Amhaj

Para que possais trilhar a senda luminosa é preciso responder ao Chamado. Isso significa vencerdes provas, nas quais terão confirmado o vosso elo com a verdade e com a luz. Todos os seres, um dia, penetram essa senda e alcançam a Morada Celestial. Porém, eons se passam até que o ciclo se consume. Não vos intimideis frente ao mal. Não desafieis o inimigo. Não retardeis vosso caminhar pelo clamor do passado. A poeira dos tempos será lavada do vosso ser; novas vestes trajareis, e grande será o júbilo da libertação. Porém, nessa senda pisareis sobre rosas e espinhos, e devereis aprender o mistério do Bem. É tempo de justiça. É tempo de graças. Magnífico poder, o Irmão Maior se aproxima. Silenciai vosso coração e acolhei o grande amor. Tendes a Nossa paz.

Hierarquia
Showing posts with label Formação de Curadores. Show all posts
Showing posts with label Formação de Curadores. Show all posts

Thursday, October 13, 2011

Cura - Formação de curadores

O mal estar da humanidade faz parte da iluminação da humanidade.

O mal estar, a doença, a desarmonia vão aumentar, eles foram instrumentos preciosos no nosso caminho.

Alguns apontamentos sobre cura.

A introdução a isso passa pela compreensão profunda de que a doença, o mal estar, o sofrimento, são o último recurso do nosso ser interno. Quando se está perante um quadro de sofrimento profundo, de descompasso, de desarritmia entre o interior e o exterior, doença física ou psicológica, significa que o centro do teu ser esgotou os outros métodos de bater à tua porta. O nosso ser interno obedece a uma gradação de estratégias de despertar. Nunca começaria pelo sofrimento ou pela doença. Ele começa pela inteligência, e, dependendo dos raios que regem o ser, o nosso ser interno pode recorrer ao amor, à sedução pura e simples e ao magnetismo central, isto é, à experiência não contornável, persistente, de um hímen que é activado no centro do teu peito e que continuamente chama a tua consciência a um ritual interno.

Ele chama, sussurra, e diz: “não é assim, dilata a tua consciência, torna plástico o teu amor e a tua relação com o mundo, desenvolve a compaixão, simplifica os teus actos”. Esta pequena voz vai falando e repetindo e assim passam séculos.

Quando a doença surge e o sofrimento se apresenta, são o último recurso. Existem ciclos, o nosso ser não evolui alietoriamente nem por processos apenas erráticos, até mesmo os processos erráticos acontecem dentro de uma estratificação imensamente elegante. Estamos existindo num oceano de lógica superior. Nós somos bombardeados por inteligência (amor/sabedoria), envoltos em radiações saturadas de informação.

Da mesma forma que o plano físico, a intuição é um plano constituinte do teu ser. Está lá sempre. O plano intuitivo dispara constantemente e de uma forma maciça indicações do caminho a seguir, só que estas informações, regra geral, não confirmam o que eu quero, são coisas diferentes.

A minha vontade não sabe nada acerca do caminho, ela sabe muito sobre sobrevivência, competição, conquista, domínio ou ser dominado (é a mesma doença com sinal oposto) essa vontade não conhece o que está conduzindo o ser, são correntes distintas, e uma situação de desarmonia que emerge num dos teus corpos é um recurso final dos teus níveis internos (a doença é produzida por ti mesmo do nível superior para o inferior) para ajustar a pequena vontade humana à vontade central do espírito.

Alguns seres desceram a esta dimensão com uma linha programática muito definida e sincronizada com o processo de iluminação da humanidade. Eles aceitaram descer com um programa de experiência ligeiramente à frente do que a massa colectiva está destinada a viver.

Muitas das crises individuais que observamos na nossa própria natureza horizontal, são pré figurações micro cósmicas de uma crise global daqui a 10 anos.

Então, muitos de nós nascemos com o voto, com a apetência, com a aceitação de viver a crise planetária antes que ela se instale a um nível colectivo.

Nós não estamos a falar de quadros apocalípticos como os da idade média, transpostos para o presente, não é esse o ponto. O ponto é que as civilizações entram em crise, e ainda bem, senão, continuava a ser exactamente o que era indefinidamente, e daqui a 500 anos estávamos no mesmo ponto. As civilizações precisam de crises, é o mais saudável que pode acontecer a uma civilização, porque é a forma que um conjunto de hábitos, consensos, pontos de convergência, acordos culturais, etc., tem de se pôr a ela própria em questão.

Estes seres que vieram viver crises agudas, são, geralmente, curadores em formação.

Quando te apercebes que dos teus veículos (sistema nervoso, emocional, mental) estão a ser exigidos mais, aparentemente, do que a média, é melhor esquecermos essa questão do carma, porque o carma é uma lei válida num nível de consciência, ele é o resultado de um nível de consciência, muda de nível de consciência, muda de lei.

Existem leis que absorvem a lei do carma instantaneamente. Se eu passo por uma crise, por uma ruptura emocional, mental, por uma desacoplagem em relação aos hábitos do ambiente à nossa volta e se eu tenho desde a adolescência aquela voz no semi consciente, constantemente, a dizer: “eu não sou de cá” ou, “eu sou de cá mas não é daqui” ou, “eu vim parar à época errada, eu não pertenço aqui”, se eu tenho este síndroma do inadaptado, é melhor que um indivíduo lúcido comece a transformar o síndroma do inadaptado no estado consciente de um curador em formação. Não há inadaptado, há curador em formação.

Inadaptado é quando o indivíduo acha que o Universo se enganou, que devia tê-lo colocado algures noutro espaço/tempo qualquer.

Todas as tuas crises, todo o teu potencial ou acto de conflito, é escola, faz parte da tua formação como curador.

Vamos aprofundar 5 ou 6 etapas da formação de um curador.

Todos os grandes curadores de nível cósmico (estou-me a reportar a Teresa Newman e a Padre Pio dentro da igreja católica no Ocidente, por exemplo) começaram por grandes processos de sofrimento.

No momento em que se consegue conquistar, num nível planante de relação com o sofrimento, com a dissociação, com a dualidade em nós mesmos, com a incomunicação, no momento em que se conquista uma quota planante acima disto, entra-se definitivamente na formação de curadores.

Enquanto eu me estou identificando com o sofrimento dos meus corpos, eu estou no nível do inadaptado, do coitadinho, do: “como é que eu saio desta?” no momento em que começas a olhar para o teu sofrimento de uma forma mais impessoal, mais alta, em que tens uma relação inteligente com o sofrimento, não significa que eu vou deixar de sofrer. Significa que eu sofroXinligência. Há um produto entre a inteligência e o estado emocional, entre a inteligência e uma angústia psicológica. Tenho que incluir uma inteligência refinada nestes processos, de forma que eu possa perceber o que é a formação de curadores. Enquanto eu estou no nível de uma relação linear com o sofrimento, eu faço parte do problema planetário, à medida que me vou identificando com a região do meu ser central, límpida, não reactiva mas activa, vou entrando numa zona da minha psique que é toda ela um sorriso.

Que sorriso é este?

Não vamos dizer que não vivemos uma crise com um olhar por detrás da crise que não tinha um sorriso e um olhar completamente transparente. Sempre que se cai em pranto, por detrás está um olhar do mesmo ser num outro nível. Não existe pranto absoluto! Existe pranto, canal, olhar, sorriso, lucidez, limpidez, serenidade. Com certeza que existem múltiplas posturas ao longo deste espectro.

Sempre que vocês vêem o sorriso do vosso próprio ser (não é o riso, não estamos a falar de coisas psicológicas), é a vossa essência do fundo do tempo retransmitindo para dentro do tempo, à absoluta segurança que tudo é para o bem. Este sorriso vem das telas da eternidade e é uma injecção de radiação supra temporal para dentro do tempo. É isto que significa “Esfinge”. Por isso é que as pessoas vão ao Louvre e depois passam ali meia hora paradas em frente da Geoconda e ninguém sabe porquê (ou das estátuas de Buda)! Então, este sorriso significa o teu ser que não está no tempo, observando, e eu necessito de aprender a combinar, na minha estrutura, no meu espaço, na forma como eu existo, os níveis que estão sofrendo legitimamente, com o sorriso, com a segurança central do ser, com a auto compaixão.

O emocional começa a chorar e tu ficas a olhar para ele serenamente. Eu vou usar todos os momentos em que o pranto não está presente para fortalecer a minha ligação com o sorriso, com o ser esfíngico no centro de mim mesmo.

Quando não estás em crise (e podem ser só 10 minutos), se já estiveres a entrar na formação de curadores, nesses 10 minutos, fazes contacto com o teu ser central, tu fortaleces a ligação com esse núcleo de forma que, quando a próxima bolsa de dor e de tristeza vem, já tem que enfrentar um grau de presença em ti, e essa crise vai e tu fortaleces a conexão com o ser central, e quando vem nova crise, já tem de enfrentar um grau de presença mais forte, de forma que, com isto, nós vamos criando uma tapeçaria de luz, vamos aprendendo a entrelaçar os fios de sombra e de dor com a luz que emana do nosso ser.

Trata-se de produzir um entrelaçado entre uma parte do nosso ser que constantemente busca o alívio e a luz, e a outra parte do mesmo ser que desce da luz para a sombra. Não fazer isto neste momento, é considerado um furto de energia. Se eu não faço o trabalho de me conectar com o meu ser central, eu estou roubando energia ao planeta, porque eu vim dentro de uma lógica energética em que eu me devo transformar num curador e se eu não assumo a configuração de curador cá em baixo, eu estou consumindo energia que não era para mim.

O trabalho básico, hoje, é saber utilizar os momentos em que não se está em desarmonia para fortalecer o contacto, porque quando tu estás em desarmonia, não é o momento de estar em contacto, é o momento de se ver o resultado de se ter feito o contacto. Por isso é que a maior parte de nós, quando entra em desarmonia, vai a correr fazer meditação para uma almofada, e fica pior! Porque tu estás-te a forçar a uma coisa que não está a ser construída inteligentemente. Estás a usar o trabalho interno como uma espécie de bálsamo para um entorse – emergência – o trabalho interno não é uma coisa para usar nos momentos de crise, ele raramente funciona nesses momentos, funciona nos momentos em que estamos minimamente alinhados e assumimos esse trabalho, e quando o momento de crise se aproxima, o alinhamento vem todo ao de cima. Trata-se de criar um sedimento de luz na bacia psíquica.

Posto este ponto básico no ar, existem 4 níveis de trabalho de um curador. Se se apercebem que entraram num regime de crise, de expansão, de desidentificação com o passado, com reacções óbvias (um indivíduo lúcido, hoje, já vê as reacções dos seus corpos chegarem, ainda elas não vieram ao de cima, ele já conhece as suas reacções, de forma que, quando acontece uma reacção, já estava à espera, e como estava à espera, já não está identificado, e como não está identificado, a reacção vem ao de cima, não encontra a consciência e desaparece, porque é a tua consciência, o teu pensamento que a crise vai nascer e se o meu pensamento está no sítio onde a reacção vai acontecer é natural que alimente a crise. Trata-se de voar, conquistar regiões, calotes da consciência onde a coisa não te afecte tanto, até que há um momento em que tu verdadeiramente planas sobre as tuas asas, nesse momento começas-te a transformar num curador.

Postagens populares