Nós temos vindo a falar de grandiosidade, hoje vamos falar exactamente do oposto, do que acontece quando o indivíduo já não quer saber da questão da grandiosidade ou da humildade para nada. Quando, de uma certa forma, um ser já se encontra num grau de resposta tão profundo, tão constante para ele, que o assunto da grandiosidade, uma vez compreendido, ele permanece estruturado, estável, com uma real capacidade de diálogo, isto é, ele não se transformou num autómato dessas correntes cósmicas superiores mas permanece sensível, com um coração colorido e uma aura perfumada, com uma presença autenticamente humana.
Quando a mónada sai do seu estágio de preparação secreta, começa a utilizar os corpos de um ser e passa a um estágio activo, o homem está perante o problema de permitir que esse caudal se exprima e ao mesmo tempo permanece humano, capaz de ler, de facto, a cintilação da luz nos olhos das outras pessoas, capaz de ver o que está à sua frente. Por oposição, muitos seres, quando a possibilidade cíclica se apresenta de eles se tornarem ligados na força cósmica, e isto é uma observação que vem do passado, muitos seres deixam-se colonizar por essa força cósmica em vez de a mediarem. Portanto, deixam-se fixar, congelar pelo aspecto “poder” da força monádica e podem perder o contacto com o aspecto Amor da força monádica.
A contenção de vozes internas de grandiosidade é um trabalho que está a ser feito profundamente neste núcleo e, pelo facto de sacrificialmente nós entregarmos as nossas consciências para nos tornarmos cientes deste assunto, e um trabalho sagrado que é doado através dos campos morfogenéticos e dos campos telepáticos para a humanidade inteira, tomar consciência da delicada combinação entre humanidade e divindade dentro de nós e como é que o cuidadoso enriquecimento dessa mistura necessita de ser feito de forma a que um ser seja um espelho de mundos indisivelmente sublimes e ao mesmo tempo permaneça igual, isto é, não perca a visão do outro.
Tomando consciência desse processo nós podemos começar a olhar para os 10 estágios sobre a Ascensão. Estes 10 degraus são experiências internas de crise mas também experiências de profundo enriquecimento interior que nos vão colocando no alinhamento com o Raio principal do nosso ser profundo, que é múltiplo. Ele tem várias mónadas e está em várias moradas ao mesmo tempo. Ele convive com Conselhos, com Mestres ascensos, o nosso ser interno é múltiplo, vasto, ramificado, mas existe uma nervura central, um núcleo que rege todos os outros e que está no plano de ligação entre o mundo criado e o incriado. Este núcleo é um princípio criador em nós que desce de muito alto – Avatar (em sanscrito). Este núcleo avatárico contém a capacidade de emanar ondas vibracionais suficientemente potentes para irem dissolvendo as camadas superiores de um ser (corpo causal, corpo da alma, corpo monádico) e implantar-se directamente num dos seus prolongamentos espaço-temporais. Isto é, o avatar dentro de nós vive 9 vidas simultaneamente em mundos diferentes.
Temos partes que são sincronizadores entre esferas terrestres profundas e que vivem em cidades paralelas à Terra e somos nós. Partes que vivem em planetas de 5ª, 6ª dimensão neste momento. Partes que vivem em civilizações que lidam com tipos de plasma e de consciência, tão imensamente puros, que a superfície da Terra ainda não pode receber. Partes que já são curadores por natureza, estão sempre vibrando a energia de cura. Vocês têm mónadas que já têm acesso às reuniões de decisão regional ou continental em relação ao que a Hierarquia pensa fazer dos próximos 10 anos. Vocês têm mónadas e almas que têm livre trânsito nas câmaras e nos envelopes electromagnéticos de avatares. A nossa consciência só se descongestiona quando uma pessoa começa a praticar a memória dessa vida múltipla. Só 1/9 de vocês é que está na evolução terrestre de superfície e vocês têm mais 8 que estão noutras dimensões ou têm corpos que estão noutro tipo de organização.
Um ser só começa a tomar consciência de que a energia divina o envolve dia e noite quando se olha a si próprio como um fragmento do seu ser total. É esta percepção de nós próprios como um poliedro, em que cada mónada é um vértice de um prisma, que pode apaziguar profundamente o interior de um ser.
É quando ele compreende que está a viver simultaneamente em várias dimensões, quando ele se descongestiona de uma fixação no espaço e no tempo que o núcleo avatárico pode começar a ser reverberado para baixo. Pode começar a receber a onda que lhe vem dizer que todas as mónadas dele são uma ilusão porque isto é a suprema libertação.
Existem duas leis cósmicas: Lei da Felicidade e Lei da Libertação.
A Lei da Felicidade diz que, a partir do momento em que as tuas escolhas são vividas em função de aliviar a dor dos outros, não há mais ninguém infeliz porque tu vais criar arcos transcármicos que superam a vibração deste planeta, porque o altruísmo à escala cósmica, não é uma vibração da Terra mas de Sírius.
A Lei da Liberdade é só quando eu compreendo e intuo, amo, invoco que eu sou um ser múltiplo que a energia complementar de núcleos paralelos a este (sistema mónada/alma/personalidade) que está vivendo esta vida, pode vir em teu auxílio. Então, o sábio que tu és em Sírius pode interpenetrar o caminhante que tu és na Terra.
Esta vida aqui não é nada! Não é o drama que as pessoas querem fazer dela. Ela é só o suporte para a revelação de outros núcleos que estão a viver noutras dimensões, que lidam com correntes criadoras muito mais vastas e que estão à espera que o indivíduo entregue esta vida. Quando um indivíduo aprende que ele não está aqui para viver a sua vida mas para unir a sua vontade individual com a sua vontade cósmica, é a única coisa que conta neste momento nas nossas existências. Quando ele toma a decisão de fazer esta união, podem passar 10 anos até que a união realmente se efective, mas a decisão já foi tomada e é isso que dá liberdade ao espírito. Toda a lei da cura se resume ao facto da união da vontade individual com a vontade cósmica. Depois vêm as várias medicinas mas enquanto este ponto não estiver trabalhado, o indivíduo volta sempre ao princípio. A nossa vida só se transforma numa espiral quando um ser decide que não veio aqui viver realização pessoal mas unir a sua vontade individual à sua vontade cósmica, e depois deste horizonte, ele descobre que a sua vontade cósmica também contém a sua realização pessoal.
Para que esta união se faça basta que o ser diga: “Pai seja feita a tua vontade”. Esta lei está impressa no éter planetário há 2000 anos, exotericamente. O indivíduo vive a vida externa o melhor que puder sem se impressionar com nada. Ele viver a vida externa pelo que ela é, uma partícula do ser total, mas internamente, onde nada pode interferir, ele inaugurar e expandir um culto sagrado, secreto ao seu próprio altíssimo, a 10ª mónada, o regente avatar.
Isto é uma coisa de culto, de se fixar dentro, no secreto, nesse núcleo de fogo mantendo um trabalho o mais harmonioso, pacífico e sereno possível com o exterior, e quando as coisas correm ou não correm bem, ele agradece, ama e supera, mas ele não faz da vida exterior o ponto porque o ponto é esta união da vontade humana com a vontade cósmica e esta união é a cura.
Quando os Irmãos dizem: “não tenhas medo, atenta para a generosidade essencial do Universo. Concebe, visualiza, imagina o que o Universo é realmente, uma esfera de luz dourada com partículas multicoloridas. Sente, abre-te, concebe essa celebração universal”. Os Irmãos dizem isto para que o indivíduo deixe de ter medo desta existência, porque enquanto ele tem medo desta existência, o impulso electromagnético que vem de fora é mais forte do que a sua capacidade criadora e assim ele está atrofiado.
Esta 10ª mónada está em Deus, ela é a energia total, a última dimensão. O trabalho interdimensional que tem sido feito exaustivamente pelas naves-laboratório, pelos devas continentais, pelos devas grupais, pelos regentes de raças, pelos regentes de nações, pelos regentes de raio, o trabalho interno que tem sido feito é para permitir que o Raio principal do vosso ser (raio avatárico) possa ser sentido, porque quando sentirem isto começam a ter consciência que estão preparando uma salada e estão a bordo de uma nave ao mesmo tempo, e a ter consciência que aqui há um obstáculo mas têm visão holográfica, estereoscópica para se contornar o obstáculo.
Se eu começo a entender a minha interdimensionalidade, a invocá-la, a abrir-me para ela e a ficar maduro nessa consciência interdimensional, todos os obstáculos terrestres ficam transparentes porque eu aprendo a vê-los de fora da Terra, porque senão a consciência fica contraída dentro deste cérebro e não recebe auxílio dos seus irmãos cósmicos.
Na verdade, todos vocês sabem que têm vidas paralelas em civilizações de luz, e até têm pedaços dos vossos corpos subtis prisioneiros de zonas de inércia planetária, só que o campo monádico está fora. Nós estamos a falar das mónadas.
A grande concepção é tu sentires essa luz branca, pura, firme, e acredita que essa luz vem ao teu encontro!
E como é que se toma consciência dessa luz? Nós para tomarmos consciência disto precisamos aprender a soltar todas as partículas da nossa existência, como a última respiração de um moribundo. Precisamos de aprender a exalar o fogo de fricção. Precisamos aprender a cair internamente numa zona sagrada para além de qualquer aspecto de posse. Tu sentes a luz avatárica no momento em que te entregas até à última partícula e, primeiro, é preciso aprender a fazer isto durante um segundo, cinco segundos, e durante esse tempo tu não pertences a nenhuma esfera do Universo.
Eu preciso pôr definitivamente na minha consciência que a nossa vida vai ser um círculo fechado, não vai haver nada de novo daqui para a frente. Significa que vais ao cinema, namoras, tens filhos, tens coisas que te distraem e morres de tédio! Isto é o que significa não haver nada de novo porque a alma recusa-se a renovar o ser. E as nossas vidas vão ficar num círculo fechado se nós não aprendermos a fazer a entrega, a fórmula em que o indivíduo desencarna e encarna no mesmo segundo, em que a psique começa a tomar consciência do seu ciclo matéria e do seu ciclo antimatéria, porque o regente avatar é o núcleo que rege as nossas existências na antimatéria, no nível espiritual puro.
Este primeiro nível (o alarmado) é o nível em que milhares de pessoas vão entrar nos próximos anos. É um estado psíquico que revela que o indivíduo já saiu do caminho da ignorância. O ser percebe que tudo o que ele sabe não o está a ajudar em nada. Ele não consegue extrair significado das coisas que vivia até então. É um estado de choque. Ele acorda e aquilo que ele construiu não tem mais sentido para ele e ele está chocado pela revolução interna que a alma está a produzir. O alarmado é o estado de uma pessoa que descobre que há escolass de conhecimento, e que há um caminho, e ele fica alarmado porque não sabe se já perdeu demasiado tempo, se usou bem o seu livre arbítrio, ele está alarmado porque está inseguro perante o horizonte que lhe foi mostrado. É um choque térmico porque a mónada aumentou a voltagem, a alma não energiza mais a vida como antes esperando que o indivíduo aspire a uma mudança. É um estágio de insegurança existencial profunda e já é um estágio de Ascensão.
