Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
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Friday, December 30, 2011

O Óleo e A Chama


“Existe a Chama e existe o óleo.

A Chama – divindade suspensa dentro e acima de nós – é o símbolo a vida de seu próprio plano, os mundos ardentes.

Ela é soberana e livre no seu próprio reino: expansão e novas altitudes sempre renovadas, plataformas inexauríveis de Realidade perfeitas em contínua formação.

A Chama existe acima do óleo em glória e deleite cósmico, como um pássaro perfeito, hermético na auto-contemplação de seu profundo mistério.

O óleo nasce do misterioso e vasto lagar do psiquismo humano. Ele nasce e refina-se no processo humano de gradual entrega ao Divino.

A Chama não nasceu nunca, não tem idade: um Olho Intemporal, uma imperativa e suprema Palavra de Fogo.

A Chama pertence e reina nos mundos ardentes.

O óleo nasce lenta e laboriosamente na intercepção entre o mundo subjectivo da experiência interior e as Câmaras internas de Aspiração Ardente – na fixação secreta de estratos progressivos de Amor-sabedoria-compaixão do grande Fogo, segregação inclassificável da oculta e inconsciente oração do mundo.

Se a Chama vem de Deus, o óleo é a verdadeira e única oferta do Homem ao Infinito. A sua capacidade de dar ignição no mundo ao mais alto de todos os Fogos.

A Chama vem de Deus, como um Deus ela mesma, prístina e heólica, um arauto da Permanência Cósmica Central, um guerreiro da inalterância.

A Chama existe acima do Homem num planar livre e auto-suficiente. Soberana, irradiando a sua luminescência esfíngica e enigmática a Chama permanece acima do Homem, imprevisível, indeterminável e transcendente – o tesouro do alquimista, o vôo arrebatador do místico, o mistério tremendo do gnóstico, a Lei Imutável do ocultista, o Amor Maior do poeta espiritual.

O mundo existe pela Chama, contudo a Chama nada deve ao mundo.

A Chama existe em completude, elegância e perfeição. O mundo oscila entre crepúsculo e obscuridade, meias verdades e erros totais.

“E se o mundo se deve elevar e atingir uma condição final, última, cada nova tracção, cada novo impulso, cada nova revelação transformadora é feita através do óleo sagrado de um Homem em total rendição ao Supremo.

Pode a Chama descer ao mundo? Pode o mundo ser erguido à Chama?

Sim. Esse é o Planalto de vastas operações que a humanidade em breve irá desvelar.

A Chama desce ao mundo através da mediação sagrada e do poder subtil do óleo.

Na aproximação ao mundo a Chama dança e o anunciar da Última Forma, a dança da Última Terra, a dança do fogo sólido.

O refinamento do óleo é o cântico do mundo, a dança das formas, a alternância entre dor e alegria. O refinamento do óleo é a segregação do mundo, a razão de ser das coisas múltiplas – o produto de uma existência progressivamente consciente.

Estando além da forma, contudo, na sua aproximação ao mundo, a Chama anuncia uma forma culminante, a Dança da Terra Última, a dança do Fogo Sólido, a perfeição da matéria.

O óleo – combustível sagrado da combustão espiritual profunda – é o resultado da alquimia da força-vida em nós, da mole de força-mundo que é lançada contra nós, em nós, através de nós, da potência da vontade-de-ser do Homem cumprindo o seu próprio ego e, superando-se, alçando a níveis além-ego, além mundo.

Contudo, ao elevar-se, o Homem é transformado em um vaso de Chama, e mais além, é transfigurado na sua identidade cósmica, permitindo que a Chama, através dele, se revele ao Universo Exterior.

E assim a Chama transubstancia o Abismo Molecular.

Nossa elevação tem como efeito retroativo a geração de canais de descida do Divino.

O eu psíquico é a face da alma que encarna – pois a alma tem uma outra face, o eu superior, que permanece acima da consciência de vigília. Assim o eu psíquico é um prolongamento da Luz-Paraíso a partir da Centelha Divina presente em cada ser humano. Um prolongamento na direcção das formações exteriores, formações emocionais, mentais, físicas.

As sínteses progressivas de fragmentos desconectados de experiência, a cultura oblíqua de uma Verdade Cósmica emergente e a doçura, compaixão e abnegação que o eu psíquico manifesta a cada passo são um lagar onde o óleo sagrado é espremido e refinado.

O refinamento dá-se, principalmente, por absorção de forças obscuras e reenvio dessas forças de novo à sua origem, purificadas e reordenadas.

O discípulo em refinamento e preparação para a combustão sagrada, é um Coração-Dínamo, um Coração-Estrela, um Coração-Verdade. A ele chegam correntes de mentira e ilusão, de magma primordial ancestral e de semi-verdades.

Finalmente, repetindo em si a Grande Verdade Oculta – ele ordena o caos. Dele partem correntes de luz límpida, de tonalidade cristalina, de simetria exacta, de penetração profunda e de potência dourada, formações autorizadas de Amor-cura, de Amor-paz, de Amor-consciência.

O resultado desta alquimia refina o óleo da união com o supremo Ser dentro de si e, automaticamente, purifica , purifica o mundo.

O mundo e a sua espantosa e contínua contradição de luz e sombra, entre semi-verdades e crueldade óbvia, entre momentos de ternura e compromisso e a sua negra crônica quotidiana fornece o cenário onde o grito emergente da alma por uma realidade Maior necessariamente amadurece, evoluindo de apelo incipiente a contínuo clamor.

O poder da alma encarnada para clamar pelo seu Senhor é imenso. O senhor virá quando o chamamento for contínuo, a nota tímbrica oculta for exacta e o cântico-chamamento estiver vibrando em um planalto claramente espiritual.

O discípulo avançado é uma encarnação desse contínuo clamor por mais Vida, mais Luz, mais Realidade.

Ao eu psíquico corresponde a tarefa de conscientemente refinar o óleo sagrado que alimenta a união. Ele deve concentrar o chamamento interior num único ponto, numa única idéia, num único facto profundo, um único valor alvo.

Os focos emocional e mental devem estabilizar-se num mesmo ponto de converxão e atracção de todas as energias psíquicas em torno de um mesmo pólo de máxima vigilância, máxima tensão, máxima consciência.

A oração-activa, enquanto momento especial, ritual, de união com o Divino, deve dar lugar a um estado contínuo de abertura ao alto.

O fim da oração activa anuncia o nascimento do Ser-Templo.

O refinamento dá-se, justamente, pela rejeição gradual de todo o elemento estranho à pura adoração da Vida Divina. A cada purificação consciente emerge uma nova resina preciosa, elevando a qualidade do óleo. A cada passo de superação de um apego ou de um cenário ultrapassado mais se perfuma o óleo da união interna.

A cada insinuação da força-mundo e da vontade-vital em seus múltiplos disfarces o eu psíquico aprende a absorver Amorosamente o conflito, a confusão, a incompletude e os hiatos na continuidade cósmica e, sem julgamento, sem postura absoluta, sem rigidez, mas movido pelo Amor à perfeição, à única realidade, movido pelo Amor das coisas realmente grandes aprende a elevar essa obscuridade. Essa matéria prima da cruz do mundo, no altar da oferta de si ao Supremo.

O sofrimento e a dor por si mesmos não podem elevar o ser humano ao Divino – se assim fosse o mundo estaria saturado de seres iluminados – pelo contrário, é a capacidade de, centrado no planalto olímpico da compaixão, o Homem poder compreender, iluminar e transformar a dor em luz, o medo em Amor e a violência em união.

Quanto de cada um de nós é necessário dar, quanto Amor invisível, quanta sabedoria – a ressonância Supramental do Amor – é necessário conquistar em nós mesmos para que estes nódulos de incomunicação possam ceder e dar passagem à luz?

Verdadeiramente grandes são os seres que ancoram em si a operação da alquimia do mundo. E, ainda que se aproximem da condição semi-divina de Atlas, eles cultivam a consciência de que são apenas canais de reversão do processo de decisão cósmico.

“A Vós, ó Fonte e Origem Supremas, entrego a obscuridade, a dor e a inverdade do mundo. Nas Tuas mãos entrego a massa obscura e inerte, a vaidade e o ódio, a longa espera dos povos e o desespero de tuas criaturas. Nas Tuas mãos entrego toda a dor que chega a mim, bem como o meu próprio tormento e vazio, nas Tuas mãos entrego a sombra que invade Tua criação.”

Assim, ora o eu psíquico, na noite profunda, no lagar do óleo sagrado. A cada abnegação, a cada silêncio construtor, a cada nova verdade vibrada no éter, a cada palavra de paz e mansidão se opera a alquimia do combustível da união. O refinamento prossegue.

A Pura Presença tudo dissolve, tudo cauteriza, tudo cura. A Pura Presença tudo renova, tudo transforma em luz. Ela contêm o segredo das múltiplas dualidades. Ela contêm o segredo do mundo enquanto processo evolutivo.

Na Pura Presença tudo se transforma em aumento de potencial. A dor, a tristeza e a alegria, tudo se revela como escola de um vasto panorama cósmico. Em Deus todo o desencontro reemerge resolvido na consciência como uma nova potência hidráulica, como uma mola de ascensão.

Para o quê virá a Chama? A Chama vem para iluminação e libertação do mundo. A Chama vem como um emissário que elimina o tempo e estabelece o princípio da PAZ UNIVERSAL.

Como pode a Chama ancorar no mundo, se o mundo evolui pelo tempo, se o mundo aprende pela dor, se o mundo proclama a dualidade?

È a contínua aspiração e silenciosa dádiva de si que permite que a Chama ancore no mundo. Ancore através do peregrino. O nosso trabalho, enquanto eu psíquico é realizar e refinar esse óleo.

Em linguagem bíblica o óleo é chamado “o azeite da lamparina”. Na psicologia esotérica chama-se o “Caminho Longo”.

A vinda do Senhor é a Chama, que subitamente acende o pavio. Conhecida como “o “Caminho Curto”.

O Caminho Curto – refinamento do óleo – é um trabalho de construção.

O Caminho Curto – a invocação da Chama do Deus Interior – um relâmpago de auto-revelação. Um instantâneo de luz, verdade e poder, envolvido pela absoluta realização de que somo deuses em transito pelo espaço-tempo: somo gigantes adormecidos, olhos dormentes sob a insciência da substância.

O Caminho Longo é uma construção e um refinamento que é vivido nos corpos da personalidade humana. O Caminho Curto começa com uma realização transcendente no plano mental superior, com impacto directo sobre a personalidade.

Não é possível existir Caminho Curto sem um prévio percorrer do Caminho Longo, pois o relâmpago da auto-revelação não vem apenas para o deleite e deslumbramento do místico mas para a conquista e soberania absolutas sobre a antiga natureza humana.

O relâmpago da auto-revelação – a Chama – necessita de descer abaixo do mental superior e instalar-se no centro de resposta de cada veículo humano – físico, emocional e mental.

Numa primeira fase a nossa vida – acções, pensamentos e motivações – deve ser de tal forma vivida que invoque a chegada da Chama. É uma etapa de aspiração e chamamento interior.

Numa segunda fase nossa existência deve permitir que a Chama permaneça após chegar. Tudo o que é vago, medíocre, grosseiro e anti-divino será eliminado pela própria presença da Chama, desde que a nossa entrega seja completa.

É uma etapa de entrega e sinceridade: Nesses momentos, ainda que verde a lenha humana é seca pela intensidade da Presença.

Numa terceira fase é necessário que a Força Divina descendente tome conta dos corpos, não apenas ao nível da inibição, rejeição e expurgo do que é velho e superado, mas como uma potência de total reconstrução da natureza dos corpos, uma revisão cósmica da substância e devir dos próprios veículos humanos. É uma etapa de Iniciação e transfiguração.

A cada Peregrino o cosmos pede que cuide das condições que permitem à Chama permanecer ancorada no reino humano.

Se a Chama se aproxima e o ser não fez o Caminho Longo seria como tentar acender uma lamparina que não tem óleo: a Chama pode inclusive ser intensa, mas será necessariamente breve.

Por outro lado se o ser que está percorrendo o Caminho Longo, persiste estritamente no processo de Caminho Longo, com sua contínua auto-análise, auto-referenciação, e lenta alquimia – ele poderá bloquear a descida do fogo interno, única realidade que finalmente dará sentido ao óleo que ele tem estado a produzir.

O refinamento do óleo e o poder de combustão implica o limar das arestas que nossos corpos apresentam a cada momento. Ninguém vai fazer isso por nós. É um trabalho ligado à vigilância, à humildade, à bondade, à coerência e à integridade. Trata-se de assumir uma postura absolutamente nua e autêntica perante nós próprios.

O quotidiano – na verdade, simplesmente a forma como o universo se nos apresenta a cada momento – é um processo de refinamento interior. De refinamento das preciosas resinas da psique.

Subitamente dá-se o advento da Chama. Este acontecimento inesperado indica que o refinamento da psique atingiu um grau exato.

Mas, qual é o grau exato?

Segundo um ancestral adágio esotérico o caminho para Shamballa é o caminho da inofensividade total: ahimsa.

O Coração Gentil – inofensividade total – acontece no seio secreto da mente, no núcleo onde os pensamentos germinam, no centro profundo onde as meta-ideias ganham forma: não à superfície, mas na consciência profunda, na total ausência da compulsão de ferir, da compulsão de competir, de ofender. Na verdade, ahimsa é a completa irradicação do potencial de magoar, seja em que nível for.

Thursday, October 13, 2011

Ímen cósmico. Lis. Seres Espelho

Como é experimentado pela maior parte de nós, a consciência conhece vários ângulos de ligação entre o profundo sono e a lucidez. Existe um estado em que o ser experimenta uma implosão da consciência na direcção da sua própria fonte, da sua origem e neste estado a criatura reaprende a sua condição de filho de expressão divina e esta sintonia axial com o coração imenso que liga todas as formas vivas e que se traduz, no plano da lucidez, por uma capacidade de existir sem distorcer.

Este estado axial em que a consciência se ergue até atingir a sua condição perpendicular em que o mastro da percepção vai sendo erguido até que ele se torna cruciforme em relação à horizontal da experiência humana.

Quando a consciência atinge 90º no coração, automaticamente, sem esforço, sem que o ser saiba como, ele começa a amar de uma forma perfeita. Esta irradiação de amor extremamente poderosa vai preenchendo o meio ambiente e queimando o que não pertence ao plano e vai curando tudo à nossa volta. Significa apenas que o ser reencontrou a sua condição de localização do coração uno.

Existe este estado do ser no qual tu te auto revelas como um diafragma do coração único isto é o que se passa no centro psíquico, na zona central do tórax e nós temos, enquanto criaturas, vários anéis a atravessar e teríamos um imenso caminho a percorrer até que o ser começasse sequer a suspeitar do que é isso de ele ser uma parte do hímen cósmico.

Quando o indivíduo busca o coração único, quando ele percorre todo o processo de tentativa e erro até chegar à condição de uma embaixada do hímen cósmico encarnado, quando faz este longo processo e, eventualmente, toca o coração único, os observadores e ele próprio vêem nisso uma virtude, uma qualidade, um estado excepcional do ser, um processo longo de borilamento, aperfeiçoamento, eliminação de excessos, defeitos, carências até que o ser eventualmente, por um lapso de segundos, entra no coração único.

Mas existe um único ponto da consciência – isto é uma proposta de exactidão – que quando vocês estão aí o coração único irrompe sem esforço, sem borilamentos, sem processo psicológico.

Existe um único ponto num espectro imenso que, quando o servidor afina com esse único norte, a erupção do hímen cósmico é inexorável, apresenta-se, impõe-se. Estar nesse único ponto de consciência é a única coisa necessária.

Nós temos dois caminhos: o caminho longo e o caminho breve.

O caminho longo é tudo o que o indivíduo vê à frente dele sempre que a sua consciência não está alinhada com o cristal galáctico ao qual ele responde. Neste caminho longo a consciência faz o que quer, vai para onde quer e o resultado é sempre o hímen cósmico (ele tem um poder de atracção sobre tudo o que é sensível desde o fósforo presente nas ondas do mar que as torna brilhantes até às mentes galácticas) tudo é gravitado na direcção do hímen cósmico.

Eu tenho este caminho no qual a minha consciência se vai aproximando e afastando e eu tenho um longo trabalho de purificação, de transformação, de limar, de refinar a minha personalidade ou eu tenho o caminho breve que é o que acontece à natureza humana no momento em que o ser coloca o foco lá no ponto místico, naquele único pontinho donde ele jamais deveria sair.

A axialização da consciência é o trabalho. Hoje não se considera trabalho o caminho longo. Eu terei sempre que fazer caminho longo porque a minha consciência está num estado errático mas no momento em que eu aprendo a me identificar com o único grau da experiência que conduz às piscinas crísticas do universo, automaticamente, tudo o que é virtude adquirida pelo carma, não conta. Sempre que a minha consciência não está nesse grau eu estou no caminho longo e tenho o caminho breve ou fulminante quando eu aprendo, quando eu amo, quando me identifico, me torno assíduo, me disciplino nesse único ponto. E nesse único ponto que é justamente o caminho estreito (o buraco da agulha de que fala o Novo Testamento), as virtudes da alma emergem naturalmente sem qualquer elaboração, sem qualquer chama. As virtudes da alma emergem porque nesse ponto todo o homem é santo, puro, o passado é desactivado, o carma não existe, o darma não conta, nesse ponto tu observas-te sendo vivido pelas energias de raio. Fora desse alinhamento eu relaciono-me com as energias de raio, estudo, aproximo-me ou afasto-me, inclusive eu tenho afinidades em função das energias de raio.

Nesse único ponto não há raios, chacras, ocultismo, mística, metafísica, não há caminho, nesse único ponto eu apercebo-me a ser vivido por correntes cósmicas criadoras, por radiação criativa.

Este amor que emerge do hímen cósmico no momento em que o ser está alinhado com o centro (não estamos aqui a falar num processo de sintonia, de precisão) e todo o ser humano sabe ir para lá porque entre a consciência e a sua origem ninguém entra, é hermético, aqui são os reinos da gnose. A consciência sabe do seu Pai, ela vai, assim eu me disponha a que ela vá.

Quando este ser aprende a soltar a consciência das coisas velhas e permite que o pássaro da consciência migre para o seu lar, o amor que emerge não é nenhuma virtude é simplesmente o veio crístico universal exprimindo-se através de ti.

Os nomes que os corpos tridimensionais dão a este único ponto são muitos, mas eles correspondem àquilo a que se chama a “consciência crística”. O termo “crístico”, “ungido”, é este estado no qual a consciência retorna ao alinhamento com a sua origem e fica funcionando como um transdutor (tradutor/condutor) entre a origem e o mundo e tudo o que o indivíduo procura manifestar à força e duma forma artificial tendo como base a moral, a ética, é o que acontece nos 359º da consciência, eu estou constantemente a aperfeiçoar-me excepto neste único grau em que eu não me posso aperfeiçoar porque eu me entreguei num nível onde as sondas axiais podem penetrar na minha consciência e iniciar a sua vibração de ultra estabilidade.

Quando a consciência de um ser encontra este único ponto acontecem 3 coisas: na plano do irradiador central imerge o hímen cósmico e ele ama como quem respira, muito para além da virtude amar que não entra neste nível.

As virtudes da alma: humildade, bondade, tolerância, amor, compreensão, paciência, disciplina, na maior parte de nós são construções de baixo para cima, são construções da consciência polarizada na personalidade tentando imitar uma alma.

Todo o nosso trabalho espiritual, de nível moral, era essencial até há uns tempos atrás e o caminho longo é o caminho de uma personalidade que leu sobre a alma, cresceu e aprendeu sobre o eu superior, e tenta reproduzir o eu superior aqui em baixo.

O caminho breve consiste em o ser levar a consciência para o único ponto necessário e não sair daí. Uma vez unido ao único ponto, aquilo que eram as virtudes passam a ser realidades com a raiz na própria alma e aqui tu amas e és tolerante sem saberes como e tu entregas-te ao serviço dos outros porque é a única realidade possível, é servir o próximo. E enquanto que servir o próximo é um esforço em nível de personalidade, é um instinto em nível da alma.

Quando eu alinho a minha consciência para o único ponto, o meu centro oculto começa a revelar o hímen cósmico, e o emocional e a mente entram num estado, que é finalmente, o viver sem distorcer.

Fora deste nível central ninguém vive, tu és usado por radiações e forças do meio ambiente e o caminho longo é o caminho através do qual um ser aprende a ser cada vez menos manietado.

Um ser que não distorce é extremamente perigoso porque a 4ª e a 5ª dimensão são as dimensões da próxima realidade que a nossa 3ª dimensão precisa de aprender.

Este único estado, no coração, revela o hímen cósmico e na mente revela o poder de não distorcer.

Hoje o trabalho resume-se a levar a consciência para o ponto em que a alma toma controle. Então nós temos pontos da consciência em que a alma não controla a personalidade e uma vez que a personalidade não tem um princípio de identidade nela mesma, se ela não é controlada por dentro é--o por fora, pelas forças do meio ambiente e pelos registos genéticos e comportamentais que estão sediados na cauda do teu ser. Hoje o trabalho resume-se a levar a consciência a esse único ponto e observar o controle que a alma exerce sobre a personalidade e a partir desse momento agir sob controle.

O vazio é a mais alta invocação que existe no cosmos. Este vácuo no qual o ser se submete por inteiro à vibração da sua origem e só há um ponto no teu ser em que isso acontece e quando eu ponho a minha consciência aí, tudo é feito sem esforço.

O nossos corpos físico, emocional e mental e também a consciência têm um ponto, neles, ungido. Ungido é o estado em que um plano de consciência vem receber a influência de um plano de consciência acima.

Aquilo a que se chama o Filho é uma função cósmica suprema. Temos o gerador, a testemunha e a Mãe e esta testemunha, este ungido, é toda a frequência cósmica centrada em torno da descida da força. Então, em todos nós há um errante e há um ungido e eu evoluo, a partir desta etapa, ou por me relacionar com o errante ou por me relacionar com o ungido.

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