O som emitido pelo
aparelho mental
propaga-se
em linha recta.
O Som emitido pelo
Coração irradia
em esfera.
O Coração Radiante
realiza
O Maior Bem.
O REGRESSO DE ELIAS
Num domingo, ao executar as tarefas de rotina de limpeza da casa, e apesar do pesado ruído do aspirador de pó, um Hierónimo atravessou a minha consciência como um relâmpago:
Ulikron
A primeira impressão era a de estar perante uma torre de energia violeta escuro, quase negro, porém intensamente brilhante. A potência era avassaladora, como um vento altamente dinâmico que tudo arranca da terra, um tornado ou uma turbina.
Senti tratar-se de um contacto extremamente ‘’grave’’, sério, como se o humor e a tendência para a investigação, características básicas da saúde mental de qualquer ser humano não tivessem lugar ali.
Partilhei esse nome com um dos meus principais colaboradores e ele apenas comentou: ‘’Esse é um nome que imediatamente se percebe como algo que EXISTE’’.
O poder de transmutação presente neste nome era algo nunca antes contactado por mim, muito além de qualquer ideia ou boa vontade espiritual.
Consciente de que o meu ser interno se havia aproximado de algo maior, desconhecido e até um certo ponto de uma dimensão incompatível com as minhas próprias contradições agradeci e reenviei este impulso de novo para os níveis supramentais do meu ser, procurando esquecer.
Meses depois, numa viagem nocturna ao lago, no centro de Portugal, no qual me retirava frequentemente, afastei-me do automóvel lentamente e fui conduzido a uma rocha no meio da urzes. Sentei-me, respirei e entoei o mantra LYS SEPHIR AMAH, que à anos era usado para sintonizar com o Reino Interno.
Pouco depois fui envolvido por uma energia vertical estrita, de uma intensidade e majestade além de toda a compreensão. A dignidade, o poder, a absoluta e sólida união com um Bem Supremo envolvia-me e convocava a minha Alma a uma superação de limites assustadora.
Em frente a mim nos planos subtis, numa área de três ou quatro metros quadrados, percebi a paisagem nocturna a ‘’convexionar-se’’, tornar-se mais real que a textura visual comum e um campo magnético fostíssimo acumulando-se nessa pequena área.
Uma presença anunciava-se. Tratava-se da mesma ‘’coluna’’ de fogo violeta escuríssimo e radiante contactada anteriormente. Não houve transmissão alguma, nem imagens, nem símbolos... apenas uma comunhão. Retirei-me de novo, reenviando em gratidão este contacto para os planos internos.
Em 2001 fiz um retiro numa serra próxima do ponto mais alto de Portugal. Alojando-me numa pequena casa de pedras, os dias sucederam-se sem ruído ou dispersão, dedicados ao desenho, poesia e música como disciplina espiritual.
No final, na véspera de retornar à cidade, acordei a meia noite com um comando fortíssimo. Ergui-me na cama e uma frase clara sobrepôs-se a todo o pensamento:
‘’ ULIKRON é Elias, o seu nome cósmico’’
*
ULIKRON vem para o impulsionar dos corpos superiores dos homens e para a ignição do fogo de Orion junto à Humanidade.
Em paralelo com Ashtar Ashgran, Hierarquia de linhagem crística presente na órbita terrestre, Ulikron trabalha o elemento luminoso-dinâmico dos veículos transcendentes do ser humano.Esta Hierarquia, parte do programa Ashtar ancorado no vale de Ur, na Argentina, foi anunciada por José Trigueirinho nas suas importantes obras seminais sobre os mundos internos.
Era-me mostrado que Ulikron e Ashtar Ashgran formam uma polaridade circulo-eixo na activação e estímulo dos corpos superiores dos seres humanos, sendo o elemento magnético-lumínico dinamizado por Ashtar Ashgran e o elemento Potência e Inversão Cósmica atribuído por Ulikron.
Ashtar Ashgran Ulikron Ashtar Ashgran
Ashtar Ashgran Ulikron Ashtar Ashgran
Ulikron surgia-me como uma potente coluna de fogo divino, de Vontade-Poder-Síntese, invertendo a manifestação de um ser, enraizando-o no Céu, Ashtar Ashgran envolvia os corpos superiores do homem (aqui representados por uma estrela de seis pontas) em luz-magnetismo transcendentes, coesionando e estimulando estes corpos internos numa síntese de luz-energia-radiação e pulsação.
Tanto quanto me era possível compreender, três Grandes Vidas posicionavam-se em uma formação triangular, como um envelope pré-anunciador da descida do raio e da presença crística na Terra.
Nessa formação os três seres assumiam potências e qualidades distintas, ocupando o vértice mesmo da incandescência vibracional necessária para a aproximação do cristo Cósmico, o Raio e a presença pessoal de nosso Criador sistêmico, Eloham.
Esta descida divina é antecipada pela radiação crística combinada, em um triângulo supremo de Shamuna, Ulikron e Ashtar Ashgran, com a radiação crística, simultaneamente pessoal e impessoal, no centro.
Ulikron
Cristo
Shamuna Ashtar Ashgran
* Ulikron representa o quoficiente da Radiação de Vontade-Poder que a humanidade pode neste ciclo absorver, Vontade e Poder com origem em uma Entidade de Síntese que aproxima lentamente de nosso sistema solar.
* Shamuna representa o equilíbrio perfeito entre opostos, a Paz Galáctica, representando a Entidade conhecida como Espírito da Paz, e o magnetismo transcendente do Amor Divino.
* Ashtar Ashgran representa o princípio luminoso, estimulador cristico dos corpos superiores da Humanidade.
Outros triângulos de Hierarquias também atuavam do mesmo modo, na preparação para a descida da Energia Crística na Terra, mas esta era a formação que me era dado contactar.
Neste ciclo de contacto com Ulikron não me permitia seduzir pela ideia de que estaria em contacto directo com tal Ser, sabia estar lidando com um invólucro electromagnético projectado, um pequeno coeficiente da radiação total do corpo de luz Daquele que, em tempos, foi um ser humano chamado Elias.
Existe em nós uma vida maior e uma vida menor.Existe no arco mais abrangente de nosso ser, uma vida de fundo, oculta, tangencial, como duas superfícies polidas que se unem perfeitamente, à própria raiz e à própria razão da existência.Essa vida de fundo em nós é a parte do nosso ser que não contém qualquer mistura e permanece livre.
Uma parte do nosso ser está misturada, numa diálise constante com o mundo, com os outros e com a nossa própria subjetividade, essa parte do nosso ser é feita de misturas, combinações, complexibilidades. Além desse compósito de energias, forças e pensamentos, existe em nós a Vida Maior.
Usamos os termos maior e menor pelo tipo de foco e de abrangência que cada um destes núcleos constitui. A vida menor usa a consciência para criar uma representação do mundo, da energia manifesta. O mundo é um denominador entre milhões de consciências, é uma estabilização de uma dimensão, numa tela consensual: para que essa dimensão exista é necessário um acordo entre as nossas consciências diurnas – a fórmula cognitiva-perceptual que constitui a dimensão reconhecida do mundo.
E o nível em nós que não tem mistura, tem um foco e uma abrangência, não de um mundo, mas de esferas dimensionais, não de um dia, mas de um vasto panorama de tempo e de espaço. Esse nível não se mistura, não se associa e não se identifica com a manifestação.
A região pura de um ser reconhece, instantaneamente, a tua região pura de todos os outros.
Nas regiões mais abaixo, nas esferas da vida e da consciência onde há mistura, existe uma grande necessidade de troca para estabelecer contacto, linguagem, mas nessa região, que permanece unida à raiz do próprio Universo, aquilo que em mim é límpido e transparente, reconhece aquilo que no outro é límpido e transparente porque aquilo que é da raiz detecta o que é da raiz em cada momento, em cada pessoa, em cada circinstância.
Independentemente do grau de mistura e de confusão que podemos sentir aqui em baixo, somos impulsionados a viver, também, aquilo não tem mistura, a pulsação pura de origem, extremamente activa nas câmaras secretas do ser.
Essa pulsação da Origem, base indestrutível do ser, presente nas camadas essências da psique, está sempre presente, basta que eu aspire intensamente a que a consciência se doe à parte de mim mesmo que não tem mistura.
Quando olhamos para as nossas sombras, elas são energizadas pelo nosso próprio olhar. A maior parte das vezes, se não existe um trabalho profundo de cura, ficam ainda mais fortes pela preocupação e concentração nesses elementos retrógrados. Quando olhamos
para a nossa luz, passa-se a mesma coisa.
Sempre que dirijo a consciência para a parte de mim que não tem história planetária, que é transparente, pura, límpida, nascida no céu, todo o meu ser é impregnado, em ondas, por essa Presença balsâmica; aquilo em nós que tem mistura precisa, por vezes desesperadamente dessa unção.
Antigamente chamávamos a esta parte do ser: Mônada, Atman, Centelha Divina e Espírito. O problema destas palavras, sendo palavras, é o de criarem no córtex, sinapses especificamente endereçadas para criar ilusão de que compreendemos o que estamos a dizer.
Existe em nós uma região que é como uma Terra onde o Sol nunca se pôs, feita de luz, e, no entanto, exercendo uma pressão criadora imensa sobre toda a parte em nós que é misturada, complexa, evolutiva.
O Comando Estelar aproxima-se do homem para aumentar a capacidade do ser humano de ancorar, em si o primeiro aspecto do Universo, a Vontade.
Ulikron lida especificamente com essa electricidade suprema a que Madame Blavatsky chamou ‘’Fogo Cósmico’’, Fohat.
Ulikron lida com o processo de fusão de:
*matéria/antimatéria,
*Partícula/antipartícula,
*universo/antiuniverso,
*tempo/eternidade,
*ciclos evolutivos/arquétipos cósmicos
A humanidade recebe do Alto, para o seu desenvolvimento colectivo, uma constelação de arquétipos, de forças modeladoras divinas que pré-determinam as qualidades e categorias do comportamento de povos e indivíduos; essa família de arquétipos – pai, mãe, filho, herói, Messias, bem, mal, iniciação, árvore da vida, elixir da eterna juventude, ancião, criança, etc. – marcará as grandes auto estradas da nossa evolução psicológica.
Uma galáxia recebe 21 arquétipos, os atractores cósmicos, Supremos, de toda a evolução dinâmica em macroescala, atractores, ou signos, que exercem o seu poder de síntese tanto sobre as partículas materiais, como sobre a consciência, como sobre Mônadas.
Uma galáxia contém um centro de poder – Pai, um centro de Amor – Filho e um centro de modelação dinâmica de Luz – Mãe, sendo esta formação trina um émulo da Trindade Suprema, no centro do Paraíso.
O Trono é trino. Em torno do Trono, que geograficamente se situaria no centro de um disco galáctico, existem 21 portais. Isso significa que o Trono actua com uma incrível precisão numérica, geométrica, gemátrica e até semântica ou semântrica: Isto é, o Trono actua numa incrível precisão de som-significante-criador, pois tudo o que se encontra sob o seu domínio tende a responder em ciclos de definição de alinhamento progressivamente mais exactos.
Em certas fases do processo descendente da força-presença criadora existem descontinuidades imensas, vazios entre planos que só podem ser superados mediante um salto vibracional, tais descontinuidades são portais cósmicos e a relação entre as duas margens de um portal cósmico encontra-se sintetizada na palavra mistério.
Estes portais tocam um limiar consciencial, rompem o envelope electromagnético que modela a consciência dentro do limiar anterior, e propulsionam todo o ser para dentro de um novo oceano de consciência superior.
Na verdade, assim como a visão é uma ‘’alucinação’’ controlada, a ‘’lucidez’’ é uma loucura controlada. Um óptico poderá dizer que a visão é uma alucinação mantida estável; como todos partilhamos da mesma alucinação chamamos a isso ‘’realidade objectiva’’.
A consciência – desde uma simples concha, passando pelos gatos domésticos, pelas plantas, pelos seres humanos, pelas hostes angélicas, pelas irmandades cósmicas, pelas ordens criadoras e, finalmente, pelas coroas de vibração em torno do Trono – a consciência e a lucidez são a ‘’loucura’’ divina tornada estável em patamares de percepção.
Quando digo loucura estamos nos antípodas da palavras tal como ela é usada em psicologia clínica, estamos a falar de quando a consciência encontra a sua própria raiz, ficando livre de quaisquer atributos, torna-se consciência pura, o próprio ‘’combustível’’ do corpo de luz.
O corpo de luz em torno do corpo físico,para ser activado depende do Amor, mas a sua nutrição é a consciência pura: sermos capazes de perceber que todo o ser é um todo e cada todo é absolutamente completo.
Estes portais são controles de limiar entre dimensões. Para cada plano, para cada dimensão a consciência do Divino é comprida, adaptada e ajustada.
Somos conscientes na medida em que participamos da consciência divina no grau em que ela foi criada para uma determinada. Ninguém tem consciência por si mesmo, o Divino é consciência.
Nós somos admitidos, digamos iniciados, ao patamar de consciência em que nos estabilizamos hoje.
A nossa consciência é como um anel que sobe ao longo de um eixo, o eixo crístico universal, a autodoação do Espírito Infinito como instrução é Caminho.
O anel em si é vazio, quem lhe dá conteúdo é o Divino. Existe uma frequência para a terceira dimensão e, no ápice dessa frequência, um portal de limiar. Além desse portal existe a consciência do mesmo Deus, desdobrada para as dimensões seguintes. Donde que as chamadas iniciações são apenas as transições de um mesmo para outrra expressão de si próprio mais abrangente, mais abarcante.
O que acontece aos iniciados é que a consciência individual é admitida a um oceano de consciência superior, que sempre lá esteve. Aquilo que somos na quinta ou na sexta dimensão, já lá está: Deus é a consciência total, independentemente do tempo.
Quando dizemos que o ser foi iniciado, essa palavra só é válida do ponto de vista da sua evolução (de baixo para cima), porque, do ponto de vista da totalidade, ele simplesmente se uniu a uma parte dele mesmo que sempre existiu e que, atraindo-o, o esperava.
O Adepto que somos, já está vibrando nas piscinas superiores de consciência divina, agora. O anel da nossa consciência ainda está subindo e descendo da terceira para a quarta dimensão, mas o todo-nós já existe na totalidade da aventura cósmica, plenamente potente enquanto Ser Total, mas em actualização no processo-Tempo.




