aceleração, esta construção, esta auto-revelação, tem doze etapas. Nós, hoje, não as vamos estudar, mas no último encontro nós falámos desta construção do Corpo de Luz: A estabilização, em nós, de um veículo, que é o resultado da abertura da personalidade para a Alma. À medida que a personalidade adquire transparência - ela agora é opalina. Ela não é, nem opaca, nem transparente. Nem pensar!... Se vocês fossem personalidades transparentes, não conseguiam existir completamente neste Planeta. O grau de caos e de confusão em que a Terra se encontra, não permite o encarnar directo de uma personalidade que esteja num estado integralmente transparente. Então, nós somos estas superfícies leitosas, opalinas, que permitem a passagem de um certo grau de Luz. Não somos opacos, nem somos transparentes. Somos opalinos. Mas mesmo essa opalinidade está agora a entrar num ciclo de Purificação acelerado, que visa remover dos corpos (do físico, da mente e do emocional) tudo o que não está de acordo com a nova Luz nascente.

Então, à medida que o Logos começa a afinar os planos terrestres, à medida que o Logos começa a aperfeiçoar o acorde que é este Planeta, a realidade sinfónica que são as várias esferas deste Planeta, e à medida que um Novo Som, uma Nova Palavra, vai sendo soada pelos elementos da Terra: pela grande maça física, pelo grande oceano astral, pelo óvulo mental, pelas cortinas intuitivas..., tudo isto está a ser aperfeiçoado, está a ser elevado.

À medida que isto acontece, tu, gradualmente, vais-te tornado radioactivo.

Antigamente, chamava-se Iniciação. Iniciação são níveis de radioactividade humana. Isto é: o ser humano começa a disparar partículas de Luz desconhecidas; tipos de Energia que não são conhecidos. O estreitamento dos níveis subtis dentro de nós, o estreitamento do astral com o mental, o estreitamento do mental com o intuitivo, o estreitamento destes três com o Espiritual, o estreitamento deste quatro com o Divino..., este estreitamento, esta fusão, liberta radioactividade. Não a radioactividade dos Físicos, em princípio, se bem que pode ter, até, contrapartes mesuráveis; mas uma acção directa da radiação sobre a matéria.

O que é um Curador Cósmico?

Um Curador Cósmico é um ser que liberta um grau de radiação.

Radiação térmica? Radiação calórica? Radioactividade? Não. Não sabemos. É um tipo de radiação que altera a nuvem electrónica. Altera o comportamento da matéria. Altera o comportamento das partículas. Essa radiação é transmitida por um curador Cósmico, na proporção em que a chama Divina ancora no porto, que está preparado para ela, no centro do cérebro. No centro do cérebro, vocês têm essa câmara - onde está a pineal - que está preparada para receber o Divino. Nós temos zonas em nós, anatomicamente, que estão prontas, que estão preparadas, que foram criadas, para receber a descida do Divino. E nós nunca vamos saber o que elas são, se não começarmos esta aventura.

A estabilização da consciência num oceano de Luz implica um campo Merkabah. Um Holóide. Isto é, implica um grau, um veículo, capaz de ligar hermeticamente estar consciente e realidade. O nosso Holóide, o nosso campo em torno de nós, está regulado segundo a mesma frequência. Por isso, nós nos vemos uns aos outros. Por isso, nós somos tangíveis uns aos outros. Nós estamos todos dentro do mesmo contínuo.

A manifestação de um ser humano começa no útero materno, pela construção em Luz, de uma Estrela-de-David. Após a fecundação, a primeira coisa que acontece - não no nível físico, não no nível bioquímico, mas no nível etérico e nos níveis internos - é a construção, no útero materno, de uma Estrela-de-David. Essa Estrela-de-David é a estrutura Cristalina do Corpo Interdimensional. Do Holóide. E as células começam-se a configurar e a diferenciar, a construir um veículo, mas sempre absorvendo essa matriz Divina, que é a Estrela-de-David.

Todos nós existimos dentro de uma Estrela-de-David. Qualquer um de nós.

Essa Estrela-de-David é o tradutor entre consciência, e realidade envolvente. Ela mantém o ser dentro do programa Divino. Estamos bem longe das auras. Bem longe dos chakras. Bem longe do corpo astral. Não tem nada a ver com isso.

Esta Estrela-de-David, em torno do corpo, cujo polo inferior se encontra no tal ponto Alfa, abaixo do primeiro chakra, e o polo superior se encontra no ponto Ómega, acima da cabeça, essa Estrela-de-David é o Campo Divino, dentro do qual nós existimos. Ele tem uma contraparte electromagnética, tem uma contraparte luminosa, tem uma contraparte energética..., mas principalmente, ele é o Espelho da Mente Divina local. Em torno de ti. Ele espelha Energia Divina para todo o teu ser.

Nós estamos a começar a ser falados de outra forma. Nós, até agora, temos vindo a ser falados, a ser cantados, de uma forma. A tua fisicalidade, a tua astralidade, a tua mente, é Som Cristalizado. É Verbo estabilizado. Nós somos Luz a caminhar muito devagar. E o que faz com que ela caminhe muito devagar são certas constantes harmónicas. Por isso é que se diz O Verbo - é a afinação através da qual os nossos corpos foram estabilizados.

O que é que se segue? O que é que vem a seguir?

Como desde a década de oitenta foi mandado este decreto solar para a libertação, num grau, da Luz oculta na Terra, da Luz aprisionada, foi liberto todo um novo ciclo da reconfiguração dos corpos. Portanto, nós temos vindo a ser reconfigurados a uma velocidade muito elevada, e o nosso tecido, o teu corpo, está a ficar saturado de Luz. Quando vocês observam situações como Padre Pio olhar para uma fotografia, e um indivíduo, noutro continente, ter um cancro completamente resolvido em dois segundos... Padre Pio, que é um curador Cósmico, não? Um Intraterreno que se manifestou na superfície do Planeta. E quando vocês têm este ser, que olha para uma fotografia de outro indivíduo que está noutro continente, e ele é instantaneamente curado, o que acontece é que houve realmente uma intervenção, directamente, da Luz sobre os corpos do ser. Mas essa Luz precisou de usar a consciência de Padre Pio.

Porquê? Porque é que a Luz não actuou directamente sobre a pessoa que estava enferma? Porque é que ela precisou de um curador Cósmico para atravessar?

Porque (e é isso que nós vamos ver hoje) a Luz usa lentes, usa estabilizadores, para poder transitar entre planos. A Luz não viola os planos. Ela existe em Glória, lá, no plano Monádico, no plano Divino, mas para que ela possa chegar a uma célula - quanto mais ao corpo emocional... vocês sabem que há abraços, que vos deixam completamente curados, do ponto vista emocional? Um abraço! Não são três abraços, nem dois. Um abraço! Há beijos, que curam totalmente o veículo mental de um ser! E, assim como existem beijos que curam o mental, e olhares que curam o mental, existem abraços que curam o emocional! Assim como proximidades que curam o físico! Proximidades! Estamos bem longe da questão da imposição das mãos. É só proximidades!

E esta Luz, que existe lá em Glória, nos planos superiores, que não está a ser aprisionada pela consciência - porque a nossa consciência, à medida que vai fechando, vai criando objectivação, vai criando coisas extremamente objectivas, e, à medida que vai abrindo, vai libertando a parte da Energia Cósmica que nós estávamos a prender com a nossa consciência. Então, a consciência respira: ela dilata-se e contrai-se. Quanto mais ela se dilata, mais a energia que tu processas é equivalente, lá, à Glória. Quanto mais ela se contrai, mais o indivíduo se secciona dos planos de Glória.

A tua consciência é o instrumento de cura de centenas de pessoas.

A tua consciência é a única forma que a Energia Superior tem de atravessar as dimensões e entrar no circuito de distribuição de Força. É a única forma!

Aquilo a que este Planeta chama os Anjos (porque, assim que sais deste planeta, esse nome não existe), não podem fazer o circuito completo. A Lei não permite. Quando uma fotografia é apresentada a um curador Cósmico, e a milhares de quilómetros de distância, a pessoa passa por uma cura instantânea, é porque a Energia para curar aquele ser já existia. Já estava disponível. Em níveis internos, a Energia já estava disponível. O grau de oração - oração significa afinar, significa alinhar. Mais nada - o grau de oração, o grau de alinhamento daquele ser com realidades superiores, já existia. O trabalho de oração que a família fez, já estava feito. Estava tudo pronto. Aquele ser podia ser curado. E a Energia estava lá, potencial, como no caso de uma barragem hidroeléctrica, ela estava acumulada, mas ela não podia descer às células daquele ser, senão passasse por uma consciência encarnada - é aqui que nós queremos chegar!

É que a Lei não permite a Energia ultrapassar o elo do eu consciente. A Lei implica que haja sempre um ser consciente, encarnado, na zona em que ela vai actuar. Ela pode fazer tudo até chegar aos níveis intuitivos. Mas do intuitivo, entrar e actuar à distância sobre as células de um outro ser, a Energia/a Lei implica que haja uma consciência lúcida, aberta, alinhada com propósitos superiores, capaz de reconhecer o Divino. E como essa energia está lá, acumulada, no momento em que o curador Cósmico entra em contacto com a fotografia - a fotografia não serve para mais nada, senão para o curador tomar consciência de que aquele ser existe. E, no momento em que ele toma consciência, como no âmago de um Curador Cósmico o que se instalou é o Divino - sabes, o Próprio, a Luz, a Realidade Central - assim que aquele ser entra na consciência do Curador Cósmico, a Energia tem um diafragma, tem uma forma de atravessar os planos, e ir ter com o corpo doente dele.

A Energia precisa da consciência encarnada para circular.

Isto traz-nos uma questão muito simples: é que, até agora, nós temo-nos alimentado de comida, descansamos dormindo, equilibramo-nos uns aos outros de forma afectiva - o afecto é bem um sistema de equilíbrio, também. De harmonia e de equilíbrio - e a nossa fonte de Energia tem sido material, a maior parte do tempo. Ou material, ou emocional. Ou material, ou através do sentimento. Essa etapa terminou.

Se um ser não faz o trabalho de alinhamento com os núcleos Centrais, com o nível Real do seu Ser, se um ser não se abre, e não constrói uma ponte com os núcleos Centrais, não adianta comer, dormir... Chega! Não adianta! Ele entra em exaustão!

A nova fonte de equilíbrio é a Luz contactada pelo consciente.

Fora desta Luz, as pessoas vão entrar - ou já estão a entrar - em exaustão acelerada.

A próxima fonte de alimento é a Luz que o consciente contacta!

Existem vários níveis de activação do Corpo de Luz. Existem doze níveis de activação do Corpo de Luz. Aquilo a que se chama (de um forma um pouco retro) os 144.000, que são um grupo de milhares de seres que pode responder à Nova Energia, antes que a humanidade aprenda a responder como um todo - quer dizer: eles são pioneiros; são como um cavalo de Tróia, que encarnou dentro do seio da humanidade, para fazer esse contacto mais cedo - estes seres estão agora a ter aquilo a que nós chamamos o terceiro nível do Corpo de Luz activado. Esse terceiro nível do Corpo de Luz corresponde a uma nova economia energética em nós. Quando apenas o primeiro nível estava activado, nós comíamos, e sentíamo-nos fortes. Dormíamos, e restabelecíamos as forças. Ou seja, os processos normais: bioquímicos, metabólicos, etc., funcionavam. A partir do momento em que o terceiro nível do Corpo de Luz foi activado, (a partir de 1995), na humanidade que serve, na humanidade que sabe servir, na humanidade que se autoconvocou para ser um servidor, a partir do momento em que o terceiro nível de Luz foi activado em nós, os processos normais não funcionam mais. A Lei mudou.

Não há como um ser se manter energizado, equilibrado, alinhado, nutrido, se não estiver constantemente consciente de que o principal dele, não se encontra encarnado. De que a parte encarnada é um pequenino, um minúsculo, é um infinitesimal do seu ser total. É o tal pontinho do círculo que convexiona o tubo.

A química comum deixou de funcionar, meus irmãos! Nós entrámos em Química oculta! As leis normais da matéria não funcionam mais!

Funcionam em nível mecânico. Agora, isso é ainda em nível de ilusão. Nos níveis mais profundos, nos transportes, nas sinapses, nas transferências de Energia, lá no fundo, a química normal está a deixar de funcionar...

O que é que isto significa?

Acabou a alimentação através da comida!

Já está! Está superado! Se eu me alimento apenas de comida, eu morro de fome! Eu mirro! Eu murcho! Eu desapareço! Se eu me alimento apenas de emoções, eu desapareço! Se eu me alimento apenas de ideias, eu desapareço! Quer dizer, a antiga alimentação humana: física, emocional, mental, terminou!

Terminou, muito especialmente, para os autoconvocados. Isto é, para aqueles seres que estão fazendo a experiência de começar a ligar o arquétipo, dentro desta confusão, que é este Planeta. Vai ser uma coisa muito louca, os próximos anos!

Trata-se de despertar códigos que estão em nós, adormecidos, e reconfigurar tudo: o emocional, o mental e o físico.

Esta acção da Luz é a próxima forma de o ser se alimentar.

Então, o convite que pode começar a ficar no ar, é para que eu comece a observar a oração - e oração é, o que cada um sabe que é, para si... Cada ser tem a sua própria linha orante, a sua própria linha de oração... Mas eu preciso de olhar para a oração, hoje, como uma forma de me energizar, como uma forma de me alimentar.

Então, nós precisamos de nos virar para o Eu Superior como uma Fonte de Energia.

Não tanto como um tribunal que julga. Não tanto como um Núcleo Supremo dentro de ti, que tem opiniões acerca de ti.

E, o que está no ar é este convite, para que as pessoas se virem para o seu Eu Superior, para o seu Núcleo Central, como uma Fonte de Alimento. E que eu comece a associar, de uma forma tão automática, como quando antes eu associava fome a frigorífico - que é um dos automatismos que as pessoas têm cá dentro - e comece a associar cansaço, exaustão, fome, confusão, desorientação, pretensão, o que tu quiseres..., que eu comece a associar isto a oração!

Ou seja: quando este terceiro nível de Luz é activado em nós, não existe equilíbrio fora da oração. Façam a experiência! Façam a experiência de ficar uma semana a repelir o Eu Superior! Mas tem que ser repelir a sério! Não é fingir que repele. É repelir mesmo! Façam a experiência de ignorar a voz, de seguir impulsos!

Cada um tem que percorrer o caminho da autodecifração. É muito fácil! Nós estamos na era de Aquário! Não há mais fórmulas passadas externamente. O ser tem que encontrar a senda de se decifrar a si mesmo, e descobrir qual é a forma, através da qual, ele bebe da Fonte Central. Eu espero que vocês não vejam nisto uma coisa especialmente mística, e percebam a pragmática da situação. Isto é uma situação extremamente pragmática: não há equilíbrio, não há nutrição, não há activação energética, inclusive, os alimentos vão começar a funcionar cada vez menos, se eu não tiver um contacto com o Núcleo do meu Ser. E as pessoas vão começar a energizar-se, a transferir a alimentação, gradualmente, do físico para a capacidade de assimilar Luz.

Entretanto, quando o grau Luz, dentro de ti, começa a ser liberto, quando a Luz dentro do ser se amplia, ela tem que atravessar a lente da consciência e a lente dos corpos. A Luz para irradiar, para chegar aos chakras/à aura, ela precisa de atravessar uma série de planos. Até hoje, observa-se que a Luz chega à intuição de uma forma completamente clara: todos nós somos intuitivos, todos nós temos visão, todos nós temos percepção, todos nós temos mais ou menos clareza sobre o que é a condição ideal para este Planeta. A menos que o indivíduo esteja um pouco alienado. Quer dizer, todos os seres são visitados, eu diria, são bombardeados por uma informação Cósmica de altíssima frequência.

Hoje em dia, não há nada mais simples, do que um ser sentar-se debaixo de uma árvore, alinhar-se com o seu nível interno, e receber a visão da Nova Terra. Isto é uma brincadeira!

Ser capaz de ficar quieto, alinhar-se, e receber a percepção de que há um outro Planeta que está a nascer dentro deste, e de que estamos em comutação e mutação entre civilizações - não há mais uma civilização! Há mutação entre civilizações - e perceber que isso está no ar, não significa nada, hoje! Quer dizer: ter a percepção intuitiva, e responder ao plano intuitivo, não é o trabalho. Isso já está feito. Isso é uma coisa que está instalada em todos nós. Isso é trabalho em nível intuitivo.

O que Eles procuram hoje, é que o indivíduo consiga levar a sua consciência para o plano Espiritual (nós já vamos ver o que é isso) de forma a que o Fogo - porque o intuitivo ainda são imagens, ainda são percepções... - o Fogo, que é a própria radiação do Eu Superior, desça do nível Espiritual para a intuição; da intuição para a mente; da mente para o plano astral; do plano astral directamente para o físico... Só assim, é que este Planeta muda! O Planeta não muda, porque alguém teve uma percepção! Isso são estágios preparatórios...

O trabalho é este ser, ser visitado, possuído, assimilado, pelo Fogo que se liberta do Centro dele! Este é que é o trabalho! O trabalho é ser assimilado! Fundido! É ser transformado! Transformado! É o indivíduo ser incapaz de vibrar na sexta, como vibrava na segunda! Este é o trabalho! É transformação!

E a transformação não se faz, porque se quer transformar.

A transformação faz-se por ritmo. Porque o indivíduo tem o ritmo constante de confirmar a Luz que está a descer sobre ele.

A consciência precisa de estar recebendo o impacto da Luz!

Senão, isto não muda! Senão, ficamos em nível de poesia! Que é onde o processo planetário parou, em nível de humanidade. Nós estamos em nível poético, do ponto de vista da Hierarquia. As pessoas têm uma ideia acerca da coisa. Mas a coisa não está a encarnar entre nós. É absolutamente necessário - e as portas estão completamente abertas..., ou seja: para cima todos os santos ajudam, não é para baixo... - é absolutamente necessário, que estes seres passem da etapa contemplativa, intuitiva, poética, reflexiva..., para a etapa de ancorar a Luz!...

Como é que eu me autoconvoco para a Luz? Como é que este processo de casamento secreto acontece?

Eu preciso de um ritmo, de uma constância, de uma persistência, para dentro do impossível! Eu preciso ter os meus olhos colocados no impossível! O meu sentimento colocado no impossível! A minha mente colocada no impossível! É só quando eu coloco o ponto de concentração do meu ser no impossível, que a coisa, lá de cima, se torna possível! Eu preciso levar, ritmicamente , todos os dias, três vezes, cinco vezes, vinte vezes por dia, o tempo que for necessário..., eu necessito levar os meus corpos àquele ponto vibratório. É um ponto vibratório!

E o que está a acontecer é uma transformação de hábitos culturais, por hábitos Espirituais. Ou seja, nós temos hábitos culturais: temos hábitos mentais, hábitos físicos e hábitos emocionais. E isso forma um jogo de forças em nós. Esse jogo de forças mantém a nossa consciência num binário - prisioneira naquele ponto. E eu necessito transformar hábitos culturais em hábitos Espirituais.

Isto é: eu preciso de, ciclicamente, todos os dias, tantas vezes quantas forem necessárias, trazer a vibração dos meus corpos para o Templo no Centro.

E isto tem que deixar de ser uma prática, e passar a ser um facto perene! E os nossos corpos aprendem! Imagina, se o corpo mental não aprende a assimilar Luz! Ou se o corpo astral não aprende a assimilar o Amor do Cristo! Ou se o físico não aprende a transformar a alimentação comum numa alimentação que precisa da Luz para se completar! É todo outro Universo! Toda outra construção!

Agora, quando esta Luz começa a descer, ela encontra a consciência. E o que acontece é que, quando a consciência não foi transformada, e quando certos compostos estão nas emoções e no mental, pelo facto de a Luz que está a nascer dentro de ti estar a aumentar, todas as reacções, que estavam latentes no físico, são aceleradas. Então existem inúmeras doenças que as pessoas vão ter no futuro. E essas doenças acontecem, porque a Luz que está vindo da Alma, e a voltagem acrescida que essa Luz produz, ao atravessar a lente da consciência, encontra a consciência distorcida.

Quando se está no primeiro nível do Corpo de Luz, a consciência pode estar distorcida, pode estar entretida, pode estar alienada, que não há despoletamento de doenças, ou despoletamento de estados potenciais, que podem ser fobias, podem ser tipos de ansiedade, podem ser gripes que duram dias e dias e ninguém sabe de onde veio, podem ser febres altas... No primeiro grau da activação do Corpo de Luz, a consciência pode fazer o que entender, o astral pode fazer o que entender, o mental também, que não há o despoletar de situações latentes no corpo.

Mas desde 95 que todos nós entrámos nesse terceiro nível do Corpo de Luz. No terceiro nível do Corpo de Luz, se a consciência não estiver alinhada com os níveis internos, e se os veículos não forem trazidos, ciclicamente, todos os dias, a essa vibração - repara: trata-se de aprender a pôr a natureza do teu ser, isto é, o físico, o emocional e o mental, numa vibração. Numa vibração secreta. Só tu sabes qual é. Isto é extremamente íntimo. É uma coisa que não deve ser verbalizada excessivamente (parece-me). Mas cada um sabe muito bem, sem sofismas, como e onde se leva o físico, o emocional, a mente... Como se pousa a nossa natureza no Altar.

Quer dizer, a oferta que está em acto, a oferta que está a ser colocada à nossa frente, não é mais a oferta de joelhos a sangrar em Fátima!... Nem é oferta de vela!

A oferta és tu!

Isto é o que significa, os seres que estão coligados com a rede Melchizedeck. Toda a oferta. Não há nada que tu faças que substitua este facto simples. Terminou a religião, começou a espiritualidade. Não terminou para todos. Terminou para alguns. E no fenómeno religioso, nós temos formas de fazer a oferta, temos instrumentos de oferta, temos modos de oferta... No nível Espiritual do trabalho, a oferta és tu! É melhor eu deixar de atirar areia para os meus olhos! Eles não aceitam mais nada, abaixo do próprio ser! Isto é real para os autoconvocados. Não é real para a humanidade comum. À humanidade comum, eles aceitam tudo.

O nosso trabalho é, em vez de pôr lá, alguma coisa, no Altar, pôr o próprio ser. Eu tenho que pôr o meu físico no Altar. Eu tenho que pôr o meu emocional no Altar. Está aberto eu pôr o físico no Altar! Está aberto!... É o momento! Este é o sinal, a característica, do nosso tempo! O PH do nosso tempo é este! É a capacidade de grupos humanos se colocarem eles mesmos no Altar. Colocar o físico, colocar o emocional e, principalmente, colocar a mente no Altar, que é o mais difícil de todos.

O ser, ao entregar o seu corpo físico à Energia Superior, ele está a entregar o seu corpo, a sua fisicalidade, aos construtores do próprio corpo. E ao entregar o emocional, a mesma coisa. Muito do emocional não se cura, porque o indivíduo não põe aí a concentração. As energias emocionais já têm tendência para viverem por si, para retornarem sozinhas à consciência, para interromperem a nossa vida o tempo todo. O nosso emocional já tem essa qualidade de estar constantemente insistindo em puxar a atenção para ele. E é muito importante que eu possa entregar o emocional e que tire daí a consciência. Mas eu não tiro a consciência do emocional, para pôr no mental... Eu não vou substituir os sentimentos e a emoção por ideias... Isso seria uma fraca troca. Nem vou tirar a consciência do emocional para pôr no físico...

Eu tenho que aprender a tirar a consciência do emocional, no momento, por direito, por lei, porque, legitimamente, eu estou a começar a colocar a minha consciência acima do mental. Ninguém se liberta do emocional, ninguém tira a consciência do emocional, ninguém supera o emocional, se a consciência estiver no mental ou no físico. Impossível! Eu supero os meus nós emocionais, porque eu insisto em colocar a consciência acima da mente.

É quando eu coloco a consciência num nível mais alto - como uma criança que precisa de beber água, sabes, e que põe o copo levantado, para ver se os adultos vêem que ela tem sede. Tem que chegar a este nível! É porque eu ponho o copo levantado, para o intuitivo, para o espiritual, que eu passo a ter, por lei, o direito kármico de não me ocupar mais do meu emocional. Se eu não faço esta entrega mais alta, não funciona! Eu vou parar às terapias de grupo. Mais ainda: se eu tento fintar o meu emocional, sem fazer essa busca, sem ter consciência de que a minha sede não é emocional, de todo..., a tua sede não é emocional! Parece, mas não é! A tua sede é de Totalidade! De Absoluto! De Plenitude!

Agora diz-me: como é que tu vais chegar à Plenitude através de outro ser humano?

E quando eu tomo consciência de qual é a minha sede, de qual é a minha verdadeira necessidade, eu preciso de, tomando consciência, erguer o meu ser..., sabes, Corações ao Alto! O que é que significa esta expressão Corações ao Alto!? Significa a capacidade que um servidor tem de segurar o seu coração e de o entregar, lá, à Fonte de toda a Plenitude! À Fonte de toda a Saciedade! Mas isto necessita de ser um movimento consciente, assumido, vibrado, sentido!

E é quando, pela Lei do Corações ao Alto!, eu consigo levar a minha consciência ao nível mais profundo, que eu tenho o direito kármico, psicológico... Não há dano psicológico, se eu passar a tirar totalmente a minha consciência das coisas emocionais. Donde que, isto é um diálogo de aperfeiçoar a entrega. A nossa entrega - não sei se vocês estão a ter consciência disto no dia-a-dia - a nossa entrega precisa de ser renovada diariamente. Quando se fala em entrega, nós temos a sensação de que acontece uma vez; é uma espécie de Iniciação... Não. Isso chama-se Votos. Votos, é quando o indivíduo se organiza para, naquela noite, naquele dia, naquele fim de semana, naquele retiro, tomar a entrega dele, totalmente consciente, para ele mesmo. Isto é: ele vai entregar o consciente, vai entregar o físico, vai entregar o karma, vai entregar a família, vai entregar a saúde... Votos é isto. E renovação de Votos pode acontecer de dois em dois anos, de três em três anos... Agora, Votos é um ponto de partida. Depois, a entrega necessita de ser renovada todos os dias.

Todos os dias eu tenho que entregar mais profundamente o meu mental. Entregar mais profundamente o meu emocional...

Porque, se não há esta manutenção - por isso é que nós falámos de ritmo - se não acontece esta manutenção, se não acontece este retorno àquele ponto essencial da entrega, diariamente, persistentemente, começa-se a acumular, de novo, a mesma sonolência. A mesma indiferença. A mesma sensação de que alguém vai fazer isto por nós. A mesma sensação de que estamos dispensados do acto Sagrado perante nós mesmos. Começa-se a acumular esta demissão.

Agora, actualmente, no terceiro nível do Corpo de Luz - que é onde está a entrar o grupo mundial de servidores - neste terceiro nível do Corpo de Luz, não é mais possível manter os corpos fora da Energia. As consequências são instantâneas. Então, as pessoas falam em exaustão, falam em cansaço, falam em desvitalização, falam em desorientação, falam em medos, falam que querem começar já a fazer qualquer coisa, (já chega de ver a coisa, agora é preciso fazer qualquer coisa...), falam de esgotamento, de depressão...

Quanto mais subtil, quanto mais luminoso, é o potencial de um ser, quanto mais refinamento ele pode manifestar na sua natureza, pior ele vai se sentir, se não fizer o trabalho. Vocês não podem sentir-se bem, se não fizerem o trabalho essencial.

E à medida que eu vou para dentro, eu começo a atravessar uma zona desconhecida de sentimento - que não é, nem alegria, nem tristeza. Que não é, nem preenchimento, nem vazio... É uma zona de indefinição. Mas está lá. É um estado.

E agora, tu vais mais fundo, para dentro do teu ser, até que chegas ao denominador comum de todos os Corações: O Cristo. Nesse denominador comum, é onde eu sou UM com todos vocês! E é onde vocês são Um entre todos nós! E é onde o UM vibra!

Eu acho isto tão belo!... Quando eu consigo conceber que eu tenho um Coração em mim, que é o Coração de todos os seres vivos..., não o meu!...

Mas eu preciso de praticar a conquista do meu Coração Único. Eu preciso de praticar o rumo ao Coração Único. Eu preciso de praticar isto!.

Muito obrigado pelo vosso contributo. Até breve.


UM ENCONTRO COM ANDRÉ

Belém, 9 de Novembro de 2001

(Transcrição por Emília Simões)

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